Adaptador para as novas tomadas brasileiras: como eu me virei

O novo padrão de tomadas brasileiro (muito bem explicado aqui) criou a tomada-jabuticaba que, assim como dizem da popular fruta, só existe no Brasil.

Apesar das garantias do INMETRO (que na sua FAQ afirma que “Com a ampla divulgação do padrão brasileiro, [esta mudança] vai acontecer de forma tranqüila como a esperada”) de que “essa mudança vai ocorrer de forma muito tranqüila, sem causar nenhum transtorno para os consumidores, para a indústria eletroeletrônica ou da construção civil”, bastante gente está pagando o preço na fase de transição.


Tomada e plug com o terceiro pino

O caso que parece mais problemático é o dos novos plugues com terceiro pino para aterramento, que oficialmente exigem uma tomada do novo modelo, mesmo que o local não conte com instalação aterrada. Como já aconteceu com mais de um amigo meu, agora quem compra uma geladeira, um microondas ou outro aparelho similar chega em casa e provavelmente descobrirá que não tem uma tomada para ligá-lo, precisando recorrer a um eletricista ou técnico habilitado para fazer a conversão.

A idéia de aumentar o incentivo ao aterramento elétrico é positiva, mas fica em aberto descobrir se a mudança do padrão de tomadas é uma forma eficaz de fazê-lo. No momento, o que parece a muitos clientes é que os fabricantes estão lhes dizendo: “EU já cumpri a norma, agora você que se vire pra arranjar uma tomada”.

Adaptadores para as novas tomadas: a lenda

No ano passado, antes de a nova norma proibir a fabricação de aparelhos com as tomadas antigas, vários veículos de imprensa divulgaram que não seria permitida a fabricação e venda de adaptadores para usar os novos plugs nas tomadas antigas.

Mas aparentemente não é bem assim: até mesmo a FAQ do INMETRO esclarece que “o Inmetro ciente da utilização de adaptadores, elaborou o Regulamento de Avaliação da Conformidade – RAC, que tornará compulsória a certificação desses produtos”. Ou seja: proibido não é, mas tem que obter o carimbo do Inmetro antes de colocar no mercado.


Adaptador de tomada para aparelhos novos com 3 pinos

Isso explica a existência no comércio – embora nada fácil de encontrar hoje (eu vi um no site do Ponto Frio) – de adaptadores como o da foto acima, que permitem colocar os aparelhos novos (com a nova tomada de 3 pinos) nas tomadas aterradas antigas, ou mesmo (com o uso não-recomendado de um segundo adaptador) em uma tomada antiga de 2 furos.

O caso dos notebooks

Quando se fala em geladeiras, microondas e outros eletrodomésticos, a idéia de revisar a instalação elétrica residencial, certificar-se da existência de aterramento de qualidade, e trocar a tomada da cozinha pode até fazer bastante sentido, nestas circunstâncias adversas de transição.

Mas o caso dos notebooks, que já começam a chegar ao mercado com o plug de 3 pinos da nova tomada (atendendo ao cronograma da norma) é diferente: eles são transitórios por natureza, e precisam funcionar desde hoje na tomada do aeroporto, da sala de espera, do escritório do cliente, em todos os cômodos da casa, no escritório, na biblioteca da universidade, no home office, etc.

É razoável imaginar que, cedo ou tarde, todos estes lugares irão se adaptar à nova norma NBR 14136. Mas para quem precisa de mobilidade hoje, e tem em suas mãos um notebook com a nova tomada, esta razoável expectativa simplesmente não é suficiente.

Muitos profissionais móveis já andam com um kit de adaptadores (tomada chata, tomada com terra, sem terra, etc.) para funcionar onde for necessário. A diferença no momento é que não está fácil encontrar no mercado os adaptadores necessários para garantir a compatibilidade do novo plug em relação às tomadas legadas.

Como eu fiz o meu adaptador para as novas tomadas brasileiras

De posse de um reluzente netbook com um adaptador AC cujo conector do cabo de força tem um formato proprietário, e cujo plug exigia uma nova tomada de 3 pinos, eu fiz 3 coisas:

1) lamentei que o novo padrão brasileiro não tinha compatibilidade reversa e que a transição tenha que ser às minhas custas desse jeito;
2) procurei em lojas de material elétrico da região um adaptador “oficial”, sem sucesso;
3) decidi colocar logo as mãos à obra enquanto uma solução definitiva e aprovada não chegava ao meu alcance.

Para mim o problema é bem simples: meu netbook precisa funcionar nas tomadas que estiverem à disposição, sejam elas com pinos redondos ou chatos, do novo modelo ou do velho, aterradas ou não. Quem dera todos os locais contassem com aterramento de boa qualidade e tomadas adequadas, mas infelizmente a realidade é outra…


Meu adaptador caseiro

A norma tem uma justificativa importante: evitar que as pessoas levem choques e tornar mais segura a operação dos equipamentos. Não recomendo que você construa seu próprio adaptador, pois o risco de causar dano a pessoas, aos equipamentos e até mesmo às instalações elétricas é bastante real. O único procedimento seguro e correto para quem deseja levar consigo um adaptador desses é aguardar que haja no comércio adaptadores de boa qualidade, certificados pelo INMETRO.

Mas no meu caso, tendo tido treinamento de eletricidade na adolescência, dispondo dos materiais adequados, e estando revoltado com esta transição às minhas custas, acabei seguindo um caminho diferente, que você não deve imitar: produzi meu próprio adaptador para uso interno.

E apesar de ser algo tão fora da norma da ABNT, não foi nada difícil. Bastou reunir:

  1. Um conector fêmea, 3 pinos, do novo modelo, comprado no supermercado da esquina
  2. Um plug macho de 2 pinos (modelo novo ou antigo, tanto faz – os de 2 pinos são compatíveis, exceto no caso de não caberem no encaixe de uma tomada nova), comprado no supermercado da esquina
  3. 10 cm de fio elétrico paralelo apropriado à tensão, potência e uso pretendido
  4. Uma chave philips para abrir o conector e o plug
  5. Um estilete para desencapar 6,2mm de cada uma das extremidades do fio paralelo.
  6. Um multímetro para testar tudo no final.

A instalação das tomadas em si não é diferente das dos modelos antigos, e qualquer profissional habilitado e ciente dos riscos envolvidos sabe fazer. O cuidado necessário em preservar o isolamento, prender bem todas as extremidades e caprichar na fixação também é o usual, e é necessário estar consciente que agir assim abre mão de todos os benefícios que o aterramento poderia trazer.


Meu adaptador pronto para o uso

Para mim a montagem em si (incluindo o teste com multímetro) demorou menos de 5 minutos, e desde então o meu adaptador está permanentemente plugado na extremidade do cabo da fonte de alimentação do netbook, funcionando em todo lugar que eu o leve.

Mas você não deve me imitar

O exposto acima é uma descrição do que eu fiz, e não um guia do que você deve fazer. Fuja das gambiarras!


O manuseio da eletricidade é perigoso para você, para os outros e para os equipamentos

O único curso de ação seguro e recomendado, na ausência da possibilidade de procurar um profissional habilitado para revisar as instalações elétricas dos locais em que você usa seu aparelho, é adquirir um adaptador certificado pelo INMETRO.

E é o que eu também farei, assim que conseguir encontrar um – por um preço não-exorbitante – no comércio local!

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Como organizar os arquivos e pastas no computador

Organizar os arquivos e pastas no computador vai ficando mais complexo à medida em que os discos rígidos aumentam de capacidade, guardamos digitalmente cada vez mais coisas, por cada vez mais tempo, e usando essencialmente a mesma infra-estrutura de organização que era usada para os pequeninos disquetes dos PCs da década de 1980 – embora com alguma evolução, como os bem-vindos nomes de mais de 8 caracteres para os arquivos.


Um disco rígido de 5MB em 1956

Eu já trabalhei com isso, vi muita gente não conseguir localizar seus arquivos (mesmo quando adotavam técnicas estritas de organização), e acabei desenvolvendo minha própria estratégia de organização, que hoje compartilho com vocês.


Este é semi-automático

Em termos de precisão, minha abordagem está mais para rifle automático do que para bisturi. Mas vem funcionando bem, e eu venho migrando essa minha estrutura de pastas de micro em micro já há alguns anos, juntamente com os scripts que cuidam dela para mim. E é isso que compartilharei hoje com vocês, contando com suas manifestações e complementos nos comentários.

Meu histórico: um profissional dos arquivos perdidos

Durante anos eu trabalhei como administrador de rede e sistemas, e uma das tarefas mais chatas que ocorriam regularmente era a necessidade de ajudar algum usuário a localizar o arquivo que ele tinha perdido.


Em chamas!

Esse tipo de contratempo dos usuários (geralmente resolvido após algum esforço) acontecia em basicamente 2 cenários:

a) o usuário era meticulosamente organizado, adotava nomes de arquivo padronizados (tipo “oficio-004-2010.doc”) criava sua própria estrutura de pastas e subpastas, em vários níveis, divididas cronologicamente, por projeto, em ordem alfabética do assunto, etc. e subitamente percebia que o arquivo que ele *tinha certeza* de ter gravado não estava mais na “pasta certa”, ou

b) o usuário não se esforçava por classificar seus arquivos, centenas deles eram gravados em uma mesma pasta, sempre com o nome default que o editor de texto ou planilha sugeria, e subitamente ele percebia que não estava conseguindo encontrar o arquivo que ele *tinha certeza* de ter gravado, mas não sabia o nome.

Com o tempo percebi um padrão: a solução SEMPRE era mais fácil nos casos em que os nomes de arquivos eram escolhidos de forma manual, e meticulosamente. Portanto, se você se satisfizer com a dica à qual eu atribuo 80% da minha efetividade em localizar rapidamente os arquivos que preciso usar, pode parar de ler por aqui mesmo, e lembrar de sempre adotar nomes de arquivos que apresentem palavras-chave sobre o seu conteúdo: esqueça o “oficio-004-2010″, e adote o “of-004-10-solicita-contrato-consultor”, ou qualquer outro padrão que permita uma rápida busca por palavra chave a partir do nome do arquivo, sem ter de ficar clicando para abrir cada um dos numerozinhos que aparecem na sua pasta.

A organização em pastas

Aquele cenário (a), acima, do usuário meticuloso que cria uma intrincada estrutura de pastas e subpastas, me parece bastante comum, e quase invariavelmente esbarra em uma mesma limitação: divisões por temas e subtemas fazem com que muitas vezes um mesmo arquivo se encaixasse muito bem em mais de uma categoria, e aí o usuário precisa fazer escolhas na hora de gravar, e não necessariamente vai lembrar disso na hora de procurar.

E em um sistema assim compartimentalizado, na hora em que se percebe que o arquivo não está na pasta em que achávamos que ele estaria, muitas vezes é necessária uma busca um pouco mais trabalhosa, navegando pela estrutura de pastas e subpastas e inspecionando cada uma delas.

A coisa piora quando os nomes de arquivos são pouco descritivos (e o usuário precisa ficar abrindo para olhar o conteúdo), e fracassa de vez quando, ao não encontrar o arquivo na pasta em que procurou inicialmente, o usuário acredita que ele foi removido, sem lembrar que algumas semanas atrás havia motivo para guardá-lo em uma outra pasta.


Excesso de pastas me atrapalha bastante

Existem diversos artifícios para lidar com isso, desde o simples (mas trabalhoso de manter) hábito de manter atalhos ou links para os documentos em todas as pastas que eles poderiam caber, até o uso de aplicativos e utilitários para fazer indexação, busca semântica e agregar metadados aos arquivos.

Eu já tentei vários deles, principalmente pelas camadas adicionais de complexidade que eles agregam aos procedimentos de restauração dos dados após uma reinstalação de sistema operacional, pela dificuldade de interoperar em ambientes em que arquivos são enviados e compartilhados entre múltiplos usuários, etc. Se eles funcionam para você, vá fundo (especialmente se no seu sistema for possível atribuir “tags” aos arquivos) – mas para mim, a minha forma simplificada satisfaz mais ;-)

A *minha* organização geral em pastas

Um dos princípios do GTD que eu assumo no meu dia-a-dia é de que os métodos de arquivamento devem estar sempre à mão, sem serem obstrusivos nem inacessíveis – se o gaveteiro fica do outro lado da sala, a tendência a deixar papéis empilhados em cima da mesa aumenta. E este é o princípio que apliquei ao meu método de classificar os arquivos no PC.

Como eu tenho já arraigado o hábito de dar nomes BEM descritivos aos meus arquivos, para mim é vantajoso concentrar os arquivos em poucas pastas, pois os próprios recursos nativos do sistema operacional me facilitam a busca visual pelos nomes dos arquivos, além de oferecer recursos comuns como ordenação por nome, por data, por tipo, etc. – e, quando necessário, basta pressionar poucas teclas para listar todos os arquivos que tenham em seu nome a palavra-chave que eu estiver procurando.

Assim sendo, eu adotei uma pasta geral (vamos chamá-la de “/Arquivos”) abaixo da qual existem 4 subpastas genéricas: /Arquivos/textos, /Arquivos/imagens, /Arquivos/compactados e /Arquivos/media. As 3 primeiras não têm subpastas, mas a última ainda se divide em /Arquivos/media/audio e /Arquivos/media/video.


Meu robô script guarda tudo nas pastas certas para mim

Como a organização é com base no formato, e não no conteúdo, eu simplesmente vou gravando todos os meus novos arquivos diretamente no /Arquivos, sem me preocupar em colocar nada no lugar certo. De manhã cedo, todos os dias, um pequeno script roda no meu computador, procura no /Arquivos tudo o que estiver gravado lá há mais de 3 dias sem alteração, e se encarrega de mover para a pasta certa.

Assim, as funções de “documentos recentes” do editor de texto e da planilha continuam funcionando bem (pois documentos mexidos há menos de 3 dias nunca são movidos), e tudo que eu já concluí ou parei de usar de forma imediata vai “sozinho” para a pasta apropriada, onde eu encontrarei (pelo nome ou pela data) sempre que precisar.

Uma vantagem extra é que no caso de eu reabrir um documento que já havia sido “arquivado” pelo script, e aí voltar a gravar uma versão editada dele no /Arquivos, no momento do rearquivamento automático (após 3 dias), o script preservará automaticamente a versão anterior também, renumerando-a, como se fosse uma versão simplificada de um sistema individual de controle de versões que faz o mais essencial: permite retroceder a versões antigas, que sempre permanecem fáceis de localizar.

O script: meu script é relativamente cru, e funciona bem para mim (em Linux). Provavelmente funcionará também, com pouca ou nenhuma adaptação, pro pessoal do Mac OS X e do Unix em geral – o conteúdo do script está aqui, façam bom uso ou adaptem/evoluam, mas saibam que não ofereço garantia, nem suporte! Pro povo do Windows não posso oferecer nenhum script pronto, mas quem sabe algum leitor empreendedor não programa um igual em BAT e nos manda o link?

Sempre há exceções

Regras de organização pessoal precisam distinguir bem entre o que é o comportamento geral e quais as exceções necessárias, e para a minha organização de arquivos não é diferente: algumas situações não se adequam bem ao tratamento automatizado, e destaco as 3 principais para mim:

A primeira delas é a das fotos digitais. A facilidade com que as tiramos, e o grande volume de armazenamento hoje disponível, permitem que acumulemos muitas delas, e os softwares e técnicas para dar nomes distintivos a cada uma delas me cansam rapidamente. Já tentei muita coisa, mas hoje para mim o que funciona bem é ter uma pasta “/Arquivos/Fotos” e dentro dela criar subpastas para cada um dos eventos ou temas fotografados. Na hora de copiar para o PC as fotos da festa de natal da família, já crio a subpasta “natal2009″ e gravo direto lá, onde eu as encontrarei facilmente quando quiser, e os sistemas de organização de fotos (como o Picasa, por exemplo) também saberão encontrá-la.


A grande vilã

A segunda são os arquivos que abro periodicamente. A cada mês preciso fazer encaminhamentos fiscais e contábeis, partindo sempre de um mesmo conjunto de modelos de documento, e gerando novos arquivos que precisarão ser consultados nos meses seguintes e no momento da declaração do IRPF. Eles poderiam se beneficiar do script que mantém automaticamente o versionamento, mas a praticidade de tê-los separados tem facilitado o processo de confecção e análise, por isso eles ganham uma pasta à parte.

A terceira são os projetos de mais longa duração em que me envolvo: cursar a especialização, por exemplo, ou ministrar algum treinamento. Essas atividades geram grandes coleções de arquivos que servirão como referência para miom por meses a fio, e ganham também suas pastas específicas. Quando o evento acaba, copio tudo para o /Arquivos, e em 3 dias estará tudo arquivadinho do jeito padrão.

As suas exceções podem ser bem diferentes das minhas. Adapte-se a elas! Pode fazer sentido, por exemplo,

Backup e coleta de lixo

A maioria dos arquivos que eu mesmo produzo são em formatos que ocupam pouco espaço no disco, e assim podem ficar armazenados permanentemente, sem maiores problemas.

As exceções, como os eventuais arquivos de áudio, vídeo e imagens, são avaliadas em conjunto ao final de cada ano. Se acho que ainda vou precisar delas, mantenho onde estão. Quando desconfio que elas nunca mais serão necessárias, eu as copio para alguma mídia de backup barata (no momento a minha preferida são os DVDs) e arquivo externamente, porque nunca se sabe o dia de amanhã – e se elas não voltarem a ser restauradas até o prazo de validade dos backups caseiros em DVD, é porque realmente podem expirar em paz.


Haja DVD!

O backup anual complementar em DVD também é um costume que mantenho há muitos anos. Chega dezembro, e eu insiro um DVD virgem de boa qualidade no drive, copio o que tiver de mais importante dos meus arquivos, e guardo bem longe, em um local seguro.

Para os backups diários, ultimamente tenho feito algo mais simples: um script automatizado sincroniza diariamente a pasta /Arquivos (e suas subpastas) com um HD externo permanentemente conectado, e semanalmente eu conecto um segundo HD externo para fazer uma cópia completa adicional.

Anteriormente eu me esforçava para separar conteúdos “mais importantes” que merecessem o backup diário, mas hoje adotei um novo posicionamento que assume (exageradamente) que se está arquivado, é importante e precisa de backup – e investi em ter os 2 HDs com capacidade suficiente pra isso.

Como complemento, parte considerável dos meus arquivos também é copiada periodicamente (e automaticamente) para o serviço de backup do meu provedor de hospedagem, o que já me foi útil diversas vezes.

Mas não sei se devo recomendar que você adote uma técnica de backup similar à minha. Eu recorro ao script de backup feito em casa porque sou da velha guarda e preservo velhos hábitos. Se eu fosse implementar uma estratégia de backup do desktop para mais alguém hoje, provavelmente escolheria alguma ferramenta similar ao Time Machine, do Mac OS X.

Compartilhamento entre múltiplos computadores

Compartilhar arquivos entre múltiplos computadores que não estão permanentemente conectados entre si é um problema difícil para o qual existem muitas soluções prontas. E conforme se popularizam os notebooks e netbooks, o problema também fica mais comum.

Mais uma vez, o fato de eu ser da velha guarda (com anos de experiência administrando arquivos alheios) me faz desconfiar bastante das ferramentas prontas, pois elas acrescentam dependências e muitas vezes falham em momentos cruciais.

Por isso, também aqui adoto uma estratégia simplificada (e que envolve abrir mão de facilidades que as ferramentas prontas oferecem): não importa a situação: a versão que vale sempre é a que está gravada no PC do meu escritório, o qual eu me esforço para tornar sempre acessível, via Internet (e com segurança) para quando estou fora (com o netbook, por exemplo) e preciso de algo.

Quando estou fora e faço alterações em arquivos cuja versão original reside no PC do escritório, uso os recursos da Internet para enviar a nova versão imediatamente para ele de volta, ou mando um e-mail para mim mesmo com a nova versão, caso seja impossível.

Sendo o meu próprio BOFH, sempre colocando em prática esta regra bastante estrita, eu me poupo dos problemas das falhas de sincronização e compartilhamento que são tão comuns. Mas só funciona porque eu conscientemente abro mão de algumas das suas vantagens.

Estratégias alternativas, baseadas em serviços on-line, em mídias removíveis ou em aplicativos de sincronização, são abundantes. O fato de eu não gostar delas não é razão para que você não as adote, mas quero frisar que considero que perco menos ao abrir mão de algumas de suas vantagens do que já perdi anteriormente ao adotá-las e ficar exposto, em momentos indesejados, às suas limitações.

As soluções dos leitores

Em 2008 eu consultei os leitores sobre o que eles faziam para organizar seus arquivos.

Na época recebi pouco mais de 50 respostas, e destaco a seguir links para algumas delas:

E vários outros leitores deram também suas dicas, na época. Agora você está convidado a fazer o mesmo, compartilhando aqui nos comentários a sua forma de organizar arquivos no PC!

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Rapidinha Efetiva #009: Feliz 2010, efetividade no IPhone, apagões X eletrônicos, passarela para gatos

Feliz 2010!

Hoje é o último dia do ano, e vamos fechar com uma edição completamente ordinária da nossa Rapidinha Efetiva, já que a Retrospectiva 2009 já saiu no Natal! ;-)

E se as suas ainda não estão em prática, não termine o dia sem ler “Resoluções de ano novo podem funcionar – pergunte-me como ;-)“!

Como proteger aparelhos eletrônicos durante apagões

Apagões localizados ou GRANDES variações na qualidade da energia elétrica são comuns durante a temporada de verão, especialmente em cidades que recebem grande influxo de turistas, como é o caso da minha querida Floripa.

Aqui em Jurerê a invasão de veranistas já trouxe consigo alguns blackouts, brownouts e episódios da chamada “meia fase” ou tensão insuficiente, danificando aparelhos elétricos e eletrônicos de muitos moradores. Mas claro que isso não acontece só aqui, e na prática poucos lugares no Brasil podem se considerar a salvo de interrupções ou oscilações graves do fornecimento de energia elétrica.

Embora algumas pessoas até tolerem a via crucis necessária para fazer a operadora de energia pagar o prejuízo com equipamentos danificados, o melhor mesmo é evitar o prejuízo, prevenindo os danos.


Estabilizador Isolador Microsol

Os méritos relativos de filtros de linha, estabilizadores e no-breaks são sempre discutidos, mas quando eles são de boa qualidade (e adequados à carga existente, e instalados em uma rede elétrica aterrada e de boa qualidade), acredito que é melhor tê-los do que não tê-los. Mas pode ser difícil encontrar algum de boa qualidade: há poucos meses o Inmetro reprovou 11 marcas de filtro de linha, e a avaliação da Pro Teste sobre estabilizadores, há um pouco mais de tempo, também chegou a resultado similar.

Mas mesmo quando temos uma instalação de boa qualidade e uma proteção adequada instalada, muitas vezes o que acontece com os frenéticos elétrons da fiação da casa, durante ou imediatamente após o apagão, vai muito além do que estes aparelhos de proteção poderiam suportar – e aí temos de nos dar por felizes quando o que queima é só o estabilizador ou um fusível, porque às vezes a carga tem tempo de chegar até os aparelhos que deveriam estar protegidos, antes de ser cortada.

Por isso, esta matéria do Conta Corrente sobre como proteger os aparelhos em apagões é leitura mais do que recomendada neste início de verão. Não por trazer grandes novidades, mas por lembrar de alguns cuidados óbvios, como tirar da tomada tudo o que puder ser tirado durante os apagões ou anomalias, e só recolocar depois da estabilização.

Na condição de quem já viu mais de uma vez estabilizadores queimarem e filtros de linha permitirem que aparelhos queimassem no momento de um retorno após um blackout, há bastante tempo adoto a política de considerar estes aparelhos apenas como facilitadores para a tolerância a oscilações pequenas. Quando dá de prever a possibilidade de um tranco maior, o melhor isolamento para mim é o ato de retirar da tomada os aparelhos ;-)

Passarelas para os gatos

Quem tem felinos em casa já deve ter visto alguma vez (na TV, na web, em revistas ou na casa de algum amigo mais empreendedor) as passarelas para gatos que substituem, com várias vantagens (especialmente onde há pouco espaço) os escaladores/arranhadores que são mais fáceis de encontrar em lojas de produtos para animais de estimação.

E este projeto do Moderncat tem uma característica especial: ele usa componentes fáceis de encontrar (prateleirinhas, retalhos de carpê) e facilita a adequação às paredes que estiverem sobrando no apartamento.

Se você for fazer, ajuste-se à segurança do felino (vale fixar bem o cestinho ou almofada que ficar lá no alto), e dos demais moradores, que não deverão dar topadas ou testadas nos degraus nem mesmo no escuro.

Aqui em casa um projeto similar (integrado a uma prateleira já existente) já entrou nos planos para 2010, com apoio do veterinário. Oportunidades para usar a furadeira e a parafusadeira sempre são bem-vindas!

Efetividade no IPhone

A idéia de oferecer automaticamente conteúdos diferentes para cada navegador, identificando a plataforma do usuário com base nos parâmetros que o servidor web identifica durante a conexão, sempre me pareceu bastante inefetiva, pois cria uma série de novos problemas para quem administra o site (eu) e, por tratar como iguais todos os usuários dos navegadores “beneficiados” pelo tratamento diferenciado, acaba desagradando aos que têm alguma necessidade diferente, ou que não se incomodam de ver o site do jeito normal em seu navegador minúsculo.

De qualquer modo, aparentemente os usuários do IPhone cada vez mais esperam receber automaticamente versões adaptadas dos sites quando os acessam, quase como se fosse um feed RSS artificialmente empobrecido para tirar o texto e as figuras – só sobram os títulos, as tags e a frase inicial, e aí eles clicam nos posts que querem ver, e recebem uma versão também empobrecida dos mesmos, mas aí com o texto integral.

Resisti bastante a isso, até mesmo quando uma jornalista me criticou por não oferecer esta opção, durante uma entrevista. Mas continuam me pedindo, então o site começa 2010 oferecendo aos usuários do IPhone (e Palm Pre, Androids em geral, alguns Blackberrys, alguns Nokias, iPod Touch, e assemelhados) uma visualização default modificada, para ficar com a carinha que eles tanto me pediram:

Por enquanto está em teste (bem com calma, porque não sou usuário do iPhone), e vou acompanhar o que vocês me disserem a respeito, certo?

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Rapidinha efetiva #006: brindes!, saindo bem nas fotos das festas, lista de compras, novo emprego e mais!

Há 10 dias anunciei a promoção de fim de ano do Efetividade.net, distribuindo aos leitores e participantes uma boa quantidade dos ótimos blocos e cadernos no estilo “moleskine” da carioca Cícero Papelaria. Eu usei Moleskines (da marca registrada com este nome) por alguns anos, e agora que testei o modelo carioca, confirmo que identifiquei nele a mesma qualidade, e já adotei.

Conforme anunciado, o sorteio será na segunda-feira, e até lá você ainda tem tempo de concorrer, de uma ou mais das seguintes formas:

  1. seguindo o @efetividadeblog no Twitter.
  2. blogando sobre a promoção e a Cícero Papelaria (veja os detalhes no anúncio da promoção).
  3. divulgando o @efetividadeblog no Twitter.
  4. enviando, pelo formulário de contato, a frase: “quero concorrer a um brinde”.
  5. ser um dos primeiros 100 seguidores do @efetividadeblog no Twitter (mas esta não está mais ao seu alcance – já passamos dos 800!)

Não há problema de concorrer em mais de uma categoria: se você postar em seu blog, seguir no Twitter, divulgar no Twitter e ainda enviar um formulário de contato, concorrerá 4 vezes (e, teoricamente, pode até levar mais de um brinde).

Hoje de manhã fiz o prometido pré-sorteio que definiu quais os brindes a que concorrerão cada uma das categorias. Eis o resultado:

  • seguidores do @efetividadeblog: 2 sorteados – brinde 2 (“Caderneta Cícero Papelaria pautada, formato caderno escolar (14×21cm), capa rígida em vermelho vivo com elástico, 160 páginas em papel alcalino especial.”) e brinde 1 ["Kit com caderneta Cícero Papelaria grande (19×25), 80 páginas, papel alcalino especial, encadernação costura + caderneta Cícero Papelaria bolso (9×13cm), 64 páginas, papel alcalino especial – ambos sem pauta e com capa flexível. Se o sorteado for mulher, pode receber uma das duas em cor rosa (se desejar)."]
  • blogueiros: 2 sorteados – brinde 3 (“Caderneta Cícero Papelaria grande (19×25), 80 páginas, papel alcalino especial, encadernação costura, sem pauta e com capa flexível.”) e brinde 4 (“Bloco Cícero Papelaria de bolso, 96 folhas, papel alcalino, encadernação espiral superior, sem pauta.”)
  • 100 primeiros seguidores do @efetividadeblog: brinde 6 (“Duas cadernetas Cícero Papelaria de bolso, 64 páginas, papel 100% reciclado, capa flexível, sem pauta.”)
  • pessoal do formulário de contato: brinde 5 (“Caderneta Cícero Papelaria de bolso, com papel especial para desenho, 112 páginas, papel alcalino especial, capa rígida preta com elástico.”)
  • pessoal que ajudou a divulgar o @efetividadeblog no Twitter: brinde extra: Caderneta A6 Cícero Papelaria, sem pauta, 10×15cm, 96 folhas, papel alcalino especial, capa rígida vermelha.

Para conhecer melhor os brindes, visite o artigo sobre os blocos da Cícero Papelaria ou – por que não? – o próprio site da papelaria carioca.

Lembre-se que você tem até o meio-dia de segunda-feira para participar das categorias que desejar, e eu agradeço se você puder avisar para os seus amigos!

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Rapidinha efetiva #005: brindes, feriado, kit apagão, cama-baú e os problemas do consumismo desenfreado

Hoje é feriado em diversas cidades do Brasil, marcando o Dia da Consciência Negra, e provocando a reflexão, em quem está aberto, sobre a importância da cultura das etnias de origem africana na formação da cultura nacional, e os desafios associados a isto.

Como é feriado, nossa Rapidinha Efetiva será ainda mais rapidinha do que de costume, mas não menos efetiva, claro ;-)

Quero começar lembrando sobre o sorteio dos brindes: as inscrições continuam, e o jeito mais fácil de concorrer é passando a seguir o @efetividadeblog no Twitter. Quem divulga o @efetividadeblog no Twitter também continua concorrendo a um prêmio extra! A lista dos prêmios, bem como as outras formas de participar – para blogueiros, e para quem não tem blog nem twitter – podem ser consultadas no post que anunciou a promoção.

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Apartamentos pequenos: como sobreviver – com menos aperto

Apartamento pequeno faz parte da vida de muitos de nós. A “classe média apertada” é uma realidade cada vez mais comum – estudantes solteiros, grupos de amigos, pequenas e médias famílias, cada vez mais gente vive em espaços que vão se tornando mais restritos.


É o quarto? A copa? Ou a cozinha?

Os apartamentos ficam menores, e seus habitantes precisam dar um jeito de adaptá-los (ou adaptar-se) para maximizar o conforto possível. Algumas pessoas gostam e preferem os espaços pequenos, enquanto para outras isso é uma escolha imposta, ou mesmo um compromisso entre a realidade desejada e a possível no momento.

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Rapidinha Efetiva #002: Apartamentos apertados, manipulando o Wordpress, e encomendas do exterior

Uma dica antecipada aos leitores: o Efetividade já está no Twitter, em @efetividadeblog. Ainda estou decidindo o que fazer por lá (e o “anúncio oficial” só sai depois que eu decidir), mas as atualizações do site já estão sendo notificadas lá, e você pode seguir. Se quiser ler também as bobagens que eu eventualmente escrevo por lá, acompanhe-me também, no @augustocc.

Latas de sardinha imobiliárias

Para começar esta edição da coluna Rapidinha Efetiva, um tema que não me afeta pessoalmente mais, mas já afetou bastante no passado: as “famílias encaixotadas” em apartamentos cada vez menores.

A matéria do link acima é interessante porque o foco não é como melhor aproveitar o espaço, como mobiliar, etc. – é sobre as alterações de comportamento pessoal e familiar que esta realidade cada vez mais presente provoca. É a redução da privacidade, coisas que eram feitas dentro de casa e passaram a ser feitas na rua, mudanças em horários, formas de convivência, etc.

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Como organizar melhor suas chaves e chaveiros

Chaves e mais chaves. Conforme fui me aproximando dos 30 anos, os chaveiros só cresceram. São as chaves de casa, do trabalho, do carro, da bicicleta, de gavetas & maletas, da correia do notebook, e tantas outras que nem consigo inventariar de cabeça.

Uma das maneiras que adotei para lidar com isso é ter mais de um chaveiro, o que traz conveniência mas pode reduzir a disponibilidade ou a segurança final da solução, dependendo das alternativas adotadas.

Mas mesmo com um chaveiro menor, reduzido às chaves de casa (2 portas em série + caixa de correio), do carro e do escritório (3 portas em série), às vezes é chato o processo de encontrar a chave certa, ainda mais quando algumas são parecidas e há fatores complicadores – escuro, pressa, etc. E é sobre algumas soluções para esta situação tão corriqueira que trataremos hoje.

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Escritório em Casa não é Central de Entretenimento!

Todos nós conhecemos, e muitos invejamos, os ambientes de trabalho montados pelas grandes empresas de tecnologia, que para estimular a criatividade e a motivação dos seus funcionários envolvidos no desenvolvimento de produtos e oportunidades, oferecem confortos impensáveis em muitos outros ambientes de trabalho.

Nas reportagens sobre os centros de desenvolvimento do Google, ou da Microsoft, vemos videogames, mesas de ping-pong, sucos, ginástica e tantas outras atividades, que aparentemente funcionam tanto para reduzir o desgaste das pessoas quanto para estimular sua produção e mantê-las no emprego.

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Efetividade também para manter limpo o banheiro

Só conheci uma pessoa, em toda minha vida, que de fato *gostava* de limpar o banheiro da sua casa. Todas as outras lamentam ter de desempenhar a tarefa (como seria bom se os banheiros fossem autolimpantes…), e algumas até mesmo tentam adiá-la ou evitá-la tanto quanto possível, quando não podem repassá-la a alguém mais. Por esta razão, todo produto ou serviço que conduza a mais efetividade, ou mesmo a mais produtividade, nesta obrigação inglória, precisa ser devidamente divulgado aos amigos.

Mas escrever sobre produtos de limpeza sempre conduz ao risco de sugerir ou mesmo mencionar o escatológico, ainda mais quando se trata de limpeza dos banheiros – o que me faz ter algum respeito pelo desafio que o pessoal da publicidade de papéis higiênicos encara, ao não poder mencionar o uso concreto a que seu produto se destina… ;-)

No meu caso, eu vejo como pouquíssimo higiênicos diversos produtos típicos de banheiros, tendo como vice-campeã a escova de limpeza interna de vasos sanitários, e como campeões absolutos aqueles tabletes “desodorizadores sanitários” (purific, fluss e tantos outros) que são fixados ou pendurados dentro do vaso sanitário, e acabam expostos a todo tipo de impureza para desempenhar sua atividade – isso sim é que é serviço sujo!

Para reduzir o problema das escovas de limpeza, só mantendo uma exclusiva para cada banheiro, minimizando o transporte delas (e do que elas levam consigo…) pela casa – só se desloca mais de meio metro quando é hora de levar pra uma limpeza mais caprichada do lado de fora.

Já para os tabletes, a minha solução era deixar de usá-los – por mais eficientes que fossem, eu sempre duvidei que as suas estruturas de fixação e suporte não acabavam gerando mais problemas, pelo acúmulo de detritos (microscópicos ou não) – pior ainda quando o suporte em si não é descartável, e só o tablete é trocado regularmente, na forma de refil.

Entra em cena minha irmã

Minha irmã é profissional da área de saúde, e compartilha comigo o interesse por produtos que reduzam o esforço e melhorem o resultado alcançado nas tarefas domésticas – por isso, de vez em quando ela surge com algum produto novo, ou alguma versão mais prática, como quando ela descobriu as latinhas pequenas do tradicional removedor Varsol Casa, e ajudou a sumir com as manchas dos pisos e paredes com bem menos esforço e cuidado.


Sempre um novo produto

E ela também foi a responsável por trazer a novidade que resolveu o problema dos tabletes de limpeza interna de vasos sanitários daqui de casa, de uma vez por todas – com uma idéia que ela já vinha aplicando na casa dela há algum tempo, usando um produto pouco divulgado, ou cuja estratégia de divulgação certamente não chegou a me alcançar.

Os tabletes para caixa acoplada

E a solução é genial em sua simplicidade: tabletes que, em vez de ficar pendurados dentro do vaso, são jogados diretamente dentro da caixa de descarga (modelo acoplado – se for embutida ou suspensa, fica difícil…), e ficam lá se dissolvendo por algumas semanas – e a cada acionamento da descarga, sai junto uma quantidade suficiente de líquido com ação desinfetante, ajudando a manter higienizadas as instalações. A caixinha fala em frescor, e em “limpos e brilhantes”, mas eu não iria tão longe na descrição – quem mantém limpo e brilhante continua sendo o o procedimento regular, e o tablete só ajuda a prolongar o efeito.


Caixa acoplada

O líquido tem cor bem forte (azul, no caso do que nós adotamos aqui em casa), e assim dá de perceber facilmente quando é hora de trocar. E a troca em si é muito simples: levanta a tampa da caixa acoplada e joga o tablete lá dentro, onde ele ficará permanentemente imerso na água ainda não servida – o que sai na hora da descarga é apenas a pequena parcela que se dissolve a cada uso.


“Harpic Tablete para Caixa Acoplada”

Não sei se existem concorrentes (tomara que sim), mas aqui em Floripa nós só encontramos o produto da marca Harpic, com o nome original de “Tablete para Caixa Acoplada”. Adotamos desde a mudança (5 meses…), estamos satisfeitos e recomendamos.

Outros produtos

Quando se divulga um produto destes, que parece uma idéia tão genial, sempre se corre o risco de depois descobrir que todo mundo já conhecia, que em outros estados o produto existe há anos (parece ser o caso – foi lançado em 2002), ou que era anunciado em horário nobre, em algum programa que eu não assisto.

Assumo o risco, na expectativa de que mais gente não conheça e vá achar interessante. Bom proveito! E se você tem alguma dica de produto de limpeza inovador ou inteligente que quiser compartilhar, a área de comentários está à sua disposição!

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