Como estudar melhor: volta às aulas com Efetividade

O ano letivo está começando, e pode ser a hora de aplicar algum esforço para melhorar os resultados, corrigir o rumo ou, no mínimo, reduzir o nível de esforço necessário para atingir bons resultados.


Recomeça o ano letivo

O Efetividade.net, como faz todos os anos, revisita nossas dicas para ajudar você a se dar bem nas aulas e nas provas. Veja abaixo a lista, e participe comentando ou oferecendo suas próprias dicas na área de comentários!

15 dicas para estudar melhor

  1. Experimente tomar notas à mão: escrita não é sinônimo de edição de texto. Tenha um bloco ou caderno para anotações livres, acostume-se a anotar nele os conceitos interessantes, e coloque data, título e matéria no topo de cada página. Não arranque páginas deste caderno. A escrita manual, e simultânea ao momento em que você adquiriu o conhecimento, pode ser um poderoso estímulo à memorização imediata e definitiva dos conceitos. Dica extra: o método Cornell de anotações adapta-se a qualquer caderno, e facilita a consulta posterior.
     


    Uma página de anotações pelo método Cornell

     

  2. Passe a limpo suas anotações: aproveitar alguns minutos do seu tempo de estudo para escrever no mesmo dia, ou no dia seguinte, pela segunda vez (e preferencialmente à mão), os mesmos conceitos anotados durante a aula, organizando-os, analisando e sintetizando, é rápido, favorece a memorização e o entendimento, e pode reduzir a necessidade de algumas horas de estudo na véspera da prova.
     

  3. Exercite seu poder de síntese: O importante não é quantas páginas você escreve, mas sim o quanto estas anotações conseguirão ajudá-lo na hora de rever ou estudar o conteúdo. Dizer muito em poucas palavras é uma habilidade valiosa para toda a vida.
     

  4. “Quem não sabe, ensina”: faça como os profissionais: ensine para aprender. Após ter estudado, encontre algum colega que entenda menos do que você sobre o assunto da prova, e procure explicar a ele alguns dos conceitos básicos. Organizar mentalmente o assunto, verbalizá-lo, vocalizá-lo e ouvir o feedback do colega são atividades que ajudam a solidificar os fundamentos do seu próprio conhecimento, a correlacioná-los, e até a identificar os pontos que você precisa revisar. E ainda por cima pode ajudar o colega.
     

  5. Encontre o ambiente certo para estudar: dentro das suas limitações, encontre um lugar sem ruídos externos, sem tentações que o distraiam, com os recursos necessários, e com espaço suficiente para espalhar seu material. Procure estudar sempre no mesmo local – o cérebro é uma máquina associativa, e se ele associar o ambiente ao ato de estudar, produzir e reter informações, você só tem a ganhar. Dê uma olhada nos nossos artigos sobre home offices para garimpar algumas dicas que se adequem às possibilidades de melhoria do seu ambiente de estudos!
     

  6. Experimente ouvir música: a música ajuda a cancelar ruídos externos, e para algumas pessoas pode ajudar na memorização – ao associar os conceitos com a música que estava tocando na hora, o cérebro pode recuperar a informação a partir deste mesmo estímulo. Se isto funcionar para você, saiba que não existe um estilo musical “certo”: uns preferem Bach, outros preferem Chico Buarque. Para mim funciona muito bem: estudei para muitas provas da graduação ouvindo Nirvana ou com o rádio sintonizado em alguma emissora especializada em “música de sala de espera”, e conseguia “puxar” conceitos na hora da prova ao tentar lembrar das músicas que tocaram enquanto eu estudava.
     

  7. Acorde cedo: Acostume-se a acordar mais cedo e tenha mais tempo para realizar seus compromissos escolares, e para aproveitar depois de completá-los!
     

  8. Tenha uma agenda: não importa a tecnologia. Pode ser um caderno simples, uma agenda de papel, um smartphone, a lista de compromissos do seu celular, um site (como a agenda do Google), ou o que quer que funcione para você. O importante é que você não esqueça dos prazos de seus compromissos escolares importantes. Se a sua opção de agenda tiver como avisá-lo ativamente sobre os compromissos, tanto melhor – diminui a chance de esquecer de preparar um trabalho ou estudar para algum exame.
     

  9. Preste atenção na associatividade: procure sempre encontrar padrões e pontos em comum entre os tópicos do seu estudo, e associe-os a imagens claras e vívidas. Se você fizer estes relacionamentos, fica mais fácil relembrar cada um dos tópicos, pois você pode seguir a cadeia de ligações.
     

  10. Não force: Estudar apenas na véspera, ou passar a noite estudando, são maneiras ineficientes de tentar reter a informação. Você pode ir melhor na prova, estudando menos horas, se fizer força para entender os conceitos durante as aulas, e procurar memorizá-los logo após aprender, e não apenas na véspera dos prazos-limite. Mas, por via das dúvidas, saiba como estudar em emergências escolares também.
     

  11. Não confunda material e aprendizado: aprender é algo que acontece dentro da sua cabeça, e não nas folhas do caderno. Rabisque, rasure, faça o que for necessário para entender e registrar os conceitos. Não adianta ter 16 canetas diferentes e o caderno mais completo da turma, se você não entender o que está escrito, ou se apenas copiar algo que não compreendeu.
     

  12. Faça o que tem que ser feito: se você adiar, vai ter de fazer do mesmo jeito e com mais pressa, ou não vai conseguir completar o curso. Saiba quais são suas obrigações, e planeje seu cumprimento para poder fazer tudo com menos esforço. Deixar para a última hora torna o trabalho mais difícil e arriscado. “Just do it”, “Keep walking” e outros slogans de produtos famosos são bons resumos para o que você precisa fazer se quiser alcançar os melhores resultados.
     

  13. Lazer e descompressão: Dedicar-se aos estudos sempre pode exigir abrir mão de algumas coisas, mas se você ficar todo o tempo debruçado sobre os cadernos não vai se manter motivado por muito tempo. Programe pausas e saiba quando realizar um intervalo emergencial para evitar a sobrecarga. Na pausa, abra o MSN, cozinhe, ande de bicicleta, acesse a web, visite algum amigo, e tire os estudos da cabeça. Em compensação, evite manter atividades paralelas que prejudiquem a concentração durante o estudo.
     

  14. Não exagere na alocação das horas de estudo: Não deixe o exagero e o stress atrapalharem. O melhor é estudar *bem*, e não necessariamente estudar *muito*. Suspender um plano de estudos previamente traçado pode ter consequências sérias. Vale muito mais a pena criar um plano de estudos conservador, adequado a você e ao seu objetivo, e eventualmente ajustá-lo conforme a situação for progredindo.
     

  15. Lembre-se por que você está estudando: se você não está ali por opção, não encontrará motivação para ir bem. É provável que o ambiente escolar não esteja sempre a seu favor. Mesmo assim, lembre-se dos motivos pelos quais você está estudando, e avance na direção dos seus objetivos.
     

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Aprovado: Papelaria Cícero oferece boa alternativa brasileira aos bloquinhos Moleskines

Quando o Lifehacker, site referência mundial em boa parte dos temas aqui do Efetividade, publicou no ano passado uma lista dos melhores aplicativos para uma série de tarefas, uma mesma solução ganhou em 3 categorias: solução para GTD, para anotações e para gerenciamento de pendências (“to-do list“, que não é a mesma coisa que agenda de compromissos).

E este resultado em nada me surpreendeu, pois trata-se da mesma solução que eu também uso para as mesmas demandas: o papel e a caneta.

Já escrevi sobre isso muitas vezes, com subtemas que variam bastante. Falando sobre papel e caneta, já tratamos de:

Sou adepto entusiasmado do papel como base do sistema de produtividade pessoal (complementada, onde cabe, por ferramentas mais tecnológicas). Até já saiu um artigo de minha autoria (“Pilhas não incluídas: A simplicidade como alternativa para a produtividade pessoal“), sobre este mesmo tema, na edição brasileira da PC Magazine.

E todos aqueles artigos acima têm em comum, de forma destacada ou nos bastidores, um produto em especial: os cadernos Moleskine, que já foram difíceis de achar no Brasil (a ponto de merecer um artigo sobre onde comprar, posteriormente atualizado), mas hoje já são encontráveis em boas papelarias.

O que são os moleskines?

Hoje os moleskines (ou Moleskines, pois neste caso é uma marca) são integrantes da linha de produtos de uma empresa franco-italiana (cuja produção ocorre na China e em outros países) que, a partir da década de 1990, retomou a produção de um modelo de cadernetas e blocos bastante tradicional, cuja última produção independente e artesanal havia sido encerrada na década anterior, após um longo e estrelado histórico: Van Gogh, Picasso, Hemingway e Matisse usaram (e há peças em museu para comprovar) este tipo de bloco.

Eles não necessariamente chamavam de Moleskine os seus bloquinhos, mas o marketing moderno acabou fazendo um retrofit do nome, e hoje bastante gente chama todo este gênero de cadernos pelo nome moderno. O nome “moleskine”, que se refere ao material da capa, decorre da forma que o escritor Bruce Chatwin se referia, em suas obras, ao seu bloquinho – e ele narrou em uma delas, inclusive, a sua experiência de em 1996 ficar sabendo, via fornecedor, que o último dos fabricantes de moleskines “tradicionais” havia fechado as portas.

Moleskines com maiúsculas ou minúsculas, estes bloquinhos (em vários tamanhos e configurações – folha branca, pautada ou quadriculada, encadernação lateral ou superior, etc.) compartilham entre si um conjunto de características (típicas, mas não obrigatórias), que a Wikipedia consolidou assim:

  • capa rígida revestida em tecido especial
  • elástico para manter fechado
  • encadernação que permite abertura completa, sem depressão central
  • papel em tons creme
  • cantos arredondados
  • fita marca-páginas
  • bolso canguru na capa traseira

E a linha de produtos com a marca Moleskine é extensa: cadernos, blocos, agendas, com pauta, sem pauta, com folhas especiais para aquarelas, edições temáticas, produtos complementares, e muito mais. O papel é de qualidade superior, a tinta não “vaza” nem borra, e estes blocos têm durado mais de um ano inteiro na minha mochila sem se desintegrar.

São produtos excelentes (adoto há anos). Só que tem um detalhe: eles chegam ao Brasil bastante caros. Os que eu usei em anos recentes foram trazidos do exterior por pessoas que sabiam do meu gosto por este tipo de presente (e comprar lá fora é bem mais em conta, comparativamente), mas anteriormente eu importei e até mesmo comprei aqui, mas o tamanho da facada assustava a minha carteira todas as vezes.

Os blocos e cadernetas da Papelaria Cícero

Uma consequência de o conceito do que hoje convencionamos chamar de Moleskine ser algo fabricado artesanalmente há mais de um século é que não se trata de algo patenteável: a empresa Moleskine é dona de uma marca forte, mas seus concorrentes têm liberdade de lançar produtos com as mesmas características, ou com subconjuntos delas.

E é o caso da carioca Papelaria Cícero, que já há algum tempo produz uma linha completa e variada de cadernetas no mesmo estilo dos moleskines tradicionais, com alto grau de qualidade (do quel eu já vinha ouvindo falar, mas agora pude verificar) e a um preço de venda bem mais baixo que o importado: dá de consultar preços até no Submarino.

Faz tempo que eu ouvia falar bem destes blocos – inclusive nos comentários de notícias anteriores sobre os moleskines – mas ainda não tinha tido oportunidade de testar. Tinha feito uma nota mental pra procurá-los no mercado quando acabasse meu atual bloco (que de fato está acabando). Só que eles se anteciparam: exercendo o marketing bem-informado, me consultaram se eu toparia receber um conjunto de amostras dos produtos deles.

Claro que topei, e logo chegou aqui no escritório uma caixinha contendo bloquinhos e cadernetas, sendo que vários deles reunem várias características típicas dos moleskines (papel de alta qualidade, bordas arredondadas, capa rígida revestida, elástico na capa, encadernação caprichada, marca-páginas), enquanto outros têm mais as características de uma agenda ou bloco “de mesa”, com espiral no lugar da encadernação (mantendo as demais características).

Eu disse que a linha da Cícero é ampla, mas quero frisar: é mesmo uma grande variedade. Minha amostra não foi da linha completa, mas tem agendas de compromissos, cadernos pautados, cadernos sem pauta, blocos quadriculados; capa em papelão, couro e tecido; capas rígidas e flexíveis; encadernação em costura e em espiral; tamanhos grande (19×25cm), médio (14×21cm) e bolso (9×13), com encadernação laterial e superior, e várias outras bossas, inclusive um conjunto de cadernetas em papel 100% reciclado.

Colocamos em produção aqui em casa, há 3 semanas, uma caderneta e uma agenda de compromissos. Eu uso a caderneta diariamente, com lápis, esferográfica e uma ocasional caneta tinteiro – sem borrões, sem “vazar” para o outro lado. Aprovadíssima no teste prático, e toda hora alguém me pergunta onde eu arranjei uma caderneta tão legal, o que lhe dá pontos extras.

Distribuí alguns exemplares a pessoas próximas, em troca do compromisso de um review verbal, e só obtive elogios – o elástico mantém fechada dentro da bolsa, o marca-páginas ajuda na organização, o papel deixa a caneta deslizar, as cores das capas são bonitas, e a encadernação costurada é um conforto, segundo me disseram os avaliadores.

Pessoalmente, senti falta do bolsinho canguru típico dos Moleskines, mas as cores vivas e a disponibilidade de espiral (ótima para cadernos de mesa) compensaram, para mim.

O marketing da Papelaria Cícero funcionou bem (e não saiu caro: eles só me enviaram a caixa de amostras, nem me pediram nada, nem sabem ainda que este post foi ao ar hoje) , graças à qualidade dos produtos – eles provavelmente não tinham dúvida de que o envio da amostra resultaria em um artigo positivo, e estavam certos. Recomendo, com 5 estrelas no nosso Guia de Produtos Efetivos. Não precisam me dar isso de presente de Natal (já garanti meu suprimento!), mas taí um bom presente pro amigo secreto do seu escritório, ou para quem tenha desenvolvido o hábito de tomar notas.

Fica aí, portanto, a dica: blocos da Papelaria Cícero, à venda em lojas do ramo e no Submarino. Se for o caso, ligue pra lá: (21) 2201 2155.

Brindes para os leitores: distribuindo o superávit!

Não tenho nenhum conflito pessoal com a idéia de usar os produtos (consumíveis, especialmente) que me mandam como amostra para o blog, até porque não escrevo com compromisso de elogiar, e nem mesmo aceito o compromisso de escrever algo – recebo as amostras e vejo o que fazer. Mas dessa vez a amostra necessária para eu formar minha idéia sobre a amplitude e qualidade da linha de produtos era grande demais, e nem em 5 anos eu vou usar tantos blocos. Portanto chegou a hora de dividir com vocês o material, na forma de brindes ;-)

O sorteio vai ser em 30 de novembro (veja detalhes abaixo), e os brindes serão:

1) Kit com caderneta Papelaria Cícero grande (19×25), 80 páginas, papel alcalino especial, encadernação costura + caderneta Papelaria Cícero bolso (9×13cm), 64 páginas, papel alcalino especial – ambos sem pauta e com capa flexível. Se o sorteado for mulher, pode receber uma das duas em cor rosa (se desejar).
 

2) Caderneta Papelaria Cícero pautada, formato caderno escolar (14×21cm), capa rígida em vermelho vivo com elástico, 160 páginas em papel alcalino especial.

3) Caderneta Papelaria Cícero grande (19×25), 80 páginas, papel alcalino especial, encadernação costura, sem pauta e com capa flexível.

4) Bloco Papelaria Cícero de bolso, 96 folhas, papel alcalino, encadernação espiral superior, sem pauta.
 

5) Caderneta Papelaria Cícero de bolso, com papel especial para desenho, 112 páginas, papel alcalino especial, capa rígida preta com elástico.

6) Duas cadernetas Papelaria Cícero de bolso, 64 páginas, papel 100% reciclado, capa flexível, sem pauta.

Como vai ser o sorteio

Os brindes serão sorteados assim:

  1. 2 dos brindes irão para os seguidores do @efetividadeblog no Twitter
  2. 2 dos brindes irão para blogueiros que postarem em seus blogs (não vale fórum, twitter, orkut… – precisa ser post em seu blog mesmo) sobre esta promoção ou sobre os produtos acima, necessariamente linkando o Efetividade.net e a Papelaria Cícero, e avisando (via comentário ou trackback) aqui nesta notícia, dando a URL do seu post.
  3. um dos brindes será sorteado exclusivamente entre os 100 primeiros seguidores do @efetividadeblog, conforme prometi há 2 semanas.
  4. um dos brindes será sorteado entre todos os interessados que enviarem, pelo formulário de contato, a frase: “quero concorrer a um brinde” – não esqueça de preencher seu nome e e-mail.

Na improvável hipótese de passarmos dos 1000 seguidores do @efetividadeblog até a data do sorteio, eu incluirei um brinde adicional (talvez algo da Victorinox?), para sortear exclusivamente entre os seguidores no Twitter. E até lá eu penso também em um brinde especial para sortear adicionalmente entre quem já ajudou ou ainda ajudar a divulgar o @efetividadeblog no Twitter.

No dia 27/11 eu sortearei (e divulgarei) qual dos brindes irá para qual categoria, e no dia 30/11 sortearei os felizardos ganhadores, que serão avisados exclusivamente aqui pelo próprio site, e terão 1 semana para entrar em contato (conforme instruções que publicarei) informando seu endereço postal no Brasil para que eu possa remeter os brindes. Cada pessoa poderá participar em múltiplas categorias, mas apenas uma vez por categoria. Todos os sorteios serão realizados via random.org. Tentativas de burlar ou fraudar a concorrência equilibrada serão coibidas, e casos omissos ou excepcionais serão decididos soberanamente pelo Efetividade.net.

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“Trabalhos escolares prontos”

Os trabalhos escolares prontos são a “solução fácil” para o problema errado, que surge quando o estudante acredita que está no curso apenas para completá-lo e ser aprovado, e não para aprender ou para se capacitar a enfrentar algum desafio externo.

É uma situação típica também no planejamento organizacional, quando as pessoas encarregadas de executar a estratégia acabam perdendo o foco dos objetivos, e enxergam apenas os indicadores e suas metas departamentais ou individuais, e usam isso para justificar a adoção de “soluções fáceis” que deixam de lado o interesse real, apenas para garantir o batimento da meta – equivalente ao aluno que deixa de lado todas as demais considerações e passa a se preocupar apenas em alcançar a média mínima e a frequência obrigatória.

A oferta é grande porque a procura cresce

Cada vez mais percebo, via imprensa e até mesmo via observação direta (experimente pesquisar por trabalhos escolares prontos no Google…), que a busca por downloads de trabalhos acadêmicos (incluindo TCCs, relatórios de estágio e até monografias prontas!) é um fenômeno crescente. A imprensa mostrou recentemente os detalhes de uma variação muito mais complexa, que é a da monografia ou relatório final escritos sob encomenda, mas o que ocorre todos os dias é uma modalidade bem mais simples: o aluno que recorre ao plágio puro e simples de trabalhos prontos disponíveis para download na Internet.

Mas a causa não é puramente a “malandragem” do aluno

Embora alunos, professores e o sistema acadêmico como um todo tenham sua parcela (em tamanhos variados) de culpa, todos se unem para agir como se o problema fosse puramente “malandragem” dos alunos, e como se as raras “punições exemplares” aplicadas a alunos pegos colando ou plagiando trabalhos alheios fosse uma solução para a questão. A punição é importante, mas sozinha não resolve nada – duvido até mesmo que ela seja eficaz, na maioria dos casos, para evitar que os próprios envolvidos, ou as pessoas mais próximas, repitam o seu “crime” na próxima oportunidade que tiverem.

Só que o problema é bem mais amplo, e em alguns casos começa até mesmo em casa: não sei se estou em algum desvio estatístico ou não, mas conheço várias mães que não apenas fazem boa parte dos trabalhos escolares dos seus filhos que cursam o ensino fundamental (resolvendo a questão imediata das notas e de “passar de ano”, mas não o objetivo real), como ainda por cima o fazem recorrendo ao plágio de trabalhos prontos e de artigos da Wikipédia e outras fontes usuais cujos textos os professores já devem estar carecas de tanto rever – mas aparentemente não rejeitam nem mesmo nos casos de cópia completa, direta e não-atribuída.


A família incentiva, e o avaliador finge não perceber que já viu a essência daquela obra em outro lugar…

E como se o incentivo materno e a tolerância dos professores e avaliadores não fosse suficiente, ainda há uma série de outras causas, incluindo:

  1. Matérias e trabalhos irrelevantes: incluindo também aqueles que são relevantes mas não conseguem fazer com que esta relevância seja percebida pela maioria dos alunos, que acabam cursando a matéria porque faz parte do currículo obrigatório (ou para alcançar seus créditos), ou que são obrigados a fazer trabalhos e pesquisas cuja relação com o objetivo do curso não é clara. O que nos conduz aos…
  2. Trabalhos cujo único objetivo é “dar nota”: são os trabalhos escolhidos pelo seu nível de complexidade (fácil demais, ou suficientemente complexo, à escolha do professor), sobre temas secundários e cuja execução não acrescenta conhecimento valioso ao aluno. Às vezes é assumido pelo professor como sendo simplesmente “para complementar a nota”, e conduz naturalmente à execução descomprometida.
  3. Materiais, cursos e trabalhos sem renovação: Se as aulas, as transparências, os exercícios, os trabalhos e as provas são as mesmas, reaproveitadas semestre após semestre ao longo de anos, concluo que o professor deveria estar consciente de que esta acomodação do agente é quase um convite a que o paciente também se acomode e busque um jeito de reaproveitar as respostas.
  4. Trabalhos cujo nível de complexidade não é proporcional à aprendizagem pretendida: Este é um fenômeno do qual fui vítima constante na pós-graduação que terminei de cursar recentemente. O professor de uma matéria de 12 horas-aula queria que os alunos exercitassem sincronização de cronogramas, mas para isso passava um trabalho relacionado à logística petrolífera brasileira, cuja execução dependia de levantarmos informações reais e atualizadas sobre as plataformas de petróleo, oleodutos, navios petroleiros, monobóias, refinarias, distribuição, varejo e consumo do petróleo e seus derivados no Brasil, para aí projetar alguma solução, ao longo de 10 dias. O convite claro à fraude (neste caso, não pelo plágio, mas pela invenção de dados para usar no lugar dos dados reais) fica mais chato quando se percebe a desnecessidade: o esforço maior acabaria sendo o do levantamento dos dados (não relacionados ao objetivo da cadeira ou do curso), e uma vez tendo os dados em mãos, a aplicação (aí sim relacionada ao objetivo) chegava a ser trivial.
  5. Orientação a indicadores: é o fenômeno já descrito acima, em que escola e família agem como se a nota e a frequência mínima (para “passar de ano”) fossem o objetivo.

Mas o aluno também é agente desta situação

Claro que também há as causas relacionadas ao comportamento dos próprios estudantes, incluindo o despreparo, o mandrionismo e a preguiça pura e simples.

Há pesquisas a respeito (veja detalhes e referência sobre uma delas abaixo), e elas indicam que há mais causas neste lado da equação também, incluindo:

  1. Ignorância: mesmo tendo consciência do que é plágio, e de que é errado, os alunos aprendem pelo exemplo, especialmente nas séries iniciais. As famílias apóiam e até facilitam a cópia, os professores toleram sem nem mesmo criticar, e a questão ética do ato acaba sendo aprendida da maneira errada – a ponto de gerar indignação quando os professores mais exigentes, anos mais tarde, rejeitam trechos copiados sem atribuição.
  2. “Síndrome do estudante”: em Gerenciamento de Projetos, recebe o nome de “Síndrome do Estudante” a tendência natural de deixar a execução das tarefas para o último dia. E quando os estudantes fazem isso, e mesmo assim querem entregar o “seu trabalho” no prazo, o plágio acaba sendo a opção de muitos.
  3. Pressão pela produção: É outra natureza da perda do foco: ao invés de concentrar esforços no aprendizado, a instituição busca ter alunos-estrela (sejam vestibulandos ou doutorandos…), a ponto de pressioná-los a realizar mais do que seria razoável – e aí os caminhos “alternativos” acabam sendo tentados por eles também.
  4. Rebeldia e questionamento: Como resposta a um sistema desestruturado (como os dos exemplos acima, de trabalhos e cursos mal ajustados às necessidades), ou mesmo como a característica atitude questionadora típica de estudantes, o aluno acaba recorrendo à fraude, às vezes racionalizando a situação, como se os erros alheios que ele identifica justificassem os seus próprios.

Um ponto de vista acadêmico e um chamado à ação

Eu conheci hoje, via Prof. @marrcandré esta adaptação do Prof. Palazzo para o texto “Plagiarism detection and prevention: final report on the JISC electronic plagiarism detection project”, de Chester, G. (2001).

Além de me motivar a escrever sobre o tema com minha própria experiência de aluno e com minhas próprias observações, o texto do Prof. Palazzo me pareceu digno de ser divulgado, porque pode fazer com que pais, professores e até mesmo alunos interessados e bem-informados repensem algumas atitudes que nem sempre são questionadas.

No (infelizmente comum) caso das famílias e professores desinteressados na educação dos alunos, e dos alunos desmotivados ou sem condições de receber uma educação com qualidade adequada, pouco há que eu possa propor, embora eventualmente os artigos sobre o desafio de liderar equipes com pessoas desinteressadas e sobre como liderar nos momentos difíceis possam ajudar quando houver alguém disposto a fazer alguma coisa mesmo nas condições mais adversas.

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Bibliografia: como fazer referência bibliográfica, com exemplos

Bibliografia é a relação das obras consultadas ou citadas por um autor na criação de determinado texto. Descrevendo assim parece simples, mas quando chega a hora de colocá-la em prática em trabalhos acadêmicos, há uma profusão de normas a seguir, e pode ser um desafio evitar que ela prejudique o que mais importa, que é a qualidade da pesquisa realizada.

Até quem gosta de ler pode se intimidar quando se trata de ler registrando capítulos, páginas, ano e local de publicação, e outros detalhes sobre todo material relevante, por mais que essa necessidade seja justificada.


Alguns exemplos que constam na norma da ABNT

Já havia publicado por aqui anteriormente um artigo sobre normas da ABNT para o TCC e outros elementos de formatação, com base nas minhas próprias necessidades da pós anterior, mas na hora de colocar em prática, sempre se percebe que poderia ser ainda mais fácil.

Entra em cena o meu TCC

A partir da semana passada comecei a me ocupar do TCC da minha pós-graduação em Gerenciamento de Projetos (versando sobre Gerenciamento das Comunicações em Projetos), e mais uma vez tive que recorrer a inúmeras referências sobre as normas que regem a apresentação e formatação de trabalhos acadêmicos.

E para mim o bicho pega na hora de fazer as referências bibliográficas. Anotar e registrar a bibliografia consultada é praticamente uma arte, e ao neófito que busca a melhor maneira de mencionar a sua fonte consultada, parece haver infinitas variações de tonalidades, afinações, nuances, texturas e sombras.

O pulo do gato é não deixar que as sutilezas da norma fiquem no caminho do que mais importa, que é encontrar as fontes certas, consultá-las, entendê-las e empregá-las em seu trabalho! Daí a importância de contar com guias que facilitem o aspecto técnico-operacional da bibliografia.

Guias para facilitar

Diversas universidades publicam seus guias de formatação de referências bibliográficas, baseados na norma da ABNT NBR 6023. E estes guias, com seus exemplos, são exatamente o que o aluno precisa na hora de buscar o download de modelos prontos para o seu Trabalho de Conclusão de Curso, pois cada uma das maneiras mais comuns de citação é apresentada com exemplos reais.

Registro aqui, portanto, para meu uso futuro e para quem mais tiver interesse em saber como fazer a referência bibliográfica ao final do volume de seu trabalho de conclusão ou relatório de estágio, os links e mirrors dos exemplos adicionais que encontrei e me baseei para fazer meu TCC:

Recomendo ainda os dois artigos anteriores:

Com estes guias, dá para descobrir rapidamente como fazer até aquelas referências bibliográficas mais modernas, como as que mencionam sites da web, listas de discussão, vídeos e todas as demais fontes de informação nas novas mídias que hoje são cada vez mais corriqueiras.

E bom TCC!

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Como escrever melhor – em 5000 caracteres ou menos

Você é capaz de descrever um conceito ou uma proposta, por escrito, em menos de 1000 palavras?

Todos os meses eu encaro o desafio de produzir minha coluna – que ocupa uma página, diagramada em 600 palavras ou 4000 caracteres – para a edição impressa da Linux Magazine brasileira e, ao longo dos anos, percebi que isso me ajudou a encontrar algumas técnicas para a melhoria dos meus textos do dia-a-dia, como atas, registros de reunião, apresentações e o ocasional artigo.

Elas são genéricas o bastante, bastando que você escolha quais se encaixam nas suas demandas. E o mais interessante é que elas também podem ser apresentadas em menos de 4000 caracteres!

Vamos a elas:

Não se intimide. Colocar suas idéias por escrito pode ser uma tarefa desafiadora, ainda mais quando se quer fazê-lo de forma sintética. Aceite o desafio, pois um texto curto e direto tem muito mais chance de ser lido integralmente, e o processo de escrevê-lo pode ajudar você até mesmo a refinar a sua idéia.

Primeiro sintetize mentalmente. Não saia escrevendo parágrafos a esmo, para depois se ver obrigado a amputá-los, formando um texto desconjuntado. Pare, delimite, pense nos tópicos essenciais do seu tema, coloque-os em ordem de importância, corrija excessos e ausências. Ao fim do processo, você já terá uma boa idéia do que deverá ser escrito, e em que ordem.

Deixe o título e o começo para depois. Em um texto curto, a primeira frase pode ser a mais importante, e não necessariamente precisa seguir a regra de apresentar uma síntese. Existem muitas formas de dar ao leitor uma razão para prosseguir a leitura (o texto que você está lendo, por exemplo, começou com uma pergunta que apresenta um desafio), e é mais fácil escolher a certa quando o corpo do texto já está pronto.

Seja direto. Você não precisa guardar o melhor para o final, e nem abusar de enfeites estilísticos. Bons textos curtos vão direto ao ponto, em palavras simples e vivas, com uma sequência lógica e cadenciada.

Quebre os parágrafos. Nem sempre é adequado recorrer a listas de itens, como eu fiz neste texto, mas vale a pena evitar os parágrafos longos. Em um texto organizado e bem dividido, o leitor tem maior facilidade em captar a importância e o interesse antes mesmo de começar a ler.

Escreva para o seu leitor. Parece óbvio, mas muita gente escreve sempre como se o texto fosse ser lido pelos seus professores, pelos seus desafetos ou, ainda pior, pelo Google. Saiba a quem você está se dirigindo, e use a linguagem adequada, sem jargões, sem técnicas que privilegiam indexadores em detrimento dos leitores de carne e osso, e sem exagerar na inclusão de destaques, piadas internas e espertezas verbais.

Não tente esgotar seu tema. Poucos temas podem ser esgotados em 2 páginas. Ao escrever um texto curto, mantenha o foco nos aspectos essenciais. Se necessário, referencie fontes onde há maior detalhamento, mas sem tentar reproduzi-las.

Busque o equilíbrio. Após escrever a primeira versão, compare o texto com a lista de tópicos essenciais que você identificou antes de começar. Verifique se estão todos presentes, e se você não dedicou espaço demais aos seus preferidos, em vez dos mais importantes.

Leve o leitor a concluir algo. O leitor pode até discordar de você, mas precisa terminar a leitura sabendo qual era a sua intenção – mesmo quando o texto terminar em um questionamento ou convite a reflexão.

Releia, treleia e quadrileia. Em textos curtos, todos os erros ficam mais evidentes. Revise múltiplas vezes, procure por erros de ortografia e estilo, corrija as idéias incompletas e os excessos.

Ao final do processo, você terá um texto curto, direto, fácil de ler e de entender. Acrescente uma boa dose de inspiração, duas pitadas de estilo, e aí é só servir, acompanhado de duas rodelas de empatia!

– E o texto acima tem exatos 3880 caracteres ;-) –

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Vestibular e concursos: não deixe o stress atrapalhar os estudos

Você já esteve prestes a abandonar a rotina de estudos, quando faltavam poucas semanas para uma prova importante?

Depois de algum tempo de estudo regular e motivado, e algumas semanas antes da prova, o stress começa a atacar o candidato, e às vezes acaba levando a efeitos negativos, como a suspensão do estudo diário.

Estudar em excesso pode não dar os melhores resultados (o melhor é estudar *bem*, e não necessariamente estudar *muito*), mas suspender um plano de estudos previamente traçado pode ser ainda pior para o seu resultado. Vale muito mais a pena criar um plano de estudos adequado a você e ao seu objetivo, e eventualmente ajustá-lo conforme a situação for progredindo.

O site G1 recentemente publicou um artigo sobre a “setembrite”, situação que afeta especificamente os vestibulandos, usualmente em setembro, quando os vestibulares das universidades federais se aproximam – especialmente nos casos em que o candidato é jovem e não tem certeza sobre a escolha que fez, ou quando ele se inscreveu em diversos concursos e não elegeu um deles como o seu principal alvo – e assim acaba tentando dar o máximo de si em várias direções diferentes.

E o G1 dá conselhos baseados no bom senso, mas razoavelmente sólidos:

O melhor é não se desesperar. Não adianta tomar atitudes do tipo estudar 18 horas por dia para rever (ou para ver pela primeira vez) toda a matéria. O que vão conseguir é uma bela estafa e um resultado muito ruim no vestibular. Até porque, ao se impor algo impossível, o estudante vai se angustiar mais e acaba não conseguindo estudar nada. O tempo que poderia aproveitar ficará perdido.

Para aqueles que se prepararam minimamente, é importante confiar no que estudaram. O melhor é dirigir esforços para as partes das matérias que tiveram mais dificuldades e vale a pena tirar dúvidas com professor ou colega. Não adianta chover no molhado e estudar coisas já conhecidas.

Na minha opinião (e já passei, com sucesso, pela minha parcela de provas e concursos públicos), é muito importante definir uma carga horária diária que permita ver toda a matéria sem sobrecarregar o estudante, e cumpri-la sem abrir exceções. Para isso, é essencial começar a estudar bem cedo, ou então resignar-se a selecionar bem (e de forma excludente) a matéria a ser estudada.

O stress é natural, mas deixar que ele o domine só atrapalha. Conheci várias pessoas aprovadas em uma série de concursos dos quais participaram, e há ao menos um ponto em comum entre elas: nenhuma permitiu que a seriedade com que se dedicavam a estudar se transformasse em neurose ou em alguma atitude que atrapalhasse a retenção de conhecimento ou a sua capacidade de responder bem, e com calma, às provas.

Ao mesmo tempo, pausas semanais e algum lazer diário também fazem maravilhas pela capacidade de absorver e reter conteúdo. Não adianta viver 24h por dia, 7 dias por semana, em função da prova: assim você só gasta (e mal) o seu tempo. Estude com efetividade, e você aproveitará mais.

Leia o artigo no G1: “Vestibulandos devem se precaver da ‘setembrite’

E leia também as matérias anteriores aqui do Efetividade.net:

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Discurso com efetividade: como escrever e apresentar para ser entendido

Discurso pode deixar de ser um fantasma. Com algumas dicas práticas, seus discursos e apresentações podem ficar muito mais vivos e ricos em conteúdo – passando melhor a mensagem em formaturas, cerimônias ou mesmo nos palanques políticos.

Nesta época eleitoral, em que milhares de candidatos a prefeituras e câmaras de vereadores do Brasil inteiro disputam a atenção dos eleitores em discursos (seja em eventos públicos, ou mesmo pela televisão), a demanda por bons discursos só aumenta, e a qualidade geral do que ouvimos mostra o quanto todos teríamos a ganhar se os autores e apresentadores destes discursos (sejam eles políticos, paraninfos, homenageados, pais de noivas ou tantos outros discursantes do dia-a-dia) dominassem melhor a arte de comunicar claramente uma idéia.

Usualmente se diz que um bom discurso se identifica por 3 fatores, que devem estar presentes em grau suficiente e adequado ao tema e à circunstância:

  1. brevidade
  2. leveza
  3. repetição

É isso mesmo: os critérios tradicionais não incluem a clareza ou a empatia. O discurso tradicional muitas vezes é escrito pensando em garantir que o público vai escutá-lo (associado ao conceito de eficácia), e não com a meta maior, que seria garantir que o público vai se convencer após ter entendido a mensagem que o autor desejava passar (que seria a idéia associada ao conceito de efetividade).

E é por isso que muitas vezes terminamos de ouvir o dicurso com a sensação de que não houve nenhuma novidade, e que a pessoa falou, falou e nada disse.

Já para um discurso efetivo, que leve o público a compreender e se convencer da mensagem, há duas condições essenciais, segundo Dan Pink – que foi redator-chefe dos discursos de Al Gore, famoso por saber se comunicar bem com as mais variadas audiências. São elas:

  1. Identificar claramente qual a mensagem que queremos passar
  2. Saber explicar por que essa mensagem é importante para o público

Parece simples, não? Mas a maioria dos discursos que ouvimos são gerais, sem foco, não têm um argumento central, e muito menos uma indicação clara de sua importância. Se você conseguir reunir as duas condições acima antes de escrever seu discurso, portanto, você já estará à frente da maioria de seus concorrentes e pares.

E é por isso que vamos aproveitar a experiência do redator de Al Gore (e de outros autores do mesmo ramo) para reunir uma série de dicas para discursos efetivos, que você lê a seguir.

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A arte de fazer perguntas que merecem resposta

Uma das melhores maneiras de descobrir a resposta de alguma questão é perguntar a quem sabe. Certo? Sim, não há dúvida. Mas em alguns casos – especialmente em ambientes acadêmicos, profissionais e on-line – a pessoa que sabe, e poderia lhe responder, não tem condições de responder a todas as perguntas encaminhadas a ela, e assim faz triagem, ou mesmo deixa de dar atenção máxima a boa parte das questões que recebe.

Mesmo assim, em geral essas pessoas respondem a uma parte das perguntas que recebem. Portanto o seu desafio, se quer perguntar algo a elas, é conseguir passar pelos filtros que elas adotam, e assim chegar a ser respondido.

O fator humano está envolvido, portanto não existem indicações absolutamente corretas neste campo. Sugiro começar lendo as dicas do artigo anterior “Como enviar e-mail para receber melhores respostas“, que explica o que fazer para aumentar a chance de a sua mensagem chegar a ser lida, se você enviá-la on-line.

Depois de a mensagem chegar a ser lida, entretanto, a questão passa a ser ter uma pergunta que chegue a ser respondida. Portanto, vamos abaixo a algumas dicas para melhorar as chances a seu favor.

» Leia o restante do artigo “A arte de fazer perguntas que merecem resposta”

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Como tomar notas com efetividade

Estamos no começo do semestre letivo, e esta é sempre uma boa hora para considerar maneiras de melhorar nossa capacidade de registrar informações para consulta futura, especialmente no que diz respeito a anotações de aula para referência ou para eventualmente estudar na hora da prova.


Tomar notas é uma necessidade diária

Felizmente já ultrapassei essa fase nas minhas atividades escolares, e hoje dificilmente tomo notas em aula pensando na prova. Mas tomo muitas notas em reuniões, ou mesmo nas aulas, para futura referência, para registro ou mesmo para identificar pendências e ações necessárias no futuro próximo.

Minhas ferramentas preferidas para registro de informações são a caneta e o papel, e demorei um pouco até encontrar os dois instrumentos aos quais melhor me adapto: uma caneta Grip Plus Ball que comprei na papelaria da esquina (e não encontro mais, espero que a tinta dela dure bastante) e um bloco Moleskine Reporter, encadernado na parte superior das folhas, o que facilita tomar notas segurando o bloco nas mãos.

O simples hábito de tomar notas, em si, já é um grande aliado da memorização e da capacidade de posteriormente recuperar a informação. Mas existem muitas formas de torná-lo mais eficiente e efetivo – e cada pessoa se adapta melhor a algumas delas. Em setembro de 2007, ao falar sobre as vantagens de usar um caderno para registrar suas anotações, descrevi o método Dave Terry, que se baseia em folhas numeradas e datadas, e canetas coloridas indicando significados diferentes para o texto escrito. Eu gosto, mas exige tanto esforço para preparação que pode acabar comprometendo a motivação de quem está começando.

E é por isso que hoje vou apresentar uma maneira bem mais simples de tomar notas estruturadas: o método Cornell, que se baseia na divisão da folha em 3 zonas, como indicado na ilustração abaixo.


A página da direita mostra as 3 áreas do método Cornell

Você pode separar as áreas usando uma régua, imprimir folhas de fichário já neste formato, ou mesmo disciplinar-se para usar as áreas mesmo sem traçar seus limites, em um caderno comum.

O funcionamento é simples: você toma as suas notas (registrando inclusive as suas dúvidas) na área azul de cada folha, tão resumidamente quanto possível, mas sem perder a clareza. Ao terminar, você preenche na área vermelha algumas palavras-chave e questão que correspondem ao que está anotado na área azul, e em seguida registra na área amarela um breve sumário do assunto (incluindo a data e local da aula, o tema, os pontos principais), para facilitar a localização posterior, ao folhear as páginas.

Além de o processo de indexação imediata aumentar a sua memorização, a forma como o método Cornell é estruturado tem uma vantagem extra no contexto escolar: na hora de estudar para a prova, você pode tapar a área azul com uma folha de papel, e aí procurar lembrar do conteúdo a partir das palavras-chave das outras duas áreas.

O Método Cornell de Anotações foi criado na década de 1950 por Walter Pauk, professor em Cornell. Ele escreveu um livro a respeito, na época, mas seu método só se popularizou na última década. A descrição na Wikipedia dá mais detalhes sobre os fundamentos educacionais envolvidos no seu sistema.

Leia também:

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Economizando palitos: Consulta a alunos da Estácio de Sá

Caros amigos, faço uso deste espaço, que trata sobre efetividade, para consultá-los sobre uma medida que me pareceu inefetiva (tanto quanto economizar palitos e guardanapos em um banquete) anunciada esta semana pelo coordenador do meu curso de pós-graduação em gerenciamento de projetos, realizado em Floripa:

Por determinação da mantenedora da Faculdade Estácio de Sá os cursos de pós-graduação não poderão reproduzir mais o material de aula dos docentes do curso. Todo o material será publicado no sistema Aluno On-line em formato digital para reprodução pelo próprio aluno(a).

Ou seja: aquela apostila fotocopiada, com as transparências utilizadas pelo professor em aula, tão útil para acompanhar o contexto e fazer anotações, que custa pouquíssimo, e que era provida ao aluno pela instituição no início de cada disciplina, já era. E a mensalidade continua a mesma.


Economia de palitos?

Ela é barata, mas a mudança no escopo do produto no meio do curso chamou bastante a atenção. Reparei também que não se trata de a instituição achar que o material didático é desnecessário ou inefetivo: ela espera que os alunos o levem, só que quer que cada um reproduza o seu – sem o ganho de escala, portanto – e pague por isto diretamente.

Me afeta como aluno? Provavelmente não, posso imprimir ou mesmo acompanhar via Eee. Gera redução de custo para a instituição? Provavelmente sim, embora pequena em comparação com a mensalidade cobrada. Pode gerar conseqüências à imagem da instituição e dos cursos? Creio que sim também, especialmente quando o aluno em potencial parar para imaginar no que mais eles estarão cortando custos, se chegam a reduzir o gasto com reprodução de material didático.

Curiosamente, hoje mesmo recebi uma proposta para promover anúncio de um novo curso de pós-graduação da mesma instituição, aqui no Efetividade.net. Mas não vai ser desta vez, neste momento não me sinto em condições de recomendá-lo.

Portanto aqui vai a minha pergunta a outros alunos da Estácio que estejam lendo o Efetividade.net: nos seus cursos e unidades também ocorreu este tipo de redução do serviço recentemente? E qual a sua opinião sobre isso?

Se houver respostas, vou tentar encaminhá-las à universidade. Só não vale responder de forma ofensiva à instituição, porque aí vou me ver obrigado a editar ou descartar o comentário.

Atualização: 3 horas após a publicação desta nota, recebi mensagem do coordenador do curso, informando que a restrição foi revogada, e que para isto foi fundamental o conjunto de manifestações recebidas dos alunos. É isso aí!

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