Google Marketing, 3a. edição – e evento de lançamento em SP

detalhei para vocês minha opinião bastante positiva sobre a segunda edição do livro Google Marketing (em 2008), e hoje venho aqui mais brevemente apenas para contar que está saindo a terceira edição.

Recebi um exemplar da nova versão, por cortesia da editora Novatec (sempre muito gentis – obrigado!), e embora eu ainda não tenha começado a ler, vou cometer o pecado de descrever apenas o aspecto externo do livro, que já me chamou muito a atenção antes mesmo de abrir: é um alentado volume de 651 páginas (a anterior, que ficou entre as 5 mais vendidas de 2008 na área de marketing, tinha 480) e capa dura. A descrição na editora tem mais detalhes, mas já adianto que não é um “guia de receitinhas de SEO” – é de fato um livro sobre marketing na Internet.

E a razão de eu estar contando isso pra vocês em um mini-post, ao invés de esperar pela próxima Rapidinha Efetiva, é que recebi um aviso que interessa aos leitores de São Paulo que gostam do tema: na semana que vem haverá evento de lançamento e palestra do autor, na Fnac da Av. Paulista.

Detalhes no release, que reproduzo integralmente:

Livro brasileiro de marketing mais vendido do país tem nova edição com 650 páginas e capa dura trazendo estratégias de geração de valor para empresas por meio da internet.

Com foco em criação e implementação de estratégias de marketing digital visando aumento de receita e lucratividade, além de geração de valor para marcas e empresas, o livro Google Marketing 3ª edição, do publicitário e palestrante de marketing digital, Conrado Adolpho, chega às livrarias reunindo um conteúdo denso, prático e inovador. A obra descreve como as empresas dos mais diversos portes e segmentos devem utilizar a internet para construir marcas vencedoras em um mundo cada vez mais dominado pelos bits.

O lançamento do livro ocorrerá no dia 24 de fevereiro, às 19h, na Fnac da Av. Paulista, em São Paulo, com uma palestra homônima do autor. As vagas são limitadas e por ordem de chegada.

A terceira edição do livro, totalmente atualizada e ampliada, ensina a criar inteligência competitiva por meio da web, aumentar a quantidade de prospects de uma empresa de serviços ou produtos, melhorar o relacionamento com clientes, fornecedores e outros stakeholders, mensurar resultados de ações on-line e off-line, estimular o marketing viral e outras ações vitais para o crescimento de qualquer empreendimento.

O publicitário e autor do livro, Conrado Adolpho, comemora o lançamento de mais uma edição do livro, que já se tornou um Best-seller no mercado – tendo sido premiado, em 2009, pelo Jornal do Comércio. Em vista disso, trouxe uma nova versão mais robusta e incluindo, com exclusividade, uma metodologia de marketing e vendas para a web: “A metodologia ‘8 P’s do Marketing Digital’, desenvolvida depois de anos de observação e de experiência em marketing para a internet à frente de minha agência, fez com que essa edição do livro traga algumas soluções há muito esperadas pelos empresários e dá um norte para agências e departamentos de marketing sobre como trabalhar corretamente com marketing digital. São técnicas claras de como gerenciar um negócio na internet, o que pedir para sua equipe ou como mensurar os resultados de uma campanha de forma eficiente” explica.

Passe lá!

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Rapidinha Efetiva #003: brindes do Efetividade no Twitter, projetos problemáticos, vida corporativa e algumas leituras interessantes

Já fiz um pré-anúncio na semana passada, mas agora o perfil do Efetividade no Twitter já começou a ser atualizado na prática – e lá tem conteúdo que não chega a sair aqui no site, pra evitar o risco de se tornar uma versão piorada de um feed RSS, como acontece com a presença de vários sites no Twitter. Falta ainda configurar várias coisinhas, mas o conteúdo já começa a aparecer.

E você tem um motivo extra pra seguir o @efetividadeblog, se já for usuário do Twitter: nos próximos 10 dias vai rolar um sorteio com brindes – ainda secretos – bem legais. Já adianto: estes brindes são ferramentas de produtividade pessoal bem efetivas, tenho certeza de que vocês vão gostar! (eu já estou usando a minha)

O primeiro dos brindes eu já avisei: será sorteado entre os primeiros 100 seguidores do @efetividadeblog, completados ontem e já devidamente anotados no meu caderninho de sorteios. As condições dos demais sorteios eu ainda vou escolher, mas provavelmente terá também um específico pra sortear entre as pessoas que espontaneamente ajudarem a divulgar o @efetividadeblog no próprio Twitter, como já fizeram o @tonycelestino, @kernnerd, @bernardopina, @wladi, @jcbarbosa, @pemarcondes e @micheljuca. Obrigado! Mas sem spam, ok? Apreciem com moderação ;-)

Lidando com projetos problemáticos

A especialização em Gerenciamento de Projetos já acabou faz alguns meses, mas acho que ainda não me recuperei completamente: quando vi a imagem abaixo, em meio a várias outras fotos de surf, a primeira coisa que me veio à cabeça foi: “Chega um ponto em que não dá mais pra salvar o projeto, só tentar reduzir os danos“.


Note onde está a prancha, e o tamanho da onda que vai atropelar o atleta

Mas eu moro no litoral, então alguns segundos depois eu pensei no que seria mais natural: “Esse cara deve ter tido tempo de rezar bastante embaixo da água até conseguir vir à tona respirar depois de a onda deixar ele pra trás”. O que você acha?

De qualquer maneira, o tema do que fazer quando um projeto começa a deixar claro que não vai poder alcançar o sucesso é bastante interessante. Tem as decorrências óbvias da tripla restrição (o responsável pode optar por tentar aumentar o prazo, reduzir o escopo ou obter mais dinheiro), mas também tem a possibilidade de passar-se em algum momento para uma fase de controle e redução de danos.

O Ricardo Vargas, autor de vários livros sobre GP, tem um podcast de 5 minutos sobre isso. Se você tem interesse no assunto, não deixe de ouvir!

Nossa vida corporativa

Ao longo da semana, colecionei alguns links interessantes sobre empregabilidade e a vida corporativa.

Começando por um assunto campeão de audiência: “Saiba como “vender seu peixe” na entrevista de emprego“, com uma especialista analisando em vídeo o comportamento de alguns candidatos em entrevistas. Se você vai encarar uma entrevista, recomendo ler também meu artigo “Entrevista de emprego: como se sair bem – parte 1: antes da entrevista” – e os links a partir dele.

Passando para outro tema interessante, especialmente se você souber usar sem abusar: o relacionamento com os chefes. O G1 publicou “Saiba como ter um bom relacionamento com o seu chefe“, com dicas (talvez excessivamente genéricas) para vários perfis. A Época foi para o lado escuro do tema, e publicou “Você sabe enrolar seu chefe?” – eu fiz o teste, e descobri que não sei. E o Lifehacker fez uma pergunta interessante: “How Do You Deal with a Bad Boss?

Aqui no Efetividade já tratamos de temas relacionados algumas vezes. No momento recomendo reler: “Como liderar seu chefe – a dica de Stephen Covey” e “Política do escritório: como sobreviver – e vencer“.

Recados paroquiais

O Efetividade gosta de ajudar a divulgar iniciativas e produtos que possam interessar aos seus leitores, portanto vamos a alguns dos que chegaram na minha caixa de entrada:

  1. A Nathalia, da Você SA, entrou em contato para avisar que “a revista lançou recentemente uma nova versão do site (http://vocesa.abril.com.br) e uma das maiores novidades é a seção especial para jovens que ainda estão decidindo o que fazer no mercado de trabalho. Além de um Guia de Profissões e testes sobre perfil profissional, também existe a seção ‘Tira-Dúvidas’ onde os visitantes podem conferir dicas a respeito de estágios e de trainees“. Não é minha revista preferida, mas do site eu gostei mais – tem informação relevante na medida certa, e dá de escolher só o que interessa. O que vocês acharam?
     

  2. A Aline, da editora M.Books, foi extra-simpática ao enviar para mim, além do release e da imagem do livro “Liderança passo-apasso“, vários informações que me despertaram a vontade de adquirir meu exemplar. Gostei de uma frase da descrição oficial: “É uma maneira abrangente e rápida para o leitor entender as questões significativas envolvidas na realização das coisas certas quando estiver encarregado dos resultados.” Alguém aí já leu? E já que estamos no assunto, aproveito para recomendar 3 artigos anteriores aqui do Efetividade:

     

  3. Pra fechar, o Marco Darvas avisou sobre esta entrevista em vídeo que ele concedeu, tratando de gerenciamento de tempo. Ele é da nossa vizinhança: atua como coach de produtividade pessoal, embasado nos ensinamentos de David Allen (autor do método GTD) – que ele teve oportunidade de conhecer pessoalmente. É interessante, assista! Gostei da parte em que ele trata dos erros comuns… Aproveitando, recomendo este artigo que trata do aspecto do gerenciamento do tempo que mais me interessa: “Aproveitando melhor o seu tempo livre em casa, mas sem chegar atrasado aos compromissos“.

Cenas dos próximos capítulos

Na semana que vem provavelmente teremos aqui no Efetividade um artigo (já bem encaminhado, no momento) sobre como lidar melhor com os Sistemas de Informações que criamos sem perceber (ou de propósito mesmo) em nossas vidas, aplicando o Teste de Drucker como forma de verificar se eles estão atingindo seu objetivo estratégico essencial.

Também devemos ter um artigo descrevendo os brindes da promoção mencionada lá no alto do post. Já mencionei que são bem legais? Já estou usando o meu!

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Rapidinha Efetiva #002: Apartamentos apertados, manipulando o Wordpress, e encomendas do exterior

Uma dica antecipada aos leitores: o Efetividade já está no Twitter, em @efetividadeblog. Ainda estou decidindo o que fazer por lá (e o “anúncio oficial” só sai depois que eu decidir), mas as atualizações do site já estão sendo notificadas lá, e você pode seguir. Se quiser ler também as bobagens que eu eventualmente escrevo por lá, acompanhe-me também, no @augustocc.

Latas de sardinha imobiliárias

Para começar esta edição da coluna Rapidinha Efetiva, um tema que não me afeta pessoalmente mais, mas já afetou bastante no passado: as “famílias encaixotadas” em apartamentos cada vez menores.

A matéria do link acima é interessante porque o foco não é como melhor aproveitar o espaço, como mobiliar, etc. – é sobre as alterações de comportamento pessoal e familiar que esta realidade cada vez mais presente provoca. É a redução da privacidade, coisas que eram feitas dentro de casa e passaram a ser feitas na rua, mudanças em horários, formas de convivência, etc.

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Plágios: A “Estratégia Shakira” para lidar com o “roubo de conteúdo” de nossos blogs

Plágios de conteúdo são um fato da vida, mas entre os blogs que publicam material original a questão de ser vítima do plágio é especialmente presente. Considero uma situação inevitável no momento, mas a “estratégia Shakira” ajuda a minorar os danos (ou até mesmo a questionar o tamanho do impacto real deles) e me permite encarar a situação com muito menos stress.


A cantora colombiana Shakira

Coloquei a expressão “roubo de conteúdo” entre aspas até no título, porque ela é bem imprecisa. Roubo é algo bem definido na nossa legislação, mas o que o pessoal que reproduz sem autorização (e sem nem mesmo citar a origem, às vezes) o conteúdo de blogs em desacordo com os direitos autorais de seus verdadeiros autores, quando é crime, tem outros nomes – não é propriamente roubo.

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Peter Drucker, Milton Nascimento e a morte(?) dos comentários em blogs, assassinados pelo Twitter

Você acredita que toda crise é composta por uma ameaça e uma oportunidade? E acha que Milton Nascimento não tem nada com isso?

A morte, ou pelo menos a redução radical, do hábito de manter conversações abertas e amplas em comentários de blogs é uma tendência (ou alegação) cada vez mais frequente, e a última repetição que vi foi em uma palestra de Khris Loux, mantenedor de um sistema de comentários que está presente em 600.000 sites – e se há alguma tendência de aumento ou redução de comentários, alguém assim deveria saber, certo?


“Onde foram parar os comentários?”

Na condição de blogueiro amador e veterano (o BR-Linux está no ar desde 1996…), eu só concordo parcialmente. Tenho visto cada vez menos comentários em uma série de blogs voltados ao público mais tecnológico, mas em outros os comentários continuam presentes e crescentes, inclusive com a manutenção da antiga noção do blog ou site como o ponto focal de uma comunidade que o usa como central de debates sobre as novidades do dia (e os comentários de gente que não está entendendo direito o que está acontecendo mas quer fazer a sua perguntinha sem ler o texto permanecem mais vivos do que nunca, claro…).

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Como escrever melhor – em 5000 caracteres ou menos

Você é capaz de descrever um conceito ou uma proposta, por escrito, em menos de 1000 palavras?

Todos os meses eu encaro o desafio de produzir minha coluna – que ocupa uma página, diagramada em 600 palavras ou 4000 caracteres – para a edição impressa da Linux Magazine brasileira e, ao longo dos anos, percebi que isso me ajudou a encontrar algumas técnicas para a melhoria dos meus textos do dia-a-dia, como atas, registros de reunião, apresentações e o ocasional artigo.

Elas são genéricas o bastante, bastando que você escolha quais se encaixam nas suas demandas. E o mais interessante é que elas também podem ser apresentadas em menos de 4000 caracteres!

Vamos a elas:

Não se intimide. Colocar suas idéias por escrito pode ser uma tarefa desafiadora, ainda mais quando se quer fazê-lo de forma sintética. Aceite o desafio, pois um texto curto e direto tem muito mais chance de ser lido integralmente, e o processo de escrevê-lo pode ajudar você até mesmo a refinar a sua idéia.

Primeiro sintetize mentalmente. Não saia escrevendo parágrafos a esmo, para depois se ver obrigado a amputá-los, formando um texto desconjuntado. Pare, delimite, pense nos tópicos essenciais do seu tema, coloque-os em ordem de importância, corrija excessos e ausências. Ao fim do processo, você já terá uma boa idéia do que deverá ser escrito, e em que ordem.

Deixe o título e o começo para depois. Em um texto curto, a primeira frase pode ser a mais importante, e não necessariamente precisa seguir a regra de apresentar uma síntese. Existem muitas formas de dar ao leitor uma razão para prosseguir a leitura (o texto que você está lendo, por exemplo, começou com uma pergunta que apresenta um desafio), e é mais fácil escolher a certa quando o corpo do texto já está pronto.

Seja direto. Você não precisa guardar o melhor para o final, e nem abusar de enfeites estilísticos. Bons textos curtos vão direto ao ponto, em palavras simples e vivas, com uma sequência lógica e cadenciada.

Quebre os parágrafos. Nem sempre é adequado recorrer a listas de itens, como eu fiz neste texto, mas vale a pena evitar os parágrafos longos. Em um texto organizado e bem dividido, o leitor tem maior facilidade em captar a importância e o interesse antes mesmo de começar a ler.

Escreva para o seu leitor. Parece óbvio, mas muita gente escreve sempre como se o texto fosse ser lido pelos seus professores, pelos seus desafetos ou, ainda pior, pelo Google. Saiba a quem você está se dirigindo, e use a linguagem adequada, sem jargões, sem técnicas que privilegiam indexadores em detrimento dos leitores de carne e osso, e sem exagerar na inclusão de destaques, piadas internas e espertezas verbais.

Não tente esgotar seu tema. Poucos temas podem ser esgotados em 2 páginas. Ao escrever um texto curto, mantenha o foco nos aspectos essenciais. Se necessário, referencie fontes onde há maior detalhamento, mas sem tentar reproduzi-las.

Busque o equilíbrio. Após escrever a primeira versão, compare o texto com a lista de tópicos essenciais que você identificou antes de começar. Verifique se estão todos presentes, e se você não dedicou espaço demais aos seus preferidos, em vez dos mais importantes.

Leve o leitor a concluir algo. O leitor pode até discordar de você, mas precisa terminar a leitura sabendo qual era a sua intenção – mesmo quando o texto terminar em um questionamento ou convite a reflexão.

Releia, treleia e quadrileia. Em textos curtos, todos os erros ficam mais evidentes. Revise múltiplas vezes, procure por erros de ortografia e estilo, corrija as idéias incompletas e os excessos.

Ao final do processo, você terá um texto curto, direto, fácil de ler e de entender. Acrescente uma boa dose de inspiração, duas pitadas de estilo, e aí é só servir, acompanhado de duas rodelas de empatia!

– E o texto acima tem exatos 3880 caracteres ;-) –

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Backup complementar dos arquivos do seu PC no provedor de hospedagem web

Armazenar backups fora do seu próprio computador é uma necessidade cada vez mais comum até mesmo para usuários comuns, domésticos e familiares. Até pouco tempo atrás, o pomposamente chamado backup off-site era uma preocupação apenas dos administradores de sistemas de organizações de maior porte, considerando a possibilidade de o seu CPD pegar fogo, ou de o prédio em que fica a sede da companhia ser atingido por um Boeing, e assim as informações vitais para a sua continuidade se perderem.

A novidade é que a computação pessoal e doméstica vem atingindo um grau de importância tão grande, que hoje a perda dos dados armazenados no PC ou laptop pessoal pode causar grande impacto: são informações profissionais, fiscais, legais, históricas e tantas outras; registros de grande importância profissional, familiar e até sentimental; dependendo da ocupação da pessoa envolvida, podem até mesmo ser essenciais à continuidade de sua atividade profissional – especialmente no caso dos home offices.

Gravar os dados periodicamente em mídias removíveis não-regraváveis (como CDs e DVDs, no caso da maioria dos usuários domésticos) passa a ser apenas o mínimo necessário. Levar periodicamente um destes DVDs para outro local (seguro) é um passo adicional bem-vindo, porque efetivamente protege contra eventualidades extra-digitais, como enchentes, incêndios, roubo do computador, etc. Só não faça como uma amiga gaúcha minha, que levava a mídia removível consigo na pasta do notebook. O ladrão levou embora o original e o backup, e não sobrou nada para contar a história!

Já gravar os backups apenas em uma mídia permanentemente conectada, como um segundo disco rígido ou uma unidade externa USB que fique sempre ativa é uma solução conveniente e simples (especialmente quando se usa facilitadores como o Time Machine ou o TimeVault), mas pouco resistente, já que basta um erro de operação um pouco mais grave, ou a ação de algum vírus mais malvadão, e o backup vai embora junto com o original. É prático para outras finalidades, como ter acesso a histórico de versões antigas de documentos, mas não é grande coisa como segurança contra perda de dados.

Copiando tudo para a web

Existem por aí diversas soluções de armazenamento on-line de arquivos, com recursos e capacidades variados. Eu tenho ouvido falar muito bem do Box.net e do Rsync.net, por exemplo, mas cada pessoa deve avaliar qual a solução cujos termos de serviço e de privacidade/confidencialidade melhor lhe sirva. Em especial, não recomendo usar recursos cujos Termos de Serviço não incluam a disponibilidade como solução de armazenamento permanente de arquivos. Há quem use “gambiarras” baseadas no Gmail e outros sistemas de correio gratuitos para preservar seus arquivos, mas segurança envolve preocupar-se inclusive com os termos de uso.

Sou usuário satisfeito há alguns anos do provedor de hospedagem Dreamhost, que recomendo a quem queira hospedar projetos web individuais e pessoais (não sem antes consultar a opinião de mais pessoas, pois a preferência pela Dreamhost não é unânime), e até pouco tempo atrás os termos de serviço da empresa eram bem específicos sobre o uso do vasto (a ponto de ser irreal) espaço em disco oferecido aos clientes (no meu plano atual, tenho direito a usar 370GB de disco): eles só podiam ser usados para arquivos de sites, e não para backup, para repositórios, e outras finalidades comuns.

Mas há poucos meses tudo mudou: cada cliente passou a poder contar com uma área de 50GB para backups via rede, que não é disponibilizada para acesso via web, e não tem as mesmas restrições de conteúdo – embora você não possa usar para arquivos cuja posse ou transferência seja ilegal, e nem deva usar para arquivos que comprometam a sua privacidade ou segurança além do nível em que você esteja disposto. Nitidamente, as condições servem para backup secundário, complementar a uma estratégia baseada em mídias locais (DVDs, por exemplo), inclusive porque a Dreamhost não faz backup adicional destes arquivos – se você apagar, ou se der erro nos sistemas de redundância de discos deles, já era. Para cópias únicas, não serve. Para backup secundário, é bom. Como backup primário, é melhor do que nada e, dependendo das ameaças que mais influenciam o risco dos seus dados, pode até ser melhor do que uma simples cópia em HD local.

Entra em cena o Rsync

A princípio eu não aderi ao novo serviço, porque o acesso era só por sftp ou ftp, ferramentas pelas quais não tenho predileção. Mas na newsletter deste mês, o provedor avisou: agora podemos usar o scp (que já seria bom o suficiente) e o rsync para fazer os backups. E o rsync é praticamente o sonho de quem já teve que usar ferramentas complicadas para realizar backups simples pela rede. Otimiza as transferências, criptografa durante o envio, sabe que em geral só queremos mandar para o servidor remoto os arquivos que mudaram desde a cópia anterior – tudo isso sem aqueles scripts gigantescos e com grande possibilidade de automação.

Claro que as minhas preferências em termos de backup refletem o gosto adquirido ao longo de vários anos administrando sistemas Unix, mas quem prefere interfaces um pouco menos áridas também pode se aproximar do rsync usando frontends como o DeltaCopy (no Windows) ou o grsync (no GNOME).

A partir da disponibilização do rsync pelo meu provedor, foi tudo só alegria: 50GB à disposição, cópias diretas agendadas entre o PC de casa e o provedor, cópia agendada a partir do servidor de outro provedor de hospedagem, e outras maravilhas que a adoção de um protocolo aberto e moderno permitem.

Claro que eu não confio cegamente, até porque sei por experiência própria que servidores falham, e servidores de provedores econômicos falham ainda mais. Assim, o rsync do Dreamhost passa a ser a minha ferramenta de backup secundária, e eu não armazeno lá conteúdo multimídia (mesmo que os direitos autorais sejam meus) e nem nada cuja eventual revelação comprometa minha privacidade ou segurança além do nível que eu julgo tolerável.

Mas e o seu provedor?

O Dreamhost é um provedor do tipo econômico, e oferece este serviço. Pergunte ao seu se ele oferece, e se a resposta for negativa, negocie! Ou, se você tem acesso à administração dos sistemas e sabe fazê-lo, crie uma instalação piloto e ative-a, com o grau de segurança que for necessário, para convencer o provedor de que vale a pena mantê-la e expandi-la.

Ou considere a idéia de abrir uma conta em um provedor que ofereça serviço de backup de acordo com as suas demandas. Tenho certeza de que o Dreamhost não é o único, portanto selecione o que melhor lhe agradar!

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Plugins essenciais do Wordpress: duas seleções

Quem está iniciando um novo blog e incluiu o popular Wordpress em sua plataforma pode passar por um breve período de deslumbramento com a variedade de plugins disponíveis, acrescentando as mais variadas funcionalidades: quadros contendo os posts ou comentários mais recentes, listas de artigos relacionados, links variados, animações, fórmulas milagrosas (daquelas vendidas pelos camelôs na praça) para melhorar a classificação em sites de busca, e muito mais.

Com o tempo e a experiência, muitos deles acabam percebendo que o excesso pode atrapalhar não apenas a experiência do leitor, como (e principalmente) o desempenho do servidor. E é assim que blogs com poucos milhares de visitantes diários acabam tendo problemas de hospedagem, graças à variedade de penduricalhos que seus autores ativam, e à qualidade de alguns destes penduricalhos.

Mesmo nas categorias mais populares de plugins, como os que mostram quadros de comentários e posts recentes, a qualidade é variável, e o novo usuário do Wordpress corre o risco de acabar instalando um complemento que faz bem menos do que as melhores alternativas poderiam oferecer. E há também os plugins menos conhecidos, ou os que oferecem funcionalidades que você nem mesmo sabe que poderia ter.

É daí que surge o interesse em listas de plugins, analisando as possibilidades e classificando-as, em diversas categorias. Toda semana alguém cria uma, e as melhores tendem a incluir um ou dois plugins pouco conhecidos, fazendo com que até mesmo os macacos velhos tenham algo a aprender com sua leitura.

Li recentemente duas delas que me trouxeram algumas idéias e até me levaram a adotar alguns novos plugins no Efetividade.net e no BR-Linux.org, e agora compartilho com vocês, na expectativa de que façam o mesmo e indiquem plugins interessantes nos comentários ou trackbacks deste texto ;-)

A primeira e que me interessou mais vem do Smash!ngApps, intitulada “13 Wordpress Plugins You Probably Don’t Use But Should“. Entre gerenciadores de imagens e de organização da página de capa do site, encontrei o gerenciador de publicação Manageable (tão bom que vai ser incorporado ao Wordpress e deixar de ser plugin), o Featplug, que facilita a criação de um quadro de posts em destaque, e o WP Super Cache, versão aditivada do popular WP-Cache, capaz de reduzir muito a demanda por CPU e memória, além da otimização de consultas ao banco de dados que o WP-Cache já oferecia.

Além dessa lista, o site Yoast publicou outra com o nome de “11 Top WordPress Plugins Every Blog Should Have“, que traz algumas opções mais populares, ao lado de outras menos conhecidas. O Redirection cuida de oferecer redirecionamentos 301 para posts cuja URL mudou, o Wordpress Automatic Upgrade automatiza os upgrades do Wordpress (há quem goste, mas eu não recomendaria seu uso em um site cuja estabilidade seja importante), o WP-DBManager, que facilita uma série de operações simples com tabelas, que muitas vezes só estão disponíveis através da interface mais arcana do MySQL ou do PHPMyAdmin (e similares), e até um esquema para atender melhor a usuários que acessam via iPhone.

O mesmo post do Yoast também tem o link para um artigo sobre como melhorar os resultados da função de pesquisa do Wordpress, cujos resultados usualmente deixam bastante a desejar quando se trata de palavras relacionadas ao tema principal do blog, e que portanto tendem a aparecer em múltiplos posts.

Propositalmente não mencionei todos os plugins de nenhuma das duas listas, assim você tem uma razão a mais para consultá-las, e depois compartilhar conosco a sua lista de plugins essenciais.

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Os 12 ingredientes do sucesso de um blog

Quais as características de um bom blog? Merlin Mann, criador do blog 43 Folders (que me inspirou a criar o Efetividade.net, em 2005) publicou uma pequena lista dizendo o que faz um bom blog, na opinião dele.

Eu vou colher dessa fonte mais uma vez, publicando abaixo minha própria lista – baseada na do 43 Folders, mas com alguns desvios e acréscimos.

Eu mantenho 2 blogs de porte razoável – o Efetividade.net, que você está lendo neste momento, e o BR-Linux, que está na estrada desde 1996. E acompanho vários outros, brasileiros e estrangeiros, e uma coisa que percebo é que os blogs que mais me atraem têm muito pouco em comum uns com os outros, especialmente no que diz respeito ao seu conteúdo.

E não é porque eu só leio um blog sobre cada assunto. Pelo contrário: o número de blogs sobre código aberto e sobre lifehacking que eu acompanho é considerável. Mas os melhores entre eles realmente são (os top-5, ou top-3 de cada categoria) em geral são completamente diferentes entre si.

E com o crescimento explosivo do número de blogs, vejo tanta gente iniciando seus próprios esforços, querendo fazer sua voz ser ouvida, mas cometendo o erro essencial de fazer cover da forma, nome e conteúdo de blogs existentes. Inspiração é legal, imitação assumida também pode ser uma forma de atrair interesse, mas de modo geral, para alcançar a luz própria vale mais a pena buscar percorrer os caminhos ainda não trilhados.

Assim, eis uma pequena lista de atributos que os bons blogs que eu acompanho possuem. Nem todos os bons blogs reunem todos os atributos, e nenhum deles pode possuir todos eles em grau máximo. Mas eles compõem bem o seu mix, e você também pode fazer o mesmo.

  1. Voz e face: Você pode concordar, ou discordar, do que está sendo dito em um bom blog. Mas você percebe e sente que se trata da opinião de quem escreveu. A face está exposta e a voz está ali, clara, com todas as suas tonalidades e timbres – não é aquela coisa neutra, sem cor, sem alma e sem graça. Para procurar a tal “neutralidade jornalística”, sabemos onde ir, e não é ali.
  2. Uma obsessão exposta: Os bons blogs são sobre um assunto (ou conjunto deles) que interessam profundamente aos seus autores. Um tema que eles dominam, ou ao menos acompanham com grande interesse, e querem compartilhar com quem desejar ler.
  3. Bom texto, em blocos: Os bons blogs apresentam basicamente texto, organizado em parágrafos, que lemos de cima para baixo e da esquerda para a direita, pulando as partes que não nos interessam, como faríamos com uma revista preferida. Seus autores podem até não ser grandes prodígios da escrita, mas ao menos se esforçam para redigir com clareza, usando as maiúsculas na hora certa, acentuação, pontuação e alguma atenção à gramática.
  4. Formatos alternativos: Ocasionalmente, um bom blog quebra a regra acima, e é composto primariamente de imagens, ou de slides, ou de listas de itens, ou mesmo de links. Mas o conteúdo é tão interessante, a organização é tão original, e o conjunto é tão funcional (ou harmonioso), que ele consegue atrair e manter a atenção mesmo assim. Mas essa regra é tão freqüentemente abusada por autores que têm preguiça de escrever, que acaba sendo um obstáculo até para os talentosos.

  5. Sempre autêntico: Além de expressar a sua voz, o bom blog não tenta disfarçá-la. Se ele está fazendo uma propaganda comercial em seu texto (os chamados “publieditoriais”, ou “posts pagos”), ele deixa isso claro, e o leitor pode aceitar ou não. Se ele é a favor de um determinado partido, ele não se finge de politicamente neutro. E assim, quando ele emite uma opinião a favor de uma idéia ou produto, você não tem dúvida de que é o que o autor realmente pensa, e não algo que ele foi pago para lhe mentir.

  6. Ele se distingue dos seus pares: Mesmo quando está cobrindo o buzz ou a grande notícia do dia, o texto dele tem algo que vai além do que os outros blogs do mesmo campo de atuação, e com acesso ao mesmo conjunto de fontes, puderam oferecer. Ou chega mais cedo, ou é mais amplo, ou tem opiniões mais balanceadas, ou uma análise mais específica, ou inclui links para mais fontes interessantes, ou a ilustração é fora do comum, ou tantas outras formas de se destacar pela qualidade.
  7. Você ocasionalmente discorda deles: A não ser que o blog em questão seja seu, você ocasionalmente discorda do que ele diz. Isso é uma conseqüência do item 1: o bom blog tem voz, expressa opinião. E às vezes você discorda do que ele diz sobre seu software preferido, sua empresa dos sonhos ou sobre uma ou outra técnica que recomenda. Mesmo assim, você continua a ler, porque até a discordância é interessante. E se o blog for bom mesmo, você encontra um jeito de dialogar com o autor, e a discussão enriquece a experiência. Se o autor nunca se arrisca a dizer nada que ele genuinamente acredite, mas sabe que pode desagradar a uma parte da sua audiência, seu produto pasteurizado passa a ser embalado e colocado no freezer, e não consumido em grandes doses.

  8. Ele não fica tentando discordar de você: Ter voz e provocar discordância ocasional é bom. Ser um troll que passa os dias inventando maneiras de provocar ou ofender determinadas classes do público, porque sabe que isso dá audiência, é algo completamente diferente. E pode até dar resultado para o autor, mas não faz um bom blog.
  9. Ele erra de vez em quando. E assume. Para fazer o que não foi feito ainda, qualquer empreendimento tem que contar com a disposição de arriscar, e eventualmente errar. Um bom blog de vez em quando lança alguma novidade que não atrai interesse nenhum, cria uma promoção que é um fracasso, tenta fazer algo que acaba não decolando. Mas ele não varre nada disso para baixo do tapete: o assunto é exposto, discutido, e serve para que os envolvidos aprendam e evoluam, e acertem mais na próxima vez.
  10. Ele dá crédito: Se uma idéia é inspirada no trabalho alheio, isso é mencionado claramente e com todas as letras. As fontes das novidades são referenciadas e linkadas apropriadamente. A colcha de retalhos é formada com partes cuja origem é conhecida e divulgada.
  11. Ele tem ritmo: Os leitores sabem o que esperar: um post por semana, 10 posts por dia, posts ilustrados, posts sérios, posts com fina ironia, etc. Um bom blog estabelece seu próprio ritmo, e depois o segue.
  12. Ele sabe quando quebrar as regras: Eventualmente o autor faz um post fora do seu tema central, se engaja em uma campanha alheia, publica um link ou imagem sem contexto, deixa de expressar sua opinião. Ele sabe quando fazer isso, o faz de forma ética, e sem interromper o fluxo usual.

E você?

Naturalmente, o que está exposto acima é a minha opinião, e a minha voz. Você pode discordar, e está convidado a expor nos comentários a sua própria voz sobre o que faz um bom blog!

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Usando como proxy a sua conta no provedor de hospedagem

Conheça uma forma fácil de usar o acesso SSH dado pelo seu provedor de hospedagem (como o Dreamhost ou o MediaTemple) como um proxy SOCKS, com criptografia e muito mais flexibilidade que os mais conhecidos (e limitados) túneis SSH – e sem instalar seu próprio servidor proxy (squid e similares).

O que fazer quando suspeitamos que nossa navegação está sendo monitorada? Quando os bytes deixam o seu computador e passam a trafegar em redes públicas (incluindo a do seu provedor, seu condomínio, sua empresa e sua escola), nunca se sabe o que pode acontecer com eles, ou quem vai interceptá-los ou monitorá-los.

Soluções definitivas e com alto grau de segurança geralmente envolvem o estabelecimento de redes virtuais privadas (VPNs) e investigações profundas de políticas de acesso.

Mas se tudo o que você quer é ter certeza de que os vizinhos do condomínio dos seus pais, durante uma visita que você fez a eles, não estão bisbilhotando os seus acessos à web, criar uma solução rápida para enviar um arquivo de forma mais segura que o usual, ou superar com urgência algum bloqueio errôneo na rede da sua faculdade, que tenha sido feito em desacordo com a política de segurança dela mesma, as soluções temporárias e com grau de efetividade razoável também existem, e estão ao alcance de usuários de Linux, Mac ou Windows.

A sua conta SSH no provedor de hospedagem pode ser providencial para a solução, como veremos a seguir.

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