O papel das Competências em seu crescimento profissional
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por Patricia Wolff
Já ouvi de diversos executivos a seguinte afirmação: Faltam pessoas competentes no mercado de trabalho. Afirmação no mínimo estranha, afinal a oferta de candidatos está cada dia maior. Mas a grande queixa é: Não encontro o profissional adequado para minha vaga !
Isso acontece pois falta algo importantíssimo em alguns candidatos que é atitude, que significa garra para fazer as coisas acontecerem, comprometimento com as metas e a vontade de enfrentar os obstáculos/desafios que surgirem.
Hoje em dia o assunto competências está cada vez mais em pauta pois as empresas vivem de resultados e quem traz estes resultados são as pessoas que nela trabalham, aliás as pessoas competentes que são aquelas que “entregam” o resultado esperado para empresa.
Para entregar um resultado, o que é esperado de mim ? É esperado que você agrupe os três ingredientes que compõe a competência, apelidado por muitos de CHA: conhecimento, habilidade e atitude. Portanto não adianta ter apenas um ou dois, os três precisam aparecer juntos para considerarmos a pessoa competente.
Habilidade é o querer fazer aquilo que eu conheço
Atitude é o querer fazer aquilo que eu sei
E como funciona na prática? Vou dar um exemplo que vai agradar algumas pessoas e outras nem tanto que é o Rogério Ceni. Não basta que ele saiba como evitar que a bola entre no gol (conhecimento), ou como se faz um bom lançamento (habilidade), mas ele precisa ter atitude, isto é, a vontade, a garra de fazer tudo aquilo que aprendeu até então para que seu time vença a partida (atitude/resultado)! Ele, por exemplo, mesmo após o término dos treinos colocava a barreira fixa e ficava cobrando faltas. Isso é ter atitude!
Resumindo:

Existem dois tipos básicos de competências: competências técnicas e competências comportamentais. Didaticamente podemos separar o CHA, em CH para as competências técnicas e o A para as competências comportamentais.
Competências técnicas são aquelas que o profissional adquire através da educação formal, treinamentos ou experiência profissional, como por exemplo: formação superior, especialização, cursos profissionais, etc.
Competências comportamentais são aquelas que possibilitam chegar ao resultado desejado. Podem ser inerentes às características pessoais ou podem ser obtidas ou aprimoradas através do convívio social ou capacitação. Elas são transmitidas pelo exemplo e dependem muito mais da postura e atitudes das pessoas. Exemplos: iniciativa, comprometimento, trabalho em equipe, liderança, etc.
Hoje temos pesquisas, como o trabalho de Mcall e Lombardo do Center for Creative Leadership, que nos mostram os principais fatores que prejudicam a carreira. São eles:
Principais fatores que prejudicam a carreira
Fica claro então que após a conquista das habilidades técnicas é fundamental o desenvolvimento das competências comportamentais.
Você já pensou em quais são as competências que podem contribuir mais para alavancar a sua carreira? Reflita alguns momentos sobre isso. Será que é ter mais iniciativa, melhorar a comunicação ou fazer melhor o marketing pessoal ?
Pesquisa: quais as 10 competências que merecerão artigos específicos em nossa série?
Para ajudá-lo estamos propondo uma pesquisa no Efetividade.net, que vai ao ar nesta sexta-feira para saber quais as 10 competências mais importantes para o seu desenvolvimento. As mais votadas terão um artigo exclusivo com explicação sobre cada uma, exemplos e dicas de como desenvolvê-las.
Para participar basta você acessar o Efetividade.net na sexta-feira (ou durante o final de semana) e escolher, a partir da lista de ~40 competências do formulário, as 10 mais importantes para você – e aguardar o resultado que será divulgado no próximo post.
Participe, concorra aos brindes que serão anunciados, e prepare-se para potencializar seu desenvolvimento!
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4 Feb, 2010, por Augusto Campos
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Patrícia Wolff comentou:
em February 6 2010 @ 15:56
José Manuel, obrigada pela sugestão.
Matheus, em relação ao primeiro ponto que você abordou em seu comentário fique tranqüilo pois será tratado nos próximos posts.
Edson e Edwagney, entendi a visão de vocês. As empresas, aparentemente pedem um “super-homem”, mas será que todas aquelas competências tem o mesmo peso no processo seletivo ? Normalmente existem dois tipos de competências relacionadas a uma vaga : as essenciais e as desejadas. A diferença entre elas é que as competências que compõe o primeiro grupo são as mais importantes para o cargo e também para o momento que a empresa está vivendo enquanto as competências do segundo grupo são consideradas diferenciais, mas não são pré-requisitos.
Muitas vezes a empresa insiste no perfil por acreditar que ao encontrar um profissional mais próximo do ideal terá chances maiores de obter sucesso na contratação. Nunca se esqueça que o RH das empresas também é avaliado pela efetividade dos processos seletivos.
Edson, concordo com o seu último parágrafo. As empresas deveriam olhar mais para as pessoas que não tiveram tantos privilégios na vida e superaram muitos obstáculos para chegar onde chegaram, afinal essas pessoas estão lá por causa da sua Atitude, ou seja, da sua capacidade de reagir rapidamente diante um desafio e as empresas, de fato tem muito a ganhar com este perfil.
Minha opinião é que precisamos, cada vez mais, concentrar o nosso foco e energia em nosso desenvolvimento (isso sim está sob nosso controle) independente dos fatores externos ( as empresas estão fora no nosso circulo de influencia). Não podemos garantir que as empresas irão nos olhar de forma diferente, mas é indiscutível que este processo nos valoriza.
Flavio Godoi comentou:
em February 8 2010 @ 11:39
Bom dia
Na minha opnião todo o funcionario necessita de ter 2 caracteristicas, proatividade e empregabilidade, e não se deve colocar nas mões da empresa o seu desenvolvimento profissional, primeiramente que normalmente as empresas olham para custo e não irão investir alto em uma pessoa que eles não tem a certeza que o investimento tera retorno, segundo a empresa ira investir nos interesses dela e não do profissional.
Normalmente vejo funcionarios dizendo, se a empresa pagar eu faço, e por que não fazer o contrario, se um funcionario leva um projeto para a diretoria aonde ela ira diminuir os custos em 5% ou aumentar as vendas em 10% porem necessita de uma MBA para dar o suporte necessarios, provavelmente a empresa ira investir.
No meu caso esta funcionando, tenho 28 anos, me formei em engenharia da computação e acabei de terminar MBA em gerenciamento de projetos na FGV, quando fiquei sabendo que a empresa necessitava que alguem fizesse um curso nos EUA, fui o primeiro a levar um projeto para aumento de vendas dos equipamento, conseguindo assim o curso fora do pais.
Patrícia Wolff comentou:
em February 9 2010 @ 13:43
Flávio, ótimo exemplo ! Essa realmente é a grande tendência do mercado, você utiliza a sua competência (conhecimento + habilidade + atitude) para “entregar um resultado” para a empresa (aumento de vendas de equipamentos) e, como conseqüência, você recebe um reconhecimento (curso no exterior). Através da sua competência proatividade você está contribuindo para sua empregabilidade, afinal Você é o seu Maior Investimento !!!