A Essência do Líder: ganhe seu exemplar!

“A Essência do Líder” é uma daquelas obras que li como estudante de graduação e depois lembrei de procurar novamente quando a carreira profissional exigiu rever conhecimentos específicos.

Seu autor, Warren Bennis, é reconhecido como um dos pioneiros do moderno estudo científico da liderança, a partir de estudos comportamentais de grupos realizados no MIT, na década de 1960. Seus trabalhos ajudaram a fundamentar a transformação das organizações para o atual modelo menos burocrático, mais adaptativo e participativo.

Sua crença na superioridade do estilo de liderança participativo e humanístico quando se trata de criar grupos e organizações capazes de adaptar-se a um ambiente em constante mudança se reflete ao longo de “A Essência do Líder”.

Acredito, entretanto, que muitos leitores tiram melhor proveito da obra devido a outro dos posicionamentos do autor: o de que as pessoas não nascem líderes, mas sim se desenvolvem como tais. Feliz de quem tem oportunidade de desenvolver suas competências de liderança antes de precisar usá-las intensivamente, mas em todas as organizações coletivas humanas podemos ver os 2 extremos da consequência desta definição: pessoas em posição de liderança mas inaptas para liderar, e pessoas reconhecidas espontaneamente como líderes no momento em que surge a oportunidade.

Assim como não é possível aprender a andar de bicicleta lendo obras de referência sobre o assunto, sou cético quanto à possibilidade de alguém fazer surgir desse jeito a sua própria capacidade de liderar.

Mas um bom livro sobre o assunto (e é o caso) pode ajudar de outra maneira. Conhecer as características, habilidades e atitudes típicas da liderança, ver detalhes de exemplos de líderes (de áreas variadas: da TV à pesquisa da cura da AIDS, passando pela indústria tecnológica, movimentos sociais e mais), e saber mais sobre os passos que usualmente conduzem ao desenvolvimento da liderança pode ser bastante útil como complemento e guia para quem esteja sentindo a necessidade de trilhar este caminho, ou mesmo aprimorar a forma como lida com sua equipe e outras interações – e assim saberá melhor orientar a sua prática.

Esta é a tradução da versão comemorativa de 20 anos da obra considerada um clássico sobre o tema. A presença de exemplos parcialmente datados não prejudica a compreensão, ainda mais considerando que o tempo não desgasta elementos básicos como:

  • a confiança em sua própria visão
  • o autoconhecimento
  • a busca dos mentores certos
  • a compreensão clara de objetivos
  • a capacidade de aprender com os erros e acertos
  • a diferença entre comandar e liderar

O título original (“On becoming a leader”) deixa mais clara a intenção do autor, que é realmente apresentar o caminho do desenvolvimento da liderança, em um texto didático e fácil de acompanhar. São 248 páginas repletas de conhecimento prático bem fundamentado academicamente, e eu recomendo!

Ganhe seu exemplar!

Atualização: os nomes dos ganhadores já estão publicados. Os termos da promoção encerrada, abaixo, continuam publicados apenas para propósitos históricos.

Graças ao apoio da Editora Campus Elsevier, vou sortear 3 exemplares entre vocês. Participar é muito simples: basta seguir o @efetividadeblog no Twitter e twittar a seguinte frase:

Estou concorrendo aos 3 livros de liderança da @CampusNegocios que o @efetividadeblog vai sortear: http://efetividade.net/?p=3076

Você tem até terça-feira (31/8/2010) para twittar a frase, e o resultado sairá no dia 1 de setembro em uma atualização deste post.

Os vencedores serão informados via Twitter, e terão 3 dias úteis para enviar, pelo formulário de contato do site, seu nome, e-mail e o endereço postal no Brasil (com CEP!) para onde a editora deverá enviar seu livro.

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Ganhando Dinheiro com Opções – compre com desconto! [atualizado]

Para muitos de nós, o mercado financeiro é um mistério insondável, e ao aproximar-se dele com a intenção de entendê-lo, abre-se o portal para um universo paralelo repleto de letras gregas, gráficos multilineares, logaritmos naturais e tangentes.

Mesmo assim, sempre há aqueles que – de forma sensata ou não – conseguem aproximar-se deste mercado a ponto de buscar algum lucro praticando diretamente operações de home broker, mesmo sem entendê-lo completamente.

Para quem já está neste estágio, ou nos que o sucedem em uma “carreira” bem-sucedida de operações no mercado financeiro, eu recomendo o livro “Ganhando Dinheiro com Opções”, que em pouco mais de 200 páginas apresenta uma visão bem prática (e didática) das operações com opções praticáveis no (ou junto ao) mercado brasileiro de ações.

Seu autor, Elvis Pfützenreuter, atua na área há mais de 15 anos, já escreveu anteriormente um livro teórico sobre operações com opções, é autor do emulador de calculadora HP-12C sobre o qual já escrevi anteriormente, e agora complementa seu livro teórico com uma obra objetiva e direta, repleta de exemplos concretos e considerando a realidade do mercado brasileiro após as reviravoltas de 2008 que sacudiram o que muitos de nós já havíamos aprendido.

Conceitos de opções de compra e venda: começando do começo

Eu não pratico essa classe de operações financeiras, mas a formação de Administrador exige um mínimo de cadeiras sobre mercado financeiro, e lembro bem das aulas sobre opções, com todo um baralho de tarô de símbolos arcanos e nomes incompreensíveis aos não iniciados. Se quiser ter uma ideia, veja a definição de Mercado de Opções na Wikipédia em português, e o desespero de quem porventura tentasse entender do que se trata lendo apenas os 5 primeiros parágrafos.

Mas se o professor tivesse lido só o capítulo introdutório do livro do Elvis, talvez tivesse percebido a comparação matadora que facilita a compreensão das operações essenciais com opções, mostrando quem fica com o risco, quem pode lucrar, quem fica seguro, e por que cada um dos participantes topa participar:

  • as opções de venda são similares a um seguro de carro: você paga antecipadamente para ter o direito de receber o valor do bem caso aconteça algo indesejado com ele. A seguradora lucra com a diferença entre o que recebe de todo mundo que quer a segurança e o que acaba tendo de pagar aos clientes para os quais o risco se concretizou.
     

  • as opções de compra são similares ao sinal pago por um imóvel: você topa pagar um valor adiantado (5% do imóvel, por exemplo) para reter o direito de comprar o imóvel em um determinado prazo, mesmo que apareça outro candidato a comprador oferecendo mais dinheiro – mas se desistir do negócio, o dono do imóvel fica com o sinal pago.

Na prática, quem adquire uma opção de venda recebe o direito (mas não a obrigação) de vender uma ação a um determinado preço, em um prazo determinado – é como um “seguro” de que se o valor daquela ação cair abaixo desse preço determinado, você mesmo assim poderá vendê-la naquele valor, pois pagou para ter essa possibilidade.

Similarmente, quem adquire uma opção de compra “paga um sinal” para ter o direito (mas não a obrigação) de comprar uma ação a determinado preço em um prazo determinado, mesmo que o valor dela suba acima deste preço.

A partir daí a coisa fica mais complexa

A conceituação simplificada acima, juntamente com a interpretação das variadas letras gregas, nomenclaturas e gráficos associados às operações com opções são apenas o capítulo introdutório do livro.

A partir daí, iniciam os capítulos práticos, dos quais destaco o primeiro da série, pois apresenta uma série de conselhos objetivos nascidos da experiência, que só parecem óbvias para quem não está em frente a um computador sendo tentado pela disponibilidade das opções do terminal de operações.

Adágios como “Não tente obter renda fixa da Bolsa”, ou “Nunca dobre a aposta para recuperar prejuízo” deveriam até ser exibidos em diálogos de confirmação nos programas de investimentos, para dar ao usuário uma chance de recuperar a racionalidade. Na falta disso, a leitura do capítulo 3 é um lembrete interessante.

Em seguida inicia uma procissão de capítulos cobrindo detalhadamente as operações essenciais das opções de ações, incluindo várias formas de usá-las para complementar operações “normais” com ações, como venda coberta, trava de baixa, trava de alta, travas assimétricas, travas horizontais e diagonais, além das opções de venda, que ainda não são uma opção prática em nosso mercado.

O capítulo 10, em apenas 2 páginas, é apresentado como um resumo, mas eu o descreveria mais como um conjunto de notas sintéticas sobre o espírito do livro, e não sobre seu conteúdo – se for folhear um exemplar na livraria para decidir a compra, comece por aí, e você perceberá se a obra está em sintonia com as suas demandas.

Nos apêndices, temos as fórmulas de praxe, e um diferencial: o código em Python de um dos simuladores de operações desenvolvidos pelo autor. Mais sobre as simulações podem ser encontrados no blog sobre finanças mantido pelo autor.

Os detalhes do livro

Ganhando Dinheiro com Opções, por Elvis Pfützenreuter
2010, Editora Novatec, 208 páginas
ISBN 978-85-7522-242-3
Sumário em PDF

Ganhe seu exemplar

Recebi da Editora Novatec um exemplar para resenha, e agora vou sortear entre vocês. Para concorrer é muito simples: basta inserir um comentário neste post, até a próxima segunda-feira (23/8/2010), dizendo em menos de 20 palavras (e sem repetir o comentário alheio) por que gostaria de ganhar o livro.

O sorteio vai ser realizado na terça, divulgado em atualização deste post, e o ganhador será avisado pelo endereço de e-mail que preencher no formulário de comentário ao participar, e terá então 3 dias úteis para informar o endereço postal no Brasil para onde devo fazer o envio. Boa sorte!

Atualização: E o ganhador é o Rafael Menezes!

Parabéns, obrigado aos demais pela participação e, se quiserem garantir o livro, consegui com a Novatec um desconto de 20% para vocês: basta entrar com o código de desconto efetividade.net ao fazer a compra diretamente no site da editora!

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Escape de 3 armadilhas da produtividade pessoal

A busca da produtividade pessoal como solução para as demandas do exigente mundo moderno é uma resposta positiva para muitos de nós, mas o caminho até ela está repleto de armadilhas e desvios capazes de transformar vício em virtude – nao importando se você é um empreendedor individual em seu home office, um executivo, estudante, professor, integrante de equipe ou uma mistura dos papéis que desempenhamos todos os dias.


 

Uma causa comum é a visão isolada do conceito de produtividade, sem considerar conjuntamente o alinhamento aos objetivos, a qualidade do processo e dos produtos, ou mesmo os efeitos sobre a qualidade de vida dos envolvidos.

Outra causa que também ocorre é esquecer que produtividade é uma relação entre produto e insumos, e passar a medi-la apenas pela quantidade de saídas produzidas – sem considerar o custo ou o possível esgotamento dos meios e insumos, que – especialmente no caso dos empreendedores individuais e gestores – muitas vezes incluem em grande parte da capacidade do próprio agente em realizar seu esforço criativo.

As 3 armadilhas que veremos hoje, parecidas entre si mas com elementos diferenciais importantes, são grandes vilãs não apenas quanto a – após um período de aparente eficiência redobrada – impedir a obtenção continuada dos resultados desejados e também conduzir ao esgotamento ou burnout dos profissionais e empreendedores envolvidos.

Abraçar o mundo

Tentar abraçar o mundo e resolver ao mesmo tempo mais problemas do que se é capaz de gerenciar é uma receita de fracasso e esgotamento em qualquer contexto, mas se torna especialmente lamentável quando ocorre como resposta a uma demanda de ampliar a produtividade pessoal dos envolvidos.

Defrontar-se com um conjunto de tarefas que exceda a sua capacidade de produção é uma razão comum para buscar um ganho de produtividade, mas raramente – ao menos no sentido da produtividade pessoal – uma solução real e com qualidade permitirá de fato abraçar todos os problemas, pessoalmente e simultaneamente, realizando um esforço heroico e gerando satisfação a todos os clientes, com entregas no prazo e com qualidade.


Demarque seu limite

Pelo contrário: grande parte do que se exige de um profissional aspirante ao sucesso é saber dizer não ao invés de aceitar tarefas e demandas que não acresçam aos objetivos da organização, que atrapalhem outras tarefas mais importantes ou urgentes, ou que poderiam ser executadas com mais eficiência de outra maneira.

Quando alguém tenta ir além da sua própria capacidade real de produção, usualmente tem sucesso nisso durante um período inicial de aceleração, enquanto equilibra toda a carga e ainda consegue continuar avançando.

Mas logo começa a ser necessário fazer malabarismos, descumprindo alguns prazos, renegociando outros sem apresentar o motivo real, entregando resultados com menos qualidade, deixando de lado algum cliente importante (ou a família, ou as atividades pessoais) – acreditando que nenhum deles está percebendo.

Mas na prática todos, ou ao menos os mais importantes, estarão percebendo sim. E quando o limite de tolerância deles se esgotar e eles tomarem alguma atitude, possivelmente o efeito será pior (e menos reversível) do que se você tivesse adequado seu volume de trabalho desde o princípio, mesmo dizendo não a alguém sem desejar.

Não delegar

Delegar, no sentido mais comum em ambientes corporativos, é transferir a outra pessoa uma tarefa ou projeto, e passar a compartilhar com ela a responsabilidade pelo resultado.

Saber delegar é uma habilidade importante, mas envolve vários desafios, tais como:

  • quem delegou ter consciência de que retém a responsabilidade pelo resultado;
  • quem recebeu a delegação entender que compartilha esta responsabilidade;
  • transferir juntamente com a tarefa o poder de decisão necessário para executá-la;

e muitos outros. Mesmo quando você sabe delegar, um desafio sempre presente é dispor de pessoas a quem delegar com confiança.


 

A delegação ocorre em estágios ou níveis, sendo que o desejável usualmente é dispor de pessoas às quais você possa delegar no estilo “eis a tarefa – vá em frente, entregue o resultado, me comunique quando tiver concluído”.

Mas é raro dispor de uma equipe contendo pessoas assim que já chegam prontas – você precisa formá-las, começando pelo nível mais básico de delegação, que é o estilo “eis a tarefa, vamos ver isso juntos; me traga as informações e eu lhe orientarei passo a passo”.

O artigo “Delegação: Uma Auto-análise“, do GuiaRH, apresenta um modelo progressivo de 6 níveis de delegação que podem ajudá-lo a desenvolver este potencial na sua equipe.

Quando você não delega, ou delega só parcialmente, acaba retendo para si muitas tarefas repetitivas e menores que lhe tiram a possibilidade de dedicar mais tempo às tarefas mais importantes que contribuiriam muito mais para o resultado desejado.

E isso é muito mais triste quando ocorre pela preocupação oposta, que é a de que haja perda de produtividade se a tarefa não for concentrada integralmente em suas mãos.

No caso dos empreendedores individuais, a delegação propriamente dita pode ser impossível, mas da junção das 2 armadilhas (“não delegar” e “abraçar o mundo”) podemos tirar uma solução unificada: saiba fazer parcerias estratégicas ou reconheça que é melhor contratar de terceiros os serviços auxiliares cuja execução lhe tomaria parte valiosa do tempo que você faria melhor em dedicar ao núcleo de suas atividades.

O que, inclusive, nos leva à terceira e última armadilha:

Ser o homem dos 7 instrumentos

Em inglês existe um adágio que não tem similar nacional: “Jack of all trades, master of none“, que se aplica às pessoas que “conhecem” várias ferramentas, mas não dominam nenhuma delas.

Trabalhando com TI, muitas vezes encontrei este tipo de sujeito, que chega dizendo que “conhece de PHP”, “conhece de Java”, “já viu Oracle”, aí você pergunta o que ele sabe fazer, e ele responde: “tudo”. Aí pede pra ele fazer um aplicativo simples de cadastramento, dar manutenção num PC que não está dando boot, ou corrigir um erro de macro numa planilha de faturamento, e ele falha nos 3 testes, porque o conceito de “tudo” de quem pede e de quem oferece muitas vezes é diferente…


Essa seria sua escolha para fazer parte da sua orquestra?

Não há nada de errado em conhecer, acompanhar ou mesmo dominar múltiplas ferramentas, mas quando alguém que quer solicitar algo em que você tenha interesse for lhe perguntar o que você sabe fazer, é preciso haver uma resposta específica e que interesse a quem perguntou.

Mais importante do que isso, é preciso haver o domínio real das competências e ferramentas e necessárias para realizar esta atividade que está sendo proposta.

Ser generalista não é incompatível com isso, pois se refere muito mais à visão ampla ou ao entendimento dos diversos componentes de uma realidade, do que à capacidade de operar e realizar as atividades associadas a eles.

Há espaço no mundo para os homens dos 7 instrumentos, mas no que se refere à produtividade e ao desenvolvimento pessoal, todos saem ganhando quando eles atuam em projetos que exigem mais de um instrumento (metafórico, claro) ou técnica que eles realmente dominem, e aí chamem outras pessoas que dominem os demais 6 instrumentos.

Conclusão: Misturando tudo

A realidade, como de hábito, é mais difusa e imprecisa que qualquer descrição objetiva.

Considere o seguinte cenário e as alternativas abaixo, que se baseiam num exemplo real que conheço – mas no exemplo real, felizmente, os executivos em questão não caíram nas armadilhas, e souberam escolher alternativas que maximizaram o aproveitamento de suas habilidades:

Dois executivos, recém-saídos de uma grande empresa de distribuição de combustíveis, percebem a oportunidade de desenvolver um serviço on-line de cálculo de rotas para distribuição de cargas.

Um deles, que anteriormente atuou como Diretor Financeiro, fica responsável por nos próximos 30 dias obter financiamento bancário para a ideia, visitar as grandes empresas de logística da região para prospectar clientes, registrar uma empresa em nome de ambos, e desenvolver nome, marca, logotipo e website corporativo.

O outro, que foi Diretor de Engenharia, ficou responsável pelo desenvolvimento do serviço, e para isso comprou um servidor e um no-break, contratou a instalação de uma conexão dedicada em sua casa, e enquanto aguarda a entrega e instalação dos equipamentos e da linha, se dedica a aprender a gerenciar servidores Linux, administrar bancos de dados MySQL e programar em PHP, para poder começar a delinear seu aplicativo.

Em quais das armadilhas da produtividade os 2 personagens acima caíram?

a) Abraçar o mundo
b) Não delegar
c) Ser o homem dos 7 instrumentos

Acertou quem respondeu “as 3″ – considerando a questão da delegação como ela foi mencionada acima em relação a empreendedores individuais, claro.

Muitas vezes é difícil encontrar os limites entre as armadilhas. Eles não estão claramente demarcados, mas procurar por eles pode ser desnecessário – o importante é saber que as armadilhas estão no seu caminho e, como o folclórico canto da sereia, sabem disfarçar-se de forma atrativa, levando o marujo incauto a aproximar demais das rochas o seu barco.

Desviar delas requer conhecimento de suas próprias habilidades, investimento em desenvolver competências específicas, atenção ao foco e aos objetivos, e muita disciplina. Mas vale a pena: a persistência geralmente se traduz em resultados melhores, redução de desperdício (especialmente de esforço) e mais qualidade de vida para você!

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O papel da personalidade na escolha de sua carreira

Conforme avisei no dia 12, a excelente recepção que a série de artigos sobre Competências, da autora convidada Patrícia Wolf conduziu ao surgimento de frutos adicionais, pelo interesse que empresas do ramo têm em falar a este mesmo público.

A idéia de posts patrocinados, publieditoriais e similares não me agrada como leitor, por isso resisto a recorrer a ela nos blogs que mantenho. Talvez eu perca receita potencial com isso, mas imagino que vocês prefiram que seja assim.

E é nisso que se baseia minha política de aceitar material enviado por empresas interessadas: não há nenhum pagamento envolvido, eu publico o texto na íntegra, mas preciso concordar que seu tema é interessante e está dentro dos temas aqui do site.

É o caso do texto a seguir, enviado pela equipe do Emprego Certo (do UOL) e dirigido ao pessoal que está acompanhando a série da Patrícia para ajudar a evoluir conscientemente sua empregabilidade.

Eu li, gostei e aprovei, e agora compartilho com vocês. Claro que todo posicionamento que divide a humanidade em pequenos grupos (aventureiros, idealistas, racionais, etc.) é limitado por natureza e não necessariamente deve ser tomado ao pé da letra – somos humanos, e cada um de nós é uma exceção ambulante em potencial a qualquer classificação em pequenos grupos.

Mas como sabemos que parte considerável dos processos formais de recrutamento se baseia neste tipo de fundamento teórico, avalio que ter conhecimento deles pode interessar até mesmo a quem discorda dos “Tipos Psicológicos” de Jung e suas decorrências.

Com vocês, o texto enviado pela equipe do Emprego Certo:

Que carreira combina com a minha personalidade?

Escolher uma profissão que combine com seus traços de personalidade pode ser um atalho interessante para a felicidade

O mercado de trabalho exige muito de todos nós. Desafios como jornadas cada vez mais longas, funções acumuladas e necessidade constante de aperfeiçoamento estão na lista de profissionais de todas as áreas. Neste cenário, só uma coisa pode nos deixar mais equilibrados: fazer o que se gosta.

Um primeiro passo é descobrir o que, afinal, você gosta de fazer. De preferência antes de iniciar a faculdade. Uma boa maneira para descobrir que linha profissional seguir é fazer testes vocacionais. Eles dão alguns direcionamentos e tipos de carreira.

A teoria

A teoria por trás deste tipo de teste está baseada nos estudos de Carl Jung no início do século XX, sobre as Teorias da Personalidade. Já em 1927, no livro “Tipos Psicológicos”, Jung afirmava a personalidade humana pode ser composta por diversos fatores, que combinados tipificariam a personalidade de cada um.

Agora, percebam que curioso: a obra de Jung foi retrabalhada nos anos 50, quando Katherine Briggs Myers e sua filha Isabel Briggs Myers, donas de uma fábrica nos Estados Unidos, utilizaram seus fundamentos para seleção de pessoal.

Elas notaram, contudo, que os dois critérios iniciais para classificação de personalidades soavam incompletos e a eles somaram mais dois. O que começou com uma brincadeira entre mãe e filha tornou-se um estudo sério, sendo a base para do Indicador Myers Briggs dos Tipos de Personalidade.

Segundo este indicador, o tipo de personalidade pode ser identificado por meio de quatro critérios excludentes. Ou seja, a cada critério ou você é um ou outro. O primeiro é se você é Extrovertido ou Introvertido; o segundo se é Sensorial ou Intuitivo; o terceiro se é Pensador ou Sentimental e o quarto se é Julgador ou Perceptivo.

A identificação do tipo de personalidade pela seleção destes critérios, em tese, daria ao candidato um panorama mais realista do tipo de profissão que se encaixaria em seu modo de ver o mundo. Alguns exemplos:

Pessoas com personalidades mais racionais são mais determinadas e com forte raciocínio lógico. Vão curtir muito trabalhar em ambientes onde vale mais o raciocínio conceitual, orientando projetos, por exemplo. Gostarão de planejar e terão como diferencial a comunicação entre seus parceiros. Pessoas com este tipo de personalidade costumam se dar bem em carreiras como administração, comércio exterior, desenho industrial, engenharia, entre outras.

Mas se você é do tipo idealista, não desanime. Profissionais com este tipo de personalidade estão sempre pensando no futuro e adoram ajudar os outros. Seu diferencial é um entendimento acima da média das “coisas do mundo”. Por isso, acabam quase sempre se dando muito bem em funções intelectuais. Gostam muito de examinar os fatos e buscar a razão das coisas. Seu local de trabalho ideal é aquele com uma atmosfera amigável e cooperativa, sem burocracia e com muita liberdade criativa. Busca criar coisas novas e se cansa de locais onde a repetição é a regra. Dentre as profissões que encaixam com este tipo de personalidade estão Arquitetura, Propaganda, Jornalismo, Letras, entre outras.

Existem também os guardiões. Pessoas com este tipo de personalidade são as sérias e trabalhadoras, além de muito confiáveis. Se você acha que a vida não é uma festa e deve ser levada a sério, você é um guardião! Um das qualidades mais fortes é fazer as pessoas se sentirem seguras ao seu lado. Em função disso o ambiente de trabalho ideal para este tipo de profissional é aquele que priorize o trabalho em equipe, com certa dose de rotina e organização. Direito e Química estão entre as profissões que fazem a felicidade dos guardiões.

O quarto tipo de personalidade básica é a dos artesãos. São os aventureiros que procuram sempre por prazer e ação. O que para a maioria é loucura, para eles é pura adrenalina e diversão. Eles se dão bem em ambientes colaborativos, informais e que permitam o contato direto com pessoas. São artistas-plásticos, biólogos, cineastas e professores de educação física.

E você? Qual seu tipo de personalidade?

Este texto foi produzido pelo Emprego Certo, o site de empregos do UOL, com exclusividade para o Efetividade.net.

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Networking: Amplie seu circulo de influência

por Patricia Wolff, autora convidada para a série “Competências”

“Achar caminhos para se aproximar de todos na unidade. Lutar para que as pessoas se sintam importantes, fazendo parte de alguma coisa maior do que elas próprias” – Colin Powell

Profissional: “Eu tenho uma experiência muito boa, minha formação é excelente, meu currículo é impecável mas não encontro uma boa oportunidade de trabalho ! O que será que está faltando ?”
Resposta: NETWORK!

Afinal o que é fazer Networking? É estabelecer uma rede de relacionamentos com um grupo de pessoas que poderão exercer influência positiva em sua carreira. Atualmente, não basta apenas sermos competentes, é essencial que saibamos manter a nossa empregabilidade. Uma das ferramentas mais eficazes para isso é o network que, aliás, é mais do que uma ferramenta, é um hábito que bem desenvolvido poderá ajudá-lo a:

» Leia o restante do artigo “Networking: Amplie seu circulo de influência”

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Rapidinha Efetiva #11: Evitando a ressaca, promoções funcionais, como recusar propostas de amizade em redes sociais

Na semana que está se encerrando eu passei algumas horas participando de um curso de liderança, em Floripa, o que me deu algumas idéias para posts futuros. Mas enquanto eles não vêm, segue nossa já costumeira Rapidinha Efetiva, tratando de temas que variam desde um método alternativo para lidar com o cabeamento até o curso de liderança que a Patrícia Wolff (autora convidada da nossa a série de artigos sobre Competências) vai promover em SP.

» Leia o restante do artigo “Rapidinha Efetiva #11: Evitando a ressaca, promoções funcionais, como recusar propostas de amizade em redes sociais”

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