Efetividade também para manter limpo o banheiro

, por Augusto Campos Ferramentas, Low-tech, saúde

Efetividade.net é a sua fonte de informações originais e atualizadas sobre produtividade pessoal, efetividade, lifehacking, GTD e truques espertos para o seu dia-a-dia. Leia também:

Só conheci uma pessoa, em toda minha vida, que de fato *gostava* de limpar o banheiro da sua casa. Todas as outras lamentam ter de desempenhar a tarefa (como seria bom se os banheiros fossem autolimpantes…), e algumas até mesmo tentam adiá-la ou evitá-la tanto quanto possível, quando não podem repassá-la a alguém mais. Por esta razão, todo produto ou serviço que conduza a mais efetividade, ou mesmo a mais produtividade, nesta obrigação inglória, precisa ser devidamente divulgado aos amigos.

Mas escrever sobre produtos de limpeza sempre conduz ao risco de sugerir ou mesmo mencionar o escatológico, ainda mais quando se trata de limpeza dos banheiros – o que me faz ter algum respeito pelo desafio que o pessoal da publicidade de papéis higiênicos encara, ao não poder mencionar o uso concreto a que seu produto se destina… ;-)

No meu caso, eu vejo como pouquíssimo higiênicos diversos produtos típicos de banheiros, tendo como vice-campeã a escova de limpeza interna de vasos sanitários, e como campeões absolutos aqueles tabletes “desodorizadores sanitários” (purific, fluss e tantos outros) que são fixados ou pendurados dentro do vaso sanitário, e acabam expostos a todo tipo de impureza para desempenhar sua atividade – isso sim é que é serviço sujo!

Para reduzir o problema das escovas de limpeza, só mantendo uma exclusiva para cada banheiro, minimizando o transporte delas (e do que elas levam consigo…) pela casa – só se desloca mais de meio metro quando é hora de levar pra uma limpeza mais caprichada do lado de fora.

Já para os tabletes, a minha solução era deixar de usá-los – por mais eficientes que fossem, eu sempre duvidei que as suas estruturas de fixação e suporte não acabavam gerando mais problemas, pelo acúmulo de detritos (microscópicos ou não) – pior ainda quando o suporte em si não é descartável, e só o tablete é trocado regularmente, na forma de refil.

Entra em cena minha irmã

Minha irmã é profissional da área de saúde, e compartilha comigo o interesse por produtos que reduzam o esforço e melhorem o resultado alcançado nas tarefas domésticas – por isso, de vez em quando ela surge com algum produto novo, ou alguma versão mais prática, como quando ela descobriu as latinhas pequenas do tradicional removedor Varsol Casa, e ajudou a sumir com as manchas dos pisos e paredes com bem menos esforço e cuidado.


Sempre um novo produto

E ela também foi a responsável por trazer a novidade que resolveu o problema dos tabletes de limpeza interna de vasos sanitários daqui de casa, de uma vez por todas – com uma idéia que ela já vinha aplicando na casa dela há algum tempo, usando um produto pouco divulgado, ou cuja estratégia de divulgação certamente não chegou a me alcançar.

Os tabletes para caixa acoplada

E a solução é genial em sua simplicidade: tabletes que, em vez de ficar pendurados dentro do vaso, são jogados diretamente dentro da caixa de descarga (modelo acoplado – se for embutida ou suspensa, fica difícil…), e ficam lá se dissolvendo por algumas semanas – e a cada acionamento da descarga, sai junto uma quantidade suficiente de líquido com ação desinfetante, ajudando a manter higienizadas as instalações. A caixinha fala em frescor, e em “limpos e brilhantes”, mas eu não iria tão longe na descrição – quem mantém limpo e brilhante continua sendo o o procedimento regular, e o tablete só ajuda a prolongar o efeito.


Caixa acoplada

O líquido tem cor bem forte (azul, no caso do que nós adotamos aqui em casa), e assim dá de perceber facilmente quando é hora de trocar. E a troca em si é muito simples: levanta a tampa da caixa acoplada e joga o tablete lá dentro, onde ele ficará permanentemente imerso na água ainda não servida – o que sai na hora da descarga é apenas a pequena parcela que se dissolve a cada uso.


“Harpic Tablete para Caixa Acoplada”

Não sei se existem concorrentes (tomara que sim), mas aqui em Floripa nós só encontramos o produto da marca Harpic, com o nome original de “Tablete para Caixa Acoplada”. Adotamos desde a mudança (5 meses…), estamos satisfeitos e recomendamos.

Outros produtos

Quando se divulga um produto destes, que parece uma idéia tão genial, sempre se corre o risco de depois descobrir que todo mundo já conhecia, que em outros estados o produto existe há anos (parece ser o caso – foi lançado em 2002), ou que era anunciado em horário nobre, em algum programa que eu não assisto.

Assumo o risco, na expectativa de que mais gente não conheça e vá achar interessante. Bom proveito! E se você tem alguma dica de produto de limpeza inovador ou inteligente que quiser compartilhar, a área de comentários está à sua disposição!

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35 Comentários até agora

  1. Bia, sendo um pouco ecochata comentou:

    em August 24 2009 @

    Oi Augusto,

    Parabéns pelo blog. Leio sempre e gosto muito, mas aqui eu preciso lembrar que esses produtos para vasos sanitários são extremamente nocivos para o meio ambiente. Especialmente aqueles com cloro. Aqui em casa optamos por dar uma limpadinha rápida no vaso todos os dias com a escova (eu deixo a escova mergulhada no pote dela com água e um pouco de desinfetante ou algum xampu velho – sabe aquele que você comprou e odiou?). Uma ou duas vezes por semana, depende do uso e da semana, limpamos a escova com desinfetante e lavamos melhor o vaso. Vinagre, borax e bicarbonato de sódio são eficientes para matar os microorganismos e são menos nocivos ao meio ambiente. O vinagre eu uso sempre (branco para não manchar) em vidros, porcelanas, substituindo os produtos multi-uso – melhor e mais barato, o cheiro some depois que ele seca. Já o borax e o bicarbonato ainda não coloquei em uso pois sempre tem uma sobrinha de xampu que eu acabo aproveitando. Uma gotinha de xampu no vaso mantém o cheirinho agradável no banheiro e ajuda nosso planetinha a sobreviver melhor. Fica a dica.

  2. Carina comentou:

    em August 24 2009 @

    Compartilho com você minha sensação de “Uau, como eu nunca descobri isso antes??”, rsrs. Vou procurar hoje mesmo, aproveitando que já preciso correr na loja pra comprar um resistor novo pro chuveiro (banho morno no frio que tá, não rola).

    Não conheço muitos produtos ou utensílios muito práticos para limpeza doméstica. O único de que me lembro de ter usado algumas vezes mas nunca achei pra comprar de novo é um esfregão amarelo que vem com um balde e um mecanismo que vem acoplado, para torcer a água do esfregão sem precisar ficar agachando, tirando pano do rodo, passando na água, torcendo, colocando no rodo de novo, enfim, se molhando o tempo todo. Além disso, esse esfregão alcançava lugares que o rodo não chegava, por ser mais estreito. Ele ajudava principalmente a perder a preguiça de passar pano no chão da casa, na minha opinião uma característica muito importante, rs.

    Procurei na internet agora rapidinho e não encontrei, o único link que apareceu no Buscapé levou a uma loja que não possui mais o produto. Mas se eu encontrar posto aqui para todos. :)

  3. Carina comentou:

    em August 24 2009 @

    Lendo o comentário da Bia, lembrei deste artigo que recebi há algum tempo sobre a substituição de produtos químicos de limpeza por limpadores naturais. Não testei essas alternativas (sinceramente eu tenho um pouco de receio de passar óleo de cozinha pra dar brilho nos móveis…). http://veja.abril.com.br/150409/p_098.shtml

  4. augusto comentou:

    em August 24 2009 @

    Bia, aplaudo a sua atitude em relação ao meio-ambiente. Também tomo as minhas iniciativas ecológicas, mas elas ocorrem em outros âmbitos. Imagino inclusive que exista na Internet alguém escrevendo sobre como gerenciar a casa com foco na redução do impacto sobre o meio ambiente – aqui, como você sabe, o foco é na produtividade pessoal.

    Escolhi morar em um local onde há atenção especial ao tratamento de efluentes, e acredito que exercer este tipo de escolha estimula os empreendedores imobiliários a tornar mais presente esta alternativa – o que possivelmente melhora o meu saldo ecológico ainda mais do que se eu não fizesse este tipo de escolha, mas deixasse de usar produtos de limpeza pela preocupação com o efluente gerado. Considerando o saldo geral, acho mais efetivo procurar estimular o surgimento de mais iniciativas coletivas de tratamento, do que a atitude individual de abrir mão de determinados produtos.

    De todo modo, sei que nem todo lugar tem opção de uma atenção especial ao tratamento de efluentes, e assim considero excelente o seu alerta, porque complementa, e aí quem tem interesse em considerar primariamente o aspecto ecológico na escolha de como vai manter limpo o seu vaso sanitário terá este lembrete e também a sua sugestão, que parece bem adequada a quem tem a disposição de usar o vinagre e as sobras de xampu para complementar uma escovada diária.

  5. Paula comentou:

    em August 24 2009 @

    É isso ai, vamos acabar com o meio ambiente por um pouco mais de conforto.
    Arght.
    Próximo passo: desmatar a Amazônia para plantar soja. Transgênica, claro.

  6. augusto comentou:

    em August 24 2009 @

    Paula, não recomendo que você acabe com o meio ambiente, seja em nome de um pouco mais de conforto, ou por qualquer outro objetivo. Preserve! E prefiro que você evite plantar soja transgênica nos trechos da floresta amazônica sobre os quais você tem controle, também.

  7. Plina comentou:

    em August 24 2009 @

    Não concordo com a Bia, Xampo pode mesmo deixar cheiroso, mas com certeza não deixa limpo. O Xampo dá apenas a impressão de estar limpo por deixar o ambiente cheiroso, mas com certeza os microorganismos, bactérias, coliformes e outros detrito continuam lá, fazendo seu servicinho sem que ninguém perceba, e o risco de pegar algua infecção em se fala.
    Carina, passar óleo de cozinha para dá brilho nos móveis, e o cheiro horrível, eca?
    Olha eu procuro fazer minha parte para ser mais “ecológica”, mas existem limites para isso. Acrediito que algumas coisas podem ser substituidas por naturais, mas não devemos exagerar. O comentário da Paula por exemplo extremamente exagerado e não duvido que seja hipócrita: “É isso ai, vamos acabar com o meio ambiente por um pouco mais de conforto”, hilário!

  8. Chander comentou:

    em August 24 2009 @

    Lamentável o comentário da Paula…
    a questão aqui não é discutir maneiras de preservar ou acabar com o meio ambiente mas em como ser efetivo em suas atividades, ou seja, existem milhares de pessoas dando opções e cabe a cada um fazer suas escolhas.
    Trabalho em uma empresa que toda crítica tem que vir acompanhada de uma boa sugestão…
    Por favor Paula dê uma boa sugestão para limpeza que não agrida o meio ambiente.
    Abraço a todos.

  9. Meison Almeida comentou:

    em August 24 2009 @

    Comecei a ler seu blog a pouco tempo e gosto muito dos artigos que coloca aqui, eu também descobri essa novidade a pouco tempo, quando fui a um café aqui na minha cidade e quando dei a descarga vi a agua saindo colorida, já imaginei que o processo pudesse ser esse mesmo, mas nunca tinha ouvido falar do produto em si.

  10. Paula comentou:

    em August 24 2009 @

    efetividade nas atividades … socorro … vão ler um livro

  11. Paula comentou:

    em August 24 2009 @

    Um blog que aceita bem a diversidade de pensamento. Estou encantada.
    Não se preocupem em rebater meu comentário, pretendo não mais voltar por aqui.
    Aliás, fiquem com suas idéias sobre efetividade que eu vou ali, trabalhar de verdade.

  12. Chander comentou:

    em August 24 2009 @

    ^^^^^^^^^^
    quanta arrogância…

  13. augusto comentou:

    em August 24 2009 @

    De fato, parece que está havendo uma dificuldade de conviver com a diversidade do pensamento, mas aparentemente não é por parte do blog ;-)

    De todo modo, queria ter ganho R$ 2,00 pra cada vez que uma pessoa que escreveu “Não se preocupem em rebater meu comentário, pretendo não mais voltar por aqui.” voltou pra ver se o desespero da sua falta de disposição ou condições de argumentar comoveu alguém…

  14. Chander comentou:

    em August 24 2009 @

    Augusto

    Desde o momento em que eu pedi a ela uma simples sugestão ela enrolou e começou a “vomitar” arrogância, saindo do assunto…
    Aqui tem leitores assíduos, bem informados e de bom gosto.
    Pessoas como esta não vale nem a pena que venham aqui.
    Abraço.

  15. Chander comentou:

    em August 24 2009 @

    Augusto

    Desde o momento em que eu pedi a ela uma simples sugestão ela enrolou e começou a “vomitar” arrogância, saindo do assunto…
    Aqui tem leitores assíduos, bem informados e de bom gosto.
    Pessoas como esta não vale nem a pena que venham aqui.
    Abraço.

  16. Luis Santos comentou:

    em August 24 2009 @

    Augusto, de fato já usava este produto desde o início do século :-) quando o conheci.

    Morava na época em um apartamento próprio, que tinha caixa acoplada. Era uma maravilha.

    Posteriomente me mudei para um alugado, onde não era caixa acoplada, e convivi bons tempos com a famigerada vassourinha… Argh.

    Agora moro novamente em um apartamento com caixa acoplada, e vou voltar a usar.

    Quanto à questão ambiental é importante que esta informação seja acompanhadas de referências e fontes fidedignas.

    PS: O primeiro que comprei foi o da Harpic. Depois comprei outras marcas, bem mais baratas, mas que duravam menos de 1/10 do tempo do da Harpic…

  17. Paula comentou:

    em August 24 2009 @

    querido, vc e seus 2 reais ainda vão trabalhar pra mim rs

  18. augusto comentou:

    em August 24 2009 @

    Voltou, como previsto – e permanece sem argumentos!

  19. augusto comentou:

    em August 24 2009 @

    Luís, esse é um daqueles casos em que o barato sai caro, ou a proporção do preço dos produtos alternativos fazia compensar a duração tão menor?

  20. Bruno comentou:

    em August 24 2009 @

    Gostaria de adotar esse produto aqui em casa, mas como não temos caixa acoplada (a água passa antes pela caixa d’água) utilizamos mesmo os produtos tradicionais que ficam pendurados.
    Mas a dica é super boa!

    Abraço.

  21. Plina comentou:

    em August 25 2009 @

    Li seu post pela manhã, já comprei e testei! Nossa, é mesmo muito bom, a primeira impressão foi ótima! Valeu pela dica.
    (Como nunca fiquei sabendo disso antes?)

    Augusto, desde a primeira vez que vi seu blog, não larguei mais, é muitíssimo interessante. Quando crescer quero ser como você! rsrs

  22. augusto comentou:

    em August 25 2009 @

    Que bom, Plina!

  23. Chander comentou:

    em August 25 2009 @

    Voltou, como previsto – e permanece sem argumentos! [2]

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  24. Tullio comentou:

    em August 25 2009 @

    Gosto de ver como o Augusto sabe lidar com a diversidade das opiniões (e com bom humor!).

    Estamos aguardando a resposta do Luis sobre o custo/benefício dos outros produtos que ele usou.

    Abraços (inclusive para você, Paula, que ainda vai voltar).

  25. Elias Amaral comentou:

    em August 26 2009 @

    O ponto da Bia é interessante.

    Eu tenho o seguinte pensamento: a solução para nossos problemas ecologicos será o ecoterrorismo.

    Brincadeirinha: será a tecnologia. Não vai adiantar muito tentar “cada um fazer sua parte e todos lutarmos pelo futuro do planeta”, já que, como o augusto bem lembrou, existem outros critérios importantes para a escolha de produtos, alem da sustentabilidade. E, olha, normalmente esses critérios são mais importantes! A crise ambiental está acelerando um tipo de tecnologia que chamamos de “tecnologia verde”. Ela repara (ou evita) automaticamente danos causados ao meio ambiente. Um exemplo é diminuir o uso de água encanada, que pode ir de coletar a água da chuva até trata-la dentro do proprio predio, para ser reutilizada.

    E com isso temos os tais “predios verdes”, que conseguem cortar o consumo de água e energia, e às vezes tratar o próprio lixo! Talvez em algumas décadas possam ser auto-suficientes em água e energia, e capazes de tratar e reciclar 100% do lixo produzido dentro deles. Ao descentralizar a distribuição de água, energia e o reaproveitamento do lixo, as cidades poderiam crescer um pouco mais, até a próxima “crise”. Será isso possível?

    Sinceramente, prefiro confiar na teconologia do que na conscientização. Tenho a convicção que, depois que o petroleo se transformar em coisa do passado, todo mundo adotará os tais “habitos sustentaveis”. Mas não por causa dos ambientalistas neo-hippies, mas simplesmente pq isso se transformará no padrão da industria.

    (odeio isso: comentar textos enormes em blogs e deixar o meu proprio blog parado. e, ah: desculpa se pareci agressivo com os ambientalistas. eu mesmo me penso como um deles :p)

  26. Elias Amaral comentou:

    em August 26 2009 @

    outra coisa. augusto, ja ouviu falar dos formidaveis e admiraveis sanitarios japoneses? dizem que eles sao auto-limpantes, possuem funcoes eletronicas avançadas e até jogam uma ducha de agua morna pra massagear o.. o.. ok, voce entendeu.

    o custo beneficio de importar um desses (!) compensaria, na sua opinião?

  27. Quandt comentou:

    em August 27 2009 @

    Nunca tinha visto esse tipo tablete e quando vi o post aqui aproveitei e na primeira oportunidade passei no supermercado aqui em Joinville/SC.

    Para minha surpresa, quando cheguei no supermercado, não encontrei nenhuma marca de tablete desse tipo. Arrisquei e fui em outra unidade do mesmo supermarcado, que é um pouco maior, e para minha felicidade lá havia o Harpic, porém somente na cor verde, seis reais e poucos centavos.

    Bom, mesmo com poucas horas de uso, o produto foi aprovado lá em casa. Aparentemente esse produto é pouco usado hoje em dia, visto pela dificuldade de encontrar esse produto mesmo em grandes redes e supermercados, e quando encontrado, são poucas as opções.

    Por isso mesmo essa é mais uma excelente dica do Augusto. Obrigado e parabéns, seu blog é demais, indico para vários conhecidos.

  28. Michele comentou:

    em August 27 2009 @

    Augusto, adoro o seu blog e leio sempre que posso. Entretanto não possuo a mesma opinião que você e sua irmã tem sobre essas pastilhas.
    Como Arquiteta, fui a Estação de Tratamento de esgoto (ETE) e é uma experiência que ficou no meu cotidiano. O nosso guia, explicou-nos que para as bactérias sintetizarem a biomassa nos tanques anaeróbios, o produto químico deve ser abolido.
    Aboli o produto no vaso, usamos um spray para o ambiente automático. E também mantivemos a cestinha do lixo ( não sei que moda é essa dela ter sumido no banheiro). Alguns cuidados com a limpeza diária e o problema foi resolvido.
    Sei que quando pensamos em limpeza, geralmente não questionamos o meio ambiente. Visto a quantidade de produtos para o vaso, o uso excessivo de detergente na louça e também a famosa mangueira para limpeza do quintal estão no cotidiano de todos. Por isso sofremos tanto depois.
    Não sou tão ecológica assim, mas tenho consciência que um mau hábito leva ao outro e no fundo nos sensibilizamos sem comprerender o problema.
    Espero que entenda que não estou o criticando quem utiliza a tal pastilha. Apenas informando-os de algo que talvez não saibam.
    Abraços.

  29. augusto comentou:

    em August 28 2009 @

    Michele, excelente o seu depoimento e posicionamento, e ao lê-lo tenho a certeza de que você verifica se as pilhas do acionador automático do seu spray são apropriadamente descartadas por quem as recolhe!

    De fato, visitar a ETE que atende a sua região e conhecer sua capacidade me parece uma atitude essencial a quem pretende ser efetivamente ecológico no que diz respeito aos efluentes que gera.

    Eu também tive oportunidade de saber mais a respeito da que atende meu bairro, razão pela qual sei alguns dos produtos que posso usar (em especial o hipoclorito, que muitos apontam como vilão), e recomendo a quem tenha a preocupação com o imperativo ecológico buscar repetir a experiência da Michele, e também procurar estimular a adoção (pelo poder público e por empreendedores) de ETEs mais capazes, que é a linha de ação que eu pessoalmente adoto, porque aí o resultado concreto deixa de depender de uma decisão voluntária da parte de 100% dos moradores da região.

  30. Bia, num ataque de ecopentelhice comentou:

    em August 30 2009 @

    Nooosssa, quanta polêmica rsrsrs

    Peço licença para o Augusto para uma resposta longa e tratando não de eficiência, mas derivando para ecoeficiência. Primeiro para Plina que pontuou uma questão interessante. Concordo com ela, o xampu não desinfeta mesmo, mas ajuda a limpar alguma gordura e deixa cheirinho bom. Para desinfetar você pode usar vinagre, limão ou álcool. Eu também já fui muito desconfiada dessas alternativas verdes, mas acho que sempre vale a pena testar, muitas delas são eficientes e ainda muito mais baratas que as opções do mercado. Confesso que ainda não consegui substituir todos os produtos industriais na minha casa, mas vou testando, as vezes alterno um e outro e mudo de vez quando a alternativa se adapta ao meu estilo de vida. Acho que cada um tem um jeito de viver e algumas alternativas podem funcionar para algumas pessoas e não para outras. Eu sei que o tablete na caixa acoplada é hiper prático, mas preciso dizer que quando vi que o tablete tem um plástico hidrossolúvel meus cabelos verdes ficaram todos em pé.
    [flame mode on]- o plástico hidrossolúvel tem substâncias moleculares complicadas, mesmo o tratamento de efluentes não dá conta disso, infelizmente (cf. A ameaça dos disruptores endócrinos In Agroecol. e Desenv. Rur. Sustent., Porto Alegre, v. 2, n. 3, jul/set 2001 e Desreguladores endócrinos no meio ambiente: efeitos e consequências, Quim. Nova, Vol. 30, N 3, 651-666, 2007.) [flame mode off]
    Vou tentar descobrir alguma alternativa eficiente e verde ou quem sabe inventar uma… já entrou na minha lista de projetos ;)

  31. augusto comentou:

    em August 30 2009 @

    Bia, aplaudo a sua atitude em relação ao meio-ambiente, e acredito que a sua intervenção pode oferecer uma excelente oportunidade de reflexão, em especial a quem compartilha com você o arrepio causado pela presença de plásticos hidrossolúveis nos produtos de limpeza.

    Infelizmente, às vezes cada pessoa acaba tendo de escolher qual veneno prefere tomar. Por exemplo, eu jamais substituiria por vinagre o uso dos plásticos hidrossolúveis, que você aponta como maléficos. Convivi um pouco de perto com os problemas da exploração dos trabalhadores nas lavouras de cana de açúcar, e resisto a usar os produtos derivados dela em casos em que disponho de alternativas ao meu alcance – é a minha escolha, e certamente não pretendo que outros a adotem.

    Da mesma forma, eu não recomendaria a ninguém ter em casa quantidades suficientes de restos de shampoo a ponto de usá-los regularmente como produto de limpeza: há formas mais econômicas e ecológicas de ter acesso a sabões e fragrâncias mais adequadas a estes usos. Prefiro usar o shampoo até o fim, e depois procurar me certificar de que sua embalagem será reciclada. E para limpar o vaso sanitário, prefiro produtos com hipoclorito do que desperdiçar shampoo.

  32. Fernando Santana comentou:

    em August 31 2009 @

    Parabéns pelo Efetividade.net, Augusto. Acompanho e recomendo para amigos sempre que posso.
    Um abraço!

  33. Cabelo (Luciano Silveira) comentou:

    em September 4 2009 @

    E quanto a pastilha/tablete que vem com uma espécie de cola que fica na parte interna do vaso, não atenderia os casos onde não existe a caixa acoplada?

  34. renato comentou:

    em September 7 2009 @

    sempre acompanho este blog

  35. Feedback aos leitores: respostas, propostas, *novas perguntas* e um mapa mental « Efetividade.net comentou:

    em October 16 2009 @

    [...] me diz muito: o fato de eu ser patrulhado simultaneamente por tribos tão distintas entre si como a dos eco-extremistas e a dos churrasqueiros fundamentalistas me dá a certeza de que estou conseguindo atingir vários [...]

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