Ideia luminosa: luminária portátil com sensor de movimentos

Que tal uma luminária com sensor de movimento que funcione com pilhas (sem depender de tomadas e fios, portanto) e conte com 6 leds fortes capazes de lançar a luz que impedirá acidentes tropeços noturnos em ambientes relativamente grandes, mas sem ofuscar nem assustar ao acender?

Venho usando há 3 meses um conjunto de 3 dessas luminárias com sensor infravermelho, que comprei no DealExtreme por cerca de R$ 20 cada (se for comprar no exterior, calcule bem as taxas envolvidas!), e estou muito satisfeito com o desempenho delas, e não há como deixar de reconhecer que melhoraram a segurança da casa.

O meu caso de uso talvez não seja o mesmo que o seu, mas provavelmente é compartilhado por quem precisa levantar da cama durante a noite, seja para assistir a alguma criança ou enfermo, atender ao “chamado da natureza”, ou qualquer outra razão. Existem variados motivos para não querer acender as luzes pelo caminho nessa hora (ofuscamento, não acordar outras pessoas, etc.), e assim vão surgindo os riscos de tropeçar em algum objeto fora de lugar, bater em uma porta entreaberta, etc.

Outras possibilidades, que aqui não ocorrem, são garantir a iluminação de áreas potencialmente perigosas (escadarias, por exemplo), ou mesmo a iluminação de conveniência próximo a portas, evitando ter de procurar as chaves no escuro.

E talvez portátil não seja bem a palavra certa para descrever: ela pode ser facilmente colocada no local em que você precisa dela. Seu formato é de cúpula, podendo ser colocada sobre um móvel ou parapeito – além disso, sua base tem 4 imãs (mais fortes do que o necessário para sustentar seu peso quando fixada sobre uma parede ou o teto) e 4 orifícios para fixação com parafusos.

Selecionando as configurações

O modelo que eu adotei tem 2 opções de configuração bastante práticas: é possível definir quanto tempo (20, 60 ou 90 segundos) a iluminação ficará acesa após a ativação, e qual o nível de iluminação do ambiente necessário para a ativação: eu configuro para ligar apenas quando está bem escuro, mas é possível (eu testei) ligar automaticamente até durante o dia, ou com a iluminação do ambiente acesa.

Existe uma terceira opção de configuração relacionada ao nível de brilho dos leds, mas não percebi diferença: em qualquer posição da chave, eles brilharam com a mesma (forte) intensidade, iluminando com segurança o corredor e a sala em que os instalei.

Iluminismo magnético

No meu caso, as luminárias estão todas fixadas em superfícies verticais de metal, usando os fortes imãs de fixação que vêm em suas bases.

Não fiz uma medição científica do ângulo de detecção do seu sensor, mas a prática (noturna) demonstra que é superior a 45 graus em todas as direções, em relação ao eixo. No meu caso prático, percebo que a luminária me detecta a cerca de 4 metros de distância, mas é possível que a sensibilidade dela seja superior a isso – não fiz testes em campo aberto.

Para o meu uso, um conjunto de pilhas AAA (palito) durou cerca de 2 meses e meio, e o led vermelho que deveria indicar a necessidade de substitui-las não o fez – notei que elas precisavam ser substituídas quando o sensor começou a gerar acendimentos indevidos (coisa que não ocorreu ao longo dos mais de 70 dias em que as pilhas estavam OK, e nem após elas serem substituídas).

Alternativas

O modelo que eu comprei importando via Internet e Correios foi escolhido após bastante pesquisa, e estou satisfeito com o desempenho e o custo.

Mas a pesquisa que eu fiz para o meu caso de uso pode não servir para você, então recomendo que procure por alternativas. Mesmo no DealExtreme.com (a loja virtual onde fiz a compra) existem outras opções mais econômicas, embora muitas delas não tenham a configuração de tempo de acendimento, que julgo importante, e fiquem acesas apenas por 8 a 12 segundos após cada ativação.

Outra alternativa a considerar é a Nightlux, da Osram, que é mais cara mas bem mais bonita.

E se você for inclinado a soluções mais amplas, consulte um especialista em iluminação, que certamente poderá lhe fazer um orçamento de instalação de minuteiras e luzes de balizamento ligadas diretamente à rede elétrica da sua casa.

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Um NAS doméstico para compartilhar arquivos e impressão na sua rede local

Que tal plugar o seu HD externo (ou um pen drive “grande”) diretamente na sua rede local, disponibilizando os arquivos dele para todos os micros conectados da sua casa?


Um HD externo

E se o mesmo aparelhinho que faz essa tarefa puder também se encarregar de compartilhar a todos os micros o acesso à sua impressora? E se, além de tudo isso, ele conseguir se encarregar dos seus downloads de torrents, mesmo se os micros da casa estiverem desligados?

O aparelho capaz de realizar essas e outras operações é um NAS doméstico, não custa caro (cerca de US$ 45 + taxas de importação) e é fácil de usar – embora para a instalação e configuração inicial eu recomende que você convide aquele sobrinho ou cunhado nerd (toda família tem um…) para um café com biscoitos ;-)

Mas o que é um NAS doméstico?

Até algum tempo atrás, servidores de compartilhamento de arquivos e de impressoras eram equipamentos caros e trabalhosos de manter, e geralmente habitavam apenas as salas refrigeradas e restritas dos datacenters das empresas.

Mas a computação doméstica evolui, e hoje já é comum haver residências com mais de um computador (mesmo sem escritório doméstico), e às vezes até mesmo mais de um computador por pessoa – se contarmos junto os netbooks, notebooks, media centers e até mesmo alguns videogames com funções mais avançadas.


Cabos de rede

Já faz alguns anos que é possível encontrar no mercado (procurando bem…) servidores de compartilhamento domésticos, capazes de “colocar na rede” as pastas de um disco rígido e o acesso a uma impressora – alguns deles acumulando outras funções, como a de ser o roteador ou mesmo o ponto de acesso sem fio da sua rede.

Eles eram um pouco caros e limitados, mas desde o momento em que vi o primeiro destes servidores NAS – “Network Attached Storage” – domésticos que incluíam também uma função de BitTorrent embutido (para ficar fazendo o download de arquivos da Internet gastando só a energia que estes aparelhinhos consomem, e podendo desligar o PC), comecei a me interessar mais.

Entra em cena o NAS NS-K330 do DealExtreme

Se Monteiro Lobato fosse chamado a definir o DealExtreme.com, possivelmente diria que é uma loja virtual chinesa em que não há o que não haja.

Compro eletrônicos por lá regularmente, e embora às vezes a entrega demore (geralmente mais por conta da nossa alfândega e Correios do que por atrasos dos orientais), nunca deixei de receber – geralmente aqui na porta de casa, mas às vezes envolvendo uma visita à agência dos Correios para pagar alguma taxa de importação.


Frente e verso do NS-K330

Há algum tempo o DealExtreme começou a vender uma linha de servidores NAS minúsculos NS-K330 (o meu tem 9cm x 6cm x 1,5cm) e baratos, que agregam uma série de funções além do simples compartilhamento de arquivos e impressoras – e melhoram muito (tanto em desempenho quanto em capacidades) quando instalamos neles o Snake OS, um sistema operacional alternativo (baseado no Linux, mas compatível igualmente com outros sistemas, como Windows e Mac OS X) que acrescenta uma série de vantagens ao diminuto equipamento.

O site do Snake OS tem um manual detalhado de instalação e uso, e seguindo as suas instruções eu consegui completar a instalação em cerca de 20 minutos.

Não é grande complicação: após plugar o NS-K330 na rede usando o cabo que veio com ele, ele ficou imediatamente disponível para configuração via navegador web, pelo endereço default http://192.168.0.240/, com o login admin e a senha também admin (estes parâmetros vieram impressos na parte de baixo do corpo do aparelho, mas o endereço pode variar caso você esteja com um servidor DHCP ativado na sua rede), e após fazer o necessário ajuste de endereçamento no meu netbook para ter acesso à rede 192.168.0, pude usar a própria interface de administração default que vem pré-instalada para, seguindo os passos do manual do Snake OS, realizar o upgrade.

Mas, como eu disse lá na introdução, se o que eu descrevi acima parece grego, ou se você nunca realizou um upgrade de firmware (ou se nem sabe o que é isso), recomendo convidar aquele seu cunhado nerd para tomar um café com biscoitos – ele vai gostar do desafio de fazer a instalação para você, e provavelmente gastará mais tempo lhe explicando como ele caprichou na segurança, do que realmente efetuando a instalação em si.

Claro que não posso oferecer garantia e nem suporte, mas o grupo de discussões DealExtreme NAS possivelmente poderá ajudá-lo – vale a pena consultar antes de se aventurar, para não ficar trancado do lado de fora do aparelho em uma tentativa mal-sucedida.

O que ele pode fazer

A função principal de um NAS é o compartilhamento de arquivos, e o NS-K330 com o Snake OS faz isso muito bem para redes domésticas: ele vem com duas portas USB, e tudo o que você tem a fazer é plugar nelas um HD externo, um pen drive, leitor de cartões ou outra mídia acessível via USB, e depois usar o sistema de adminstração via web para definir os parâmetros de compartilhamento, incluindo quais diretórios devem ficar disponíveis, quais os usuários e senhas para o acesso, entre outros. A partir daí, basta usar os recursos normais de compartilhamento do seu sistema preferido para “mapear” o disco de rede e acessá-lo.


Os arquivos do HD plugado no NS-K330

Outra função interessante é a de compartilhamento de impressoras USB. A comodidade de imprimir a partir de qualquer micro conectado à rede é uma ideia interessante, mas devo mencionar que não a testei – minha impressora já tem suporte próprio à rede, portanto conto com os comentários de quem entre vocês já tiver testado este recurso no NS-K330.


BitTorrent na janela do navegador

Um diferencial interessante do NS-K330 com o Snake OS é que ele já vem com o cliente BitTorrent Transmission instalado, e configurado para controle via web – você usa o próprio navegador para dizer a ele quais torrents baixar, e ele os gravará diretamente nos discos conectados à porta USB do NS-K330, mesmo que você desligue o computador. Sabendo configurar bem o roteador da sua casa, é possível até ativar o acesso remoto a essa interface web do Transmission, permitindo controlá-lo a partir de computadores externos, como os do trabalho ou da faculdade.


Veja à esquerda os serviços de rede configuráveis

A configuração default também permite configurar o acesso aos arquivos compartilhados por meio de uma série de serviços adicionais de rede, incluindo SSH, SCP, FTP, Samba e até um servidor web simplificado.

Além disso, usuários avançados vão gostar de saber que ele tem controles do serviço syslog, atualiza o horário automaticamente via NTP, e pode até mesmo hospedar um sistema Linux (Debian chroot em paralelo ao Snake em execução) para possibilitar suas experiências malucas.

O que ele não faz

Quem já lidou com servidores NAS corporativos pode estar acostumado a uma série de recursos típicos de configurações profissionais, como gerenciamento avançado de volumes, RAID, Fibre Channel, iSCSI e várias outras siglas, além de serviços de snapshot, assistência a backups e mais.


Este monitor está incluído na interface web

O NS-K330 é bem mais modesto que isso: ele vai lidar com mídias mais comuns que você plugar nele via USB, e seu desempenho será limitado ao que puder trafegar pelas interfaces USB e pela interface de rede. Não fiz nenhuma medição realmente séria de desempenho, mas para mim a velocidade de acesso é bem satisfatória: copiei um arquivo de 1MB em 0,18 segundos, e um de 25MB em 6,09 segundos.

Uma medição de desempenho mais séria precisaria descontar o efeito dos buffers e realizar várias outras operações, mas certamente acabaria concluindo que um NAS mais caro do que esse poderia oferecer bem mais velocidade e recursos mais avançados ;-)

Concluindo

Para mim um servidor de compartilhamento de arquivos em casa faz diferença: temos 2 computadores, os notebooks e mais o videogame, e todos os dias surge a necessidade de disponibilizar para os demais computadores da rede local alguns arquivos grandes demais para fazer sentido realizar a operação via Dropbox – e com esse NAS minúsculo dá para fazer isso sem depender de que algum dos computadores fique sempre ligado, mantendo a comodida dos acessos via protocolos variados (eu tendo a preferir o ssh e o scp).

Não sou grande usuário de Torrents, mas certamente adotaria o recurso de fazê-los rodar no NS-K330 se fosse – poder desligar o computador e deixar os arquivos baixando a noite inteira é econômico e ecológico.


O acesso SSH funciona bem

O compartilhamento de impressora também traz bastante produtividade (depois de superadas as complicações da configuração inicial nos micros da rede). Eu resolvi a questão de outra forma, mas se não fosse assim, certamente tiraria proveito da segunda porta USB para isso (hoje ela está dedicada a um pen drive com algum espaço adicional em separado).

De todo o exposto, quero destacar um aspecto: acredito que o seu cunhado nerd só vai precisar ser chamado para a configuração inicial. A partir do momento que ele conclua com sucesso a parte que lhe couber, a comodidade e a praticidade do armazenamento compartilhado em rede local já começarão a valer a pena!

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Vencendo as tarefas domésticas diárias com uma lista genérica

Gerenciar a administração das tarefas domésticas diárias, quando há comprometimento genuíno com a qualidade delas, é atividade que dá trabalho, seja em uma república de estudantes, casa de solteiro ou casa de família…

Estou meio sumido daqui devido ao acúmulo de atividade profissional, mas essa dica me trouxe um resultado tão positivo que resolvi compartilhar com vocês.

Desde dezembro eu comecei a prever e registrar as tarefas periódicas de limpeza da casa, hábito que eu também tinha quando morava sozinho e não queria me limitar a limpar os cômodos apenas quando já estivessem visivelmente precisando.


Não precisamos exagerar…

O motivo do registro continua o mesmo, embora hoje a situação seja bem diferente: contamos com o serviço de uma diarista, que comparece 3 vezes por semana. Mas sem um pouquinho de controle, ela acabaria se concentrando em limpar sempre os mesmos cômodos, antes de precisar, deixando outros de lado – em outras palavras, alocando mal os recursos disponíveis.

Uma alternativa que funciona bem (embora com um esforço acumulado muito mais elevado) é gerenciar diretamente as atividades domésticas enquanto elas estão ocorrendo, no papel de supervisor ou capataz. Nossa escolha é diferente: preferimos preparar antecipadamente uma lista do que precisa ser feito, combinar como as tarefas serão avaliadas, e deixar a operacionalização nas mãos de quem vai executar.

A ferramenta: uma lista genérica de tarefas domésticas

Eu comecei a estudar a melhoria do gerenciamento das atividades de manutenção da nossa casa em dezembro, e apliquei a velha máxima: “não se pode gerenciar o que não se mede”. E a medição, neste caso, é simples: basta produzir as listas com alguma atenção (para evitar descrever a mesma tarefa com palavras diferentes), e guardar todas as listas ao longo de algumas semanas, para aí fazer uma contagem simples das tarefas que mais se repetem, e sua frequência relativa.


Excesso de gerenciamento não é bom para ninguém

No começo eu fiz as listas diariamente no OpenOffice, depois desenvolvi um script simples para gerá-las em HTML a partir de um menu, mas depois que levantei os números envolvidos, percebi que nada disso era necessário já que:

  • Algumas tarefas (como “recolher as roupas do varal”) se repetiam absolutamente todos os dias, no início ou no final da lista
  • É bem pequeno o número de tarefas genéricas (“faxinar o cômodo X”) que se repetem com grande frequência,
  • Um número infindável de tarefas mais simples e específicas (“limpar o interruptor do corredor”) aparecem apenas uma vez, tornando um pouco ineficiente a ideia de sistematizar seu cadastramento prévio em um sistema.

Mas a mesma análise dos números levou a uma conclusão simples: seria possível produzir uma lista genérica contendo todas estas atividades repetitivas, para que a cada dia marcássemos com um X as que deverão ser realizadas, e deixar um espaço para escrever manualmente as pequenas tarefas específicas que não poderiam ser sistematizadas com eficiência.


A lista genérica de tarefas da minha casa ficou assim

A imagem acima está quase em tamanho natural. Cabem 2 listas por face de uma folha de papel A4, e eu as imprimo em folhas já usadas de um lado, em qualidade de impressão rascunho.

Depois é só marcar X nos quadradinhos certos, e fixar com um imã na porta da geladeira. Conforme vão sendo executadas as tarefas, elas vão sendo riscadas com um pincel atômico, e assim ficamos sabendo quando exageramos na alocação (sobram muitas tarefas sem completar) e também quais tarefas precisam ser repetidas na próxima lista, por não terem sido executadas.

Os arquivos para download (para você editar e adaptar às rotinas da sua casa) estão disponíveis abaixo.

Gerenciamento de processos domésticos

A lista genérica acima não indica os ciclos (isso é algo diferente em cada casa), mas diferencia, para cada cômodo, as faxinas “completas” e “rápidas”, sendo que as primeiras são aquelas que minha avó chamava de “de cima abaixo” – paredes, embaixo e atrás da mobília, bater tapetes, limpar vidraças, etc. Já as faxinas rápidas são aquelas de manutenção: remover poeira aparente, dar ordem ao que estiver bagunçado, varrer o chão exposto, e era isso.


Gerenciar exige esforço, mas não gerenciar exige mais

Assim, quando vamos definir o que vai ser feito em um determinado dia, podemos considerar nosso ciclo doméstico e escolher qual cômodo terá a faxina completa (até 2 por dia), quais terão faxina rápida (até 3 por dia), e sobra algum tempo para as demais tarefas anotadas no alto da folha (algumas das quais, por serem repetitivas, constam no quadro “Tarefas Comuns”, facilitando a marcação).

Note que a lista tem também 2 quadros fixos e previamente preenchidos, contendo as tarefas que precisam ser cumpridas todos os dias ao iniciar os trabalhos e antes de encerrá-los. Assim quem vai executar não esquece, e quem solicita também fica sem condições de dizer que algo “é óbvio que tem que ser feito todo dia” sem nunca ter avisado – é bom para os 2 lados ;-)

Os arquivos para download

Para usar a lista genérica você precisa adaptá-la aos cômodos e tarefas da sua casa.

Eu criei o documento no BrOffice (arquivo ODT – OpenDocument), e exportei em 2 formatos (DOC e DOCX) para quem prefere o Word. As 3 versões podem ser obtidas nos links abaixo, mas não posso me responsabilizar pela qualidade da conversão para Word:

Exercício para o leitor: foco na qualidade

Todo mundo que estudou sobre qualidade sabe o quanto o simples ato de registrar como devem ser feitos os procedimentos tende a melhorar a execução e o resultado, porque quem solicita e quem cumpre passam a ter um critério único (e objetivo) de aferição, que também serve como guia.

Na nossa casa temos uma segunda folha, que não reproduzirei aqui (já seria exposição demais) detalhando as atividades mais importantes: o que exatamente significa a “geral diária” da cozinha, quais os passos de uma faxina completa e de uma faxina rápida, detalhes específicos de alguns cômodos, etc.

É apenas uma folha A4, permanentemente fixada à porta da geladeira, e causou grande ganho na qualidade do serviço: a diarista pode consultar sempre que necessário, e quando notamos que algum serviço está constantemente deixando a desejar, alteramos a descrição para esclarecer o ponto em que está acontecendo a falha, e aí conversamos com ela sobre a alteração e a nova referência. Tem funcionado muito bem.

Sugiro que você produza um guia similar – é fácil de fazer e de manter, e faz maravilhas pela qualidade do resultado.

Leia também nosso artigo anterior sobre listas de compras permanentes.

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Adaptador para as novas tomadas brasileiras: como eu me virei

O novo padrão de tomadas brasileiro (muito bem explicado aqui) criou a tomada-jabuticaba que, assim como dizem da popular fruta, só existe no Brasil.

Apesar das garantias do INMETRO (que na sua FAQ afirma que “Com a ampla divulgação do padrão brasileiro, [esta mudança] vai acontecer de forma tranqüila como a esperada”) de que “essa mudança vai ocorrer de forma muito tranqüila, sem causar nenhum transtorno para os consumidores, para a indústria eletroeletrônica ou da construção civil”, bastante gente está pagando o preço na fase de transição.


Tomada e plug com o terceiro pino

O caso que parece mais problemático é o dos novos plugues com terceiro pino para aterramento, que oficialmente exigem uma tomada do novo modelo, mesmo que o local não conte com instalação aterrada. Como já aconteceu com mais de um amigo meu, agora quem compra uma geladeira, um microondas ou outro aparelho similar chega em casa e provavelmente descobrirá que não tem uma tomada para ligá-lo, precisando recorrer a um eletricista ou técnico habilitado para fazer a conversão.

A idéia de aumentar o incentivo ao aterramento elétrico é positiva, mas fica em aberto descobrir se a mudança do padrão de tomadas é uma forma eficaz de fazê-lo. No momento, o que parece a muitos clientes é que os fabricantes estão lhes dizendo: “EU já cumpri a norma, agora você que se vire pra arranjar uma tomada”.
» Leia o restante do artigo “Adaptador para as novas tomadas brasileiras: como eu me virei”

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Como organizar os arquivos e pastas no computador

Organizar os arquivos e pastas no computador vai ficando mais complexo à medida em que os discos rígidos aumentam de capacidade, guardamos digitalmente cada vez mais coisas, por cada vez mais tempo, e usando essencialmente a mesma infra-estrutura de organização que era usada para os pequeninos disquetes dos PCs da década de 1980 – embora com alguma evolução, como os bem-vindos nomes de mais de 8 caracteres para os arquivos.


Um disco rígido de 5MB em 1956

Eu já trabalhei com isso, vi muita gente não conseguir localizar seus arquivos (mesmo quando adotavam técnicas estritas de organização), e acabei desenvolvendo minha própria estratégia de organização, que hoje compartilho com vocês.
» Leia o restante do artigo “Como organizar os arquivos e pastas no computador”

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Rapidinha Efetiva #009: Feliz 2010, efetividade no IPhone, apagões X eletrônicos, passarela para gatos

Feliz 2010!

Hoje é o último dia do ano, e vamos fechar com uma edição completamente ordinária da nossa Rapidinha Efetiva, já que a Retrospectiva 2009 já saiu no Natal! ;-)

E se as suas ainda não estão em prática, não termine o dia sem ler “Resoluções de ano novo podem funcionar – pergunte-me como ;-)“!

Como proteger aparelhos eletrônicos durante apagões

Apagões localizados ou GRANDES variações na qualidade da energia elétrica são comuns durante a temporada de verão, especialmente em cidades que recebem grande influxo de turistas, como é o caso da minha querida Floripa.

Aqui em Jurerê a invasão de veranistas já trouxe consigo alguns blackouts, brownouts e episódios da chamada “meia fase” ou tensão insuficiente, danificando aparelhos elétricos e eletrônicos de muitos moradores. Mas claro que isso não acontece só aqui, e na prática poucos lugares no Brasil podem se considerar a salvo de interrupções ou oscilações graves do fornecimento de energia elétrica.

Embora algumas pessoas até tolerem a via crucis necessária para fazer a operadora de energia pagar o prejuízo com equipamentos danificados, o melhor mesmo é evitar o prejuízo, prevenindo os danos.


Estabilizador Isolador Microsol

Os méritos relativos de filtros de linha, estabilizadores e no-breaks são sempre discutidos, mas quando eles são de boa qualidade (e adequados à carga existente, e instalados em uma rede elétrica aterrada e de boa qualidade), acredito que é melhor tê-los do que não tê-los. Mas pode ser difícil encontrar algum de boa qualidade: há poucos meses o Inmetro reprovou 11 marcas de filtro de linha, e a avaliação da Pro Teste sobre estabilizadores, há um pouco mais de tempo, também chegou a resultado similar.

Mas mesmo quando temos uma instalação de boa qualidade e uma proteção adequada instalada, muitas vezes o que acontece com os frenéticos elétrons da fiação da casa, durante ou imediatamente após o apagão, vai muito além do que estes aparelhos de proteção poderiam suportar – e aí temos de nos dar por felizes quando o que queima é só o estabilizador ou um fusível, porque às vezes a carga tem tempo de chegar até os aparelhos que deveriam estar protegidos, antes de ser cortada.

Por isso, esta matéria do Conta Corrente sobre como proteger os aparelhos em apagões é leitura mais do que recomendada neste início de verão. Não por trazer grandes novidades, mas por lembrar de alguns cuidados óbvios, como tirar da tomada tudo o que puder ser tirado durante os apagões ou anomalias, e só recolocar depois da estabilização.

Na condição de quem já viu mais de uma vez estabilizadores queimarem e filtros de linha permitirem que aparelhos queimassem no momento de um retorno após um blackout, há bastante tempo adoto a política de considerar estes aparelhos apenas como facilitadores para a tolerância a oscilações pequenas. Quando dá de prever a possibilidade de um tranco maior, o melhor isolamento para mim é o ato de retirar da tomada os aparelhos ;-)

Passarelas para os gatos

Quem tem felinos em casa já deve ter visto alguma vez (na TV, na web, em revistas ou na casa de algum amigo mais empreendedor) as passarelas para gatos que substituem, com várias vantagens (especialmente onde há pouco espaço) os escaladores/arranhadores que são mais fáceis de encontrar em lojas de produtos para animais de estimação.

E este projeto do Moderncat tem uma característica especial: ele usa componentes fáceis de encontrar (prateleirinhas, retalhos de carpê) e facilita a adequação às paredes que estiverem sobrando no apartamento.

Se você for fazer, ajuste-se à segurança do felino (vale fixar bem o cestinho ou almofada que ficar lá no alto), e dos demais moradores, que não deverão dar topadas ou testadas nos degraus nem mesmo no escuro.

Aqui em casa um projeto similar (integrado a uma prateleira já existente) já entrou nos planos para 2010, com apoio do veterinário. Oportunidades para usar a furadeira e a parafusadeira sempre são bem-vindas!

Efetividade no IPhone

A idéia de oferecer automaticamente conteúdos diferentes para cada navegador, identificando a plataforma do usuário com base nos parâmetros que o servidor web identifica durante a conexão, sempre me pareceu bastante inefetiva, pois cria uma série de novos problemas para quem administra o site (eu) e, por tratar como iguais todos os usuários dos navegadores “beneficiados” pelo tratamento diferenciado, acaba desagradando aos que têm alguma necessidade diferente, ou que não se incomodam de ver o site do jeito normal em seu navegador minúsculo.

De qualquer modo, aparentemente os usuários do IPhone cada vez mais esperam receber automaticamente versões adaptadas dos sites quando os acessam, quase como se fosse um feed RSS artificialmente empobrecido para tirar o texto e as figuras – só sobram os títulos, as tags e a frase inicial, e aí eles clicam nos posts que querem ver, e recebem uma versão também empobrecida dos mesmos, mas aí com o texto integral.

Resisti bastante a isso, até mesmo quando uma jornalista me criticou por não oferecer esta opção, durante uma entrevista. Mas continuam me pedindo, então o site começa 2010 oferecendo aos usuários do IPhone (e Palm Pre, Androids em geral, alguns Blackberrys, alguns Nokias, iPod Touch, e assemelhados) uma visualização default modificada, para ficar com a carinha que eles tanto me pediram:

Por enquanto está em teste (bem com calma, porque não sou usuário do iPhone), e vou acompanhar o que vocês me disserem a respeito, certo?

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