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Wunderkit agora dá acesso grátis até aos seus recursos avançados

O Wunderkit foi lançado há poucas semanas como sucessor do Wunderlist, o aplicativo de produtividade pessoal que eu uso e recomendo.

Já mencionei o recém-chegado em um post recente e ainda farei um review completo do novo lançamento (aqui, no BR-Mac ou nos 2), mas por enquanto basta dizer que o Wunderkit expande as funcionalidades do Wunderlist em alguns caminhos interessantes, incluindo novos recursos como a separação de projetos e a integração social, ou seja, a coordenação de atividades coletivas ou em equipe.

Mas, além da questão do suporte a plataformas (o Wunderkit foi lançado para Mac e iPhone, e o Wunderlist suporta oficialmente Mac, Windows, Linux, web, iPhone, iPad e Android), uma das principais diferenças entre o Wunderlist que eu uso e seu recente sucessor Wunderkit é que este último não é integralmente gratuito como o seu predecessor: desde o seu lançamento ele podia ser usado gratuitamente, mas alguns dos novos recursos mais atrativos, como a colaboração em equipes ou grupos, ficavam disponíveis só para quem pagasse para ser usuário Pro.

Só que este esquema de preços aparentemente não teve o efeito que os desenvolvedores desejaram, e ontem tudo mudou: agora os recursos avançados existentes (incluindo a colaboração em grupos) estão disponíveis também para os usuários gratuitos.

As contas Pro continuam existindo e custando US$ 4,99, mas no momento não oferecem grande vantagem prática além do direito a suporte prioritário – segundo o anúncio da mudança, funcionalidades futuras da plataforma Wunderkit, como o armazenamento e compartilhamento de arquivos, trarão vantagens adicionais para quem for usuário Pro.

Seja qual for a razão que levou a mudar a estrutura de preços, a medida em si é positiva e vantajosa para o usuário. Caso eu migre do Wunderlist para o Wunderkit, vou lembrar do gesto e retribui-lo pagando o preço da conta Pro mesmo sem precisar dela, e tenho certeza de que outros usuários retribuirão do mesmo modo, ajudando a manter o projeto em operação.

E se isso, somado à expectativa da presença do app em uma variedade de plataformas, ajudar a tornar realidade a ideia das atividades coordenadas em grupos de estudo, em turmas de pós-graduação cheias de compromissos em horários absurdos, para gerenciar a agenda de ensaios de bandas e grupos de teatro, e tantas outras aplicações simples da gestão de produtividade pessoal, tenho certeza de que os autores do Wunderkit saberão colher outros frutos adiante ツ

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Todo.txt: gerenciando tarefas com uma ferramenta mais simples

Que tal gerenciar todas as suas tarefas e pendências a partir de um único arquivo em formato TXT que resida no Dropbox, em um formato simples que pode ser editado em todos os computadores que você usa, mas suficientemente estruturado para poder ser lido e processado por um aplicativo de apoio com versões para iPhone e iPad, Android e para o seu computador?

Admito que o uso de arquivos TXT não é uma opção com grande apelo junto a usuários finais, mas usuários com aptidão tecnológica (programadores, DBAs, administradores de sistemas e similares) frequentemente recorrem a este expediente devido a algumas vantagens inerentes.

E as vantagens são variadas: pesquisável, portável, leve, fácil de ler e de manipular. Duas delas me atraem de forma mais destacada: arquivos TXT têm a vantagem da compatibilidade simultânea com múltiplas plataformas e de não ficarem obsoletos devido à evolução dos aplicativos.

Quem já encontrou um arquivo de dados feito há poucos anos e não conseguiu acessá-lo porque a versão do software que o criou não está mais disponível conhece bem este drama da obsolescência.

Por outro lado, pequenas diferenças entre as plataformas podem dificultar a compatibilidade até mesmo dos arquivos TXT, embora os editores de texto mais robustos reconheçam e tratem indistintamente os arquivos gerados com as convenções de codificação e de terminação de linha adotadas pelo Unix, Windows e Mac.

O uso de um bom editor de texto é recomendado, portanto, mas o todo.txt conta com aplicativos (no Terminal do OS X e do Linux – ou do Windows com o Cygwin –, no Android e no iPhone) que permitem usá-lo de forma plena sem chegar a precisar editar o arquivo em si.

Todo.txt, nascido no Terminal e criado nas linhas de comando

O gerenciador de tarefas todo.txt surgiu em 2006 como um script Bash (para Linux, Mac e outros sistemas compatíveis) que tinha a proposta de ser capaz de gerenciar tarefas e pendências armazenando-as em um arquivo TXT unificado e que também pudesse ser lido e editado pelo usuário, se desejasse, em seu editor favorito.

Vídeo demonstrando o uso do Todo.txt

Por gerenciar as tarefas e pendências, entenda-se realizar uma série de operações que nem sempre estão disponíveis em meros mantenedores de listas, incluindo:

  • acrescentar uma nova tarefa, descrevendo-a livremente
  • priorizar as tarefas em níveis
  • definir e aplicar contextos
  • categorizar em projetos
  • fazer consultas estruturadas sobre pendências em prioridades, contextos e projetos

Além dos já mencionados dados sobre descrição, projetos, contextos e prioridades, o sistema considera ainda detalhes como o status de cada tarefa (pendente ou não), data da criação, data do completamento. O usuário ainda pode adotar convenções de uso que permitem registrar (e pesquisar) prazos de completamento e flags de estados adicionais, como “delegação” ou “aguardando”.

O todo.txt tem pedigree: foi criado por Gina Trapani, fundadora do site Lifehacker, referência internacional em produtividade pessoal. Mas além da notoriedade da autora, sua simplicidade, desempenho e capacidade fizeram com que logo surgisse uma comunidade de interessados em agregar funções ao sistema (que é em código aberto).

Todo.txt no Android

Uma versão Touch do Todo.txt, que sincroniza os dados com o seu computador via Dropbox, está disponível para o Android (e também na Amazon AppStore).

Não me parece que uma interface touch como a de um smartphone atual seja o modo ideal de fazer a entrada de dados completa de qualquer sistema de tarefas e pendências quando há a alternativa de fazê-la em um computador com teclado completo, mas fazer a entrada abreviada conforme as informações vão surgindo é interessante, e depois você pode complementar e editar ao chegar na sua base e ter acesso ao computador – e é neste ponto que a sincronização automática via Dropbox se torna atrativa.

Complementarmente, o smartphone é uma ferramenta ideal para os demais usos da lista de tarefas no momento da execução: filtrando e priorizando as pendências de acordo com o seu contexto do momento (no trabalho, em casa, em viagem, etc.) ou com o projeto que estiver em execução, ele permite localizar a próxima ação rapidamente, com filtros e ordenações facilmente configuráveis.

Todo.txt no iPhone e iPad

A adição mais recente à família Todo.txt é o app para iPhone e iPad.

A sincronização automática via Dropbox continua a ser o ponto forte, pois permite acessar os dados nos dispositivos móveis quando você estiver em deslocamento, e mesmo assim contar com o conforto de um teclado tradicional para manipular os detalhes das suas tarefas quando você estiver próximo ao computador.

A interface está longe dos padrões de beleza plástica típicos da plataforma, mas os recursos essenciais estão todos presentes: sincronizar, consultar, adicionar, priorizar, editar, etc.

Indo além

O site oficial do Todo.txt tem todas as informações sobre as versões oficiais dos aplicativos, as versões adicionais desenvolvidas pela comunidade, as opções permitidas no formato do arquivo e muito mais.

Para quem tem o interesse em usar a versão pela linha de comando, recomendo dar uma boa olhada no documento de dicas e truques, que apresenta detalhes adicionais como facilitar o acesso remoto, permitir a colorização das tarefas por prioridades, o completamento automático de nomes de projetos e contextos e mais, usando os recursos do Bash e de outras ferramentas já presentes no seu sistema.

Pessoalmente adoto o Wunderlist, do qual sou usuário satisfeito no que diz respeito a tarefas e pendências. Mas as vantagens do formato TXT têm apelo forte o suficiente para me fazer considerar uma possível migração no futuro, e vou ficar de olho na evolução da versão do Todo.txt para iOS.

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Produtividade pessoal: defina melhor suas ações e metas

No planejamento pessoal, a estratégia, os objetivos e os processos são tão importantes como sempre, mas como quem planeja, executa e avalia é uma mesma pessoa, a objetividade na hora de definir as ações e as metas acaba sendo especialmente crucial, fazendo a diferença entre a execução e o “semana que vem eu vejo”.

Como estamos no início do ano, muitos leitores estarão fazendo seus planejamentos para 2012, e – como sempre – a parte fácil é definir os objetivos gerais. Na hora de passar para o específico da execução, quando a intenção precisa virar esforço, o bicho pega.

Que tal tornar seu planejamento mais realizável? Pensar nas ações práticas (ou pelo menos nas primeiras delas) de cada objetivo, e em como avaliar na prática o seu grau de sucesso em cada um deles, pode ajudar bastante.

Para isso, veremos a seguir os atributos que você deve procurar nas ações e metas que inclui nos seus planejamentos pessoais

Ações

Quando definimos um plano pessoal, frequentemente caímos na armadilha de manter um grau de abstração muito elevado, anotando na lista de pendências só um resultado desejado, e não as atividades do mundo real necessárias para que cheguemos a eles.

Um exemplo prático: eu passei meses de 2011 com a seguinte pendência anotada no meu Wunderlist: “Cancelar recebimento de contas pelo correio e passar a receber pela Internet”.

Parece uma ação? Não é, é um objetivo, ou no mínimo o resultado de uma série de ações encadeadas. E da forma como estava descrito, ele passou meses sem ser tocado, porque era amplo e complexo demais para ser colocado na agenda de qualquer dia.

Numa revisão semanal no início de dezembro, resolvi rever as ações pendentes há mais tempo, e ela estava lá, desafiadora. Foi só então que me ocorreu que eu havia cometido o clássico erro da abstração demasiada na hora de definir a ação.

A solução foi imediata e simples: identificar e registrar as ações encadeadas necessárias, que ficaram mais ou menos assim:

  1. Reunir o exemplar mais recente de cada uma das contas que eu recebo pelo correio
  2. Seguir as instruções para solicitar o recebimento on-line de cada uma delas, quando houver
  3. Anotar a lista dos contatos das que não tiverem instruções
  4. Entrar em contato com cada um deles e solicitar

Assim, após meses de inação, nos 2 ou 3 dias seguintes eu concluí os passos 1 a 3, e já em janeiro não vou receber em papel algumas das contas. A lista produzida no passo 3 está anotada no Dropbox e no meu celular, e já fiz algumas ligações do passo 4. Em breve a tarefa estará concluída (ao menos para as contas em que este serviço estiver disponível).

O exemplo clássico da importância de pensar em ações concretas, e não só em resultados, é dado por David Allen no seu livro Getting Things Done (GTD): a pessoa anota na lista de pendências que precisa fazer uma reunião com determinados fornecedores e parceiros, e ela acaba nunca ocorrendo, porque o que ela anotou é um resultado, e não a próxima ação que precisa de fato realizar.

A solução, naturalmente, é pensar sempre na próxima ação prática, e nas que a sucederão: definir pauta e objetivos, identificar locais, datas e horários disponíveis, agendar cada um dos que deverão estar presentes, etc.

O conceito de próxima ação é central ao GTD e a outros métodos de produtividade pessoal, e Allen o define assim: “a próxima atividade física e visível que seria necessária para fazer a situação caminhar rumo à sua conclusão”.

Portanto, ao planejar seus objetivos pessoais, não deixe de ao menos elencar junto a eles as primeiras ações necessárias – e assim você escapará de objetivos abstratos demais, complexos demais, incompatíveis entre si, além de perceber melhor eventuais relações de dependência ou causa-efeito entre eles.

Metas

Os indicadores e suas metas permitem verificar o seu desempenho ao longo da execução de um plano, e ter um critério objetivo para verificar se cada um dos objetivos foi atingido.

Em um planejamento pessoal, o seu “eu planejador presente” frequentemente entrará em conflito com o seu “eu executor futuro”, que infelizmente também é o seu “eu avaliador futuro”, e às vezes aceita ser seduzido por subterfúgios que flexibilizam artificialmente o cumprimento da meta, e assim permite que a meta de “entrar em forma” seja cumprida pela compra de uma cinta modeladora, e a de “aprender inglês” seja encerrada ao comprar um aplicativo tradutor para o celular.

No papel de “eu planejador”, contorne a tendência acomodadora do seu “eu futuro” definindo metas claras e objetivas, buscando atender aos seguintes critérios:

Definição completa: A meta deve estar registrada de forma a dizer não só qual o resultado a alcançar, mas também como e onde medir, quem vai medir e quando.

Vale o que está escrito: As definições das metas devem estar registradas por escrito de forma simples, e conjunto delas deve estar reunido, visível e compreensível por todos os envolvidos – quem vai executar, quem vai ser beneficiado ou afetado, quem vai avaliar – mas no caso dos planos pessoais, é possível que todas as listas se resumam a uma pessoa apenas: você.
 

Régua e compasso: A meta precisa ser mensurável de forma prática e objetiva, de tal forma que qualquer pessoa que faça a medição chega ao mesmo resultado, e à mesma conclusão sobre a meta ter ou não sido atingida. “Entrar em forma” não é uma boa meta, mas “perder 6 kg até junho” pode ser.

De olho no que interessa: Quando se trata de estratégia, geralmente a ênfase é em medir o resultado oferecido a quem se beneficia das atividades, e não o esforço dos envolvidos. Mas no caso dos planejamentos pessoais, em que planejador, executor e beneficiado frequentemente são a mesma pessoa, lembre-se de medir o seu envolvimento prático. Em outras palavras, medir só quantos quilos você perdeu não basta: pode ser importante para a sua motivação medir o percentual de refeições semanais em que você respeitou plenamente a dieta, ou o número de horas de exercício, por exemplo.

Com noção: Uma boa meta precisa ser plausível, ou seja, seu atingimento precisa ser visto como possível, dentro dos cenários de futuro mais realistas ou esperados. Definir metas inatingíveis ou que dependam de circunstâncias improváveis e fora do controle dos envolvidos não motiva, e reduz o impacto positivo das demais metas.

Com emoção: Não basta a meta ser plausível: ela precisa ser desafiadora, deixando claro que os resultados superiores desejados exigem fazer mais do que o trivial, com superação do que hoje já se pratica.

Executar e acompanhar

Planejar não basta: é necessário transformar em realidade. Eu tenho adotado com sucesso um método simples de produtividade pessoal chamado ZTD, cuja ênfase é na execução.

Nos 3 posts a seguir, apresento o essencial sobre o método e a forma como o pratico, que você pode investigar como forma de suporte ao seu próprio planejamento pessoal em 2012:

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ZTD minimalista: mais efetividade com revisões semanais

Agora que já vimos como ter mais produtividade pessoal usando um modelo minimalista baseado em apenas 4 hábitos essenciais, chegou a hora de entender como enriquecer a mistura praticando ativamente um quinto hábito: a revisão semanal.

Nos 2 artigos anteriores eu apresentei a vocês um modelo minimalista de produtividade pessoal baseado no ZTD, e descrevi como eu mesmo coloco esta produtividade em prática com ajuda do Wunderlist (que tem versões para Mac, Windows, Linux, iPad, iPhone, Android e web).

O modelo em si é um subconjunto do método ZTD, mais amplo – e para ficar mais simples, se baseia em apenas 4 dos 10 hábitos que o compõem. São eles:

  1. CAPTURA permanente: registrar livremente todas as ideias, pendências, tarefas, compromissos e contatos que surgem.
  2. PROCESSAMENTO regular: esvaziar todas as caixas de entrada tomando decisões rapidamente, resolvendo imediatamente o que for rápido, e transformando o restante do conteúdo em itens prontos para serem executados quando chegar a hora – e tirando do caminho o que serve apenas para guardar como referência ou mesmo descartar.
  3. PLANEJAMENTO diário e semanal: antes do início de cada período, identificar o conjunto de poucas tarefas mais importantes que precisam ser vencidas nele, e as tarefas adicionais que aproveitarão o tempo, os recursos e a atenção que sobrarem.
  4. EXECUÇÃO constante: fazer uma tarefa de cada vez, sem deixar que a gestão tire muito tempo ou atenção da realização.

Estes 4 hábitos são suficientes para boa parte das demandas comuns de organização e produtividade pessoal, e os detalhes sobre eles você encontra no artigo anterior.

Expandindo o modelo

A suficiência dos 4 hábitos acima se baseia em uma presunção (confirmada por mim na prática) de que os outros 6 hábitos do ZTD (como ter um lugar para cada coisa, ou estabelecer rotinas eficientes) acabam sendo realizados, no grau necessário, conforme você aperfeiçoa estes 4 que são básicos.

Mas a minha prática do ZTD mínimo me fez perceber a importância de agregar à receita básica mais um hábito, o 7o da lista “oficial”: a Revisão.

Ao longo de cada semana, o processo diário de Planejamento (que eu faço em 2 partes: no final de cada expediente, e antes de começar o próximo) é suficiente para manter em andamento o plano semanal registrado na última meia-hora de trabalho da sexta-feira anterior – afinal, tudo está fresco na memória, e ao planejar o dia seguinte as informações do dia que passou são automaticamente consideradas.

Mas quando chega a sexta-feira e é hora de planejar a semana seguinte, as lembranças já não estão mais tão frescas, e o aproveitamento delas pode já não ser tão automático – e é neste ponto que começa a ganhar valor o hábito da Revisão semanal, realizado imediatamente antes ou em conjunto com o Planejamento da semana seguinte.

E não é só pra isso que ele serve: como em todo ciclo que considera o aperfeiçoamento dos processos (genericamente conhecidos como “PDCA”, caracterizados pela sequência planejar-executar-revisar-ajustar ou plan-do-check-act), a Revisão no ZTD também tem o papel de avaliar o que foi feito de certo e de errado, de que forma os sucessos da semana contribuíram para seus objetivos pessoais, e assim ajustar as semanas seguintes de acordo com as conclusões, de olho em manter o foco também considerando períodos mais longos.

Revisão semanal: como fazer

Como em tudo o que se refere ao ZTD, a chave do sucesso é encontrar qual o grau de intensidade de revisão semanal que você precisa. Para isso, veremos a seguir os passos gerais a considerar.
 

1. Rever as anotações

O hábito da Coleta conduz a uma série de anotações feitas em um local único, que na hora do Processamento se convertem em entradas na sua lista de tarefas e pendências, na agenda de compromissos, na lista de contatos, ou mesmo em referências.

Essas informações em estado bruto já foram processadas ao longo da semana e não precisam ser reprocessadas, mas na hora do fechamento semanal pode valer a pena percorrê-las rapidamente, pela possibilidade de identificar algo que se perdeu entre o registro inicial e o resultado do processamento, e também para colocar o contexto da semana como um todo na sua mente antes dos passos seguintes.
 

2. Rever a agenda de compromissos

Por mais que confiemos nas ferramentas que armazenam as datas e horários dos compromissos, sempre há possibilidade de algo que tenha passado em branco ou sido insuficientemente resolvido.

Além disso, rever de uma vez só o conjunto dos compromissos da semana pode ajudar a perceber o que funcionou bem e deve ser repetido, o que funcionou mal e precisa ser ajustado na próxima vez (por exemplo: um compromisso que usou bem mais do que o tempo que havia sido destinado a ele),  e até a identificar alguma nova tarefa ou pendência decorrente de como foi o tratamento da agenda.
 

3. Rever as listas de tarefas e pendências

Talvez você trabalhe apenas com uma lista, ou talvez você use o modelo mais amplo típico do GTD (com listas para vários contextos, listas adicionais para projetos, uma lista de “algum dia/talvez” e mais).

Não importa: a revisão semanal é o momento de dar uma olhada em todas, com atenção especial às que tiveram andamento na semana que passou, e em verificar se não há itens precisando de ajustes.
 

4. Avaliar a semana considerando seus objetivos pessoais

O método ZTD completo sugere que você tenha clareza de que em algum momento vai precisar definir objetivamente seus objetivos de vida, e considera que você trabalha sempre sabendo 01 objetivo de longo prazo para o qual todos os seus esforços são orientados.

Assim, quando se trabalha com Revisão, a fase semanal de Planejamento permite definir metas a alcançar na semana seguinte avançando em direção a este objetivo de longo prazo, e a Revisão seguinte irá avaliar quanto elas foram cumpridas, ajustando assim o Planejamento da semana seguinte (que será feito imediatamente após) para ser mais ambicioso ou mais comedido na hora de definir as novas metas.

Uma nota sobre objetivos pessoais

Talvez a estratégia acima, baseada em apenas um objetivo de longo prazo, seja insuficiente para você – e neste caso você deve manter seus múltiplos objetivos existentes, pois podem ser muito mais ricos do que este modelo simplificado do ZTD.

O modelo simplificado, baseado em um único objetivo desafiador e alcançável, tem uma razão de ser: embora definir múltiplos objetivos de longo prazo não seja complexo, transformá-los em ações ao longo do extenso período necessário à sua concretização pode ser, e assim o autor do ZTD sugere cuidar de apenas um.

Mas eu vejo uma razão a mais para esta singularidade: percebo que muitas pessoas embarcam na busca da produtividade pessoal sem definir claramente o seu objetivo com isso, achando que “produzir mais” é o que lhes satisfará – e se desapontam ao perceber que se transformar em um eficientíssimo triturador de tarefas não basta.

Assim, ter 01 objetivo de longo prazo é muito melhor do que não definir claramente nenhum. Quanto antes você identificar para que deseja produzir mais (ou se produzir mais é realmente o que você precisa), migrando da busca da eficiência para a da efetividade, melhor proveito você tirará da experiência.

O que é ZTD mesmo?

ZTD (Zen to Done) é um método de produtividade pessoal proposto em 2007 como alternativa (e derivado) ao popular GTD (Getting Things Done), e se diferencia deste por buscar deslocar o foco completamente ao aqui e agora, à tarefa em execução, e não tão atento ao planejamento ou a ferramentas de gestão.

A “pátria” do ZTD é o blog Zen Habits, cujo autor disponibiliza um e-book descrevendo detalhadamente o método (em inglês), incluindo como implementar os 10 hábitos, como organizá-los em um sistema simples, e como simplificar o que você precisa fazer.

No nosso post que apresenta o ZTD você encontra link para uma versão em português, e em outro post recente você encontra uma maneira simplificada de começar a colocar o ZTD em prática.

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Na prática: como eu uso o ZTD e o Wunderlist para ter mais produtividade pessoal

Na semana passada vimos um modelo minimalista de produtividade pessoal com o ZTD, que se aproxima do que eu pratico no meu dia-a-dia para as tarefas pessoais.

Hoje chegou a hora de passarmos da teoria à prática, e vou fazer algo que normalmente evito: sair da mera recomendação genérica e mostrar como eu mesmo implemento este modelo usando o software gratuito Wunderlist (mas poderia ser outro com características semelhantes) em uma configuração bem simples, usando apenas 6 pastas ou grupos de tarefas.

O Wunderlist está disponível em quase todas as plataformas populares: tem versão para Mac, Linux, Windows, iPad, iPhone e Android. E tem também uma versão web, acessível pelo navegador. Na rua eu uso no MacBook e no celular, no escritório eu uso no desktop, e quando necessário, acesso via web em computadores emprestados.

E todas elas sincronizam entre si automaticamente e de forma direta, então se você gerencia as suas tarefas no computador do escritório, terá acesso a elas no smartphone – e se uma pendência nova surge enquanto você está na rua, você pode cadastrá-la onde estiver, usando o seu smartphone. O mesmo vale para o notebook, o tablet, ou até mesmo o acesso via web no computador da casa dos seus pais no final de semana prolongado.

O ZTD minimalista que vimos na semana passada se baseia em 4 hábitos, e veremos a seguir como o Wunderlist se encaixa na minha rotina com relação a cada um deles.

Hábito 1. Wunderlist na Captura

Para quem usa smartphone, portanto, o Wunderlist serve muito bem ao hábito da Captura Permanente que vimos no post que ensinou um modelo minimalista de produtividade pessoal com o ZTD, na semana passada.

Recapitulando: a ideia da Captura Permanente é levar sempre consigo uma ferramenta para anotar as tarefas e outras informações que surgem enquanto o seu dia se desenrola, e quando retornar à base (seu escritório, casa, etc.) fazer uma revisão das anotações, como se fosse uma caixa de entrada, transformando-as em entradas apropriadas na sua lista de tarefas, de compromissos, de contatos, de referências ou tomando a ação que for indicada.

E o Wunderlist em um smartphone (ou no aparelho que estiver sempre com você na hora de capturar novas informações) se presta muito bem a isso, porque a entrada de dados nele é muito fácil (não tem campos a preencher, só a descrição e nada mais) a cada nova informação que surge, ao contrário da operação detalhada que é exigida na hora de inserir diretamente um contato ou uma entrada de calendário.

Além disso, de modo geral a sincronização com o Wunderlist do computador em que trabalharei ao retornar à minha base é automática e tranquila, me permitindo fazer rapidamente o necessário Processamento (que é o hábito 2) ao chegar.

Em tempo: um caso especial da Captura, mencionado no livro do ZTD, é o das interrupções. Quando você está concentrado em fazer algo e é interrompido (por um telefonema, um colega que chega, um alerta de algum aplicativo, etc.), simplesmente registre na mesma Caixa de Entrada de sempre qualquer nova pendência que surgir, e siga na tarefa a que estava dedicado originalmente, confiante de que a nova pendência será devidamente tratada na próxima rodada de processamento.

Hábito 2. Wunderlist no Processamento

Processamento, você já sabe, não é sinônimo de execução – é tirar as coisas das caixas de entrada e posicioná-las onde devem estar para cumprir seu papel.

Quando eu estou no “modo Captura”, eu insiro todas as entradas em um grupo de tarefas do Wunderlist apropriadamente chamado de “Caixa de Entrada”, usando abreviaturas, sem me preocupar muito com a correção ortográfica – o importante é mencionar todos os dados necessários, porque sei que ao chegar na base eu farei o processamento e posso promover as devidas correções e ajustes.

Na hora do Processamento desta caixa de entrada, o que eu faço (além de corrigir erros de digitação e expandir as abreviações) é o que o ZTD minimalista propõe – leio cada um dos itens, na ordem que se encontram, e decido a ação apropriada na lista a seguir:

  • fazer imediatamente (se a ação necessária demorar menos de 2 minutos),
  • descartar,
  • delegar,
  • arquivar ou
  • inserir na lista de pendências, agenda de compromissos ou de contatos de forma apropriada.

Esse processamento ocorre várias vezes por dia, de modo que o grupo Caixa de Entrada tende a estar vazio e os outros grupos vão enchendo ツ

Além da Caixa de Entrada (Inbox), os outros grupos relevantes para a fase de Processamento são 2:

  • Futuro: neste grupo eu acumulo todas as tarefas e pendências que vão chegando e ainda não têm data definida para serem Executadas, mas sem o mesmo grau de tolerância da Caixa de Entrada: aqui só entram as tarefas já processadas, e descritas de maneira completa.
     

  • Big Rocks: o nome vem do texto do ZTD, que lembra a velha fábula que diz que quem deseja encher uma caixa com pedras e areia deve começar pelas pedras maiores, e aí ir colocando as pedras menores nos espaços que sobrarem, despejando a areia só no final. Ou seja: na pasta Big Rocks armazeno as tarefas mais extensas, mais complicadas, mais urgentes e mais importantes, para que possa sempre dar atenção especial a elas por primeiro na hora do Planejamento, que é o terceiro hábito do ZTD minimalista.

Hábito 3. Wunderlist no Planejamento

O hábito do Planejamento, no ZTD minimalista que estamos adotando como guia, é bem simples: a cada semana e a cada dia definir quais as tarefas que serão executadas no período.

O planejamento de cada semana ocorre movendo para o grupo “Semana” um conjunto de tarefas diretamente a partir dos grupos “Big Rocks” e “Futuro”, fazendo a escolha consciente sobre qual parte das pendências será atacada a cada vez.

Já o planejamento diário começa a cada final de dia e é completado na primeira hora do dia seguinte, movendo para o grupo “Pra hoje” um conjunto de tarefas do grupo “Semana”, conforme a disponibilidade de tempo e de esforço, os deslocamentos previstos, etc.

Nos 2 casos (semanal e diário) eu começo a escolha pelas tarefas mais extensas, complicadas ou relevantes (ou seja, as que um dia estiveram na pasta “Big Rocks”), e depois complemento com tarefas menores conforme a previsão de sobra de tempo e energia.

O complemento necessário é um grupo chamado “Pra amanhã”, que não é objeto de planejamento específico (ou seja: normalmente começa vazio) mas vai sendo preenchido ao longo do dia com tarefas complementares às que estão sendo executadas hoje, ou com os compromissos que vão sendo assumidos e não têm flexibilidade de tempo a ponto de serem incluídos no fluxo normal do Processamento.

A cada fim de dia, uma avaliação das tarefas completadas (o Wunderlist as mostra em destaque logo abaixo das pendências) e um planejamento inicial do dia seguinte são feitos, e no fim do expediente de sexta-feira ocorre a edição especial tratando da semana inteira ツ

Hábito 4. Wunderlist na Execução

A Execução é o hábito mais importante do ZTD e de qualquer método de produtividade pessoal: é aqui que as pendências e tarefas se convertem em ação, são resolvidas e viram um mero registro histórico de seu completamento ツ

E isso se faz consultando a lista “Pra Hoje”, escolhendo uma tarefa única, e concentrando-se na execução dela até concluir (ou enquanto for possível). E repetindo o processo várias vezes ao longo do dia, sempre que houver disponibilidade de começar mais uma.

Às vezes (por exemplo, em casos de interrupção, de definição inicial deficiente ou de impasse) uma tarefa “Pra Hoje” procria, ou mesmo se divide em outras menores, que já são incluídas diretamente na mesma lista para execução imediata, ou vão para a Caixa de Entrada aguardando Processamento posterior.

Nos raros casos em que eu termino a lista “Pra Hoje” muito cedo, eu tento adiantar o que já estiver no “Pra amanhã”, ou repito a fase de Planejamento.

Como mencionei na abertura, esta é a forma como eu opero, e o Wunderlist é a ferramenta que escolhi. Provavelmente você pode adaptar os mesmos 4 hábitos a outra forma de proceder e a outra ferramenta, ou mesmo acrescentar os graus de complexidade típicos do GTD se a sua rotina exige mais gerenciamento.

E se você o fizer, compartilhe conosco os resultados nos comentários!

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ZTD: um jeito Zen (e minimalista) de buscar a produtividade pessoal

ZTD é um método de produtividade pessoal baseado no GTD, mas que oferece uma alternativa de execução mais simples.

Ele dá atenção às mesmas mudanças de hábitos básicas que são essenciais ao sucesso no GTD, mas busca uma forma mais prática de operá-los, com foco na execução, na simplificação, e em minimizar a estrutura necessária.

Em outras palavras, é um enfoque de produtividade que busca um ponto de equilíbrio favorável entre a complexidade do método (e de suas ferramentas) e o objetivo alcançado.

Contrastando com o GTD

O método de produtividade pessoal que eu comento com mais frequência aqui no Efetividade é o GTD (Getting Things Done), porque é o que eu reconheço como resposta ao que o público me questiona: foco na eficiência, em cumprir todas as tarefas que surgem, em processos claramente definidos e estruturados, e com uma série de ferramentas interessantes que ajudam a atrair o interesse e manter a atenção durante as semanas em que a pessoa está incorporando o método à sua vida.

Eu já passei pelo GTD, continuo achando prático e bastante adequado, mas conforme os hábitos da produtividade pessoal vão se arraigando, acredito que o praticante tem oportunidade de escolher um caminho diferente: trocar a eficiência pela efetividade, deixar de lado a ideia de conseguir cumprir todas as tarefas que surgem e passar a pensar mais em prioridades e relevâncias.

Neste sentido, o método ZTD pode ser uma resposta superior. Só que, como tudo que envolve a iluminação do Zen, sua busca envolve trilhar um caminho, e não apenas conhecê-lo. Assim, passar pela prática do GTD para aperfeiçoar suas habilidades de organização pode ser um bom acesso à simplicidade do ZTD, para quando você estiver disposto a abrir mão da estrutura voltada ao planejamento e à manutenção de um sistema e de suas ferramentas, e se considerar pronto a manter a produtividade com o foco na tarefa em execução, no aqui e agora.

4 hábitos para o ZTD minimalista

O ZTD é definido na forma de 10 hábitos, mas seu autor propõe também uma forma minimalista de entendê-lo, baseada em ferramentas simples (um bloco, uma lista de pendências/tarefas, uma agenda de compromissos) e em apenas 4 hábitos, que veremos a seguir.
 

1. Capturar

Tenha sempre consigo uma caderneta (ou a ferramenta de anotações que lhe atender, mas sempre a mesma, e quanto mais simples, melhor) e anote livremente todas as tarefas, ideias, projetos e outras informações que lhe surgirem.

Assim como no GTD, o objetivo é ter um local confiável para consultar e acompanhar, e poder deixar a sua mente focalizada no presente, e não nas pendências.

Não gaste tempo encontrando o local certo para anotar: anote no próximo espaço livre da caderneta. Ao retornar à sua base, trate a caderneta como uma caixa de entrada qualquer: faça uma revisão e transfira as anotações para a sua lista de pendências, agenda de compromissos ou de contatos, conforme o caso.
 

2. Processar

Processar não é sinônimo de executar: é identificar o que precisa ser feito com cada item que chega, esvaziando as caixas de entrada a cada vez.

Tome decisões rapidamente sobre os itens nas suas caixas de entrada, não os deixe para depois. Deixar as coisas se acumularem é procrastinar decisões necessárias.

Processe suas caixas de entrada (e-mail, bandejas de documentos, correio de voz, SMS, bloco de anotações) ao menos uma vez por dia, e mais se necessário.

Ao processar, faça-o na ordem em que os itens estão (de cima para baixo), tomando uma decisão sobre cada item, como no GTD:

  • fazer imediatamente (se demorar menos de 2 minutos),
  • descartar,
  • delegar,
  • arquivar ou
  • inserir na sua lista de pendências ou agenda de compromissos.

 

3. Planejar

Defina as tarefas mais importantes para cada semana e dia.

A cada semana, com base em suas anotações, pendências e compromissos anotados, prepare a lista das Tarefas Mais Importantes (MITs – Most Important Tasks) que você deverá vencer, e a cada dia faça uma lista de 1 a 3 delas, e certifique-se de completá-las naquele dia.

Trate das Tarefas Mais Importantes no início do dia para tirá-las do caminho, e assim garanta que outras tarefas menos importantes que surgem não o impeçam de dedicar-se ao que foi escolhido para o dia.

Este será todo o seu planejamento: 3 tarefas mais importantes, e o conhecimento da lista de outras que estão pendentes. Você provavelmente não precisa mais do que isto em seu planejamento pessoal.
 

4. Executar (foco)

Este é um dos hábitos mais importantes, assim como em qualquer sistema de produtividade: é o ponto em que saímos do planejamento e vamos ao “fazejamento” – no caso do ZTD, tratando de uma tarefa de cada vez, e evitando as distrações.

Ao executar, selecione uma das suas pendências escolhidas para o dia (dando preferência às Tarefas Mais Importantes) e concentre-se nela, excluindo todo o restante. Tire da sua atenção o e-mail, comunicador instantâneo, redes sociais, outras coisas que estejam na sua mesa, etc.

Use um temporizador se desejar (usando a Técnica Pomodoro ou a da Galinha Temporal), ou simplesmente se concentre na tarefa por tanto tempo quanto possível.

Não se distraia. Se for interrompido, anote a solicitação ou a nova tarefa na sua caderneta (hábito 1) e prossiga na tarefa original. Não tente ser multitarefa.

O que ficou de fora

Para ser minimalista, esta implementação do ZTD naturalmente deixa de fora alguns hábitos que fazem parte do “ZTD integral”. A prática do modelo resumido pode servir bem para conhecer o método, mas é provável que você logo deseje incorporar algum dos que faltaram – ou vários, ou todos ツ

São eles:

  • Manter um sistema de listas simples
  • Organizar tudo
  • Revisões semanais
  • Simplificar as tarefas e projetos
  • Definir rotinas pessoais
  • Encontrar sua paixão

Para saber mais sobre os 4 hábitos mencionados e os 6 que ficaram de fora desta implementação minimalista, nosso post anterior sobre o ZTD tem detalhes e o link para o livro que define o método, bem como para uma tradução para o português que pode ser lida gratuitamente.

Existe também uma versão em audiobook (em inglês) para você se tornar mais produtivo mesmo quando está preso no engarrafamento, fazendo exercício, limpando a casa ou em qualquer outra situação em que possa ouvir o livro ツ

E a sede oficial do ZTD na Internet é o blog Zen Habits, mantido por seu autor, Leo Babauta.

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GTD: David Allen ensina a escapar da grande armadilha na implementação

GTD, você sabe, é o método de produtividade pessoal descrito inicialmente no livro “Getting Things Done”, de 2002 – cuja edição mais recente no Brasil saiu com o título de “A Arte de Fazer Acontecer” e é um guia básico para a visão de David Allen sobre como dar mais efetividade e foco à sua rotina.

O GTD, sobre o qual já tratamos muitas vezes aqui no Efetividade.net, é definido na forma de 5 estágios ou fases, incluindo as 3 abaixo, cuja distinção é bem clara e cuja compreensão é essencial para entender a natureza da grande armadilha na implementação do GTD:

Coleta: corresponde a identificar e registrar (em uma lista, em uma caixa de entrada, em um aplicativo, etc.) tudo que exige nossa atenção, que deveria estar em uma situação diferente daquela em que no momento se encontra, e que você sente que cabe a você provocar a mudança.

Processamento: é aquela fase geralmente registrada em fluxogramas do GTD, em que você analisa a informação coletada e verifica se pode ou não gerar ação, se pode ser delegada, se é material de referência, se precisa ser registrada para uma revisão futura, etc.

Execução: é o momento em que as tarefas que em algum momento foram coletadas e processadas são completadas. Você escolhe uma das ações da sua lista (de acordo com seu contexto, com o tempo disponível, etc.) e FAZ – é o ponto culminante do método, portanto.

(os outros 2 estágios são organizar e revisar)

Os mesmos 5 estágios do GTD servem para uma variada gama de atividades, sejam individuais ou em grupo, auxiliados por sistemas informatizados ou mesmo anotados em um bloco que você leva no bolso.

Claro que a complexidade da execução de cada passo (e das ferramentas que exige) varia de acordo com a natureza da situação, mas os mesmos 5 servem para assumir o controle das coisas se você estiver organizando a sua cozinha, tentando colocar em ordem a rotina doméstica ou do escritório, ou planejando um evento, por exemplo.

Mas há uma armadilha prática no caminho de quem quer adotar estes passos em sua vida, e para ilustrá-la, David Allen usa como exemplo a sua forma pessoal de fazer anotações de reuniões: para ele, o importante enquanto se está anotando é registrar tudo o que se percebe, sem decidir naquele momento o que é importante ou não, ou as implicações de cada informação – até porque não se sabe o que vai surgir na mesma reunião minutos depois modificando a importância do que já foi dito antes.

Assim, ainda no exemplo das anotações de reunião, o foco do primeiro momento é garantir a existência de registro de tudo que pode vir a ser importante, para ter material completo e confiável para analisar depois. Em um segundo momento, quando não mais se estiver operando no “modo anotação”, é que precisa ocorrer a análise, separando o que é significativo: o que vai exigir alguma ação, o que precisa ser guardado como referência, o que é lixo, etc.

Sumarizando a situação das reuniões, Allen conta que em geral descarta entre 80% e 90% das anotações que faz, mas enquanto está anotando, ainda não sabe quais das anotações serão as 10% que vão sobreviver à análise posterior – e muitas vezes não são aqueles que durante a reunião lhe pareciam os mais importantes.

Este exemplo ilustra o problema e o grande desafio a vencer também na implantação do GTD, quando se começa a praticar as fases de coleta, processamento e execução: as consequências negativas de se permitir sucumbir à tentação permanente para já ir categorizando e priorizando as informações enquanto a coleta está acontecendo.

Segundo Allen, comprimir estas 2 etapas em uma prática só parece dar certo durante algum tempo, parece ser mais eficiente, mas é o que faz as informações de reuniões se perderem, e – por extensão – as implementações de métodos de produtividade implodirem e terminarem em desistência para tanta gente.

Ele destaca: coleta, processamento e execução precisam ser fases nitidamente separadas, embora não haja problema em alternar de uma para outra livremente, conforme o fluxo do dia – desde que você não deixe coisas pendentes sem coletar, que você fatalmente esquecerá mas ficará com aquela sensação chata e improdutiva de que tem alguma coisa que está ficando para trás, mas você não consegue mais definir o que é.

Repetindo para fixar: a grande dica para quem está pensando em adotar o GTD é que a fase da coleta precisa ser mantida distinta do processamento e da execução, assim como capturar informações durante uma reunião é diferente de analisá-las e de colocar em prática as ações identificadas – tentar fazer tudo ao mesmo tempo pode fazer informações importantes se perderem, porque as outras pessoas da reunião não param de expor e ajustar as coisas enquanto você se fixa em já ir colocando em prática algo que ouviu.

Lembre-se, portanto, de sempre começar pela simples captura. Identifique as coisas que dependem de você e que não estão no piloto automático. Anote-as, reúna-as, coloque todas juntas para só depois pensar em importâncias e significados, e ter certeza de que, enquanto está executando, não há um item mais urgente ou mais importante na sua caixa de entrada que você deixou de perceber porque quis queimar etapas achando que estaria ganhando tempo!

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