20 dicas para melhorar as fotos no seu celular
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20 dicas para melhorar as fotos no seu celular

Que tal na próxima viagem ou festa de Natal da família tirar no seu celular fotos que agradarão mais que as daquele tio falador que em 2007 comprou uma câmera de 4000 dólares e acha que por isso virou profissional e não muda mais de assunto?

Infelizmente os tios faladores que acham que para registrar a alegria do momento precisam poder falar incansavelmente de detalhes técnicos da câmera, como se a ferramenta fosse a parte que garante o resultado, estão longe da extinção.

Mas se você passar as dicas abaixo para os seus primos e boa parte deles conseguirem tirar com câmeras simples fotos melhores do que as do tio mala, talvez na próxima festa em família ele reduza um pouco o discurso ツ

Novos tempos

No tempo das câmeras com filme, em que a foto casual era uma chance única cujo resultado só seria visto dias ou semanas depois, ninguém se permitia arriscar muito na criatividade, e gerações foram ensinadas a centralizar tudo, ligar o flash e garantir que tanto o pé quanto a cabeça de todo mundo estivessem no visor.

Hoje o problema das fotos casuais é quase o contrário: câmeras “inteligentes” que ajustam sozinhas o foco, a iluminação e até o momento do click (com “detector de face”, “detector de sorriso” e outros recursos similares) e aí a sua tia tira fotos pasteurizadas e sem vida.

Na prática, a melhor câmera é aquela que estiver com você no momento em que surge a oportunidade de uma foto. E se você estiver bem preparado e conhecer as capacidades e limitações da sua câmera, pode estar em melhores condições tirando uma foto com o seu celular, do que uma pessoa com uma câmera automática avançada mas pouca criatividade!

E preparar-se não significa virar um mestre em composição, enquadramento, iluminação e pós-produção. Basta aplicar o bom senso, um pouco de persistência e uma série de dicas simples que veremos a seguir.

Planejamento

  1. Conheça e aceite os limites da sua câmera. Algumas câmeras casuais não se prestam tão bem a tirar fotos em ambientes pouco iluminados, ou muito de longe, ou muito de perto, ou de objetos em movimento, etc. Experimente com sua câmera em situações similares às que você deseja fotografar, para saber como melhor tirar proveito dela quando a oportunidade real chegar!

     

  2. Pratique o uso do seu flash fora de casa: Ao tirar retratos fora de casa, dependendo das condições de iluminação, o rosto ficará sombreado. Dominar o uso do flash nessas condições exige alguma prática, mas praticar com fotos digitais custa pouco – convide alguém e pratique posicionamento (contra a luz, a favor da luz, na sombra, etc.) e distâncias até saber como se posicionar – e aí aplique o que aprendeu, quando chegar a hora certa (que não é o momento de inventar ou testar, pois a oportunidade de foto é efêmera). Às vezes a distância máxima para uso do flash ao ar livre não passa de 5 ou 6 passos, e se você tirar fotos com ele ligado a distâncias superiores a isso, o efeito será o oposto ao desejado: vai ficar tudo escuro.

     

  3. Tenha memória e bateria suficientes: a marca do fotógrafo mal-sucedido é o despreparo. Quem já não viu alguém num canto da festa apagando fotos da memória da câmera porque acabou o espaço, e reclamando porque está tendo de apagar fotos de que havia gostado? Quem nunca ouviu a clássica pergunta desesperada: “alguém tem pilha? a minha acabou! Alguém tem carregador?” Se você gosta de fotografar, comprar mais um ou dois cartões de memória para a sua câmera não é caro, e ter carregador ou baterias carregadas de reserva é essencial.

     

  4. Limpe a lente! Especialmente se você estiver usando uma câmera de celular sem proteção, lembre-se de limpá-la antes, usando o material indicado pelo fabricante – subitamente suas fotos ganharão mais nitidez ツ

 

Direção

  1. Seja o diretor, e não o operador de câmera: Se estiver tirando fotos de pessoas posando, não se omita: seu papel não é apenas apertar o botão. Vá além das clássicos ordens direcionais (“um passo pra trás”, “mais pra direita”). Procure o melhor fundo, a melhor iluminação, reagrupe-as, aproxime-as. Procure mostrar na foto a personalidade delas, tire diversas fotos para depois escolher as melhores. Mas não exagere, senão logo elas vão parar de colaborar!

     

  2. Aproveite a iluminação do ambiente: Exceto se você for um expert no uso do flash, o bom uso da luz do ambiente é essencial para as fotos casuais. Quando filtros, rebatimentos e outros recursos avançados não estão ao alcance, a regra básica é simples: o jeito fácil de os rostos das pessoas estarem visíveis é elas estarem de frente para a fonte de luz predominante no ambiente (torcendo para ela ser suave o bastante para não criar sombras estranhas), e o fotógrafo estar de costas para ela, senão pode acontecer como no exemplo da imagem acima. E isso vale especialmente para câmeras de celulares.

     

  3. Prefira um plano de fundo que seja uniforme: manter simples a composição facilita atingir fotos de qualidade mesmo com câmeras simples. O fundo não precisa ser liso (embora seja desejável em boa parte das situações casuais), mas idealmente deve ser contínuo. Tome cuidado especialmente com composições que façam parecer que um galho ou um poste “nascem” da cabeça de alguém retratado. Um fundo uniforme destaca o tema da sua foto.

     

  4. Conte a história toda: Se estiver fotografando um evento, como uma viagem ou uma festa, não se esqueça de contar a história toda: registre os preparativos, a partida, arrumações, chegada de convidados, retorno, etc. Tire muitas fotos, e depois escolha quais merecem ser guardadas. O registro ficará muito mais rico.

     

  5. Mantenha a câmera em alta resolução e sem zoom digital: Uma dica clássica, e completamente desnecessária se você seguiu a dica lá de cima sobre estar preparado, era configurar a câmera para usar baixas resoluções, permitindo assim guardar mais fotos na memória. Tenha bastante memória disponível, e aí não tenha medo de manter a configuração original de resolução – 5 megapixels ou mais, e nunca menos de 3 megapixels. Você sempre pode reduzi-las na hora de arquivá-las no micro, se desejar, mas mantê-las em alta resolução lhe dará a opção futura de imprimir com qualidade, até mesmo em formatos maiores. Quanto ao zoom digital: ele não acrescenta nada à sua foto, apenas retira. Se você não tiver zoom óptico (aquele que faz a lente se alongar e é especialmente raro em câmeras de smartphones, por exemplo), tire as suas fotos sem zoom, e se for o caso amplie-as seletivamente (trabalhando em uma cópia) no computador depois. Na dúvida, use os seus pés como zoom: aproxime-se do objeto!

Na hora da foto

  1. Segure firme! Muitas câmeras atuais têm algum recurso para evitar o efeito tremido, mas até mesmo nelas o ideal é segurar a câmera com estabilidade na hora de tirar a foto. Uma técnica simples é afastar as pernas para ter mais estabilidade, firmar os cotovelos junto ao corpo e erguer as duas mãos segurando a câmera próximo ao rosto, prendendo a respiração enquanto finaliza o enquadramento e aperta o botão delicadamente. Quando possível, você também pode firmar os cotovelos ou ou pulsos em algum objeto do ambiente.

     

  2. Não centralize tudo, nem tenha medo de “cortar os pés” Dê mais vida e dinamismo às suas fotos, abandonando a técnica antiga de deixar o ponto principal da foto exatamente no seu centro. Uma das maneiras mais básicas de obter um enquadramento harmonioso é imaginar que a sua foto é um grande tabuleiro de jogo da velha retangular, e alinhar o corpo (ou o rosto, se for um retrato) do modelo a uma das duas linhas verticais traçadas. Depois de dominar o alinhamento básico, você pode buscar aprender mais sobre o bom uso da grade de 3×3 células formada pelo “jogo da velha”, usando bem suas linhas e células para enquadrar – por exemplo, deixando livre o terço superior, como no exemplo acima, ou um dos terços laterais. Dica extra: algumas câmeras (como a do iPhone, se você estiver usando o iOS 5 ou superior) dispõem do recurso de exibir esta grade diretamente no display, facilitando a vida de nós, amadores.

     

  3. Dê dois ou cinco passos para a frente… Se for o caso, tome emprestado do Cinema o chamado Plano Americano (do joelho pra cima, mostrando melhor a expressividade do rosto, sem esconder o fundo) ou o Plano Médio (da cintura pra cima, mostrando com clareza a interação entre os modelos). Meu avô dizia que uma foto bem enquadrada mostra ao mesmo tempo os pés e a cabeça do modelo, mas às vezes faz bastante sentido tirar as fotos bem mais de perto. Enquadre bem, e conscientemente, mas não tenha medo de tirar as fotos um pouco mais de perto.

     

  4. Ajuste o foco: já aconteceu de você tirar uma foto, e ao vê-la posteriormente, perceber que a câmera colocou em foco alguma coisa do fundo da imagem, e o que você queria mostrar ficou borrado? Em câmeras digitais comuns, para “travar” o foco, você deve apontar a mira da sua câmera digital exatamente para o ponto que deseja focalizar, e aí apertar o disparador até a metade, aguardando para que seja focalizado (até ouvir um bip, ou ver o indicador da mira ficar verde). Aí, sem soltar o disparador (que está apertado apenas até a metade), reposicione a câmera para dar o enquadramento que desejar – o foco permanecerá fixo, por mais que você reenquadre. Na câmera do iPhone a coisa é mais simples: basta tocar no ponto que você deseja focalizar, e aguardar 2s enquanto ele ajusta foco e iluminação.

     

  5. Para fotos de crianças, se abaixe: Especialmente se for tirar fotos de crianças ou bichos, procure segurar a câmera na altura dos olhos deles. A foto vai ficar muito mais interessante e natural, mesmo que eles não estejam olhando para a lente da câmera! Tirar fotos de cima para baixo ou de baixo para cima pode ser interessante como expressão de criatividade previamente ensaiada, mas não como demonstração de pressa ou de preguiça para fazer o enquadramento essencial ツ

     

  6. Para surpreender, procure composições e enquadramentos criativos: Depois de ter garantido o sucesso com o enquadramento básico, procure um ponto de vista criativo: fotos de reflexos do seu objeto, silhuetas, sombras, pontos de vista incomuns, etc. Mas se a ideia for registrar um momento ou uma pessoa, o ideal é começar pela objetividade simples, e só depois ir para a complexidade artístico.

 

Completando a infraestrutura

     

  1. Automatize o que precisar: Eu prefiro escolher sozinho o foco e o momento exato da foto, mas há quem tenha dificuldades na operação ou coordenação e acaba tirando grande quantidade de fotos tremidas, fora de foco, ou perdendo o momento exato que queria registrar. Se você conhece alguém assim, insira na lista de possíveis presentes de aniversário para esta pessoa uma câmera com estabilização automática de imagem, detecção de face (‘face detection’) e detecção de sorriso (‘smile shutter’). As configurações avançadas podem ser complicadas (de sorrisinho a gargalhada, sorrisos de todos os modelos ou de um específico, etc.), mas a configuração padrão tende a ser boa, bastando ativá-la (e essa parte é fácil) quando necessário.

     

  2. Melhorando os auto-retratos As câmeras digitais, especialmente as de celulares e smartphones, são responsáveis pela proliferação de auto-retratos tirados segurando a câmera com o braço esticado, tendo de adivinhar o enquadramento, o foco e o fundo. Muitas vezes, mesmo que a foto não fique tecnicamente boa, serve como um registro divertido e interessante. Se você tem o hábito, peça ao Papai Noel uma câmera com flip no display LCD, permitindo girá-lo para ver a imagem mesmo quando se está de frente para a lente. Outra alternativa é um celular com câmera frontal. Se não rolar, ao menos procure uma câmera com um mini-espelho de enquadramento ao lado da lente.

     

  3. Estabilizando com um mini tripé: Se você gosta de tirar fotos de si mesmo (seja com o timer da própria câmera, ou segurando a câmera apontada para si), está na hora de arranjar um mini-tripé. Muitos deles cabem, quando desarmados, no estojo da sua câmera. Eles permitem melhor posicionamento e controle de enquadramento, e os modelos básicos custam tão barato que não vale a pena continuar sem eles.

     

  4. Imprimindo Hoje a maior parte das fotos tem como destino o compartilhamento on-line, mas imprimir fotos em casa, com qualidade que se aproxima dos serviços profissionais comuns, geralmente pode ser feito em uma impressora doméstica típica, operando em seu modo de mais alta qualidade e com papéis fotográficos que você encontra na papelaria da esquina. Pode servir bem para uma impressão casual ou eventual, para colocar na parede ou para dar de presente para a vovó. Eu sempre tenho em casa algumas folhas de papel fotográfico compradas na papelaria da esquina, e de vez em quando elas são úteis – mas tomo o cuidado de guardá-las seguindo as recomendações do fabricante, expressas no envelope, senão elas estragam rapidinho antes de imprimir.

     

  5. Softwares Câmeras de celular podem ser melhor aproveitadas com uma série de apps, como o Camera+ do iPhone. E as fotos de qualquer câmera podem ser pós-produzidas com simplicidade suficiente até mesmo para amadores, usando aplicativos como o Photoshop Elements, o Gimp ou muitos outros que você pode pesquisar e experimentar!

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Carregue menos peso com eBooks

 Por Stella Dauer, autora convidada

Não há nada menos eficiente do que carregar uma mochila ou mala cheia de livros, sejam aqueles para serem lidos durante uma viagem ou todos os necessários para sua tese ou trabalho de conclusão de curso. Além de prejudicarem as costas, são pouco práticos porque ocupam espaço precioso onde você poderia, por exemplo, estar guardando um guarda chuva ou agasalho, muito úteis quando o tempo vira sem aviso.

Entretanto, ler é um hábito maravilhoso, estimulante e importante. Não dá pra perder aquelas preciosas horas dentro do transporte público ou na fila do banco olhando para o teto. Aproveitar esses momentos de “ócio forçado” lendo um bom livro ajuda a relaxar e faz você se abstrair dos problemas atuais, além de deixar você mais informado em um tempo que você não utilizaria para mais nada importante.

Com o crescimento cada vez mais forte dos livros digitais (eBooks) no exterior e agora aqui no Brasil, é possível levar praticamente uma biblioteca inteira no bolso da camisa, dentro de um smartphone, ou em menos de 300 gramas, utilizando um discreto eReader.

Com o mesmo peso de um livro normal, você pode levar até 1500 livros em um eReader como o Kindle, que é leve e ainda possui conexão sem fio. No seu smartphone é possível instalar aplicativos que permitem ler desde quadrinhos até livros técnicos gigantescos, além de artigos. Nada mais eficiente e prático para um estudante do último semestre, seja de qual curso for.

Vamos conferir agora uma lista de locais em que você pode ler um livro digital, bem como dicas de aplicativos para eles:

  • No computador: O mais conhecido aplicativo para desktops e notebooks é o ADE da Adobe. Mas se você quiser algo mais versátil, pode tentar o gerenciador de bibliotecas Calibre ou um complemento para o Firefox, de nome ePub Read. Ainda no navegador, você pode ler seus livros em sites como o Bookworm ou o Ibis Reader. A Amazon e a Saraiva já disponibilizam aplicativos para o computador. Todos os aplicativos e complementos citados aqui são gratuitos.
  • Na tablet e nos smartphones: Não importa qual a marca da sua tablet ou smartphone, já existe um aplicativo para leitura de eBooks nela. Se você possui um iPad, ele já vêm com o app iBooks, mas você também poderá baixar o Bluefire, o iFlow e o Saraiva Reader. Se você tiver uma tablet com Android, o app da Saraiva também está disponível, e além dele o Mantano Reader e Aldiko. Todos os apps citados aqui são gratuitos.
  • No eReader: Um eReader não exige nenhum aplicativo para ler eBooks, pois seu único uso é para isso. É importante apenas conferir se o aparelho que você pretende comprar é compatível com os formatos que você mais utiliza. Aqui no Brasil já temos alguns aparelhos como o KindlePositivo Alfairiver cover storyCool-erCybook OpusW860, entre outros. As maiores vantagens desses aparelhos são seu tamanho reduzido, a longa duração da bateria e a excelente tela de tinta eletrônica, que a faz muito parecida com um livro em papel, deixando a leitura menos agressiva aos olhos.

Mais algumas dicas para adquirir seu livro digital:

  • Confira o formato do eBook. Livros com muitas imagens, quadrinhos e infantis costumam ser vendidos no formato PDF. Já os romances, ficções e outros títulos com muito texto se encaixam melhor em formatos como o ePub – padrão mundial de eBooks – ou AZW – formato do Kindle.
  • Veja se ele possui alguma proteção. Para evitar a pirataria, muitos eBooks vêm com uma proteção especial. Os da Amazon e da Apple possuem proteções próprias, permitindo que o leitor apenas utilize seus livros nos hardwares e softwares próprios. Já outras editoras adotam o DRM da Adobe, que permite que o livro seja lido em até 6 dispositivos. É bom ficar de olho.
  • Preste atenção no preço. Alguns eBooks estão sendo vendidos por preços maiores do que os livros impressos, veja se vale a pena. Ao mesmo tempo, os livros digitais dão oportunidade a autores independentes, que costumam comercializar seus títulos a menores preços, facilitando a oportunidade de serem conhecidos.

Atualmente temos ainda poucos títulos em português disponíveis em formato digital. Mas se você lê em Inglês ou quer treinar o idioma, a Amazon possui um acervo de 750 mil títulos dos mais variados títulos, que podem ser adquiridos aqui no Brasil. Entre as lojas brasileiras, temos a SaraivaLivraria CulturaSubmarinoSimplíssimo e outros.

Vida longa ao livro digital!

A autora convidada Stella Dauer é designer e e-book evangelist da Simplíssimo. É especialista em gadgets, trabalha com livros desde 2006 e pesquisa e divulga o livro digital desde 2009.
 

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Utilidade extra para seus cartões indesejados

A competitividade do mercado faz com que cada vez mais empresas queiram disputar uma fatia dos nossos recursos (e das informações sobre eles).

Uma forma popular de fazê-lo envolve oferecer cartões que as habilitam a virar intermediárias dos nossos pagamentos, do nosso crédito ou titulares da nossa “fidelização”, conceito mais amplo e que permite que até a farmácia e a papelaria da esquina desejem que andemos com um cartão delas sempre no bolso.

Cartões indesejados chegando na nossa caixa do correio ou sendo oferecidos no balcão de cada loja são cada vez mais comuns. E mesmo os cartões que não são indesejados se acumulam, precisando ser adequadamente tratados quando expiram ou deixam de ser úteis.

Andar com uma quantidade muito grande de cartões é imprático e nem sempre é a alternativa mais segura. Frequentemente eles podem ser substituídos por outra forma de identificação e, na prática, nem sempre é do interesse do consumidor – apesar do benefício oferecido pelo lojista – identificar-se tão docilmente a cada compra.

É por esses e outros motivos que muitas vezes a alternativa de inutilizar e se desfazer de um cartão é especialmente atrativa.

 

Entra em cena a prensa de palhetas

Desfazer-se de um cartão indesejado é um ato que frequentemente vem acompanhado de uma emoção. Quando é o caso,  a tesoura acaba sendo uma arma ao mesmo tempo em que é uma ferramenta ;-)

Talvez seja este potencial que tenha me atraído a atenção para o Pickmaster Plectrum Punch: um dispositivo que opera sob o mesmo princípio do clássico perfurador de papel, mas ao ser aplicado sobre um cartão de crédito ou de fidelidade, produz palhetas para seu violão ou guitarra.

Claro que, do ponto de vista da (mínima) utilidade prática, você pode escolher outros materiais, e assim produzir palhetas mais finas ou mais duras. Mas a sensação de produzir música a partir do ato de rejeição ao cartão que alguém queria usar para lhe fisgar também é bem interessante ;-)

Claro que dá pra fazer as palhetas de cartão de crédito usando só uma tesoura, mas a simples existência do dispositivo especializado pode ser um motivo a mais para lembrá-lo deste uso secundário (ou primário, no caso dos cartões que você não deseja) para todo esse plástico que se acumula nas caixas de correio!

E a possível vantagem de usar as letras em alto relevo (quando houver) pra dar mais firmeza na pegada da palheta também não pode ser desconsiderada ;-)

 

Outros usos para seu cartão indesejado

Dá para extrair várias outras utilidades de um cartão que você não pretende aceitar. Aqui estão algumas delas:

Um suporte de mesa para o seu celular

 

Um carretel para fones de ouvido

 

Um organizador de cabos

Mas, seja lá o que você for fazer, certifique-se de não deixar íntegros o chip, a tarja magnética e a sua identificação, para que a utilidade secundária não se transforme em um risco primário!

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Leatherman Skeletool CX: uma multiferramenta diet

Que tal uma ferramenta de bolso versátil e resistente, mas mais leve que a maioria de suas concorrentes?

O segredo é simples. Lembra do chocolate Suflair, que a Nestlé descreve como aerado, porque é preenchido por bolhinhas de ar, ao invés de ser totalmente preenchido como os demais concorrentes?

Não falta quem critique este chocolate por “vender ar e cobrar mais caro”, mas nunca consegui concordar com este tipo de crítica: a consistência do Suflair é diferente, isso é parte da sua “receita”, e o resultado final é bom – vale o preço, e a leveza é um diferencial interessante, ainda que surpreendente.

E o que acontece com o Leatherman Skeletool CX é um efeito nesta mesma linha, embora seja mais fácil perceber a vantagem: embora tenha dimensões similares às de outras ferramentas similares da Leatherman e da Victorinox, ele é bem mais leve, e isso se explica por sua estrutura também ser “aerada” – veja na foto a quantidade de furos nas partes não-estruturais do seu corpo.

Não é só isso que o deixa mais leve, entretanto: ele poderia ser chamado de uma versão diet das outras multiferramentas da Leatherman, trocando a usual quantidade avassaladora de ferramentas por uma seleção minimalista.

O Leatherman Skeletool tem “apenas”:

  • alicate universal (com corte em 2 gradações: normal e duro)
  • suporte com trava para as ponteiras (“bits”) intercambiáveis da Leatherman (chaves de fenda, philips, allen, etc.)
  • acompanham 2 bits, uma com chaves philips (#1 e #2) e outra com chaves de fenda (3/16 e 1/4) – uma vem inserida no suporte, pronta para usar, e a outra vem no compartimento para a bit extra, embutido no cabo
  • abridor de garrafas
  • prendedor tipo mosquetão/carabiner
  • uma bela lâmina lisa com trava (para não fechar na hora errada) e abertura com uma só mão

Para alguns usuários isso significa menos volume e peso no bolso (ou na cintura, para os aventureiros e profissionais que andam com ele acoplado ao cinto, usando uma bainha ou o clip removível embutido), mas para quem vive de maneira mais urbana, talvez possa significar menos peso na mochila, sem renunciar às ferramentas no dia-a-dia.

Eu desenvolvi o hábito de levar comigo multiferramentas há anos, e comecei com modelos bem mais “completos”, que incluíam serras, réguas, descascadores de cabos, limas, lixas, etc.

Mas com o tempo fui percebendo que – embora sejam uma grande ideia para quando não se tem acesso a uma caixa de ferramentas tradicional – a multiferramenta para mim é mais útil como primeiro recurso, em nome da comodidade. Se eu precisar limar ou serrar alguma coisa, geralmente dá tempo de ir procurar a caixa de ferramentas completa.

Foi assim que, há algumas semanas, migrei de um modelo mais “parrudo” para o Skeletool CX que hoje descrevo.

E ele passou a ser útil desde o primeiro dia, e todos os dias desde então. A lâmina afiada e em formato bem pensado abre desde o saco de carvão até as mais diabólicas embalagens de eletrônicos (aquelas em plástico transparente rígido que parecem ter sido projetadas para nos causar frustração tentando descobrir como se abre!), as ponteiras de fenda e philips ajustam, abrem e apertam a cadeira do escritório, o suporte do monitor e o compartimento de pilhas do brinquedo mal projetado, e o abridor de garrafas… abre garrafas.

Como não é a minha primeira multiferramenta da Leatherman, eu já tinha um acessório que multiplica a utilidade da ferramenta: um kit de bits adicionais, que me permite apertar e soltar parafusos allen, torx e tamanhos de philips e fenda que não vêm inclusos no pacote da ferramenta em si.

Eu também ganhei de brinde promocional uma bainha de nylon como a da foto acima. A Leatherman vende grande variedade de bainhas, mas achei essa especialmente bem pensada porque conta com um bolso interno para levar um kit de bits, e 2 porta-acessórios externos (que também servem como porta-canetas, além de ter um diferencial interessante em relação a outros modelos da Leatherman: possui um orifício que permite embainhar a ferramenta mesmo quando aberta (ou seja, quando assume a forma de um alicate).

Sou fã de multiferramentas, e na nossa série sobre as mochilas dos leitores ficou claro que vocês também são. Recomendo, portanto, uma olhada no Skeletool CX, nem que seja para colocar na lista do Papai Noel no final do ano! ;-)

E leia também: Leatherman K502X: uma ferramenta de bolso que você pode usar de verdade

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GTD (e ZTD) com o Things

No post de ontem sobre produtividade pessoal zen com o ZTD, comentei que alterno entre ZTD e GTD de acordo com a demanda: vivo o ZTD, mas adoto o GTD quando a intensidade das entregas esperadas aumenta muito.

E é o caso das últimas semanas: colocar no ar um novo blog como o BR-Mac.org exige uma série de atividades, contatos, procedimentos e entregas. E tudo isso sem parar meus demais projetos, naturalmente – formando assim um prato cheio para o GTD e sua filosofia baseada em dizer para as tarefas: “o que vier eu traço”.

Seja com GTD ou com ZTD, entretanto, há uma necessidade comum: uma ferramenta para registrar e controlar a lista de tarefas e pendências de cada período.

Até recentemente eu usava papel e caneta pra isso – aderindo exatamente às ferramentas preferidas pela maioria dos leitores do Efetividade para esta tarefa.

Mas nas semanas preliminares ao lançamento do BR-Mac eu acabei tendo contato mais próximo com uma ferramenta digital para essa tarefa (e que também consta entre as preferidas dos leitores): o Things.

Programas de gerenciamento de tarefas são bastante similares entre si, mas o Things (na versão para Mac) tem um diferencial interessante para quem, como eu, é informado da maioria das suas tarefas via e-mails ou páginas da web:

É uma combinação de teclas de captura que cria uma nova tarefa contendo link para o e-mail ou URL que estiverem abertos, já copiando para a sua descrição o trecho do texto que estiver selecionado. É só editar um título, associar a algum dos meus projetos e preencher um prazo (se for o caso) e dar Enter, e sou devolvido para o aplicativo em que estava antes, com o mínimo de interrupção.

Além disso, a sua interface caprichada no Mac, espartana no iPhone e a integração facilitada entre os 2 (e também com a versão para iPad), via Wi-Fi, são o que eu preciso para manter as tarefas em dia quando as coisas se agitam ;-)

Escrevi detalhadamente sobre o Things no artigo “Produtividade: GTD no Mac e no iPhone com o Things“, cuja leitura recomendo ;-)

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Smartphone na sala de aula

Estudantes que usam bem os seus smartphones ou celulares com acesso à Internet têm sempre à mão um instrumento importante para reduzir o esforço e aumentar o aproveitamento dos seus cursos.

Se você está cursando a faculdade ou pós-graduação geralmente não precisa se preocupar com a permissão de usá-lo em classe, mas alunos das série anteriores ou de professores peculiares podem precisar ser os agentes de mudança que permitirão, com a justificativa da utilidade (e preservando o direito de o professor disciplinar abusos), fazer com que smartphones e tablets passem a ser considerados materiais de uso escolar também, como este estudante que “conseguiu autorização da coordenação” para usar tecnologia móvel a seu favor na sala de aula.

A variedade de opções em aplicativos de smartphones que podem ser úteis para o estudante é tão grande que me impede até de tentar esgotar todas: selecionei apenas as 6 que mais uso, e deixo a questão aberta para vocês complementarem nos comentários – havendo respostas interessantes, em uma semana complementarei o artigo com as sugestões de vocês.

E não precisam se restringir às categorias que eu mencionei abaixo – há categorias bem mais criativas, como ajustar o ciclo do sono, ler documentos e ebooks, fazer mapas mentais, auxílio à memorização, e tantas outras.

Por enquanto, ficamos com as 6 dicas que selecionei, e que podem criar o arsenal básico do estudante conectado!

A câmera do seu telefone

A câmera do celular pode ser a melhor amiga do estudante. Embora não substitua boa anotações, ela pode complementá-las muito bem, na forma de:

  • uma foto tirada estrategicamente do quadro no momento em que o professor acabou de demonstrar sua conclusão ou registrar quais datas e assuntos vão caber a cada equipe no trabalho em grupos, ou
  • da URL do site que o professor mostrou usando o projetor, ou
  • do caderno do seu colega que tomou nota de uma observação importante que você não conseguiu compreender e vai pesquisar mais tarde em casa, ou
  • da página crucial do material do curso que circulou pela sala mas só há um exemplar disponível.

Lembre-se sempre de verificar que você tem autorização para fazê-lo, especialmente quando houver questões de direito de imagem (fotos de pessoas) envolvidas. E desligue o flash e o som da câmera do celular, para não passar uma impressão completamente errada!

Para as fotos de material apresentado em aula ou do quadro, embora – ao contrário do que muitas vezes os cursinhos informam a seus alunos – a Lei 9.610 garanta (Art. 46, IV) que não constitui ofensa aos direitos autorais “o apanhado de lições em estabelecimentos de ensino por aqueles a quem elas se dirigem”, sem mencionar distinção de meios (ou seja: por escrito, imagem, áudio, etc.) e proibindo apenas a sua publicação (mesmo que parcial), não vale a pena discutir em sala de aula com um professor se ele negar esse direito – o melhor é levar a questão diretamente à coordenação, preferencialmente por escrito, solicitando a observância deste direito sem necessariamente mencionar negações previamente ocorridas, assinada por múltiplos alunos, e solicitando no protocolo a confirmação de recebimento em uma cópia integral.

Centralizando as anotações no Evernote

No ano passado eu consultei os leitores sobre quais as suas ferramentas preferidas para anotações e referências e, embora papel e caneta tenham sido campeões, o software Evernote foi o melhor colocado entre as alternativas virtuais.

Ele está disponível para iPhone, iPad, Android, Blackberry, Palm e Windows Mobile, além de versões na web e em computadores com Mac e Windows – e se encarrega de automaticamente sincronizar os dados do seu computador com os do seu smartphone, via Internet, sem ter de conectar cabos USB ou algo assim.

Além dessa qualidade de poder acessar os dados em qualquer lugar, ele permite capturas variadas: uma foto, uma anotação rápida, um texto colado da web, uma URL, e assim por diante – e você pode facilmente categorizar e agrupar essa informação, e realizar buscas sobre elas.

Eu sou fã de manter minhas próprias anotações em papel, mas o Evernote me permite não ter de levar comigo os papeis que outros me entregam – se o curso dá apostilas ou folhetos, eu fotografo ou procuro a versão em PDF, arquivo no Evernote, e sei que ele estará lá quando eu precisar dele, seja no celular durante uma aula ou no computador quando for hora de estudar ou produzir algo.

E mesmo no caso das anotações em papel, o Evernote também me ajuda: se anoto algo em folhas soltas, simplesmente tiro uma foto ao final e arquivo diretamente na categoria correspondente no Evernote, e posso jogar fora para reciclagem a folha solta original, que não vai ficar amarrotando no bolso até ficar ilegível.

Instapaper & Read later

Muito do que estudamos hoje é on-line a partir de material disponível na web – mas quando nos esforçamos para manter o foco naquilo que precisamos fazer neste momento, as divindades que regulam a vida digital se alvoroçam e começam a colocar em nosso caminho muitos outros textos que sabemos que também podem nos interessar, mas que simplesmente não temos tempo de ler agora.

A minha solução para isso é o Instapaper, um serviço on-line que cria um favorito com o nome de “Ler depois” (“Read later”) no seu navegador, e associa a você. Sempre que a situação acima acontecer, basta clicar no “Ler depois”, e pronto – não precisa catalogar, não aparece outra janela, nada precisa ser preenchido – pode até fechar a janela imediatamente.

No momento em que você quiser ler os textos que marcou assim, basta entrar no site do Instapaper e o texto completo dele estará lá, juntamente com um link para o original.

Usuários do iPhone têm direito a um luxo adicional: instalar no celular uma app que, a cada vez que você a usa, carrega para a memória do aparelho os textos que você marcou para ler depois. Assim você poderá lê-los, na telinha do celular, mesmo quando estiver offline.

Existem outras ferramentas para tarefas similares, portanto recomendo uma visita ao artigo anterior “Gerenciamento de leituras pendentes: as ferramentas preferidas dos leitores“.

Mantendo o controle da lista de tarefas

Essa é uma área em que os smartphones brilham, e até os celulares mais simples muitas vezes permitem agendar compromissos e tarefas, e tocar um alarme na hora certa para você não esquecer.

São tantas opções, que não vou me arriscar a apontar uma como a melhor de todas – recomendo apenas uma boa olhada no artigo anterior “Gerenciamento de tarefas e pendências: as ferramentas preferidas dos leitores do Efetividade” para você fazer uma boa escolha, se ainda não tiver preferência formada.

Mas a vida escolar gera tantas tarefas e pendências, que é um grande desperdício não fazer uso de uma ferramenta tão conveniente para lembrar delas.

Anotando com a voz no gravador de áudio

Muitos celulares têm possibilidade de gravar pequenos clips de áudio, e eles são muito úteis para anotar aquela ideia que surgiu no momento em que você não tem onde anotar – afinal, o celular está ali, sempre ao seu alcance.

Depois é só lembrar de transcrever para o lugar certo – a não ser que você esteja usando algum aplicativo como o Evernote, que pode ser o lugar certo para deixar a anotação, mesmo sem transcrição, pois ele lida bem com clips de áudio também.

Arquivos no bolso com o Dropbox

Lembrar de levar em um pen drive os arquivos da apresentação em grupo ou do trabalho que será discutido em classe é bom. Mas melhor ainda é tê-los também sempre disponíveis no smartphone, inclusive para uma última consulta no trajeto de ônibus até a escola – e é isso que o Dropbox (para iPhone, Android e Blackberry) oferece.

Já mencionei anteriormente que o Dropbox é ótimo para sincronizar arquivos entre computadores (com Windows, Mac ou Linux), porque ele cria uma pasta específica para isso no seu disco e disponibiliza aos demais computadores em que você o usa tudo o que você for gravando nela.

Uso o Dropbox nos computadores todos os dias, e tenho ele instalado no iPhone para emergências – uma consulta de última hora a uma apresentação, rever um documento, ou mesmo mandar um arquivo por e-mail para alguém no momento crucial.

Não é necessário ter aplicativos adicionais (estilo “*Office”) para consultar esses textos e apresentações: o próprio Dropbox dá um jeito de exibir seu conteúdo. E nos casos em que você tem expectativa de não ter conexão à Internet onde quiser usar os arquivos no seu celular, é possível marcá-los como favoritos e o sistema se encarregará de gravar uma cópia local, sincronizando-a toda vez que você acessar o sistema e estiver on-line, e deixando visível no celular a versão mais recente mesmo offline.

Discrição é essencial

Seja sempre discreto! Mesmo quando o smartphone, o celular, o tablet e o notebook são bem recebidos pelos professores e colegas, isso nunca é desculpa para você atrapalhar o trabalho e a atenção de alguém.

Desligue sempre todos os sons, não estenda o fio do carregador pela sala, digite o mais silenciosamente possível, não fique chamando colegas para olhar o que você tem na tela e, se o que você tem na tela tiver grande potencial de distrair os colegas ao seu redor, considere a possibilidade de deixar para fazer depois.

Agora é com você!

Mal arranhei a superfície do que um smartphone pode fazer pelos estudantes, mas a lista de itens acima sintetiza o uso que faço do meu aparelho quando estou no papel de aluno.

Deixei de detalhar uma ferramenta que quase vale por todas as outras somadas: o navegador web de um smartphone conectado. Google, Wikipédia, sites com modelos, referências, exercícios, complementos e tudo o que você imaginar estão literalmente ao alcance dos seus dados na sala de aula e podem enriquecer muito as aulas e os exercícios, se bem usados.

Mas agora é sua vez : compartilhe conosco nos comentários os nomes das aplicações para smartphones e tablets que você usa (ou gostaria de usar) para aumentar sua produtividade escolar!

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Acabe com o spam SMS no celular

Mensagens SMS indesejadas trazendo avisos comerciais ou promocionais enviadas pela operadora de telefonia celular e seus parceiros (que, para abreviar, chamaremos neste artigo de “Spams SMS”) são um problema que assola muitos de nós: verdadeiros torpedos apontados para a nossa paciência, principalmente quando chegam ruidosamente na manhã de domingo ou em outro horário impróprio em que tiram você do sono ou da concentração.

A solução ideal para este problema quase surreal causado pela empresa que contratamos para nos prover comodidade (e pelos seus parceiros ou clientes de divulgação) seria simplesmente pedir para a operadora parar de enviar spam SMS, e ela atender de forma rápida e definitiva.

Entre os casos que conheço, entretanto, o sucesso dessa solução é raro, o pedido via SMS não funciona, e muitas vezes o pedido por telefonema envolve tolerar longas esperas no atendimento (é incrível como a ligação tende a cair depois dos primeiros 40 minutos!), invocar o nome da Anatel ou do Procon, ou mesmo receber atendimentos parciais, que duram pouco, ou que excluem os spams SMS da operadora e não os dos parceiros dela, ou vice-versa.

Clientes de algumas operadoras ou regiões são mais respeitados por elas e não recebem esse tipo de marketing invasivo.

Mas se você está entre os infelizes do caso oposto, e não aguenta mais pedir para a operadora parar de mandar avisos sobre

  • leilões de centavos,
  • sorteios de carros e videogames,
  • promoções de assinaturas de revistas,
  • de pacotes de mensagens SMS ou ringtones,
  • etc., etc., etc.

este artigo traz uma dica simples para você sofrer menos.

Bloqueando o spam de torpedos SMS

A minha operadora me manda todos os exemplos acima, e mais. Minhas tentativas decancelar via SMS ou telefonar para ela e pedir gentilmente para parar nunca se completaram, e a situação quase chegou ao ponto de justificar abrir mão de outras vantagens do meu plano e migrar para outra prestadora.

Mas há alguns meses saiu uma versão nova do sistema operacional do meu celular que permitiu uma solução parcial suficiente para esses spams SMS nunca mais me acordarem nem interromperem minha linha de raciocínio.

E é uma solução bem simples, que (no caso do meu aparelho, que é um iPhone) não exige instalar nada: basta cadastrar, no aplicativo de Contatos, todos os números estranhos que a operadora e seus parceiros usam para enviar suas mensagens indesejados – preferencialmente todos eles como telefones de um mesmo contato.

Depois, usando o recurso de toques de SMS personalizados (nos contatos do iPhone o nome do campo é “som mensag.”, que aparece na tela “Editar” de cada contato), defina para este contato o toque mais discreto e baixo que você conseguir encontrar, ou (no caso do iPhone), use a opção “Nenhum”.

E pronto: a partir deste momento, os spams SMS só vão chegar ao seu conhecimento quando você olhar para a tela, pois eles serão recebidos silenciosamente. A exceção é quando a operadora inventa outros números, algo que no meu caso não acontece com muita frequência mas sempre é seguido por novo cadastramento no contato correspondente.

Bônus extra

Pode ser que você tenha outros contatos que mereçam um toque à parte: por exemplo, eu recebo algumas mensagens de atualização do meu home banking, e avisos quando alguém perdeu uma ligação para mim – quero ter o aviso sonoro delas, mas de forma diferenciada das mensagens “de verdade”, enviadas por humanos, e um toque discreto (e não silencioso) resolve isso.

O mesmo truque simples serve também para telefonemas indesejados: vá além de definir um toque personalizado (como o tema de Psicose ou de Tubarão, sempre favoritos nessas horas) para as ligações dos chatos: silencie-os desativando de vez seus toques.

E na sua plataforma?

O procedimento acima é para iPhone, mas imagino que outras plataformas de celulares antigos e modernos, como Symbian e Android, tenham recursos similares, ou até mesmo apps de ‘listas negras’ implementadas de forma mais completa em aplicativos de terceiros, indo além do simples ato de silenciar a chegada das mensagens (algo que a mim não agrada tanto, mas sempre há quem prefira poder remover completamente as mensagens sem nem olhar para elas).

Não tenho como testar o funcionamento nestes sistemas no momento, e já adiei a publicação dessa dica tão simples por tempo demais, portanto conto com as dicas e informações de vocês – que certamente serão melhores do que as minhas memórias dos meus tempos pré-históricos com Symbian ou qualquer coisa que eu possa pesquisar on-line sobre o Android – nos comentários para complementar!

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