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De freelancer para freelancer: produtividade no homeoffice

pelo autor convidado Luciano Larossa, do site Escola Freelancer

Recentemente passei a trabalhar apenas em casa, nos meus sites e blogs. Uma situação que há muito tempo procurava, até para fugir um pouco à rotina e poder gerir o meu tempo de um modo mais eficaz. Por mais que queiramos manter a nossa produtividade num escritório, acabamos sempre por ser interrompidos por outras pessoas quando trabalhamos em grupo. É um telefonema que chega ou um cliente que precisamos ouvir, tornando o objetivo de ficar completamente focados numa tarefa, algo difícil de realizar.

Mas produzir em casa não tem apenas benefícios e tenho lidado com alguns problemas neste meu dia-a-dia de blogueiro a tempo inteiro. Apesar de considerar mais simples a conclusão das tarefas ou mesmo o cumprimento do que tenho planejado para o longo do dia, existem alguns fatores que ainda fogem do meu controle. Por pouco tempo, mas acredito que para quem começar este estilo de vida como eu, terá sempre que se confrontar com estes problemas.

A principal é mesmo a parte da manhã. Isto porque o fato de não termos efetivamente horário para começar a trabalhar, acaba por nos deixar um pouco mais expostos a podermos ficar mais uns minutos na cama ou demorar um pouco mais no café da manhã. Para quem sente estas dificuldades, hoje vou-lhes deixar alguns conselhos do que tenho feito para ter uma manhã mais produtiva.

Definir o horário de acordar

Acho este ponto crucial. Nos primeiros tempos tentei acordar sem despertador. Uma tarefa sem êxito, visto que o meu corpo nem sempre se mostrou disposto a despertar à mesma hora, acabando por condicionar o resto do meu dia. E não adiante ter aquele pensamento de compensar o tempo perdido pela manhã com mais trabalho pela noite dentro. Simplesmente não resulta.

Por isso, defini um horário pela manhã para acordar e, de um modo bastante disciplinado, levanto-me religiosamente à hora que tocar o meu despertador.

Adotar uma rotina

Outra das táticas que comecei a utilizar foi ter uma rotina pela manhã. Ou seja, todas as vezes que me levanto a minha prioridade é fazer a minha corrida matinal. É um modo de despertar o meu corpo para o dia de trabalho e ficar mais ativo. Depois de um bom banho, parto para o café da manhã, começando apenas depois a escrever para os meus sites.

Manter uma lista de tarefas

Trabalhar em casa como freelancer acaba por ser algo confuso quando não sabemos efetivamente por onde começar. Vou responder aos emails ou verificar as visitas no dia anterior? A melhor forma que encontrei foi fazer uma pequena lista, de modo a priorizar aquilo que era mais importante e começar por esses pontos durante a manhã. Conforme vou terminando as tarefas, risco-as do meu Moleskine. Também é uma boa opção registarmos ideias de negócio que venham surgindo.

Definir o local de trabalho

Escrever os meus textos na sala foi algo que não resultou comigo. Isto porque me sentia tentado a ligar a televisão ou abrir a geladeira cada vez que uma tarefa me parecia mais complexa, acabando por adiar constantemente esses trabalhos. Por isso, reservei um dos quartos e fiz um pequeno escritório. Neste local, sei que apenas entro para trabalhar, deixando a sala para descansar.

Fomente a concentração nas primeiras horas

Quando comecei a trabalhar em casa, verifiquei que as outras pessoas têm dificuldade em ver isso como um trabalho normal, pensando que estamos disponíveis a qualquer hora para ir beber um café ou almoçar num restaurante. Para evitar isso, defini que o meu celular e o Facebook estão desligados durante a parte da manhã, não permitindo desconcentrações e para que fique focado neste período essencial, que são as primeiras horas do dia, aumentando consideravelmente a produtividade.

Use a noite para impulsionar o início do dia

Para começarmos um dia da melhor forma, é essencial que a noite anterior termine da melhor maneira. Para isso, também defini uma hora para me deitar, de modo a que consiga dormir oito a nove horas, pois o tempo de duração do meu sono acaba tendo grande influência na minha produtividade. Músicas para relaxar e desligar o celular durante a noite podem ajudar muito neste caso.

Sei que definir todos estes pontos pode parecer que não tenho controle sobre o que devo ou não devo fazer. Mas para quem começa trabalhando em casa, sabe que é muito fácil ceder à tentação de ir bater um papo com os amigos ou ficar um pouco mais na frente da televisão. E esses momentos não devem fazer parte do seu dia-a-dia. Ou pelo menos de um modo tão rotineiro como acontece com alguns aspirantes a trabalhadores na internet a tempo inteiro.

Ter os seus princípios e definir uma rotina é essencial, principalmente para quem quer viver a longo prazo através de um computador e de uma ligação à internet.

O autor convidado Lucino Larossa escreve regularmente no Escola Freelancer.
 

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Paperless: por um 2012 com menos papel no nosso home office

Eu não compartilho do sonho do “escritório sem papel”, assim, em termos absolutos. Mas um “escritório com bem menos papel” é uma meta que há muito tempo eu buscava definir, e pretendo avançar nela ainda mais em 2012, com novas ações que começaram a ser tomadas no último trimestre de 2011.

São passos simples que você também pode adotar, dos quais já estou colhendo resultado, e que ocorrem completamente sem prejuízo da continuidade do meu bloquinho de anotações, de algumas revistas que prefiro ler em edição impressa e dos registros originais necessários à minha segurança jurídica e fiscal.

Antes de começar a detalhá-los, uma observação: ao embarcar em um projeto de mudança desse tipo, é bom ter clareza sobre a finalidade (ecologia? organização? preservar espaço? etc.) para aí tomar os passos adequados. Por exemplo, se a finalidade for ecológica, não basta reciclar os papeis que chegam: o ideal é garantir que eles não cheguem mais, preservando assim também os recursos naturais necessários à sua produção e logística.

Minha intenção

Para mim o aspecto ecológico entra na jogada colateralmente: não gosto de desperdício, e muito do que recebo em papel só pode ser classificado assim, pois nem mesmo chego a ler, embora muitas vezes arquive. Também há conteúdos que recebo em papel e que preferiria ler (ou arquivar) no computador, sem que a existência de um original impresso me ajude em nada.

Mas a minha principal motivação para reduzir a chegada e armazenamento de papel diz respeito à organização. Graças a um arquivo bem estruturado no meu home office, não tenho maior dificuldade em encontrar os documentos que guardo, quando preciso deles.

Só que no meu caso é muito espaço e esforço para pouquíssimo uso prático, e em quase todos os casos práticos, uma cópia digital do documento (bem mais fácil de armazenar e de pesquisar) me bastaria, quando preciso dela.

Escritório sem papel: como fazer

A primeira etapa é o diagnóstico: uma análise de quais os papeis que você recebe e poderia deixar de receber, ou (mais frequentemente) que poderia receber em outros formatos, bem como dos papeis que hoje ocupam o seu espaço e poderiam ser descartados.

A partir da análise você pode traçar o plano de ação em 3 grandes vertentes, sempre atingindo apenas os papeis desnecessários ou substituíveis:

  1. Descarte: como dar sumiço nos papeis que já estão armazenados
  2. Bloqueio: como reduzir a chegada de novos papeis
  3. Fluxo: como lidar com os papeis que continuarem a chegar, e com os seus substitutos digitais

Eu optei por colocar o plano em prática aos poucos (ao longo de 4 meses), porque várias das etapas necessárias são trabalhosas e chatas, prejudicando a motivação se eu tentasse fazer tudo de uma vez. Está dando certo para mim, mas recomendo que você encontre seu próprio ritmo.

E o resultado é o esperado: o escritório não ficou (nem ficará) sem papel, mas já ganhou bastante espaço que antes era ocupado por papeis, já tem novas rotinas de armazenamento e recuperação de documentos, e já recebe bem menos papeis mensalmente.

Parte 1: Descarte

Quando comecei o projeto, em outubro, meu escritório era quase um templo em honra ao papel. Das 10 prateleiras de suas estantes, 8 serviam apenas para suportar papéis, na forma de livros, revistas, documentos, comprovantes, etc.

Durante boa parte do primeiro mês do projeto, me dediquei a reduzir esta presença. Os passos principais foram:

  1. Identificar livros que eu não precisava mais manter: gosto muito de ler e de ter estantes com livros à mão, mas tenho (e uso) cópias digitais de boa parte dos livros técnicos que eu mais consulto, e outra parte do meu acervo técnico era consultada tão raramente que não justificava sua permanência, considerando que eu tinha a alternativa de disponibilizá-los para a biblioteca de alguma escola técnica, multiplicando a sua utilidade.

    Assim, montei um rápido processo seletivo para escolher uma escola interessada nos meus livros, e a selecionada veio buscar várias caixas cheias de papel impresso com informações que serão muito mais úteis aos seus alunos do que eram para mim. Doei várias obras literárias para a biblioteca do meu bairro também, e pude reorganizar as estantes, liberando 4 prateleiras para outras finalidades.

  2. Podar meu arquivo de revistas: Sou um leitor voraz de revistas, mas não tenho o hábito de manter coleções completas de nenhuma delas, embora arquive organizadamente as minhas revistas que tenham algum conteúdo que possa servir de referência futura.

    Os anos se passaram e essas revistas foram se acumulando. A foto acima mostra (na prateleira superior) os meus revisteiros em 2009, e em outubro do ano passado eles já estavam na metade da prateleira abaixo também. Mas a realidade prática é que o interesse de referência de boa parte das revistas (especialmente as de tecnologia) se esgota após algum tempo, e assim uma boa revisão, realizada em algumas horas de trabalho (permitindo tempo para folhear com calma quando havia dúvida) produziu uma grande redução: hoje as revistas ocupam só metade da prateleira superior, alguns exemplares com interesse histórico foram doados para uma biblioteca, e muitos outros para uma escola infantil, onde devem estar sendo criteriosamente recortados ツ

  3. Racionalizar arquivos de documentos: Eu já estava bem encaminhado neste quesito, mas consegui liberar algum espaço revendo a aplicação das minhas práticas, que resumo a seguir.

    O tempo de guarda de documentos é assunto sério e que não detalharei, mas vale destacar que boa parte dos registros podem ser descartados com segurança 1 ano após o término de sua utilidade prática, mas de modo geral só se descarta os papéis com interesse fiscal (leia-se taxas e impostos) no sexto ano, pode ser do seu interesse guardar perpetuamente (ou ao menos por 20 anos) o que for de interesse trabalhista ou previdenciário, e alguns documentos (como os referentes a contratos em vigor, os acadêmicos, os de registro civil, os históricos, etc.) simplesmente não devem sair da sua guarda.

    As normas atuais sobre boa parte das contas que recebemos exigem que quem cobra entregue anualmente um comprovante de quitação sobre o ano anterior, que permite descartar os comprovantes que substitui. Quanto ao restante dos papeis comprovando pagamento de transações comerciais, como tenho espaço para arquivo morto na garagem, separo os de cada ano em uma pasta ou caixa como a da foto acimae adoto a regra de tratar todos como se fossem de interesse fiscal, me permitindo assim o descarte da caixa inteira no sexto ano. Meus documentos sobre contratos e outros direitos e compromissos são mantidos em um arquivo de pastas suspensas enquanto estão ativos, e vão para uma caixa específica de arquivo morto na garagem (que não tenho planos de descartar) quando expiram.

    E os documentos de registro civil, acadêmicos, previdenciários, trabalhistas etc. ficam em pastas próprias, dentro de uma caixa específica, sempre à mão no escritório, e não serão descartados.

Parte 2: Bloqueio

O descarte de papel anteriormente presente no meu home office já deu um grande alento, mas se providências adicionais não forem tomadas, o papel continuará chegando no mesmo ritmo que antes, e logo voltará ao mesmo nível.

No meu caso, a chegada de papeis foi bloqueada (onde aplicável) com a substituição por meios digitais. Veja como eu fiz:

  • Para os livros: alguns continuam sendo lidos em papel, e provavelmente continuarão por um bom tempo. Mas no meu caso, estes são a rara exceção: eu sou um dos clientes que ajudaram a Amazon a passar a vender mais ebooks do que livros em papel desde o ano passado, e não sinto falta: pelo contrário, tenho achado mais prático ler livros na tela do que folheá-los, e isso vale para obras de ficção e não-ficção, incluindo livros técnicos. Ou seja: meu acervo de livros continua a crescer, mas ocupa espaço digital, e não prateleiras – e zero papel. E as exceções, quando há, são bem-vindas também.
     

  • Para as revistas: No caso delas, o uso de mais técnicas de diagramação, a presença mais constante de ilustrações e até mesmo o formato físico me fazem preferir as edições tradicionais em papel.

    Mesmo assim estou substituindo-as aos poucos, conforme as assinaturas em papel expiram, sempre que há a possibilidade de assinar suas edições digitais pelo Zinio. Também haverá exceções, e serão bem-vindas.

  • Para os boletos e comprovantes: de todas as operações aqui descritas, esta foi a mais chata de todas: para cada boleto recebido regularmente, descobrir como fazer para colocá-los em débito automático e recebimento do comprovante em formato digital. Deu trabalho, exigiu várias ligações, criação de logins com procedimentos complicados em sites, uma visita a uma agência para assinar uma autorização, mas deu certo para a maioria das contas que eu recebia em papel mensalmente: telefone fixo, celular, plano de interurbanos, internet, TV a cabo, plano de saúde e mais.

    Agora eles são arquivados em uma pasta no computador, com nomes de arquivos fazendo referência clara ao seu conteúdo e data, e complementados pela rotina mensal de acessar o extrato dos pagamentos automáticos realizados pelo banco, conferi-lo e armazenar uma cópia na mesma pasta.

No caso dos papeis indesejados que chegam pelo correio e que eu não posso solicitar eficazmente que parem de me enviar (catálogos, publicidade, campanhas etc. que não me interessam), o uso de um triturador doméstico é ao mesmo tempo prático, ecológico (porque tende a evitar a maior parte da mistura do papel reciclável com outros materiais) e faz muito bem à motivação do descarte imediato, sem risco do arquivamento inútil “para ver melhor depois”.

Parte 3: Fluxo

Alguns papeis continuam a chegar, e os que foram substituídos por recepção digital também precisam ser processados.

No caso dos boletos e comprovantes que agora chegam via Internet, já relatei acima o procedimento que adotei. Para os colegas deles que continuam chegando em papel, resolvi eu mesmo me encarregar da digitalização com o scanner da minha multifuncional (usando um software que digitaliza, faz o OCR e salva na pasta certa, com um nome padronizado, ao toque de poucos botões), e aí armazenar o original diretamente na pasta de arquivo morto onde ele ficará nos próximos 5 anos, sem maiores classificações.

Mas estes documentos são realmente poucos, e acredito que a tendência é que diminuam a curto prazo, conforme os fusos horários de seus expedidores forem chegando ao século XXI.

Quanto às revistas e livros em papel, quase nada mudou. As alterações são a quantidade em que chegam, que se reduziu bastante, e o procedimento de arquivamento das revistas que opto por guardar: agora se a razão de eu querer guardar a revista for apenas um pequeno artigo, eu o digitalizo, guardo a referência, e dôo ou reciclo o exemplar junto com os demais.

Quanto aos demais documentos de guarda permanente ou de longo prazo, nada mudou para mim ainda, e não tenho pressa, mas tenho expectativa de que algum futuro scanner que eu venha a adquirir vá tornar cômoda o suficiente a operação de criar uma cópia digital de todos eles também (sem descarte do original, claro).

Complementando com as precauções

Você guarda os documentos e papeis porque tem a expectativa de precisar deles, ou porque há uma obrigação concreta de fazê-lo.

A substituição do papel por meios digitais não reduz essas necessidades, portanto exige precauções comparáveis às que seriam tomadas com o original em papel, tanto no manuseio quanto no armazenamento.

No meu caso, isso se traduz em uma cópia local, uma cópia on-line para acesso remoto seguro, mais o backup regular (em um disco externo) e backup criptografado on-line. Adote o procedimento que for adequado ao valor que você dá aos registros, mas de modo geral mantê-los apenas como o exemplar único no disco em uso no computador não é algo que eu classificaria como segurança suficiente.

Além disso, precauções como verificar se os documentos recebidos on-line estão legíveis e corretos, se os pagamentos foram realizados e há registro suficiente disso, se os documentos escaneados por você estão completos e com o nome certo, entre outros, são básicos e não podem ser deixados de lado.

Para completar, não recomendo embarcar nesta alternativa tão radicalmente a ponto de começar imediatamente a descartar originais em papel assim que os digitaliza. O original pode ter valor, e mantê-lo (em uma caixa ou outro recurso de arquivamento simples e que exija menos esforço e espaço que as tradicionais pastas suspensas) até ter certeza da plena validade jurídica das cópias digitais produzidas por você provavelmente vale a pena.

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Produtividade pessoal: defina melhor suas ações e metas

No planejamento pessoal, a estratégia, os objetivos e os processos são tão importantes como sempre, mas como quem planeja, executa e avalia é uma mesma pessoa, a objetividade na hora de definir as ações e as metas acaba sendo especialmente crucial, fazendo a diferença entre a execução e o “semana que vem eu vejo”.

Como estamos no início do ano, muitos leitores estarão fazendo seus planejamentos para 2012, e – como sempre – a parte fácil é definir os objetivos gerais. Na hora de passar para o específico da execução, quando a intenção precisa virar esforço, o bicho pega.

Que tal tornar seu planejamento mais realizável? Pensar nas ações práticas (ou pelo menos nas primeiras delas) de cada objetivo, e em como avaliar na prática o seu grau de sucesso em cada um deles, pode ajudar bastante.

Para isso, veremos a seguir os atributos que você deve procurar nas ações e metas que inclui nos seus planejamentos pessoais

Ações

Quando definimos um plano pessoal, frequentemente caímos na armadilha de manter um grau de abstração muito elevado, anotando na lista de pendências só um resultado desejado, e não as atividades do mundo real necessárias para que cheguemos a eles.

Um exemplo prático: eu passei meses de 2011 com a seguinte pendência anotada no meu Wunderlist: “Cancelar recebimento de contas pelo correio e passar a receber pela Internet”.

Parece uma ação? Não é, é um objetivo, ou no mínimo o resultado de uma série de ações encadeadas. E da forma como estava descrito, ele passou meses sem ser tocado, porque era amplo e complexo demais para ser colocado na agenda de qualquer dia.

Numa revisão semanal no início de dezembro, resolvi rever as ações pendentes há mais tempo, e ela estava lá, desafiadora. Foi só então que me ocorreu que eu havia cometido o clássico erro da abstração demasiada na hora de definir a ação.

A solução foi imediata e simples: identificar e registrar as ações encadeadas necessárias, que ficaram mais ou menos assim:

  1. Reunir o exemplar mais recente de cada uma das contas que eu recebo pelo correio
  2. Seguir as instruções para solicitar o recebimento on-line de cada uma delas, quando houver
  3. Anotar a lista dos contatos das que não tiverem instruções
  4. Entrar em contato com cada um deles e solicitar

Assim, após meses de inação, nos 2 ou 3 dias seguintes eu concluí os passos 1 a 3, e já em janeiro não vou receber em papel algumas das contas. A lista produzida no passo 3 está anotada no Dropbox e no meu celular, e já fiz algumas ligações do passo 4. Em breve a tarefa estará concluída (ao menos para as contas em que este serviço estiver disponível).

O exemplo clássico da importância de pensar em ações concretas, e não só em resultados, é dado por David Allen no seu livro Getting Things Done (GTD): a pessoa anota na lista de pendências que precisa fazer uma reunião com determinados fornecedores e parceiros, e ela acaba nunca ocorrendo, porque o que ela anotou é um resultado, e não a próxima ação que precisa de fato realizar.

A solução, naturalmente, é pensar sempre na próxima ação prática, e nas que a sucederão: definir pauta e objetivos, identificar locais, datas e horários disponíveis, agendar cada um dos que deverão estar presentes, etc.

O conceito de próxima ação é central ao GTD e a outros métodos de produtividade pessoal, e Allen o define assim: “a próxima atividade física e visível que seria necessária para fazer a situação caminhar rumo à sua conclusão”.

Portanto, ao planejar seus objetivos pessoais, não deixe de ao menos elencar junto a eles as primeiras ações necessárias – e assim você escapará de objetivos abstratos demais, complexos demais, incompatíveis entre si, além de perceber melhor eventuais relações de dependência ou causa-efeito entre eles.

Metas

Os indicadores e suas metas permitem verificar o seu desempenho ao longo da execução de um plano, e ter um critério objetivo para verificar se cada um dos objetivos foi atingido.

Em um planejamento pessoal, o seu “eu planejador presente” frequentemente entrará em conflito com o seu “eu executor futuro”, que infelizmente também é o seu “eu avaliador futuro”, e às vezes aceita ser seduzido por subterfúgios que flexibilizam artificialmente o cumprimento da meta, e assim permite que a meta de “entrar em forma” seja cumprida pela compra de uma cinta modeladora, e a de “aprender inglês” seja encerrada ao comprar um aplicativo tradutor para o celular.

No papel de “eu planejador”, contorne a tendência acomodadora do seu “eu futuro” definindo metas claras e objetivas, buscando atender aos seguintes critérios:

Definição completa: A meta deve estar registrada de forma a dizer não só qual o resultado a alcançar, mas também como e onde medir, quem vai medir e quando.

Vale o que está escrito: As definições das metas devem estar registradas por escrito de forma simples, e conjunto delas deve estar reunido, visível e compreensível por todos os envolvidos – quem vai executar, quem vai ser beneficiado ou afetado, quem vai avaliar – mas no caso dos planos pessoais, é possível que todas as listas se resumam a uma pessoa apenas: você.
 

Régua e compasso: A meta precisa ser mensurável de forma prática e objetiva, de tal forma que qualquer pessoa que faça a medição chega ao mesmo resultado, e à mesma conclusão sobre a meta ter ou não sido atingida. “Entrar em forma” não é uma boa meta, mas “perder 6 kg até junho” pode ser.

De olho no que interessa: Quando se trata de estratégia, geralmente a ênfase é em medir o resultado oferecido a quem se beneficia das atividades, e não o esforço dos envolvidos. Mas no caso dos planejamentos pessoais, em que planejador, executor e beneficiado frequentemente são a mesma pessoa, lembre-se de medir o seu envolvimento prático. Em outras palavras, medir só quantos quilos você perdeu não basta: pode ser importante para a sua motivação medir o percentual de refeições semanais em que você respeitou plenamente a dieta, ou o número de horas de exercício, por exemplo.

Com noção: Uma boa meta precisa ser plausível, ou seja, seu atingimento precisa ser visto como possível, dentro dos cenários de futuro mais realistas ou esperados. Definir metas inatingíveis ou que dependam de circunstâncias improváveis e fora do controle dos envolvidos não motiva, e reduz o impacto positivo das demais metas.

Com emoção: Não basta a meta ser plausível: ela precisa ser desafiadora, deixando claro que os resultados superiores desejados exigem fazer mais do que o trivial, com superação do que hoje já se pratica.

Executar e acompanhar

Planejar não basta: é necessário transformar em realidade. Eu tenho adotado com sucesso um método simples de produtividade pessoal chamado ZTD, cuja ênfase é na execução.

Nos 3 posts a seguir, apresento o essencial sobre o método e a forma como o pratico, que você pode investigar como forma de suporte ao seu próprio planejamento pessoal em 2012:

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Resoluções de ano novo podem funcionar, pergunte-me como ツ

Feliz ano novo! Espero que em 2011 você tenha alcançado suas metas, e que para 2012 já tenha bons planos em andamento (se não tiver, na primeira semana do ano falaremos um pouco sobre como definir ações e metas).

Não sou grande fã do conceito de “resoluções de ano novo”, porque geralmente as vejo serem tratadas só no campo dos desejos e intenções, e não no dos planos e realizações.

Pior ainda: elas adiam (para depois da virada, para depois das férias, para depois do carnaval, etc.) o que você diz que quer fazer, e ainda servem como desculpa para excessos de final de ano, afinal você “já resolveu” que no ano que vem isso vai mudar.

Para completar, a maioria delas é definida só como resultado, sem a ação associada: temos o “vou emagrecer 6kg” mas não o “vou fazer exercícios 4x por semana e vou comer menos na janta”, encontramos o “vou aprender um novo idioma” mas não o “vou estudar 3x por semana e já me matriculei no curso”.

Mesmo assim, se você é fã das resoluções de ano novo como fator motivador mesmo sabendo que todos os seus hábitos, seus conhecimentos e suas obrigações continuarão valendo assim que estourar o último dos foguetes na madrugada de primeiro de janeiro, que tal tentar fazer diferente em 2012?

Resoluções que resolvem

Não é necessário ser nenhum gênio do gerenciamento de projetos para aumentar as chances de a sua resolução de ano novo dar certo.

O essencial é dar um passo além, saindo do terreno das intenções e entrando no dos planos.

Eis aqui algumas sugestões de como fazer:

  1. Selecione menos objetivos: não é razoável imaginar que você conseguirá mudar vários pontos da sua vida de uma vez só, em um único ano. E a própria quantidade de desejos que muitas pessoas colocam na sua lista de expectativas para “o ano que vem” ajudam a dar uma desculpa para descumprir. Escolha bem, escolha poucos, e leve a sério – se possível, como já vimos nas matérias sobre o ZTD, defina um único objetivo de mudança de vida para o ano!
     

  2. Junto com o seu objetivo defina uma meta: os objetivos de ano novo já compartilham entre si uma característica de meta: têm prazo definido por natureza: serão executados “no ano que vem”. Então aproveite e defina o seu único objetivo já na forma de uma meta desafiadora, alcançável e mensurável. Alguns exemplos (que deixam de mencionar o horizonte temporal por razão óbvia): praticar esportes 3x por semana durante, estudar 6h por semana, economizar 8% do salário todos os meses para comprar um carro, ou o que quer que seja. Mas defina com clareza!
     

  3. Crie o plano de ação associado: meta e plano de ação nascem juntos, e neste caso simplificado o plano pode tomar a forma de uma lista simples de atividades que conduzirão ao objetivo desejado: se a meta é perder 6kg e não recuperá-los, as ações podem incluir itens como parar de tomar refrigerante em casa, tomar café da manhã reforçado e jantar menos, caminhar 60min 4 vezes por semana, parar de fazer “refeições” em lanchonetes, etc.
     

  4. Não tenha medo de ser gradual: mudanças radicais também podem ser atingidas em passos pequenos. Se puder, defina seu plano de ação pensando grande, mas começando pequeno – nenhum sedentário começa a correr fazendo 12km por dia. Associe metas trimestrais escalonadas, ou já preveja a periodicidade em que irá revê-las.
     

  5. Acompanhe a execução de olho no calendário: você pode definir em qual mês irá realizar determinadas atividades do seu plano. Por exemplo: se o objetivo é aprender inglês básico para poder viajar no final do ano que vem, e se março chegar e você ainda não tiver se matriculado em um curso, já vai dar para saber que a coisa não está indo bem. Se a intenção é perder peso, você pode quantificar metas (realistas!) para cada mês. Mas não quantifique apenas o efeito (a perda de peso), e sim os processos (número de horas de caminhada semanais, redução de refrigerantes, etc.)
     

  6. Comece já: Após definir seu plano, registre-o detalhadamente (será um contrato de você consigo mesmo!) e comece imediatamente a segui-lo. Esperar o fim das férias ou o carnaval, dando a si mesmo algumas semanas para agir ao contrário do que você planeja para o futuro, é simplesmente uma forma de se enganar.
     

  7. Siga o plano: Projetos pessoais e definidos informalmente não têm grandes chances de sucesso se você não se esforçar para seguir o que planejou, ou para alcançar as metas que definiu. Cabe só a você!
     

    Na primeira semana do ano falaremos um pouco mais sobre como definir bons planos de ação e as metas associadas.

    E, independentemente de como você trata seus objetivos de vida, desejo que tenha um feliz e efetivo 2012!

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Natal e aeroportos: como sofrer menos com o caos aéreo

Estamos chegando ao final de semana em que muitos brasileiros vão viajar para suas férias ou para passar as festas de final de ano em família.

Os aeroviários já anunciaram a possibilidade de greve, e o histórico permite esperar que – mesmo que nenhum vulcão interfira – alguma companhia aérea venderá passagens a mais, vai se confundir com suas escalas de funcionários, ou terá problemas com alguma aeronave e não terá outra de reserva à disposição, e assim cause o efeito dominó de cancelamentos e atrasos de vôos em todo o país, mantendo milhares de passageiros por longos períodos de espera e desinformação

Mesmo sabendo que isso acontece todos os anos, a tendência é que percamos facilmente o controle da situação, quando vira realidade: poucos de nós conseguem ter influência o suficiente para fazer um transporte alternativo (ou alimentação, hospedagem, etc.) surgir em um aeroporto fechado ou informações completas passarem a fluir de uma companhia aérea em dificuldades (causadas por ela mesma ou não) – e esperar pelas providências legais ou jurídicas pode consolar, mas raramente resolve a situação imediata.

Prevenção boa mesmo seria poder evitar viajar nesta época, mas nem todo mundo pode. Já que o risco é grande e aumenta nos próximos 15 dias, não custa repassar algumas dicas práticas e se preparar para, pelo menos, reduzir o nível de stress e fadiga caso isso aconteça conosco ou com quem está vindo nos visitar (sinta-se à vontade para mandar a URL deste post para seus familiares!).

» Leia o restante do artigo “Natal e aeroportos: como sofrer menos com o caos aéreo”

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20 dicas para melhorar as fotos no seu celular

Que tal na próxima viagem ou festa de Natal da família tirar no seu celular fotos que agradarão mais que as daquele tio falador que em 2007 comprou uma câmera de 4000 dólares e acha que por isso virou profissional e não muda mais de assunto?

Infelizmente os tios faladores que acham que para registrar a alegria do momento precisam poder falar incansavelmente de detalhes técnicos da câmera, como se a ferramenta fosse a parte que garante o resultado, estão longe da extinção.

Mas se você passar as dicas abaixo para os seus primos e boa parte deles conseguirem tirar com câmeras simples fotos melhores do que as do tio mala, talvez na próxima festa em família ele reduza um pouco o discurso ツ

Novos tempos

No tempo das câmeras com filme, em que a foto casual era uma chance única cujo resultado só seria visto dias ou semanas depois, ninguém se permitia arriscar muito na criatividade, e gerações foram ensinadas a centralizar tudo, ligar o flash e garantir que tanto o pé quanto a cabeça de todo mundo estivessem no visor.

Hoje o problema das fotos casuais é quase o contrário: câmeras “inteligentes” que ajustam sozinhas o foco, a iluminação e até o momento do click (com “detector de face”, “detector de sorriso” e outros recursos similares) e aí a sua tia tira fotos pasteurizadas e sem vida.

Na prática, a melhor câmera é aquela que estiver com você no momento em que surge a oportunidade de uma foto. E se você estiver bem preparado e conhecer as capacidades e limitações da sua câmera, pode estar em melhores condições tirando uma foto com o seu celular, do que uma pessoa com uma câmera automática avançada mas pouca criatividade!

E preparar-se não significa virar um mestre em composição, enquadramento, iluminação e pós-produção. Basta aplicar o bom senso, um pouco de persistência e uma série de dicas simples que veremos a seguir.

Planejamento

  1. Conheça e aceite os limites da sua câmera. Algumas câmeras casuais não se prestam tão bem a tirar fotos em ambientes pouco iluminados, ou muito de longe, ou muito de perto, ou de objetos em movimento, etc. Experimente com sua câmera em situações similares às que você deseja fotografar, para saber como melhor tirar proveito dela quando a oportunidade real chegar!

     

  2. Pratique o uso do seu flash fora de casa: Ao tirar retratos fora de casa, dependendo das condições de iluminação, o rosto ficará sombreado. Dominar o uso do flash nessas condições exige alguma prática, mas praticar com fotos digitais custa pouco – convide alguém e pratique posicionamento (contra a luz, a favor da luz, na sombra, etc.) e distâncias até saber como se posicionar – e aí aplique o que aprendeu, quando chegar a hora certa (que não é o momento de inventar ou testar, pois a oportunidade de foto é efêmera). Às vezes a distância máxima para uso do flash ao ar livre não passa de 5 ou 6 passos, e se você tirar fotos com ele ligado a distâncias superiores a isso, o efeito será o oposto ao desejado: vai ficar tudo escuro.

     

  3. Tenha memória e bateria suficientes: a marca do fotógrafo mal-sucedido é o despreparo. Quem já não viu alguém num canto da festa apagando fotos da memória da câmera porque acabou o espaço, e reclamando porque está tendo de apagar fotos de que havia gostado? Quem nunca ouviu a clássica pergunta desesperada: “alguém tem pilha? a minha acabou! Alguém tem carregador?” Se você gosta de fotografar, comprar mais um ou dois cartões de memória para a sua câmera não é caro, e ter carregador ou baterias carregadas de reserva é essencial.

     

  4. Limpe a lente! Especialmente se você estiver usando uma câmera de celular sem proteção, lembre-se de limpá-la antes, usando o material indicado pelo fabricante – subitamente suas fotos ganharão mais nitidez ツ

 

Direção

  1. Seja o diretor, e não o operador de câmera: Se estiver tirando fotos de pessoas posando, não se omita: seu papel não é apenas apertar o botão. Vá além das clássicos ordens direcionais (“um passo pra trás”, “mais pra direita”). Procure o melhor fundo, a melhor iluminação, reagrupe-as, aproxime-as. Procure mostrar na foto a personalidade delas, tire diversas fotos para depois escolher as melhores. Mas não exagere, senão logo elas vão parar de colaborar!

     

  2. Aproveite a iluminação do ambiente: Exceto se você for um expert no uso do flash, o bom uso da luz do ambiente é essencial para as fotos casuais. Quando filtros, rebatimentos e outros recursos avançados não estão ao alcance, a regra básica é simples: o jeito fácil de os rostos das pessoas estarem visíveis é elas estarem de frente para a fonte de luz predominante no ambiente (torcendo para ela ser suave o bastante para não criar sombras estranhas), e o fotógrafo estar de costas para ela, senão pode acontecer como no exemplo da imagem acima. E isso vale especialmente para câmeras de celulares.

     

  3. Prefira um plano de fundo que seja uniforme: manter simples a composição facilita atingir fotos de qualidade mesmo com câmeras simples. O fundo não precisa ser liso (embora seja desejável em boa parte das situações casuais), mas idealmente deve ser contínuo. Tome cuidado especialmente com composições que façam parecer que um galho ou um poste “nascem” da cabeça de alguém retratado. Um fundo uniforme destaca o tema da sua foto.

     

  4. Conte a história toda: Se estiver fotografando um evento, como uma viagem ou uma festa, não se esqueça de contar a história toda: registre os preparativos, a partida, arrumações, chegada de convidados, retorno, etc. Tire muitas fotos, e depois escolha quais merecem ser guardadas. O registro ficará muito mais rico.

     

  5. Mantenha a câmera em alta resolução e sem zoom digital: Uma dica clássica, e completamente desnecessária se você seguiu a dica lá de cima sobre estar preparado, era configurar a câmera para usar baixas resoluções, permitindo assim guardar mais fotos na memória. Tenha bastante memória disponível, e aí não tenha medo de manter a configuração original de resolução – 5 megapixels ou mais, e nunca menos de 3 megapixels. Você sempre pode reduzi-las na hora de arquivá-las no micro, se desejar, mas mantê-las em alta resolução lhe dará a opção futura de imprimir com qualidade, até mesmo em formatos maiores. Quanto ao zoom digital: ele não acrescenta nada à sua foto, apenas retira. Se você não tiver zoom óptico (aquele que faz a lente se alongar e é especialmente raro em câmeras de smartphones, por exemplo), tire as suas fotos sem zoom, e se for o caso amplie-as seletivamente (trabalhando em uma cópia) no computador depois. Na dúvida, use os seus pés como zoom: aproxime-se do objeto!

Na hora da foto

  1. Segure firme! Muitas câmeras atuais têm algum recurso para evitar o efeito tremido, mas até mesmo nelas o ideal é segurar a câmera com estabilidade na hora de tirar a foto. Uma técnica simples é afastar as pernas para ter mais estabilidade, firmar os cotovelos junto ao corpo e erguer as duas mãos segurando a câmera próximo ao rosto, prendendo a respiração enquanto finaliza o enquadramento e aperta o botão delicadamente. Quando possível, você também pode firmar os cotovelos ou ou pulsos em algum objeto do ambiente.

     

  2. Não centralize tudo, nem tenha medo de “cortar os pés” Dê mais vida e dinamismo às suas fotos, abandonando a técnica antiga de deixar o ponto principal da foto exatamente no seu centro. Uma das maneiras mais básicas de obter um enquadramento harmonioso é imaginar que a sua foto é um grande tabuleiro de jogo da velha retangular, e alinhar o corpo (ou o rosto, se for um retrato) do modelo a uma das duas linhas verticais traçadas. Depois de dominar o alinhamento básico, você pode buscar aprender mais sobre o bom uso da grade de 3×3 células formada pelo “jogo da velha”, usando bem suas linhas e células para enquadrar – por exemplo, deixando livre o terço superior, como no exemplo acima, ou um dos terços laterais. Dica extra: algumas câmeras (como a do iPhone, se você estiver usando o iOS 5 ou superior) dispõem do recurso de exibir esta grade diretamente no display, facilitando a vida de nós, amadores.

     

  3. Dê dois ou cinco passos para a frente… Se for o caso, tome emprestado do Cinema o chamado Plano Americano (do joelho pra cima, mostrando melhor a expressividade do rosto, sem esconder o fundo) ou o Plano Médio (da cintura pra cima, mostrando com clareza a interação entre os modelos). Meu avô dizia que uma foto bem enquadrada mostra ao mesmo tempo os pés e a cabeça do modelo, mas às vezes faz bastante sentido tirar as fotos bem mais de perto. Enquadre bem, e conscientemente, mas não tenha medo de tirar as fotos um pouco mais de perto.

     

  4. Ajuste o foco: já aconteceu de você tirar uma foto, e ao vê-la posteriormente, perceber que a câmera colocou em foco alguma coisa do fundo da imagem, e o que você queria mostrar ficou borrado? Em câmeras digitais comuns, para “travar” o foco, você deve apontar a mira da sua câmera digital exatamente para o ponto que deseja focalizar, e aí apertar o disparador até a metade, aguardando para que seja focalizado (até ouvir um bip, ou ver o indicador da mira ficar verde). Aí, sem soltar o disparador (que está apertado apenas até a metade), reposicione a câmera para dar o enquadramento que desejar – o foco permanecerá fixo, por mais que você reenquadre. Na câmera do iPhone a coisa é mais simples: basta tocar no ponto que você deseja focalizar, e aguardar 2s enquanto ele ajusta foco e iluminação.

     

  5. Para fotos de crianças, se abaixe: Especialmente se for tirar fotos de crianças ou bichos, procure segurar a câmera na altura dos olhos deles. A foto vai ficar muito mais interessante e natural, mesmo que eles não estejam olhando para a lente da câmera! Tirar fotos de cima para baixo ou de baixo para cima pode ser interessante como expressão de criatividade previamente ensaiada, mas não como demonstração de pressa ou de preguiça para fazer o enquadramento essencial ツ

     

  6. Para surpreender, procure composições e enquadramentos criativos: Depois de ter garantido o sucesso com o enquadramento básico, procure um ponto de vista criativo: fotos de reflexos do seu objeto, silhuetas, sombras, pontos de vista incomuns, etc. Mas se a ideia for registrar um momento ou uma pessoa, o ideal é começar pela objetividade simples, e só depois ir para a complexidade artístico.

 

Completando a infraestrutura

     

  1. Automatize o que precisar: Eu prefiro escolher sozinho o foco e o momento exato da foto, mas há quem tenha dificuldades na operação ou coordenação e acaba tirando grande quantidade de fotos tremidas, fora de foco, ou perdendo o momento exato que queria registrar. Se você conhece alguém assim, insira na lista de possíveis presentes de aniversário para esta pessoa uma câmera com estabilização automática de imagem, detecção de face (‘face detection’) e detecção de sorriso (‘smile shutter’). As configurações avançadas podem ser complicadas (de sorrisinho a gargalhada, sorrisos de todos os modelos ou de um específico, etc.), mas a configuração padrão tende a ser boa, bastando ativá-la (e essa parte é fácil) quando necessário.

     

  2. Melhorando os auto-retratos As câmeras digitais, especialmente as de celulares e smartphones, são responsáveis pela proliferação de auto-retratos tirados segurando a câmera com o braço esticado, tendo de adivinhar o enquadramento, o foco e o fundo. Muitas vezes, mesmo que a foto não fique tecnicamente boa, serve como um registro divertido e interessante. Se você tem o hábito, peça ao Papai Noel uma câmera com flip no display LCD, permitindo girá-lo para ver a imagem mesmo quando se está de frente para a lente. Outra alternativa é um celular com câmera frontal. Se não rolar, ao menos procure uma câmera com um mini-espelho de enquadramento ao lado da lente.

     

  3. Estabilizando com um mini tripé: Se você gosta de tirar fotos de si mesmo (seja com o timer da própria câmera, ou segurando a câmera apontada para si), está na hora de arranjar um mini-tripé. Muitos deles cabem, quando desarmados, no estojo da sua câmera. Eles permitem melhor posicionamento e controle de enquadramento, e os modelos básicos custam tão barato que não vale a pena continuar sem eles.

     

  4. Imprimindo Hoje a maior parte das fotos tem como destino o compartilhamento on-line, mas imprimir fotos em casa, com qualidade que se aproxima dos serviços profissionais comuns, geralmente pode ser feito em uma impressora doméstica típica, operando em seu modo de mais alta qualidade e com papéis fotográficos que você encontra na papelaria da esquina. Pode servir bem para uma impressão casual ou eventual, para colocar na parede ou para dar de presente para a vovó. Eu sempre tenho em casa algumas folhas de papel fotográfico compradas na papelaria da esquina, e de vez em quando elas são úteis – mas tomo o cuidado de guardá-las seguindo as recomendações do fabricante, expressas no envelope, senão elas estragam rapidinho antes de imprimir.

     

  5. Softwares Câmeras de celular podem ser melhor aproveitadas com uma série de apps, como o Camera+ do iPhone. E as fotos de qualquer câmera podem ser pós-produzidas com simplicidade suficiente até mesmo para amadores, usando aplicativos como o Photoshop Elements, o Gimp ou muitos outros que você pode pesquisar e experimentar!

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Compras de Natal sem stress – faça como as pessoas organizadas!

As compras de Natal podem ser o equivalente a uma gincana cara, interminável e sem garantia de que cada participante vai receber o prêmio que desejava, ou podem ser uma atividade planejada que minimiza as dificuldades e amplia ao máximo o resultado alcançado – que pode ser medido tanto pelo sorriso de quem presenteia quanto pelo de quem recebe.

Mesmo quem gosta de ir às compras tende a não apreciar as filas, a competição pelos produtos que sobraram (e pelas vagas de estacionamento e mesas de praças de alimentação), e o acotovelamento geral que são característicos desta época do ano.

Falta exatamente 1 mês para o Natal, que é um momento para reflexão, para buscar o convívio familiar, e para pensar naqueles aspectos da vida que não podem ser comprados no shopping center nem no comércio eletrônico. Mas o período até ele também marca a maior temporada anual do consumo, e tenho certeza de que poucos leitores escapam – ou mesmo desejam escapar – de dar presentes de Natal, e por isso acaba valendo a pena encontrar maneiras de fazê-lo com efetividade – ou ao menos com um pouco mais de eficiência.

O importante é o sentimento e o significado, claro – e mesmo no caso dos presentes materiais, uma alternativa importante e sempre válida é oferecer presentes que não são comprados, como sua própria arte ou artesanato, entre outros.

Além disso, e cada vez mais, as famílias vêm organizando esquemas alternativos, no estilo amigo secreto, para reduzir o custo e a complexidade dos presentes familiares.

Mas nosso foco hoje é outro: assim como fizemos nos 3 anos recentes, vamos aplicar um pouco de logística e organização pessoal para lidar com a perspectiva de ter mesmo que ir ao comércio e comprar as famosas “lembrancinhas” para os familiares, colegas, funcionários e outras categorias de presenteados.

Antes veremos como fazer tudo errado

Para começar, vamos ver o que evitar.

E é simples: se você quiser gastar mais do que precisa e terminar insatisfeito com o que comprou, simplesmente siga esta checklist de 6 erros:

  1. vá diretamente a um shopping center ou a uma rua de comércio (com fome e levando duas crianças junto, de preferência),
  2. sem definir quanto pode gastar,
  3. nem pensar anteriormente em quais as pessoas que deseja presentear,
  4. e muito menos o que deseja comprar para cada uma delas.
  5. Passeie a esmo olhando as lojas e entrando nas que têm promoções até encontrar presentes que lembrem as pessoas que você gostaria de presentear,
  6. e vá comprando até se sentir satisfeito ou o crédito acabar.

O que está errado com a situação acima? Tudo! Você vai gastar mais do que pode, não vai comprar o melhor presente para cada pessoa, não vai distribuir equilibradamente os recursos disponíveis, e fatalmente vai esquecer de alguém.

Mas agora que já vimos como errar, vamos ver como acertar!
 

Como organizar as compras de Natal

Logística muitas vezes é definida como a arte e técnica de garantir que o produto ou recurso certo esteja no lugar certo, na hora certa, a um preço razoável.

As compras de Natal podem se beneficiar muito dos conceitos da logística, garantindo que as pessoas certas recebam o melhor presente ao seu alcance, sem atrasos e com o mínimo de esforço necessário.

Tratar o Natal como se fosse uma operação logística e contábil NÃO é efetivo, mas não tenho dúvida de que é menos pior do que tratá-lo puramente como uma data comercial descontrolada.

Portanto, se você tem o hábito de dar presentes, mas quer ter mais tempo e paz de espírito para comemorar a data da forma como ela realmente merece ser tratada, veja uma forma de fazer, passo por passo:

  1. Defina o orçamento
    Saiba quanto você pretende gastar, e até que ponto pode flexibilizar este valor. No mínimo verifique quanto e quando poderá gastar à vista, e quanto quer usar de crédito, ao longo de quantos meses. Use as dicas do nosso artigo sobre planejamento de despesas de final de ano para que os valores sejam realistas!
     

  2. Liste as pessoas que você deseja presentear
    Do começo ao fim, pense nas pessoas que você gostaria de presentear no Natal. Se tiver dificuldade para identificá-las, procure a partir desta lista de papéis: família, companheiros de trabalho, amigos, clientes, parceiros, pessoas que o tenham presenteado recentemente e que você gostaria de retribuir, pessoas que prestem serviço regularmente a você, e sem deixar de lado aquelas pessoas para as quais um presente seu possa fazer grande diferença ou ser o único presente que receberão.
     

  3. Liste as pessoas que você se sente obrigado a presentear :-(
    Dar presentes por obrigação não é a atitude ideal. Mas se você se sente obrigado, liste estas pessoas também.
     

  4. Junte as duas listas, em ordem de prioridade
    Lembre-se de que estamos falando de logística, e não do aspecto emocional. Coloque no topo da lista consolidada as pessoas para as quais a busca do presente adequado é mais urgente ou importante para o completamento da tarefa, e vá descendo, até chegar naquelas para as quais você pode até presentear com atraso.
     

  5. Agrupe parte dos integrantes da lista
    Dependendo de como for a sua lista, existe a possibilidade de agrupar seus integrantes, definindo padrões de presentes: pessoas que vão ganhar cestas de Natal, pessoas que vão ganhar um DVD musical, um livro, ou mesmo um cartão (com uma mensagem original, pessoal, e escrita por você mesmo, à mão!)
     

  6. Estime o custo dos presentes “padronizados”
    Estime tudo, e some os valores ao final. Considere juntar-se a outras pessoas para dividir alguns destes presentes. E não entenda mal a expressão “presentes padronizados”. Neste contexto, ela quer dizer apenas que, sob o ponto de vista logístico, os presentes terão características em comum. Por exemplo: os sobrinhos receberão brinquedos educativos, e os colegas do Departamento de Contabilidade receberão DVDs de shows. Isso não quer dizer que você comprará o mesmo DVD para todos eles, mas sim que bastará ir em uma única loja, apenas uma vez, e comprar os presentes de todos eles – escolhendo o DVD adequado a cada colega.
     

  7. Distribua o saldo do seu orçamento entre os presenteados restantes
    As pessoas mais especiais em sua vida provavelmente não poderão ser incluídas em nenhuma categoria padronizada. Ao subtrair do orçamento disponível o total dos presentes padronizados, você saberá quanto pode gastar nos presentes delas, e distribuir este valor entre elas. Talvez conclua que precisa reestimar ou redistribuir alguns saldos – se for o caso, repita os passos acima até acertar.
     

  8. Defina (em casa) o presente ideal para cada pessoa
    Não deixe para quando já estiver num shopping ou acessando uma loja on-line, sendo bombardeado por sugestões que não consideram o seu interesse nem o do presenteado, e sim o do lojista. Sente-se confortavelmente em casa, pense e anote. A namorada gosta de ganhar biquinis, o irmão queria um tênis e o pai é apreciador de vinhos? Defina o que gostaria de presentear a cada um deles, se possível com uma alternativa extra para cada um, e anote tudo, juntamente com o valor que definiu para cada pessoa.
     

  9. Crie o roteiro e agenda de compras
    Quando chegar neste ponto você já sabe o que pretende presentear a cada um. Crie um roteiro e defina os dias em que pretende visitar cada loja, procurando maximizar o número de presentes que poderá adquirir a cada deslocamento, ao mesmo tempo em que deixa tempo suficiente para escolher a variedade ideal, e garante que vai às lojas o quanto antes for possível, e de preferência em horários favoráveis. Considere também as rotas e estacionamentos, bem como os horários. As lojas estarão mais apinhadas conforme dezembro avança, portanto antecipe (a primeira semana de dezembro é o limite do conforto!) ou prepare-se. Mesmo assim, não deixe de comparar preços e condições para fazer a melhor escolha.
     

  10. Antecipe o amigo secreto
    O amigo secreto decidido em cima da hora pelos colegas de trabalho, da pós, do clube ou mesmo pelos familiares tem grande potencial de ser o fator que fará até mesmo o indivíduo mais planejado ter de enfrentar o comércio bem na semana de Natal, em que parecem sumir as vagas para estacionar e as lojas sem longa fila. Minha alternativa é uma aposta baseada em cenários: eu tento adivinhar onde podem surgir iniciativas como essa na minha vida, e qual seria o presente “genérico” adequado – e compro antes. Se o amigo secreto não surgir, é um presente a mais para alguém que não seria contemplado, ou eu fico com ele para mim ツ Mas se surgir – e geralmente eu acerto – já estarei preparado.
     

  11. Cuidado com as armadilhas
    Os lojistas SABEM o quanto é chata a peregrinação de loja em loja para encontrar o preço certo do presente ideal, e oferecem grande variedade de tentações para levá-lo a comprar algo mais por impulso, ou para comprar ali mesmo o que está sendo oferecido – que não necessariamente é o que você queria. Não seja inflexível, mas não aceite ser manipulado facilmente.
     

  12. Considere comprar on-line: especialmente no caso de lojas de boa reputação, e só quando tiver razoável folga entre o prazo de entrega prometido e a data em que o presente precisa estar de fato nas suas mãos. Navegue pelas suas lojas de comércio eletrônico preferidas, mas lembre que quanto mais perto do Natal, maior o risco de problema na entrega, ou de atraso completamente fora do seu controle.

E não esqueça: o espírito natalino não se encerra nos presentes. Comprando com mais eficiência e aplicando um pouco de logística, talvez você tenha mais tempo (e alguma sobra de recursos) para refletir sobre o que a data realmente significa, e para praticar um pouco desta idéia que perdura há tantos séculos.

Organizando com o ZTD (ou o GTD)

Esta é uma situação em que vale a pena ter uma lista de atividades específica de um projeto: as compras de Natal. Nela você pode colocar as atividades correspondentes ao que foi tratado acima.

Um exemplo de como poderia ficar no meu caso pessoal, incluindo observações sobre algumas tarefas:

  1. Definir orçamento disponível para as compras de Natal – considerando totais para compras a prazo e à vista, e em que datas as despesas devem ocorrer.
  2. Fazer a lista das pessoas que vão ser presenteadas
  3. Agrupar na lista as pessoas que podem receber presentes semelhantes (comprados em bloco)
  4. Destacar na lista as pessoas selecionadas que têm presente à parte já definido ou que precisam de pesquisa sobre qual o presente ideal
  5. Observar o custo dos presentes que serão comprados em bloco (por exemplo: DVDs, livros, cestas de Natal, chocolates) – até verificar que há o saldo orçamentário desejado para a compra dos demais.
  6. Pesquisar os presentes ideais para as pessoas que demandam pesquisa
  7. Prevenir a ameaça de amigos secretos imprevistos
  8. Conferir os valores de tudo, considerando o orçamento previsto e ajustando se necessário
  9. Encomendar o que vai ser comprado on-line – para encomendar tão cedo quanto possível, serviços de entrega pouco confiáveis durante o ano todo pioram quando dezembro começa.
  10. Definir onde e quando serão comprados os demais presentes
  11. Comprar os presentes do local A
  12. Comprar os presentes do local B
  13. Comprar os presentes do local C

O planejamento ocorre como de hábito, já exposto no post recente sobre ZTD minimalista: a cada dia você tira da lista do projeto algumas tarefas, para executá-las.

Mas este projeto tem um detalhe interessante: admite paralelismo, ou seja, você pode ir começando algumas das atividades posteriores (como fazer as encomendas on-line) sem terminar as anteriores, desde que não perca de vista o impacto sobre o orçamento ou a vantagem potencial de poder rever alguns dos presentes inicialmente definidos antes de começar a comprar todos em bloco. Possivelmente você só vai riscar as tarefas iniciais definitivamente quando concluir até as últimas.

E na execução você vai perceber claramente que as atividades iniciais (de 1 a 8 – orçar, definir lista de pessoas, de presentes, etc.) precisam de muito mais detalhamento e atenção, mas são as atividades finais (de 9 em diante – operacionalização das compras) que vão consumir mais tempo e esforço, além de eventualmente exigir retorno aos passos de planejamento.

Lembre-se de quem tem menos do que você

Natal não é comércio: esta é uma época de solidariedade, união e celebração de determinados valores que não estão à venda no shopping.

As circunstâncias acabam colocando no seu caminho muitas oportunidades para ajudar pessoas que têm muito menos do que você. Sejam quais forem as suas crenças, saiba aproveitar estas oportunidades.

Não vou fazer campanha por aqui – não é difícil encontrar este tipo de iniciativa, se você quiser procurar. O foco deste post é a questão das compras, mas achei importante incluir esta lembrança no texto, para lembrar que a essência dessa época não pode ser o consumo, e que se formos eficientes neste aspecto, sobra mais tempo e recursos para se dedicar ao que realmente importa.

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