Quero produtos “bons o bastante” – chega de me oferecer recursos que não me interessam!

, por Augusto Campos Gadgets

Efetividade.net é a sua fonte de informações originais e atualizadas sobre produtividade pessoal, efetividade, lifehacking, GTD e truques espertos para o seu dia-a-dia. Leia também:

Você já ouviu falar na revolução do “Good Enough”? Eu quero produtos que sejam suficientemente bons, chega de complicação e excesso de recursos.


Este luxuoso cortador de grama me inspirou a escrever este artigo

Há anos o “mercado” vem nos condicionando a associar a idéia de qualidade à impressão de que o produto tem uma quantidade maior de recursos, ou adere aos mais avançados padrões tecnológicos. Isto se aproxima de conceitos válidos de qualidade e de grau (saiba mais: “O que é qualidade“), mas está longe de ser o meu conceito preferido: eu prefiro identificar qualidade pelo conceito clássico de Juran, que a define como “adequação ao uso”.


Um “MP12 dual chip” quadriband 11MP com TV, FM, bluetooth, compositor de melodias e muito mais! ;-)

Esta associação de qualidade ao número de recursos conduz até mesmo a contradições ambulantes, como é o caso dos aparelhos tipo “MP9″ e alguns celulares clones: o aparelho vem com funções de player de áudio e de vídeo, gravação e edição de áudio e vídeo, jogos nativos e emulados, tira fotos, acessa a Internet, faz ligações como celular (com 2 chips!), conecta ao computador, à TV, à impressora, a periféricos variados, tem viva-voz, suporta jogos nativos e emulados, tem uma infinidade de conectores e cabos. O usuário tem trabalho para aprender a operar, passa por dificuldades nas conexões, no uso dos menus, nos manuais e até mesmo para alternar entre as diversas funcionalidades.

No final das contas, o produto é difícil, complexo, faz bem mais do que o usuário queria, às vezes nem faz muito bem o que o usuário queria, e mesmo assim vende bem, porque comunica bem a idéia de ser alta tecnologia a um preço acessível, mesmo sendo um exemplo da inflamação conhecida em inglês como featuritis: o inchaço causado pela adição de excesso de novos recursos e “vantagens”.

Só que a mesma conclusão vale para diversos aparelhos que não passam pelo estereótipo do design clonado na China: grandes marcas também lançam aparelhos de DVD, celulares, notebooks, tênis, câmeras, carros e outros aparelhos que excedem em muito os recursos que seus clientes realmente desejam usar. Mas os clientes compram assim mesmo, inclusive porque associam esta “capacidade adicional” a qualidade superior, a distinção, a exclusividade (porque outras marcas não oferecem os mesmos recursos), sem perceber que a complexidade para instalar, configurar e operar o produto se deve muitas vezes apenas a estes recursos que não serão utilizados.

Entra em cena o “good enough”

Fiquei sabendo da idéia da “Revolução do good enough” (’suficientemente bom’) lendo o longo artigo The Good Enough Revolution: When Cheap and Simple Is Just Fine (‘A revolução do bom o suficiente: quando o barato e simples já está bom’), de Robert Capps, na Wired.


Este liquidificador a gasolina simboliza para mim o oposto da idéia de “good enough”

A idéia é complexa e foi apresentada através de exemplos, então acho difícil sintetizar aqui (leia o artigo da Wired, vale a pena!). Mesmo assim, vou apresentar a conclusão: cada vez mais consumidores optam por produtos e serviços que tenham estas 3 características:

  1. custam bem menos que os concorrentes
  2. são bem mais fáceis de usar
  3. estão disponíveis a qualquer momento e lugar

Em outras palavras: para os experts, profissionais e aficcionados, continuam a existir as opções premium em cada campo. Mas o restante do mercado vem optando cada vez mais pelos produtos que são apenas… suficientemente bons.

O princípio de Pareto, que já abordamos anteriormente (ao falar sobre arrumação de roupeiros, acredite!), usualmente leva a concluir que se escolhermos bem os recursos de um produto, podemos chegar a um grupo de 20% deles que será responsável por atingir 80% das necessidades de seus usuários.

Qual a fração dos aplicativos do seu celular que você já usou, descontando os primeiros dias com ele, quando você estava ainda experimentando tudo? E dos recursos do seu sistema operacional? E das opções do menu de preferências do seu navegador, ou do seu editor de textos?

Vamos aos exemplos

A tese do Good Enough pode ficar mais clara se exemplificarmos um pouco, e vou tomar emprestados alguns dos exemplos do autor.

Note que além de ter as 3 características acima, todos eles têm algumas desvantagens também, bem como a ausência de uma série de recursos presentes em seus concorrentes. Mesmo assim, sua adoção só cresce:

  • Formato MP3: a compressão causa perdas na fidelidade do som, mas é o preferido de toda uma geração – cabe nos nossos aparelhos de bolso, pode ser facilmente transmitido e obtido pela Internet, é fácil de manipular e usar, custa menos.
     

  • Netbooks: eles têm menos memória, menos armazenamento, tela menor, teclado apertado. Mas são fáceis de transportar e usar em qualquer lugar, resistentes, mais baratos… bons o suficiente. E vendem muito bem. Quem sabe não teremos em breve uma junção dos netbooks com os notebooks low-end, e aí estes aparelhos serão o único computador de muita gente que hoje tem o netbook como segunda opção?
     

  • Anúncios textuais: sem celebridades, sem jingles, sem mascotes. Mas vendem bem, são baratos, alcançam o consumidor em quase todos os lugares, etc. Bons o suficiente, e responsáveis por 45% dos anúncios na Internet nos EUA.
     

  • Google SketchUp: O SketchUp é uma ferramenta de modelagem 3D gratuita, com uma versão mais completa que custa $500. Faz muuuuuito menos que o seu concorrente supremo AutoCAD ($4000), e mesmo assim foi abraçado entusiasticamente por profissionais (arquitetos, engenheiros, artistas…) e amadores nos EUA, que fazem o layout de seus móveis, cômodos e outros projetos simples, repassando-os a um programa mais complexo apenas quando necessário – e nem sempre é. Meu home office foi inteiramente projetado no SketchUp (mas não é aquele da ilustração acima), mas depois a arquiteta se sentiu obrigada a refazer num sistema de CAD que ela adota – nos EUA consta que isso já começa a ser menos frequente, possivelmente porque o número de projetos simples é grande.
     

  • Google Docs e similares: cada vez mais gente usa. Os documentos estão disponíveis em qualquer lugar com conectividade à Internet, o uso do aplicativo é barato ou grátis, e costuma ser bem mais simples do que seus equivalentes desktop.
     

  • Nintendo Wii: Tem bem menos opções, botões, poder de processamento e definição de vídeo que seus concorrentes da mesma geração, custa mais barato, tem jogos tecnologicamente mais restritos, e mesmo assim atrai cada vez mais gente.
     

  • “Avião” Predator: Barato e não-tripulado, o veículo aéreo não-tripulado Predator voa até 20 horas consecutivas sobre áreas de combate, pode levar 2 mísseis, e faz tudo mais lentamente, e em menor proporção, que seus primos tripulados. Mesmo assim é cada vez mais usado, porque é mais barato, mais fácil e está sempre disponível.
     

  • Vídeos no Youtube: Muitos deles gravados com configurações como as da câmera abaixo. Bem abaixo da capacidade dos nossos monitores, mas acessíveis, fáceis de assistir, baratos para o usuário.
     

  • Flip Ultra: foi a câmera de vídeo digital mais vendida nos EUA nos últimos 2 anos, mesmo gravando apenas em formato VGA (640×480) quando suas concorrentes da Sony, Panasonic e Canon já gravavam em alta definição 1080p. Sua tela é pequena, os controles são poucos, não há ajustes de cores… e os consumidores adoram. É bem mais fácil de usar, e custa $150 (um modelo médio da Sony custa $800).
     

  • Telefonemas com Skype e similares: A qualidade varia, mas bastante gente usa e tem. O serviço custa pouco ou nada, a operação é fácil de aprender, e muitos dos seus contatos já têm e sabem usar.

A lista poderia continuar indefinidamente, e certamente em cada uma das categorias mencionadas há produtos “premium” que continuam sendo preferidos por muitos. A ênfase aqui é que estão também sendo oferecidos produtos só com os recursos básicos, e um nível de qualidade aceitável. Bons o suficiente!


Novo PS3 Slim, agora mais econômico e com MENOS recursos!

E mesmo os produtos “high end” e “premium” já começam a sentir a influência desta revolução, bastante adequada a um período econômico de recessão. A versão mais nova do iPhone não acrescentou muitos recursos à versão anterior, como era o costume. O recém-anunciado Playstation 3 Slim vai além, e remove recursos que a versão anterior tinha; o novo PSP também trilha o mesmo caminho. E não estamos falando aqui de empresas de design de fundo de quintal: tanto a Apple quanto a Sony são reconhecidas pela forma como atuam nesta área.

E eu com isso?

Faz algum tempo que venho trazendo à minha vida os produtos tecnológicos mais simples. Escolho as soluções mais com base no nível de conforto proporcionado e no problema que elas deverão resolver, do que na soma dos recursos e características que elas têm listados no manual e eu não usarei.

Nem sempre o componente “menos caro” da definição se aplica igualmente. Comprei um Mac Mini, com seu exterior relativamente espartano (quando comparado a outros Macs e similares, especialmente no campo de media centers) buscando as qualidades do “Good Enough”, mas estou longe de considerá-lo propriamente barato, por exemplo.


Meu ‘media center’ – Mac Mini e seu controle sem fio

O problema é que em muitos casos ainda não encontrei alternativas, aqui no nosso mercado, que ofereçam apenas os recursos que eu valorizo. Mas isso não é motivo para que eu pare de procurar, ou que deixe de recomendar que vocês façam o mesmo. Nas que eu já encontro (como o Google Docs, os netbooks, o SketchUp e o Mac Mini), fico feliz – e nas que ainda não encontrei, continuarei procurando!

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40 Comentários até agora

  1. Rafael Ramos comentou:

    em October 19 2009 @

    O melhor exemplo de produtos deste tipo é a TV por assinatura. Quando a assinamos, levamos uma penca de canal que provavelmente nunca iremos assistir e, certamente, pagamos caro por isso.

    Abração.

  2. Marco Sanches comentou:

    em October 19 2009 @

    Outro exemplo é aquela pessoa que ao iniciar no GTD já quer usar alta tecnologia sem sequer ter sedimentados alguns hábitos básicos.

    A pessoa torra recursos, se entope de gadgets e mimos tecnológicos e acaba ficando mais improdutiva. Transfere para os lindos aparelhinhos a missão impossível de se tornar mais organizada e serena quanto aos seus projetos, e é claro que isso não vai dar certo nunca.

    Resumindo : é questão cultural. E é aí que entra a Psicologia Econômica, que dá uma visão muito clara do que acontece com uma vasta parcela da população.

    Impossível não citar Mies Van Der Röhe com sua máxima : Menos é MAIS.

  3. Ricardo Severo comentou:

    em October 19 2009 @

    Eu sou um grande fã do John Maeda (http://lawsofsimplicity.com/). Seguindo sua filosofia, posso dizer: quer *adicionar* uma feature ao seu produto? Torne-o mais simples!

  4. augusto comentou:

    em October 19 2009 @

    Bom exemplo este que o Rafael Ramos trouxe: as “seleções” de canais das TVs por assinatura nos inundam de conteúdo caro que não desejamos, geralmente.

    É parecido também com as páginas iniciais dos portais dos grandes provedores nacionais: opções e mais opções e mais opções e mais opções… parece que competem para ver quem tem mais delas!

  5. Jhon Guedes comentou:

    em October 19 2009 @

    Muito interessante esse artigo. Há tempos que ajo assim, de forma ‘inconsciente’, mas nunca havia parado pra pensar que talvez fosse uma tendência. Parece refletir, também, um certo ‘cansaço’ pelo apelo frenético da mídia por novidades e mais novidades.

  6. Quandt comentou:

    em October 19 2009 @

    Faz alguns anos que procuro um celular como esse: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI537347-EI4796,00.html

    Celular para fazer e realizar chamadas e enviar e receber mensagens de texto, e para usar como alarme. KISS!

    Quando digo que é meu sonho de consumo, tem gente que me chama de louco.

  7. MaxRaven comentou:

    em October 19 2009 @

    A bastante tempo dou preferencia para produtos e serviços com as 3 características citadas e não me arrependo. Como falo as vezes para as pessoas que tem equipamentos com 200 zilhões de recursos que ninguém usa é que, no fim, o meu faz tudo que o deles faz, só que mais rápido, pratico e barato.

    Quanto a TV por assinatura, 80% do meu tempo em frente a tv assisto uma trinca de canais (um de documentários, um de jornalismo e outro de esporte), já tentei em contato com a operadora assinar uma parcela menor de canais, mas simplesmente “não pode”, tem de ser aqueles pacotes estabelecidos. Para piorar, apenas 1 desses canais faz parte do pacote básico, o que me faz assinar mais 2 pacotes adicionais. Esta situação já me fez cogitar algumas vezes o cancelamento total do serviço.

  8. Parucker comentou:

    em October 19 2009 @

    Pegando o gancho da TV por assinatura. Acho isso tb uma baita sacanagem. Acho que o dia em que eles venderem ‘a la carte’ vão lucrar bem mais. Algo tipo, R$10 ou R$15 por canal, e quanto mais menor o preço.

    Mas vamos ao post, acho que isto é uma tendência que está chegando pra ficar. Bastante pessoas que conheço estão começando a aplicar regras. No fim acabam muitas vezes economizando e bem mais satisfeitas.

    Sou desenvolvedor de software, e nesta área estão todos partindo para esta idéia. Entregar software útil para o cliente. Quando o cliente percebe que as firulas que ele pediu no início do projeto não estão no sistema, já é tempo suficiente para dizer: “esse tempo todo e você nem notou que não tinha. é por que não era importante e você não precisa”

  9. Hélio comentou:

    em October 19 2009 @

    Engraçado, eu também compartilho muito desse pensamento. Isso acontece muito com os celulares, já vi gente comprando celular top mas não sabe o que é bluetooth, não tem sequer curiosidade em saber como ajustar melhor a câmera, e por aí vai.

    Esse fenômeno acontece porque as pessoas acham que a quantidade de recursos é proporcional ao seu status, mesmo que a pessoa não desfrute deles.

    Excelente post.

  10. Franbogado comentou:

    em October 19 2009 @

    Esse equívoco do sempre o mais moderno trazem muitas consequências ainda piores e que não foram acima citadas.
    Vejam só, acumulam-se às centenas, nas autorizadas ou na sua dispensa, impressoras, scanners, aparelhos celulares e outros aparelhos, simplesmente por não serem mais fabricadas peças de reposição para estes!

    Eu brado, esbravejo, espraguejo, xingo, amaldiçoo essa mania do “tudo novo”!

    A cada tres meses os aparelhos celulares são totalmente substituidos das prateleiras, legando os modelos anteriores ao desuso e esquecimento.

    Isso é ABSURDO!

    “Cada nova geração de computadores humilham seus antecessores”.

    Essa mania do “novo” nos tem legado imensa leva de lixo!

    Quantas máquinas deixam de funcionar porque uma pequena peça apresentou defeito e fábrica não mais produz as peças de reposição.

    ISTO TEM QUE PARAR!

    Não podemos continuar aceitando esse abuso em nome do “novo” que, vale acrescentar, hoje é novo mas amanhã é velho! Já é passado!

    Então temos nos sacrificado horas de sanidade em função de uma ILUSÃO!

    Pra mim, um aparelho celular só precisa ter duas teclas: LIGA/DESLIGA e CHAMAR/ENCERRAR.

  11. Franbogado comentou:

    em October 19 2009 @

    Ah, ja ia esquecendo, tem pessoas que não tem a menor noção das coisas.

    Por exemplo, compram um computador com zilhões de vantagens e nomenclatura atraente, um computador Quadricore, apenas para usar como editor de texto e navegar na Internet.

    É esse tipo de mentalidade, essa maldita INCLUSÃO DIGITAL e “globalização” mau orientada que contribuem para os problemas antes citados.

    PQP!

  12. henriquezrx comentou:

    em October 19 2009 @

    Um ótimo assunto Augusto. Há alguns meses atrás estava pesquisando um celular para comprar, aí achei os chamados mp9,mp10,…, mp17, tentei entender aquilo e ver como funcionava a classificação de tais celulares, e descobri que não tem, simplesmente, a cada novo recurso eles vão colocando um mp a mais.. achei uma sacanagem, mas tudo bem. Aí comprei um celular da [http://www.orangecool.com/mobile/index_v1.php]um desses modelos, eles parecem lindos né? e que tirarão todos nossos problemas? Eis o resultado: a tela, a navegação é simplesmente uma lixo. Até tem bastante funcionalidades mas os gráficos são medíocres. E logo depois de comentar aqui vou mandar esse artigo pra minha mãe, porque ela está precisando de uma luz! IAHSIAHE…Abraço

  13. augusto comentou:

    em October 19 2009 @

    Concordo, esse ciclo acelerado gera muito lixo tecnológico e nos faz ver como obsoletos equipamentos que ainda estão em pleno potencial de uso.

    E concordo com o Quandt sobre o apelo dos celulares que oferecem apenas as funcionalidades mais básicas e essenciais. Eu uso um pouco mais de recursos do que aquele modelo oferece, e quando escolho um aparelho, me conformo em apenas tomar cuidado para que não haja efeitos colaterais e problemas causados pelas funcionalidades que vêm junto no pacote mas não me interessam.

  14. insupor comentou:

    em October 19 2009 @

    para mim até os suficientemente ruins, como é o caso da maioria dos produtos brasileiros, estão valendo

  15. Roberto Figueiredo comentou:

    em October 19 2009 @

    Realmente Augusto, damos muito valor pra quantidade do que para a qualidade…

    meu ultimo celular mesmo é um MP7 que embora seja cheio de recursos, eu garanto usar quase todos embora muitas pessoas compram por modismo mesmo…

    Ligar de 2 chips com um único aparelho deixou mais dinheiro no meu bolso e ainda me distraio assistindo TV, ouvindo musica, jogando. Posso dizer que aproveito bem o que tenho!

  16. Tarcísio comentou:

    em October 19 2009 @

    Augusto,

    Acho que podemos estender o raciocínio para a escolha o desktop no Linux. O Gnome, que tem bem menos recursos avançados do que o seu maior concorrente, é perfeito para as minhas tarefas do dia a dia, já o KDE tem recursos demais e isso só deixa o ambiente desorganizado e confuso para quem não precisa deles.

    Bem, esta é a minha opinião. Excelente artigo!

  17. Produtos “bons o bastante” | Alessandrolândia comentou:

    em October 19 2009 @

    [...] Produtos “bons o bastante” – Você já ouviu falar na revolução do “Good Enough”? Eu quero produtos que sejam suficientemente bons, chega de complicação e excesso de recursos. Certamente, isso resultaria em economia em diversos campos. [...]

  18. Luiz comentou:

    em October 19 2009 @

    Acho que são tendencias em todas as áreas.

    As coisas começam simples, e os criadores vão implementando. Chega um ponto que fica sobrecarregado de coisas inúteis, ou úteis para uma pequena parcela de pessoas. Aí, vão tirando-se as coisas. Sobra u essencial, um pouco mais do que quando começou.

    Um exemplo bom são as calças. Começaram sem bolsos e com suspensório. Aí criaram bolsos, tiraram o suspensório e criaram o cinto. Ficou muito bom. Depois disso criaram mais bolsos. E agora está voltando ao que era antes.

    Sistemas operacionais também. Windows 7 é muito mais enxuto que o Vista. Snow Leopard tem menos recursos que o Mac OS X. Não falo do Linux porque não conheço.

    E tudo o que é em demasia deixa a estrutura mais frágil. Lembrem-se dos primeiros celulares. Só ligações. Difícil estragar. Os de hoje, com câmera, mp3, internet, e-mail, mensagens, gps, rádio, TV… Se cair no chão… E os custos do conserto? Se é que consertam.

    As pessoas se maravilham demais. Muitos usam menos da metade dos recursos dos aparelhos. Mais uma vez exemplo do celular, que eu frequentemente ouço das pessoas que compram aparelhos novos: “Tem e-mail. Não uso. Mas tá ali né. Internet. Não uso. Mas tem, né. GPS eu não uso, mas tem, né. Se um dia eu precisar…”

    No Brasil a parte de software é mais fácil do que a de equipamentos, onde somos muito explorados. O que vem de fora com promessas de low cost, chega aqui ao valor de um produto superior (netbook).

    Temos de praticar o consumerismo. O consumo responsável.

  19. Gabriel L. comentou:

    em October 19 2009 @

    hahaha, me identifiquei com o post. :D

    Tenho um daqueles MP11’s mostrados no começo do post :D (o da foto é bem parecido com o meu).

    Senti falta na lista de exemplos, do nosso querido e famoso iPod :D Francamente, o iPod tem muita coisa e ele faz o que qualquer MP4 do mercado livre tbm faz. Só que como meu professor falou numa aula: Nós não estamos comprando o produto, mas sim a marca.

  20. Rodrigo comentou:

    em October 20 2009 @

    Também tenho as mesmas idéias que você…ótimo post parabéns…

    http://www.liberdaderadical.com.br

  21. Bruno comentou:

    em October 20 2009 @

    Agusto,

    O celular é um exemplo que se enquadra muito bem ao tema que abordado. Às vezes tenho a impressão de que há muito oferta por aparelhos que “fazem de tudo”, mas em contrapartida há pouca demanda. Tanto que não é incomum os preços dos lançamentos desses produtos diminuírem quase a metade do preço de origem após um certo tempo, pois, talvez, os consumidores têm aprendido a selecionar suas necessidades e então deixam de comprar produtos somente porque são novos e cheios de funcionalidades.

    Abraço

  22. Anderson Fortes comentou:

    em October 20 2009 @

    Concordo que ultimamente está havendo um inundamento de produtos chineses como os MP(x) e ja aproveitando a “tecpix” que fazem de tudo e dificultam nossa vida, lembro de um exemplo que um colega de trabalho sempre fala, que essas coisas são como pato, pq pato anda, pato voa e pato nada, mais nao faz nada direito, pq nao voa como pássaro, nao nada como peixe e nao anda como gente.
    A única coisa que esses MP(x)² tem que eu gostaria que meu celular possuísse era a entrada para um segundo chip, nossa achei muito útil isso de 2 chips…poderia usufruir de 2 promoçoes distintas ao mesmo tempo.

  23. Michel comentou:

    em October 20 2009 @

    Ué o PS3 tem menos recursos? Acho que não hein, pelo menos o PS2 slim não tinha menos recursos.

    E o Wii tbm, ele não é tão mais barato assim não, nas lojas aqui no Brasil ele ta indo pau a pau.

    Eu só concordo com várias funções se por exemplo for igual o celular com mp3, daí em vez de eu carregar um ipod fico ouvindo música tranquilo com os 8gb que ele tem de espaço e bateria duravel. Não preciso carregar comigo duas coisas. Agora com o restante sempre prefiro os simples, mas sempre olhando a conectividade das coisas que é o mais importante hj em dia.

  24. augusto comentou:

    em October 20 2009 @

    Eu também gostaria de ter 2 chips no celular sem recorrer a gambiarras. Pena que é tão difícil ver modelos assim (fora os da turma dos “MP17″), pelo interesse mútuo que rola entre operadoras e fabricantes.

    Sim, o PS3 Slim teve removidos alguns recursos de software que o PS3 “original” dispunha. O motivo dado pela Sony é reduzir custo.

    Quanto ao Wii, mesmo no Brasil ele está saindo razoavelmente mais barato que o PS3 nas lojas, até mesmo com a situação desequilibrada do nosso mercado de videogames. Mas se você pesquisar no exterior, vai encontrar uma diferença percentual bem maior – na Amazon um modelo corrente básico do PS3 está listado por um preço à vista 50% maior que o do Wii básico, por exemplo. E isso depois dos recentes cortes no preço dos PS3!

  25. Maria comentou:

    em October 20 2009 @

    Olá, Augusto

    O tempo que era suposto virmos a ter com a “ajuda” da tecnologia foi roubado com o tempo que gastamos com a tecnologia.

    Simplificar e abrandar o ritmo.

  26. Yuri comentou:

    em October 20 2009 @

    Digitando “qualidade” no Google, aquele seu artigo “O que é qualidade” aparece como o segundo resultado, atrás somente da Wikipedia. Parabéns!

  27. Jane comentou:

    em October 21 2009 @

    Precisei, de informações para um novo emprego, e para começar um blog, investiguei muito e encontrei teu site, considero um dos melhores. Seguindo tuas dicas montei meu curriculum, e mandei para a empresa que quero trabalhar, e fiquei sabendo que gostaram.Resultado: amanhã é a entrevista. Obrigado pelas dicas.Um abraço e Sucesso!!!!!!!

  28. augusto comentou:

    em October 21 2009 @

    Yuri, eu não sabia desta ótima notícia. Muito obrigado por me avisar!

    Jane, fico muito feliz em saber. Desejo sucesso! Aproveite e leia também este: http://www.efetividade.net/2008/01/17/entrevista/

  29. Neto Cury comentou:

    em October 21 2009 @

    Fazia muito tempo q não comentava em blog algum, mas este artigo, que é exatamente o que penso desde que comprei meu primeiro computador, merece congratulações!
    Parabéns e abraço.

  30. Fernanda comentou:

    em October 22 2009 @

    Nós também temos um mac mini como midia center :) Eu tenho aplicado essa regra de bom o bastante em softwares. Abandonei o photoshop lá pela versão 5.5, as versoões atuais tem muitos, mas muitos recusos que eu não uso. Cada vez mais os softwares gratuitos são “bons o suficiente” para 99% do meu trabalho. E em casa a absolecencia é algo relativo. Comprei num leilão uma sonatinha para minhas filhas ouvirem os disquinhos de histórias. Se tivesse vendido, não teriam me dado tanto, se tivesse convertido para cd sairia muito caro e eu perderia os encartes. Gastei apenas R$50,00 para minhas filhas ouvirema s histórias que eu ouvia na idade delas.

  31. Zmonteiro comentou:

    em October 26 2009 @

    O meu grande dilema são os fios.Um monte de fios atrás do computador e da tv. Fico meio transtornada pois, a cada novo recurso, mais fios! Tv, conversor de tv por assinatura, Conversor/Gravador de imagem digital,HD para acoplar ao conversor, Home cinema! Uns cinco controles remotos cada um com uns cinquenta botões!E limpar tudo isso! Não dá para delegar. A “responsável tecnológica” da casa tem que enfrentar. Meu sonho: Um só fio, um só controle, um só aparelho. Será que vou esperar muito?

  32. augusto comentou:

    em October 26 2009 @

    Zmonteiro, pra “um só controle” já há solução acessível – eu tenho um RM-L968E que controla o home theater, a tv, o ar-condicionado e a tv a cabo, e tem até display LCD pra facilitar a vida – mas dá um pouquinho de trabalho pra fazer a configuração inicial, na primeira vez. Comprei no dealextreme.com. Funciona com todo tipo de controle IR (é o tipo mais comum), mas não suporta os (raros) controles bluetooth).

    Pra “um só cabo” talvez não demore muito, também – e vai ser o cabo de força. Transmissão wireless pra caixas de som traseiras de sistemas 5.1 e 7.1 já é normal (mas ainda não elimina completamente os cabos delas, deve ser o próximo passo), e o HDMI sem fio também já está no varejo, embora ainda dedicado aos ‘early adopters’ – talvez demore uns anos pra ter nos aparelhos voltados ao público em geral.

    Agora, pra um só aparelho, espero que demore, porque quando os aparelhos integram diversas funcionalidades (dvd, game, computador, decodificador de tv a cabo, tv digital SBTVD, som, etc.) invariavelmente caem na qualidade específica de cada um destes recursos.

  33. Carlos Martins comentou:

    em October 26 2009 @

    Em 1975, na empresa onde trabalhava, meu chefe pediu meu canivete suiço emprestado, para apertar um parafuso. Pus a mão no bolso e forneci-o. Ele comentou por que eu usava um canivete com tão poucas coisas, que o dele tinha vários outros apetrechos. Perguntei-lhe porque então não usava o dele. “É que é muito pesado, eu o deixo em casa”.

  34. bolsas comentou:

    em October 30 2009 @

    Precisa tirar habilitação pra dirigir aquele super cortador de grama, não?

  35. Startup Litl lança “webbook” baseado em Linux « Leonardo Fontenelle comentou:

    em November 5 2009 @

    [...] ou seja, um notebook voltado para o uso da web. Seguindo a filosofia de que “menos é mais”, o sistema operacional e o hardware foram simplificados para não ficar entre o usuário e a [...]

  36. Startup Litl lança netbook inovador baseado em Linux comentou:

    em November 5 2009 @

    [...] a filosofia de que “menos é mais“, a startup Litl lançou um produto que combina um laptop inovador (contando até com [...]

  37. Rodnei comentou:

    em November 5 2009 @

    Me fez lembrar da “Teoria da Multifuncional”:
    -Quanto mais funções um equipamento tem, pior as executa.

    Faz tempo que deixei de me encantar com as super novidades tecnológicas cheias de recursos, mas algumas casadinhas (que podem ter sido consideradas absurdas e exageradas em alguma época) acabam se provando extremamente eficientes e práticas.

    Celular e câmera, fogão e forno, carro e ar condicionado, papel higiênico e picote, pastel e caldo de cana, e por aí vai.

    De certa forma, é necessário que se adicionem alguns recursos, para testar sua aceitabilidade no público.

    Há 20 anos atrás não existia a web como a conhecemos, e hoje não vivemos sem. Há 90 anos mal existia energia elétrica, ar condicionado então, nem se imaginava. Na Grécia (ou Roma, sei lá) antiga, um dos maiores luxos era ter água corrente em casa. Foi necessário um louco pra introduzir a idéia, e ver se o público comprava.
    O que tem que se aprender é a desencanar quando percebe-se que não deu certo.

    Até hoje eu procuro um celular que atenda aos meus requisitos:
    - Bastante resistente (impactos, líquidos, calor, atrito), confortável no bolso, discreto (falando de roubos) e que tenha um excelente (o plus que eu desejo) alto falante, pra mim poder ouvir músicas bebendo uma cervejinha.
    Ele é simples, mas eu duvido alguém me indicar um desses (pois ele não existe).

  38. hotmar comentou:

    em November 6 2009 @

    Augusto, quero lhe parabenizar pelo artigo escrito, o Efetividade é um dos meus sites favoritos! Aliás, os comentários também estão num excelente nível, agregando novas idéias ao debate.

    Recentemente fiz uma substituição que se encaixa bem na idéia transmitida pelo texto.

    Depois de muitas ponderações e reflexões, resolvi adquirir um Nokia E71 para substituir o Blackberry Bold que tenho atualmente. O E71 tem, dentre outras coisas, RSS, tem podcast, tem email (esse, embora não tão eficiente quanto o push mail do Blackberry, mas… “bom o suficiente”).

    A grande vantagem?

    A economia mensal. Estou colocando no E71 meu chip 3G da Vivo, já que praticamente não uso o celular pra falar – um pré-pago pra mim resolve as coisas (tenho um Palm Centro q faz essa função, e é “bom o suficiente nisso” :)). Já no Bold estava pagando um plano de voz básico(que raramente utilizava), além do custo do serviço de dados do Blackberry Internet Service.

    Então, se a substituição der certo (e acredito que dará, pois o E71 teve uma excelente relação custo/benefício, eu o adquiri ontem), além de ter um produto “bom o suficiente” pra substituir o Blackberry, ainda economizo mensalmente uma bela quantia.

    Muito mais economia mensal sem perda dos recursos essenciais pra minhas necessidades. Isso, pra mim, “é bom o suficiente”. Além de ser uma decisão muito efetiva! :D

    É isso aí!
    Um grande abraço e que Deus lhes abençoe!

  39. "Webbook” baseado em Linux é lançado pela Litl | Technodia - Gadgets, Apple, Microsoft, Notebooks, iPhone, Notícias, Novidades... comentou:

    em November 8 2009 @

    [...] um “webbook”, ou seja, um notebook voltado para o uso da web. Seguindo a filosofia de que “menos é mais”, o sistema operacional e o hardware foram simplificados para não ficar entre o usuário e a [...]

  40. Marcelo Pareja comentou:

    em November 20 2009 @

    Vida simples é um estilo de vida já ouviram falar? Existem até revistas voltadas a esta forma de viver. Quem quiser saber o quão bom é pesquise, eu já vivo assim e acho muito bom.
    A correria e o stress do dia a dia, a falta de tempo, porque iríamos querer produtos para nos complicar mais a vida e tirar ainda mais nosso tempo.
    Aproveitem e vejam no Youtube o este vídeo: “A história das coisas” que mostra que somos hoje em dia consumidores ao invés de cidadãos, nós vivemos em função das indústrias e do comércio, e vejam o que esta nossa forma de ser causa de ruim ao planeta: http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E

Fique ligado!
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