Como organizar os arquivos e pastas no computador

Organizar os arquivos e pastas no computador vai ficando mais complexo à medida em que os discos rígidos aumentam de capacidade, guardamos digitalmente cada vez mais coisas, por cada vez mais tempo, e usando essencialmente a mesma infra-estrutura de organização que era usada para os pequeninos disquetes dos PCs da década de 1980 – embora com alguma evolução, como os bem-vindos nomes de mais de 8 caracteres para os arquivos.


Um disco rígido de 5MB em 1956

Eu já trabalhei com isso, vi muita gente não conseguir localizar seus arquivos (mesmo quando adotavam técnicas estritas de organização), e acabei desenvolvendo minha própria estratégia de organização, que hoje compartilho com vocês.


Este é semi-automático

Em termos de precisão, minha abordagem está mais para rifle automático do que para bisturi. Mas vem funcionando bem, e eu venho migrando essa minha estrutura de pastas de micro em micro já há alguns anos, juntamente com os scripts que cuidam dela para mim. E é isso que compartilharei hoje com vocês, contando com suas manifestações e complementos nos comentários.

Meu histórico: um profissional dos arquivos perdidos

Durante anos eu trabalhei como administrador de rede e sistemas, e uma das tarefas mais chatas que ocorriam regularmente era a necessidade de ajudar algum usuário a localizar o arquivo que ele tinha perdido.


Em chamas!

Esse tipo de contratempo dos usuários (geralmente resolvido após algum esforço) acontecia em basicamente 2 cenários:

a) o usuário era meticulosamente organizado, adotava nomes de arquivo padronizados (tipo “oficio-004-2010.doc”) criava sua própria estrutura de pastas e subpastas, em vários níveis, divididas cronologicamente, por projeto, em ordem alfabética do assunto, etc. e subitamente percebia que o arquivo que ele *tinha certeza* de ter gravado não estava mais na “pasta certa”, ou

b) o usuário não se esforçava por classificar seus arquivos, centenas deles eram gravados em uma mesma pasta, sempre com o nome default que o editor de texto ou planilha sugeria, e subitamente ele percebia que não estava conseguindo encontrar o arquivo que ele *tinha certeza* de ter gravado, mas não sabia o nome.

Com o tempo percebi um padrão: a solução SEMPRE era mais fácil nos casos em que os nomes de arquivos eram escolhidos de forma manual, e meticulosamente. Portanto, se você se satisfizer com a dica à qual eu atribuo 80% da minha efetividade em localizar rapidamente os arquivos que preciso usar, pode parar de ler por aqui mesmo, e lembrar de sempre adotar nomes de arquivos que apresentem palavras-chave sobre o seu conteúdo: esqueça o “oficio-004-2010″, e adote o “of-004-10-solicita-contrato-consultor”, ou qualquer outro padrão que permita uma rápida busca por palavra chave a partir do nome do arquivo, sem ter de ficar clicando para abrir cada um dos numerozinhos que aparecem na sua pasta.

A organização em pastas

Aquele cenário (a), acima, do usuário meticuloso que cria uma intrincada estrutura de pastas e subpastas, me parece bastante comum, e quase invariavelmente esbarra em uma mesma limitação: divisões por temas e subtemas fazem com que muitas vezes um mesmo arquivo se encaixasse muito bem em mais de uma categoria, e aí o usuário precisa fazer escolhas na hora de gravar, e não necessariamente vai lembrar disso na hora de procurar.

E em um sistema assim compartimentalizado, na hora em que se percebe que o arquivo não está na pasta em que achávamos que ele estaria, muitas vezes é necessária uma busca um pouco mais trabalhosa, navegando pela estrutura de pastas e subpastas e inspecionando cada uma delas.

A coisa piora quando os nomes de arquivos são pouco descritivos (e o usuário precisa ficar abrindo para olhar o conteúdo), e fracassa de vez quando, ao não encontrar o arquivo na pasta em que procurou inicialmente, o usuário acredita que ele foi removido, sem lembrar que algumas semanas atrás havia motivo para guardá-lo em uma outra pasta.


Excesso de pastas me atrapalha bastante

Existem diversos artifícios para lidar com isso, desde o simples (mas trabalhoso de manter) hábito de manter atalhos ou links para os documentos em todas as pastas que eles poderiam caber, até o uso de aplicativos e utilitários para fazer indexação, busca semântica e agregar metadados aos arquivos.

Eu já tentei vários deles, principalmente pelas camadas adicionais de complexidade que eles agregam aos procedimentos de restauração dos dados após uma reinstalação de sistema operacional, pela dificuldade de interoperar em ambientes em que arquivos são enviados e compartilhados entre múltiplos usuários, etc. Se eles funcionam para você, vá fundo (especialmente se no seu sistema for possível atribuir “tags” aos arquivos) – mas para mim, a minha forma simplificada satisfaz mais ;-)

A *minha* organização geral em pastas

Um dos princípios do GTD que eu assumo no meu dia-a-dia é de que os métodos de arquivamento devem estar sempre à mão, sem serem obstrusivos nem inacessíveis – se o gaveteiro fica do outro lado da sala, a tendência a deixar papéis empilhados em cima da mesa aumenta. E este é o princípio que apliquei ao meu método de classificar os arquivos no PC.

Como eu tenho já arraigado o hábito de dar nomes BEM descritivos aos meus arquivos, para mim é vantajoso concentrar os arquivos em poucas pastas, pois os próprios recursos nativos do sistema operacional me facilitam a busca visual pelos nomes dos arquivos, além de oferecer recursos comuns como ordenação por nome, por data, por tipo, etc. – e, quando necessário, basta pressionar poucas teclas para listar todos os arquivos que tenham em seu nome a palavra-chave que eu estiver procurando.

Assim sendo, eu adotei uma pasta geral (vamos chamá-la de “/Arquivos”) abaixo da qual existem 4 subpastas genéricas: /Arquivos/textos, /Arquivos/imagens, /Arquivos/compactados e /Arquivos/media. As 3 primeiras não têm subpastas, mas a última ainda se divide em /Arquivos/media/audio e /Arquivos/media/video.


Meu robô script guarda tudo nas pastas certas para mim

Como a organização é com base no formato, e não no conteúdo, eu simplesmente vou gravando todos os meus novos arquivos diretamente no /Arquivos, sem me preocupar em colocar nada no lugar certo. De manhã cedo, todos os dias, um pequeno script roda no meu computador, procura no /Arquivos tudo o que estiver gravado lá há mais de 3 dias sem alteração, e se encarrega de mover para a pasta certa.

Assim, as funções de “documentos recentes” do editor de texto e da planilha continuam funcionando bem (pois documentos mexidos há menos de 3 dias nunca são movidos), e tudo que eu já concluí ou parei de usar de forma imediata vai “sozinho” para a pasta apropriada, onde eu encontrarei (pelo nome ou pela data) sempre que precisar.

Uma vantagem extra é que no caso de eu reabrir um documento que já havia sido “arquivado” pelo script, e aí voltar a gravar uma versão editada dele no /Arquivos, no momento do rearquivamento automático (após 3 dias), o script preservará automaticamente a versão anterior também, renumerando-a, como se fosse uma versão simplificada de um sistema individual de controle de versões que faz o mais essencial: permite retroceder a versões antigas, que sempre permanecem fáceis de localizar.

O script: meu script é relativamente cru, e funciona bem para mim (em Linux). Provavelmente funcionará também, com pouca ou nenhuma adaptação, pro pessoal do Mac OS X e do Unix em geral – o conteúdo do script está aqui, façam bom uso ou adaptem/evoluam, mas saibam que não ofereço garantia, nem suporte! Pro povo do Windows não posso oferecer nenhum script pronto, mas quem sabe algum leitor empreendedor não programa um igual em BAT e nos manda o link?

Sempre há exceções

Regras de organização pessoal precisam distinguir bem entre o que é o comportamento geral e quais as exceções necessárias, e para a minha organização de arquivos não é diferente: algumas situações não se adequam bem ao tratamento automatizado, e destaco as 3 principais para mim:

A primeira delas é a das fotos digitais. A facilidade com que as tiramos, e o grande volume de armazenamento hoje disponível, permitem que acumulemos muitas delas, e os softwares e técnicas para dar nomes distintivos a cada uma delas me cansam rapidamente. Já tentei muita coisa, mas hoje para mim o que funciona bem é ter uma pasta “/Arquivos/Fotos” e dentro dela criar subpastas para cada um dos eventos ou temas fotografados. Na hora de copiar para o PC as fotos da festa de natal da família, já crio a subpasta “natal2009″ e gravo direto lá, onde eu as encontrarei facilmente quando quiser, e os sistemas de organização de fotos (como o Picasa, por exemplo) também saberão encontrá-la.


A grande vilã

A segunda são os arquivos que abro periodicamente. A cada mês preciso fazer encaminhamentos fiscais e contábeis, partindo sempre de um mesmo conjunto de modelos de documento, e gerando novos arquivos que precisarão ser consultados nos meses seguintes e no momento da declaração do IRPF. Eles poderiam se beneficiar do script que mantém automaticamente o versionamento, mas a praticidade de tê-los separados tem facilitado o processo de confecção e análise, por isso eles ganham uma pasta à parte.

A terceira são os projetos de mais longa duração em que me envolvo: cursar a especialização, por exemplo, ou ministrar algum treinamento. Essas atividades geram grandes coleções de arquivos que servirão como referência para miom por meses a fio, e ganham também suas pastas específicas. Quando o evento acaba, copio tudo para o /Arquivos, e em 3 dias estará tudo arquivadinho do jeito padrão.

As suas exceções podem ser bem diferentes das minhas. Adapte-se a elas! Pode fazer sentido, por exemplo,

Backup e coleta de lixo

A maioria dos arquivos que eu mesmo produzo são em formatos que ocupam pouco espaço no disco, e assim podem ficar armazenados permanentemente, sem maiores problemas.

As exceções, como os eventuais arquivos de áudio, vídeo e imagens, são avaliadas em conjunto ao final de cada ano. Se acho que ainda vou precisar delas, mantenho onde estão. Quando desconfio que elas nunca mais serão necessárias, eu as copio para alguma mídia de backup barata (no momento a minha preferida são os DVDs) e arquivo externamente, porque nunca se sabe o dia de amanhã – e se elas não voltarem a ser restauradas até o prazo de validade dos backups caseiros em DVD, é porque realmente podem expirar em paz.


Haja DVD!

O backup anual complementar em DVD também é um costume que mantenho há muitos anos. Chega dezembro, e eu insiro um DVD virgem de boa qualidade no drive, copio o que tiver de mais importante dos meus arquivos, e guardo bem longe, em um local seguro.

Para os backups diários, ultimamente tenho feito algo mais simples: um script automatizado sincroniza diariamente a pasta /Arquivos (e suas subpastas) com um HD externo permanentemente conectado, e semanalmente eu conecto um segundo HD externo para fazer uma cópia completa adicional.

Anteriormente eu me esforçava para separar conteúdos “mais importantes” que merecessem o backup diário, mas hoje adotei um novo posicionamento que assume (exageradamente) que se está arquivado, é importante e precisa de backup – e investi em ter os 2 HDs com capacidade suficiente pra isso.

Como complemento, parte considerável dos meus arquivos também é copiada periodicamente (e automaticamente) para o serviço de backup do meu provedor de hospedagem, o que já me foi útil diversas vezes.

Mas não sei se devo recomendar que você adote uma técnica de backup similar à minha. Eu recorro ao script de backup feito em casa porque sou da velha guarda e preservo velhos hábitos. Se eu fosse implementar uma estratégia de backup do desktop para mais alguém hoje, provavelmente escolheria alguma ferramenta similar ao Time Machine, do Mac OS X.

Compartilhamento entre múltiplos computadores

Compartilhar arquivos entre múltiplos computadores que não estão permanentemente conectados entre si é um problema difícil para o qual existem muitas soluções prontas. E conforme se popularizam os notebooks e netbooks, o problema também fica mais comum.

Mais uma vez, o fato de eu ser da velha guarda (com anos de experiência administrando arquivos alheios) me faz desconfiar bastante das ferramentas prontas, pois elas acrescentam dependências e muitas vezes falham em momentos cruciais.

Por isso, também aqui adoto uma estratégia simplificada (e que envolve abrir mão de facilidades que as ferramentas prontas oferecem): não importa a situação: a versão que vale sempre é a que está gravada no PC do meu escritório, o qual eu me esforço para tornar sempre acessível, via Internet (e com segurança) para quando estou fora (com o netbook, por exemplo) e preciso de algo.

Quando estou fora e faço alterações em arquivos cuja versão original reside no PC do escritório, uso os recursos da Internet para enviar a nova versão imediatamente para ele de volta, ou mando um e-mail para mim mesmo com a nova versão, caso seja impossível.

Sendo o meu próprio BOFH, sempre colocando em prática esta regra bastante estrita, eu me poupo dos problemas das falhas de sincronização e compartilhamento que são tão comuns. Mas só funciona porque eu conscientemente abro mão de algumas das suas vantagens.

Estratégias alternativas, baseadas em serviços on-line, em mídias removíveis ou em aplicativos de sincronização, são abundantes. O fato de eu não gostar delas não é razão para que você não as adote, mas quero frisar que considero que perco menos ao abrir mão de algumas de suas vantagens do que já perdi anteriormente ao adotá-las e ficar exposto, em momentos indesejados, às suas limitações.

As soluções dos leitores

Em 2008 eu consultei os leitores sobre o que eles faziam para organizar seus arquivos.

Na época recebi pouco mais de 50 respostas, e destaco a seguir links para algumas delas:

E vários outros leitores deram também suas dicas, na época. Agora você está convidado a fazer o mesmo, compartilhando aqui nos comentários a sua forma de organizar arquivos no PC!

, por Augusto Campos
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56 Comentários até agora

  1. Claudio A. Heckler comentou:

    em January 4 2011 @ 16:15

    Augusto, muito legal esse post, são ideias interessantes para serem consideradas com cuidado. Do meu método particular teria o seguinte a acrescentar/sugerir:

    1) Eu mantenho também uma pasta especial chamada “meu hardware”, onde vão parar cópias de manuais, drivers etc para todo hardware que me diz respeito (PC, game, som, etc). Não é uma pasta “crítica”, mas no caso de necessidade, é mais conveniente ter à mão do que confiar no site do fabricante, especialmente depois de alguns anos do lançamento do produto.

    2) Para as fotos eu recentemente adotei uma estratégia que tem funcionado bem, especialmente para o volume elevado de fotos digitais que eu registro:

    - Dentro de \Fotos eu tenho uma pasta por ano (2009, 2010, 2011, etc ..)

    - Dentro da pasta do ano, uma pasta para cada mês (2010-10, 2010-11, etc) As fotos “gerais” de cada mês vão parar na pasta correspondente

    - Ainda dentro da pasta ano, eventos especiais recebem pastas de acordo (ex: “2010-11-20 Aniversario de Fulano”, “2010-12-24 Natal 2010″) Dessa forma as fotos de eventos específicos ficam separadas das demais, mas naturalmente próximas das fotos gerais do mesmo período.

    - Classificação por tema eu deixo para fazer o software de biblioteca de imagens (uso o lightroom), mas tendo o cuidado de que o SW escreva as tags para o arquivo, tornando mais permanente e permitindo a indexação pelo sistema operacional

    Abraços,
    Cláudio

  2. Bertha Paigel comentou:

    em July 14 2011 @ 23:49

    Prezados colegas, eu sou bem organizada em relação aos meus arquivos digitais, estou criando uma matéria para publicar em meu blog sobre o assunto, mas para adiantar organizo os meus arquivos da seguinte forma:

    - Anotações: anotações que faço normalmente no bloco de notas, que precisarei muito em breve, e quando as utilizo e não tem mais utilidade >DELETE.

    - Biblioteca: arquivos para consulta/e-books, organizados em subpastas com o nome das disciplinas as quais pertecem (Português, Direito – aqui eu divido por área: penal, civil, etc., Qualidade, etc).

    - Consultoria: pasta do trabalho, onde arquivo tudo que produzo para os meus clientes, crio subpastas por cliente, e dentro dessas crio mais subpastas para organizar os arquivos conforme a área da empresa que o arquivo diz respeito, como é consultoria de SGQ, tem um padrão de codificação e nomenclatura das pastas e arquivos – subpasta “QUA – Qualidade” arquivo “PRO QUA 001 – Rev.00 – Controle de Documentos e Registros”, que identifico o tipo de documento, a área a qual pertece, numeração sequencial, a revisão (que é de extrema importância, por último o nome do arquivo), certos documentos gerados são organizados dentro de pastas identificados por período “ANO” ou “MÊS” e só identifico a data na nomenclatura dos arquivos (Pasta: Auditorias > Subpasta: Internas > 2009 > arquivos).

    - Direito: a pasta da faculdade, onde crio subpasta para cada período e depois para cada disciplina também, uso com muita frequencia.

    - Documentos: ficam os documentos pessoais, contratos, comprovantes de pagamentos, CV, Gerenciador de Tarefas, Agendas, Plano de Estudos, Controle de Contas a Pagar e Receber, Gerenciador de Leituras, etc.

    - Downloads: ficam todos os arquivos que baixo da internet, e daqui que faço a triagem para as outras pastas. Aqui eu renomeio os arquivos para o padrão que utilizo de identificação, se necessário.

    - Entretenimento: tem subpastas de:
    – Músicas – por artista > AAAA > Album > nome da música;
    – Vídeos – nomeio os arquivos com “AAAA – nome do artista – nome do vídeo”;
    – Filmes – nomeio os arquivos com “AAAA – nome do diretor – nome do filme”, esses arquivos eu não deixo por muito tempo no pc, gravo em DVD para assistir novamente se eu quiser e não ter o retrabalho para baixá-los novamente ou correr o risco de não encontrá-los.
    – Imagens:
    – Fotos: organizo em subpastas por AAAA > AAAA-MM-DD – não modifico a nomenclatura das fotos, mantenho a que a minha câmera gera, adiciono ou ajusto as propriedades da foto, quando necessário, com o nome do autor, pois nem sempre foi eu que tirei a foto – seleciono em massa e modifico para todas ao mesmo tempo, e data em que foi tirada;
    – Gerais: essa porque tenho costume de salvar imagens da internet que gosto ou que achei interessante para algum trabalho acadêmico ou para utilizar no meu blog, seja lá o que for, eu sempre renomeio com o nome da imagem/o que se trata quando não tem nenhuma identificação própria, autor se tiver, se não tiver “desconhecido”, e também ano se tiver (Swan Lake_Natalie Shau_AAAA; Flower Necklace_ASOS_2011);

    - Meus arquivos recebidos: ficam os arquivos recebidos pelo MSN, removo-os para suas devidas pastas se aplicável.

    - Mestrado: pasta do mestrado, que também organizo por disciplina, conforme a da faculdade.

    Estou pensando em criar uma pasta “Educação” para colocar as pastas de todos os meus cursos, mas ainda não decidir em relação a isso.

    O meu padrão de nomenclatura para os arquivos em regra é:
    Nome do Arquivo: o que se trata, assunto, o que melhor identifique o arquivo sem precisar de abrí-lo, uso o título que consta dentro do próprio documento;

    Nome do Autor: quem criou o arquivo, se não for possível identificar o nome do autor coloco “desconhecido” ou ainda do site onde o arquivo está disponibilizado.

    Data: normalmente só o ano, se necessitar o mês e o dia também. A data para mim é muito importante, principalmente na área de SGI e jurídica, onde precisamos saber quando o documento foi criado; e também muito necessário em conjunto é a:

    Revisão/Versão/Edição: para identificar em qual revisão se encontra, para evitar de usar documentos obsoletos, ultrapassados, desatualizados. Isso deveria ser uma prática padrão para nomeação de arquivos, facilita muito a nossa vida, eu as vezes tenho que baixar o arquivo para depois verificar a sua atualização e as vezes nem é possível identificá-la.

    Em resumo: “Nome do Arquivo – Autor – Data – Revisão”
    Ex.: Teoria do Ordenamento Jurídico – Noberto Bobbio, 1995, 6ed.

    Acredito que a sequencia dos dados utilizado para nomear/renomear os arquivos dependem da forma que mais se adequa para a busca de cada um, e isso é muito pessoal. Eu prefiro buscar renomear vídeos com o nome do artista/autor antes do nome do vídeo, pois ao organizar por ordem alfabética fica tudo agrupado os vídeos por autor e depois por nome do vídeo, da mesma forma nos filmes, por ordem cronológica, por diretor e por nome do filme.

    Bem, no mais é isso, aproveito para deixar o link para acessarem uma matéria que divulguei em meu blog, nada mais que algo inspirado e baseado no programa 5S’s, como se fosse um 5S’s para ambiente eletrônico, que inclusive sofreu revisão, mas ainda não republiquei no blog: http://berthapaigel.blogspot.com/2011/06/programa-5s-para-ambiente-eletronico.html

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