Networking: Amplie seu circulo de influência

por Patricia Wolff, autora convidada para a série “Competências”

“Achar caminhos para se aproximar de todos na unidade. Lutar para que as pessoas se sintam importantes, fazendo parte de alguma coisa maior do que elas próprias” – Colin Powell

Profissional: “Eu tenho uma experiência muito boa, minha formação é excelente, meu currículo é impecável mas não encontro uma boa oportunidade de trabalho ! O que será que está faltando ?”
Resposta: NETWORK!

Afinal o que é fazer Networking? É estabelecer uma rede de relacionamentos com um grupo de pessoas que poderão exercer influência positiva em sua carreira. Atualmente, não basta apenas sermos competentes, é essencial que saibamos manter a nossa empregabilidade. Uma das ferramentas mais eficazes para isso é o network que, aliás, é mais do que uma ferramenta, é um hábito que bem desenvolvido poderá ajudá-lo a:

  • Ter acesso a oportunidades no mercado de trabalho;
  • Captar informações relevantes para seu dia a dia;
  • Divulgar seu trabalho;
  • Obter novos clientes;
  • Solicitar conselho;
  • Captar recursos financeiros para um projeto;
  • Recomendar serviços;
  • Etc.

Conhecer uma pessoa, pedir seu e-mail e enviar seu currículo não é fazer networking, é ser CHATO! Fazer networking leva tempo e requer muita paciência.

O que preciso fazer para não ser considerado inconveniente?

Se a sua abordagem estiver baseada em alguns valores e seu foco for o ganha-ganha, certamente você não será. Valores indispensáveis não só para networking, mas para todo e qualquer relacionamento (namorado, amigo, filho, pai, profissionais) são: respeito, transparência, lealdade e principalmente reciprocidade, pois além do networking ser uma via de mão dupla, é preciso que o outro QUEIRA e DESEJE me contatar.

E como é que eu faço para que o outro queira e deseje me contatar? Jeffrey Gitomer (M.Books, 2007) nos ajuda com algumas dicas:

  1. Ofereça valor: coloque a pessoa diante de contatos que possam resultar em negócios para ela;
  2. Seja sincero: mesmo que você comprometa a venda do seu serviço/produto naquele momento irá gerar maior credibilidade para você.
  3. Encontre vínculos: encontre algo em comum que os una.
  4. Demonstre conhecimento:fale de coisas que interessem à outra pessoa.
  5. Esteja presente: mesmo quando você não precisar de nada.

Já ouvi as seguintes perguntas:

P: Tenho que ser amigo do meu contato ?
R: Isso dependerá de vocês dois. Caso haja uma afinidade maior entre vocês melhor ainda, pois o vínculo de confiança se estabelece prontamente.

P: Meu concorrente (pessoa que ocupa o mesmo cargo que o meu em uma empresa do mesmo segmento da que eu trabalho) pode fazer parte do meu Network?
R: Deve, pois caso você queira se recolocar futuramente ele certamente se tornará um dos seus principais contatos.

Para expandir ainda mais o seu network, utilize tanto as formas off-line como as formas on-line:

Off-line:

  • Família
  • Amigos
  • Colegas
  • Associações
  • Cursos
On-line:

  • Redes sociais.
  • Diretórios de negócio. Ex: LinkedIn
  • Gerenciadores de contato. Ex: Plaxo
  • Fóruns de debate. Ex: Yahoo Group
  • Comunicadores. Ex: Skype, MSN

Vale ressaltar que hoje em dia redes de relacionamentos são o quarto segmento mais popular, acima de e-mail pessoal (dados da Nielsen Online), e os resultados são tangíveis, pois encontramos pessoas fazendo negócios e amizades a todo o momento. Mas não fique apenas atrás da telinha, agende um café, um almoço ou um happy hour com seus contatos e procure levar convidados novos para que a rede já comece a se multiplicar e prosperar.

Algumas razões para não praticar o networking:

  • Despreparo
  • Medo da rejeição
  • Vergonha
  • Procrastinação
  • Auto-imagem limitada

A única maneira de superar o medo é começar a desenvolver autoconfiança por meio de preparo. Treine, treine e treine.

Habilidades que contribuem com o seu networking:

  • Ter coragem
  • Ser determinado
  • Ter empatia
  • Saber ouvir
  • Ter disciplina
  • Ser criativo

Pausa para reflexão

Agora, antes de prosseguir com a leitura, faça uma reflexão sobre como anda seu desempenho em construir network:

  1. Estou constantemente conhecendo pessoas novas?
  2. Quando conheço pessoas novas consigo interagir logo de início?
  3. Conheço as pessoas “mais importantes”da área em que atuo?
  4. As pessoas me ligam para que eu as ajude a fazer contatos?

10 Passos para se construir uma rede de relacionamentos

  1. Primeiro estabeleça o que você quer, defina o que você está buscando.
  2. Faça uma lista das pessoas que você já conheceu na vida e procure manter sempre atualizada.
  3. Promova seu perfil nas principais redes de relacionamento.
  4. Reflita quem são as 15 pessoas mais “influentes” na sua área e faça uma lista com os respectivos nomes.
  5. Verifique se entre as pessoas que você conhece, existe alguém que poderia te apresentar para essas “pessoas influentes” listadas acima e/ou pesquise estes nomes em artigos, livros, cursos, fóruns de discussões.
  6. Priorize sua lista, organizando seus contatos em dois grandes grupos:
    • Pessoas que irão ajudá-lo imediatamente a atingir seu objetivo
    • Pessoas que você contatará assim que concluir os contatos do primeiro grupo
  7. Planeje sua abordagem e treine.
  8. No contato com estas pessoas, busque informações relevantes e faça com que elas se interessem por você.
  9. Atualize a sua lista, anotando data e informações relevantes do último contato e uma periodicidade para contatos futuros e qual o meio escolhido (encontro pessoal, telefone/skype, e-mail, etc.)
  10. Para os seus principais contatos descreva quais serão os seus próximos passos e se dedique a executá-los. AÇÃO, AÇÃO e mais AÇÃO!

Importantíssimo: Que este ciclo nunca termine e vire uma rotina na sua vida.

Como fazer seu Networking cada vez melhor

(com base nas vinte e duas dicas para networker, de José Augusto Minarelli – Editora Gente, 2001)

  1. Tenha interesse na pessoa. De vez em quando faça contato apenas para saber como vai o outro. William James disse: “O mais profundo princípio da natureza humana é a ânsia (fome humana insaciável) de ser apreciado”.
  2. Seja proativo. Não espere que o outro tome iniciativa
  3. Preste atenção no que os outros dizem ou contam. Ser escutado tem um grande valor.
  4. Seja específico e objetivo. Quando pedir ajuda a alguém, ajude o outro a ajudar você.
  5. Seja persistente sempre. Não se aborreça quando sentir certa rejeição, a pessoa pode não estar em seus melhores dias.
  6. Esteja sempre pronto para ajudar os outros, mesmo que o gesto não lhe traga nenhum benefício imediato.
  7. Sente-se perto de desconhecidos. Não fique sozinho nem passe todo o tempo com aqueles que você já conhece.
  8. Nunca faça comentários negativos de ninguém.

Para manter um relacionamento por longo tempo, fique atento aos elementos que devem ser plenamente uitlizados de acordo com Jeffrey Gitomer, autor do Livro Negro do Networking:

PRIMEIRO, deve haver alguma atração intelectual ou emocional.
SEGUNDO, deve haver algum terreno comum, que seja interessante para os dois.
TERCEIRO, deve haver compromisso com uma comunicação regular contendo antes o “dar” do que o “pedir”.
QUARTO, deve haver encontros ocasionais cara a cara.

Desafio sugerido para aplicação das dicas acima

Escolha três contatos valioso da sua lista, e:

  • Identifique quem são e o que significam para você;
  • Defina de que forma você pode agregar valor para estas pessoas;
  • Prepare-se para fazer o contato de forma assertiva (lembre-se do nosso artigo anterior);
  • Providencie um encontro ou telefonema;
  • Defina os próximos passos.

Agora é com você!

Se você tiver algumas dica, sugestão, um ponte de vista diferente ou case, compartilhe conosco.

Bom trabalho e ótimos contatos.

Literatura sugerida:

A autora convidada da série de artigos sobre Competências, Patrícia Wolff, atua como coach executivo e de equipe, conferencista em Desenvolvimento Humano e é diretora da Quantas Consulting.
 

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Atualizar seu currículo é uma oportunidade de auto-avaliação da empregabilidade

Manter atualizado o seu currículo é um excelente exercício de auto-análise e uma forma de manter os olhos abertos para o que está acontecendo com a sua empregabilidade.


O modelo de currículo campeão do Efetividade

Mesmo estando plenamente satisfeito com minha situação de trabalho atual, eu costumo atualizar o meu próprio currículo duas vezes por ano, e o faço de uma forma que me permite ter uma visão bem pragmática sobre quais os conhecimentos e habilidades (lembrou da nossa série sobre Competências?) que estou agregando, e o que o ambiente profissional (no sentido mais amplo) em que atuo valoriza.

Eu fiz minha auto-avaliação e atualização de currículo no início do ano, e atualizei até mesmo a versão resumida em um único parágrafo (40 palavras) que mantenho no cabeçalho do meu site pessoal. O processo de revisão foi bastante proveitoso, e por isso compartilho com vocês a idéia de fazê-lo.

Por que é bom atualizar sempre o currículo?

Porque é uma ótima maneira de perceber o seu status profissional e compará-lo com a sua própria expectativa de desenvolvimento profissional, e com o que o mercado de trabalho vem valorizando. E, claro, planejar atitudes corretivas, ou ajustar as expectativas, quando necessário.

Esta razão é difícil de explicar detalhadamente, mas fácil de ser percebida com base no exemplo contrário: ao longo de minha vida profissional (que já passou por empresas que fecharam subitamente, estatal que foi privatizada, etc.), já vi vários casos de profissionais que eram bons na posição em que estavam mas foram “pra rua” de repente, e aí subitamente perceberam que não faziam nenhum curso há 12 anos, não eram especializados em nada, não tinham experiências profissionais dignas de menção – em resumo: sua empregabilidade estava baixa, seu currículo iria para o fim da fila em processos seletivos, e o momento era péssimo para que eles pudessem fazer algo a respeito.


Fila de emprego

E infelizmente a lógica dos processos seletivos mais frequentes, em que há excesso de candidatos qualificados concorrendo a poucas vagas reduz bastante a chance de quem precisa passar pela pré-seleção (baseada em currículo e geralmente sem oportunidade de entrevista) mas não consegue apresentar exatamente os atributos que estiverem sendo buscados pelo mercado, mesmo que tenha fartura de outros mais raros e caros.

Etapa 1: Atualizando o currículo

Um bom currículo profissional é objetivo, e se torna melhor quando é feito pensando exatamente nas competências e características que devem ser destacadas para concorrer a uma vaga específica. Quando se está preparando um currículo geral, entretanto, a objetividade deve ser preservada, mas a seleção e classificação das informações fica um pouco mais ampla e solta.

Mesmo assim, a idéia de caber em tudo em uma face de uma folha A4 (e haja poder de síntese!) sem atulhá-la continua sendo um bom referencial da objetividade exigida – na hora de usar seu currículo para falar com você, jamais conte com o interesse de algum avaliador em ler mais do que a primeira folha!

Veja o que não pode faltar nesta página tão importante:

  • informações de contato atualizadas (talvez o item mais crucial!)
  • uma caracterização breve sobre você (escolhendo só o que for relevante. Dependendo da ocupação, pode ser nome completo, data de nascimento, cidade onde mora, estado civil, se tem filhos)
  • dados sobre as experiências profissionais recentes: empregos, projetos, estágios – incluindo período e atividade desempenhada em cada um deles, no mínimo, mas idealmente abordando as realizações mais relevantes entre eles também.
  • formação acadêmica: com detalhes apenas sobre as formações e cursos mais relevantes e recentes
  • outras atividades e fatos que possam ajudar a definir você como profissional: participação em eventos, atividades como instrutor, atividades comunitárias, domínio de idiomas, aptidões adicionais (exemplo: dirigir, ter carro próprio…)
  • outros itens tidos como relevantes no seu mercado ou para a vaga pretendida

Para ajudar, temos 10 dicas de conteúdo para currículos que podem orientar na busca e seleção das informações, lembrando que deve sempre ser mantida a coerência interna, bem como o alinhamento em relação aos objetivos do currículo sendo produzido.


Nosso modelo de currículo em destaque na matéria da Veja – os erros foram inseridos por eles!

Depois de levantar as informações necessárias, identificar as mais relevantes e aceitar que o resto deve ser extirpado (ou ao menos guardado para uma segunda versão mais ampla e biográfica), chega a hora de cuidar da formatação do currículo.

Existem muitas maneiras de formatar o currículo, mas se você ainda não tiver adotado a sua, recomendo o modelo de currículo profissional simplificado do Efetividade, no ar desde 2007 e que já foi até mesmo destaque na Veja.

Mas não há por que parar por aí: aqui mesmo no Efetividade há um artigo explicando como melhorar o visual do seu currículo, apresentando 5 modelos de currículos alternativos construídos a partir do nosso modelo básico – bem mais bonitos, e usando formas variadas de atrair atenção para os aspectos que você gostaria de ver destacados.

Etapa 2: Avaliando o seu currículo

A subjetividade da tarefa geralmente impede que você veja seu próprio currículo com os mesmos olhos que um avaliador, e é relativamente raro podermos contar com um profissional da área para fazer a avaliação de forma isenta.


Exemplo de anúncio de emprego

Mas existe uma maneira de avaliar o conteúdo do seu currículo com um grau um pouco maior de objetividade: fazer uma lista dos requisitos que vem sendo solicitados em contratações para as posições às quais você gostaria de concorrer, e aí compará-las com o que você tem no seu cabedal. O ponto fraco do método é a comparação em si: tente não ser muito generoso ou elástico na interpretação, para não criar uma conclusão excessivamente positiva.

Para boa parte das vagas e profissões mais comuns, é fácil encontrar fontes sobre estes requisitos: são os anúncios em jornais, em revistas especializadas, em sites de bancos de vagas, os editais de concursos públicos, e talvez até o histórico de contratações recentes na sua própria empresa.

O processo é simples: identifique tudo o que aparece como requisito ou como diferencial nos anúncios e editais, se possível pontuando (pelo número de menções, ou por outro critério que faça sentido no seu contexto), e depois compare com o que está presente no seu currículo.


Mais um dos modelos de currículo originais do Efetividade.net

 

A longo prazo (após vários anos adotando a mesma prática, e guardando os resultados), esse processo vai permitir uma visão objetiva sobre a evolução das suas competências e mesmo da sua empregabilidade.

Mas é a curto prazo que ele se torna mais útil (mesmo já a partir da primeira vez que você o executar), porque permite identificar quais são as competências e características que o mercado procura (ou valoriza) e você ainda não oferece, para que você tenha a chance de buscar desenvolvê-las antes que elas sejam necessárias – porque se deixar para fazê-lo só quando precisar procurar emprego, pode ser tarde demais…

Claro que isso deve ocorrer sem correria. Após conhecer a natureza da diferença existente, coloque os aspectos em ordem de prioridade, ignorando os irrelevantes, decidindo o que fazer com os inatingíveis no momento, e fazendo um plano para alcançar os demais (nominalmente ou a fundo, dependendo do caso) ao longo de um prazo razoável, classificando também de acordo com o grau de disponibilidade – usar os acessos recomendados para enriquecer o currículo de quem não tem experiência, ou para quem está querendo voltar ao mercado de trabalho, pode ajudar.

Soluções criativas, como buscar experiência gerencial atuando como voluntário em uma ONG, podem ser tão úteis quanto as mais comuns (como fazer cursos e obter alguma certificação) – tudo depende do caso, da pressa e do tamanho da diferença existente.

Etapa 3 – Aproveitando o momento

Já que você vai fazer uma auto-análise com foco em empregabilidade, aproveite a oportunidade para pensar em outros aspectos também – nem todos eles aparecem no currículo!

  • Como anda sua postura profissional? Que imagem de profissional você passa às pessoas que interagem com você? Existem vários comportamentos e atitudes que podem fazer você não ser levado a sério, e isso pode ser um grande obstáculo à empregabilidade e à possibilidade de promoções ou oportunidades profissionais.
     


    Chega de desculpas! Assuma sua postura e seja levado mais a sério

     

  • E a reserva para momentos difíceis? Ter uma fonte adicional de recursos, ou mesmo um fundo de reserva pessoal ou familiar, é algo que pode facilitar em muito a absorção de golpes do destino, como uma demissão súbita – e aumenta sua capacidade de dizer não quando a situação profissional exigir.
     

  • Sem esquecer do diferencial…: Além de não haver garantia de que as vagas do futuro exigirão apenas os requisitos das vagas do passado recente, não esqueça que o ideal não é ter *apenas* o que os anúncios de recrutamento exigem – você precisa ter um diferencial, e também precisa desenvolver as habilidades que agradam a você mesmo. Enriqueça seu currículo permanentemente, aumente seu círculo de contatos e faça seu nome aparecer positivamente quando o empregador um dia pesquisar por ele no Google. Na sua comunidade, participe do centro comunitário, de alguma ONG ou de iniciativas que possam tirar proveito das suas aptidões, e nas quais você possa desempenhar algum papel que faça a diferença (como bônus, assim você também pode aumentar seu networking, além do óbvio benefício de contribuir com a sua comunidade). Academicamente, faça cursos de extensão, aprenda algo que o mercado valoriza (como um idioma, informática, estatística, técnicas de vendas, resolução de conflitos, matemática financeira, ou o que for) ou dê um jeito de obter uma graduação ou pós-graduação – hoje dá para fazer isso até via Internet. Em paralelo, participe ativamente de grupos ou comunidades relacionados à sua profissão, busque contribuir com revistas ou sites da área, faça seu nome aparecer.


    Networking

     

  • Como está a sua lista de contatos profissionais? O chamado networking funciona bem, mas só para quem se dedica a ele também quando não está precisando, e para quem não o usa como se fosse outro nome para falsidade e interesse. Manter contato é fácil e pode ser até bastante espontâneo. Fazer cursos e participar ativamente da sua comunidade local e profissional são maneiras de expandir seu círculo de contatos, mas não pense que simplesmente obter uma lista com os telefones e e-mails de todos eles ao final da reunião já conta a seu favor – é necessário cultivar ativamente os relacionamentos. Assim, você não vai se ver na situação chata de se ver sem ter a quem recorrer para obter indicações e dicas na hora em que precisar procurar trabalho, e nem vai fazer aquelas ligações que ninguém gosta de receber, de pessoas que não nos procuram há 20 anos, e só surgem quando têm um problema.
     

  • Acompanhe ativamente o seu mercado de trabalho! acompanhar passivamente, lendo as notícias e mantendo-se informado, é positivo, mas não é suficiente. O ideal é acompanhar ativamente, buscando fortalecer contatos com pessoas da mesma profissão que atuem em outras empresas (do mesmo ramo ou não), parceiros, fornecedores, consultores. Se possível, seja voluntário de alguma organização de ensino ou aprendizado da sua profissão, escreva artigos para as publicações da área ou da imprensa local, participe de eventos e vá às reuniões do seu conselho ou associação profissional. Um sábio conselho, que ouvi há tempo e acredito, é que a melhor forma de obter um bom emprego é ter amigos bem empregados.

Para completar

Os 3 passos acima já foram temperados com diversos links para artigos anteriores aqui do Efetividade que podem ser úteis, mas a lista a seguir tem alguns itens a mais, e pode ajudar:

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Como pedir desculpas

Pedidos de desculpas podem ser o caminho mais direto entre a ofensa e o perdão, mas podem ser bem complicados de executar. Não procure por mensagens de desculpas ou fórmulas prontas: os componentes essenciais são o reconhecimento do erro e a disposição genuína de apresentar este reconhecimento à pessoa prejudicada.

Todo mundo comete erros. E nem todos eles podem ser consertados, mesmo quando são entendidos e reconhecidos. Pedir desculpas, entretanto, quase sempre está ao alcance, mas bastante gente erra na hora de colocar esta idéia, aparentemente tão simples, em prática.

» Leia o restante do artigo “Como pedir desculpas”

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Dezembro está chegando: hora de fazer tudo o que você não fez ainda!

Na semana que vem já será dezembro, e teremos que encarar a realidade de que o ano estará acabando. A TV fará mil retrospectivas, seu chefe fará (ainda que só mentalmente) a avaliação de desempenho do departamento e da equipe, milhões de indicadores anuais serão fechados, e até o Papai Noel fará um balanço da conduta de cada um de nós, segundo dizem.


Um ponto complicado no ciclo

Na prática é um mês quase como os outros, mas há toda uma carga de encerramento de um ciclo e antecipação do início de outro, de festejos e solenidades para muitos, de introspecção e alguma depressão para alguns, de correria para tantos, e de pausa e calma para poucos privilegiados.

Apesar dos esforços, poucos de nós são tão organizados e eficazes quanto gostariam. As pendências se acumulam, e mesmo quem consegue fechar suas listas de atividades semanalmente, muitas vezes sabe, no íntimo, que tem algumas pendências que não chegaram a ser registradas na listinha – nem mesmo na lista do “Algum dia/Talvez” que os adeptos do GTD (um bom método de organização e produtividade pessoal) se acostumam a manter.

Alguns destes projetos deixam de ser listados por serem triviais demais (como fazer uma boa faxina nos contatos do MSN e GTalk), chatos demais, ou mesmo grandes e custosos demais. E como o próprio GTD nos ensina bem, o fato de eles existirem e não estarem registrados não é positivo: o melhor é registrar e começar a tentar lidar com eles de alguma maneira, nem que seja analisando e concluindo definitivamente pela sua inviabilidade – e aí riscando-o de vez da lista e da mente.

» Leia o restante do artigo “Dezembro está chegando: hora de fazer tudo o que você não fez ainda!”

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Rapidinha Efetiva #003: brindes do Efetividade no Twitter, projetos problemáticos, vida corporativa e algumas leituras interessantes

Já fiz um pré-anúncio na semana passada, mas agora o perfil do Efetividade no Twitter já começou a ser atualizado na prática – e lá tem conteúdo que não chega a sair aqui no site, pra evitar o risco de se tornar uma versão piorada de um feed RSS, como acontece com a presença de vários sites no Twitter. Falta ainda configurar várias coisinhas, mas o conteúdo já começa a aparecer.

E você tem um motivo extra pra seguir o @efetividadeblog, se já for usuário do Twitter: nos próximos 10 dias vai rolar um sorteio com brindes – ainda secretos – bem legais. Já adianto: estes brindes são ferramentas de produtividade pessoal bem efetivas, tenho certeza de que vocês vão gostar! (eu já estou usando a minha)

O primeiro dos brindes eu já avisei: será sorteado entre os primeiros 100 seguidores do @efetividadeblog, completados ontem e já devidamente anotados no meu caderninho de sorteios. As condições dos demais sorteios eu ainda vou escolher, mas provavelmente terá também um específico pra sortear entre as pessoas que espontaneamente ajudarem a divulgar o @efetividadeblog no próprio Twitter, como já fizeram o @tonycelestino, @kernnerd, @bernardopina, @wladi, @jcbarbosa, @pemarcondes e @micheljuca. Obrigado! Mas sem spam, ok? Apreciem com moderação ;-)

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Promovido no emprego? Evite o mal da incompetência súbita

Você já acompanhou uma situação em que um profissional, recém-promovido no emprego, descobre que não está pronto para o desafio a que foi alçado? E não acha que pode ser muito pior quando o próprio profissional não percebe isso, a autoridade que o alçou não reconhece, mas a equipe inteira logo descobre e precisa se adaptar ao tenente novo em pleno calor do combate?


Parabéns, você foi promovido, e não é opcional

Ao longo da graduação em Administração, muitas vezes recorri aos textos de Peter Drucker para explicar ou justificar o comportamento que observava em organizações, e a visão dele sobre a súbita incompetência que acomete profissionais promovidos por mérito próprio é uma visão mais sisuda (e talvez mais palatável) do bem-humorado (mas suficientemente sério) Princípio de Peter, que já mencionamos de passagem no texto sobre a Lei de Parkinson, e que diz: “Em uma hierarquia, todo empregado tende a ser promovido até atingir seu nível de incompetência”.

Peter Drucker chama este mesmo efeito de “Incompetência Súbita”, e ainda qualifica: “o maior desperdício de recursos em todas as organizações que já vi é o da promoção mal-sucedida”.

É claro que as pessoas que acabaram de ser promovidas em honra a vários anos de bom desempenho em uma outra função não se tornam incapazes de repente. O que acontece é que elas continuam tentando, em seu novo papel, fazer o que as tornou bem-sucedidas no papel anterior a ponto de levá-las à promoção – e muito frequentemente isso não basta, ou não é apropriado, ao novo papel.

O mesmo Drucker oferece o remédio, caso o mal seja diagnosticado a tempo: a prescrição é esquecer o papel anterior, e concentrar-se em descobrir e praticar o que é necessário na nova condição. Isso só não pode dar certo se você não tiver como desenvolver a tempo os talentos e requisitos do novo papel – mas nem sempre é o caso, felizmente.

A metáfora do vestibular

Podemos, portanto, sintetizar em uma frase a recomendação ao profissional que acaba de ser promovido: nunca esqueça que o que levou você ao novo posto não é o que o fará ser efetivo nele.

Ou metaforicamente: o que você estudou para o vestibular da nova vaga é pré-requisito para tudo, mas raramente voltará a cair nas provas depois que você já tiver sido aprovado para ela.

O conceito de Efetividade adotado por aqui casa muito bem com as observações de Peter Drucker: para evitar a incompetência súbita, não basta continuar fazendo com sucesso (e eficácia) o que você já fazia: é necessário também identificar as coisas certas que devem ser feitas para melhorar a situação existente, na direção do objetivo traçado.

Retornando ao Princípio de Peter

O Princípio de Peter foi formulado originalmente em um livro humorístico do final da década de 1960, embora quase universalmente fosse reconhecido como uma descrição válida da realidade de muitas carreiras.


Vítima do Princípio de Peter: subiu mais do que devia

E hoje, via Marrcandré, fiquei sabendo que a hipótese descrita no Princípio foi testada em um modelo matemático (o PDF do relato, com 10 páginas, está disponível para consulta).

E, no modelo, os pesquisadores (que talvez concorram ao IgNobel, pela improbabilidade da hipótese demonstrada) concluíram que o hábito de promover para uma função de outra natureza as pessoas que mais se destacam nas atividades que exercem, embora fundamentado no que é reconhecido popularmente como bom senso, tende mesmo a espalhar a incompetência por toda a organização.

E trata-se de algo tão pernicioso, que o mesmo modelo demonstrou que gera resultados ainda piores do que duas outras seleções arbitrárias (e que dificilmente vemos na prática): (1) promover sempre a pessoa menos competente e (2) alternar promoções do mais competente e do menos competente.

Claro que na vida real vemos diversas outras situações menos adversas, incluindo aquelas que são características de sistemas abertos, tais como:

  • obter talentos externos para não ter de mover verticalmente alguém que se destacou pelas competências técnicas em uma determinada função.
  • deslocar horizontalmente quem demonstrou não ter as competências necessárias para desempenhar uma determinada função.
  • demissões e headhunting
  • etc., etc.

Mas modelos matemáticos são assim mesmo, e a análise da conclusão exposta no PDF mencionado acima me fez refletir um pouco mais sobre a importância de uma escolha criteriosa na hora de promover para outras funções os destaques de uma equipe: se o reconhecimento possível na empresa é apenas esse, talvez seja a hora de repensar critérios, fazendo como tantas empresas (especialmente as de pesquisa) que permitem uma longa escalada técnica em que a pessoa não precisa mudar a natureza de suas atividades para progredir na carreira.

E para quem foi promovido recentemente, ou está em vias de, vale refletir em dobro sobre o que o levou à promoção, e o que se exigirá de você no novo posto.

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Vale a pena fazer concurso público para uma cidade distante?

Convivo diariamente com pessoas que fizeram concursos públicos para locais distantes de suas origens, abrindo mão das suas raízes familiares e do conforto de morar em local conhecido, em prol de vantagens como a estabilidade no emprego ou o salário mais elevado do que conseguiria obter na iniciativa privada local.

Em muitos casos a situação é amplificada pelo fato de o concurso ser nacional, com pouco controle (por parte do candidato) até mesmo do estado em que será lotado, caso aprovado.

Para muitas pessoas, as vantagens compensam a distância e o possível desconforto causado pela diferença de costumes ou até mesmo de desenvolvimento regional. Outras têm facilidade de se adaptar e gostam da mudança, ou têm a felicidade de acabar indo atuar em um local que seria de sua preferência, mesmo em outras circunstâncias.

Mas há os casos de exceção: aquelas que acabam embarcando em um mundo de frustrações e insatisfação por estarem num local em que não desejariam, muitas vezes realizando atividades muito diferentes daquelas que sonharam, ou se prepararam, ou teriam potencial.

Para estas, um vencimento inicial de R$ 8.000,00 no contracheque não compensa itens como:

  • a distância da família,
  • a distância e ausência de contato com seus superiores hierárquicos e com a cadeia de decisões de seu órgão,
  • a impossibilidade de encontrar no mercado local itens comuns, como um iogurte ou a sua fruta predileta,
  • a impossibilidade de encontrar moradia no padrão desejado,
  • a necessidade de interromper o ciclo normal de seu desenvolvimento acadêmico,
  • a chegada das revistas semanais com 6 dias de atraso,
  • a Internet discada,
  • a distância de horas, por transporte incerto, até o centro de saúde mais próximo.

Claro que há infinitos motivos e níveis de gradação entre as extremidades da escala de satisfação. Pessoas que se motivam pela acolhida que recebem da população local. Pessoas que sentem saudade do litoral, ou da serra, ou do frio, ou do calor. Pessoas que não têm condições de levar a família consigo, por qualquer razão. Pessoas que descobrem novos interesses em sua carreira. Pessoas que encontram condições de trabalho que, ao invés de desafiar pela dificuldade, desmotivam pela impossibilidade. E muito mais.

Felizmente muitas pessoas conseguem se motivar e atuar em todas as condições acima, encontram sempre o lado positivo e ainda constróem uma vida produtiva e criativa para si e para os seus, mesmo quando o contracheque parece não compensar as circunstâncias.

Minha experiência pessoal neste sentido é muito positiva, embora nada extrema: passei em um concurso público federal (para pesquisa e desenvolvimento em telecomunicações) ainda na década de 1990, o que me levou a mudar de cidade (algo a que resisti muito) e acabou mudando minha vida e carreira de muitas maneiras – até mesmo me levando a buscar a graduação em Administração, e não na área de TI, como seria o desenvolvimento natural se as coisas tivessem mantido seu rumo original. Não fiquei muito tempo no emprego para o qual passei naquele concurso, mas quando saí de lá, minha vida já era outra.

E é deste tipo de experiências e expectativas positivas que o artigo “Mudar de cidade por estabilidade e salário vale a pena, dizem aprovados“, publicado recentemente pelo G1, trata.

Nestes tempos bicudos em que aumenta a valorização da expectativa de estabilidade trazida pelos concursos públicos, este tipo de consideração pode ser muito interessante, ainda mais quando se considera que na maioria dos casos, as principais possibilidades de remoção ou transferência só podem surgir após completar o segundo (ou o terceiro) ano em sua lotação inicial.

Separei um trecho que, embora não seja brilhante na expressão de sua opinião generalizada sobre a temperatura e praias da região Sul, é bem ilustrativo:

Para Fábio Gonçalves, diretor executivo do curso preparatório Academia do Concurso, antes de mais nada o candidato deve questionar se a remuneração vale a pena.

“Muitas pessoas moram com a família ou em casa própria e têm vários benefícios na cidade de origem. Quando passam em um concurso e vão para a outra cidade, percebem que, com os novos gastos, terão um poder aquisitivo menor. Por isso, é muito importante fazer as contas, Às vezes, vale mais a pena continuar se preparando para um concurso mais próximo”, diz.

Ele afirma ainda que mesmo se a remuneração valer a pena é importante ter certeza de que vai conseguir viver bem longe da família e dos amigos.

“Se for um concurso com várias opções de localidade, é melhor escolher uma localidade que o candidato goste. Se ele gosta de praia e sol e não se adapta ao frio, não seria uma boa opção concorrer a cidades do Sul do país, por exemplo”.

Ele recomenda a quem está disposto a exercer o cargo público longe de casa que opte para concursos da área fiscal para nível superior e para os de tribunal para nível médio devido às altas remunerações.

Leia também: Concurso: 12 dicas testadas e aprovadas para passar.

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Emprego: evite os 5 erros na sua procura, dos classificados ao currículo

Emprego é a palavra da moda. Nunca se falou tanto em currículos, classificados e vagas. Se você ainda tem o seu emprego, conserve, porque está cada vez mais difícil encontrar! A crise realmente chegou, e todos os dias vemos notícias de mais demissões em massa, trazendo consigo uma concorrência cada vez mais elevada para as vagas de emprego que surgem aqui e ali.

E a concorrência acirrada por vagas de empregos favorece quem se prepara melhor, excluindo um ou outro caso de pura sorte. Mesmo assim, todos os dias vemos exemplos de pessoas cometendo os mesmos erros básicos que as excluem de processos de seleção sem necessidade.

Será que você está cometendo algum deles? Ou algum amigo, ou pessoa da família, está procurando emprego há tempo e não consegue, apesar de ter o perfil e qualificação adequados? Confira a lista dos 5 erros mais comuns que você deve evitar.

Garanta sua vaga de emprego evitando os 5 erros básicos

  1. Atirar para todos os lados
    Você precisa ter um alvo. Por mais que a situação esteja complicada, você deve evitar o desespero de responder a todo tipo de oportunidade que aparecer, deixando assim de considerar a área, a especialidade, a localização, etc. Além da desvalorização pessoal, agir sem prioridade nem foco reduz a sua eficácia – enquanto você estiver gastando tempo em uma fila para uma vaga para a qual não tem qualificações, ou que fica longe demais para você de fato poder aceitá-la, pode estar deixando de aproveitar uma oportunidade muito melhor.
     

    O ideal é definir claramente, e o quanto antes, o que você deseja, considerando suas aptidões, pontos fortes e vulnerabilidades. A partir do conhecimento de si próprio, defina que tipo de vaga você está buscando, sendo tão seletivo quanto a sua situação permitir. Delimite por mercado, por região, por natureza da atividade, ou pelo critério que fizer mais sentido para você. Tendo escolhido um conjunto de parâmetros que constituem seu alvo, todas as outras etapas da busca poderão ser melhor direcionadas e aproveitadas. Mas cuidado para não construir muros ao redor de si: ao longo do processo, saiba quando rever os parâmetros definidos.
     

  2. Concentrar-se só nos sites e jornais de classificados de emprego
    Você precisa correr atrás das vagas ocultas. Muitas vezes as empresas recorrem aos anúncios na imprensa apenas em último caso, após já ter tentado selecionar candidatos a partir do banco de currículos já cadastrados (por isso é importante enviá-lo sempre), ou a partir de indicações de seus funcionários (está vendo a importância da sua rede de relacionamentos?), ou até mesmo em pesquisas nos bons sites de bancos de currículo. Nem sempre é o caso, mas com certeza há bem mais vagas em aberto do que aquelas que saem no jornal.
     

    Se você definiu bem o seu alvo, terá em mente qual o mercado e região em que deseja atuar. Com um pouco de pesquisa, você poderá identificar as empresas que atuam dentro destes parâmetros, e enviar a elas seu currículo, acompanhado de uma carta de apresentação personalizada deixando claro o tipo de vaga que tem em mente. Em empresas com políticas atualizadas de gestão de pessoas, estes currículos são bem recebidos, e seu envio revela iniciativa e informação. As empresas mantêm seus próprios bancos de talentos, e o seu currículo será incluído nele, e pesquisado a cada nova vaga que surgir.

  3. Ser mais um na multidão
    Você precisa ter um diferencial. Nas cidades maiores e em época de crise, dificilmente deixará de haver múltiplos candidatos para qualquer vaga de emprego que for anunciada. E a maior parte deles, aos olhos de quem estiver selecionando, será praticamente igual a quase todos os outros, sem nenhum diferencial que aumente sua chance de obter a vaga.
     

    Alcançar um diferencial relevante nem sempre é fácil, especialmente para quem já está sem emprego. Mas buscar oportunidades de fazer um curso de formação (no SENAC, SENAI, SENAT, SEBRAE, sindicatos ou outra entidade similar em sua região), publicar um artigo no jornal sobre um tema relacionado ao seu mercado de trabalho, obter alguma experiência relevante atuando como voluntário em ONGs, sempre considerando o alvo que você definiu, pode fazer a diferença para o seu currículo ir para a pilha dos que irão ser chamados para a entrevista.
     

  4. Ser discreto demais
    Sua rede de contatos precisa saber que você está em busca de uma oportunidade. Quando a necessidade não chegou ao ponto crítico, muitas pessoas tendem a considerar deselegante comentar que estão entre empregos, procurando uma oportunidade. Isto não é boa estratégia: seus amigos e conhecidos podem ficar sabendo de vagas, informar a você ou até mesmo estar em posição que permita recomendá-lo para contratação. Como já visto acima, é comum as empresas só anunciarem vagas quando não encontram alguém habilitado em seu próprio banco de talentos ou em recomendações dos funcionários atuais.
     

    Um amigo meu costuma resumir assim: o segredo para estar empregado é conhecer pessoas bem empregadas. Para o primeiro emprego às vezes é um pouco mais difícil, mas o ideal é que você comece o quanto antes a formar uma rede de relacionamentos e contatos (”networking”) a que possa recorrer, sem parecer inoportuno, quando chegar o momento de procurar uma nova colocação. Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, isso não significa tentar praticar algum tipo de alpinismo social ou de forçar envolvimentos com diretores e presidentes de grandes empresas – o que ai lhe ajudar é ser próximo (de uma forma espontânea, natural e de longo prazo) de pessoas que trabalhem no mercado e região que lhe interessam, que conheçam outras pessoas e empresas, e possam assim não apenas ficar sabendo (e lhe avisar) de vagas em aberto, como ainda idealmente lhe recomendar para o responsável pela seleção. Mas tentar formar a rede de contatos só no momento da necessidade não dá certo.
     

  5. Dar pouca atenção ao currículo e à entrevista
    Em tempos bicudos, a quantidade de candidatos é tão grande, que as empresas acabam dedicando pouco esforço à análise preliminar, removendo boa quantidade da pilha sem uma leitura completa. Se você quer ser chamado, as chances aumentam se você demonstrar empenho e capricho. Veja como fazer seu currículo, e siga também os links adicionais ao final deste artigo, para que ele se destaque positivamente dos demais.
     

    E se você for chamado para a entrevista, não vacile: prepare-se, e saiba como se comportar durante a entrevista, para aumentar suas chances. Conhecer algumas respostas para perguntas comuns de entrevistas também pode ajudar!

A bem da verdade, deixar de cometer todos os erros acima não basta para que você consiga um emprego. Mas cometer qualquer um deles reduz as suas chances de obter o emprego certo, portanto não perca a oportunidade de virar o jogo um pouco menos contra você.

Muitas vezes os empregos são perdidos por razões quase surreais, como enviar o currículo no dia errado da semana. Em outras, embora haja qualificação, o perfil do candidato não é valorizado pela empresa (mas há esperanças para quem busca emprego sem experiência ou está tentando voltar ao mercado de trabalho). Não desanime: as regras do jogo podem não estar a seu favor, mas todos os dias algumas pessoas conseguem as suas oportunidades, e você pode ser uma delas.

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Concurso: 12 dicas testadas e aprovadas para passar

Quem passou há menos de 3 meses em um concurso público federal em que havia mais de 400 candidatos por vaga certamente pode ter alguma dica a compartilhar, certo?

Concurso é uma palavra não sai da moda em momentos de crise econômica, e a febre de artigos sobre concursos públicos na imprensa nacional reflete este interesse do público. Quando eu escrevi o artigo “Concurso: plano realista para se preparar – e passar“, comentei que além de ter uma experiência pessoal bastante positiva com concursos públicos (e que reflito nos meus artigos), tenho também contato próximo com bastante gente aprovada em concorridos concursos recentes, e que reconheço nelas algumas características em comum.

E o mais interessante: várias delas compartilham a minha opinião de que as características que elas têm em comum não correspondem a uma vontade (ou capacidade) insana de estudar todas as apostilas do mundo. Estudar certo é apenas um requisito essencial, mas o que diferencia estes candidatos aprovados com que eu convivo parece ser a capacidade de se manter motivado, de fazer escolhas racionais e de incluir a preparação para concursos na sua vida normal, deixando de fazer com que seja algo que interfere ou atrapalha.

As minhas opiniões sobre o assunto já se refletiram em vários artigos que eu escrevi (veja os links ao final deste texto), mas ao ler um destes meus artigos, uma destas pessoas com quem eu convivo (e cujo anonimato vai ser preservado, a pedido) e que recentemente passou em um concurso público federal para um cargo para o qual havia mais de 400 candidatos por vaga me procurou sugerindo compartilhar com os leitores o posicionamento que ela adotou.

Claro que eu aceitei a oportunidade de compartilhar estas dicas com vocês, e topei a oferta. Em troca de um cachê milionário, sugeri que ela adotasse o popular formato “12 dicas”, refletindo a experiência pessoal dela, que aí cada interessado pode decidir se são aplicáveis ou não à sua vida pessoal.

Portanto, segue o texto dela, na íntegra!

12 dicas de uma aprovada em concurso público

1. Acredite! Ok, você mal começou a ler e já deu de cara com um clichê. Mas é verdade, não tem como se dedicar e manter motivado até o final se você achar que não vai conseguir. Eu costumava pensar: alguém sempre vai passar!

2. Desencane da concorrência! Segundo clichê, tudo bem. Mas imagine que você está suuuper empolgado, saiu o edital, já começou a ir atrás do material e de repente divulgam a relação: 600 candidatos/vaga (ou 100, ou 20, que seja). Não desanime, o que está ao seu alcance para estar à frente deles é VOCÊ se preparar – e a situação deles, coletivamente, não é diferente.

3. Não economize mais do que o necessário. Pense em material de estudo como investimento. Não se endivide, mas também não seja mesquinho. Vale bem mais a pena comprar um livro bom e caro do que comprar outro desatualizado ou que não serve pra nada. E não são só os livros: assine sites especializados. Eu usei o da Folha Dirigida pra download de provas (fiz a menor assinatura, super baratinho e baixei milhões de provas) e para as matérias jurídicas usava também a biblioteca de questões do Portal ClubJus que tem um filtro ótimo que delimita bem o assunto. Na época era gratuito, depois creio que passou a ser cobrado. Mas admito que comprei várias coisas inúteis, como um curso online de raciocício lógico que chegou a me dar vergonha alheia pela quantidade de erros. Nem sempre a gente acerta…

4. Peça ajuda a quem sabe. Leve o edital para um conhecido da área indicar a bibliografia. Para as matérias jurídicas, eu cansei de comprar livros que estavam totalmente fora do propósito até que uma prima advogada me indicou e até emprestou os livros certos.

5. Foco no conteúdo! O tempo muitas vezes é escasso. Se o assunto for interessante, a tentação de divagar fica grande. É como pesquisar na Wikipédia: você entra em um assunto, clica num link, depois em outro e daqui a pouco nem lembra mais onde começou e o que queria saber. A minha dica é ficar sempre com o conteúdo programático em mãos. Eu prendi o meu num desses calendários triangulares de mesa, pra não perder no meio da papelada e ia grifando com um marca-texto os assuntos já estudados.

6. Não se deixe desanimar pelos outros. Tem gente que vai insistir pra você sair bem naquele dia que o estudo está rendendo, outros vão dizer que concurso é uma questão de cartas marcadas (eu não acredito que seja tão fácil de a entidade fraudar com sucesso, pelo menos na maioria dos casos, mas tudo bem). Enfim, tem coisas que é melhor deixar entrar por um ouvido e sair pelo outro.

7. Lazer e equilíbrio. Claro que você vai abrir mão de algumas coisas, mas se ficar trancado em casa não vai se manter motivado por muito tempo. Como eu trabalhava período integral, precisava usar as noites e final de semana para estudar. Desisti de algumas viagens, mas sempre arranjava tempo pra uma cervejinha com os amigos. Tem que ser encontrado o equilíbrio.

8. Respeite-se! Há dias que não adianta, a matéria não entra de jeito nenhum: dê um tempo, caminhe, tome um banho, cozinhe, tome uma cerveja, converse no MSN. Se não tiver jeito, tire o dia de folga e recomece amanhã. Só não pode virar hábito.

9. Plano B. Chegou um momento em que eu estava saturada, me distraía o tempo todo com TV, Internet, comida… Só motivação pura não bastava, aí passei a ir estudar na biblioteca de uma faculdade. E tinha que ser numa bem longe, porque se ia na mais perto de casa me dava muita vontade de fugir pro meu quarto.

10. Exercícios, exercícios! O mais megaimportante: EXERCÍCIOS, MUITOS EXERCÍCIOS, EXERCÍCIOS EXCESSIVOS. Não importa se você estuda lendo, fazendo tabela, resumo, desenho, organograma, o importante é resolver muitos exercícios mesmo. Resolver, e não ficar lendo a pergunta e a resposta certa. Tenho certeza que foi esse exagero que me fez ser aprovada: lia um assunto, daí resolvia umas 100 questões sobre aquilo. Cansava? Ok, só mais 20… Fazendo isso você passa a entender o raciocínio das perguntas, o que a banca costuma avaliar de cada assunto. A formulação muda, mas o conteúdo é semelhante. Além disso, você ainda percebe as suas próprias dúvidas e as corrige.

11. Reprovou em 2? Em 3? Não desista! No último ano fiz 7 concursos e muitas vezes bati na trave, daí pensava: “É, alguém se preparou mais que eu…” Ou ia super bem na prova e caia lá pra trás na classificação por causa de alguma prova de títulos. Não vou mentir, isso me deixava furiosa e às vezes depois de uma decepção dessas ou de uma prova muito difícil, eu me permitia uma semana de folga, ou até mais. Mas logo recomeçava, mesmo que num ritmo mais lento.

12. Tenha um objetivo Minha aprovação mais recente foi para um cargo pelo qual eu tenho fascinação, então não foi difícil: conseguia até me imaginar exercendo. Mas a motivação pode ser qualquer uma: quer ser PF para lutar contra o crime, ser fiscal para combater contrabando ou a galera que sonega enquanto a gente se mata de pagar impostos? O importante é ter foco, e nem sempre precisa ser no contra-cheque e na estabilidade.

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Concurso: plano realista para se preparar – e passar

Para passar no concurso público dos seus sonhos, é necessário estar preparado – e isso não se resume a procurar apostilas para download e estudar.

Mais de 120.000 vagas em concursos públicos estão previstas para 2009. Seja uma decisão certa ou errada abrir esta quantidade de vagas neste momento, elas não deixarão de ter apelo sobre o grande número de pessoas que passam pela incerteza do mercado de trabalho neste momento de crise.

Já passei na minha cota de concursos públicos, convivo com boa quantidade de pessoas que continuam passando, e reconheço nelas uma série de práticas que as levou ao sucesso – elas estão muito mais relacionadas a manter a calma e a motivação, do que ao número de horas de estudo.

Em particular, venho observando há tempo que abandonar todos os lazeres e dedicar-se integralmente a devorar livros e cursos não é uma característica comum entre os aprovados. Passar em concurso tende a ser uma maratona, e não uma corrida de curto prazo, portanto a vantagem está em quem consegue preservar o fôlego (e a motivação) a longo prazo.

Assim, além de uma preparação completa (conteúdo, aspectos psicológicos e provas complementares – física, psicotécnica, médica, etc.), é necessário:

  • Conscientizar-se de que não vale a pena manter o foco nos seus concorrentes. Os fóruns de bate-papo com outros “concurseiros” muitas vezes causam mais mazelas e desinformação do que vantagens. Concentre-se no que diz o edital, e em avançar o máximo possível, independente do que seus concorrentes digam;
  • Preparar-se para uma campanha de longo prazo – portanto, sem possibilidade de deixar de lado os demais aspectos da vida (incluindo o lazer e a vida social!). Busque o equilíbrio sempre!
  • Estudar do jeito certo – pelo conteúdo do edital, na proporção do peso de cada disciplina. Erros muito comuns são estudar com base no conteúdo e distribuição de matérias nas apostilas que eventualmente lhe caiam às mãos, estudar pouco, não cobrir todos os temas do edital e concentrar-se em matérias “preferidas”;
  • Se necessário, buscar experiência: inscrevendo-se em outros concursos, resolvendo provas passadas e simulados. Especialmente se você tiver desafios de ordem psicológica que reduzam seu desempenho na hora da prova. A prática leva à perfeição!

Evite também os erros comuns. leia o edital inteiro, chegue cedo e leve tudo que for exigido – nada do que consta no edital é sugestão… Ouça com atenção as instruções dadas no início, e leia a folha de rosto (e se possível a prova inteira – ajuda bastante o subconsciente, se você estiver preparado) antes de começar, e comece pelas questões rápidas e fáceis. Trate o gabarito com a importância devida, e reveja antes de tomar qualquer atitude definitiva, copmo transcrever ou entregar.

Além de várias outras técnicas já mencionadas em nossas dicas para estudar e prestar concursos ;-)

Trecho do artigo publicado em Organize-se para passar no ‘concurso dos sonhos’ em 2009 (g1.globo.com):

Especialistas alertam: somente com disciplina e organização o candidato conquistará uma das mais de 120 mil vagas no serviço público com previsão de serem preenchidas por meio de concursos em 2009.

Segundo eles, o caminho a ser percorrido entre a escolha do concurso público e o dia da prova deve ser encarado com tranquilidade, mas com muito foco e dedicação.


Trecho da matéria do G1

“O candidato precisa acreditar que passará no concurso como resultado de seu esforço. Ser aprovado é mais do que sorte. É estudo, treino e dedicação. Todos são capazes, desde que estudem o necessário”, diz Carlos Alberto de Lucca, coordenador geral do curso preparatório Siga Concursos.

“O número ideal de horas para se estudar é o maior número de horas que o candidato puder, mantida a qualidade de vida e do estudo”, recomenda William Douglas, professor, juiz e autor de 28 livros sobre técnicas e dicas de preparação para concursos.

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