Adeus aos documentos em papel em casa: é possível?
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Um artigo do New York Times, referenciado pelo Lifehacker na matéria “Going Paperless at Home?“, conta a história de um engenheiro do Google que está tentando livrar de documentos em papel a sua casa.
Ele ainda recebe documentos em papel (recibos, contas, convites), mas após digitalizá-los em um scanner e armazenar a cópia digitalizada em segurança, ele os picota e disponibiliza para reciclagem. Ele esvaziou as pastas e arquivos em papel que tinha, adotando os mesmos cuidados e alternativas. E isso não quer dizer que ele não gosta de guardar documentos velhos – ele tem até as contas de telefone de 1983. Mas elas estão digitalizadas, e não ocupam espaço físico.

Segundo a matéria do NYT, empresas como a HP, Fujitsu e Canon já estão desenvolvendo e até comercializando produtos pensando no mercado formado pelos interessados na “casa sem papel”. Claro que há uma alternativa melhor: nem mesmo produzir o documento em papel, fazendo-o circular digitalmente do começo ao fim de seu trâmite. Isso já acontece para algumas contas e até documentos governamentais, e deve ser uma alternativa cada vez mais comum.
Ninguém precisa ir tão longe quanto Chris Uhlik, o engenheiro do Google mencionado, que agora já está digitalizando (com OCR) até mesmo a sua coleção de livros. Mas o Lifehacker fez a pergunta aos leitores de lá, e eu faço aos daqui: você está reduzindo os papéis na sua casa? Acredita que seria possível se livrar deles desde já?
E eu já respondo: o número de papéis por aqui não pára de aumentar. Assino e compro revistas e jornais, ainda recebo diversas contas em papel, emito notas fiscais em papel, preencho DARFs da Receita Federal, arquivo os originais dos documentos que recebo e emito, mando cartas, uso post-its e blocos, e muito mais. Mas há um hábito anti-ecológico que eu tinha e abandonei completamente: imprimir documentos digitais para lê-los em papel.









EduardoJr comentou:
em February 19 2008 @
A maioria das minhas contas, pago pela Internet. Salvo o comprovante em PDF, dou um nome padronizado para ele (organizados por mês/ano) e procuro guardar num lugar seguro. Portanto, só imprimo-os se for realmente necessário. Acho que consegui reduzir um pouco a quantidade de papéis, mas de fato é algo muito difícil de realizar.
Dalton Camargo comentou:
em February 19 2008 @
Certamente ja estou reduzindo meus papeis, ate porque eh realmente muito ruim organizar-se com pilhas e pilhas de documentos/contas/etc.
Tudo que eu posso, eu redireciono para meu gmail, a vivo foi o meu ultimo redirecionamento de conta (papel to online).
Abraco e parabens pelo blog.
Daniel Morine Martins da Silva comentou:
em February 19 2008 @
é algo que ainda não consigo fazer… mas estou me organizando para isso…
Bruno comentou:
em February 19 2008 @
Não desejo. Gosto de ler meus livros confortavelmente. Textos interessantes e longos também.
Alguns documentos técnicos de consulta rápida deixo armazenado mesmo.
Um bom sistema de armazenamento físico me parece menos arriscado.
semente comentou:
em February 19 2008 @
Eu queria é um leitor digital de PDF e outros formatos de texto decente (se possível com wireless :-P).
Augusto, bem que você poderia escrever um artigo sobre leitores de texto digitais. Ficar assentado na frente do computador lendo, ainda mais quando está conectado na internet, não é das melhores coisas.
Evaldo Junior comentou:
em February 19 2008 @
Eu já recebo minha fatura do cartão no e-mail, é uma facilidade muito bem vinda =)
Não perco uma fatura sequer e tenho tudo bem armazenado e “backupeado”.
InFog
J. F. Mitre comentou:
em February 19 2008 @
É preciso ter muito cuidado com isso. Ainda é necessário ter comprovantes em papel para muitas das responsabilidades exigidas pelo governo ou até mesmo para realizar reclamações.
Um exemplo disso é a nota fiscal. Você até pode ter ela em formato eletrônico, mas ela não terá valor em uma disputa judicial sobre a alegação de que ela poderia ter sido manipulada (note o ‘poderia ter sido’ na frase, ele tem um sentido bem forte aqui, vai depender da qualidade dos advogados envolvidos).
A grande questão aqui é que já existem muitos documentos que só trafegam pela internet, exemplo básico, cartão de crédito e contas normais. Elas quando são pagas via internet tem o comprovante eletrônico apenas. Mas se engana que pensa que em uma disputa judicial a simples impressão do documento eletrônico armazenado vai servir como prova única e irrefutável, na verdade é o documento é checado no como válido frente as transações eletrônicas através dos códigos existentes nele. Essa verificação só é possível porque todo o processo foi registrado, em todas as partes, em formato eletrônico.
Eu até acredito que esse cenário seja possível no futuro, mas apenas depois de se ter tudo sendo realizado apenas em formato eletrônico. Sem querer fazer demagogia política, é uma situação próxima daquilo proposto pelo governo de São Paulo para o sistema de consulta/emissão fiscal, só que um pouco mais ampla.
Mas uma coisa que o mundo da tecnologia ainda está devendo é um leitor decente de documentos eletrônicos. Como eu queria um desses…
Rafael Junqueira comentou:
em February 19 2008 @
É uma excelente iniciativa, porém na Tijuca, a UVA (Universidade Veiga de almeida) apartir do final de 2007 havia já cortado boa parte de documentação em papel. Todas as operações serão feitas por internet.
Acho que extinguir o papel é uma nova alternativa promovida pela própria sociedade sem ajuda do governo para evitar a derrubada da mata. E pelos menos façamos nossa parte. É um inicio usando sites ao inves de escrever toneladas de livros que servem na posterioridade para as traças.
Sou a favor de implementação de tecnologia ou outro recursos que também não cause impacto ambiental.
Leandro Santiago comentou:
em February 19 2008 @
Infelizmente esta é uma das promessas que a informática fez, e que não será capaz de cumprir. Todos achavamos (eu não, que não era nascido na época ;-)), há 20 ou 30 anos atrás, que o computador acabaria com o papel, mas aconteceu o contrário. Com a ascensão da da informática em qualquer lugar, aumentou o consumo deste material.
Acredito que isto tenha relação com a também fracassada promessa dos e-books, que, mesmo podendo transportar milhares de livros num espaço mínimo, ainda são “trambolhos”, se comparados à páginas em papel, sendo muito menos práticos comparado à este.
Mas existem muitas pessoas que simplesmente são contra a idéia do computador substituir o papel, mas isto é um pensamento errôneo – IMHO -, já que a mídia livro é só um meio de armazenamento da informação contida na obra.
É como aquelas bíblias super-chiques que vendem em livrarias. Por serem ‘chiques’, são muito mais caras que as “xinfrins”. Mas o que vale no livro não é o conteúdo? Será que estas bíblias tem um “final alternativa”? ;-)
Se não me engano, já existem muitas bibliotecas que estão digitalizando seus acervos. Isso provavelmente ajudará a evitar perdas como os que aconteceram há séculos, na Biblioteca de Alexandria ;-)
Mas como disse o colega acima, alguns documentos ainda devem permanecer em sua versão em papel, como no caso daqueles de valor jurídico.
E infelizmente eu ainda tenho o hábito de imprimir alguns documentos, como apostilas, para ler em papel. Ainda é mais prático assim do que na frente de um computador, ou mesmo de um notebook.
Mas prometo tentar mudar meus hábitos, pelo bem da natureza ;-)
Ah, e muito boa a dica, Augusto.
igor comentou:
em February 19 2008 @
Augusto, só para complementar as informações, tem um setor governamental que está investindo PESADO em projetos para acabar com trâmites em papel: o Poder Judiciário.
Mais especificamente, todos (ou quase todos) os juizados especiais da justiça federal já tramitam sem papel (no RS, por exemplo: https://jef.jfrs.gov.br), e a expectativa é que até 2010 todo o Poder Judiciário brasileiro deixe de utilizar papéis nos processos, salvo exceções.
Att
Igor
Filipe Oliveira comentou:
em February 19 2008 @
Eu nunca havia pensando nisso, até mesmo porque mantenho arrumada a papelada por aqui, as sanfonadas são o maior conforto, e uma boa prateleira aqui no office também ajuda bastante.
Porêm é uma boa digitalizar uma parte desta, alguns são necessários ter o impresso e original é claro. Vou pensar no caso. Valeu pela dica.
Ah, e informando-te Augusto, citei você em um recente post meu no blog WebDesign Brasil [blog novo], link segue: http://www.webdesignbrasil.info/?p=58
Abraço
Luciano Trindade comentou:
em February 19 2008 @
Augusto,
Estou me esforçando para reduzir a papelada de casa. A solução digital é muito boa, mas a pessoa tem que ter muita disciplina e paciência para conseguir manter a organização da coisa. Gostaria de chegar, um dia, no nível do engenheiro do Google.
Seria realmente muito bom colaborar com o meio ambiente através de uma postura “paper free”. Porém, creio que algumas coisas demoram muito ainda para sair do ambiente físico. Até hoje não vi nada digital que subistitua a agradável leitura de um bom livro (físico).
Abraços!
Cristiano comentou:
em February 19 2008 @
Achei muito importante o comentário de J. F. Mitre, porque esta questão jurídica,reclamações e etc são complicadas para os documentos digitalizados “made in home”.
Até em algumas empresas, os e-mails trocados com os clientes são impressos e armazenados em lugares “seguros”. É uma forte tendência,mas creio que ainda não seja seguro fazermos a digitalização de documentos tão importantes como conta de luz, água, condomínio…
Augusto, há pouco tempo venho acompanhando suas postagens e elas já me ajudaram e muito. Seu trabalho está excelente. Meus parabéns!
Muito Obrigado!
The Darkness comentou:
em February 19 2008 @
O meu sonho de consumo é quando o papel digital se tornar uma realidade em nossas vidas.
Não suporto o hábito de imprimir documentos digitais, mas concordo que ler tudo no monitor ou em algum dispositivo portátil não é tão confortável como em papel.
Sou viciado em leitura, mas anda preciso usar livros de papel, pois as opções digitais que eu já experimentei não foram satisfatórias e/ou práticas o suficiente.
Carlos Vinicius comentou:
em February 19 2008 @
Quanto aos documentos naturalmente digitais não vejo problema, porque a grande maioria das emissões são com certificados digitais, os quais ficam armazenados e podem ser consultados com o confrontamento de dados fornecidos na própria documentação gerada. E a justiça, em passos lentos, começa a aceitar documentos digitais, até porque ela começa ficar sem opção.
Quanto aos comprovantes de pagamento, se você efetua o pagamento via terminal de auto atendimento bancário, pode enviar o recebi automaticamente para reciclagem, uma vez que uma segunda via fica disponível no sistema.
Eu acredito sim, que o futuro será de menos papéis, só não consigo concordar com a questão dos e-books, convenhamos não há nada mais gostoso que pode abrir um bom livro “de verdade”.
Augusto, mais uma vez parabéns pelo efetividade.
Raquel comentou:
em February 19 2008 @
Augusto,
contas tudo bem, mas os livros, meu amados livros, nãnãnãninão! meus cadernos, meus papéis Fabriano, e os marmorizados, nem pensar! tirem suas mãos digitais de meus papéis!
Ivan comentou:
em February 20 2008 @
Ja estou reduzindo meus papeis, ate porque eh realmente muito ruim organizar-se com pilhas e pilhas de documentos/contas/etc.
Tudo que eu posso, eu redireciono para meu gmail.
Abraco e parabens pelo blog.
Rodolpho A. comentou:
em February 21 2008 @
Tenho que discordar de alguns comentários e concordar com os comentários de Carlos Vinicius, J. F. Mitre, Leandro Santiago e Bruno nos aspectos levantados por eles. Eu também faço minha parte em diminuir ao máximo a utilização de papéis para documentos, artigos acadêmicos e etc. Só pra esclarecer uma coisa, o comentário levantado sobre digitalização de acervos em especial para livros sim é uma excelente idéia para fins de segurança, “mas” nada como manter bem conservados os livros e outros tipos de documentos porque mesmo com inovações tecnológicas constantes o melhor suporte físico “bem organizado e conservado” ainda é o papel digo isso por que sou especialista em conservação e restauração de acervos bibliográfico e fotográfico. Nada mais “retro” e maravilhoso de poder apreciar a leitura de um livro antigo especialmente do séc. XIX.
Excelente blog.
Vida longa e próspera.
Daniel Ribeiro comentou:
em February 22 2008 @
Eu moro em uma casa MINUSCULA e uma pasta com Papeis é um tremendo desperdício de espaço no meu armário. Eu tenho 8 daquelas pastas grossas (5m de altura cada) onde eu guardo tudo, desde as contas telefônicas até os comprovantes de pagamentos de DARFS. Eu comecei a diminuir a quantidade de papel quando minha impressora quebrou e eu joguei fora, sem comprar uma nova, mas ainda está longe de acabar. O Papel chega por todos os lados. Eu gostaria de ter uma solução de armazenamento online desse tipo de coisa, pois eu não confio de deixar isso no meu computador… Algo como um FlickR para documentos. Acho que o Gmail não é tão versátil assim, e mesmo que fosse, ele ainda é BETA, então não dá pra confiar os documentos da sua vida a um serviço desses.
wagner venturin comentou:
em February 25 2008 @
bom, eu ja utilizo este metodo, apostilas,livros técnicos,anotações,projetos,organização de idéias,documentos e afins são todos arquivados digitalmente, este ultimos com assinatura eletrônica. não vejo problemas em ler livros, revistas no modo digital. quanto aos livros eu acho muito ruim, ficar com o livro (fisico), principalmente quando possui 1023 paginas,a praticidade do livro digital é muito superior ao (fisico), grifamos,copiamos,resumos,anotações etc… com muito mais rapidez,e o melhor sem agredir a natureza que precisa de nossa ajuda, salientando que faço tudo com software livre (linux),adeus papéis..
abraço a todos
Uma casa sem papel - É possível? | rodrigostoledo.com comentou:
em March 1 2008 @
[...] casa sem papel – É possível? Nesta semana eu encontrei um interessante post no excelente blog Efetividade.net sobre a possibilidade de vivermos sem documentos de papel em casa [...]
Jean comentou:
em March 4 2008 @
Reduzi muito os papéis lá em casa. Digitalizei, converti em PDF e postei em sites como o http://www.scribd.com .
Claudia comentou:
em March 4 2008 @
scannear é a solução também…
André Sartori comentou:
em March 28 2008 @
Faço isso há coisa de 2, 3 anos já.
95% de minhas contas são em débito automático, portanto npraticamente não tenho recibos físicos como comprovante de pagamento. O que faço é digitalizar todas as contas (água, luz, telefone, tv a cabo, condomínio, etc) e imprimo em PDF os comprovantes através do home banking. Depois disso, jogo as contas originais fora.
A pergunta é: no caso de alguma situação em que tenho que comprovar endereço, geralmente feito com contas mensais como as que me referi, posso simplesmente imprimir o que digitalizei e usar como comprovante? O solicitante é obrigado a aceitar o documento dessa forma ou podem se negar, exigindo originais?
José Roberto comentou:
em April 13 2008 @
Um Scaner de alta velocidade para copiar documentos ajudaria bastante nesta atividade, pois o tempo de leitura dos scaners atuais é quase o mesmo para leitura dos mesmos, “é fresquinho porque vende mais ou vende mais porque é fresquinho”?
::...Fabiano Gomes...:: comentou:
em May 12 2008 @
Iniciativas ecologicamentes corretas, no mundo digital #2…
Artigo muito interessante, resolví fazer uma coleção de artigos relacionados com a redução do uso de papel e este post do efetividade não poderia ficar de fora.
Parabens pelo excelente trabalho.
Fabiano
……
Fàbio Vieira comentou:
em May 28 2008 @
É preciso cautela, pois a obsolescência tecnológica corre rápido, e migração de dados custa caro.
Lucy comentou:
em July 26 2009 @
Eu moro no Japao, e essa ideia de digitalizar desde o comeco ja acontece ha alguns anos.
Empresas de telefones, celulares e cartoes de credito estao tentando convencer as pessoas a receber recibos e extratos via internet, em vez de receber em envelopes em casa. As companhias de celular oferecem pontos mensais, que sao acrescidos com outros pontos de utilizacao de servicos e mais tarde vc usa para comprar coisas ou outro celular.
Assim, eles economizam em papel, tinta, mao-de-obra, tarifas e taxas de correio, mais a mao-de-obra necessaria para realizar tudo isso.
Quanto a conta a ser paga, aqui no Japao o debito automatico em conta eh amplamente utilizado.
Para aqueles que nao podem ou nao querem usar a internet (como pessoas idosas e gente sem pc), eles agora enviam cartoes postais “dupla face”. Voce descola um dos versos para ler o conteudo do cartao.
Assim, eles ainda economizam varias folhas de papel e envelopes.
Anderson comentou:
em October 23 2009 @
Fantástica a idéia de reduzir papel scaneando!
Não sei como não pensei nisto antes pois estou sempre usando meu scaner (em uma multifuncional igual à do Augusto) [:)
Quanto a deixar de exisir papel, impossível. Eu mesmo tenho muita coisa que não me sinto seguro em ter apenas digitalmente.