Quando o sistema engessa o negócio
|
Efetividade.net é a sua fonte de informações originais e atualizadas sobre produtividade pessoal,
efetividade, lifehacking, GTD e truques espertos para o seu dia-a-dia. Leia também:
|
O Elvis Pfützenreuter contou uma história interessante em seu blog.

Há alguns anos, ele freqüentava com amigos profissionais de TI uma cafeteria. Todos os dias a turma fazia lanche lá, e todos os dias, na hora de pagar, era aquela confusão: troco de um, troco de outro, não tenho moeda, deixa eu ir trocar na padaria, etc.
Era uma cafeteria organizada, pertencente a uma franquia, com o caixa informatizado, tudo voltado à eficiência. Aà um dia ele e os seus amigos fizeram uma proposta para evitar o problema diário:
Já que Ãamos sempre no mesmo lugar, pedimos inúmeras vezes para abrirem uma conta, de modo que não precisássemos catar moedas todo dia. Sugerimos inclusive um esquema “pré-pago”, para evitar temores de inadimplência. Não eramos os únicos habituées, outras pessoas certamente iam aderir ao esquema.
Claro que, onde há polÃticas de qualidade e rotinas bem definidas (como costuma ser o caso das franquias), isso não necessariamente muda da noite para o dia. Mas também não mudou num prazo mais longo:
Infelizmente, passaram 3 anos e eles ainda não aceitaram nossa proposta, provavelmente porque o sistema da loja era padronizado para a franquia e ainda não implementava esse recurso.
Aà hoje ele passou a viver algo semelhante: o filho dele nasceu há pouco tempo, exigindo mais tempo de todos, aà ele e famÃlia passaram a almoçar quase diariamente refeições buscadas em um restaurante caseiro próximo, cujo único hardware é a máquina de passar o cartão de crédito.
Naturalmente, a mesma necessidade surgiu. Mas o resultado foi diferente:
Depois de aparecer quase todo dia por 2 semanas, a atendente sugeriu abrÃssemos uma conta, para pagar apenas no fim de cada semana, evitando passar o cartão todo santo dia. Sugeri pagar um valor grande antecipadamente (não gosto de dever nada a ninguém), o que foi prontamente aceito. Ela abriu o caderno, colocou meu nome lá, e o esquema estava montado.
Me fez pensar sobre os sistemas que uso todos os dias… E você?
Leia também a história completa no blog do Elvis.









Dacia Lima comentou:
em September 26 2008 @
Olá .
Este é o preço que se paga pela inflexibilidade tecnologica, tudo é limitado por sitemas, programas, operações e processos que muitas vezes não resolvem absolutamente nada.
Claro que não estou dizendo “_ Pro espaço com a tecnologia e o sistema.”, mas que tal humanizar ainda mais estes serviços e seus sistemas operacionais … é engraçado como as vezes fico pensando se o “sistema” foi realmente criado por homens, por que esta faltando muito do homem nele.
O caderninho adotado no restaurante de bairro é, em meu ver, um pouco de humanização de um sistema simples e burocratico.
Para finalizar, gente:
A IDEIA DO CARTÃO PRE PAGO PARA CAFETERIA E AFINS É MUITOOO BOA.
Apesar que lembra muito os cartôes de fidelidade.
Otimo fim de semana. :)
Monthiel comentou:
em September 26 2008 @
A Tecnologia veio para somar em muitos aspectos. Mas, é muito claro, que em muitos outros ela chega a atrapalhar. Como no caso citado. Se moça fosse, pelo menos, flexÃvel, poderia, no mÃnimo, comprar um caderninho para anotar os “pago depois” de clientes fiéis…
Abraços e bom final de semana a todos.
Monthiel
Carola Rodrigues comentou:
em September 26 2008 @
O relato aà em cima é um, no meio dos milhões de clientes que frequentam (seria a starbucks?) a cafeteria e essa meia dúzia não afeta o faturamento, no final das contas.
Mas imagino que afete a imagem da empresa, que perde por miopia (ou burrice, já que havia sido alertada e cobrada?) um grupo que voluntariamente gastava seu dinheiro ali e comentava com seus amigos de suas reuniões (agradáveis, imagino).
Quem realmente ganha ou perde é a lanchonete que ganhou o cliente e provavelmente seu grupo de amigos. Para ela ter esse diferencial é importante, pois não consegue competir com preços e/ou diversidade de produtos; ela atrai assim o insatisfeito com as grandes cadeias de alimentação e cresce seu faturamento.
Vitor comentou:
em September 26 2008 @
Esse é um problema da tecnologia estar se tornando uma commodity. Assim como a energia elétrica é a mesma para todo mundo, os sistemas estão ficando da mesma forma.
Acredito que as empresas menores podem investir em sistemas customizados e ganhar mercado com isso. Infelizmente não vejo isso ocorrer no Brasil, são justamente as menores empresas que utilizam os programas padronizados, minando sua força contra a concorrência.
Pedro Ferreira comentou:
em September 28 2008 @
Sei que não é o ponto principal, mas…. também não gosto de dever nada a ninguém!
Daniel comentou:
em September 28 2008 @
Porque a culpa é da TI?
O sistema em si, não tem poder de decisão nenhum. Tudo resume a administração do negócio.
augusto comentou:
em September 28 2008 @
Por que você achou que alguém está dizendo que a culpa é da área de TI?
Marcos Castro comentou:
em September 28 2008 @
Excelente blog amigo, parabéns!
aissegoo comentou:
em September 28 2008 @
Olá! Acompanho o blog já faz algum tempo e acho que nunca comentei por aqui. Bem, sou estudante de Sistemas de Informação e embasado em matérias como Teoria Geral de Sistemas e Sistemas de Informação posso fazer algumas considerações. Uma premissa básica em SI é que um sistema é único para cada organização, ele se adapta ao meio, deve ser levado em consideração os seus ambientes internos e externos e portanto o que funciona para mim, pode não funcionar para você mesmo que tenhamos um negócio quase idêntico. É importante planejar o seu sistema e criar um modo de operação mais genérico para atender a possÃveis exceções. O sistema não garante o sucesso de uma organização, ele apenas o potencializa, mas pode potencializar também o fracasso se não for bem planejado e usado.
Queria parabeniza-lo pelo blog, é uma referência para mim em questões de organização e de efetividade. Abraço!
Rafael Kellermann Streit comentou:
em September 29 2008 @
Excelente história..
Hoje em dia algumas pessoas pagam um certo preço, por não quererem mudar seus hábitos, o que as vezes, é realmente necessário.
Philemon comentou:
em September 29 2008 @
Augusto,
Não usas antivirus? Por quê?
augusto comentou:
em September 29 2008 @
Eu não uso antivÃrus porque o risco de contrair antivÃrus no sistema operacional que eu uso é bem mais baixo, a ponto de tornar dispensável. Mas se eu usasse Windows, certamente escolheria um!
Paulo Celso comentou:
em September 30 2008 @
Trabalho na PETROBRAS há 21 anos. A partir de 2004, foi implantado o SAP-R3 na cia. Desde então, tendeu-se a padronizar todas as aplicações corporativamente. Porém, o que noto é que, mesmo com os sistemas corporativos, sempre haverá pessoas usando seu “controle” em planilhas ou tabelas em documentos tipo texto. Sou desenvolvedor em MS Access/VBA. Já fui “sugerido” a desativar meus sistemas. Só não o fizeram “na marra” porque impus que o sistema corporativo não “quebrasse” a rotina de trabalhos do setor e atendesse à s nossas necessidades. Até hoje, a TI não veio com a solução para os nossos problemas. Penso, então, que devam existir sistemas corporativos para cuidar das coisas “macro”. Porém, para os pequenos detalhes, deve haver sistemas menores, porém que sigam a nomenclatura e padronização dos sistemas maiores e com eles mantenham compatibilidade dos dados e interfaces. Penso que para todo grande sistema, deve haver sistemas menores que gerem as informações de acordo com as necessidades rotineiras dos usuários, que são os clientes – donos dos dados – razão de ser dos sistemas.
Um abraço.
Blog do Vitor - Tecnologia é commodity? comentou:
em October 7 2008 @
[...] Dica: Efetividade.net > Quando o sistema engessa o negócio. [...]
Karol comentou:
em October 18 2008 @
muitas vezes as soluções esbarram na modelagem burra de negócio,
(por que enfiar duas vezes o cartão no caixa automático para efetuar a mesma operação? ,
por que tantas pessoas trabalham nas sessões eleitorais se vamos apenas nos autenticar
e selecionar nossos números de candidatos??)
também ja imaginei esta solução(principalmente por detestar as moedas que vem de troco, ou
ainda, a demora na conexão das máquinas de cartão, estes sistemas ja estão superados,
no japão vc pode usar os creditos de seu celular para diversos outros serviços)…