Evite as discussões que você não precisa ter

Discussões fazem parte da vida, assim como os conflitos e diferenças de opinião. Um relacionamento – seja profissional, familiar ou de outra espécie – sólido precisa resistir a elas, e muitos ambientes saudáveis até mesmo as encorajam, como forma de evitar o aprofundamento dos problemas causados pelos posicionamentos diferentes. E uma coisa é certa: adiar uma discussão, quando se tem a oportunidade de tê-la, raramente faz bem a longo prazo.

Mas existem discussões que não agregam valor à vida de nenhum dos envolvidos: são aquelas que você tem automaticamente, de forma repetida, sempre com as mesmas pessoas e causadas pelos mesmos motivos, que permanecem sem solução.

Elas surgem em várias situações: é o cunhado que sempre precisa de ajuda para pagar as prestações no final do mês, o companheiro de equipe que sempre tenta ampliar o escopo “informalmente” no meio da execução dos projetos, o pai que se aposentou e fica procurando coisas pra arrumar nas casas dos filhos, o colega de apartamento que nunca lembra de colocar o lixo pra fora… Todos estes problemas têm solução, mas voltar a ter discussões sobre eles a cada vez que eles acontecem não é a mais eficaz delas.

E o artigo “Break the Argument Cycle Once and For All” tem algumas dicas para evitar estas discussões que não contribuem. Mas não as use como muleta para evitar tentar solucionar as causas dos problemas!

A dica essencial é usar a empatia. Coloque-se no lugar da outra pessoa, e identifique por que ela faz o que faz (e que lhe irrita), e por que não muda. Isso pode servir para encontrar a solução, mas também pode prevenir a sua irritação – entender o motivo de as coisas serem como são serve como consolo. Que não sirva como desculpa para não tentar mudá-las, se lhe incomoda! Mas às vezes as suas expectativas, e até o seu comportamento, podem mudar em conseqüência dessa análise.

Se alguma condição especial – como sono, stress, preocupações – aumenta a sua propensão a ter discussões inúteis, aprenda quais são esses gatilhos, e tente lidar com eles, evitando perder o controle.

E se você perceber que uma das causas de bate-boca está para acontecer e o ponteiro do seu medidor de pressão já estiver na área vermelha, vá dar uma volta, tome um suco de laranja, converse com uma pessoa que lhe acalma, deixe este excesso escapar antes de estourar em uma discussão desnecessária que não vai resolver nada.

, por Augusto Campos
Carreira, Comunicação, GP
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14 Comentários até agora

  1. Emule comentou:

    em January 22 2008 @ 14:57

    I si gritar pega ladrão…

    Já vi muita gente bater boca e se dar bem, nem sempre a melhor opção é dar uma voltinha, e muitas vezes esta opção não é viável.

    []s

  2. Eri Ramos Bastos comentou:

    em January 22 2008 @ 16:25

    Um ótimo livro que aborda este tema, entre muitos outros relacionados, é o “Como fazer amigos e influenciar pessoas” do Dale Carnegie.

    Existe até um centro de treinamento Dale Carnegie onde as propostas do livro são ensinadas na prática.

    Fiz o curso uns 8 ou 9 anos atrás e recomendo principalmente pros geeks com menos habilidades sociais como eu. ;)

    []‘s
    Eri

  3. augusto comentou:

    em January 22 2008 @ 16:40

    Exato, Emule. O tema do artigo é evitar apenas as discussões que você *não precisa* ter. Para as que você precisa ter, dar uma voltinha é o pior remédio.

  4. Marcelo Beckmann comentou:

    em January 22 2008 @ 19:01

    Legal o artigo, e corrobora algo que aprendi na prática: se está de cabeça quente e a discussão pode esperar, evite responder e continuar discutindo na impulsividade, pode ser melhor esperar até o outro dia. Até lá, com os animos mais calmos, podemos ver a coisa com outros olhos, e conseguir levar a coisa mais racionalmente.
    Claro, sem generalizar, tem vezes em que é necessário e inevitável uma discussão para poder (ou tentar) corrigir algo que está fora de rumo.
    []s

  5. Fanny Webber comentou:

    em January 23 2008 @ 12:18

    É, quando é necessário é melhor resolver o problema de uma vez, pegar a sua opinião e dizer “é isso aqui, o que tu acha? não ia ser melhor?”

    Agora, se é uma discursão que nada vá levar em nada, vá tomar uma cerveja e comer uma polenta frita!

    =D

  6. Mauricio comentou:

    em January 25 2008 @ 08:20

    Com um pouco de “cuca fresca” é possível identificar o momento em que uma discussão, mesmo inicialmente tendo potencial construtivo, tende inevitavelmente a se transformar em uma briga sobre quem tem a razão.

    Neste momento é prudente desistir de continuar, mesmo que nosso ego peça o contrário.

  7. Paulo R Diesel comentou:

    em January 25 2008 @ 21:27

    Enviei cópia deste artigo para uma certa pessoa que ainda (apesar de muitas vezes ter tentado) não entendeu que o melhor é realmente contar até 10 antes de “quebrar o pau”.
    Abraço.

  8. Diego Griep comentou:

    em February 1 2008 @ 07:41

    Ótimo artigo!

    O pior de tudo é se irritar por qualquer coisa, qualquer discussão vira uma tempestade sem fim, e, depois que passa, vê-se que não precisava “navegar por águas tão fundas”, ou seja, pode-se resolver as coisas PENSANDO, sem brigas e o melhor de tudo, sem desgastar qualquer relação, seja ela qual for.

    Parabéns!

  9. charles comentou:

    em March 16 2008 @ 16:59

    o livro citado acima pode ser baixado no 4shared

    Como Fazer Amigos E Influenciar Pessoas (Dale Carnegie).pdf

    http://www.4shared.com/network/search.jsp?searchmode=2&searchName=Como+fazer+amigos+

    vou ler o meu agorinha

  10. LVR comentou:

    em October 15 2008 @ 15:38

    Nem sempre é possível a solução pacífica. Usando como exemplo o Cristo que estou vendo nesta página, pelo AdSense. Certa vez, Ele entrou no templo e o viu profanado. O que Ele fez ? Pegou o chicote e expulsou os vendilhões do tempo. E, para aqueles que acreditam no Cristianismo, a Bíblia diz que ele não cometeu pecado algum. O eterno consenso e/ou concordância e o senso comum, não superam em momento algum o bom senso. Que, obviamente, não é fácil de ser desenvolvido. Há basicamente 4 formas de explicar a vida e nenhuma é perfeita: 1) Religião, 2) Filosofia, 3) Psicologia e 4) Ciência. T+

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