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Compras de Natal sem stress – faça como as pessoas organizadas!

As compras de Natal podem ser o equivalente a uma gincana cara, interminável e sem garantia de que cada participante vai receber o prêmio que desejava, ou podem ser uma atividade planejada que minimiza as dificuldades e amplia ao máximo o resultado alcançado – que pode ser medido tanto pelo sorriso de quem presenteia quanto pelo de quem recebe.

Mesmo quem gosta de ir às compras tende a não apreciar as filas, a competição pelos produtos que sobraram (e pelas vagas de estacionamento e mesas de praças de alimentação), e o acotovelamento geral que são característicos desta época do ano.

Falta exatamente 1 mês para o Natal, que é um momento para reflexão, para buscar o convívio familiar, e para pensar naqueles aspectos da vida que não podem ser comprados no shopping center nem no comércio eletrônico. Mas o período até ele também marca a maior temporada anual do consumo, e tenho certeza de que poucos leitores escapam – ou mesmo desejam escapar – de dar presentes de Natal, e por isso acaba valendo a pena encontrar maneiras de fazê-lo com efetividade – ou ao menos com um pouco mais de eficiência.

O importante é o sentimento e o significado, claro – e mesmo no caso dos presentes materiais, uma alternativa importante e sempre válida é oferecer presentes que não são comprados, como sua própria arte ou artesanato, entre outros.

Além disso, e cada vez mais, as famílias vêm organizando esquemas alternativos, no estilo amigo secreto, para reduzir o custo e a complexidade dos presentes familiares.

Mas nosso foco hoje é outro: assim como fizemos nos 3 anos recentes, vamos aplicar um pouco de logística e organização pessoal para lidar com a perspectiva de ter mesmo que ir ao comércio e comprar as famosas “lembrancinhas” para os familiares, colegas, funcionários e outras categorias de presenteados.

Antes veremos como fazer tudo errado

Para começar, vamos ver o que evitar.

E é simples: se você quiser gastar mais do que precisa e terminar insatisfeito com o que comprou, simplesmente siga esta checklist de 6 erros:

  1. vá diretamente a um shopping center ou a uma rua de comércio (com fome e levando duas crianças junto, de preferência),
  2. sem definir quanto pode gastar,
  3. nem pensar anteriormente em quais as pessoas que deseja presentear,
  4. e muito menos o que deseja comprar para cada uma delas.
  5. Passeie a esmo olhando as lojas e entrando nas que têm promoções até encontrar presentes que lembrem as pessoas que você gostaria de presentear,
  6. e vá comprando até se sentir satisfeito ou o crédito acabar.

O que está errado com a situação acima? Tudo! Você vai gastar mais do que pode, não vai comprar o melhor presente para cada pessoa, não vai distribuir equilibradamente os recursos disponíveis, e fatalmente vai esquecer de alguém.

Mas agora que já vimos como errar, vamos ver como acertar!
 

Como organizar as compras de Natal

Logística muitas vezes é definida como a arte e técnica de garantir que o produto ou recurso certo esteja no lugar certo, na hora certa, a um preço razoável.

As compras de Natal podem se beneficiar muito dos conceitos da logística, garantindo que as pessoas certas recebam o melhor presente ao seu alcance, sem atrasos e com o mínimo de esforço necessário.

Tratar o Natal como se fosse uma operação logística e contábil NÃO é efetivo, mas não tenho dúvida de que é menos pior do que tratá-lo puramente como uma data comercial descontrolada.

Portanto, se você tem o hábito de dar presentes, mas quer ter mais tempo e paz de espírito para comemorar a data da forma como ela realmente merece ser tratada, veja uma forma de fazer, passo por passo:

  1. Defina o orçamento
    Saiba quanto você pretende gastar, e até que ponto pode flexibilizar este valor. No mínimo verifique quanto e quando poderá gastar à vista, e quanto quer usar de crédito, ao longo de quantos meses. Use as dicas do nosso artigo sobre planejamento de despesas de final de ano para que os valores sejam realistas!
     

  2. Liste as pessoas que você deseja presentear
    Do começo ao fim, pense nas pessoas que você gostaria de presentear no Natal. Se tiver dificuldade para identificá-las, procure a partir desta lista de papéis: família, companheiros de trabalho, amigos, clientes, parceiros, pessoas que o tenham presenteado recentemente e que você gostaria de retribuir, pessoas que prestem serviço regularmente a você, e sem deixar de lado aquelas pessoas para as quais um presente seu possa fazer grande diferença ou ser o único presente que receberão.
     

  3. Liste as pessoas que você se sente obrigado a presentear :-(
    Dar presentes por obrigação não é a atitude ideal. Mas se você se sente obrigado, liste estas pessoas também.
     

  4. Junte as duas listas, em ordem de prioridade
    Lembre-se de que estamos falando de logística, e não do aspecto emocional. Coloque no topo da lista consolidada as pessoas para as quais a busca do presente adequado é mais urgente ou importante para o completamento da tarefa, e vá descendo, até chegar naquelas para as quais você pode até presentear com atraso.
     

  5. Agrupe parte dos integrantes da lista
    Dependendo de como for a sua lista, existe a possibilidade de agrupar seus integrantes, definindo padrões de presentes: pessoas que vão ganhar cestas de Natal, pessoas que vão ganhar um DVD musical, um livro, ou mesmo um cartão (com uma mensagem original, pessoal, e escrita por você mesmo, à mão!)
     

  6. Estime o custo dos presentes “padronizados”
    Estime tudo, e some os valores ao final. Considere juntar-se a outras pessoas para dividir alguns destes presentes. E não entenda mal a expressão “presentes padronizados”. Neste contexto, ela quer dizer apenas que, sob o ponto de vista logístico, os presentes terão características em comum. Por exemplo: os sobrinhos receberão brinquedos educativos, e os colegas do Departamento de Contabilidade receberão DVDs de shows. Isso não quer dizer que você comprará o mesmo DVD para todos eles, mas sim que bastará ir em uma única loja, apenas uma vez, e comprar os presentes de todos eles – escolhendo o DVD adequado a cada colega.
     

  7. Distribua o saldo do seu orçamento entre os presenteados restantes
    As pessoas mais especiais em sua vida provavelmente não poderão ser incluídas em nenhuma categoria padronizada. Ao subtrair do orçamento disponível o total dos presentes padronizados, você saberá quanto pode gastar nos presentes delas, e distribuir este valor entre elas. Talvez conclua que precisa reestimar ou redistribuir alguns saldos – se for o caso, repita os passos acima até acertar.
     

  8. Defina (em casa) o presente ideal para cada pessoa
    Não deixe para quando já estiver num shopping ou acessando uma loja on-line, sendo bombardeado por sugestões que não consideram o seu interesse nem o do presenteado, e sim o do lojista. Sente-se confortavelmente em casa, pense e anote. A namorada gosta de ganhar biquinis, o irmão queria um tênis e o pai é apreciador de vinhos? Defina o que gostaria de presentear a cada um deles, se possível com uma alternativa extra para cada um, e anote tudo, juntamente com o valor que definiu para cada pessoa.
     

  9. Crie o roteiro e agenda de compras
    Quando chegar neste ponto você já sabe o que pretende presentear a cada um. Crie um roteiro e defina os dias em que pretende visitar cada loja, procurando maximizar o número de presentes que poderá adquirir a cada deslocamento, ao mesmo tempo em que deixa tempo suficiente para escolher a variedade ideal, e garante que vai às lojas o quanto antes for possível, e de preferência em horários favoráveis. Considere também as rotas e estacionamentos, bem como os horários. As lojas estarão mais apinhadas conforme dezembro avança, portanto antecipe (a primeira semana de dezembro é o limite do conforto!) ou prepare-se. Mesmo assim, não deixe de comparar preços e condições para fazer a melhor escolha.
     

  10. Antecipe o amigo secreto
    O amigo secreto decidido em cima da hora pelos colegas de trabalho, da pós, do clube ou mesmo pelos familiares tem grande potencial de ser o fator que fará até mesmo o indivíduo mais planejado ter de enfrentar o comércio bem na semana de Natal, em que parecem sumir as vagas para estacionar e as lojas sem longa fila. Minha alternativa é uma aposta baseada em cenários: eu tento adivinhar onde podem surgir iniciativas como essa na minha vida, e qual seria o presente “genérico” adequado – e compro antes. Se o amigo secreto não surgir, é um presente a mais para alguém que não seria contemplado, ou eu fico com ele para mim ツ Mas se surgir – e geralmente eu acerto – já estarei preparado.
     

  11. Cuidado com as armadilhas
    Os lojistas SABEM o quanto é chata a peregrinação de loja em loja para encontrar o preço certo do presente ideal, e oferecem grande variedade de tentações para levá-lo a comprar algo mais por impulso, ou para comprar ali mesmo o que está sendo oferecido – que não necessariamente é o que você queria. Não seja inflexível, mas não aceite ser manipulado facilmente.
     

  12. Considere comprar on-line: especialmente no caso de lojas de boa reputação, e só quando tiver razoável folga entre o prazo de entrega prometido e a data em que o presente precisa estar de fato nas suas mãos. Navegue pelas suas lojas de comércio eletrônico preferidas, mas lembre que quanto mais perto do Natal, maior o risco de problema na entrega, ou de atraso completamente fora do seu controle.

E não esqueça: o espírito natalino não se encerra nos presentes. Comprando com mais eficiência e aplicando um pouco de logística, talvez você tenha mais tempo (e alguma sobra de recursos) para refletir sobre o que a data realmente significa, e para praticar um pouco desta idéia que perdura há tantos séculos.

Organizando com o ZTD (ou o GTD)

Esta é uma situação em que vale a pena ter uma lista de atividades específica de um projeto: as compras de Natal. Nela você pode colocar as atividades correspondentes ao que foi tratado acima.

Um exemplo de como poderia ficar no meu caso pessoal, incluindo observações sobre algumas tarefas:

  1. Definir orçamento disponível para as compras de Natal – considerando totais para compras a prazo e à vista, e em que datas as despesas devem ocorrer.
  2. Fazer a lista das pessoas que vão ser presenteadas
  3. Agrupar na lista as pessoas que podem receber presentes semelhantes (comprados em bloco)
  4. Destacar na lista as pessoas selecionadas que têm presente à parte já definido ou que precisam de pesquisa sobre qual o presente ideal
  5. Observar o custo dos presentes que serão comprados em bloco (por exemplo: DVDs, livros, cestas de Natal, chocolates) – até verificar que há o saldo orçamentário desejado para a compra dos demais.
  6. Pesquisar os presentes ideais para as pessoas que demandam pesquisa
  7. Prevenir a ameaça de amigos secretos imprevistos
  8. Conferir os valores de tudo, considerando o orçamento previsto e ajustando se necessário
  9. Encomendar o que vai ser comprado on-line – para encomendar tão cedo quanto possível, serviços de entrega pouco confiáveis durante o ano todo pioram quando dezembro começa.
  10. Definir onde e quando serão comprados os demais presentes
  11. Comprar os presentes do local A
  12. Comprar os presentes do local B
  13. Comprar os presentes do local C

O planejamento ocorre como de hábito, já exposto no post recente sobre ZTD minimalista: a cada dia você tira da lista do projeto algumas tarefas, para executá-las.

Mas este projeto tem um detalhe interessante: admite paralelismo, ou seja, você pode ir começando algumas das atividades posteriores (como fazer as encomendas on-line) sem terminar as anteriores, desde que não perca de vista o impacto sobre o orçamento ou a vantagem potencial de poder rever alguns dos presentes inicialmente definidos antes de começar a comprar todos em bloco. Possivelmente você só vai riscar as tarefas iniciais definitivamente quando concluir até as últimas.

E na execução você vai perceber claramente que as atividades iniciais (de 1 a 8 – orçar, definir lista de pessoas, de presentes, etc.) precisam de muito mais detalhamento e atenção, mas são as atividades finais (de 9 em diante – operacionalização das compras) que vão consumir mais tempo e esforço, além de eventualmente exigir retorno aos passos de planejamento.

Lembre-se de quem tem menos do que você

Natal não é comércio: esta é uma época de solidariedade, união e celebração de determinados valores que não estão à venda no shopping.

As circunstâncias acabam colocando no seu caminho muitas oportunidades para ajudar pessoas que têm muito menos do que você. Sejam quais forem as suas crenças, saiba aproveitar estas oportunidades.

Não vou fazer campanha por aqui – não é difícil encontrar este tipo de iniciativa, se você quiser procurar. O foco deste post é a questão das compras, mas achei importante incluir esta lembrança no texto, para lembrar que a essência dessa época não pode ser o consumo, e que se formos eficientes neste aspecto, sobra mais tempo e recursos para se dedicar ao que realmente importa.

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Pareto: Organize o guarda-roupa com um método científico

Tudo indica que o inverno está mesmo acabando (nas regiões do Brasil em que existem estações do ano, claro), levando a uma necessidade comum: reorganizar o guarda-roupa, colocando mais à mão as roupas de calor e dando um destino menos exposto às roupas reservadas às estações frias.

É uma tarefa chata, mas também uma oportunidade para revisar as peças que tendem a se acumular por anos a fio mesmo que você não as use mais, para redescobrir peças que estão em plena condição de uso mas haviam se escondido por baixo de outras, para identificar necessidades de manutenção (um botão aqui, uma lavação ali, um pouco de sol acolá), e para exercitar sua responsabilidade social, doando as peças que você não vai mais usar mas ainda estão em condições de uso.

A realidade, afinal de contas, é que aquela blusa que no seu armário só serve para ficar no caminho enquanto você procura as que de fato usa provavelmente será muito útil nas mãos de alguém que não tenha as mesmas opções que você.

Com as dicas a seguir, você poderá reservar 2h na sua agenda desta semana para, com algumas caixas e cabides de reserva à mão, reorganizar seu guarda-roupa para a primavera!

Pareto e a organização de guarda-roupas

Este aspecto socialmente responsável, bem como a perspectiva do resultado positivo para a sua organização e a possibilidade de inventariar as peças não permitem escapar da realidade: a tarefa de esvaziar o roupeiro e tornar a enchê-lo de maneira organizada é bem chata.

Mas se você aplicar um pouco de método, a tarefa pode terminar antes, e algumas decisões difíceis (guardo ou não guardo? dôo ou não dôo? Posso usar na rua ou só pra lavar o carro?) podem ficar um pouco mais fáceis.

A minha maneira de avaliar peças é derivada do Princípio de Pareto, que diz que nos agrupamentos há poucos itens essenciais: arredondando, 20% dos itens são responsáveis por 80% dos efeitos. A conclusão prática é que – se Pareto estava certo, e há muitas décadas ele vem acertando bastante ツ – você provavelmente usa cerca de 20% das suas roupas durante cerca de 80% do tempo.

Alerta: Se você não tem interesse pelos fundamentos, pode pular diretamente até o próximo subtítulo

Também conhecido como a regra dos 80/20, e de forma mais genérica, o Princípio de Pareto mencionado acima diz que para uma série de eventos comuns, observa-se que 80% dos efeitos são gerados por 20% das causas. Ele foi identificado e proposto por Juran (saiba mais em “Os papas da qualidade“), e batizado em homenagem a Vilfredo Pareto (1848-1923), economista italiano que originalmente observou o fenômeno.

Este princípio é usado na armazenagem industrial (para indicar quais “poucos itens vitais” devem ser guardados nas prateleiras mais baixas e mais perto da porta do depósito, por exemplo), e serve igualmente para a armazenagem no seu guarda-roupa, evitando que as “muitas triviais” fiquem no caminho das “poucas vitais”.

Esta aplicação prática se baseia em uma ferramenta denominada “Curva ABC”, em que os produtos são separados conforme o número de operações que geram, em 3 classes: a “classe A” abriga os 20% responsáveis pelo maior número de movimentações, a “classe B” trata os próximos 20%, e a “classe C” inclui todos os 60% restantes, que usualmente são inexpressivos individualmente quando comparados a qualquer um da classe A (mas têm valor como conjunto, como destacou recentemente o livro “A Cauda Longa“).

Classificando as roupas

Contar ou estimar o número de vezes que você usa cada peça de roupa em cada cenário não seria prático, portanto recorremos a uma alternativa subjetiva: após separar as suas roupas em categorias (por exemplo, calças, blusas e casacos, ou “de sair”, “de trabalhar” e “de casa”, etc.), passe a pegar cada peça da pilha e dar uma nota de 0 a 10 para a sua expectativa e interesse de voltar a usá-la.

Todas as que receberem nota 9 e 10 podem ir direto para o armário e receber locais privilegiados: as prateleiras ao alcance dos olhos e braços, os melhores cabides, etc.

As que receberem nota 6, 7 e 8 devem ser acumuladas fora do armário, e ao final do procedimento serão distribuídas nos melhores espaços que sobrarem quando acabarem as peças com notas 9 e 10.

Aí chega a vez das peças com notas 4 e 5, que serão armazenadas nos cantos que sobrarem. Quem sabe você as coloca em sacolas plásticas? É pouco provável que você as use com frequência, e se elas ainda estiverem na sacola quando você arrumar de novo, será um indício para revisar para baixo a nota delas ツ

E as peças com nota 3, 2 e 1? É aí que entra a responsabilidade social: lave-as, coloque em uma caixa e doe-as a uma pessoa ou instituição que vá dar a elas muito mais valor do que você! Mas não exagere: as peças com nota 0, sem condição de uso, devem ser recicladas, e não doadas desta mesma forma.

Casos especiais

Algumas categorias merecem atenção especial, além da simples classificação por notas. Vamos a elas:

Roupas que não servem mais: se podem voltar a servir, podem merecer nota 4 ou 5, e ficarem armazenadas em um canto remoto. Se a chance de voltarem a servir se aproxima muito de zero, pratique o desapego e dê logo a nota 3, encaminhando para doação!

Roupas úteis mas que exigem ocasião especial: independente da nota que der a elas, armazene-as com cuidado especial. Quem sabe um cabide com capa plástica, estilo lavanderia? Se estiverem sem uso há muito tempo, veja se não está na hora de uma lavação preventiva!

Peças que precisam de conserto: puídas, com elástico gasto, manchadas, desbotadas, descosturadas, esticadas? Aqui a decisão é entre nota 0 (que só leva à reciclagem, no caso das roupas sem nenhuma condição de uso), o envio imediato ao conserto ou a doação. Guardar “para consertar depois” é ficção!

O velho truque do cabide invertido

Se você usa cabides e quiser facilitar a próxima reorganização, use o velho truque dos cabides invertidos: ao recolocar as peças no guarda-roupa, ponha todas com o cabide invertido, com o gancho apontando para o lado que você normalmente não usa.

Quando você usar uma peça, ao recolocá-la no cabideiro, use a direção normal do cabide. Ao final da estação, as peças que ainda estiverem com o cabide invertido serão as que você não usou nenhuma vez, e bastará decidir o que fazer com elas!

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Multiplicando a utilidade da mesa de cabeceira

Hoje vou compartilhar com vocês uma pequena obsessão, e como – após anos tentando – eu a resolvi de uma forma que me satisfez.

Se você tem uma série de itens que ficam dispostos ao seu alcance enquanto você dorme, é possível que você passe pela mesma dificuldade pela qual eu passo: encontrá-las no meio da noite sem acender nenhuma luz.

Como estes itens se misturam a outros que estão lá por outros motivos, as movimentações na penumbra (especialmente quando você não está TÃO acordado assim), tatear para encontrar o óculos, o antibiótico que terá que ser tomado às 3 da madruga, o controle remoto do condicionador de ar ou qualquer outro item do seu interesse, sem derrubar o abajur nem o copo d’água, às vezes pode ser uma chatice pela qual você passa várias vezes por mês mas no dia seguinte não lembra de tomar uma ação para prevenir a próxima ocorrência.

Existem várias soluções para a situação acima, sendo que a mais simples é totalmente indesejada para mim: tornar o quarto menos escuro. Acender uma luz no meio da noite enquanto estou deitado (mesmo que seja uma discreta luminária de led) ou mantê-la sempre acesa (mesmo que seja o mostrador de um rádio-relógio ou uma fresta desnecessária na cortina) é o oposto do que eu procuro.

A alternativa que eu tentei durante anos, embora leve a uma frustração quase obsessivo-compulsiva quando alguém, ao arrumar o quarto, não a mantém, é estabelecer um canto certo para cada coisa na mesa de cabeceira: um para o óculos, outro para o controle do AC (que recebeu uma fitinha fosforescente pra ajudar), outro para o relógio ou telefone, e o outro, mais distante, para o copo d’água ou o eventual remédio da madrugada. Só que, além da possibilidade de alguém “arrumar”e eu não notar, ocupar primeiro os cantos reduz bastante a utilidade de um tampo tão pequeno quanto o do criado-mudo.

Entra em cena o porta-controles

O embrião da solução já estava aqui em casa há anos, mas na sala: o porta-controle, com 4 compartimentos: dá certinho para designar um para o óculos, outro para o controle do AC (que se sente em casa em um porta-controles), outro para o relógio ou telefone, e ainda sobra um pro eventual antibiótico da madrugada.

É só deixar no canto mais perto da cama, seguir sempre as posições alocadas para cada utensílio noturno, e pronto: fica fácil encontrá-los até com os olhos fechados e funcionando no piloto automático, sem derrubar o abajur nem o copo d’água.

Funcionou durante anos, apesar das ocasionais incursões da faxineira, com a sua típica síndrome da reordenação doméstica. Se você tem a mesma demanda, recomendo! Dá até para prender com um bom adesivo, a algum dos cantos dele, uma lanterninha de led dessas de chaveiro, e dispor de iluminação também sempre ao seu alcance, para quando a necessidade de encontrar alguma coisa for atípica.

Indo além: assaltando a poltrona

Há algumas semanas, após ver a dica em um site sobre apartamentos (infelizmente não guardei o link para referenciar), eu dei um passo além nesta forma de organização: sequestrei um porta-controle de pano, feito para colocar no braço de poltronas e sofás, e o reposicionei na lateral da minha cama, próximo ao criado mudo.

No meu caso a cama é box, e o prendi entre os 2 níveis de colchão. Em uma cama tradicional, ele pode ser preso à estrutura, ou mesmo ficar ancorado entre o colchão e o estrado (mas meça antes, para ver se não vai arrastar no chão).

Como o óculos é delicado, o compartimento escolhido para ele foi o mais próximo da cabeceira e ganhou um reforço de alumínio, para garantir sua sobrevivência no caso de uma canelada acidental. O controle e o relógio são mais resistentes e não precisam deste cuidado extra.

E como o Lifehacker observou no final de semana, estes porta-controles de poltrona geralmente são revisteiros também, e no compartimento das revistas dá para largar, antes de dormir, o seu tablet, notebook ou mesmo a leitura de papel que você estiver lendo na cama, se for seu hábito.

Acabei descobrindo que existem soluções comerciais voltadas exclusivamente ao uso na cabeceira há anos, e algumas me parecem um pouco exageradas – parecem mais uma mochila. Mas o porta-controles/revisteiro que eu já tinha na sala me atendeu bem, e recomendo!

Aí o tampo do criado-mudo fica mais disponível para soluções governadas pela estética, e a faxineira vai até mesmo poder colocar nele uma toalhinha e um enfeite, que eu não vou ver como um risco adicional de derrubar tudo de madrugada ;-)

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Acabe com os vampiros e economize energia

A frase do título poderia ser usada em muitos contextos, né? Por exemplo, poderia ser uma sugestão para se livrar dos vampiros emocionais que convivem com você e montam uma verdadeira rede ao seu redor para absorver o que você sente, ou um artigo dirigido ao universo ficcional de personagens como Blade, Abraham Van Helsing, Buffy ou Sookie Stackhouse, que parecem gastar bastante energia com essas criaturas ;-)

Mas os vampiros do post de hoje são outros: são os aparelhos eletrônicos que você deixa permanentemente ligados à tomada e que não param de consumir energia, mesmo que aparentemente estejam desligados.

Se você está lendo este post em um computador, olhe ao redor: é possível que você vá ver uma impressora, um roteador, um modem, um monitor, um par de caixas de som e talvez até um ou 2 carregadores de outros aparelhos que estão sempre na tomada ou até mesmo sempre ligados.

Talvez isto ocorra por comodidade (para não ter de esperar 2 minutos antes de começar as atividades do dia), ou porque uma vez ou outra você deixa alguma tarefa informatizada operando até mesmo durante suas horas de sono, ou ainda pela velha crença de que desligar os aparelhos diariamente reduz a sua vida útil.

Vampiros domésticos

Mas estes são apenas exemplos. Se você andar pela casa, talvez verá:

  • um forno de microondas usado poucos minutos por semana, mas sempre ligado (mostrando a hora errada num display LCD?),
  • um aparelho de DVD, Blu-Ray ou videogame
  • um decodificador de TV a cabo,
     

  • TV,
  • estabilizadores,
  • carregadores,
  • lâmpadas permanentemente acesas,
  • um condicionador de ar split que fica o inverno todo aguardando comandos do controle remoto que só virão no final da primavera,

e um conjunto tão grande de aparelhos com LEDs sempre acesos, que dá para andar pela casa à noite sem acender as luzes.

São estes os vampiros, aparelhos que ficam permanentemente sugando e consumindo energia elétrica, mesmo que não estejam em uso. Sugam a ponto de ficarem quentes (uma evidência forte de que há consumo considerável), e provavelmente correspondem a uma fatia alentada da sua conta de luz.

Identificando os vampiros

Além dos exemplos acima, algumas regras gerais (para as quais há exceções) ajudam a indicar que um aparelho está permanentemente consumindo energia elétrica, mesmo quando fora de uso e no modo “desligado”:

  • Ele mantém um led ou outra iluminação acesa
  • Ele exibe permanentemente informações em um mostrador
  • Ele tem um sensor sempre atento para ligar imediatamente quando você pressionar o botão correspondente em um controle remoto
  • Ele mantém ou exibe a hora certa
  • Ele tem um conversor de voltagem externo
  • Ele esquenta

Eu estaria disposto a apostar que a maioria dos leitores que realmente sair para fazer um mapa dos vampiros da sua casa encontrará mais do que 10 exemplos, e poucos encontrarão menos do que 5.

Preciosismo ferramental

Durante algum tempo eu usava um Kill-a-watt como o da foto abaixo para verificar qual o consumo de cada vampiro antes de decidir o que fazer com ele, mas logo percebi que era desnecessário para esta finalidade (embora o aparelho em si seja útil para bastante coisa).

Ocorre que faz pouca diferença, para a decisão do curso de ação, se um vampiro consome 1W ou 5W – se ele não está produzindo nada de útil, também não deveria estar consumindo nenhuma energia. E o “efeito motivador” de saber que determinado aparelho está consumindo “só” 2W pode acabar sendo o inverso: você vai acabar se convencendo a deixar o aparelho na tomada, porque 2W parecem nem fazer diferença.

Mas o que faz a diferença é o conjunto dos vampiros! São 2W aqui, 5W ali, um “modo de economia de energia” acolá, e no final você paga uma conta de energia 15% maior ao longo do ano inteiro ;-) Portanto, minha sugestão é reservar a preocupação com o consumo para os aparelhos que ficam em uso – os que não estão em uso devem ser desligados, e pronto!

Exterminando os vampiros

Ao contrário do típico vampiro da ficção, é possível acabar com os vampiros elétricos da nossa casa sem usar estacas de madeira, luz solar ou correntes de prata. Eis minha sugestão de plano de ação geral:

1) Identifique quais vampiros você quer deixar vampirizando. Afinal, para alguns deles você pode ter uma boa justificativa – um aparelho cujo controle remoto é acionado todos os dias, ou outro no qual a manutenção da hora certa na memória seja realmente útil, ou ainda que faz parte da infra-estrutura necessária para uso de outro aparelho de uso eventual. Mas pense bem se o que você está buscando é conforto, utilidade ou racionalizar a preguiça!

2) Para os demais, identifique os que você pode simplesmente tirar da tomada, e lembrar de tirar novamente após cada uso. Estes são os que você usa esporadicamente, e que têm a tomada em uma posição facilmente alcançável.

3) Para os que sobrarem, verifique soluções alternativas apropriadas a cada caso.

Por exemplo: se você usa o aparelho com características vampíricas todos os dias, e a posição da tomada não é cômoda, que tal inserir na jogada uma régua de tomadas de boa qualidade, com filtro de linha e botão de liga/desliga, e colocá-la em uma posição acessível? Lembre-se de respeitar os limites da régua, dos aparelhos e da fiação da sua casa, bem como a recente norma ABNT sobre os plugs e conectores.

Se os filtros de linha forem distribuídos estrategicamente pela casa, é provável que você possa até mesmo desligar e ligar vampiros em bloco (TV + decodificador + DVD, Impressora + monitor + caixas de som, etc.) na hora de usar. Outra alternativa pode ser chamar um eletricista de confiança para instalar tomadas e interruptores caprichados, discretamente ao seu alcance, na mobília existente.

Outra solução alternativa, especialmente no caso de eletrodomésticos que foram fabricados antes do Apagão de 2001, é programar logo o orçamento para substitui-los por um mais novo. O Apagão motivou várias medidas de uso racional da energia ao longo da indústria, e é provável que substituir os antigos (inclusive os de uso contínuo, como geladeiras e freezers) faça tanto ou mais sentido econômico quanto comprar as réguas de tomadas com filtro de linha e botão de desligar mencionadas acima.

Mas, não importando qual a solução que você for adotar, atenção a 2 dicas importantes:

1) não tire o aparelho da tomada, nem desligue o filtro de linha, sem antes desligar todos os aparelhos da forma recomendada pelo fabricante.

2) consulte o manual de cada aparelho caso tenha dúvida sobre a possibilidade de ele ter sido projetado de forma a ser prejudicado pelo hábito de desligá-lo quando não estiver em uso. Aliás, consulte o manual em qualquer caso, pois o fabricante pode ter suas próprias instruções sobre como ligar e desligar o aparelho.

A conta de luz e a malha energética agradecem!

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Organização doméstica com caixas Top Stock

As caixas organizadoras da Sanremo são velhas conhecidas de quem dá atenção organização doméstica, e ultimamente têm adetido à tendência de oferecer soluções para lares cada vez mais enxutos e carentes de espaço disponível.

A linha Top Stock, em particular, é familiar a quem tem uma casa organizada, pois apresenta modelos em formatos variados mas com 3 características em comum: presilhas que mantém fechada a tampa (ideais para transporte e para casas com crianças pequenas ou animais domésticos), pés largos que apoiam melhor, e material robusto e resistente.

Na minha casa, há caixas Top Stock de tamanhos diversos guardando lâmpadas, ferramentas, inseticidas, pilhas e até mesmo uma caixinha com um kit-apagão: pilhas, lanterna, velas, fósforos, um rádio AM, caneta, palavras cruzadas e lista de telefones úteis.

Rodas!

Mas assim como as demandas da organização doméstica evoluem, avançam também as soluções voltadas a ela, e assim a familiar Top Stock recebeu uma renovação na forma de produtos que trocam uma de suas características essenciais (os pés largos) por um substituto interessantíssimo: rodinhas.

Pedi à Sanremo para avaliar estes produtos (nem tão recentes assim) no contexto da organização doméstica, e fiz alguns testes práticos com 2 deles, que conduziram a resultados positivos e às conclusões que compartilho a seguir.

Organizador baixo com rodas

O organizador baixo com rodas parece feito sob medida para uma tarefa bem específica: aproveitar o espaço embaixo da cama para guardar objetos, mas sem expô-los à poeira e outras condições adversas daquele ambiente.

Com dimensões generosas (84cm x 47xcm e 17cm de altura) e acomodando um volume de pouco mais de 50 litros, este organizador pode lidar muito bem com itens leves (como sapatos, botas, casacões, cobertores e similares), mas eu experimentei carregá-lo com objetos pesados e ele não cedeu – as rodas continuaram girando livremente.

Não posso afirmar que o material não cederia com o tempo, neste situação de uso extrema (enchi de livros!), mas para o uso típico (calçados, roupas de cama, etc) ele demonstrou ser bastante adequado.

Infelizmente a altura de 17cm é excessiva para o uso sob modelos comuns de camas do tipo box (na minha casa não coube), adequando-se melhor a camas com estrutura tradicional.

Organizador “médio” com rodas

Coloquei a palavra médio entre aspas no título porque, embora este seja o nome oficial do produto, eu não o descreveria com outro adjetivo que não fosse “grande”. Com 37cm de altura (e 83 de comprimento por 48 de largura), este modelo conta com mais de 100 litros de espaço interno, e suas rodas o tornam ideal para  armazenar no chão da garagem, em depósitos ou mesmo em uma sacada abrigada.

Ao contrário dos modelos sem rodas da linha Top Stock, que aqui em casa resistem há anos ao teste da chuva (mais uma vez, graças à boa vedação proporcionada pelas presilhas das tampas), o organizador “médio” e o organizador baixo não são feitos para vedar tão completamente: suas tampas são articuladas,  o que permite abrir cada metade delas como se fosse uma tampa de baú – e por consequência fazem com que a água possa passar pelas dobradiças plásticas.

Embora precise ser mantido em local abrigado, entretanto, este “baú com rodas” da Sanremo dá um show quanto à sua aplicabilidade. Entre os testes que realizei com ele estiveram a guarda de material de praia (pé de pato, snorkel, raquetes, sacola térmica e até o guarda-sol couberam com folga), de ferramentas e até mesmo de material de churrasco (espetos, grelhas, chapa, espátula, faca, tábua e ainda sobrou espaço para uma saca de carvão).

Como se trata de um volume muito grande, não considerei prático para armazenar algo que vá ser usado com muita frequência, a não ser que se trate de um ambiente muito espaçoso ou pouco frequentemente utilizado (como um depósito ou uma churrasqueira externa).

Mas nos casos em que ele cabe, o organizador “médio” demonstrou ser prático, e as rodinhas se tornam muito úteis na hora de transportar entre o canto onde ele fica guardado e o local em que seu conteúdo irá ser útil!

Os produtos da Sanremo podem ser encontrados em supermercados, lojas de utilidades e de materiais para organização doméstica.

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IRPF: como fazer do jeito fácil

Declarar o IRPF deste ano está sendo um pesadelo para você? Saiba que facilitar o procedimento no ano que vem depende de começar a se preparar, com procedimentos bem simples, desde já!

O Imposto de Renda é uma realidade inescapável para grande parte dos trabalhadores assalariados e demais obrigados a declarar, incluindo a maioria das pessoas com salários brutos superiores a cerca de R$ 1800,00.

Mais precisamente, e de forma específica para o ano corrente: quem teve rendimentos tributáveis superiores a R$ 22.487,25 em 2010 precisa declarar agora em 2010, de 2 de março até às 24h do dia 30 de abril.

Embora para uma parcela considerável deste público a declaração seja bastante simples (preenche dados pessoais, preenche saldo da conta-corrente em 31/12, preenche dados salariais que o empregador informou, opta pelo desconto simplificado, encerra e envia), para muitos outros trata-se de uma ocasião anual memorável pela incomodação e dificuldade em localizar os dados necessários.

Para muitos de nós a tarefa é complexa, mesmo

Por exemplo, quem tem investimentos, bens e direitos a declarar precisa saber neste momento todas as transações que fez com imóveis, veículos e capital no ano anterior, e conhecer seu valor (de acordo com as regras do fisco) em 31/12 do ano passado e do ano retrasado. Isso pode significar ter de encontrar uma infinidade de recibos, comprovantes, contratos, extratos e mais, separar quais valem, e identificar neles os valores certos.

Quem é assalariado recebe da empresa uma declaração de rendimentos e imposto retido na fonte que já traz tudo mastigado: total bruto, valor retido na fonte, rendimentos isentos e não tributáveis, contribuição para a seguridade social e mais – basta guardar e depois transcrever, juntamente com os dados sobre a conta corrente que os bancos também enviam na mesma época.

Já quem tem fontes de rendas adicionais ou autônomas não conta com essa facilidade a seu favor: precisa também registrar e consolidar cada um dos seus demais rendimentos tributáveis, como prestação de serviços, alugueis, câmbio e tantos outros identificados na legislação. O contribuinte também precisa eventualmente identificar uma série de informações sobre os valores que possui no banco, em investimentos diversos, e até mesmo as quantias (em moeda estrangeira ou nacional) que guarda em casa.

E até agora só falamos de bens, direitos e rendimentos (do contribuinte e de seus dependentes). Mas tem também o outro lado desta balança: os descontos, baseados em recibos de uma série de serviços de educação, saúde e contribuições a entidades de utilidade pública ou assistenciais, entre outros. Para quem não opta pelo desconto simplificado, estes recibos podem significar um pagamento bem menor, ou uma restituição bem maior.

Para você, encontrar os valores e comprovantes é a parte mais difícil da declaração?

Ok, para algumas pessoas, o ato de declarar e lidar com o sistema disponibilizado pela Receita Federal em si é um tormento. Mas para boa parte delas, trata-se apenas de uma tarefa de entrada de dados, seleção de algumas opções relativamente inequívocas, transmissão e emissão de recibo – o complicado é saber quais valores preencher

Mesmo quem opta por recorrer aos préstimos de um contador ou outro profissional que atue na preparação de declarações do imposto de renda pessoa física não escapa desta ginástica: reunir cada recibo, cada comprovante e cada extrato que traga os valores que devem ser preenchidos na declaração.

Mas nada disso é novidade, certo?

Quem já preencheu várias declarações sabe de tudo isso que eu expus acima: dá trabalho, e muitas vezes gasta-se bem mais tempo procurando papéis do que declarando. E a solução é simples: organizar-se.

Então por que continuamos caindo na mesma armadilha, ano após ano?

A resposta é simples, decorrente da natureza imediatista que nos caracteriza como sociedade, e consequência de um calendário inconveniente: Como só sentimos na carne essa complexidade ao declarar o imposto de renda do ano anterior, sempre lá pelo mês de março ou abril, um novo ano fiscal sempre já terá começado (e 2 ou 3 meses já terão se completado), razão pela qual os registros do ano corrente já estarão começando a se dispersar.

Para completar, na época de declarar o imposto relativo ao ano passado, já teremos problemas suficientes para ainda se preocupar com os do ano que vem. E assim, prometemos solenemente a nós mesmos: no ano que vem, a partir de janeiro, tudo vai ser diferente. Só que no ano seguinte a história se repete igualzinha.


A solução é bem simples

Minha proposta de solução

Eu adoto há alguns anos um esquema bem simples para prevenir todos estes problemas. Vou apresentá-lo a você, e aí você se encarrega de adaptá-lo e adequá-lo à sua realidade, ok? E de preferência com a ajuda de um contador ou profissional do Direito Tributário ;-)

O funcionamento se baseia em 3 pastas no meu arquivo de pastas suspensas, e mais uma caixa (estilo “arquivo morto”). São elas:

  • Pasta suspensa 1 – bens, direitos e rendimentos: aqui vai o original, ou uma cópia, ou mesmo um bilhete manuscrito contendo data, identificação da natureza e valor, de todos os rendimentos ou movimentações referentes a bens e direitos – compra e venda de carro e imóvel, pagamento recebido por serviço prestado, aluguel, etc. Quando recebo aqueles comunicados do banco ou da empresa contendo saldos e totais ao final de um ano fiscal, é aqui que eles são guardados também.
  • Pasta suspensa 2 – comprovante de despesa para desconto: aqui vai também o original, cópia ou anotação referente a todos os pagamentos que podem ser abatidos na declaração. Pagamento de faculdade, consultas médicas, uma série de doações e contribuições, etc. Quando antecipo algum pagamento de imposto (via “Carnê Leão” – obrigatório ao receber remuneração do exterior, por exemplo), guardo aqui os comprovantes, também, pois eles precisarão ser listados na declaração.
  • Pasta suspensa 3 – documentos da ou para a Receita Federal: aqui fica o relatório completo da declaração do ano anterior, mais o recibo de entrega, as guias de recolhimento DARF autenticadas comprovando pagamento, CD de backup do programa e dos dados do IRPF, etc. – tudo que for enviado ou recebido da Receita, relacionado ao Imposto de Renda do ano anterior.
  • Caixa de arquivo morto: Armazena os documentos das pastas suspensas 1, 2 e 3 relativos a anos anteriores. A Receita Federal recomenda guardar estes registros por pelo menos 5 anos. Após fazer cada declaração, eu guardo toda a papelada em 3 envelopes (um para cada pasta suspensa), identifico bem, e movo para o arquivo morto.

Colocando em prática

Claro que no início de cada ano (de janeiro a março ou abril) haverá alguma duplicação, pois já será necessário ter as pastas suspensas 1 e 2 relativas ao ano corrente, e as do ano anterior ainda não terão sido eliminadas, pois ainda não houve a declaração.

Isso é normal e esperado, mas é preciso resistir à tentação de colocar os papéis de 2 anos em uma mesma pasta – colocá-los é fácil, mas na hora de usar e guardar, complica tudo de novo.

Resista também a mover de forma antecipada para um envelope, pois os prazos legais para envio de documentos fiscais relacionados vão até o final de fevereiro, o que significa que você continuará recebendo mais papéis referentes ao ano que já se encerrou.

Se a minha observação sobre bilhetes manuscritos (nas pastas 1 e 2, como em “o original, ou uma cópia, ou mesmo um bilhete manuscrito contendo data, identificação da natureza e valor (…)“) deixou você espantado, esclareço – eu só faço isso quando o comprovante existe, mas o local de armazenamento dela é em outra pasta, como a do veículo ou a de câmbio, por exemplo. Neste caso, na hora de declarar, pode ocorrer um dos 2 casos:

a) minha anotação vai ser suficiente para fazer a declaração, e se algum dia eu precisar apresentar comprovante, eu saberei onde procurar; ou
b) precisarei de dados que não constam na minha anotação, mas saberei onde procurar, e graças à presença da anotação, não corro o risco de esquecer deste registro.

Começando já

Depois que o processo já está em andamento, se torna fácil: são 3 pastas e pronto. Mas começar – e arrumar os papéis referentes aos meses já transcorridos – é algo relativamente trabalhoso. Não deixe para fazer isso junto com a declaração do ano que vem, comece já!

E quando começar, comece bem, e de forma completa – não deixe nada do ano corrente para trás, ou então você não vai confiar nestas pastas quando for fazer a declaração no ano que vem, e terá trabalho em dobro.

Para completar: leia o artigo “Organize seus documentos e papéis em casa – ainda estamos no começo do ano!” para ver minhas dicas de como arquivar documentos em casa!

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Festa fácil: do convite ao buffet

Organizar uma recepção de casamento, uma formatura, bodas de ouro, aniversário de 15 anos, festa infantil e outros eventos similares é o tipo de atividade que, mesmo quando desempenhada com grande prazer, não é fácil para ninguém planejar sem apoio especializado.

E apoio não falta: são organizadores, foto e filmagem, banda, assessorias, cerimoniais, decoradores, buffets, fotógrafos, DJs, brindes, pulseiras, estúdios, salões e tantas outras especialidades relacionadas.

Mas como selecioná-los e compará-los? Quando não se tem uma indicação, só resta uma pesquisa na web ou nas páginas amarelas, e a romaria de contatos que se segue.

Faz tempo que não tenho necessidade de organizar um evento assim, mas provavelmente terei que fazê-lo em breve (aguardo suas dicas nos comentários!), razão pela qual já comecei a catalogar alternativas e por isto, desde o final de novembro venho guardando na gaveta de pautas uma dica de site (recomendado por quem o usou) para facilitar essa pesquisa de profissionais: o Eventao, que tem cerca de 5.000 profissionais cadastrados e facilita, com sua opção “Orçamentos Inteligentes”, obter os orçamentos entre estes cadastrados.

Entrei em contato (ainda em novembro) com o Andre Pereira, responsável pelo site, que resumiu para mim:

O Eventao, um portal atualmente com 4595 (em 23/11/2010) profissionais de eventos de todo o Brasil, além de facilitar a sua vida separando os profissionais por cidade e serviços oferecidos, também desenvolveu uma ferramenta onde você consegue relacionar todos os serviços que está buscando solicitar um orçamento de uma vez só. Você informa o tipo de evento, quando será, os serviços que está buscando e o resto do trabalho fica com o Eventao. Os sistema varre os quase 5 mil profissionais do site atrás dos que trabalham com os serviços que você está buscando, na sua cidade.

Ou seja, se a dificuldade era encontrar os profissionais, agora você encontra vários! E com o “Orçamento Inteligente”, além de poupar tempo, também poupa dinheiro, já que tem acesso a vários orçamentos para poder comparar a qualidade e os custos de diversos profissional, ao invés de se ater a 2 ou 3 deles.

O Eventao foi concebido em 10/2007 e, desde que a ferramenta de orçamentos foi disponibilizada ao público em 02/2010, já foram 6567 (até 23/11/2010) solicitações de orçamentos. Ou seja, aproximadamente 650 orçamentos por mês, desde o lançamento.

A proposta é interessante, e o modelo de negócios escolhido pelo site também me parece bastante inteligente: são os profissionais cadastrados que pagam para ter acesso aos detalhes de cada pedido de orçamento, após ver apenas uma descrição superficial (local, data…) – assim os usuários correm menos risco de receber propostas genéricas de profissionais que não atendem sua região, ou não estarão disponíveis na data escolhida.

Como geralmente este tipo de serviço é prestado em uma área geográfica bem restrita, você irá notar que a quantidade de profissionais varia bastante de uma cidade para outra. As regiões melhor supridas são Sudeste, Sul e Centro-Oeste, mas o site tem profissionais cadastrados em todas as demais regiões também, e isso se reflete no mapa de usuários do sistema, exibido na imagem acima.

Fica registrada, portanto, a sugestão, acompanhada do convite para que os usuários compartilhem suas dicas nos comentários!

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