Blogs e as marcas registradas em URLs: Eu quero é rosetar!
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O blog da Mulher Aspirina parece ser a mais recente vÃtima de um problema tristemente comum: o blog que usa uma marca registrada alheia como parte de sua identidade (especialmente na URL), até que chama a atenção da corporação que é dona desta marca, que aà passa a querer cobrar pelo uso, ou (mais freqüentemente) impedir este uso.

Seguindo passos parecidos com o que já ocorreu com outros blogs como o Parmalat Mas Não Morde e o Amarula com Sucrilhos, a Mulher Aspirina divulgou hoje o texto do nastygram que recebeu dos procuradores da proprietária da marca, solicitando que ela “cesse imediatamente qualquer utilização da marca ASPIRINA, seja como nome de domÃnio (mulheraspirina.com), seja no conteúdo de site na internet ou em qualquer outro meio.”. Eles querem que ela responda em 5 dias, pois… “de outra forma, tomaremos as medidas judiciais cabÃveis na defesa dos direitos” da multinacional.
O que você faria? O que o folclore urbano pode ter com isso? Saiba mais, abaixo.
Folclore urbano e marcas registradas
A questão do direito de uso de marcas registradas é complexa o suficiente para nem mesmo tentar explicar por aqui, e espero que a Mulher Aspirina opte por procurar uma boa assistência jurÃdica, no mÃnimo para se resguardar.
Mas no fundo eu torço para que ela consiga adaptar o truque do caminhoneiro, naquela lenda urbana que quase todo mundo conhece, mas mesmo assim eu vou contar:
Um caminhoneiro morava em uma tradicional cidade do interior, e todas as semanas viajava, retornando apenas no sábado. Todo mundo o conhecia, ele era um cidadão respeitado e bem relacionado. Até que um dia, ao retornar no sábado, havia uma frase nova no seu pára-choque: “Eu quero é rosetar“. Armou-se o escândalo, o padre falou sobre isso no sermão de domingo, as beatas foram pedir que o caminhoneiro tirasse a frase, mas ele estava irredutÃvel: o caminhão era dele e ele manteria ela lá.
Ao longo de algumas semanas, a situação foi se armando, o povo procurou o prefeito, o delegado… até que chegou um momento em que as autoridades bateram na porta do caminhoneiro em um sábado, e deram a ele um prazo de três dias para remover a frase. “Tudo bem”, ele respondeu. “Vou viajar amanhã, e quando retornar no próximo final de semana, a frase terá sido removida.”
A informação se espalhou, e no final de semana seguinte a população se reuniu ao redor do coreto (sim, era esse tipo de cidade pequena), o padre convocou seu rebanho para uma missa campal comemorativa, o coral infantil se reuniu para celebrar a vitória da moralidade, e todos ficaram aguardando o retorno do caminhoneiro, que não tardou, e logo surgiu na entrada da cidade, com todos os faróis acesos, buzinando, e indo em direção à praça, que circulou de modo a exibir a nova frase do seu pára-choque traseiro.
Na qual agora se lia: “CONTINUO QUERENDO!”
Foi basicamente o que fez a Alê Félix, que ao receber o ultimato dos proprietários das marcas registradas mencionadas na sua antiga URL “amarulacomsucrilhos”, não pensou 5 vezes: mudou sua URL para “licordemarulacomflocosdemilhoacucarados” e tocou a vida, servindo como um lembrete permanente da intervenção que beira o ridÃculo (embora plenamente legal, e justificada – é assim que as marcas registradas funcionam) que estas corporações praticaram contra seu nome original. Na ocasião, a confusão armada pela empresa acabou ajudando a dar alguma projeção extra ao blog e ao trabalho artÃstico da autora.
Não sei o que a Mulher Aspirina fará, mas estou torcendo para que ela encontre uma saÃda ao mesmo tempo segura, legal e inspirada.
Um dos meus blogs (o BR-Linux) também tem uma marca registrada de terceiros incluÃda no seu nome, mas eu tenho licença para empregá-la, desde que respeite determinadas condições (especialmente a menção constante de que se trata de uma marca registrada).
Se você está pensando em montar um blog, ou site pessoal, não deixe de levar em conta esta questão, e evite a necessidade de mudar de nome assim que crescer a ponto de chamar a atenção de alguma corporação sem senso de humor!
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2 Nov, 2007, por Augusto Campos
Blogging, web
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Mulher Remédio comentou:
em November 13 2007 @ 14:42
Agora sou Muié Remédio: o acido acetilsalÃcilico não mata mas alivia = Aspirina.
kkkkkkkkkkk
Quero ver a Bayer me pegar agora!!! Rs…
Mulher Remédio comentou:
em November 13 2007 @ 14:42
É fato!
Acabei roseteando.
kkkkkkkkkkkkkkkkk…
Sociedade Obscena comentou:
em November 15 2007 @ 18:23
Cara ainda bem que eu li esse seu texto. Num momento acredito eu de grande sandice eu fiz um novo site com o maldito nome de Sociedade Playboy.
Só que eu dei a sorte de ler seu blog e achar essa postagem bastante esclarecedora. No fim das contas acabaei mudando o nome do blog para Sociedade Obscena.
Agradeço ao seu texto por me abrir os olhos.
roberto comentou:
em November 17 2007 @ 04:39
Tenho um amigo cujo apelido é remédio, bem mais genérico né, pois é enfrentei esse problema com meu site icommercepage, deveria se chamar inicialmente icommerce, não deu não, deve-se tomar muito cuidado com marcas comerciais. Mulher aspirina, não tem nada a ver, acho que se a empresa tivesse comprado o blog, ou o direito de uso, teria feito um bom negócio. Abraços a todos.
Paulo comentou:
em January 11 2010 @ 13:55
Que tal mulheracidoacetilsalicilico ???
Já tem uma boa saÃda para ela.
Mas gostei do post e já sei o que não devo utilizar, para não sofrer depois.