Cartão de visitas: como fazer
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Há algumas semanas venho acompanhando a odisseia de uma amiga perfeccionista que está às voltas com a confecção de um cartão de visitas para a sua atividade profissional, que é autônoma e relacionada à produção de vídeo.

E eu entendo a razão do drama dela, afinal quando o cartão de visitas é de uma empresa estabelecida e não há aquele interesse em tratá-lo como uma mídia inovadora, a decisão do que fazer constar nele é bem simples, não fugindo muito do feijão com arroz:
- Identidade visual e identificação básica da empresa (ou, na ausência, o nome da empresa, logo, slogan e URL)
- Nome da pessoa e cargo
- Endereço, telefone, e-mail
Mas quando o cartão é pessoal, ou de um profissional autônomo, freelancer ou trabalhador de home office, a coisa não é tão simples, especialmente porque falta a moldura (metafórica, claro) que normalmente é dada pela identidade da empresa, e ficam aquelas dúvidas:
- Estou fazendo um cartão da minha pessoa, da minha atividade profissional, ou das duas coisas?
- Devo tentar responder no cartão a todas as possíveis dúvidas de quem o receber, ou me limitar ao essencial?
- Devo fazer um cartão tradicional, ou inovar no formato?
- Etc., etc., etc.
Responder a todas elas depende de cada caso, mas vou oferecer minha resposta pessoal e conto com as suas opiniões nos comentários, ok?
O formato do cartão de visitas
Naturalmente há espaço para variação e criatividade neste ponto, mas se o interesse de distribuir o cartão de visitas for o de gerar contatos profissionais agora e no futuro, há vantagem em escolher um formato padronizado: isso facilita que um cliente organizado consiga colocar o seu cartão no porta-cartões (em forma de pasta, fichário, de bolso ou tantos outros) e localizar você quando a demanda surgir.
Se for pequeno demais, grande demais, com formato irregular ou se a informação vital estiver no verso, é preciso contar com muita mais sorte na hora de ser encontrado.
Se você não tiver um formato previamente definido, as dimensões definidas na norma ISO 7810, sobre cartões de identificação, podem ser uma boa referência – especialmente o formato ID-1 (85x54mm), que é comum em cartões de visita mas também serve de referência para cartões de banco e documentos de identidade, portanto cabe em qualquer arquivo do gênero.
O cartão é da pessoa ou do profissional?
Na minha opinião, enquanto você tiver esta dúvida, deve possuir 2 cartões diferentes, e levar ambos consigo onde for, distribuindo-os apropriadamente.

Não há nada de errado ou de incomum nisso: quem vive uma realidade de mais de uma atividade profissional já faz isso com naturalidade, e a mesma regra se aplica a quem pensa em usar cartões para contatos não profissionais em paralelo com os dos contatos profissionais.
O conjunto das informações que constarão em cada um dos cartões vai variar, claro: por exemplo, um contato no Facebook ou no MSN cabem muito bem num cartão pessoal, ao mesmo tempo em que o seu ramo de atuação não deve faltar jamais no cartão profissional.
O que deve constar no cartão?
As informações básicas para o cartão profissional de quem trabalha em home office ou de forma autônoma são:
- Nome
- Contato (e-mail, fone, site ou o que for apropriado)
- “O que você faz”
A definição sobre “o que você faz” varia, mas é bom não inventar um nome de empresa de fantasia ou um logotipo copiado de algum lugar – se você atua profissionalmente mas como pessoa física, é melhor assumir isso do que fingir algo diferente.
Um pouco de especificidade vai bem: se o seu negócio é dar manutenção em redes de computadores, tentar se posicionar no cartão como o genérico “Soluções em informática” pode atrair algum contato interessado em algo mais que você faça (o que é possivelmente bom), mas também pode complicar que o cliente diferencie o seu cartão dos outros similares que ele recebeu do cara que dá manutenção em hardware, do que desenvolve sistemas e do que vende equipamentos…
O santo graal dos cartões de visita, que está ao alcance de muitos de nós quando há um pouco de estratégia envolvida, é um diferencial, apresentado na forma de um slogan ou de um atributo que ofereça distinção aos seus serviços.

Não é preciso ir muito longe na criatividade. Tenho exemplos bem básicos aqui no meu arquivo de cartões: o instalador de telas de proteção escreveu “Pontualidade e segurança” – e realmente ele foi muito pontual, ao contrário de seus concorrentes que não cumpriram nem o prazo do orçamento. O eletricista escreveu “Atendemos até 22h e nos finais de semana”, e isso praticamente garante que ele seja sempre o primeiro a ser consultado.
Entendeu a ideia? Se o seu serviço tem um diferencial e ele pode ser descrito em uma frase curta, isso cabe muito bem no seu cartão. Por outro lado, se você está começando em um ramo e ainda não desenvolveu seu diferencial, pode ser mais vantajoso ficar no genérico e rever o cartão quando isso mudar.
Outras dicas para seu cartão de visitas
- Faça na gráfica: por melhor que seja a sua impressora, por mais fina que seja a serrilha do formulário de impressão que você encontrou no mercado, não vale a pena: não vai ficar igual à impressão e recorte profissionais, e passa uma primeira impressão de amadorismo.
- Cartões especiais: se você vai palestrar em um evento em que estarão presentes muitos clientes em potencial, que tal produzir uma série especial de cartões que faça referência à ocasião e ao tema da palestra? Ninguém que conhecer você lá vai esquecê-lo quando visitar o arquivo de cartões… A mesma técnica vale para outras situações especiais, incluindo viagens de prospecção de negócios.
- Reimprima sempre que algo mudar: nada de ficar corrigindo informações com sua caneta, com um sorriso amarelo – “ah, peraí, o telefone mudou, hehe”. Se mudou, reimprima!
- O truque do celular: se você não fizer constar nenhum número de celular no seu cartão (mas tiver nele um número de telefone fixo), poderá fazer uso de uma das raras ocasiões em que complementar o cartão com a caneta na hora de entregá-lo é visto como algo positivo: quando quiser passar o número do celular, mencione ao cliente que normalmente não repassa aquele número, mas tendo em vista a situação especial dele, ele pode usá-lo.
- O truque da oportunidade de negócio: se você está passando o cartão para alguém que entrou em contato casual (ou seja, não em uma reunião agendada) em um evento em que este possível cliente vai estar em contato com muitas outras pessoas do mesmo ramo, e neste contato tratou sobre alguma oferta ou oportunidade específica, pode ser uma boa ideia anotar esta oportunidade no verso do cartão na hora de entregá-lo, para que ele possa melhor diferenciá-lo depois. Mas se for mencionar algum detalhe específico (preços, promoções, etc.), mencione também uma data de validade para a oferta, para que ele não queira expor você a um “compromisso” meses depois.
- Menos é mais: a não ser que haja um profissional do design gráfico envolvido, cuidado com os exageros de forma: variações tipográficas, cores vivas, fundos extravagantes, materiais incomuns, texturas, recortes, etc. são recursos valiosos só quando usados com critério. O mesmo vale para o conteúdo. Colocar a tabela da copa, o calendário lunar e os fones de emergência só serve bem para a mercearia, que quer que o cartão fique exposto na cozinha por alguns meses, e não disponível no arquivo por alguns anos.
Para completar: cuide bem dos seus cartões. Leve-os em um estojo adequado, não os amasse, risque, molhe, nem deixe o papel mudar de tonalidade. Se algo de errado acontecer com eles, descarte-os e substitua, afinal cartões são um instrumento que ajuda a compor a primeira impressão sobre você!
Leia também:
- Cartão de visita: o seu está precisando de um upgrade?
- 10 dicas para criar os melhores cartões de visita e usá-los com efetividade
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Everton comentou:
em April 26 2011 @ 09:27
Parabéns pelo post!
Foi bastante oportuno, estou montando meu novo cartão de visita, e algumas dicas vieram em boa hora !
Anna Costa comentou:
em April 26 2011 @ 10:15
Sempre bom ver seus posts por aqui. O mais interessante é que, além de ajudar a confeccionar o cartão, você dá dicas sobre o melhor uso dele, como torná-lo mais “efetivo”, rs.
Ótimo post.
Fillipe Silva comentou:
em April 26 2011 @ 11:45
Gostei da dica do telefone celular.
É simples de fazer e com certeza faz diferença para quem recebeu o cartão.
Abraços.
Débora comentou:
em April 26 2011 @ 11:46
“ah, peraí, o telefone mudou, hehe”
Muito bom o post! O meu vai pra grafica hj! And here I go…
Dany Lederman comentou:
em April 26 2011 @ 15:22
Pra mim caiu como uma luva essa matéria!!!
alvescastro2 comentou:
em April 27 2011 @ 09:51
Acompanho quase que diariamente o site e recomendo a todos.
Ótimo post, estava mesmo pensando em mudar meu cartão de visita particular (já vista que o anterior foi totalmente baseado nas observações de outro post antigo sobre o mesmo assunto).
Faltou salientar o tipo de papel adequado, mas acho que isto é um assunto mais técnico, faço a observação pois no meu caso fiquei muito indeciso no hora de escolher o tipo de papel…
No mais parabéns pela acertiva observação.
alvescastro2 – RJ
Bráulio comentou:
em April 27 2011 @ 10:40
Cartões de visita são sempre oportunos, é essencial nos dias de hoje para se obter contatos em várias âmbitos.
Muito Bom!
Álvaro Guimarães comentou:
em April 27 2011 @ 12:23
Já passei a vergonha de ter que escrever tudo num pedaço de papel.
É constrangedor.
Artigo bem completo.
Parabéns.
augusto comentou:
em April 27 2011 @ 12:49
Obrigado a todos! Quanto ao material (não necessariamente papel), realmente a decisão pode ser difícil. Eu prefiro o modelo tradicional, e para isso a gráfica certamente servirá para orientar!
José (Ze Panda) comentou:
em April 29 2011 @ 01:39
Mais um post sobre o assunto muito bom.
Meu ultimo cartão e de minha namorada foram feitos com consulta aos post daqui sobre o assunto.
Um assunto de mesmo caminho que esta me tirando o sono quando o autônomo define algo mais próximo de uma empresa e precisa batiza-la.
Estou a meses a brigar para achar um nome para meu negocio, idéias ruins que não faltam rs.
Acho que vale post como dar nome para seu “filho”
Marcelo Toscano comentou:
em April 30 2011 @ 09:07
Faça seus cartões no moo.com eu recomendo, sempre faço meus mini cards la …
Satisfação garantida!
Pro Gráfica comentou:
em May 1 2011 @ 10:21
[...] post utilizou como fonte Meio bit, Mundo Tecno e Efetividade This entry was posted in Sem categoria by pedromalloy. Bookmark the permalink. [...]
Rafael Log comentou:
em May 2 2011 @ 10:46
Eu sofri um pouco para achar o papel ideal, que desse valor as cores. Depois de uma pesquisa o resultado ficou muito bom!
Usei um papel que chamam de “Duodesign”, o resultado das cores que tanto quis usar foi impressionante.
Poderia ter um post seu para agente compartilhar os nossos cartões de visita. Você seleciona os mais criativos e interessantes. Que tal?
Davi Dalben comentou:
em May 9 2011 @ 09:10
Augusto,
E quanto ao “cartão eletrônico”? Tem alguma ocasião profissional em que vale a pena sacar o celular e enviar um cartão VCF devidamente preparado por bluetooth diretamente para o celular do contato? Ou esse seria somente um complemento ao cartão impresso?
augusto comentou:
em May 9 2011 @ 10:26
Davi, uma situação em que os destinatários dos cartões estejam aptos a melhor receber e processar o VCF via Bluetooth do que um cartão tradicional é algo que ainda não vivi, não saberia lhe responder!
cincinato21 comentou:
em May 16 2011 @ 02:06
Olha eu acredito que para um cartão institucional, a pessoa deva buscar uma agência de publicidade que irá entender melhor o que você busca para o tal serviço e imprimir a sua marca no cartão de visita e que o cartão consiga se comunicar com o seu publico alvo em especifico sem problemas.
Hoje em dia existe várias agências que trabalham executando esse serviço online, aonde o cliente não precisa ir até a agência para realizar seu o trabalho solicitado e os pagamentos são realizados as vezes via paypal ou pagseguro, dando ao cliente a segurança de em caso não receber o produto, terá seu dinheiro de volta.
É só buscar no google por Marketing Digital, Agencias Onlines.
Eu indico a http://www.pb-networks.net
grato