Especialização EaD via Internet: vale a pena?

Tenho visto cada vez mais ofertas de cursos de pós-graduação via Internet, usando as técnicas de Educação a Distância.

A banda larga é uma realidade cada vez mais presente, em alguns mercados de trabalho a especialização está praticamente virando requisito essencial (e não mais apenas um diferencial), e todos temos cada vez menos tempo para estudar – daí decorre o interesse cada vez maior nesta alternativa, e o natural incremento na oferta.

E este é um assunto sobre o qual eu tenho condições de falar com relativo conhecimento de causa, pois minha primeira pós-graduação foi realizada via internet, completamente à distância, exceto em 3 encontros presenciais para avaliação individual dos alunos. E eu posso dizer: gostei bastante. Fiz esta pós em um ano em que não teria tido tempo para estudar presencialmente, mesmo que fossem encontros quinzenais em finais de semana, como também é comum. Estudei e assisti aulas em feriados, madrugadas, viagens a serviço e durante intermináveis plantões, paguei relativamente barato, tive interação com a turma, me incomodei muito pouco durante o curso e obtive um título numa área que me interessava bastante.

Vários amigos e colegas de trabalho estudam a distância também, e compartilham minha opinião sobre as vantagens. Hoje estou fazendo uma pós presencial em outra área, e em muitos sábados de sol a minha mente vagueia em direção a um mesmo pensamento: “ah se essa pós fosse a distância também!”. Mas claro que deve haver desvantagens também, por isso quero perguntar a vocês: quem já experimentou uma pós (ou mesmo uma graduação) a distância? Quem está planejando? Qual sua opinião sobre os prós e contras?

O que me motivou a escrever este artigo foi um interessante release que recebi sobre as pós-graduações EaD oferecidas pelo SENAC, com cursos que parecem ter sido escolhidos a dedo pela especificidade e potencial de empregabilidade: educação ambiental, gestão educacional, artes visuais, gestão da segurança de alimentos e educação a distância. Este último curso (recursivo: um curso EaD sobre EaD) foi o que me chamou mais a atenção, já que estou justamente envolvido em uma seleção de profissionais para trabalhar em EaD e percebo a carência de profissionais com formação específica – muito mais gente deve estar percebendo…

A interface web dos cursos parece ser bem mais natural da que eu conheci na pós que cursei, mas infelizmente não dá de explorá-la a fundo sem ser aluno. Mas pelo que conheço do SENAC, ele tem alguns diferenciais importantes em relação a outras instituições que oferecem cursos a distância, especialmente a capilaridade – essencial para os encontros presenciais. O curso que eu fiz em outra instituição exigia que o aluno fosse a Brasília, São Paulo ou Florianópolis para os encontros presenciais,e no caso do SENAC é possível escolher entre 20 cidades diferentes para os 3 encontros de cada curso, segundo o release. O SENAC também tem boa experiência acumulada de ensino, e consta que a qualidade do material e dos tutores disponíveis é superior – mas só experimentando para ter certeza.

Alunos das pós EaD do SENAC (ou de outras instituições) estão mais do que convidados a compartilhar suas opiniões e experiências sobre os cursos.

Quero aproveitar para compartilhar uma curiosidade com vocês: este post que você está lendo nasceu como um publieditorial, mas mais uma vez (esta é a terceira, só no Efetividade) eu percebi que o assunto proposto era uma pauta interessante para o site, e aí naturalmente me recusei a comercializá-lo – virou cortesia, por ser de interesse mútuo. Mas um dia eu chego lá, cedo ou tarde ainda vou publicar um publieditorial por aqui!

, por Augusto Campos
Carreira
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36 Comentários até agora

  1. Hugo comentou:

    em August 2 2009 @ 23:30

    Estou fazendo minha Graduação em Comércio Exterior pela Uninter. Os professores e material didático são ótimos. A interface da Web é meio fraca, esse é o principal ponto fraco na minha opinião.
    Do resto, fiquei muito satisfeito.

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  3. Maria Perpétua Coura Pereira comentou:

    em September 20 2009 @ 22:16

    Sou estudante de Pedagogia presencial e meu projeto de pesquisa (TCC) é sobre EAD. Vou pesquisar se na educação à distância o aprendizado é equivalente ao do presencial e pesquisar também como funciona essa modalidade de ensino. Achei o artigo excelente e agradeceria se me sugerisse alguma literatura importante sobre o assunto. Obrigada.

  4. Luiz Claudio comentou:

    em November 18 2009 @ 17:22

    EAD veio para ficar. Tudo depende da qualidade do curso. Até a pouco, eu fazia duas pós em duas escolas diferentes. As diferenças são grandes.

    Eu fiz o curso de pós graduação à distância da Uninter (Fatec Internacional) e posso afirmar que os caras não são sérios. Algumas situações são bizarras. Não tem material didático, nem projeto pedagógico, os assuntos são abordados de forma superficial e a administração interna deles é horrível. As provas são ridículas (você tem que se esforçar para não passar). Você pode até comprar um diploma lá, mas duvido que o mercado aceite seu título (pelo contrário, acho que “queima” o profissional). Eu acabei desistindo do curso e estou pedindo meu dinheiro de volta.

  5. joelma comentou:

    em March 14 2010 @ 14:20

    Sou aluna EAD curso o 2º periodo de Ciências contabeis na Estácio e estou gostando por é a únoca forma que tenho para estudadr pois trabalho muito e meus horários não são compativeis com os das aulas presenciais, então estou me esforçando bastante para aproveitar minhas aulas.
    Estamos caminhando para um futuro em que o EAD vai imperar por que as pessoas estão cad vez mais sem tempo para os estudos.
    Em minha cidade algumas faculdade presenciais já estão estão colocando uma matéria em ead creio eu que é o começo para a aceitação futura dos alunos que ainda resistem a modalidade.
    Eu montei um blog e gostaria muito da vista de vocês ( http:/joe-dajotelles.blogspot.com

  6. Norbert Steininger comentou:

    em May 5 2010 @ 22:37

    Ola!
    Aviso para todos interessados em estudar via EAD.
    NAO ESTUDEM NA UNINTER.
    Esta faculdade NAO E SERIA. Ela pisa em seus direitos de aluno, nao entrega seu diploma e nem discute com voce, ignora voce total com imponencia, prepotencia e irresponsabilidade. Prejuizo total. Estudei 15 meses e nao levo o MBA por culpa DELES e ainda me chamam de idiota chato. Assim nao se trata aluno que passou como melhor aluno da turma todas provas da POS na primeira com notas excellentes. Cade meus direitos, cade meu dinheiro pago pelo curso? Cade meu diploma. Eles simplesmente falam FODA SE. Escolhem outra faculdade seria, menos a UNINTER.
    Para perguntas escrevem pra mim. [e-mail suprimido pelo site - ver Termos de Uso.]
    Norbert Steininger
    quase MBA

  7. JOSE CARLOS comentou:

    em June 5 2010 @ 16:44

    Estou pensando em fazer uma pós a distancia,mas não sei se o valor a nível de comprovação no caso de avaliação de títulos num concurso público será o mesmo de um curso presencial?Alguém pode me dar uma dica?Grato.

  8. Saulo comentou:

    em March 23 2011 @ 16:44

    Bom, achei muito interessante os comentários e por isso decidi comentar também. O brasileiro é realmente muito preconceituoso. Tenho 25 anos, terminei o ensino médio com 16 anos, conclui o curso técnico de processamento de dados. fiquei de bobeira até os 18 para 19 anos pois eu nao queria não estava afim de estudar. E quando decidi acordar para vida, ou era estudo ou trabalho, então arrumei um estágio na área de TI pois nem isso eu tinha concluido para pegar o diploma tecnico. Comeceia trabalhar na manutenção de computadores, estagiei por um ano em uma empresa de pequeno médio porte, logo em seguida fui contrado pela mesma e um ano depois fui convidado por uma empresa para prestar serviço para Petrobras. investi pesado em estudos na área de TI, tudo por conta própria, adquiri diversas certificações da Microsoft( MCP, MCDST, MCITP, MCTS, MCSA) e também na metodologia ITIL. Não fiz enhum tipo de curso. Dentro de um ano prestando serviço na petrobras fui reconhecido como um dos melhores profissionais da área e em consequência disso fui Promovido 3 vezes em apenas 8 meses. Dentro deste periodo fiz diversos cursos fornecidos pela Petrobras e que hoje na sua maioria são fornecidos à distância. Cheguei a cursar Ciencia da Computação (Presencial), mas confesso que larguei mesmo antes de terminar o primeiro período, primeiro porque a matéria na minha opnião que ja estava trabalhando na área alguns anos, não iria me servir pra nada a nao ser o diploma, além do cansaço de ir a faculdade depois de um dia inteiro de trabalho e por final decidir que não queria mais trabalhar com TI. Após 1 ano mais de experiência e prestando serviço para diversas áreas dentro da Petrobras, fui convidado para trabalhar na Engenharia da Petrobras no setor de Suprimento. e hoje trabalho em uma equipe onde somos responsáveis pelos equipmaneto críticos da Refinaria do COMPERJ em Itaboraí. Não trabalho mais com TI e estou aprendendo muitas coisas novas, e com isso, cheguei a conclusão de cursar Engenharia, porém meu horário, pelo fato de trabalhar em uma refinaria, fica muito apertado e sem tempo para faculdade presencial. Me escrevi hoje em uma faculdade de ensino a distância do curso de Eng. de Produção pela Estácio de Sá e tenho a certeza que não existe professor melhor do que a vontade de aprender, e da busca infinita pelo conhecimento, que hoje temos a disposição a qualquer hora e qualquer lugar nos caminhos certos das informações fornecidas por toda internet, inclusive aulas extremamente explicativas no youtube por exemplo. Ao meu ver, o único ponto negativo desta evolução são referentes ao Professores. mas se analizarmos, temos estes problemas em todas as áreas. Automação industrisl ta ai pra isso, tira muito mais profissional no mercado de trabalho, gerando lucros imensos, otimizando, acelerando e diminuindo os custos dentro de muitas áreas com programas que fazem até o que não se pede. Sendo assim, temos que nos atualizar e nos virar pela vida. Ah, mais uma observação, 80% do crescimento dentro de uma empresa(minha opnião), principalmente de grande porte é política. Não adianta sem o melhor se não tiver a oportunidade e não souber como ser reconhecido. Vou fundo na Eng. de produção no EAD.
    Expandindo um pouco o assunto, vou escrever mais um pouco sobre o esforço do ser humano e seus resultados, citando exemplos que ocorreram comigo.
    Aprendi a tocar Violão e nunca fiz aula.
    Aprendi a Surfar sozinho e nem sabia nadar direito.
    Aprendi a Tirar Fotografias Profissionais e nunca fiz Curso.
    Aprendi a Tocar Teclado e nunca fiz curso.
    Ah, Alguém aqui teve professor de Sexo? aprendeu assistindo filmes Pornô?
    A informação ta ai… é só procurar. (para os preconceituosos) a diferença é que eu aprendo a aprender e me orgulho disso.

  9. Carlos comentou:

    em August 19 2011 @ 11:27

    Penso que os centros de EAD deveriam ser um complemento à educação, e não fonte principal dela. Concordo com diversos comentários que foram feitos em defesa dessa metodologia, mas o que vemos na prática é a banalização da educação. O que temos é uma venda indiscriminada de diplomas, onde com muito pouco esforço (em muitos casos, nenhum além do financeiro) tem-se um diploma de pós graduado. A consequência disso é percebida no mercado com o passar dos anos, onde temos um cenário nacional com um número de graduados e pós-graduados jamais visto, mas sem a capacitação esperada, haja vista a grande quantidade de estudantes que são aceitos nas instituições sem qualquer critério seletivo (me desculpem os que fizeram vestibular e acreditam que foram selecionados, ou os que acreditaram que a pós-graduação fez uma seleção, pois essas novas instituições de ensino, em especial as que trabalham com EAD, aceitam qualquer um que tenha dinheiro para pagar), e que formam muitas vezes sem sequer saber escrever com um mínimo de destreza desejável a um aluno de segundo grau.
    Na prática é assim que funciona, as instituições estão preocupadas apenas com as finanças. Como é um mercado promissor, tem muita gente defendendo a ideia e difundindo-a. Mas deve-se avaliar com bastante cuidado as promessas de custo baixo e diploma rápido, pois deve-se desconfiar que uma pessoa que assiste aulas isoladamente e encontra com a instituição duas ou três vezes ao longo do curso não terá o mesmo desempenho que alguém que passa meses convivendo com um professor, trocando experiências ao final da aula, conhecendo pessoas que estão em outros mercados, sentindo que o professor de fato conhece o assunto ao responder uma pergunta “na lata”, sem qualquer consulta. Estou falando com propriedade sobre o assunto, pois trabalho num centro de EAD e vejo como a educação é conduzida. A palavra qualidade, ao se definir um novo curso ou estratégia, nunca é citada.

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