20 dicas para melhorar as fotos no seu celular
Na prática: como eu uso o ZTD e o Wunderlist para ter (…)
ZTD: um jeito Zen (e minimalista) de buscar a (…)
Monotarefa ou multitarefa: preciso escolher só um?
Contextual
Organize sua carteira hoje mesmo: 7 dicas

Volta às aulas: mais resultado com menos esforço em 2012

Volta às aulas é tempo daquela sensação mista, de expectativas positivas somadas a novas obrigações, horários e avaliações.

Mas ir bem nas aulas pode ser mais fácil. Olhe ao seu redor na sala de aula e você verá vários colegas que têm bom desempenho e visivelmente se esforçam menos que você – e nem estou falando dos CDFs e daquelas raras pessoas que têm tempo e disposição para se dedicar integralmente aos estudos, mas sim de quem descobriu os truques para estudar melhor com menos esforço.


Volta às aulas

Claro que o conjunto de truques é diferente para cada pessoa, de acordo com a disponibilidade, os objetivos, as condições ambientais, etc. Mas você também pode estudar com mais efetividade, e pode começar escolhendo quais das dicas abaixo podem ser aplicadas à sua vida escolar.

O Efetividade.net, como faz todos os anos, revisita as dicas para ajudar você a se dar bem nas aulas e nas provas. Veja abaixo a lista, e participe comentando ou oferecendo suas próprias dicas na área de comentários!

Aproveite

Por mais que tudo pareça difícil enquanto você está cursando, a tendência é que mais tarde você vá encarar regularmente desafios bem mais complexos do que o professor que não vai com a sua cara e o exame que tem regras com as quais você definitivamente não concorda.

Saber diferenciar o que justifica esquentar a cabeça e o que você pode deixar passar é um desafio em qualquer etapa da vida, mas ter em mente os seus objetivos pode ajudar a direcionar.

Para focalizar melhor seus esforços pode valer a pena procurar conscientizar-se de que tirar nota máxima em tudo não é garantia de futuro para boa parte das carreiras, e que talvez valha a pena encontrar um ponto de equilíbrio entre a busca das notas altas e o aproveitamento das oportunidades de coletar conhecimentos, experiências e contatos que terão valor real na vida posterior mas não contam pontos para o semestre.
 

Não confunda o seu material com o seu aprendizado

Aprender é algo que acontece dentro da sua cabeça, e não nas folhas do caderno. Um caderno que serve como ferramenta de aprendizado vale mais que um caderno com páginas bonitas. Rabisque, rasure, faça setas cruzando a página, ou o que for necessário para entender e registrar os conceitos.

Não adianta ter 20 canetas diferentes e o caderno mais completo da turma, se você não entender o que está escrito, ou se apenas copiar algo que não compreendeu e que na hora de voltar a estudar não lhe dirá nada.

E nunca esqueça: o importante não é a beleza da letra, nem quantas páginas você escreve, mas sim o quanto estas anotações conseguirão ajudá-lo na hora de rever ou estudar o conteúdo. Dizer muito em poucas palavras e conseguir entender um assunto a partir de uma anotação anterior são habilidades valiosas para toda a vida.
 

Quem anota direito na hora pode estudar bem menos depois

Experimente tomar notas à mão: escrita não é sinônimo de edição de texto, e não necessariamente as outras alternativas (confiar na apostila, gravar a voz do professor, pegar emprestado o caderno do colega, digitar em sala de aula, etc.) farão você ganhar tempo, no saldo geral – isto porque a escrita manual amplia a memorização imediata e definitiva e o entendimento, reduzindo portanto a necessidade de voltar a estudar o mesmo assunto depois.

Minha sugestão é ter sempre um bloco ou caderno para anotações livres (veja também: “Gerenciamento de anotações e referências: as ferramentas preferidas dos leitores“), acostume-se a anotar nele os conceitos interessantes (e não apenas “copiar tudo que o professor escrever no quadro”), e coloque data, título e matéria no topo de cada página. Não arranque páginas deste caderno, pois a associatividade da sequência em que as informações são anotadas também é uma ferramenta poderosa na hora de lembrar do conteúdo, mesmo inconscientemente.


Aproveite a associatividade enquanto anota, procure sempre encontrar padrões e pontos em comum entre os tópicos do seu estudo, e associe-os mentalmente a imagens claras e vívidas. Se você fizer estes relacionamentos durante a aula, fica mais fácil relembrar cada um dos tópicos, pois você pode seguir – mesmo inconscientemente – a cadeia de ligações, como ensinam nos cursos de memorização. É assim que às vezes lembramos da resposta de uma questão da prova no momento em que lemos outra pergunta, por exemplo.


Uma página de anotações pelo método Cornell

Dica extra I: o método Cornell de anotações adapta-se a qualquer caderno, e facilita a consulta posterior.

Dica extra II: Passe a limpo suas anotações! Aproveitar alguns minutos do seu tempo de estudo para escrever no mesmo dia, ou no dia seguinte, pela segunda vez (agora pode ser à mão, no computador ou onde você preferir), os mesmos conceitos anotados durante a aula, organizando-os, analisando e já sintetizando. É rápido, favorece a memorização e o entendimento, e pode reduzir ainda mais a necessidade de horas adicionais de estudo na véspera da prova.
 

“Quem sabe, faz – quem não sabe, ensina”

Faça como os profissionais: ensine para aprender. Após ter estudado, encontre algum colega que entenda menos do que você sobre o assunto da prova, e procure explicar a ele alguns dos conceitos básicos.

Organizar mentalmente o assunto, verbalizá-lo, vocalizá-lo e ouvir o feedback do colega são atividades que ajudam a solidificar os fundamentos do seu próprio conhecimento, a correlacioná-los, e até a identificar os pontos que você precisa revisar. E ainda por cima pode ajudar o colega.

Se a falta de um colega interessado tornar impossível fazer o serviço completo, há alternativas, como blogar expondo o tema, criar sua própria apostila a respeito, ou até tentar o desafio de fazer caber em 1/4 de página o resumo completo do assunto.

Você deve ter notado que a dica acima é praticamente a receita de como fazer a cola perfeita para as suas provas, mas o próprio ato de sintetizar, estruturar e expor (ainda que seja só para o papel) o conteúdo que você precisa entender fará com que o uso de uma cola se torne desnecessário.
 

Encontre o ambiente certo para estudar

Dentro das suas possibilidades, encontre um lugar com temperatura e iluminação adequadas, sem ruídos externos, sem tentações que o distraiam ou afastem do estudo, com os recursos necessários, e com espaço suficiente para espalhar seu material.

Procure estudar sempre no mesmo local – o cérebro é uma máquina associativa, e se ele associar o ambiente aos atos de estudar, de produzir e de reter informações, você só tem a ganhar.

Dê uma olhada nos nossos artigos sobre home offices para garimpar algumas dicas que se adequem às possibilidades de melhoria do seu ambiente de estudos!

Dica extra: Experimente ouvir música! Os padrões musicais ajudam a cancelar o efeito dos ruídos externos, e para algumas pessoas podem ajudar na memorização – ao associar os conceitos com a música que estava tocando na hora, o cérebro pode recuperar a informação a partir deste mesmo estímulo. Para mim sempre funcionou bem: “ah, isso aqui eu vi quando estava tocando aquela do Led Zeppelin…”

Se isso funcionar para você, saiba que não existe um estilo musical “certo”: uns preferem Bach, outros preferem Chico Buarque. Para mim funciona muito bem: estudei para muitas provas da graduação ouvindo Nirvana ou com o rádio sintonizado em alguma emissora especializada em “música de sala de espera”, e conseguia “puxar” conceitos na hora da prova ao tentar lembrar das músicas que tocaram enquanto eu estudava.
 

Gerencie seu tempo

O fundamental é ter e manter uma agenda. Não importa a tecnologia: pode ser um simples caderno ou bloco, uma agenda de papel, um smartphone, a lista de compromissos do seu celular, um site (como a agenda do Google), ou o que quer que funcione para você (dica: “Gerenciamento de tarefas e pendências: as ferramentas preferidas dos leitores do Efetividade“).

O importante é que você não esqueça dos prazos de seus compromissos escolares importantes. Se a sua opção de agenda tiver como avisá-lo ativamente sobre os compromissos, tanto melhor – diminui a chance de esquecer de preparar um trabalho ou estudar para algum exame.

Uma forma de aumentar o tempo disponível é acostumar-se a acordar cedo mesmo quando você não é obrigado. Assim você ganha mais tempo para realizar seus compromissos escolares, e para aproveitar depois de completá-los!

Dica extra: sempre esteja presente à primeira aula de cada uma das matérias em que você se matriculou. Nela o professor geralmente apresenta o programa da disciplina, as principais datas, o método de exposição e de cobrança, etc. – costuma ser a única oportunidade de poder entender o que está por vir, e de tomar boas anotações que permitirão se planejar nos meses seguintes.

Muitas vezes na minha experiência de anotar o que o professor diz na primeira aula eu descobri, na hora de estudar para uma prova ou fazer um trabalho, que as minhas anotações iniciais da matéria permitiam saber o que seria mais cobrado e merecia ser melhor estudado ou enfatizado. Fora a vantagem de não ser pego de surpresa por um trabalho final de disciplina sobre um assunto para o qual você teria oportunidade de se preparar mas não fez porque preferiu ficar na cantina e levar uma falta…
 

Faça o que tem que ser feito

Não deixe para quando for tarde demais: a urgência de amanhã corresponde a algo que você não fez hoje quando precisava.

Quantos trabalhos não foram entregues porque foram deixados para a última noite do prazo e a impressora estava sem tinta depois do fechamewnto da última loja de suprimentos! Cada aluno pensa que é só com ele, e fica indignado ao ver que o professor pouco se comove com as circunstâncias, mas o fato é que a síndrome do estudante (nome técnico do comportamento de deixar as obrigações para a última hora) é fácil de ser percebida.

Se você adiar uma tarefa, estudo ou visita à sala do professor, vai ter de fazer do mesmo jeito e com mais pressa num momento menos conveniente e com menos alternativas, ou não vai conseguir completar o curso com o sucesso que poderia ter.

Saiba sempre quais são suas obrigações, e planeje seu cumprimento para poder fazer tudo com menos esforço. Deixar para a última hora torna o trabalho mais difícil e arriscado. “Just do it”, “Keep walking” e outros slogans de produtos famosos são bons resumos para o que você precisa fazer se quiser alcançar os melhores resultados.

Mas não force: estudar apenas na véspera, ou passar a noite estudando, são maneiras ineficientes de tentar reter a informação. Você pode ir melhor na prova, estudando menos horas, se fizer força para entender os conceitos durante as aulas, e procurar memorizá-los logo após aprender, e não apenas na véspera dos prazos-limite.
 

Sem exageros

Não exagere no número de horas de estudo: o que vale não é o esforço, e sim o resultado em termos de aprendizado e avanço. Não deixe o exagero e o stress atrapalharem, nem se sinta pressionado a estudar muito: você precisa é estudar bem.

Deixar o stress ou o cansaço suspenderem um plano de estudos previamente traçado, ou acabarem com a sua capacidade de reter conhecimento, pode ter consequências sérias.

Vale muito mais a pena criar um plano de estudos conservador, adequado a você e ao seu objetivo, e eventualmente ajustá-lo conforme a situação for progredindo.

E nunca esqueça da necessidade de lazer e descompressão. Dedicar-se aos estudos sempre pode exigir abrir mão de algumas coisas, mas se você ficar todo o tempo debruçado sobre os cadernos não vai se manter motivado por muito tempo.

Programe pausas e saiba quando realizar um intervalo emergencial não-programado para evitar a sobrecarga. Na pausa, abra o MSN, cozinhe, passeie, ande de bicicleta, acesse a web, visite algum amigo, e tire os estudos da cabeça. Em compensação, evite manter atividades paralelas que prejudiquem a concentração durante o estudo: em especial, evite estudar com o Facebook, o Twitter e o MSN como companheiros, por melhor que seja a desculpa racional que você encontrar – distrações e interrupções fora do seu controle atrapalham. Estude melhor, e você terá mais tempo livre depois.
 

Foco no objetivo

As pessoas estudam por uma razão: pensando no mercado de trabalho, na sua carreira, em conseguir ser aprovado em um teste importante, conseguir uma vaga na universidade desejada, etc.

Para manter-se motivado, portanto, lembre-se sempre da razão pela qual você está estudando.

Se você não está ali por opção, não encontrará motivação para ir bem. É provável que o ambiente escolar não esteja sempre a seu favor. Mesmo assim, mantenha em mente os motivos pelos quais você está estudando, e avance na direção dos seus objetivos.

Leia também:

5 Comentários - participe!
• Tags:
Compartilhar este artigo no Twitter
Compartilhar este artigo no Facebook
• Link direto para este artigo: http://efetivida.de/!4368
• Siga no Twitter: @efetividadeblog e @augustocc


 
 
Leia também:
50 produtos que facilitam minha vida
Economizar: Como criar seu Fundo de Reserva pessoal
Home offices: como caber em apartamentos pequenos

10 coisas que gostaríamos de saber quando estávamos na faculdade

Um tema comum a todas as décadas é a constatação, por quem já tem alguns anos a mais de experiência, de que as pessoas da geração posterior continuam cometendo os mesmos erros (além dos novos e dos ampliados, é claro), deixando de aproveitar as mesmas oportunidades e achando que problemas triviais são os piores que enfrentarão em toda a sua vida.

Tudo isso é natural e continuará a se repetir ainda por muito tempo, assim como também haverá aquele contingente de pessoas que consegue absorver o ponto de vista de quem já passou pela experiência, e entende a tempo que:

  • o famigerado Trabalho de Conclusão de Curso não é só um desafio e um problema, mas também uma oportunidade;
  • que rodar na cadeira de macroeconomia (ou, quem sabe, de refrigeração ou de cálculo III) raramente encerra a carreira profissional de alguém e
  • que, por mais difícil que seja a prova de alguma matéria, preparar-se para ela está longe do nível de comprometimento que será necessário em etapas posteriores da sua vida.

Há uma semana o Lifehacker perguntou a seus leitores o que eles sabem agora e gostariam de ter sabido no tempo da faculdade. As respostas, naturalmente, variaram por um amplo e subjetivo campo, mas ontem saiu um apanhado dos assuntos mais frequentemente mencionados pelos leitores de lá em suas respostas, e que possivelmente interessa aos nossos leitores que estão a caminho da universidade, ou passando por esta etapa neste momento.

Vale destacar que outra crença comum é de que, a cada geração, as faculdades se tornam menos funcionais, os alunos mais dispersos, a disponibilidade de tempo para extensão mais escassa e os professores menos motivados e preparados. Talvez seja verdade em termos objetivos, talvez não – mas precisamos jogar com as cartas que temos, e as faculdades que estão ao nosso alcance são as da nossa época, e não as anteriores (felizmente, certo?)

Vamos, portanto, a uma pequena seleção dos pontos destacados pelos leitores do Lifehacker, acompanhados de comentários meus e do convite a que outras pessoas que estejam passando pela experiência, que já tenham passado ou que ainda pretendam passar compartilhem sua visão nos comentários!

Sabedoria acadêmica

  • Esteja presente e em dia. Vá à aula, cumpra os compromissos acadêmicos, faça a prova na primeira chamada, entregue o trabalho no dia certo, visite o professor orientador no local e horário adequado.
    Não aproveitar as oportunidades de aprendizado e orientação, deixando tudo para a última hora, é uma forma certeira de queimar toda a sua credibilidade e reduzir a tolerância de todos os interlocutores quando um pequeno detalhe der errado na última hora e você não tiver mais tempo de colocar em prática um plano B. Imagine quantos trabalhos já deixaram de ser entregues no prazo final porque o cartucho de impressão acabou na madrugada do dia da entrega! Mas o responsável por depender de circunstâncias favoráveis de forma tão extrema é quem deixou tudo para ser resolvido depois.
     

  • Pense no que virá depois. A hora de pensar no que você vai fazer um mês depois de formado não é na semana da formatura. A faculdade é um mecanismo que oferece condições de prepará-lo para a carreira, mas dificilmente isso acontece somente durante a rotina de transferir conteúdo e avaliar o aprendizado.

    Participar de outras iniciativas acadêmicas (diretório dos estudantes, empresa júnior, etc.), de estágios (obrigatórios ou não), de eventos de pesquisa e extensão, etc. pode ocupar espaços na sua agenda que você preferiria manter livres, mas ajuda a desenvolver uma série de habilidades, práticas e conhecimentos que depois vão diferenciar você nos currículos, entrevistas, avaliações e mesmo na sua autoconfiança – além de ajudar a entender o que você realmente quer fazer depois de se formar.
     

  • Conheça e seja conhecido. Networking, quando mal empregado, chega a ser quase um sinônimo de alpinismo social. Mas criar e manter um círculo de relacionamentos com pessoas que compartilhem interesses alinhados, quando não é um esforço artificial e baseado em falsidade, é uma oportunidade que quase sempre está presente na faculdade.

    Os colegas de outras turmas e cursos, os alunos que fazem acontecer as iniciativas acadêmicas, os professores, diretores, palestrantes, etc. podem ser as pessoas que no futuro apresentarão você a um possível sócio, fornecedor ou cliente, que serão o contato para se aproximar de uma empresa, ou que lembrarão do seu nome e procurarão no Facebook (ou no LinkedIn…) caso surja uma oportunidade para alguém que tenha exatamente o perfil que eles lembram que você tinha. Neste sentido, participar dos jogos estudantis, das jornadas de pesquisa e de outros eventos acadêmicos ou associados ganha uma perspectiva a mais, que merece ser levada em conta.
     

  • Aproveite. Por mais que tudo pareça difícil na faculdade, a tendência é que mais tarde você vá encarar regularmente desafios bem mais complexos do que o professor que não vai com a sua cara e o TCC com regras com as quais você definitivamente não concorda. Saber diferenciar o que justifica esquentar a cabeça e o que você pode deixar passar ,e um desafio em qualquer etapa da vida, mas ter em mente os seus objetivos pode ajudar a direcionar.

    Pode valer a pena procurar conscientizar-se de que tirar nota máxima em tudo não é garantia de futuro para boa parte das carreiras, e que talvez valha a pena encontrar um ponto de equilíbrio entre a busca das notas altas e o aproveitamento das oportunidades de coletar conhecimentos, experiências e contatos que terão valor real na vida posterior mas não contam pontos para o semestre.

As outras manifestações você encontra no artigo do Lifehacker, cuja leitura eu recomendo ツ

13 Comentários - participe!
• Tags:
Compartilhar este artigo no Twitter
Compartilhar este artigo no Facebook
• Link direto para este artigo: http://efetivida.de/!4225
• Siga no Twitter: @efetividadeblog e @augustocc


 
 

Comunique-se efetivamente usando melhor suas tabelas e gráficos

Tabelas com dados numéricos são quase lugar-comum em relatórios e apresentações, seja no meio corporativo, seja na escola e faculdade.

O conteúdo que elas apresentam frequentemente é o próprio núcleo do que vai ser apresentado. Por exemplo:

  • as vendas do ano, por filial, trimestre a trimestre
  • a evolução da participação no mercado, mês a mês
  • o resultado dos testes realizados com cada uma das amostras no laboratório
  • a expectativa de retorno de cada uma das alternativas de investimento
  • etc., etc., etc.

Mas mesmo quando esta presença é mesmo inescapável, muitas vezes basta um pequeno cuidado na organização visual da tabela para garantir que a tabela incluída no seu relatório ou apresentação seja um elemento efetivo para comunicar a sua mensagem, e não seja vista simplesmente como um amontoado de números que está ali para ilustrar a explicação associada e satisfazer algum requisito formal.

Hoje veremos algumas dicas para aproveitar as ferramentas de formatação de dados amplamente disponíveis no século XXI, para não correr o risco de que seus relatórios tragam tabelas que pareçam uma herança de 4 décadas atrás ;-)

Todos os exemplos a seguir são baseados nos números da edição de 1/7/2011 da pesquisa NetMarketShare sobre a participação dos navegadores web no mercado mundial, e usam um estilo padrão do PowerPoint, embora se apliquem igualmente a tabelas produzidas em qualquer aplicativo.

Fazer o básico demora só 1 minuto a mais

A imagem abaixo mostra o tratamento lamentável dado a tabelas numéricas em muitas apresentações e relatórios:

Uma tabela assim “acontece” quando o autor do relatório ou apresentação se restringe a copiar e colar no editor de texto ou no programa de apresentação a planilha que ele usou ao longo de seus estudos.

Veja os pecados capitais cometidos:

  1. O título não dá nenhuma pista do que a tabela significa
  2. As letras estão ilegíveis (porque estão no mesmo tamanho de fonte em que estavam na planilha)
  3. Os textos estão “sambando” no espaço enorme das células da planilha

Frequentemente os autores param por aí mesmo, mas bastaria um ajuste rápido para garantir um mínimo de entendimento e legibilidade bem superior:

Note que bastou inserir um título descritivo do conteúdo, deslocando para o rodapé a necessária referência da origem dos dados), e um ajuste simples do tamanho das fontes, para a tabela passar a ter um sentido em si mesma, e um grau de legibilidade bastante superior à original.

As árvores e a floresta

Na tabela acima, apesar do ganho de legibilidade já alcançado, o autor permanece apresentando um conjunto de 50 números, e se o leitor quiser tirar uma conclusão sem recorrer a material adicional, terá que providenciar a sua própria análise, que pode ou não conduzir à conclusão que o autor gostaria de destacar.

Mas a necessidade de apresentar a floresta não impede que a árvore que interessa seja destacada!

Vamos imaginar que aquela tabela está presente porque o autor deseja apontar que no início do ano o Firefox passou a estar abaixo da faixa dos 22% pela primeira vez em vários anos. Que tal usar um título mais objetivo e aproveitar alguns recursos gráficos para apontar este momento específico?

Note a diferença: a coluna do Firefox e a linha do mês em que ocorreu o fato estão em destaque, bem como o cruzamento delas. Apesar de os 50 números permanecerem na tabela, é provável que o leitor olhe diretamente para este que interessa, e depois procure, no título, o que ele significa.

Além disso, aproveitei para corrigir mais um problema do layout: o alinhamento à esquerda é ótimo para a planilha, mas a centralização horizontal funciona melhor nesta tabela.

Só que a coluna vermelha ficou feia, né? Vamos dar um jeito:

A versão acima usa um recurso gráfico adicional para indicar a tendência de queda contínua. Neste caso, a força do símbolo (uma seta para baixo que vai ficando cada vez mais vermelha) pode ser suficiente para garantir a comunicação mesmo considerando que o sentido vertical nesta tabela indica o tempo, e não a grandeza sendo observada.

Além disso, a versão acima ainda corrige mais um detalhe do layout original: agora o alinhamento vertical dos textos nas células também está centralizado. Agora compare com a tabela inicial e veja quanto estes detalhes fazem diferença!

Destacando as exceções

Se o objetivo do autor fosse destacar que só o Chrome e o Safari cresceram em absolutamente todos os meses mencionados, um dos recursos à sua disposição seria destacar os meses em que os demais navegadores tiveram queda:

Aí está: o título e as cores vermelhas dos destaques devem ser suficientes para passar o recado. Mas aqui há algo mais que pode ser acrescido: um dado derivado, na forma de um total de cada coluna, que ajuda a indicar onde há crescimento geral (ainda que possa ser descontínuo) e onde há retração:

A linha a mais com o saldo acumulado cobra um preço: a indicação da origem dos dados ficou apertada – talvez seja o caso de rever a altura das demais linhas para que tudo caiba mais harmoniosamente.

Passe a tabela no liquidificador e construa um gráfico

Os 50 números da tabela original já se tornaram bem mais palatáveis com a formatação indicando quais deles devem ser olhados primeiro. Mas para tornar a digestão deles ainda mais fácil, a criação de um gráfico simples pode ser uma solução melhor, seja em substituição ou em complemento à tabela.

Para analisar a evolução de uma série de dados, os gráficos de barras são uma opção comum, e mesmo leitores sem maiores conhecimentos em estatística conseguem compreendê-los com facilidade.

Continuando no exemplo do interesse em destacar que Safari e Chrome tiveram crescimento contínuo, eis um gráfico ilustrativo:

Às vezes exibir a série não basta – mas não é difícil apontar algum momento interessante no gráfico também:

Às vezes, entretanto, o que queremos é indicar a participação de cada um dos componentes que forma um conjunto. Se quiséssemos ilustrar a participação dos navegadores no mercado mundial, uma solução comum seria um simples gráfico de setores – a popular pizza:

É óbvio, eu sei, mas não poderia deixar de mencionar.

Outros recursos gráficos

Especificamente nestes nossos exemplos, a presença das duas formas acima (o gráfico de colunas indicando a série e a pizza indicando a distribuição atual) simultaneamente no relatório ou apresentação poderia servir bem para ilustrar uma conclusão adicional interessante: que os 2 navegadores com maior participação são os que estão em retração, e que os que estão em rápida ascenção ainda não estão muito perto deles.

Apresentar isto numericamente (de forma direta ou com gráficos estatísticos) é mais rico, mas às vezes tudo o que você precisa é comunicar a conclusão. Neste caso, outro tipo de recurso gráfico está à sua disposição: o diagrama, de forma estruturada ou não. Eis um exemplo que serviria como o slide de abertura de uma apresentação sobre os dados que vimos:

Com um pouco de criatividade, pode-se usar tamanhos, posições, alinhamentoes, proximidades, cores e símbolos para comunicar mais claramente uma mensagem. Por exemplo, para demonstrar que os 2 navegadores baseados no engine WebKit, se somados, já ultrapassaram os 20%, poderíamos fazer:

Como você faria para indicar que esta soma dos 2 navegadores baseados no WebKit pesquisados está prestes a empatar com o total do Firefox?

 
Agora é com você

Os exemplos acima não tentam ensinar você como se constrói as tabelas e gráficos mencionados, porque os comandos variam de acordo com a ferramenta escolhida.

A intenção é demonstrar que basta um pouco de atenção a detalhes simples para gerar comunicação muito mais efetiva. Lembre-se disso quando for produzir seu próximo relatório ou apresentação!

10 Comentários - participe!
• Tags:
Compartilhar este artigo no Twitter
Compartilhar este artigo no Facebook
• Link direto para este artigo: http://efetivida.de/!4142
• Siga no Twitter: @efetividadeblog e @augustocc


 
 

Como estudar na véspera

A primeira dica é: não faça isso. O ideal é estudar enquanto aprende. Deixar para estudar na véspera da prova é um desperdício de esforço de memorização, porque torna mais difícil absorver o conhecimento necessário, e praticamente garante que você não lembrará dos conceitos depois da prova, quando vier a precisar deles na prática, ou em outra matéria futura.

Mas se você fez isso mesmo assim, e a prova vai ser amanhã, você não estudou nada, e daqui a 2h você tem um compromisso inadiável, existe uma solução para tentar não ir mal.

É provável que seu resultado não vá ser sensacional, mas a essa altura o melhor é tentar ao menos garantir que ele também não seja péssimo!

Explorando os limites da memorização

A obra “The Magical Number Seven, Plus or Minus Two: Some Limits on our Capacity for Processing Information” é descrita como um clássico da psicologia cognitiva, e se dedica a identificar e lidar com nossos limites mentais de armazenar e processar informações.

A partir deste texto foi derivada uma técnica rápida de preparação emergencial para testes e provas, que também pode ser empregada com sucesso na preparação para uma reunião ou apresentação.

O conceito é tão bom que eu freqüentemente recorro à mesma técnica na hora de preparar um artigo ou apresentação sobre um assunto do qual eu disponha de bom material de consulta, porque aí o resultado do que eu escrever tende a respeitar os limites de aprendizado e memorização imediata dos leitores.

Eu prefiro usar fichas 3×5 ao invés de folhas de papel comum (a frente da ficha vai para o passo 2, e o verso vai para o passo 4), porque são mais fáceis de manusear e arquivar.

A técnica não usa recursos especiais de memorização – aqueles que de vez em quando a gente vê na TV, de pessoas capazes de memorizar longas listas de itens, mas sim focaliza nossa capacidade de obter e reter informação naturalmente, respeitando os limites usuais da maioria das pessoas.

Atenção: A preparação emergencial não substitui os métodos de estudos tradicionais, mas se você precisar recorrer a ela, ela pode ser uma solução até mesmo no caso de você ter apenas 15 minutos para se preparar – mas é mais eficaz se você puder dispor integralmente de 2 horas.

É necessário ter acesso ao material de estudo, e ao menos uma visão geral do conteúdo que precisa ser dominado.

Como estudar para amanhã

A técnica rápida de preparação emergencial, proposta pelo Study Guides and Strategies, se baseia na construção da memorização a partir de uma visão geral do conteúdo (que você precisa ter previamente), respeitando os limites usuais de absorção da sua mente.

São 10 passos, sendo que os de número 6, 7 e 8 são opcionais, apenas para o caso de haver tempo.

Note que a ordem dos passo abaixo, embora repetitiva, é importante para o resultado. Vamos à seqüência:

  1. Folheie superficialmente o material de consulta e identifique os 5 conceitos ou tópicos principais que fazem parte do tema da sua prova. Pegue uma folha de papel para cada um destes conceitos, e anote o título deles no topo de cada folha, usando apenas palavras-chave.
  2. Com suas próprias palavras, sem voltar a consultar ou conferir neste momento, escreva uma explicação, conceito ou definição para cada um dos 5 tópicos, logo abaixo do título das folhas. Escreva mesmo que vá errar – corrigir um erro escrito (nos passos seguintes) ajuda muito na memorização.
  3. Volte ao material de consulta e confira todas as suas anotações do passo 2.
  4. Edite ou refaça o texto que você escreveu no passo 2, agora considerando o que você acabou de ler no material de consulta, mas sem copiar diretamente.
  5. Coloque as 5 páginas em ordem de importância, de acordo com a sua opinião, e numere-as de 1 a 5.
  6. Repita os passos 1 a 4 para 2 tópicos adicionais, se você perceber que ainda há tempo.
  7. Insira os 2 tópicos acima na ordem que você definiu no passo 5, e refaça a numeração.
  8. Siga os passos acima para mais 1 ou 2 tópicos, se você tiver tempo.
  9. Mesmo que ainda haja tempo, não ultrapasse um total de 9 conceitos.
  10. Reveja suas anotações mais uma vez ainda na véspera (se possível resolvendo alguns exercícios), e outra vez pouco antes do teste.

Lembre-se: este método não dá resultados tão bons como os estudos tradicionais, que procuram absorver em profundidade todo o conteúdo da prova.

Mas em emergências escolares, quando seu tempo para estudar é limitado, é melhor do que nada. E você tem que torcer para o seu professor incluir na prova justamente os temas que você avaliou como mais relevantes ;-) Boa sorte!

8 Comentários - participe!
• Tags:
Compartilhar este artigo no Twitter
Compartilhar este artigo no Facebook
• Link direto para este artigo: http://efetivida.de/!3793
• Siga no Twitter: @efetividadeblog e @augustocc


 
 

Smartphone na sala de aula

Estudantes que usam bem os seus smartphones ou celulares com acesso à Internet têm sempre à mão um instrumento importante para reduzir o esforço e aumentar o aproveitamento dos seus cursos.

Se você está cursando a faculdade ou pós-graduação geralmente não precisa se preocupar com a permissão de usá-lo em classe, mas alunos das série anteriores ou de professores peculiares podem precisar ser os agentes de mudança que permitirão, com a justificativa da utilidade (e preservando o direito de o professor disciplinar abusos), fazer com que smartphones e tablets passem a ser considerados materiais de uso escolar também, como este estudante que “conseguiu autorização da coordenação” para usar tecnologia móvel a seu favor na sala de aula.

A variedade de opções em aplicativos de smartphones que podem ser úteis para o estudante é tão grande que me impede até de tentar esgotar todas: selecionei apenas as 6 que mais uso, e deixo a questão aberta para vocês complementarem nos comentários – havendo respostas interessantes, em uma semana complementarei o artigo com as sugestões de vocês.

E não precisam se restringir às categorias que eu mencionei abaixo – há categorias bem mais criativas, como ajustar o ciclo do sono, ler documentos e ebooks, fazer mapas mentais, auxílio à memorização, e tantas outras.

Por enquanto, ficamos com as 6 dicas que selecionei, e que podem criar o arsenal básico do estudante conectado!

A câmera do seu telefone

A câmera do celular pode ser a melhor amiga do estudante. Embora não substitua boa anotações, ela pode complementá-las muito bem, na forma de:

  • uma foto tirada estrategicamente do quadro no momento em que o professor acabou de demonstrar sua conclusão ou registrar quais datas e assuntos vão caber a cada equipe no trabalho em grupos, ou
  • da URL do site que o professor mostrou usando o projetor, ou
  • do caderno do seu colega que tomou nota de uma observação importante que você não conseguiu compreender e vai pesquisar mais tarde em casa, ou
  • da página crucial do material do curso que circulou pela sala mas só há um exemplar disponível.

Lembre-se sempre de verificar que você tem autorização para fazê-lo, especialmente quando houver questões de direito de imagem (fotos de pessoas) envolvidas. E desligue o flash e o som da câmera do celular, para não passar uma impressão completamente errada!

Para as fotos de material apresentado em aula ou do quadro, embora – ao contrário do que muitas vezes os cursinhos informam a seus alunos – a Lei 9.610 garanta (Art. 46, IV) que não constitui ofensa aos direitos autorais “o apanhado de lições em estabelecimentos de ensino por aqueles a quem elas se dirigem”, sem mencionar distinção de meios (ou seja: por escrito, imagem, áudio, etc.) e proibindo apenas a sua publicação (mesmo que parcial), não vale a pena discutir em sala de aula com um professor se ele negar esse direito – o melhor é levar a questão diretamente à coordenação, preferencialmente por escrito, solicitando a observância deste direito sem necessariamente mencionar negações previamente ocorridas, assinada por múltiplos alunos, e solicitando no protocolo a confirmação de recebimento em uma cópia integral.

Centralizando as anotações no Evernote

No ano passado eu consultei os leitores sobre quais as suas ferramentas preferidas para anotações e referências e, embora papel e caneta tenham sido campeões, o software Evernote foi o melhor colocado entre as alternativas virtuais.

Ele está disponível para iPhone, iPad, Android, Blackberry, Palm e Windows Mobile, além de versões na web e em computadores com Mac e Windows – e se encarrega de automaticamente sincronizar os dados do seu computador com os do seu smartphone, via Internet, sem ter de conectar cabos USB ou algo assim.

Além dessa qualidade de poder acessar os dados em qualquer lugar, ele permite capturas variadas: uma foto, uma anotação rápida, um texto colado da web, uma URL, e assim por diante – e você pode facilmente categorizar e agrupar essa informação, e realizar buscas sobre elas.

Eu sou fã de manter minhas próprias anotações em papel, mas o Evernote me permite não ter de levar comigo os papeis que outros me entregam – se o curso dá apostilas ou folhetos, eu fotografo ou procuro a versão em PDF, arquivo no Evernote, e sei que ele estará lá quando eu precisar dele, seja no celular durante uma aula ou no computador quando for hora de estudar ou produzir algo.

E mesmo no caso das anotações em papel, o Evernote também me ajuda: se anoto algo em folhas soltas, simplesmente tiro uma foto ao final e arquivo diretamente na categoria correspondente no Evernote, e posso jogar fora para reciclagem a folha solta original, que não vai ficar amarrotando no bolso até ficar ilegível.

Instapaper & Read later

Muito do que estudamos hoje é on-line a partir de material disponível na web – mas quando nos esforçamos para manter o foco naquilo que precisamos fazer neste momento, as divindades que regulam a vida digital se alvoroçam e começam a colocar em nosso caminho muitos outros textos que sabemos que também podem nos interessar, mas que simplesmente não temos tempo de ler agora.

A minha solução para isso é o Instapaper, um serviço on-line que cria um favorito com o nome de “Ler depois” (“Read later”) no seu navegador, e associa a você. Sempre que a situação acima acontecer, basta clicar no “Ler depois”, e pronto – não precisa catalogar, não aparece outra janela, nada precisa ser preenchido – pode até fechar a janela imediatamente.

No momento em que você quiser ler os textos que marcou assim, basta entrar no site do Instapaper e o texto completo dele estará lá, juntamente com um link para o original.

Usuários do iPhone têm direito a um luxo adicional: instalar no celular uma app que, a cada vez que você a usa, carrega para a memória do aparelho os textos que você marcou para ler depois. Assim você poderá lê-los, na telinha do celular, mesmo quando estiver offline.

Existem outras ferramentas para tarefas similares, portanto recomendo uma visita ao artigo anterior “Gerenciamento de leituras pendentes: as ferramentas preferidas dos leitores“.

Mantendo o controle da lista de tarefas

Essa é uma área em que os smartphones brilham, e até os celulares mais simples muitas vezes permitem agendar compromissos e tarefas, e tocar um alarme na hora certa para você não esquecer.

São tantas opções, que não vou me arriscar a apontar uma como a melhor de todas – recomendo apenas uma boa olhada no artigo anterior “Gerenciamento de tarefas e pendências: as ferramentas preferidas dos leitores do Efetividade” para você fazer uma boa escolha, se ainda não tiver preferência formada.

Mas a vida escolar gera tantas tarefas e pendências, que é um grande desperdício não fazer uso de uma ferramenta tão conveniente para lembrar delas.

Anotando com a voz no gravador de áudio

Muitos celulares têm possibilidade de gravar pequenos clips de áudio, e eles são muito úteis para anotar aquela ideia que surgiu no momento em que você não tem onde anotar – afinal, o celular está ali, sempre ao seu alcance.

Depois é só lembrar de transcrever para o lugar certo – a não ser que você esteja usando algum aplicativo como o Evernote, que pode ser o lugar certo para deixar a anotação, mesmo sem transcrição, pois ele lida bem com clips de áudio também.

Arquivos no bolso com o Dropbox

Lembrar de levar em um pen drive os arquivos da apresentação em grupo ou do trabalho que será discutido em classe é bom. Mas melhor ainda é tê-los também sempre disponíveis no smartphone, inclusive para uma última consulta no trajeto de ônibus até a escola – e é isso que o Dropbox (para iPhone, Android e Blackberry) oferece.

Já mencionei anteriormente que o Dropbox é ótimo para sincronizar arquivos entre computadores (com Windows, Mac ou Linux), porque ele cria uma pasta específica para isso no seu disco e disponibiliza aos demais computadores em que você o usa tudo o que você for gravando nela.

Uso o Dropbox nos computadores todos os dias, e tenho ele instalado no iPhone para emergências – uma consulta de última hora a uma apresentação, rever um documento, ou mesmo mandar um arquivo por e-mail para alguém no momento crucial.

Não é necessário ter aplicativos adicionais (estilo “*Office”) para consultar esses textos e apresentações: o próprio Dropbox dá um jeito de exibir seu conteúdo. E nos casos em que você tem expectativa de não ter conexão à Internet onde quiser usar os arquivos no seu celular, é possível marcá-los como favoritos e o sistema se encarregará de gravar uma cópia local, sincronizando-a toda vez que você acessar o sistema e estiver on-line, e deixando visível no celular a versão mais recente mesmo offline.

Discrição é essencial

Seja sempre discreto! Mesmo quando o smartphone, o celular, o tablet e o notebook são bem recebidos pelos professores e colegas, isso nunca é desculpa para você atrapalhar o trabalho e a atenção de alguém.

Desligue sempre todos os sons, não estenda o fio do carregador pela sala, digite o mais silenciosamente possível, não fique chamando colegas para olhar o que você tem na tela e, se o que você tem na tela tiver grande potencial de distrair os colegas ao seu redor, considere a possibilidade de deixar para fazer depois.

Agora é com você!

Mal arranhei a superfície do que um smartphone pode fazer pelos estudantes, mas a lista de itens acima sintetiza o uso que faço do meu aparelho quando estou no papel de aluno.

Deixei de detalhar uma ferramenta que quase vale por todas as outras somadas: o navegador web de um smartphone conectado. Google, Wikipédia, sites com modelos, referências, exercícios, complementos e tudo o que você imaginar estão literalmente ao alcance dos seus dados na sala de aula e podem enriquecer muito as aulas e os exercícios, se bem usados.

Mas agora é sua vez : compartilhe conosco nos comentários os nomes das aplicações para smartphones e tablets que você usa (ou gostaria de usar) para aumentar sua produtividade escolar!

27 Comentários - participe!
• Tags:
Compartilhar este artigo no Twitter
Compartilhar este artigo no Facebook
• Link direto para este artigo: http://efetivida.de/!3800
• Siga no Twitter: @efetividadeblog e @augustocc


 
 

Como estudar melhor

Volta às aulas é tempo daquela sensação mista, de expectativas positivas somadas ao desejo de que este novo ciclo de obrigações acabe logo.

Mas o lado ruim das obrigações escolares não precisa ser maior que o lado bom. Olhe ao seu redor na sala de aula e você verá vários colegas que têm bom desempenho e visivelmente se esforçam menos que você – e nem estou falando dos CDFs e daquelas raras pessoas que têm tempo e disposição para se dedicar integralmente aos estudos, mas sim de quem já descobriu como estudar melhor com menos esforço.


Volta às aulas

Esse é um caminho diferente para cada um, de acordo com a disponibilidade, os objetivos, as condições ambientais, etc. Mas você também pode estudar com mais efetividade, e pode começar escolhendo quais das dicas abaixo podem ser aplicadas à sua rotina de estudante.

O Efetividade.net, como faz todos os anos, revisita as dicas para ajudar você a se dar bem nas aulas e nas provas. Veja abaixo a lista, e participe comentando ou oferecendo suas próprias dicas na área de comentários!

Quem anota na hora pode estudar menos depois

Experimente tomar notas à mão: escrita não é sinônimo de edição de texto, e não necessariamente as outras alternativas (confiar na apostila, gravar a voz do professor, pegar emprestado o caderno do colega, digitar em sala de aula, etc.) farão você ganhar tempo, no saldo geral – isto porque a escrita manual amplia a memorização imediata e definitiva e o entendimento, reduzindo portanto a necessidade de voltar a estudar o mesmo assunto depois.

Valorize a associatividade: enquanto anota, procure sempre encontrar padrões e pontos em comum entre os tópicos do seu estudo, e associe-os a imagens claras e vívidas. Se você fizer estes relacionamentos durante a aula, fica mais fácil relembrar cada um dos tópicos, pois você pode seguir mesmo subconscientemente, a cadeia de ligações – é assim que às vezes lembramos da resposta de uma questão da prova no momento em que lemos outra pergunta.


Portanto tenha um bloco ou caderno para anotações livres (veja também: “Gerenciamento de anotações e referências: as ferramentas preferidas dos leitores“), acostume-se a anotar nele os conceitos interessantes (e não apenas “copiar tudo que o professor escrever no quadro”), e coloque data, título e matéria no topo de cada página. Não arranque páginas deste caderno, pois a associatividade da sequência em que as informações são anotadas também é uma ferramenta inconsciente poderosa na hora de lembrar do conteúdo.


Uma página de anotações pelo método Cornell

Dica extra I: o método Cornell de anotações adapta-se a qualquer caderno, e facilita a consulta posterior.

Dica extra II: Passe a limpo suas anotações! Aproveitar alguns minutos do seu tempo de estudo para escrever no mesmo dia, ou no dia seguinte, pela segunda vez (agora pode ser à mão, no computador ou onde você preferir), os mesmos conceitos anotados durante a aula, organizando-os, analisando e já sintetizando, é rápido, favorece a memorização e o entendimento, e pode reduzir ainda mais a necessidade de algumas horas de estudo na véspera da prova.
 

Não confunda material e aprendizado

Aprender é algo que acontece dentro da sua cabeça, e não nas folhas do caderno. Rabisque, rasure, faça setas cruzando a página, ou o que for necessário para entender e registrar os conceitos.

Não adianta ter 20 canetas diferentes e o caderno mais completo da turma, se você não entender o que está escrito, ou se apenas copiar algo que não compreendeu.

E nunca esqueça: o importante não é a beleza da letra, nem quantas páginas você escreve, mas sim o quanto estas anotações conseguirão ajudá-lo na hora de rever ou estudar o conteúdo. Dizer muito em poucas palavras e conseguir entender um assunto a partir de uma anotação anterior são habilidades valiosas para toda a vida.
 

“Quem sabe, faz – quem não sabe, ensina”

Faça como os profissionais: ensine para aprender. Após ter estudado, encontre algum colega que entenda menos do que você sobre o assunto da prova, e procure explicar a ele alguns dos conceitos básicos.

Organizar mentalmente o assunto, verbalizá-lo, vocalizá-lo e ouvir o feedback do colega são atividades que ajudam a solidificar os fundamentos do seu próprio conhecimento, a correlacioná-los, e até a identificar os pontos que você precisa revisar. E ainda por cima pode ajudar o colega.

Se a falta de um colega interessado tornar impossível fazer o serviço completo, há alternativas, como blogar expondo o tema, criar sua própria apostila a respeito, ou até tentar o desafio de fazer caber em uma página o resumo completo do assunto – praticamente a receita de como fazer a cola perfeita para as suas provas, mas o próprio ato de sintetizar, estruturar e expor (ainda que seja só para o papel) fará com que o uso de uma cola se torne desnecessário.
 

Encontre o ambiente certo para estudar

Dentro das suas possibilidades, encontre um lugar sem ruídos externos, sem tentações que o distraiam, com os recursos necessários, e com espaço suficiente para espalhar seu material.

Procure estudar sempre no mesmo local – o cérebro é uma máquina associativa, e se ele associar o ambiente aos atos de estudar, de produzir e de reter informações, você só tem a ganhar.

Dê uma olhada nos nossos artigos sobre home offices para garimpar algumas dicas que se adequem às possibilidades de melhoria do seu ambiente de estudos!

Dica extra: Experimente ouvir música! Os padrões musicais ajudam a cancelar o efeito dos ruídos externos, e para algumas pessoas podem ajudar na memorização – ao associar os conceitos com a música que estava tocando na hora, o cérebro pode recuperar a informação a partir deste mesmo estímulo. Para mim sempre funcionou bem: “ah, isso aqui eu vi quando estava tocando aquela do Led Zeppelin…”

Se isso funcionar para você, saiba que não existe um estilo musical “certo”: uns preferem Bach, outros preferem Chico Buarque. Para mim funciona muito bem: estudei para muitas provas da graduação ouvindo Nirvana ou com o rádio sintonizado em alguma emissora especializada em “música de sala de espera”, e conseguia “puxar” conceitos na hora da prova ao tentar lembrar das músicas que tocaram enquanto eu estudava.
 

Gerencie seu tempo

O fundamental é ter e manter uma agenda. Não importa a tecnologia: pode ser um simples caderno ou bloco, uma agenda de papel, um smartphone, a lista de compromissos do seu celular, um site (como a agenda do Google), ou o que quer que funcione para você (dica: “Gerenciamento de tarefas e pendências: as ferramentas preferidas dos leitores do Efetividade“).

O importante é que você não esqueça dos prazos de seus compromissos escolares importantes. Se a sua opção de agenda tiver como avisá-lo ativamente sobre os compromissos, tanto melhor – diminui a chance de esquecer de preparar um trabalho ou estudar para algum exame.

Uma forma de aumentar o tempo disponível é acostumar-se a acordar cedo mesmo quando você não é obrigado. Assim você ganha mais tempo para realizar seus compromissos escolares, e para aproveitar depois de completá-los!

Dica extra: sempre esteja presente à primeira aula de cada uma das matérias em que você se matriculou. Nela o professor geralmente apresenta o programa da disciplina, as principais datas, o método de exposição e de cobrança, etc. – costuma ser a única oportunidade de poder entender o que está por vir, e de tomar boas anotações que permitirão se planejar nos meses seguintes.

Muitas vezes na minha experiência de anotar o que o professor diz na primeira aula eu descobri, na hora de estudar para uma prova ou fazer um trabalho, que as minhas anotações iniciais da matéria permitiam saber o que seria mais cobrado e merecia ser melhor estudado ou enfatizado. Fora a vantagem de não ser pego de surpresa por um trabalho final de disciplina sobre um assunto para o qual você teria oportunidade de se preparar mas não fez porque preferiu ficar na cantina e levar uma falta…
 

Faça o que tem que ser feito

Não deixe para quando for tarde demais: a urgência de amanhã corresponde a algo que você não fez hoje quando precisava.

Se você adiar uma tarefa ou estudo, vai ter de fazer do mesmo jeito e com mais pressa num momento menos conveniente, ou não vai conseguir completar o curso com sucesso.

Saiba sempre quais são suas obrigações, e planeje seu cumprimento para poder fazer tudo com menos esforço. Deixar para a última hora torna o trabalho mais difícil e arriscado. “Just do it”, “Keep walking” e outros slogans de produtos famosos são bons resumos para o que você precisa fazer se quiser alcançar os melhores resultados.

Mas não force: estudar apenas na véspera, ou passar a noite estudando, são maneiras ineficientes de tentar reter a informação. Você pode ir melhor na prova, estudando menos horas, se fizer força para entender os conceitos durante as aulas, e procurar memorizá-los logo após aprender, e não apenas na véspera dos prazos-limite.
 

Sem exageros

Não exagere no número de horas de estudo: o que vale não é o esforço, e sim o resultado. Não deixe o exagero e o stress atrapalharem, nem se sinta pressionado a estudar muito: você precisa é estudar bem.

Deixar o stress ou o cansaço suspenderem um plano de estudos previamente traçado, ou acabarem com a sua capacidade de reter conhecimento, pode ter consequências sérias.

Vale muito mais a pena criar um plano de estudos conservador, adequado a você e ao seu objetivo, e eventualmente ajustá-lo conforme a situação for progredindo.

E nunca esqueça da necessidade de lazer e descompressão. Dedicar-se aos estudos sempre pode exigir abrir mão de algumas coisas, mas se você ficar todo o tempo debruçado sobre os cadernos não vai se manter motivado por muito tempo.

Programe pausas e saiba quando realizar um intervalo emergencial não-programado para evitar a sobrecarga. Na pausa, abra o MSN, cozinhe, passeie, ande de bicicleta, acesse a web, visite algum amigo, e tire os estudos da cabeça. Em compensação, evite manter atividades paralelas que prejudiquem a concentração durante o estudo: em especial, evite estudar com o Facebook, o Twitter e o MSN como companheiros, por melhor que seja a desculpa racional que você encontrar – distrações e interrupções fora do seu controle atrapalham. Estude melhor, e você terá mais tempo livre depois.
 

Foco no objetivo

As pessoas estudam por uma razão: pensando no mercado de trabalho, na sua carreira, em conseguir ser aprovado em um teste importante, conseguir uma vaga na universidade desejada, etc.

Para manter-se motivado, portanto, lembre-se sempre do motivo pelo qual você está estudando.

Se você não está ali por opção, não encontrará motivação para ir bem. É provável que o ambiente escolar não esteja sempre a seu favor. Mesmo assim, mantenha em mente os motivos pelos quais você está estudando, e avance na direção dos seus objetivos.
Leia também:

18 Comentários - participe!
• Tags:
Compartilhar este artigo no Twitter
Compartilhar este artigo no Facebook
• Link direto para este artigo: http://efetivida.de/!3785
• Siga no Twitter: @efetividadeblog e @augustocc


 
 

Promoção fácil de fim de semana: Concorra a 4 cadernos Meninos

Conforme anunciei ontem no post sobre os produtos dos Meninos.US, tenho uma série de belos cadernos Meninos para sortear entre vocês.

Pensei em fazer uma superprodução, com perguntas complexas para vocês responderem para concorrer, mas o final de semana está aí, o Efetividade está chegando ao post de número 3.000, e resolvi facilitar as coisas, afinal cadernos também são ferramentas de produtividade, e não há por que complicar.

Para concorrer vocês terão que fazer só o básico: ser seguidor do @efetividadeblog e divulgar a marca dos cadernos e o endereço da promoção no Twitter, twittando a seguinte frase: Estou concorrendo aos cadernos da Meninos.US que o @efetividadeblog vai sortear: http://efetividade.net/?p=2988

Os cadernos são bem legais (a descrição está no post de ontem), e o primeiro sorteado receberá 2 deles, enquanto o segundo e o terceiro sorteados receberão um caderno cada.

O sorteio ocorrerá na próxima quarta-feira, 4 de agosto, e os vencedores serão avisados em um post aqui no Efetividade, para que entrem em contato informando um endereço postal no Brasil para onde remeterei os brindes.

Sei que vai acumular com a promoção das mochilas (da qual ainda dá tempo de você participar também), mas espero que vocês não se incomodem de receber mais brindes aqui do Efetividade ;-)

25 Comentários - participe!
• Tags:
Compartilhar este artigo no Twitter
Compartilhar este artigo no Facebook
• Link direto para este artigo: http://efetivida.de/!2988
• Siga no Twitter: @efetividadeblog e @augustocc


 
 
 


Vizinhança

Expediente

Agenda em dia e caixa de entrada vazia. O Efetividade.net é um blog sobre produtividade pessoal, efetividade, lifehacking, GTD e truques espertos para o seu dia-a-dia. Os mais de 40.000 leitores diários estão sempre atualizados sobre produtos, serviços e técnicas que fazem sua vida mais produtiva, efetiva e... agradável.

Mantido por Augusto Campos (@augustocc), que é o autor dos textos publicados, exceto quando mencionado o contrário.

Efetividade no Twitter: @efetividadeblog

Seu uso do Efetividade.net está sujeito à aceitação dos Termos de Uso.

Powered by WordPress and CleanZine by Focus.