Home Office: organizando como uma cabine de avião

Organizar bem a mesa de trabalho e o espaço ao redor dela no escritório é um dos nós da produtividade pessoal, ao mesmo tempo em que denota vários aspectos da personalidade de quem a planejou: há quem goste de deixar todas as ferramentas à vista, outros as reunem em pequenos grupos funcionais engavetados, há os que escolhem o que expor com com base na estética, e assim por diante.

É difícil oferecer uma solução pronta que sirva para todos, mas sempre há possibilidade de oferecer dicas gerais que servem tanto ao pessoal que gosta de armários e gavetas, quanto para o pessoal adepto de manter tudo exposto, e para todas as situações intermediárias.

E nossa dica de hoje é bem dessa categoria, além de ter outro ponto positivo: se baseia em uma imagem bastante fácil de visualizar: a de um cockpit de avião.


Note a quantidade de instrumentos e comandos

A foto acima é da cabine de um 737-800, tirada durante os preparativos para o pouso. Salta aos meus olhos a quantidade de instrumentos, mostradores, botões e comandos em geral, mas há algumas outras características que quero destacar:

  1. Cada elemento está ali por uma razão clara e conhecida
  2. O piloto sabe onde está cada um deles
  3. Eles estão agrupados por funcionalidade
  4. Os mais essenciais ficam próximos ao foco de atenção do piloto, mas…
  5. …mesmo os menos essenciais estão permanentemente ao alcance

Tudo a seu alcance

David Allen, criador do já clássico método GTD de organização pessoal, já preconizava, com base em um exemplo bem prático: se você colocar o arquivo e a lixeira a uma distância que exija levantar-se da mesa para usá-los, já era: os papéis vão se acumular em pilhas sobre a mesa e, depois, na gaveta mais próxima.


Uma mesa em formato de bumerangue, com os instrumentos e controles distribuídos radialmente

A organização da cabine do avião, em oposição ao exemplo negativo acima, é muito mais adequada: tudo ao seu alcance, e os elementos mais próximos ao seu foco central (que para alguns é a tela do computador, e para outros geralmente é o tampo livre da mesa) são aqueles instrumentos cujo monitoramento é mais crucial, ou aquelas ferramentas e comandos mais frequentemente empregadas. Fora deste núcleo, os demais instrumentos e ferramentas são dispostos radialmente, com os mais usados ficando permanentemente acessíveis, e os demais em gavetas e armários ao seu alcance.

Alguns itens de mobiliário são melhor adaptados a maximizar o aproveitamento deste tipo de situação, tais como mesas com tampo em “L”, gaveteiros embutidos, prateleiras suspensas sobre a mesa, e as cadeiras com rodinhas, capazes de ampliar bastante a sua noção intuitiva sobre o que está ao seu alcance sem se levantar – especialmente se o piso permitir deslizar bem.

Quando projetei meu home office atual, que já é o terceiro (após várias mudanças…), aproveitei para desenhar uma mesa em L menor do que as habituais, e um gaveteiro que não fica sob o tampo, como seria o usual – ele fica ao lado, e tem um tampo rebaixado onde cabe perfeitamente o meu arquivo de pastas suspensas e o triturador, pouco abaixo do nível da mesa, facilitando arquivamento e pesquisa (no arquivo) e uso e limpeza (do triturador). O piso permite que a cadeira deslize bem, e há bom número de prateleiras suspensas e gavetas ao meu alcance na estante.

Como fazer

A receita depende muito de suas preferências, e até mesmo dos compromissos que você está disposto a fazer – por exemplo, se você usa diariamente uma ferramenta feiosa e que ocupa um bom espaço na sua mesa, estará disposto a parar de guardá-la na gaveta todos os dias, e passar a fazê-la ocupar o lugar da mesa onde hoje está um charmoso livro ilustrado que você quase nunca abre? Talvez não, e não há problema quanto a isso, desde que seja uma escolha consciente.

Mas a idéia geral, para você começar a ir planejando agora e colocar em prática no final do expediente de hoje, ou no começo do de amanhã, é a seguinte:

  1. Abrir espaço: lance um bom olhar crítico sobre a superfície da sua mesa e o conteúdo das gavetas e prateleiras próximas, localizando o que você usa ou consulta raramente, e já removendo ou deslocando para algum lugar menos nobre. Aproveite para planejar maneiras criativas de criar mais espaço, trazendo uma mesinha de apoio, instalando uma prateleira aérea, ou mesmo reposicionando elementos existentes.
     


    O foco no meu escritório: um monitor com o editor de texto, outro com o site aberto, dois blocos, caneta, calculadora e telefone

     

  2. Classificar e posicionar os elementos principais: Entre os elementos que você usa com frequência, encontre os que precisam ficar mais próximos ao seu foco de atenção (no meu caso, mais próximos ao monitor), seja por necessidade de observá-los ou de tê-los ao alcance. No meu caso, o monitor é o grande astro, mas o telefone, o bloco de folhas soltas e a calculadora também desempenham papéis importantes, por isso ficam em destaque. Os demais elementos da mesa (caneteiros, grampeador, carimbos, spray para óculos, pastilhas, a bússola que me lembra diariamente da importância de seguir um rumo, o porta-controles-remotos, etc.) são usados com alguma frequência, mas são secundários e por isso ficam afastados.
     

  3. Garantir o espaço livre: É difícil a rotina de trabalho que não precise de algum espaço livre para o objeto ou documento que está sendo examinado ou mesmo criado no momento. Se a cada vez que você quer abrir um livro ou escrever em um formulário na sua mesa for preciso arranjar espaço deslocando o que estiver lá, algo está errado e precisa ser consertado!
     


    Na lateral, o gaveteiro que sustenta o meu arquivo e o triturador. Ao alto dá de ver a multifuncional.

     

  4. Classificar e posicionar os elementos periféricos: Se são importantes na sua rotina, não é por serem volumosos e menos usados que eles devem ficar longe. Nas fotos do meu escritório você pode ver a bandeja de entrada e a multifuncional localizadas em uma prateleira suspensa ao meu alcance, e o arquivo de pastas suspensas e o triturador de papel em uma mesa lateral de apoio, ao alcance de um giro da cadeira.
     

  5. Definir acumuladores: Mesas de trabalho têm um magnetismo astral que as faz atrair moedas, elásticos, carteiras, recibos, cabos USB, folhetos, chaves e uma infinidade de outros itens que, mesmo tendo outro lugar reservado para si, gravitam em direção ao centro do espaço disponível mais próximo. Gina Trapani, a legendária fundadora do site Lifehacker, usa outra metáfora de aviação para sugerir como lidar com este fenômeno: estabelecer uma pista de pouso, onde todos estes objetos aterrisarão sem ficar no caminho da sua produtividade. O problema básico destes acumuladores é que eles tendem a encher, porque vários dos objetos chegam a eles e nunca mais saem. É preciso estabelecer também uma rotina para esvaziá-los regularmente.
     

  6. Posicionar as distrações: distrações no ambiente de trabalho não são desejáveis (afinal Escritório em Casa não é Central de Entretenimento!), mas esta é uma área em que frequentemente há concessões a fazer: se você optou por aceitar a presença de um sofá em que outros habitantes da casa parem para um café e 2 dedos de prosa, ou mesmo da TV que lhe atualiza das notícias enquanto você trabalha, ao menos minimize o impacto deles: não os posicione de tal forma que para dar uma olhadinha na tela de TV, você precise ficar totalmente de costas para o trabalho, por exemplo. Fique atento também às distrações menos desejadas

Com estes 6 passos você irá longe! E não se preocupe: é normal ir adaptando o modelo com o passar do tempo, e não há pontos extras para quem prefere ser radical – a não ser que os recursos e tempo disponível sejam infinitos, o melhor é pensar grande e começar pequeno!

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Multifuncional wireless HP C4780: impressão sem fio, scanner e copiadora

A multifuncional wireless HP Photosmart C4780 é impressora, copiadora e scanner, e tem uma vantagem adicional: se integra à rede sem fio da sua casa ou escritório, e aí os computadores podem imprimir ou scannear sem fio.


Multifuncional wireless HP Photosmart C4780

O suporte à conexão wireless é sem dúvida o grande diferencial deste produto. No meu caso, isso significa não apenas a impressão operada a distância (que já seria muito bom), mas também o compartilhamento entre vários micros e usuários – tudo isso sem fio, usando a rede wireless já existente, e ao longo de vários cômodos.

Após breve pesquisa de preços, compramos uma na loja da esquina, e agora ela é a mais nova integrante do arsenal do home office do Efetividade.net. Estamos muito satisfeitos com ela, por isso nada melhor que compartilhar com vocês a dica.

Impressora wireless

Como este é o diferencial mais claro do produto, merece o destaque: a impressão wireless funciona muito bem. Ao fazer a configuração inicial da multifuncional, usando os softwares do CD fornecido com ela (ou disponíveis para download no site da HP), o usuário tem a opção de replicar automaticamente no equipamento as configurações (nome da rede sem fio, senha de acesso, etc.) da rede wireless 802.11 b/g do computador que estiver sendo usado para a operação, e a partir daí a multifuncional passa a estar disponível aos demais computadores com acesso à mesma rede, bastando instalar também neles os drivers.


Visão superior

O suporte oficial da HP é apenas para Windows e Mac OS X, mas a própria HP recomenda (e reconhece como compatível no data sheet) o hplip para usuários de Linux interessados. É o meu caso, e não tive dificuldade nenhuma em conectar um notebook com o Ubuntu 9.10 (que já vem com o hplip) para imprimir sem fio na multifuncional previamente configurada a rede wireless do home office, como se fosse qualquer outra impressora via rede – não foi necessário instalar nada, apenas mandar procurar por impressoras na rede, clicar na HP Photosmart C4780, e escolher um nome para ela – a partir daí, todos os aplicativos passaram a poder imprimir nela como se estivesse ao lado do PC, conectada via cabo USB.

A impressão tem boa qualidade para um modelo de escritório (até 4800 x 1200 dpi otimizados), imprime em envelopes e papel fotográfico sem sustos, e assume uma velocidade interessante quando a colocamos em modo Rascunho: até 29 páginas por minuto (P&B) ou 23 páginas por minuto (cores). Em modos de alta qualidade a velocidade cai proporcionalmente, e se você for imprimir fotos com frequência, prepare-se: mesmo em qualidade Rascunho, a impressão de uma foto demora cerca de 30 segundos.

Por falar em preparação, é necessário preparar o bolso para os cartuchos (HP 60 Black: 200 páginas; HP 60 Tricolor: 150 páginas – tem também os modelos XL, com maior capacidade). A HP recomenda este modelo para quem imprime até 1000 páginas por mês.

E nos casos em que fizer sentido – por exemplo, se algum PC não suportar rede sem fio – é possível usar a impressora via cabo USB. Aliás, não se assuste: o procedimento de configuração inicial da impressora, inclusive para colocá-la na rede sem fio, exige plugá-la (quando o software configurador exigir) via cabo USB por alguns minutos.

Scanner sem fio

Aqui eu preciso ser honesto: para mim a atividade de scannear é esporádica, e não cheguei a testar completamente este recurso. Nem sei se algum dia vou, afinal para scannear é fisicamente necessário aproximar-se do aparelho para colocar o documento original na bandeja, e dificilmente alguém vai me convencer a transportar o notebook ou ficar indo e voltando para scannear um documento de múltiplas páginas.

Talvez essa seja a situação de muitos de vocês. Mas o pessoal da HP não é bobo, e nos oferece uma solução adicional para estes casos: basta plugar um cartão de memória (Memory Stick e Duo, SD, SD MMC, SDHC, xD) nos slots frontais da multifuncional, e aí usar os próprios menus dela (nos botões e display LCD instalados no painel do aparelho) para scannear cada uma das páginas diretamente para o cartão de memória (o PC pode até estar desligado nessa hora…), depois levar o cartão de memória para o notebook e usar os arquivos gerados.

Essa solução me atende bem, mas como a minha multifuncional está próxima do principal PC do escritório (que não tem wireless ativado), também acabo scanneando a partir dele, via cabo USB, e aí usando todos os recursos e configurações que o software de controle do scanner me oferece. Se algum dia eu chegar a testar o scanner via rede sem fio, atualizo e conto para vocês – mas quem sabe alguém mais não compartilha seu relato sobre isso nos comentários? ;-)

E não podemos deixar de mencionar os dados oficiais: o scanner da HP Photosmart C4780 tem resolução de até 1200 x 2400 dpi, e faz uma leitura completa de página (preview) em 26 segundos. A área máxima do documento é de 21,5cm x 30cm (uma folha A4 tem 21 × 29,7cm).

Copiadora

Por falar em comandos diretamente nos menus do painel da multifuncional wireless, é assim que você fará cópias.


Controles de foto no painel

Dá para selecionar se vai ser preto e branco ou em cores, o número de cópias (até 30), e outros parâmetros comuns (ampliação, redução, qualidade), e aí é só aguardar. As cópias são com resolução de até 1200×1200 dpi, e a velocidade é razoável para um equipamento deste porte: 9 cópias p&b por minuto, ou 6,5 cópias coloridas por minuto.

O display LCD colorido

Um grande diferencial das multifuncionais mais recentes são os displays coloridos, que servem como menu e controle, desde a primeira vez em que o equipamento for ligado, quando nos pergunta o idioma e o país, e a partir daí oferece permanentemente as 3 opções disponíveis diretamente no equipamento, dispensando o micro: copiar, scannear e imprimir fotos. Neste modelo, o display tem 1,45″.


Display LCD Touchsmart – note os 3 botões de opções à direita, e os comandos de retorno e confirmação, à esquerda

Sobre cópias e scanners já falamos, mas o menu de impressão de fotos merece menção extra: ele permite que você insira um cartão de memória (Memory Stick e Duo, SD, SD MMC, SDHC, xD) da câmera ou celular diretamente nos slots do painel frontal da multifuncional, e aí selecione (vendo as fotos no display LCD) quais deseja imprimir. O tamanho do papel é reconhecido automaticamente, e se você usar papel com qualidade fotográfica, o equipamento irá tirar proveito – a qualidade da foto de teste que eu imprimi me surpreendeu, e nem precisei ligar o PC!

Outras informações importantes

Esta multifuncional aceita papéis comuns, transparências para jato de tinta, papel fotográfico, etiquetas para jato de tinta, envelopes, cartões e papel transfer – mas consulte a documentação se quiser ter certeza sobre algum papel menos comum que lhe interesse!

A bandeja de entrada suporta até 80 folhas (A4 ou carta) de cada vez, ou até 30 transparências ou folhas tipo foto.

O meu modelo veio com fonte externa (tipo tijolo, similar à dos notebooks), voltagem automática (100-240V), com plug de 2 pinos redondos, compatível com as tomadas brasileiras do modelo antigo e do modelo novo.

Recursos, cartuchos e complementos

A multifuncional HP Photosmart C4780 (consultar preço) usa dois cartuchos HP com o mesmo número: 60. Um deles é o preto (também em versão XL), e outro é tricolor (também em versão XL).

Os drivers e outros softwares que vêm no CD também podem ser obtidos via download no site da HP.

O download dos manuais também está disponível on-line, bem como nesta cópia local do manual em português da C4780.

Uma cópia do data sheet oficial, contendo todas as especificações técnicas também pode ser consultada em PDF.

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Adaptador para as novas tomadas brasileiras: como eu me virei

O novo padrão de tomadas brasileiro (muito bem explicado aqui) criou a tomada-jabuticaba que, assim como dizem da popular fruta, só existe no Brasil.

Apesar das garantias do INMETRO (que na sua FAQ afirma que “Com a ampla divulgação do padrão brasileiro, [esta mudança] vai acontecer de forma tranqüila como a esperada”) de que “essa mudança vai ocorrer de forma muito tranqüila, sem causar nenhum transtorno para os consumidores, para a indústria eletroeletrônica ou da construção civil”, bastante gente está pagando o preço na fase de transição.


Tomada e plug com o terceiro pino

O caso que parece mais problemático é o dos novos plugues com terceiro pino para aterramento, que oficialmente exigem uma tomada do novo modelo, mesmo que o local não conte com instalação aterrada. Como já aconteceu com mais de um amigo meu, agora quem compra uma geladeira, um microondas ou outro aparelho similar chega em casa e provavelmente descobrirá que não tem uma tomada para ligá-lo, precisando recorrer a um eletricista ou técnico habilitado para fazer a conversão.

A idéia de aumentar o incentivo ao aterramento elétrico é positiva, mas fica em aberto descobrir se a mudança do padrão de tomadas é uma forma eficaz de fazê-lo. No momento, o que parece a muitos clientes é que os fabricantes estão lhes dizendo: “EU já cumpri a norma, agora você que se vire pra arranjar uma tomada”.
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Como organizar os arquivos e pastas no computador

Organizar os arquivos e pastas no computador vai ficando mais complexo à medida em que os discos rígidos aumentam de capacidade, guardamos digitalmente cada vez mais coisas, por cada vez mais tempo, e usando essencialmente a mesma infra-estrutura de organização que era usada para os pequeninos disquetes dos PCs da década de 1980 – embora com alguma evolução, como os bem-vindos nomes de mais de 8 caracteres para os arquivos.


Um disco rígido de 5MB em 1956

Eu já trabalhei com isso, vi muita gente não conseguir localizar seus arquivos (mesmo quando adotavam técnicas estritas de organização), e acabei desenvolvendo minha própria estratégia de organização, que hoje compartilho com vocês.
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Parado no trânsito, com menos stress (e alguma produtividade)

Os problemas de mobilidade urbana afetam muitas cidades do nosso país, e não são nada raras as pessoas que gastam horas todos os dias em deslocamentos entre sua residência e os locais de suas atividades.

Algumas encontram condições melhores para isso, outras estão sujeitas a bem menos conforto, mas todas compartilham entre si algum nível de stress, e o eventual desejo de aproveitar este tempo para realizar algo positivo que vá além da contemplação, meditação e reflexão, sempre bem-vindas.

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Apartamentos pequenos: como sobreviver – com menos aperto

Apartamento pequeno faz parte da vida de muitos de nós. A “classe média apertada” é uma realidade cada vez mais comum – estudantes solteiros, grupos de amigos, pequenas e médias famílias, cada vez mais gente vive em espaços que vão se tornando mais restritos.


É o quarto? A copa? Ou a cozinha?

Os apartamentos ficam menores, e seus habitantes precisam dar um jeito de adaptá-los (ou adaptar-se) para maximizar o conforto possível. Algumas pessoas gostam e preferem os espaços pequenos, enquanto para outras isso é uma escolha imposta, ou mesmo um compromisso entre a realidade desejada e a possível no momento.

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Escritório em Casa não é Central de Entretenimento!

Todos nós conhecemos, e muitos invejamos, os ambientes de trabalho montados pelas grandes empresas de tecnologia, que para estimular a criatividade e a motivação dos seus funcionários envolvidos no desenvolvimento de produtos e oportunidades, oferecem confortos impensáveis em muitos outros ambientes de trabalho.

Nas reportagens sobre os centros de desenvolvimento do Google, ou da Microsoft, vemos videogames, mesas de ping-pong, sucos, ginástica e tantas outras atividades, que aparentemente funcionam tanto para reduzir o desgaste das pessoas quanto para estimular sua produção e mantê-las no emprego.

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Produtividade – e estilo? – com 2 monitores no desktop

Vi ontem no site da Info um vídeo mostrando um Samsung Lapfit – um produto legal, mas baseado em uma premissa da qual eu discordo: a de que um segundo monitor para um notebook é mais legal se puder ficar ali ao ladinho da tela interna dele, no mesmo ângulo, com a moldura da mesma cor.

Mas as características do monitorzinho (um SyncMaster LD190G) em si são legais – eu recomendo que você assista ao vídeo pra entender melhor. Só que eu prefiro que o segundo monitor seja maiorzão, acoplável a um suporte articulado, e de preferência montável na vertical (em “modo retrato”), para facilitar a visualização de porções maiores de páginas da web e documentos de texto.

Eu hoje não uso mais um segundo monitor no notebook, porque hoje trabalho ancorado ao desktop do escritório em casa, e reservo o notebook para quando preciso de mobilidade. Mas houve tempo em que eu usava o notebook também em casa, e adotava uma configuração de tela secundária similar à dos 2 monitores do meu desktop de hoje, mostrados nas fotos acima e abaixo – inclusive com o mesmo suporte articulado que já usava naquela época.

A configuração dos tempos do notebook-desktop, aliás, pode ser vista na foto que ilustra o artigo “2 monitores no seu PC: ganhe produtividade e reduza o stress“, que escrevi para contar as razões pelas quais achava vantajoso usar um segundo monitor. Aliás, continuo achando, e hoje me sinto bastante limitado quando preciso trabalhar com uma tela só.

Pra resumir, colando de mim mesmo (em 2007): “com 2 desktops visíveis, torna-se muito menos estressante trabalhar on-line, realizar atividades de pesquisa e manter contato com os colaboradores, sem ter de ficar guardando na memória as informações dos contextos e janelas que ficam escondidos.”

Ou seja: o editor de texto fica o tempo todo maximizado e ocupando a tela (vertical) inteira, e ao mesmo tempo a tela do outro monitor deixa sempre visível o material de referência, o mensageiro, o media player, a documentação ou o que quer que seja que estiver servindo como apoio à tarefa que eu estiver fazendo no momento.

Recomendo! Mas não precisa ser o estiloso Lapfit da Samsung – até um monitor CRT que sobrou em um upgrade na sua família já ajuda, basta que a sua placa de vídeo suporte dois displays ;-)

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Teletrabalho no Brasil: o exemplo da Gol (e quando chegará a nossa vez?)

Trabalho em casa, na forma de dicas para os home offices de profissionais independentes e autônomos, é assunto frequente por aqui. Incidentalmente, os contos do vigário relacionados a oportunidades de trabalho em casa também atraem bastante atenção dos leitores, que comentam sobre isso literalmente aos milhares.

Mas uma outra modalidade de trabalho em casa começa a chegar em números maiores ao Brasil: é o teletrabalho de funcionários de grandes empresas. Consta que já há mais de 10 milhões de teletrabalhadores no Brasil, mas nosso exemplo de hoje é bem modesto: é o da Gol, que já tem 50 atendentes de telemarketing (o número deve crescer até o final do ano) trabalhando diretamente a partir de suas casas, reduzindo custos e investimentos para a empresa, oferecendo oportunidades diferenciadas aos empregados, e servindo de exemplo para outras empresas que relutam em fazer o mesmo – seja em tarefas operacionais, técnicas ou administrativas.

Claro que trata-se de uma tarefa com bom número de desafios, incluindo os de ordem jurídica, tecnológica, de gestão e outros. Mas minha visão é de que o resultado final compensa o esforço, e trata-se de uma evolução natural de um mercado de trabalho que precisa se adaptar às dificuldades das grandes metrópoles (incluindo os cada vez maiores tempos de deslocamento), às questões ambientais e à natureza cada vez mais complexa das relações de trabalho e consumo.

Mudança de comportamento

Além das questões jurídicas e administrativas, há também um problema psicológico: muitas vezes é difícil para o gestor abrir mão de manter sob os seus olhos a força de trabalho. O diretor teme permitir que o trabalhador trabalhe fora do alcance de visão de um supervisor, e sem as restrições ambientais de um escritório corporativo. Mudar este paradigma é complicado, e geralmente precisa acontecer na forma de programas-piloto em pequena escala que demonstrem os ganhos potenciais do desenvolvimento desta alternativa.

Segundo Wilson Maciel Ramos, vice-presidente de planejamento e TI da Gol, em declaração à revista Info Corporate, é a redução de custos a principal vantagem de permitir o trabalho dos seus atendentes em casa. Mas há também uma oportunidade de inclusão social. Ele declara:

“Há uma força de trabalho disponível que tem dificuldade de se deslocar de casa para o escritório, como mães que precisam ficar com os filhos e portadores de deficiência física. Com esse sistema, podemos oferecer oportunidade de emprego a essas pessoas”

No caso da Gol, os funcionários que trabalham a partir de suas casas integram a equipe de atendimento via chat, serviço pelo qual os clientes podem remarcar suas passagens, e tirar as dúvidas sobre assuntos diversos, como bagagens, vacinas, documentos e tantos mais.

Controle estrito

Para satisfazer à demanda dos gestores por controlar as atividades dos funcionários de uma forma que vai além das metas de atendimento e de tempo de resposta, o sistema tem restrições adicionais, mesmo rodando no computador pessoal de cada atendente.

A primeira delas é a da redução das distrações digitais: o software é projetado para não permitir que o atendente use outro programa simultaneamente.

Mas o sistema vai além: para evitar que o atendente coloque outra pessoa trabalhando em seu lugar e vá dar uma voltinha, o sistema tem um leitor de impressões digitais e exige que a identificação biométrica do funcionário a cada meia hora.

E na sua empresa?

As demandas de controle e restrição dependem de diversos fatores, como a atividade que será desempenhada remotamente, o relacionamento do profissional com a organização, e até mesmo o ramo de atuação da empresa.

Mas os desafios jurídicos, tecnológicos e de gestão valem quase igualmente para todas as empresas interessadas neste tipo de expediente. Além disso, há as mudanças de riscos – por exemplo, ao invés de se preocupar com os impactos de uma greve de ônibus (como a que nos assolou em Florianópolis nos últimos 3 dias) sobre a força de trabalho, passa a ser necessário pensar em como lidar com um apagão da Internet residencial, como o efeito que vem atingindo os usuários do Speedy nos últimos meses.

Há algum tempo escrevi sobre um estudo sobre os efeitos positivos do teletrabalho e, como eu trabalho em casa (como atividade complementar), faz tempo que entendi que é necessário manter o foco em permanecer produtivo mesmo em um ambiente que às vezes induz à distração.

Mas é uma tendência sobre a qual vale a pena ficar atento e, quando possível, experimentar e aplicar (ou imprimir um case e esquecer na mesa do seu diretor…). Se houver uma experiência (ou mesmo uma intenção) de teletrabalho em andamento na sua empresa, compartilhe conosco nos comentários!

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Home office: fazendo caber em apartamentos pequenos

Manter seu escritório doméstico em um apartamento pequeno pode ser um desafio. E se eu não posso lhe oferecer uma fórmula geral para fazer caber, ao menos posso lhe dar algumas idéias interessantes, com base no que outras pessoas já conseguiram ;-)

Durante anos eu mantive o meu escritório doméstico em um cantinho da sala do apartamento. Hoje me sinto praticamente em Shangri-Lá, com o conforto luxuoso de um cômodo inteiro (embora seja o menor da casa) dedicado a esta finalidade, mas continuo interessado e acompanhando de perto as novidades na organização de espaços para fazer com que o escritório doméstico caiba em um cantinho e mesmo assim seja um instrumento de efetividade.

Afinal, em um canto do apartamento dá para fazer caber até mesmo uma configuração como a do Mandrake, mostrada na foto acima ;-)

A foto acima me parece um pouco mais “pé-no-chão”, aproveitando bem um canto de sala, mas fugindo de um problema comum a configurações em cantos: o conjunto de nichos e escaninhos oferece bastante espaço para fazer caber a papelada e as ferramentas. Para preservar a estética, já que fica tudo exposto (e fácil de alcançar), foi usado o Velho Truque das Caixas Organizadores de Uma Cor Só(©). Trata-se do home office de Fazal Khan.

O escritório acima se baseia no mesmo princípio (estante de cubos ao lado de uma escrivaninha) mas, além da estética bem mais refinada, acrescenta um elemento interessante que você pode considerar no seu projeto: uma das colunas de nichos tem portas transparentes, que preservam do pó (e da fauna doméstica) o que você guardar lá dentro, sem prejudicar a visibilidade. Um amigo meu adotou esta prática para todas as estantes da biblioteca dele, e não se arrepende: segundo ele, o benefício supera em muito o custo, mesmo tendo de abrir e fechar portas sempre que quer ter acesso a algo.

O modelo acima, do Afterthetone, entrou na lista por duas razões. A primeira é que ele foi improvisado a partir de peças existentes na casa: o tampo superior, que sustenta o monitor, era originalmente uma prateleira, e está suspenso sobre dois arquivos. A segunda é que ele libera bastante espaço quando não está em uso, porque o tampo inferior (teclados e escrivaninha) dobra para baixo, ficando paralelo e rente à parede, graças a duas dobradiças presas junto a ela. Se o seu home office fica em um espaço compartilhado por outras atividades ou familiares, algo assim pode ganhar vários pontos extras.

Completando a lista, temos a escrivaninha dentro do armário. O exemplo acima é para quem trabalha em pé, e resume o espaço do seu escritório doméstico ao que coube dentro de um roupeiro. Mas dependendo do móvel que você for adaptar, pode ser possível montar uma escrivaninha para trabalhar sentado, na altura comum. E a idéia nem é nova: meu avô tinha uma dessas como mesa auxiliar no escritório dele, desde décadas atrás.

Você tem um escritório diminuto em casa e ele funciona bem? Tente tirar uma foto dele, disponibilizar na Internet, e aí colocar a URL dela, e uma breve descrição, nos comentários desta notícia, para ajudar a inspirar os demais leitores que têm a mesma necessidade. E leia também o Lifehacker, fonte de todas as referências acima!

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