Campanha organizada contra o desmatamento da Amazônia, via Internet
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Está em andamento uma campanha on-line contra o Projeto de Lei 6424/2005, que altera a Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, que institui o novo Código Florestal, para permitir a reposição florestal e a recomposição da reserva legal mediante o plantio de palmáceas em áreas alteradas.
Eu fui convidado a participar da campanha, mas prefiro não - tenho minhas diferenças com a entidade proponente. Mas participar do processo legislativo por intermédio de movimentos organizados via Internet me parece uma idéia efetiva (resta descobrir se será eficaz), por isso resolvi noticiar o fato, e a campanha.

Segundo a entidade internacional que propôs a campanha, o projeto autoriza a derrubada de grandes áreas de vegetação em propriedades privadas, causando grande dano ambiental, e “a floresta amazônica é um recurso natural estratégico para o combate ao aquecimento global. Destruir a Amazônia pode reduzir a produtividade agrÃcola brasileira, provocando um grande impacto econômico e social no paÃs. A chuva que é produzida na Amazônia é importante não apenas para a região. Ela ajuda na geração de energia, na produção de alimentos e no abastecimento de água no centro, sul e sudeste brasileiro.”
Por isso, fazem o chamado à ação: “Exija um ponto final no desmatamento em todas as florestas tropicais brasileiras, em especial a Amazônia. Acesse o site Meia Amazônia Não e diga aos legisladores que 50% é igual a zero e você quer uma Amazônia por inteiro. Divulgue no seu blog, comunidade e em todos os canais que possam fazer com que esse movimento ganhe cobertura nacional.”
A Agência Brasil traz o contraponto: “o autor do projeto diz que há equÃvocos na interpretação do projeto que não prevê o corte de 50% da floresta, mas a recuperação de áreas já alteradas, com a plantação de espécies nativas ou exóticas e que isso não mexe na área de reserva ambiental. “O meu projeto não permite o plantio de soja, cana, grãos, não permite pecuária nas áreas alteradas a não ser nos 20% permitido hoje. Então não muda em nada o Código Florestal com relação a reserva ambiental”, finaliza.”
Informe-se, analise, e tome sua decisão sobre participar ou não.








Gutemberg comentou:
em June 22 2008 @
Augusto,
As palavras efetivo e eficaz sempre me trazem alguma dúvida. Quando você diz que é uma forma efetiva, resta saber se seria eficaz, me pareceu que seria melhor o contrário :)
Entendo que para ser eficaz basta cumprir o planejado, por exemplo, participar do processo legislativo. Já para ser efetivo, teria que atingir a finalidade última desejada com aquilo que foi planejado, por exemplo, conseguir de fato evitar o desmatamento da Amazônia.
Não sei se consegui me expressar bem. Sou leitor fiel de seus dois blogs (Efetividade e BR-Linux). Abraço
augusto comentou:
em June 22 2008 @
Gutemberg, não tenho nada a opor à tua análise, creio estar correta no contexto.
Me parece que a idéia em si tem condições de ser efetiva, justamente porque tenho a impressão de que ela pode transformar positivamente a situação existente, na maneira como melhor atende aos envolvidos - isso porque tenho a impressão de que a intenção dos proponentes é gerar conscientização e participação, e não necessariamente alcançar o objetivo da campanha propriamente dita.
Já a campanha poderá, ou não, ser eficaz - isto resta ser visto. Ela será eficaz se cumprir o seu objetivo, e aà eu me refiro ao objetivo expresso, que é influenciar o processo legislativo em um determinado sentido.
Mas esta análise é minha, pessoal, e sem ter conhecimento dos objetivos reais dos proponentes. Se eu tivesse esse conhecimento objetivo, poderia analisar de uma forma mais direta.
Quanto aos conceitos, em http://www.efetividade.net/about/ eu coloquei uma explicação sobre a conceituação adotada por aqui.
zica comentou:
em August 10 2008 @
muito legal a foto !!!
felipe fonseca comentou:
em December 1 2008 @
e verdade