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Natal e aeroportos: como sofrer menos com o caos aéreo

Estamos chegando ao final de semana em que muitos brasileiros vão viajar para suas férias ou para passar as festas de final de ano em família.

Os aeroviários já anunciaram a possibilidade de greve, e o histórico permite esperar que – mesmo que nenhum vulcão interfira – alguma companhia aérea venderá passagens a mais, vai se confundir com suas escalas de funcionários, ou terá problemas com alguma aeronave e não terá outra de reserva à disposição, e assim cause o efeito dominó de cancelamentos e atrasos de vôos em todo o país, mantendo milhares de passageiros por longos períodos de espera e desinformação

Mesmo sabendo que isso acontece todos os anos, a tendência é que percamos facilmente o controle da situação, quando vira realidade: poucos de nós conseguem ter influência o suficiente para fazer um transporte alternativo (ou alimentação, hospedagem, etc.) surgir em um aeroporto fechado ou informações completas passarem a fluir de uma companhia aérea em dificuldades (causadas por ela mesma ou não) – e esperar pelas providências legais ou jurídicas pode consolar, mas raramente resolve a situação imediata.

Prevenção boa mesmo seria poder evitar viajar nesta época, mas nem todo mundo pode. Já que o risco é grande e aumenta nos próximos 15 dias, não custa repassar algumas dicas práticas e se preparar para, pelo menos, reduzir o nível de stress e fadiga caso isso aconteça conosco ou com quem está vindo nos visitar (sinta-se à vontade para mandar a URL deste post para seus familiares!).

7 dicas (+ 1 bônus) para aguentar melhor o caos no aeroporto

Quem não se estressa com os longos deslocamentos congestionados até chegar nos aeroportos, as longas filas das companhias aéreas, longas esperas, atrasos, informações deficientes, correrias para pegar conexões, companhias aéreas que mandam desligar durante todo o vôo até os celulares que têm modo avião, desconforto a bordo e toda a variedade de obstáculos no caminho de uma viagem aérea tranquila?

Sair mais cedo, planejar bem os deslocamentos e outras dicas de puro bom senso também se aplicam, mas as dicas a seguir buscam oferecer outras formas simples de planejar e exercitar o conforto possível nas situações adversas comuns nos vôos brasileiros.
 

1 – Acelerando o tempo com entretenimento pessoal

Não ter algo para proporcionar alguma distração é uma forma certeira de abrir espaço para a mente se fixar no desconforto da situação, amplificando a sensação do assento apertado, do vizinho chato da poltrona ao lado, ou da espera interminável por informações ou pelo embarque.

Quem não tem com que fazer passar o tempo vai ver os minutos se escoarem como se fossem horas, enquanto olha o painel de horários de vôos que parece nunca se alterar.

Para piorar, nem sempre se pode contar com a livraria do aeroporto para suprir alguma distração nessas horas – elas fecham nos horários em que mais sentimos falta delas.

Mas todos temos nossos passatempos favoritos, e muitos deles são portáteis o suficiente para ir na bagagem de mão: um bom livro, revistas, jogos eletrônicos, palavras cruzadas, sudoku – leve suprimento suficiente para todo o trajeto!

Quem conta com o celular para oferecer jogos, músicas, vídeos ou leituras durante a viagem aérea precisa ficar duplamente atento: além da possibilidade de ficar sem bateria para quando precisar se comunicar, há momentos do vôo em que seu uso é proibido, mesmo que o seu aparelho disponha de um “modo avião” e a aeronave esteja em solo.

Em parte desses casos, o uso de notebooks, tablets, videogames portáteis, media players e outros aparelhos pode continuar permitido, então se você tiver levado consigo alguma dessas alternativas, ainda poderá contar com entretenimento eletrônico individual a bordo.

Até algum tempo atrás, além de um livro (cujas baterias nunca acabam!), eu costumava viajar levando um videogame PSP com vários jogos, músicas e vídeos na memória, e a bateria dele era suficiente para me manter entretido durante a viagem. Continua achando uma boa opção, e não me parece que nenhuma companhia o proíba.

Mas hoje tenho um tablet, e nas viagens recentes foi ele que me atendeu, com sua bateria que dura cerca de 9h de uso, permitindo assistir a um vídeo numa tela maior, jogar um pouco, ouvir música, ler alguns ebooks e até colocar em dia as leituras dos artigos da web que eu gravei para leitura posterior (offline, claro) com o Instapaper. Se você tiver um, é o que eu recomendo para complementar as opções de distração a bordo e nas esperas.

Quanto ao conteúdo, além dos ebooks e audiobooks (ouvir audiobooks e podcasts geralmente consome menos bateria do que vídeos e jogos) que estiverem à mão, sou fã de alguns seriados da TV, e para levar em vôos prefiro converter (usando o software gratuito Handbrake) os DVDs de alguns episódios das séries que possuo, do que converter algum filme – as interrupções em escalas, serviço de bordo, etc. tornam mais prático assistir a múltiplos episódios de menor duração do que um único filme maior.

Um bom fone de ouvido (com fio! senão podem proibir você de usar a bordo) com isolamento de ruídos externos (e que não vaze os seus próprios ruídos para incomodar o vizinho de poltrona) pode ser um bom complemento, desde que você tenha alguém para cutucar você quando alguma informação importante for passada pelo sistema de áudio!
 

2 – Menos preocupação com extravio de bagagens

O extravio (temporário ou definitivo) da bagagem despachada é um risco permanente, e aumenta na temporada do caos aéreo. É difícil eliminar a possibilidade, mas é possível reduzi-la, usando malas em boas condições, fechando-as bem, identificando-as com clareza tanto externa quanto internamente com os contatos de onde você vai estar – e assim aumentando a chance de uma devolução mais rápida quando ela for encontrada.

Tirar uma foto do conteúdo da mala pode ser útil como um paliativo para o caso de uma futura necessidade de reembolso, além de facilitar a arrumação de malas futuras, com base na lista de itens que constam nas fotografias das malas anteriores.

Se você for viajar sozinho e despachar bagagem, duas malas pequenas podem ser bem melhores do que uma grande, tanto pela praticidade do transporte quanto para situações de extravio – especialmente se você dividir o conteúdo delas de maneira preventiva, de forma a ter como “se virar” com algum conforto se qualquer uma das duas se extraviar mas a outra chegar ao destino.

E se for viajar em família, combine de reservar 20% da mala de cada pessoa para a bagagem da outra – e assim, no caso do extravio de apenas uma das malas, a outra pessoa ainda terá ao menos um kit básico que estava na mala dos outros familiares, enquanto lida com o inevitável stress de lutar contra a companhia responsável pelo extravio. (dica do leitor Eloi Gonçalves)
 

3 – Informações sob controle

Para mim, uma viagem significa um dilúvio de dados a ser gerenciado. Passagens, números e horários de vôos, vouchers de hoteis, endereços de destinos, portões de embarque, restaurantes recomendados, horários, arquivos, inúmeros cartões de visitas recebidos, comprovantes de embarques e despesas, onde está estacionado o carro, etc., etc., etc.

Existem várias estratégias para lidar com isso, mas a minha é a mesma há anos, e vem funcionando bem, baseada em 2 ferramentas básicas:

  1. um envelope grande e
  2. a câmera do celular.

Tanto a busca da tranquilidade quanto a da produtividade pessoal, por meio de métodos como o GTD, pressupõem deixar a atenção e foco disponíveis para as tarefas de cada momento, e assim ficar permanentemente tentando acompanhar e memorizar todas as informações mencionadas acima prejudica o resultado.

É aí que entram em cena as 2 ferramentas mencionadas acima: cada novo papel (ou informação exibida em tela de computador) que chega às minhas mãos no aeroporto, hotel, locadora, sala de espera, etc. é fotografado no celular (para que eu possa ter acesso rápido ao seu conteúdo quando quiser) e assim que possível é guardado no envelope, que vai num bolso facilmente acessível (e protegido com cadeado) na bagagem de mão.

Informações que exijam uma ação adicional são registradas na ferramenta mais apropriada (por exemplo, horários de compromissos vão para a agenda, pendências vão para o aplicativo Wunderlist, e a maioria das outras informações de referência podem ir para o Evernote) posteriormente, a partir das fotos, aproveitando as enormes quantidades de tempo dispendidos em salas de embarque e de espera.

Se necessário, os documentos guardados no envelope servem como backup ou complemento durante a viagem. Quando retorno, arquivo-os ou encaminho-os para onde for necessário, antes de terminar o processamento da viagem.
 

4 – Atitude positiva: gerenciando o stress

Passatempos não são suficientes para prevenir o stress, que pode surgir até na mais aguardada viagem de lazer.

Nossos conhecimentos e habilidades nem sempre fazem a diferença quando estamos em uma situação completamente fora do nosso controle: as atitudes é que permitem construir a diferença entre o profundo stress e um incômodo gerenciado.

Como consumidores, sempre esperamos o atendimento com o nível de conforto que é nosso direito, e pelo qual muitas vezes estamos pagando caro. Amenidades como o check-in antecipado on-line, ou a possibilidade de fazer viagens curtas levando apenas bagagem de mão, ajudam a tornar mais prático o ato de viajar.

Mas às vezes as coisas começam a dar errado ao nosso redor e fora do nosso controle, e logo se percebe as maneiras diferentes como as pessoas lidam com a situação, e como isso se reflete no seu próprio nível de stress.

Alguns permitem que a revolta domine suas reações, e passam as horas olhando intensamente para os painéis e esbravejando contra o atraso, o assento apertado ou a falta de informações confiáveis, enquanto outros conseguem agir como necessário e aguardar com o máximo de conforto possível (nas circunstâncias), até que a situação, usualmente fora do seu controle, seja resolvida ou superada.

Sabemos que o nível de conforto oferecido pelos aeroportos e companhias aéreas nessas horas geralmente deixa muito a desejar, faltando acomodações, informação atualizada, alimentação, comunicação e muito mais.

Mas uma atitude negativa que não melhore em nada a sua situação, nem a que ocorre ao seu redor é, na menos pior das hipóteses, um grande desperdício de energia.

A forma como lidamos com a situação pode fazer grande diferença, e reduzir o nosso próprio nível de desconforto geralmente está ao nosso alcance, se atentarmos para nossa própria atitude.

Alguma prevenção – por exemplo, evitando viajar com roupas desconfortáveis ou bagagem de mão difícil de carregar – também pode ajudar!
 

5 – Comunicações: Conexão à web em (quase) todo lugar

Dispor de comunicações com as pessoas que ficaram na cidade de onde partimos e com as que encontraremos nas cidades de destino (quando um dia conseguirmos chegar lá) é essencial.

Vários aeroportos brasileiros dispõem de redes Wi-Fi, algumas delas providas pela Infraero e outras oferecidas por provedores comerciais dos quais você pode contratar o serviço na hora, pagando com seu cartão de crédito por meio de seu próprio micro, a não ser que já seja cliente conveniado e disponha de uma franquia de horas. Informe-se previamente sobre as condições nos aeroportos de sua rota.

Mas em boa parte dos destinos brasileiros é possível contar também com o serviço móvel 3G das operadoras de celular, e dispor previamente deste tipo de conexão no seu notebook ou smartphone pode ser a forma de conseguir ter acesso a mais informações e contatos durante longas esperas, ou uma maneira alternativa de se informar sobre o que está acontecendo, quando as companhias aéreas se negam a prestar informações completas.

A qualidade do serviço 3G varia, mas mesmo uma conexão ruim e que só funciona em alguns lugares é melhor do que não ter conexão nenhuma em lugar nenhum.

Ainda que você não disponha de um modem 3G para usar no seu notebook, verifique (previamente!) a possibilidade de realizar a conexão dele por meio do seu celular (na operação conhecida como tethering – ou “Acesso Pessoal”, nos Ajustes do iPhone), via Wi-Fi, Bluetooth ou cabo USB, e esteja preparado caso a necessidade de uso apareça, pois você não terá como pesquisar isso no Google se não conseguir se conectar ;-)
 

6 – Fazendo durar as baterias

Em viagens é comum acontecer de o notebook ter de funcionar ao longo de um período extenso sem possibilidade de recarga – e aí o esquema é desativar os efeitos 3D, reduzir o número de processos desnecessários em execução, desligar o bluetooth e a rede wireless (se não estiverem em uso), e ficar de olho nas oportunidades de usar uma tomada – se possível, sendo um bom companheiro, e compartilhando-as com os demais.

Quando nenhuma tomada está à mão e é necessário usar uma conexão 3G (voraz consumidora de energia), eu procuro usar os recursos de trabalho off-line disponíveis nos aplicativos – conecto, busco as informações necessárias, desconecto, opero sobre elas (por exemplo, escrevendo respostas a todos os e-mails importantes), aí reconecto, envio e recomeço o procedimento. A não ser que a etapa de processamento seja curta, manter a conexão ativa enquanto estamos operando apenas com recursos locais é um dreno desnecessário para a bateria.

No caso do celular, já demos várias dicas para aumentar a duração da bateria, mas o Lifehacker insiste em uma que não mencionamos na ocasião: deixar o celular em contato com nosso corpo (por exemplo, no bolso da calça) tem um malefício extra: o calor acelera o consumo da bateria. Uma razão a mais para deixá-lo em um local mais saudável.

Para mim, a regra de ouro é não misturar as baterias de entretenimento e as de serviço. Quando o aviso de que vai haver um longo atraso chegar, faço questão de ter bastante bateria disponível no telefone e netbook para todos os contatos, consultas e procedimentos que desejar fazer, e ficaria profundamente desapontado comigo mesmo se já as tivesse gastado assistindo a seriados e jogando Angry Birds!

Além disso, para garantir, eu levo comigo (e muitas vezes já foi útil) um carregador externo com bateria própria que serve para o notebook, o tablet e o celular. Existem modelos variados, alguns que operam a partir de pilhas palito comuns, que podem ser essenciais para manter seu celular funcionando.
 

7 – Planeje a segurança

Nada que você faça pode tornar desnecessária a atenção à segurança em todos os momentos em que você esteja em trajeto portando bagagens e valores.

Mesmo assim, é possível que você possa ter um pouco mais de paz de espírito para aproveitar a viagem, ou mesmo para descansar um pouco e estar em condições de aproveitar melhor o destino, se tomar algumas precauções antes.

Uma dica bem simples é levar na bagagem de mão um chaveiro do tipo mosquetão, como o da foto acima (deve ter vários na seção de camping do hipermercado mais próximo), e usá-lo para prender as correias de todas as malas e sacolas sempre que for dar atenção a outra coisa – como uma parada para o lanche, a leitura de um livro ou o uso do notebook numa sala de embarque, por exemplo. Se puder prender o conjunto de bagagens a algum objeto fixo, ou mesmo passar uma de suas pernas pela correia de uma das mochilas, melhor ainda.

A razão é simples: os ladrões que atuam nesses lugares contam com a desatenção de todos, inclusive do proprietário do item que ele planeja roubar. Mas se para levar um componente da sua bagagem ele for precisar soltar uma correia ou fivela, certamente ele preferirá ir adiante até encontrar alguém menos precavido. E caso ele não perceba a sua preparação e mesmo assim tente roubá-lo, você terá uma chance maior de perceber.

Fechar os zípers das mochilas com cadeados funciona com base no mesmo princípio: claro que o ladrão ainda poderá levar a mochila inteira, e nem terá muita dificuldade em arrebentar o cadeadinho, se tiver tempo para tentar. Mas o que ele quer é agir sem ser notado, então se a sua bagagem der um pouco mais de trabalho que a de quem não tomou precauções, as chances já estarão a seu favor, ainda que você não fique protegido contra um ladrão firmemente determinado a escolher você.

Mas cuidado ao usar cadeados em bagagens que serão despachadas – consulte antes o regulamento, pois as inspeções de segurança feitas fora da sua presença podem exigir arrebentá-los. Existem cadeados feitos para permitir a inspeção pelas autoridades norte-americanas, mas desconheço a existência de similares voltados ao Brasil.

Sempre que a ocasião permite, levo comigo uma trava para notebook e bagagem como a Defcon-1, da Targus, mostrada na imagem acima. Além de servir para fixar o notebook à mobília (mais uma vez fazendo com que o ladrão casual potencial vá preferir procurar outra vítima menos precavida), ela tem um sensor de movimento e alarme sonoro, que podem ser ativados até mesmo como segurança auxiliar para a bagagem, quando você a deixa no chão da sala de embarque enquanto joga Bejeweled no celular e espera a conexão atrasada. Se alguém mexer, ela apita. Só não esqueça de destravar antes de levantar ou se for despachar…

Outras dicas óbvias que muita gente não segue porque acha que o desastre só acontece com os outros: faça backup antes de todos os dados valiosos do seu notebook ou dispositivo móvel, não leve com você o backup (pode se extraviar junto!), não deixe evidente que você leva itens valiosos, coloque senhas fortes em tudo (notebook, smartphone, etc.), não use serviços on-line relevantes em redes públicas ou abertas, não largue objetos valiosos (tablet, celular, câmeras, jogos eletrônicos, etc.) em lugar nenhum, se possível instale e ative os serviços anti-furto do seu celular e notebook, e tenha anotado em lugar seguro e acessível os números de série, marca e modelo de todos os aparelhos valiosos que levar consigo.
 

Bônus: A bagagem de mão do viajante prevenido

Quando o viajente tem foco na preservação do conforto possível durante situações adversas em aeroportos e aviões, ele leva a bagagem de mão em um único volume, com alças confortáveis, e incluindo alguns itens indispensáveis:

  1. Dinheiro trocado. Às vezes o produto ou serviço que você mais deseja, às 3 da manhã em um saguão lotado, depende de alguém que não terá como trocar R$ 50.
     

  2. Muda de roupa extra: tanto pensando em situações climáticas imprevistas (como acontece todos os dias de inverno com pessoas que não sabiam que fariam conexões em São Paulo para vôos ao Nordeste) quanto na possibilidade de querer trocar de roupa em uma permanência prolongada em um saguão de aeroporto. Afinal, encarar uma espera noite adentro em um saguão de aeroporto em roupas suadas, ou tremendo de frio, amplia bastante o stress. Escolha peças versáteis e que ocupem pouco espaço – também pode servir como medida extrema em caso de extravio de bagagem.
     

  3. Conexão móvel à Internet. Veja a dica acima sobre conexão à web em (quase) todo lugar.
     

  4. Travesseiro inflável: fácil de encontrar em lojas de malas e em aeroportos, ele quase não ocupa espaço, é fácil de inflar e esvaziar, e reduz o desconforto tanto a bordo quanto nas situações extremas de espera em saguões.
     

  5. Celular com bastante carga, crédito, e habilitado para funcionar no destino. Querer e não poder ligar para pedir uma providência ou avisar de uma mudança inesperada de itinerário ou horários pode ser uma grande frustração. Prevenir isso depende de parcimônia no uso da bateria e, quando possível, da presença do carregador e de uma tomada funcionando.
     

  6. Fones de ouvido com supressão de ruídos externos. Isolar-se auditivamente do stress ao seu redor pode ser positivo, mas só deve ser feito em situações de espera em terra se houver alguém para lhe avisar se houver algum aviso ou novidade. Tampões de ouvido podem ser usados para a mesma finalidade.
     

  7. Máscara para dormir: quando estiver em um local seguro ou puder contar com alguém de confiança para ficar de sentinela, a máscara aumenta a chance de tirar uma soneca mesmo em ambientes cheios de movimentos e luzes.
  8. Cadeados com segredo. Aeroportos são locais de risco, e basta um pouco de distração para algo ser surrupiado de sua bagagem de mão, cheia de bolsos convenientes. Um cadeado com segredo (testado antes de usar!) reduz bastante este risco, e não exige que você leve chaves no bolso e faça apitar cada detector de metais pelo caminho!
     

  9. Distração. Leitura, passatempo, música, jogos… Veja acima a dica sobre Entretenimento Pessoal.
     

  10. Higiene pessoal. Escova de dentes, pente, desodorante, os remédios que você toma regularmente, analgésico, antigripal, kit das lentes de contato, lenços de papel, papel higiênico, protetor de assento sanitário, pastilha para garganta, band-aid.
     

  11. Alimentação. As lanchonetes dos aeroportos fecham! Ter barras de cereais (as mesmas que as companhias nos servem à bordo e odiamos), biscoitos, água (quando possível) pode fazer a diferença.
     

  12. Cópias dos contatos do cartão de crédito: se acontecer de você acabar extraviando sua carteira, ter (fora da carteira!) os contatos para suspender o cartão de crédito, o celular, os cheques, etc. pode reduzir muito o tamanho do problema. (dica do leitor Eloi Gonçalves)

Sua vez!

Que providências você toma para reduzir o stress causado pelas viagens aéreas? Compartilhe conosco nos comentários!

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Viaje sem despachar bagagem e reduza o stress

Eu e as viagens temos uma relação conturbada: sempre fico feliz em saber que tenho a possibilidade de me deslocar até onde precisar ou desejar ir, mas mesmo assim detesto todo o processo de viajar, especialmente se for de avião, com toda a burocracia insana envolvida: check-ins, estacionamentos, bagagens, rotinas e proibições de bordo, engarrafamentos no deslocamento ao aeroporto, horários que mudam, etc., etc.

Mesmo assim a via aérea pode ser a melhor alternativa, ou a única que permitirá cumprir o meu compromisso, e por isso sempre vale a pena para mim rever e expandir procedimentos que permitem reduzir o nível de stress necessário para encarar tudo o que está ao redor dos aviões.

E é o caso deste artigo do Lifehacker dedicado a tornar tão desnecessário quanto possível um dos grandes geradores de stress de viagens: como (quase) garantir que você nunca mais vai ter de despachar bagagem.

Tem uma variedade de dicas interessantes, outras nem tanto, e destaquei as que eu mesmo aplico ou passarei a aplicar:
 

Ter malas apropriadas. É um equilíbrio difícil: uma mala tão pequena que possa ser levada como bagagem de mão, mas grande o suficiente para conseguir levar tudo o que você precisa. O mercado oferece boa variedade, e você até pode escolher se prefere o máximo de espaço interno, mais proteção contra impactos, mais divisões internas organizadoras, etc.
 

Fazer caber. Isso é algo que se consegue basicamente por duas vias: priorizar bem o que levar (uma lista de bagagens permanente pode ajudar a ir aperfeiçoando o seu desapego!), e acondicionar adequadamente o que for mesmo necessário levar (aprenda com a arrumação da mala desta comissária!). Na hora de fazer a lista, não esqueça de considerar o custo/benefício de usar uma lavanderia no destino e carregar menos mudas de roupa – geralmente o custo e a conveniência levam a não escolher esta opção, mas há casos em que ela faz sentido!
 

Carga X Bagagem. Em alguns casos bem específicos (em especial na viagem de volta, e quando não há pressa nenhuma envolvida), despachar seu excesso de bagagem como carga em alguma empresa de transporte de encomendas pode fazer muito sentido financeiro. Há riscos, custos e inconvenientes em qualquer alternativa que você for preferir, mas no caso de itens volumosos, pesados ou cujo transporte como bagagem for vedado, até os serviços de cargas dos nossos combalidos Correios podem ser uma alternativa a considerar.
 

Misturar as bagagens. Em 2 sentidos: o primeiro e muito importante é, quando viajar em família, reservar reciprocamente 20% do espaço de cada mala para levar uma muda de roupa de outra pessoa, mitigando os efeitos imediatos de extravios parciais de bagagem, que parecem cada vez mais comuns. O outro sentido é entre a bolsa e a mala, ou entre a bagagem de mão e a bagagem despachada: levar uma peça de roupa estratégica na pasta (uma blusa adequada a uma conexão em local frio, por exemplo), e em troca colocar na mala itens que não são roupas mas talvez você não use, como os carregadores dos seus eletrônicos sem conectores correspondentes a bordo, por exemplo.
 

Não expor itens valiosos. O roubo de itens valiosos em bagagem despachada é cada vez mais comum, e infelizmente é facilitado por um padrão comum do ato de arrumar as malas: primeiro armazenar toda a roupa, e só depois colocar os outros itens que os ladrões procuram: o tablet, o notebook, a câmera, etc. Nem sempre o ladrão que atua dentro do processo de transporte de cargas tem acesso aos scanners de bagagens – ele abre as malas mais promissoras e “alivia” os itens que encontrar, geralmente com pressa e precisando ser discreto. Portanto, se for levar itens de valor em sua bagagem despachada, o mínimo que você pode fazer é embrulhá-los individualmente em peças de roupa macias e inseri-los no meio da sua mala, e não no topo!
 

Usar o seguro. É possível que o seu cartão de crédito ofereça um seguro da bagagem conveniente e (relativamente) barato, bastando que você compre as passagens pagando por meio dele. Verifique se é o caso e como usar e, caso você seja um viajante frequente e não disponha ainda de um cartão com este recurso, vale a pena incluir este critério na hora de negociar a sua próxima renovação!

Claro que estas não encerram nossas dicas, mas também não quero repetir hoje as que já apareceram por aqui antes. Você as encontra em posts anteriores como estes:

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Viagem ao exterior com segurança e menos stress

Posts com dicas para viagens são uma constante aqui no Efetividade, por duas razões principais:

a) a busca do máximo retorno e do mínimo stress, típicos da produtividade pessoal, são colocados à prova todo o tempo durante os deslocamentos em geral – a trabalho ou a passeio! Aviões atrasam, estacionamentos de aeroportos lotam, estradas não são sinalizadas, etc.

b) quando estamos em deslocamento, geralmente não podemos contar integralmente com os recursos que estariam à nossa disposição em nosso local de origem, e assim a aplicação do planejamento pode significar a diferença entre um grande desastre turístico e um mero contratempo quando você estiver longe.

É por isso que tratamos do tema em artigos tão diversos quanto os 4 a seguir:

E hoje voltamos ao tema, após o ensejo dado por um artigo publicado pela CNN: 80 coisas que gostaríamos de ter sabido antes de começar a viajar, que podem servir para quem vai passar o fim de semana na Argentina, para quem programou uma quinzena na Europa e para quem está de mudança para a Austrália, e todos os pontos intermediários.

Em paralelo, publiquei também o post “iPhone: uma seleção de apps para viagens internacionais” no BR-Mac, e recomendo a quem vai viajar com smartphone ;-)

15 dicas para viagens ao exterior

O texto da CNN traz dicas simples, de puro bom senso e baseadas na experiência de quem já teve oportunidade de colocá-las em prática. Naturalmente não vou reproduzir as 80 aqui, mas a seguir comento algumas que mais me chamaram a atenção.

Backup. Não se fie na memória, nem no smartphone. Itinerários, horários, reservas, confirmações, endereços e tantas outras informações podem ser perfeitamente arquivadas no smartphone ou no tablet mas, quando a conectividade falha ou a oportunidade de recarga da bateria não se apresenta (para não falar na possibilidade de furto…), você pode se ver em maus lençois. Leve o smartphone sim, e use sempre que a segurança e as circunstâncias permitirem, mas tenha na bagagem uma cópia em papel, junto com cópias de suas identificações, fotos de todas as malas e seus conteúdos (de preferência mostrando também a passagem, para demonstrar que são recentes) e informações de emergência!

Plano B. Nunca tenha o seu passaporte, todo o seu dinheiro e todos os documentos de crédito em uma mesma mala ou pochete. Nem coloque todos eles no compartimento de bagagem de mão.

Porta-voz. Comunique-se a intervalos regulares com alguém de confiança que possa servir de contato com seus amigos e familiares, e mantenha sempre alguém informado do seu próximo passo ou de alguma eventual mudança de planos.

Calma. O stress se acumula, as dificuldades de comunicação são um horror, mas paciência e educação não são itens opcionais da sua bagagem.

Finanças. Registre seus gastos. Não precisa ser nada complexo: uma caderneta e caneta servem bem. Resista ao canto da sereia de ir gastando e deixar pra descobrir o tamanho do rombo quando chegar a fatura do cartão na volta.

Cartão. Gaste algum tempo (bem antes de viajar!) para saber quais as suas possibilidades de pagamento e saques com seu cartão de crédito no exterior. Identifique as melhores alternativas, procure saber a cobertura, e compare vantagens, custos e riscos com a alternativa de levar papel-moeda com você.

Pro táxi. Dê um jeito de desembarcar em cada país sabendo a taxa de câmbio de lá e tendo consigo dinheiro trocado na moeda local, ao menos para as primeiras despesas após o desembarque.

Comida. A regra da sua cidade vale em quase todos os lugares: para passear e conhecer, vá a bares e restaurantes; para se alimentar, comprar no supermercado e trazer para comer onde você estiver hospedado pode valer a pena.

Informações. Puxar assunto com outros viajantes, com o atendente do hotel e com o gerente do bar pode dar as informações que os sites e guias não publicam, mas exige uma boa aplicação de senso crítico e cautela. Mas isso não é razão para deixar de ter um guia ou, no mínimo, um mapa.

Menu. Aprenda de antemão como pedir alguns pratos previamente selecionados da culinária disponível no local da sua viagem, e as bebidas que você consome – bem como a reconhecê-los no cardápio, e entender seu preço. E sempre leve consigo algum lanche seguro e água engarrafada, não só para as eventuais situações imprevistas, mas também para poder resistir à tentação de entrar no primeiro restaurante que aparecer porque a fome está maior que a vontade de escolher bem.

Segurança. Em veículos, lembre-se de verificar se as portas e janelas do banco de trás também estão fechadas, e leve as bolsas e sacolas no chão, e não visíveis no seu colo.

Bateria. Carregue até o fim todos os aparelhos eletrônicos, a cada parada e sempre que puder. Deixe para se preocupar com a otimização dos ciclos de carga das baterias quando você voltar, pois você não tem como garantir que haverá tomadas e tempo disponíveis quando a carga estiver realmente acabando. E leve adaptadores para todos os tipos de tomada que for encontrar, não espere que eles estejam disponíveis no local…

Bagagem. Leve na mala prendedores de cabos e algumas sacolas do tipo ziplock. Os primeiros servem para manter juntos os itens que tendem a desaparecer na mala (carregadores, etc.), e as segundas para guardar separadamente tudo que pode quebrar, esparramar ou vazar na sua mala. E considere as regras internacionais, bem como as orientações das companhias, na hora de definir o que levar e como embalar!

Capa. Leve uma canga, ou uma toalhona de microfibra (daquelas fininhas, que quando amassadas quase desaparecem). Serve para muita coisa – proteção do sol e vento, local para sentar, praia e até para se secar após uma chuva inesperada.

Carrossel. Se você vai viajar com mais pessoas da família, uma dica simples pode reduzir o dano causado pelo extravio de uma mala: cada pessoa usa 80% de sua mala para as suas próprias coisas, e reserva 20% do espaço para um “kit básico” de outra pessoa da família. Assim, se (apenas) uma mala do grupo se extraviar, ninguém ficará completamente desprovido até que a situação se resolva. E identifique todas as malas com nome e contato, para facilitar o retorno em caso de extravio.

As outras dicas você encontra em “80 things we wish we knew before we started traveling – CNN.com“.

Leia também também o post “iPhone: uma seleção de apps para viagens internacionais” no BR-Mac ;-)

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Mantendo a produtividade ao trabalhar fora do escritório

O Lifehacker é adepto de entregar bem mais do que oferece: em um artigo cujo título oferece os “top 10″ truques para trabalhar fora do escritório, eles foram muito além e ofereceram links para dezenas de truques, classificados em 10 grandes categorias.

Mas as categorias são tão interessantes que podem ser entendidas como truques em si mesmas, veja só:

  1. Enrolar os cabos de forma prática
  2. Manter a mochila organizada
  3. Aprender a ser produtivo em cafés e lanchonetes
  4. Experimentar a portabilidade adicional de um tablet
  5. Usar um pen drive como ferramenta de privacidade
  6. Sincronizar os computadores
  7. Aproveitar ao máximo as baterias
  8. Encontrar armazenamento extra criativamente
  9. Nunca ficar sem Internet
  10. Evitar ser roubado

Trabalhar “na rua”, em cafés e lanchonetes, não é algo que eu faça regularmente. Para vocês é uma realidade comum? Que tal compartilharem suas dicas ou mesmo indicar pontos para uma pauta futura?

Por outro lado, manter-se produtivo em quartos de hotel, saguões de aeroporto e intervalos em centros de convenção é um objetivo com o qual eu frequentemente lido, e sobre isso já compartilhei minhas 5 dicas para manter a produtividade em viagens a trabalho, que – não surpreendentemente – tem vários pontos de contato com esta matéria do Lifehacker.

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Ferramentas: Revisando seu kit de sobrevivência geek

Um leitor do Lifehacker mandou pra lá uma pergunta interessante: o que ter num “kit de sobrevivência” tecnológico: os adaptadores, cabos e outras ferramentas básicas que permitem que realizemos nosso trabalho mesmo em ambientes hostis, com projetores que usam conectores de vídeo estranhos, tomadas em formatos diferentes, e baterias que teimam em descarregar antes da hora.

Na nossa recente série de artigos sobre o que os leitores do Efetividade levam em suas mochilas, vimos uma série de itens interessantes que servem para as mesmas finalidades.

Mas a resposta do Lifehacker ao seu leitor serve como um guia para você revisar o seu próprio kit, e vem na forma de um kit genérico que tem 4 categorias básicas (que eles descrevem com detalhes):

  • pen drive
  • carregadores
  • cabos e adaptadores de vídeo
  • outros cabos e ferramentas

Depois de ler os detalhes do kit deles, você está convidado a comentar aqui quais foram os itens dos quais sentiu falta!

Eu já começo dizendo que notei falta de uma ferramenta multifuncional (alicate ou canivete capaz de lidar com parafusos e cortes comuns) e de organizadores de cabos (de velcro ou de nylon). Além disso, meu kit também tem pilhas e um modem 3G. E meu pen drive é igual ao da foto que ilustra o artigo de lá ;-)

Um parêntese: a questão dos cabos e adaptadores de vídeo parece um pesadelo moderno (com a proliferação de formatos: VGA, vários DVIs, vários HDMIs, DisplayPort, etc.), mas lembro que já enfrentei o mesmo problema em décadas anteriores, quando todos os micros do universo conhecido usavam o mesmo conector VGA, mas o projetor da sala de reuniões só tinha entrada em vídeo componente. Outros tempos, mas o mesmo problema! Hoje me parece até mais fácil de resolver…

Para levar o kit, eles recomendam um acessório ao qual eu já aderi: o Grid-It, que comprei no site do fabricante. Os cabos, conectores e pecinhas em geral ficam bem presos com elásticos adequados aos seus tamanhos, e não se espalham pela mochila ou maleta. Também recomendo!

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Arrume as malas sem stress com uma lista de bagagens permanente

Uma boa lista do que levar na bagagem pode reduzir muito o stress de uma viagem, atuando em 2 fronts principais:

  1. Planejando antes o que levar na bagagem, a arrumação das malas fica bem mais simples.
     

  2. Com uma mala planejada, a chance de levar bagagem demais (como o infeliz passageiro acima) ou de ser pego de surpresa pela falta de algum item essencial diminui muito.

Nas suas 9 dicas para viajantes insanamente ocupados, Ed Hewitt (do IndependentTraveler.com) inclui uma sugestão que é útil até mesmo para quem não é insanamente ocupado, mas viaja com alguma frequência: manter uma lista permanente de bagagens, permitindo o reuso da experiência acumulada em viagens anteriores, evitando ter de repensar toda lista a cada nova viagem.

» Leia o restante do artigo “Arrume as malas sem stress com uma lista de bagagens permanente”

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Arrume as malas como os profissionais: aprenda como a comissária leva roupa para 10 dias em uma maleta

Arrumar as malas fazendo caber tudo que é necessário, amassando o mínimo possível, pode ser um pesadelo de quem viaja casualmente, mas dá trabalho até para muitos que viajam regularmente. Mas existe solução!

Iniciamos nossa Semana da Efetividade em Viagens com a história de Heather Poole, que é uma comissária de bordo de Los Angeles, e como é comum entre seus colegas de profissão, viaja apenas com uma maletinha de bordo do mesmo tamanho das que eu loto em qualquer viagem de 3 dias.

No caso dela, frequentemente é necessário levar roupas para usar durante 10 dias, mas ela tira de letra, e explica como faz.

A dica saiu no New York Times, mas é fartamente ilustrada (algumas das imagens de lá estão reproduzidas aqui neste post), então o idioma será um obstáculo menor.

Entre as dicas da comissária, destaco algumas:

  1. quando possível, enrolar ao invés de dobrar – protege mais contra amassar, e fica menor;
  2. sapatos formam a moldura, e as peças mais grossas (jeans, etc.) forram o fundo;
  3. as demais peças vão subindo em camadas, até chegar às mais delicadas, que vão por cima;
  4. a frasqueira vai por cima de tudo, bem embalada;

Esse negócio de “enrolar as roupas para caber mais e amassar menos” pode assustar, mas pesquisei a respeito e bastante gente recomenda, embora a parte do “amassar menos” dependa de como se faz. Achei um vídeo mostrando detalhadamente como se faz (inclusive com dobras auxiliares, antes do enrolamento, especiais para camisas e calças), e outro vídeo específico para as camisetas, que parece bem interessante.

E a ideia de enrolar as roupas está mesmo bem longe de ser inédita: existe até uma linha de malas dedicada a isso. Mas a Heather usa uma mala comum, e a lista do que ela leva (foto acima) me impressiona: 3 calças sociais, 3 calças casuais, 3 shorts, uma saia, 3 camisolas, 3 roupas de praia, uma canga, 3 casacos, 4 vestidos, 10 blusas casuais, 6 blusas sociais, 2 pares de sapatos e a frasqueira.

Ela fecha a mala sem esforço (e nem precisa sentar em cima!). Mas se ela organizasse os mesmos itens do jeito tradicional (dobrando e empilhando), ficaria como na imagem abaixo:


Do jeito tradicional ficaria assim!

No mesmo artigo, a Heather também ensina como faz quando a bagagem é para menos dias:


Técnica alternativa, para viagens mais curtas

Nesses casos ela usa uma técnica híbrida e mais conhecida: a maioria das peças é dobrada e empilhada tradicionalmente, mas as calças forram o fundo e “abraçam” as demais peças ao final, conforme demonstrado no passo-a-passo ilustrado.

Dá trabalho e precisa de algum planejamento, mas o resultado final, com a mala fechada sem esforço, é bem menos stress!

Além do guia ilustrado da Heather, veja também a matéria em que vários outros tripulantes compartilham suas dicas de arrumação de bagagens – de roupas, eletrônicos e até de comida para consumir a bordo!

Veja mais dicas sobre bagagens:

  1. Como arrumar a mala com efetividade
  2. Aeroportos lotados: reduzindo o stress das viagens de final de ano
  3. Victorinox Stonehenge: uma mochila ampliada para suas viagens curtas

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Vizinhança

Expediente

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Mantido por Augusto Campos (@augustocc), que é o autor dos textos publicados, exceto quando mencionado o contrário.

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