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Entrevista de seleção: 6 erros que você precisa evitar

Processos seletivos são uma realidade quase inescapável, e não apenas para empregos: seleções para estágios, para bolsas, para projetos acadêmicos, programas de trainee e para participação em oportunidades variadas passam por este desgastante processo.

Já tive bastante experiência nos 2 lados deste balcão: já entrevistei e fui entrevistado muitas vezes, e ao longo dos anos fui reunindo informações a respeito para facilitar meus próprios procedimentos.

Entre elas está esta lista de 6 erros comuns (que procuro não cometer, mas que vejo acontecer a cada vez que participo como entrevistador) que agora compartilho com vocês.

Erros comuns em entrevistas

Perder a chance de chegar bem informado: além de estar atualizado profissionalmente e sobre o seu mercado, é sempre importante já chegar para a entrevista informado sobre as atividades da empresa e da vaga, seja por notícias, fatos ou estimativas. Pense nos requisitos da vaga e procure entender o que seriam os diferenciais positivos que estão sendo procurados. Informe-se também sobre oportunidades, demandas e até os principais concorrentes da empresa. Mesmo após chegar (especialmente se a entrevista for no local da vaga) é possível continuar coletando dados que podem vir a ser relevantes para escolher o que exibir com mais ênfase ao entrevistador, para ajudá-lo a se convencer de que você é a escolha certa para a vaga.
 

Falta de entusiasmo: Nos posts sobre entrevistas no longo histórico de envolvimento do Efetividade com este tema, é comum ver pessoas comentando uma triste visão: a de que todas as entrevistas são furadas, de que os selecionadores não se esforçam para escolher o melhor candidato, e de que só é aprovado quem tem pistolão. Além de potencialmente ofender aos entrevistadores sérios e a quem já foi aprovado em processos sérios, chegar a uma entrevista deixando transparecer este ponto de vista é já chegar derrotado – melhor nem ir! E mesmo que você não tenha este ponto de vista, comparecer com aquela cara (fácil de reconhecer na sala de espera!) de “mais uma entrevista de uma longa série em que só fui rejeitado”, ou exibindo a atitude que fica clara naquela pergunta final “mas vocês vão me dar retorno mesmo que eu não seja selecionado, né? Se não me ligarem em 1 semana, pra que número eu posso ligar?”, não ajuda – o selecionador quer os melhores, e não necessariamente os que estão há mais tempo tentando. Capriche na educação, na empatia, e na atenção – inclusive com os demais candidatos, sempre pode haver alguém observando. Eu, quando no papel de entrevistador, sempre faço questão de passar algum tempo na sala de espera.
 

Respostas decoradas: quando é para uma vaga em atividade especializada, é fácil perceber que parte dos candidatos leu um mesmo artigo de revista dando “a resposta certa” para determinadas perguntas, e achou que era pra responder exatamente como estava lá. Já vi até gente consultando anotação pra responder (mecanicamente) qual o seu objetivo de longo prazo… Conhecer de antemão perguntas comuns em entrevistas e o que enfatizar nas respostas a elas é positivo, mas dar a mesma resposta que o autor de um artigo que o entrevistador também leu não ajuda a passar a impressão de que você é genuíno e diferente dos demais concorrentes.
 

Fazer a entrevista em clima de “já ganhou”: às vezes o candidato acha que a vaga “está no papo”, devido à sua formação, experiência, networking ou qualquer outro fator, e aí não dá atenção à entrevista. Ele pode até estar certo em sua auto-avaliação, mas é difícil saber se os demais concorrentes não terão elementos ainda mais fortes a apresentar. Todas as fases de um processo seletivo são relevantes, e já participei de seleções em que o candidato que parecia ter o melhor currículo e experiência acabou indo para o banco de talentos porque na hora da entrevista exibiu soberba, displicência e ausência de interesse. Não cometa este erro!
 

Fugir do tema em perguntas subjetivas: perguntas como “qual o seu maior defeito” ou “por que devemos te contratar” são testes comuns em entrevistas. Mais do que o interesse na resposta objetiva, o entrevistador tem aí a oportunidade de perceber a atitude do candidato: ele vai fugir do tema, vai dar uma resposta vazia, vai dar uma resposta previamente decorada, ou vai surpreender com criatividade genuína? Travar por não estar preparado para este tipo de situação é muito comum, mas lembrar que a atitude faz parte da resposta pode inspirar a preparação mais adequada.
 

Excesso de modéstia, timidez e atenção ao interesse do “outro lado”: entrevista não é hora de exagerar na soberba, mas também não se encolha: o foco das suas respostas deve sempre ser a exposição do que você tem que o torna mais adequado à vaga, confirmando o que está no currículo e apresentando o que não consta nele: sua atitude. Cuidado também para não ficar enfatizando seus possíveis pontos negativos: responda a verdade quando perguntado, mas evite alertas espontâneos contra si mesmo.

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Entrevista de emprego: “Qual seu maior defeito?”

Entrevistas de emprego mal conduzidas ou massificadas às vezes parecem seguir um verdadeiro script, quase como as danças populares nas festas juninas.

O entrevistador diz “olha a cobra!”, o entrevistado diz “é mentira!”. E a quadrilha prossegue: “Olha a chuva!”, “Já passou!”, e assim por diante, enquanto fazem evoluções que o candidato experiente já viu em tantos lugares, e das quais o entrevistador cansa de ouvir a mesma resposta, sem contar as dinâmicas que são as mesmas desde 1989, e o avaliador as viu inicialmente em uma fita de videocassete que já era velha.

Claro que nem sempre é assim – e quando não é, todo mundo sai ganhando: o empregador vai receber candidatos melhor avaliados, o avaliador não vai morrer de tédio, e o candidato vai ter um pouco mais de chance de mostrar suas qualidades reais, e não a mera habilidade de seguir um roteiro que viu nos classificados do jornal de empregos.

Há alguns anos publiquei um roteiro de perguntas de entrevista de emprego para quem está exposto a entrevistas assim, quer dar respostas relativamente seguras, mas sem entrar no script igual ao de todo mundo que lê os artigos que os jornais de empregos requentam a cada 5 semanas.

Desde lá os scripts alheios avançaram um pouco (e de vez em quando reconheço alguma das minhas respostas em alguns deles, e fico feliz), mas de modo geral o meu modelo ainda está atualizado – o que não me impede de, vez em quando, publicar um adendo – como este em que tratei da famigerada pergunta “Por que devemos te contratar?

Qual o seu maior defeito?

E hoje é a vez de mais uma pergunta que, assim como a mencionada acima, até tinha algum sentido – mas anos de repetição e de candidatos sendo doutrinados a responder algo que (no entender de quem dá a dica) não é um defeito de verdade (“sou perfeccionista”, “trabalho demais”, “não gosto de encerrar o expediente quando ainda há pendências”, etc.) acabaram comprometendo em boa parte sua eficácia prática, a não ser como teste para ver se o candidato está procurando ser genuíno ou está seguindo um roteiro.

Mas isso não é motivo para o roteiro de muitos entrevistadores mudarem, e toda semana eu recebo algum relato ou consulta de gente dizendo que recebeu esta pergunta na entrevista e não sabe qual seria “a resposta certa”, como se existisse e fosse só uma – e torço para que no futuro, ao invés de me perguntar, parte deste contingente encontre este post numa busca on-line! ;-)

Eis o que eu respondi no guia de perguntas entrevistas de emprego de 2008:

Cuidado! A maioria das pessoas que já leu dicas de entrevista acha que deve escolher algo que não seja tão negativo assim, como “ser muito perfeccionista”, ou “exigir demais de si mesmo”. Na minha opinião, quando eu mesmo entrevisto, essas respostas prontas que disfarçam um ponto positivo como se fosse negativo passam uma idéia de artificialidade, e de ausência de respeito pelo interlocutor e pela empresa.

Diga que não consegue lembrar de uma característica profissional que possa comprometer seu desempenho no cargo para o qual está sendo considerado, e aí acrescente um ponto negativo real (no qual você pensou com antecedência), que faça sentido no contexto da empresa, mas que não vá comprometer suas chances de aprovação. Se possível, equilibre-o explicando a forma como você lida com este ponto negativo, e mencione um ponto positivo forte já em seguida. Mas não exagere escolhendo algo que possa soar pior do que é na realidade.

O que eu escrevi naquela ocasião está mantido: mesmo que a pergunta seja pouco inspirada, uma resposta genuína e segura é possível, mesmo sem recorrer à dica do jornal.

Mas nesta semana o Lifehacker ofereceu um complemento interessante que eu achei que valia a pena compartilhar com vocês: para escolher o tal ponto negativo real que não comprometa a sua avaliação, uma forma segura é escolher uma habilidade que lhe falte em outra área de conhecimento profissional especializado, que não seja a da vaga que você está procurando.

Se a vaga envolve controladoria ou contabilidade você não vai dizer que odeia matemática financeira, mas pode dizer algo que inviabilizaria o trabalho de um comissário de bordo ou de um auxiliar de enfermagem, por exemplo – e ainda acrescentar que foi isso que o motivou a escolher a contabilidade ou a gestão financeira como carreira, porque potencializa os seus pontos fortes e evita completamente este defeito que você escolheu para mencionar. Mas não vou dar exemplos específicos, senão vou estar reproduzindo o comportamento dos guias de jornal ;-)

Cuidado com a armadilha do silêncio

Já que estamos tratando do assunto de perguntas-padrão, vale um destaque: nem sempre o que o avaliador quer saber está no conteúdo da sua resposta: às vezes surgem perguntas com respostas óbvias, sem respostas certas, potencialmente embaraçosas, etc. apenas com o objetivo de provocar e observar a sua atitude: se foge do tema, se encara de frente, se traz uma resposta enlatada, se responde de forma genuína, se vai se expor ou se proteger, etc.

Pode muito bem ser o caso da pergunta do “seu maior defeito” ou “seu ponto fraco”. Saber a resposta até interessa, mas a sua atitude ao receber a pergunta talvez seja um material muito mais rico para o entrevistador avaliar – portanto, responda conscientemente!

Para completar, às vezes a sua resposta virá acompanhada de mais uma ferramenta para gerar constrangimento e observar como você reage: uma encarada silenciosa, em que o entrevistador simplesmente continua olhando para você, sem fazer a próxima pergunta, nem comentar ou dar nenhuma dica visual de que concordou, discordou, espera algo mais, etc.

Trata-se de um teste – ou uma “pegadinha”, e bastante gente cai: ao perceber a situação de stress, assumem que o entrevistador considerou a resposta errada, mentirosa, insuficiente, ridícula ou qualquer outra coisa, e começam a tentar “consertar”, muitas vezes com resultados desastrosos para si mesmo.

A intenção pode ser mesmo intimidar e provocar stress, para ver como o candidato se sai. Se tentarem isso com você, sugiro aguardar também alguns segundos calmamente, e em seguida não afirmar nada, apenas perguntar: “há algo mais que eu possa esclarecer sobre este ponto?” Se o entrevistador continuar em silêncio, simplesmente aguarde silenciosamente também, em atitude respeitosa e séria, prestando atenção a ele,como se estivesse dando a ele tempo para pensar, até que ele perceba que você não se intimidou e nem vai “se entregar”.

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Emprega SP: um portal público para busca e oferta de vagas

A empregabilidade é uma das áreas de conhecimento a que um bom número de artigos aqui do Efetividade já deu atenção, especialmente devido ao meu desgosto pessoal com a cultura do atravessador: sites, portais e agências que ficam como intermediários entre quem dispõe de vaga e quem procura vaga, muitas vezes prometendo a ambos os lados mais do que podem cumprir, e faturando alguns trocados de cada integrante da massa que procura seus serviços mesmo sem garantia de que aquilo que ele procura lhe será oferecido.

Planejo revisitar o tema em breve, voltando às maneiras como o interessado pode se ajudar sem recorrer a estes despachantes da expectativa de emprego – e você pode encontrar alguns exemplos do que já foi dito por aqui a respeito ali na barra lateral, no quadro “Empregabilidade já”.

Mas nem todos os portais e agências são armadilhas, claro. No momento, a oportunidade que se apresentou a mim é divulgar (gratuitamente, claro) um portal neste gênero disponibilizado pelo governo de SP, trazido à minha atenção pela Secretaria do Emprego do Estado de SP.

Aprecio participar da divulgação de serviços de utilidade pública, portanto segue a descrição enviada ao Efetividade:

O Emprega São Paulo é um intermediário totalmente GRATUITO entre cidadãos residentes no Estado de São Paulo que buscam oportunidade de trabalho e empregadores que ofertam vagas de trabalho. Hoje estamos com mais de 1.100 vagas para nível superior – maiores ofertas são para gerente de logística, analista de cobranças e graduados em comunicação social; e mais de 35 mil vagas para diversos níveis de escolaridades. Os interessados só precisam se cadastrar no site, preencher o currículo e o nosso sistema alerta quais são as vagas que se encaixam melhor no perfil do candidato. Acesse http://www.emprego.sp.gov.br/ e cadastre-se!

Um mercado de trabalho como o de SP pode ser complicado de desbravar, e contar com ajuda de um portal público pode ser ao mesmo tempo uma ferramenta para quem está procurando (ou oferecendo) emprego, como ainda (ao menos no terreno das expectativas…) uma razão para que os portais caça-níqueis precisem oferecer algo mais para conseguir se manter. Parabéns ao governo de SP pela iniciativa, tomara que tenha muito sucesso!

E se o seu estado ou prefeitura oferecer um serviço similar (incluindo cadastro de vagas e de interessados!), não deixe de divulgar nos comentários!

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Avisos paroquiais: #twitcarreiras e Jovens Talentos Natura

Quando alguém usa os formulários de contato aqui do Efetividade para contar que conseguiu um emprego (ou mesmo se dar bem com um currículo ou entrevista) graças às dicas de empregabilidade aqui do site, eu ganho doses extras de sensação de dever cumprido que duram vários dias.

Isso acontece quase toda semana, e é uma das razões que me estimulam a prosseguir com o site quando me dá aquela sensação de que já estou quase esgotando seus temas.

De vez em quando alguma empresa percebe esta identidade de assuntos e entra em contato pedindo para divulgar iniciativas de empregabilidade. É nosso caso de hoje, com um webcast promovido por uma universidade carioca e um inovador programa de recrutamento que a Natura está oferecendo para o pessoal buscando um início de carreira promissor.

Começando com o #twitcarreiras, que é hoje:

No #TwitCarreiras a VJ Marimoon comanda uma série de debates online. Em cada programa, um convidado especial será entrevistado ao lado de um professor representante da universidade que promove o evento, enquanto outras personalidades do meio virtual participarão via webcam com suas visões sobre o tema.

O segundo debate ocorre hoje às 20h, com o tema ”Como me apresentar ao mercado de trabalho”. Em pauta questões como profissões do futuro, como fazer um bom currículo, diferenciação profissional, formação e graduação a distância. Para participar, os interessados só precisarão acessar o site Tinychat através de suas contas no Twitter, assistir as diversas webcams participantes, enviar perguntas e dividir a opinião com o público online.

Para a edição do dia 29, a professora Andréa Bittencourt, que leciona assuntos relacionados à gestão em vários cursos EAD (Ensino a Distância), estará na mesa principal ao lado da VJ Marimoon e de Volney Faustini, administrador de empresas e autor de livros sobre telemarketing e inovação empresarial.

Entre as webcams participantes é esperada a presença de autores de blogs sobre carreira, finanças pessoais e empreendedorismo. Na primeira edição, entre os participantes online tivemos Tiago Yonamine (Twitter @Trampos), Bia Granja (site ResultsOn), Marina Santa Helena (do programa Fiz MTV ), Liliane Fonseca (blog Minha Carreira), Ricardo Cabianca e Maestro Billy.

Agora os detalhes do inovador programa de recrutamento de estagiários e trainees da Natura, que ocorre (até o próximo dia 11/4) via redes sociais:

Apresentamos o programa Jovens Talentos Natura, com vagas para trainees e estagiários em vários estados do Brasil e países da América Latina. O prazo de inscrição foi prorrogado até 11 de abril, e para saber mais é só olhar no site JovensTalentosNatura.com.

É um processo de seleção bem inovador, através de redes sociais.

Gostaria de pedir um apoio seu para repassar essa informação através do blog Efetividade. Não queremos vender nada nem divulgar a marca Natura, apenas contar com sua ajuda para repassar a informação que poderá beneficiar e mudar a vida dos visitantes qualificados e diversificados do portal.

Temos certeza de que as pessoas que virem a notícia por lá e conseguirem uma vaga vão lembrar sempre disso. Assim como nós.

Para maior clareza, confirmo que o Efetividade não é associado ou participante de nenhuma das iniciativas acima, e que estas notas informativas foram publicadas sem qualquer pagamento ou outro tipo de retribuição. Espero, entretanto, que sejam úteis para os leitores que estão em busca de seu lugar ao sol profissional!

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Por que devemos te contratar?

Entrevistas de emprego e as dinâmicas de seleção parecem seguir ondas, e ultimamente parece que uma tendência forte é perguntar ao candidato a uma vaga (ou pedir que ele exponha em uma redação) uma questão aparentemente simples: “por que devemos contratar você?”

Ao participar desse tipo de processo seletivo é preciso ter sempre em mente que muitas vezes o entrevistador está mais interessado na sua atitude do que na resposta em si. Ele quer saber se você vai hesitar, se vai parar para pensar, se vai afirmar algo que ele sabe que não é verdade, se reage bem a situações incertas, se defende agressivamente o produto que está oferecendo (que, nesse caso, é você mesmo), se prefere apontar os pontos fracos dos outros ou os seus pontos fortes, etc.

Talvez o mais importante: neste momento sua objetividade vai ser posta à prova, e o entrevistador vai:

  • destacar aqueles que afirmaram seus diferenciais competitivos, pontos fortes e motivos pelos quais se consideram adequados para a vaga, e
  • dar pontuação baixa para aqueles que perderam tempo expondo histórias tristes sobre quantas vezes já tentaram, como sempre foram rejeitados sem receber resposta, como estão quase perdendo a confiança nesse negócio de entrevistas, e até pedindo desculpas por não estar tão preparados como os demais candidatos, mas mesmo assim pedir uma chance.

Não concorra sem acreditar

Em qualquer concorrência que você for participar na sua vida – seja como vendedor, oferecendo um serviço ou procurando um emprego – a pessoa que vai fazer a seleção tenderá a sentir maior empatia pelos candidatos que demonstrarem que confiam no que estão oferecendo.

Se for um selecionador profissional, a questão não para na empatia: ele vai avaliar objetivamente a capacidade de cada candidato demonstrar essa confiança na sua oferta, comparando com a avaliação dele mesmo sobre o que está sendo oferecido, e tirando uma conclusão sobre a forma como candidato se posiciona.

Essa conclusão varia de acordo com a vaga, naturalmente. Se for para vendas, um posicionamento competitivo pode cair bem. Para uma vaga de atendente ou recepcionista, é possível que a clareza e a postura sejam melhor avaliadas, e assim por diante, de acordo com a especialidade e o cargo desejados.

Portanto não esqueça: enquanto se prepara para uma entrevista, concentre-se em estar pronto para aproveitar todas as chances para destacar objetivamente características pessoais suas que o tornam uma boa opção (ou “a melhor opção”, especialmente se a vaga for para vendas) para a seleção, e também para em hipótese nenhuma achar que o entrevistador quer saber do seu histórico negativo em entrevistas e processos seletivos!

Preparando sua resposta: discurso de elevador

O “discurso do elevador” é um conceito muitas vezes já abordado aqui no Efetividade.net e que – na minha opinião – todo mundo deveria ter e desenvolver.

A ideia é simples: é uma frase curta, que possa ser dita em não mais do que 30 segundos, sintetizando quem é você e quais os seus diferenciais estratégicos – aquilo que você deveria dizer se um dia encontrasse no elevador a pessoa que tem condições de lhe contratar (ou de ser o seu maior cliente) e precisasse se apresentar no tempo que leva para ele chegar ao seu andar.

Não necessariamente o discurso do elevador é um “papo de vendedor” – é muito mais um descritivo do que uma oferta. Se você tiver oportunidade de fazer o seu discurso de elevador para alguém, ele saberá quem você é e o que você tem a oferecer.

Assim, um discurso de elevador bem preparado é a resposta perfeita para a pergunta “Por que devemos lhe contratar?”. É curto, mantém a atenção do ouvinte, pode ser dito sem hesitar (porque você pensou nele previamente) e destaca os seus principais pontos fortes.

E os pontos fortes, no caso, podem vir:

  • do seu histórico profissional,
  • da sua formação,
  • das suas habilidades específicas para alguma vaga,
  • da sua experiência de vida,
  • de grandes projetos que você tenha participado
  • de referências
  • etc.

Até alguma realização que você tenha obtido ao trabalhar em casa pode servir como um ponto forte do seu discurso.

Mas selecione os pontos fortes considerando sempre a expectativa de quem vai ouvir o discurso, colocando em destaque o que é mais importante para eles, e não apenas o que você tem mais orgulho de mostrar.

Para ver um exemplo prático de discurso de elevador, basta você rolar esta página até o final. No rodapé das páginas do Efetividade.net incluo um campo “Expediente” cujo primeiro parágrafo é o discurso de elevador do site: são breves 6 linhas destacando o que um leitor pode esperar daqui, a popularidade do site e seu argumento principal.

O meu próprio discurso de elevador também está publicado no meu site pessoal onde, no campo “Currículo resumido”, apresento também em 6 linhas a minha formação, o que faço profissionalmente e a minha atuação on-line.

O essencial é preparar antecipadamente o seu discurso de elevador, e até praticar a forma de dizê-lo em voz alta ou colocá-lo por escrito (por exemplo, se for o caso de fazer uma redação) – mas não faça parecer decorado, a apresentação do seu discurso deve ser natural e casual.

Cuidado com os adjetivos vazios!

Os modelos de currículos aqui do Efetividade.net não têm esse vício, mas se você procurar por outros na web ou mesmo em guias publicados por jornais de emprego, verá que há algumas palavras que constam em todos eles.

São os adjetivos vazios, tantas vezes empregados que não significam mais nada, pois hoje quase todo candidato se descreve como sendo possuidor dessas qualidades.

Alguns exemplos a evitar:

  • esforçado
  • disposto a aprender
  • comunicativo
  • pontual
  • disciplinado
  • confiável
  • motivado
  • competente
  • criativo
  • organizado
  • flexível

Não é que sejam más qualidades – pelo contrário, muitas delas são qualidades essenciais para qualquer integrante de equipe.

Mas o fato é que essas são as palavras recomendadas (indevidamente, na minha opinião) a quem vai escrever escrever um currículo ou participar de uma entrevista e não tem experiência ou formação para mencionar.

Ou seja: se você disser que o seu diferencial são esses adjetivos, a conclusão (correta! ao menos com base no que você disse) do selecionador vai ser que você acredita estar no mesmo nível que todos aqueles candidatos sem experiência e que não têm nada de positivo e diferente a dizer sobre si mesmos para demonstrar que são a melhor opção.

Portanto, se você já teve alguma experiência relevante, se a sua formação é adequada, se já fez um curso sobre uma habilidade que é importante para a vaga pretendida, se já participou de um projeto bem-sucedido nessa mesma área, etc., comece suas respostas por estes detalhes, e deixe os adjetivos para quem não tem nada de substancial para dizer.

Concluindo

Entrevistas de seleção não são os jogos olímpicos: não há garantia de que o melhor candidato será o selecionado, e nem mesmo de que o processo será justo e equilibrado: a empresa e o selecionador aplicarão os seus critérios e classificarão como desejarem.

Embora não tenham como garantir uma contratação, entretanto, as entrevistas conseguem muito bem ter o efeito oposto: um mau desempenho nas respostas pode ser a garantia de que a última frase que você vai ouvir de uma empresa será a famosa “obrigado, e agora é só aguardar a nossa ligação” (que nunca acontecerá).

Portanto, se você vai participar de um processo seletivo, vale a pena se preparar. Para isso, recomendo a leitura dos artigos abaixo:

E desejo sucesso!

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Entrevista de emprego: prepare-se!

O resultado de uma entrevista de emprego pode mudar radicalmente quando o candidato se prepara com alguns passos simples.

Já atuei muitas vezes como integrante de processos de seleção para empregos, e entrevistei muitas pessoas que acabaram sendo contratadas, e outras que desde os primeiros momentos já demonstravam que não seriam bem-sucedidas no processo.

Isso acontece porque a entrevista não se resume a um conjunto de perguntas e respostas: tudo o que o candidato faz (muitas vezes desde a sala de espera!) é observado, avaliado e comparado, ajudando a compor o quadro de quais as pessoas mais adequadas para as vagas disponíveis.

Nunca conduzi uma entrevista com “pegadinhas” ou perguntas com propósitos ocultos, mas também nunca me furtei a analisar mais do que as simples respostas dos candidatos às questões. A forma como entram, como se apresentam, como organizam seus pensamentos antes de responder, e tantos outros aspectos ajudam a estabelecer a comunicação.

Vale lembrar que processo seletivo não é uma modalidade olímpica: não necessariamente as regras e os critérios de pontuação são de conhecimento de quem está disputando, e muitas vezes o jogo ocorre também fora do campo – nos contatos marcando o horário da entrevista, na sala de espera, etc.

Estar preparado ajuda muito – você não terá uma segunda chance de impressionar bem ao entrevistador ou à banca. As dicas a seguir explicam o que fazer para ter condições de mostrar o melhor de si na hora H!

Informe-se

É impressionante (negativamente, claro) quando chega um candidato sem a menor noção do que a empresa faz, de qual é a vaga ou mesmo de quais os requisitos. Essas informações são essenciais para você saber o que destacar ao dar suas respostas, e precisam ser identificadas previamente.

Mesmo que você esteja comparecendo a uma série de entrevistas, tire um tempo para pesquisar sobre as empresas (ou os mercados em que elas atuam, quando o nome da empresa for sigiloso no processo), sabendo no mínimo a sua missão, a forma como a vaga pretendida afeta esta missão, seus principais concorrentes, projetos recentes que foram notícia, oportunidades e ameaças.

Não se limite ao site da empresa: consulte notícias e, se possível, fale com algum colega que atue no mesmo mercado. Pouca coisa impressiona melhor os entrevistadores do que um candidato que demonstra ter não apenas o interesse, mas também a capacidade de compreender o básico do mercado em que a empresa atua.

Seja coerente

Mudar versões e se explicar demais ao perceber uma reação negativa dos entrevistadores geralmente piora a sua situação.

De modo geral, você não deve dizer nada que não tenha condições de sustentar e manter – especialmente porque a cara feia ou os longos silêncios após alguma resposta sua podem ser as famosas “pegadinhas de entrevista” só para ver como você reage.

Em especial, não diga nada diferente do que constava no currículo que você enviou à empresa. Se alguma das informações que constava nele tiver mudado e você for fazer referência a ela, destaque essa mudança, caso contrário você pode causar a péssima impressão de estar inventando e maquiando dados após ter percebido quais os requisitos da vaga.

Seja pontual

Não há desculpas para chegar atrasado a uma entrevista que o livrem da impressão negativa que isso irá causar. Compromisso anterior que se alongou, condução que quebrou, passar mal, etc. – a justificativa até pode ser aceita, mas o estrago estará feito.

Vale então a dica: se a vaga é importante para você, esforce-se para dormir bem na véspera, para não ter um compromisso imediatamente antes, para não comer nenhum alimento “arriscado”, saia mais cedo, planeje a rota para chegar pelo menos 20 minutos mais cedo, etc. – ou seja: pratique a cautela.

É difícil saber antecipadamente, mas muitas vezes você será entrevistado pelos próprios profissionais que trabalharão com a pessoa selecionada para a vaga, e eles podem ter feito grandes esforços de agendamento para estarem todos ao mesmo tempo disponíveis para a sua entrevista. Respeite o tempo deles, e eles o respeitarão mais.

A seleção pode começar na sala de espera

Muitos processos de seleção começam na sala de espera. No meu caso, quando estou selecionando em um processo coletivo, eu costumo chegar 15 a 20 minutos antes, me identificar claramente como selecionador aos candidatos que tiverem chegado mais cedo, pedir que digam seus nomes (ostensivamente para que possam ser entrevistados antes, já que chegaram antes), deixando uma pilha de revistas e jornais como cortesia, e avisando que voltarei no horário correto para dar início ao processo e ver se eles têm perguntas.

Alguns minutos antes do horário marcado eu retorno à sala de espera e sento casualmente em alguma das cadeiras, para ver o que acontece – quem puxa papo, quem continua o que já estava fazendo, quem pegou alguma revista relacionada à atividade profissional da seleção, quem faz perguntas inteligentes, etc.

No horário de início do processo, eu faço uma rápida (2 minutos!) apresentação sobre as vagas em disputa, sobre como serão as entrevistas (sempre individuais), a ordem em que serão conduzidas, antecipo as informações que todo candidato quer saber (sim, lemos seu currículo; o horário de expediente é tal; a vaga é em tal endereço; o início esperado é na data tal) e abro o espaço para perguntas.

Durante todo este tempo, os candidatos já estão sendo avaliados, e a opinião do entrevistador sobre eles já está sendo formada. E há quem vá bem além disso: já conversei com selecionadores que “plantam” um falso candidato na sala de espera, e ele fica observando os papos (sem jamais provocá-los, segundo me informou) durante todo o tempo, bem como a reação de todos a cada vez que alguém sai da sala de entrevista. Identifica quem critica os outros pelas costas, quem “entrega” alguma informação diferente da que foi dita na sala de entrevistas, quem provoca os demais, etc.

Seja educado e cuide da sua imagem

Civilidade é essencial, e polidez vale a pena. Não masque chiclete, não fume em ambiente fechado, não fique olhando para o relógio, desligue o celular.

Não se justifique nem se desculpe previamente por nada – nervosismo, despreparo, dicção, etc. – isso só atrai mais atenção a uma situação que possivelmente o entrevistador acha bastante natural.

Não abuse do cafezinho, nem da paciência de ninguém. Esforce-se para responder de forma direta e cortês tudo que for perguntado, sem ironias nem mensagens ocultas.

Não fale mal de ninguém: nem da sua antiga empresa, nem dos antigos colegas e chefes, nem dos demais concorrentes à vaga. O assunto da entrevista é apenas você. Não conte segredos alheios, não use expressões ofensivas, não seja discriminatório.

Vista-se com bom senso, preferencialmente observando previamente com quais trajes os futuros colegas de quem for selecionado se dirigem ao trabalho. Mostre que você se dedicou para escolher uma roupa adequada a um ambiente profissional e à imagem da organização.

Pratique e treine

Peça para que alguém de sua confiança faça o papel de entrevistador e, a partir de uma lista de perguntas comuns em entrevistas, coloque você à prova.

Se possível grave e depois ouça, para descobrir se você hesita, se gagueja, se fica se repetindo, se começa cada resposta com um “aaaaaah…”, “ééééé…”, “bom…”, se faz longas pausas, etc.

Mas não exagere: não é para decorar nada, nem se precipitar e responder o que não foi perguntado.

Reflita após cada pergunta, responda ao que foi perguntado destacando seus pontos positivos, não seja monossilábico nem tagarela. Interaja, mostre que tem conteúdo, mas não seja chato!

Se há alguma pergunta sobre a qual você tem medo (por que deixou seu último emprego, quais os seus pontos fortes, por que está procurando um emprego nessa idade, etc.), dê atenção especial a ela, planejando respostas e argumentos adicionais caso necessário – mas cuidado com o nervosismo e agressividade! Neste caso a lista de respostas para perguntas comuns também pode ajudar.

Saiba se apresentar e se despedir

Ao chegar, cumprimente como faria em uma situação de trabalho, apertando mãos, dizendo “bom dia”, “é um prazer”, etc. – como for o hábito e costume em sua região, se possível acompanhado de um sorriso confiante.

Não inicie nenhum discurso – não é necessário justificar sua presença, e todos sabem por que você está ali. Aguarde indicarem onde você deve sentar (se não for óbvio), posicione-se e aguarde com atenção o início do processo de perguntas e respostas.

Ao final, se for aberto espaço para perguntas, é correto fazer alguma pergunta inteligente sobre a empresa, o clima organizacional, a razão da contratação. Perguntar sobre a vaga pode ser um risco (de os entrevistadores entenderem errado de que você está colocando condições para a contratação), e perguntar se eles irão entrar em contato sobre o resultado é um pouco ineficaz: eles têm o seu contato, e não podem se comprometer com algum prazo ou horário. Infelizmente muitos selecionadores só ligam para os aprovados, deixando os outros sem um ponto final em sua dúvida, mas mesmo esses não irão assumir isso para você na entrevista, e dirão apenas o óbvio: “aguarde nosso contato”.

Ao final, despeça-se com a mesma cortesia com que entrou, agradeça a oportunidade, se achar necessário afirme que os dados de contato que constam em seu currículo permanecem atualizados, e saia com a certeza de que fez o seu melhor!

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Livro: “Criando aplicações para Redes Sociais” – Ganhe seu exemplar!

Recebi da editora Novatec um exemplar do livro “Criando aplicações para Redes Sociais“, publicado internacionalmente pela O’Reilly, e acredito que pode ser do interesse de vários de vocês que trabalham ou convivem com desenvolvimento web.

Criar sites e aplicativos na web que atraiam suficiente interesse de pessoas a ponto de formar e desenvolver uma comunidade que interaja usando seus recursos é um grande desafio, e o autor Gavin Bell trata dele do jeito que eu aprecio: com ênfase no projeto e design, e sem exagerar na descrição da tecnologia envolvida, pois sabemos que esta é a parte que muda a cada 2 semanas, certo?

Se você é desenvolvedor, designer (de interação, de produto, visual, etc.) gerente de projeto ou outro tipo de integrante das equipes envolvidas neste tipo de sistema ou produto, acredito que este livro terá algo de bom a lhe dizer.

Da mesma forma, se você já tem um site no qual existe (real ou potencialmente) uma comunidade interagindo, o livro poderá dar algumas dicas do que você poderia fazer a mais para maximizar o proveito que essas pessoas terão, e o retorno que elas irão gerar umas às outras, e para você.

O sumário completo está disponível no site da editora, mas entre os tópicos abordados no livro, quero destacar alguns que me atraíram a atenção especialmente:

  • Como descobrir por onde começar
  • Como estruturar as diversas relações
  • Como representá-las da forma que parecerá correta para o público
  • Como fazer seu público sentir-se à vontade e em casa
  • Como ampliar conexões com o restante da web (usar e criar APIs e similares)
  • Por que simples cópias de um conceito já bem-sucedido tendem a falhar

Uma perspectiva pessoal

Pessoalmente acredito que esse negócio de posicionar sites como recursos de interação social jamais vai ser meu foco.

Comecei com desenvolvimento web na primeira metade da década de 1990 (que daqui a alguns meses será, oficialmente, “a década retrasada”), quando Kurt Cobain ainda era vivo, o Unabomber ainda mandava suas cartas, e ainda não haviam sido lançados o servidor Apache, o Windows NT e nem o primeiro Macintosh PowerPC (mas o Linux já rodava em computadores 386 no laboratório).

Tendo a enxergar meus sites, portanto, com uma visão retrô: são meios para eu transmitir ou disponibilizar informações para os leitores interessados. A adição de recursos de feedback on-line (como os comentários de vocês) é bem-vinda, mas creio que jamais será o meu foco principal.

Mas posso me dar ao luxo de ser retrô só porque a web para mim é um meio de comunicação pessoal. Hoje existe toda uma indústria digital baseada na interação e formação de comunidades, e o sucesso de alguns destaques dela mostram que há demanda por isso – e mesmo quem jamais espera criar o próximo Twitter ou Facebook pode se beneficiar colocando em seu site (ou mix de comunicação social) alguma ênfase na interação – e este livro parece ser um bom recurso para isso.

Ganhe um exemplar

Vou sortear um exemplar do livro no próximo dia 28. Para concorrer, basta ser assinante do @efetividadeblog no Twitter e twittar a frase a seguir:

Estou concorrendo ao livro que o @efetividadeblog vai sortear - é da @novateceditora, sobre comunidades virtuais: http://miud.in/6VN

Além disso, naturalmente, você deve ficar ligado no twitter no dia do sorteio, pois é lá que vou anunciar o vencedor e as instruções para que ele me passe seu endereço postal no Brasil para envio do livro.

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Mantido por Augusto Campos (@augustocc), que é o autor dos textos publicados, exceto quando mencionado o contrário.

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