Emprego: um currículo vencedor está ao seu alcance
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Muitos profissionais mantêm seu currículo atualizado – é uma boa prática de auto-avaliação, muito mais do que uma técnica de prevenção.
O modelo de currículo básico aqui do Efetividade já foi até mesmo destaque na imprensa nacional, e periodicamente retorno ao assunto, como no artigo recente que ensinou como melhorar o visual do seu currículo em apenas 15 minutos.

Mas o visual, embora importante, está longe de ser tudo. O visual pode ser eliminatório, mas é o conteúdo que é classificatório, e faz a diferença entre os currículos que vão para o cesto de reciclagem, o banco de talentos ou a lista selecionada para a entrevista.
E é por isso que hoje vamos ver 8 dicas para aperfeiçoar o conteúdo de seu currículo em poucos minutos. Vamos a elas:
O que escrever no currículo
Partindo do seu currículo atual, já de boa qualidade e criado pessoalmente ou com um modelo de currículo, eis os pontos de atenção para melhorá-lo:
- Apresente resultados, e não só responsabilidades
- Sim, você foi o responsável pela área tal, e coordenou o grupo de trabalho XYZ. Mas o que você realizou enquanto estava por lá? Reduziu em 20% o tempo de parada da linha de produção? Aumentou em 5% a margem de lucro? Desenvolveu um novo método de seleção de fornecedores? Diga isso em uma frase curta (uma linha ou menos), e deixe os detalhes para contar na entrevista!
- Mencione explicitamente as promoções importantes
- Quando você avança na carreira por seus próprios méritos, tem um indicativo de que fez um bom trabalho e mereceu a atenção de seus superiores. Isso é algo que cai bem no currículo. Mas não mencione todas as promoções, nem as que tenham sido automáticas ou por tempo de atividade – selecione as essenciais, e informe a razão, quando relevante.
- Faça caber em uma página
- Objetividade é uma qualidade valiosa. Demonstre a sua, colocando na única página de seu currículo todas as informações necessárias para que em uma rápida olhada de 15 segundos (e muitas vezes o responsável pelo filtro inicial não dedica mais tempo do que isso) o avaliador possa saber que vale a pena chamá-lo para uma entrevista. A não ser que o currículo esteja sendo escrito para ser arquivado – neste caso, aí você pode se alongar, mencionando a lista completa de artigos, certificados, todos os colégios em que estudou, todos os cursos complementares, etc.
- Cuidado com a discriminação
- Oficialmente ou não, muitos avaliadores aplicam critérios preconceituosos quanto a idade, sexo, crença e vários outros. A não ser que seja exigido explicitamente, que tenha relevância direta para a vaga pretendida, ou que você considere que a informação conta a seu favor, não insira fotografia, data de nascimento, religião, time de futebol ou qualquer outra informação que possa ser origem de discriminação. Para prevenir a discriminação por idade, pode fazer sentido não mencionar atividades ou cursos muito antigos – desde que você tenha outros mais recentes para mencionar, é claro. Mantenha em foco a demonstração de sua competência, e em ser chamado para a entrevista.
- Não use mal os “interesses adicionais”
- É cada vez mais comum incluir no currículo uma menção aos interesses extra-profissionais do candidato: um hobby, esporte, atividade filantrópica, arte, etc. Saiba que os selecionadores prestam atenção a isso, mas de uma forma que pode ser cruel: eles formam um rótulo mental sobre você, a partir dos interesses mencionados. É como um carimbo, que diz: “SENSÍVEL”, se o candidato é pintor; “COMUNICATIVO”, se faz teatro; “PERSISTENTE”, se é faixa preta em judô, e assim por diante. Fale apenas a verdade, mas pense em qual rótulo mental será aplicado a você dependendo do que você compartilhar.
- Remova o excesso de design
- A não ser que você seja mesmo um tipógrafo, artista ou designer, seu currículo deve se destacar pelo equilíbrio visual, sem perder a sobriedade. Não exagere.
- Verifique de novo a ortografia
- E a gramática. E o estilo. E a ordem de priorização das informações. E a sobriedade do visual. Quando terminar, peça a mais alguém – em cujo julgamento você confie – que verifique mais uma vez para você.
- Verifique mais uma vez todos os seus contatos
- Todo número de telefone mencionado no currículo deve funcionar regularmente – e ser atendido. Todo endereço de e-mail deve ter aparência de profissional, funcionar bem, e ser lido com regularidade. Será uma pena deixar de receber uma resposta positiva porque o telefone não é atendido, ou porque o e-mail não funciona, ou classifica como spam as mensagens legítimas. E será pior ainda se o empregador não conseguir chamá-lo para a entrevista porque suas informações de contato estão erradas ou desatualizadas em seu banco de currículos.
- Sim, você foi o responsável pela área tal, e coordenou o grupo de trabalho XYZ. Mas o que você realizou enquanto estava por lá? Reduziu em 20% o tempo de parada da linha de produção? Aumentou em 5% a margem de lucro? Desenvolveu um novo método de seleção de fornecedores? Diga isso em uma frase curta (uma linha ou menos), e deixe os detalhes para contar na entrevista!
Já analisei minha cota de currículos e posso afirmar que, embora os currículos com erros de ortografia e com excesso de design sejam irritantes, e os com excesso de informação, ou com foco nos aspectos errados, possam prejudicar a avaliação do candidato, não há nada mais frustrante do que selecionar uma pessoa e não conseguir chamá-la para a entrevista porque as informações de contato dela estão erradas no currículo.
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Monthiel comentou:
em November 3 2008 @
Olá Augusto,
Mais uma vez parabéns pelo artigo e pelas dicas valiosas que nos ajudam a conseguir um emprego mais rapidamente, com um curriculo de qualidade e com bela aparência. Seu artigo foi essencial.
Dentre as dicas, acho que o ítem (3 – aça caber em uma página) é o de maior importância, claro, não esquecendo do conteúdo de qualidade, ou seja, o que você foi, é e será para a empresa.
Forte abraço,
Monthiel
Derli comentou:
em November 3 2008 @
Excelente o post e o modelo.
Já trabalhei em contratação e todas as informações acima são pertinentes e extremamente úteis.
Para ler e guardar. Aproveitei e indiquei.
Thiago comentou:
em November 3 2008 @
Excelente blog! As dicas sobre como se fazer um curriculo sao excelentes!
para quem gosta de politica latino-americana: http://www.thiagodearagao.com.br
abs
Camilo Oliveira comentou:
em November 3 2008 @
Erro de digitação acho perigoso, mas nada pior que erro de ortografia e na maioria das vezes dá pra perceber quando é um ou outro.
Mas sobre o ponto #6, mesmo para um designer, o currículo deveria ser uma coisa clean e sóbria, porque o que precisa chamar a atenção é o conteúdo. Acho que até para o portfólio isso também vale, os trabalhos precisam ter mais peso do que a apresentação deles.
SOLOMON » Blog Archive » Vencedo com curriculo comentou:
em November 4 2008 @
[...] Fonte: Efetividade [...]
FRANCISCO DIAS comentou:
em November 4 2008 @
MODELO DE CURRÍCULO
Degilson Ribeiro comentou:
em November 4 2008 @
Olá boa tarde !!!
Será que vocês podem mandar um modelo destes currículos para o meu e-mail.
e-mail-suprimidoΘver.termos.de.uso
Obrigado.
Isabel comentou:
em November 4 2008 @
Então eu como designer posso fazer um cv estilizado (claro que com bom senso) e eu posso incluir no meu cv também alguns trabalhos que fiz?
Eu fiz o meu em 6 páginas e está todo em PDF não sei ainda se imprimo ou não, dizem que cv + um pequeno portifólio pra quem ta nessa área sempre é bom.
Gostaria de saber mesmo se eu estou fazendo certo ou errado.
Obrigada!
adriano comentou:
em November 4 2008 @
curriculo
Leo comentou:
em November 5 2008 @
De acordo com uma pesquisa pelo Jornal Hoje, no Rio de Janeiro e São Paulo 86% das contratações são por indicação. Significa que seu currículo pode ter sido escrito por um mestre, se não for entregue nas mãos certas, quem contrata, seu currículo perfeito encontrará lugar no lixo. Suas chances de contratação são maiores entregando um papel higiênico por indicação de um amigo dentro de uma empresa do que um currículo maravilhoso entregue junto de outros 100.000 iguaizinhos ao seu. É uma pena que os jovens ainda aceitam ser adestrados nesse circo das contratações, sejam ensinados a segurar uma bola no nariz durante as entrevistas e a latir, fingir de morto e pegar o jornal na busca de um emprego. RH em contratação é embromação. Eles não tem base científica ou método. Eles inventam uma pseudo-psicologia comportacional e o pobre coitado se adestra achando que vai ser contemplado com um emprego. Infelizmente em 86% dos casos a entrevista é fictícia porque a vaga já foi preenchida.
augusto comentou:
em November 5 2008 @
Leo, embora exista muita pantomima, a racionalidade econômica leva a crer que, exceto nos casos em que existe alguém a ser enganado por uma razão que valha a pena, as entrevistas são suspensas ou mesmo evitadas sempre que é possível determinar que já há alguém escolhido para ocupar a vaga, seja por indicação ou não.
A questão da priorização ao preenchimento das vagas por indicação é conhecida, e também faz todo o sentido, economica e socialmente falando. Mas isso não quer dizer que aqueles 86% sejam parte das vagas que você vê chegar a ser anunciadas e solicitarem inscrições/envio de currículos: felizmente, em boa parte dos preenchimentos de vagas por indicação, deixa de haver a necessidade de anunciar a vaga ou mesmo abrir um processo seletivo. Dizer que 86% dos processos seletivos são engodos ou furados é puramente uma falácia nascida de má interpretação de dados existentes.
Para completar, não é porque boa parte das vagas é preenchida por indicação, nem porque a maioria dos candidatos a qualquer processo seletivo é naturalmente rejeitada, que alguém que deseja um emprego deve deixar de se esmerar nas etapas do processo que estão sob o seu controle, incluindo a confecção de um bom currículo, a busca de um bom contato (por que não?) na empresa em que há interesse em trabalhar, e a preparação para entrevistas – as quais, felizmente, em alguns casos também são aplicados por profissionais competentes e interessados.
augusto comentou:
em November 5 2008 @
Isabel, você pode fazer tudo que quiser, pois não há regra. Creio que suas chances melhorariam se você fizesse o currículo em apenas uma página, e ela referenciasse um local em que seu portfolio possa ser consultado, on-line. Mas cada caso é um caso.
Leo comentou:
em November 5 2008 @
Augusto, obrigado pelas observações. Talvez seja impressão minha mas você confirmou parte do que eu disse, apenas usando palavras mais diplomáticas e prolixas. De acordo com que eu estudo, o candidato a vagas não está sobre o controle de nada. Nem de seu próprio curriculo. Leia sobre o especialista Richard Bolles que ressalta esse aspecto. Todas as contratações externas de uma grande empresa são feitas por repescagens primeiro e depois por processo de “body-shop”. por seleção através de RH pelos tais profissionais interessados e capacitados que comandam entrevistas. E estes profissionais mesmo sendo capacitados também obedecem ordens. Se a ordem da gerência de quem contrata for “Não contrate ninguém hoje que já remanejamos o setor.”, os profissionais capacitados e interessados vão consuzir entrevistas fictícias o dia todo.
Toda essa pseudo-ciência de RH, supostamente baseada em psicologia moderna através de várias vertentes, na verdade não segue modelo algum. Eu pesquisei sobre a origem dessas teorias e vi vários elos perdidos na aplicação que eles alegam seguir. Ou seja, é cascata. Exemplo disso é que todos os sites de RH se contradizem. Alguns dizem para não colocar intesesses pessoais, outros dizem pra colocar. Uns dizem pra por foto, outros dizem pra não pôr. Tem também o deprimente aspecto circense da “linguagem corporal” das entrevistas que mais parece escola de cães. Enquanto isso o tempo passa e o candidato fica mais velho, e demora pra ele perceber que investir em network próprio e marketing pessoal é melhor, porque ele talvez nem precise de curriculo. Peço desculpas aos candidatos, especialmente os mais jovens que ainda mantém um fio de auto-confiança. Lembrem-se que em uma entrevista, nunca demonstre cérebro pensante. Recomendo que compare uma empresa a uma boite lotada: Você não pode entrar a não ser que alguém te ponha pra dentro. E a medida que as pessoas saem, as mesas e vagas internas são ocupadas por pessoas lá de dentro. Enquanto isso a fila na rua aumenta. Até que você desiste e vá pra casa.
Abraços.
augusto comentou:
em November 5 2008 @
Leo, de nada. E sim, é impressão sua.
Seu fatalismo, expresso em “Até que você desiste e vá pra casa”, ou na descrença de que o candidato tenha controle sobre a parte que lhe cabe no processo, até me espanta um pouco, mas as demais informações parecem bastante coerentes, exceto quando você busca extrapolá-las para concluir que não existe possibilidade de o sistema funcionar direito.
Mas aí entra a realidade objetiva: todas as semanas, centenas, milhares de pessoas que não conheciam “as pessoas certas” são aprovadas e contratadas por intermédio de processos de seleção tradicionais, que começam por recrutamento e análise de currículos, passam por entrevistas e eventuais dinâmicas (que eu também desprezo, especialmente quando mal aplicadas), e terminam pela seleção e contratação.
Muitas outras contratações se dão por indicação sim, e sem dúvida é importante investir em networking próprio e marketing pessoal, como você diz. Se você procurar os outros artigos sobre empregabilidade publicados por aqui, encontrará repetidas recomendações neste sentido.
Mas daí não se chega à conclusão de que enviar currículos bem feitos, ou preparar-se para entrevistas, é uma perda de tempo. Pelo contrário: a redução das vagas em que há seleção tradicional torna até mais interessante preparar-se em todos os sentidos.
Quanto às suas críticas a quem oferece receitas prontas, ou a quem acredita em “adestrar” os candidatos para que passem pelos processos seletivos, sugiro que você as leve a quem pratica este tipo de comportamento medíocre. Eu não acredito em adestramento, e até mesmo acredito que quem realiza um processo de seleção e avaliação pobre merece ser enganado por candidatos adestrados para oferecer as mesmas respostas sem tempero nem imaginação que os seus questionários e dinâmicas induzem.
Finalmente, quanto aos sites de RH se contradizerem, nada mais natural. Seleção e recrutamento são práticas humanas, desempenhadas com os interesse e objetivos mais variados em mente, e cada um escreve de acordo com sua experiência (inclusive você, e eu). Se a seleção pudesse ser objetiva, certamente a situação seria diferente, mas isso fica para quando o trabalho puder ser desempenhado apenas por máquinas…
isaac comentou:
em November 5 2008 @
é bom colocar foto em currículos ??
Leo comentou:
em November 18 2008 @
Augusto, não sei se esse post é antigo mas eu gostaria de acrescentar um aspecto de um currículo que não pode faltar. Eu recomendo a todos os candidatos que por acaso tenham alguma dívida ou nome no SPC e SERASA, a não colocar o CPF no currículo. E se em alguma determinada hora este for pedido, recomendo que candidamente “erre” um número. As empresas NÃO contratam devedores. É mais um obstáculo para os parâmetros de perfeição absoluta que as empresas colocam na frente do candidato. Claro que depois de empregado, endivide-se à vontade pois seu CPF não será revisado semanalmente pelas empresa contratante. Mesmo porque se fosse, pelo país que vivemos, não sobraria ninguém nem para apagar a luz da empresa porque até o peixe dourado do aquário do corredor seria demitido. O candidato só tem que ser perfeito, dinâmico, comunicativo, marketeiro pessoal, solidário, e contribuidor do Green Peace durante o processo de seleção, quando temos que demonstrar tudo que não somos na vida real. Depois da vitória conseguida do emprego, podemos voltar a ser humanos imperfeitos.
Abraços.
augusto comentou:
em November 19 2008 @
Não compartilho da opinião nem subscrevo a sugestão de que seja preenchido o número errado de qualquer documento. Omitir, enquanto não for perguntado diretamente, é uma coisa. Informar propositalmente errado é outra, independente de o processo de seleção ser justo ou não – e pode reverter contra o candidato, no final das contas.
Quanto à questão fática, há empresas que contratam sem consultar SPC, SERASA, etc. sim, e felizmente o exagero de que o candidato tem que fingir ser perfeito durante o processo de seleção não vale para todas as contratações, e todos os dias candidatos imperfeitos são contratados no Brasil inteiro.
Leo comentou:
em November 19 2008 @
Minha postura pode ser um pouco “annoying” quanto a RH, e muito parecida com a do saudoso anti-mágico “Mr M”, revelando os truques, os fundos falsos, os botões secretos e os orifícios escondidos dos processos de seleção. E o curioso é que para cada vez que eu aponto um truque desleal de processo seletivo, muitos tentam me convencer que isso é feito por uma pequena fatia do mercado, e que a maior parte das empresas só tem verdadeiros santinhos e querubins, que fazem o processo através de qualidades reais dos candidatos, e que eles só precisam se preocupar com seu talento, conhecimento e formação.
Eis um exemplo dessa minoria de “empresas que quase não existem” no meio desse mar de santinhos:
Eu li num grande site de RH, que um candidato em entrevista não pode coçar o nariz pois é um tique típico de quem está mentindo ou nervoso. Deve-se pedir ao entrevistador para ir ao banheiro e somente lá coçar o nariz. Até lembrei dos quadros de Debret com escravos de senzala tendo a dentição inspecionada.
E esperam que o candidato ainda mantenha a auto-estima após ter que correr no banheiro para coçar o nariz.
O calvário de um candidato a emprego, eu analiso, é como se ele tivesse jogando sinuca com os olhos vendados, convencido por profissionais de RH que uma hora ele vai encaçapar, e que são desnecessários os blefes e as mentiras e que num jogo honesto e limpo, mesmo vendado ele encaçapa.
Mas quando o candidato se enche (porque tudo alguma hora enche), e dá uma espiadinha por debaixo da venda, ele enxerga que ele está jogando numa mesa sem caçapas.
Agora, será que existe mesmo processos de seleção repleto de santinhos e anjinhos?
Será que o “Mr M” está mesmo serrando a mulher no meio?
Abraços.
augusto comentou:
em November 19 2008 @
Não estou tentando convencer você de nada. No que me concerne, você pode acreditar no que quiser. Estou apenas tentando desfazer o equívoco de sua sugestão de que os candidatos fraudem seus currículos por algum interesse obscuro de impedir que o empregador possa consultar sua situação de crédito.
Aliás, em determinados casos (como a de contratação de profissionais para lidar com caixa, crédito ou financeiro), a consulta ao crédito até mesmo faz bastante sentido. E posso afirmar que participei de muitas outras seleções (que não recaem nos casos acima) em que jamais se pensou na hipótese de consultar o crédito dos candidatos, mas um documento preenchido errado (pior: intencionalmente) certamente seria razão para exclusão do processo.
Creio que, na intenção de criticar estes conselheiros de RH que dão orientações absurdas (como não coçar a testa durante a entrevista…) mencionados, você chega a extrapolações que não correspondem à realidade objetiva.
E isso não equivale a dizer que a maioria dos profissionais envolvidos em seleção de RH são angelicais. Mas afirmar que a maioria deles é incompetente, anti-profissional e adota critérios que não levam a seleções que interessam às empresas está bem longe da verdade também.
Assim como o Mr. M, que afirma e demonstra o que todo mundo já sabe, mas atrai interesse por mostrar como é feito, você está chovendo no molhado ao vir aqui afirmar que há profissionais de seleção que não adotam critérios justos, corretos e objetivos. Certamente há. Se quiser dar um passo além e escrever artigos explicando como o candidato pode se sobressair mesmo remando contra a maré desta forma, contando apenas com seus próprios meios e com expedientes éticos, terei prazer em ajudar a divulgá-los. Mas só afirmar que o rio corre no sentido contrário ao interesse de cada candidato individual, e que nem todo processo seletivo é objetivo e equilibrado não chega a surpreender ninguém.
Para mim parece bem claro que o candidato não deve se preocupar apenas com sua experiência, talento e formação. Não sei por que você age como se eu estivesse afirmando o contrário. Mas ao mesmo tempo, preocupar-se em demonstrar claramente no currículo a sua experiência, talento e formação tem feito, diariamente, a diferença para muitos candidatos. É um pequeno diferencial, entre muitos possíveis – mas ao menos este, que pode ajudar a dar um bom início a um processo, está ao alcance da maioria dos interessados, por seus próprios meios.
Igor comentou:
em December 2 2008 @
Augusto estou com algumas dúvidas e gostaria que me ajudasse.
Devo por foto em currículo? Pois este assunto é muito complexo, alguns dizem que sim (que a empresa só aceita com foto) outros falam que não, qual é o correto? Gostaria de saber também se coloco informações como: objetivo (Ex.: Estágio em Engenharia de Produção ou só demonstro no currículo que estou fazendo este curso e que a pessoa já saberá que quero um estágio), CPF e nome de congressos importantes que participei e que fiz alguns mini-cursos.
Ferrari comentou:
em December 28 2008 @
Sejamos honestos,
1) Os cargos de direcao de uma empresa dificilmente serao ocupados por aqueles candidatos que humildemente deixam seus curriculos no RH.
2) Candidatos que tem formacao em simples faculdade dificilmente ira competir com candidatos formado em universidades.
3) Processo de selecionamento para ocupar cargo de supervisao. Os atuais funcionarios que ja trabalham neste setor, nao merecem promocao? Onde fica o tal bendito plano de carrera e salarios que o RH tanto bate no peito? e voce indo para essa empresa…..
4) Candidatos que ja possuem uma certa estabilidade financeira larga na frente.
5) Para que tanta frescura para escolher um simples estagiario, nao eh mais facil ele ser indicado pela faculdade e diretorio academico?
6) Ganhar na megasena e receber feedback do RH. Missao quase impossivel.
7) Pra que dinamica de grupo no processo de selecao? Analise de curriculo e entrevista nao sao instrumentos suficientes para escolha.
8) Inumeras empresas nao possuem RH elas tem Departamento pessoal. Agora tenta imaginar o famigerado processo de selecao.
9) A maioria dos candidatos mal tem dinheiro pra pagar uma simples faculdade. Curso de ingles, certificacao como PMP esquece… como rechear o curriculo se a gente tem que matar um leao por dia pra viver.
10) Quem tem QI (quem indica) ja esta dentro. O indicao geralmente tem alguma bagagem e o indicador jamais colocaria o dele na reta.
Logico que existem empresas e processos de selecao serio, que visam o bem estar do candidato e empresa. Mas estes, nao expoem os candidatos ao ridiculo de teatros, fornecem a eles feedback para que possam auxilia-los em proximos selecionamentos, bem como redirecionam os nao escolhidos a outras empresas. Mas infelizmentes podemos contar nos dedos RH que atuam nesta linha.
augusto comentou:
em December 28 2008 @
Sim, muitas vezes o processo de seleção é tortuoso, especialmente para cargos de direção. Você pode desistir antecipadamente por causa disso. Felizmente há quem aceite concorrer, e assim tem alguma chance, o que me parece melhor do que as chances de quem desiste antes de começar por assumir que há chances demais contra si.
Você pode questionar a realidade indefinidamente, criticar os departamentos de pessoal, se perguntar se não haveria formas mais fáceis de selecionar estagiários, etc. Mas a realidade existente é esta, e felizmente, todos os dias, muitas pessoas são empregadas nela por não desistirem antecipadamente de fazer o melhor que estiver ao seu alcance, mesmo considerando os vents contrários.
Ferrari comentou:
em December 28 2008 @
” voce nao vai conseguir esse emprego. Voce esta pensando mais no salario do que no trabalho”.
Brilhante frase que meu irmao me disse anos atras quando estava indo para mais um processo de selecao.
Como disse antes a grande maioria esta matando cachorros a grito, dai a gente encara qualquer coisa e esquece de bater encima daquilo que acreditamos.
Como isso o curriculo vai se tornando aquele grande mosaico. E querendo ou nao temos nossa parcela de contribuicao nesse processo.
Muito bem colocado pelo Augusto, a desistencia eh um dos maiores mal na formacao de profissionais.
Mas tambem concordo com o Leo, que indicacao ainda conta muito.
Voltando ao meu irmao, ele formou em engenharia agronomica. Paguei a faculdade para ele, dei a ele em 2004 uma saveiro zero Km, desde de entao troco o carro todos os anos pelo modelo atual, e demorou 3 anos para que ele enfim se encaixa-se num belo emprego, que por sinal foi atraves de indicacao.
Atualmente trabalha como supervisor nacional numa das melhores empresas no ramo industrial. Ganhou premio como destaque em 2008, seu trabalho foi ate publicado no exterior. Quanto de nos temos esse back-up?
Acredito que existe otimos profissionais fora do mercado, e que infelizmente sao encaminhados por percausos da vida a trilhar outros caminhos.
Por sinal tenho duas graduacoes Administracao de empresas e Economia com fluencia em ingles, moro em Nova Iorque ha 8 anos onde trabalho como pintor e supervisor de projetos de construcao, mas insistentemente penso ainda em retornar ao brasil e trabalhar em logistica.
CLARINHA comentou:
em January 20 2009 @
PRECISO DO MODELO DO CURRICULUM ESPERO QUE VC”S POSSAM ME AJUDAR
juliana comentou:
em September 1 2009 @
olá boa tarde
gostaria muito de saber como criar meu curriculum e se poderiam mandar um modelo para meu email.
muito obrigado.