Para refletir: Engenheiro japonês morre por trabalhar demais

, por Augusto Campos Carreira

Efetividade.net é a sua fonte de informações originais e atualizadas sobre produtividade pessoal, efetividade, lifehacking, GTD e truques espertos para o seu dia-a-dia. Leia também:

Reproduzo esta notícia da Associated Press com 3 convites à reflexão:

  1. Na sua vida profissional, o seu foco é fazer bem o que é necessário para alcançar os resultados desejados, ou é simplesmente… trabalhar bastante?
  2. Seu chefe avalia você pelo que você produz, ou por quanto você trabalha?
  3. Você sabe reconhecer quando o excesso de carga reduz a sua eficácia, eficiência e efetividade?

Segue a íntegra do texto publicado no Invertia:

Engenheiro japonês morre por trabalhar demais

Uma agência japonesa reguladora de trabalho concluiu que um engenheiro da montadora Toyota morreu por trabalhar demais, marcando a mais recente decisão contra o excesso de trabalho no Japão.

O trabalhador tinha 45 anos e sofria uma grande pressão como chefe de engenharia no desenvolvimento de uma versão híbrida do carro Camry, segundo afirmou Mikio Mizuno, advogado que representa a mulher do falecido, que teve sua identidade mantida em segredo.

Nos dois meses anteriores à sua morte, o engenheiro teve uma média de mais de 80 horas extras por mês. Ele constantemente trabalhava à noite e finais de semana, quando sofreu uma isquemia cardíaca em janeiro de 2006.

Segundo o advogado, a decisão da agência reguladora permitirá que os familiares do engenheiro recebam os benefícios e seguro a que ele teria direito.

Em comunicado, a Toyota afirmou que está trabalhando para melhorar o monitoramento da saúde de seus funcionários.

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25 Comentários até agora

  1. lordtux comentou:

    em July 10 2008 @

    Nossaaaa, 80 horas extras, fiquei chocado. Infelismente tem gente que se dedica demais ao trabalho e se esquece de si mesmo.

  2. Engenheiro japonês morre por trabalhar demais : MPE Blogs comentou:

    em July 10 2008 @

    [...] Leia mais [...]

  3. Paulo R Diesel comentou:

    em July 10 2008 @

    Mais um belo alerta do Efetividade.
    Muitos que lerem e outros que não lerem deverão refletir sobre este assunto e limitar a quantidade de horas trabalhadas.
    Abraço, Augusto.

  4. melo comentou:

    em July 11 2008 @

    80 horas-extras? O perigo dos anos pares…

  5. Eder L. Marques comentou:

    em July 11 2008 @

    Um alerta para os “workaholics de plantão”.

    Mais do que trabalhar e cumprir metas, a qualidade de vida e a satisfação em executar o trabalho em si devem ser o principal alicerce de qualquer atividade.

  6. foobob comentou:

    em July 11 2008 @

    Para muitos, seu trabalho é sua vida. Aposto que esse aí não ia sossegar em casa aguentando a patroa o dia inteiro…

  7. Zardox comentou:

    em July 12 2008 @

    Viver uma vida se lamentando por não ter o padrão de vida que gostaríamos ou morrer tentando. Faça sua escolha.

  8. augusto comentou:

    em July 12 2008 @

    Essa é a chamada falácia do falso dilema, em que o debate é conduzido como se só existissem as duas opções apresentadas. Felizmente existem várias outras, e bastante gente não coloca a condição da sua existência desta forma.

  9. Usados comentou:

    em July 13 2008 @

    Ja pensou se essa moda pega por aqui?

  10. paulo gabriel comentou:

    em July 13 2008 @

    ja trabalhei varios meses , vazendo 120 horas extras ao mes, e muito cansativo , claro que tinha so a metade da idade dele , mas lamento… o que deve ter matado mais que o trabalho e a pressão dos superiores que so sabe cobrar e cobrar dos subordinados e muitas das vezes não dão o respautado suficiente……

  11. JotaBlog comentou:

    em July 14 2008 @

    É temos que viver tbm, horrivel o que aconteceu… triste.

  12. Prometeus comentou:

    em July 14 2008 @

    As pessoas estão se mostrando chocadas com a quantidade de horas-extras mostradas na matéria, mas na área de TI, isso é mais comum do que se imagina.
    Eu mesmo já fiz o equivalente a 100 horas extras em menos de um mes de trabalho (foram 3 semanas)… eu preferia não ter feito, mas tive que fazer…
    Passava horas a fio no limite stress… dores de cabeca, emgragrecimento, etc.. sem contar nas exigencias vindas de chefes (por achar que deveria produzir mais), e na familia (por ter razao em que deveria trabalhar menos)…

    mas, fazer oque…
    esse meu caso, foi um fato que nao foi a primeria nem a ultima vez que aconteceu, mas eses periodos aqui eram raros de acontecer…

    diferente de uma amiga, que enquanto eu estava reclamando por ter feito 100 hrs extras, em 3 semanas, ela estava falando q ja tinha feito isso em 1 semana…

    Pior que isso é falar que não vai fazer… :(

    Abracos a todos
    Prometeus

  13. Lima comentou:

    em July 14 2008 @

    Workaholic ?
    Talvez…
    O mais certo era que houvesse uma grande dose de pressão para o esse engenheiro cumprisse as tarefas delegadas. Infelizmente esse é o futuro, as empresas exigindo em demasia dos funcionários. Isso chama-se capitalismo.

  14. Luis Rodrigues comentou:

    em July 16 2008 @

    Palhaçada isso mesmo ….
    Vai ser vagabundo assim do outro lado do mundo mesmo.
    O cara morreu porque trabalhava míseras 80 horas a mais por mes.
    Quero ver se ele trabalhasse 300 horas em média por mes o que dá por volta de 140 horas a mais por mes como costmumam trabalhar os profissionais de TI como a equipe que eu participo em um projeto de Web Site de uma grande empresa comercial no Brasil.
    É um vagabundo mesmo.

  15. Luciano comentou:

    em July 16 2008 @

    Realmente… aqui há comentários que eu preferiria não ter lido…

  16. Patrícia comentou:

    em July 17 2008 @

    Há inúmeras e brutais diferenças,quanto ao nível de trabalho desenvolvido,local de trabalho,se lida com público,etc…no caso desse engenheiro,pensemos na enorme pressão que ele sentia,das cobranças de seus superiores,para poder dar conta de um projeto que tem que ser sucesso mundial…pensem também que o patrão japonês é ,em geral,muito exigente,e pensem que o trabalho meramente mecânico,em si só,não parece ser tão estressante do que um trabalho em que se tem que bolar novidades,estratégias,para isso é preciso dar um tempo para que as idéias floresçam na mente,é um trabalho que nunca deveria ser encarado como setor de produção!

  17. Fábio Pisaruk comentou:

    em July 23 2008 @

    É uma pena que empresas ainda obriguem, ainda que não diretamente, empregados altamente qualificados a pressoes sobre-humanas.
    O trabalho é uma grande fonte de realizacao do ser humano e não deve se tornar uma tortura.
    Embora eu seja da araa de TI, nao costumo fazer muitas horas extras, pois acredito que trabalhar cansado aumenta apenas as chances de cometer erros que por sua vez aumentarao a demanda de trabalho, criando um ciclo vicioso.
    A antiga frase “Roma nao foi construida em um dia” sintetiza a ideia de que bons projetos tem um tempo certo para se tornarem realidade e que na “luta contra o tempo” sempre perdemos.
    Cumprir prazos é uma obrigacao, mas dar prazos impossiveis de serem cumpridos é uma irresponsabilidade.

  18. Você usa bem o tempo que o seu ganho de produtividade libera? « Efetividade.net comentou:

    em August 1 2008 @

    [...] E creio que venho levando isso bem a sério: cada vez mais, venho aplicando em meu próprio benefício os ganhos de produtividade e eficiência que obtenho na minha “carreira solo”, mantendo bem clara a intenção de “tornar minha rotina mais agradável, com resultados que produzem os efeitos esperados, modificando o meu ambiente de forma positiva” – passando bem longe da cultura do “Karoshi”, termo japonês que significa “trabalhar até a morte” (no sentido literal, de morrer de tanto trabalhar), algo reconhecido juridicamente por lá desde a década de 1980, como visto num caso recente. [...]

  19. Paulo Camerini comentou:

    em August 22 2008 @

    Quem se mata de trabalhar merece morrer.

  20. Juichi Suzuke comentou:

    em February 7 2009 @

    “Luis Rodrigues comentou:Palhaçada isso mesmo ….
    Vai ser vagabundo assim do outro lado do mundo mesmo.
    O cara morreu porque trabalhava míseras 80 horas a mais por mes.
    Quero ver se ele trabalhasse 300 horas em média por mes o que dá por volta de 140 horas a mais por mes como costmumam trabalhar os profissionais de TI como a equipe que eu participo em um projeto de Web Site de uma grande empresa comercial no Brasil.
    É um vagabundo mesmo.”

    MEU DEUS realmente há comentários que nem deveriam ser lidos.
    Cresce um pouco meu garoto voçê tem muito que aprender. Sinceramente não se esperaria muito de um “muleque” que faz TI né?? PACIÊNCIA…

  21. Carlos Magno comentou:

    em June 22 2009 @

    “Luis Rodrigues comentou: Vai ser vagabundo assim do outro lado do mundo mesmo. O cara morreu porque trabalhava míseras 80 horas a mais por mes. Quero ver se ele trabalhasse 300 horas em média por mes”

    Cara, depende muito do que você estava fazendo. Continua sendo desumano, mas fazer um trabalho repetitivo ou simplesmente “esperar o computador terminar” durante 15 horas por dia (140 extras) é bem diferente de ficar 12 horas por dia em um trabalho carga intelectual como projetar e cuidar de uma equipe de projeto.

    Eu já estive nessa carga (10 horas por dia, mais 5 de ônibus), depois de um tempo você até pára de falar por conta do esforço intelectual para fazê-lo. Imagine-se como se sentiria fazendo seis provas bizarras (total de 12 horas) no mesmo dia.

  22. rambo comentou:

    em June 24 2009 @

    No ultimo natal eu trabalhava em uma loja de tennis como vendedor e cumpria uma jornada de 12 a 15 horas por dia durante todo o dezembro, “faz as contas”. vendedor sofre.

  23. Luiz comentou:

    em November 12 2009 @

    Engraçado: “a Toyota afirmou que está trabalhando para melhorar o monitoramento da saúde de seus funcionários.”

    Então quer dizer que ele morreu por que ele não estava sendo monitorado. O trabalho não foi a causa da morte.

    Este é o reconhecimento e respeito com que as empresas tratam seus colaboradores. Implantam sistemas internos de monitoramento de saúde não para que o colaborador possa ter uma vida melhor, com saúde estável e realização profissional, mas para verificar a saúde e ver se ele está apto a se sacrificar cada vez mais pela empresa.

  24. http://www.rioeletro.com.br comentou:

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