Quer ser mais ouvido? Experimente falar menos!

Seja em um discurso ou na roda de amigos, falar mais do que o necessário para transmitir sua idéia pode ser um tiro no pé. Veja por que, e como lidar com isso.

Uma das frases que em algum momento já estiveram afixadas em algum mural de escritório em que eu tenha trabalhado não tem uma origem muito nobre: vem de uma coluna de conselhos de um jornal. Mas pelo menos não é de uma coluna qualquer, mas sim da “Dear Abby“, uma das mais lidas colunas de jornais em todo o mundo, escrita por Abigail Van Buren (pseudônimo de duas autoras da mesma família).

A frase é a seguinte: “The less you talk, the more you’re listened to.” Ou, em bom português: “quanto menos você fala, mais você é ouvido”. Ou pelo corolário, freqüentemente citado pelo meu professor de matemática da quinta série, comparando seus alunos a veículos de tração animal: “A carroça, quanto mais vazia, mais barulho faz”.

Você conhece alguém que goste de ouvir longos discursos? Quantas pessoas você conhece que falam demais, e assim acabam sendo menos ouvidas? Veja a seguir por que você não deseja ser uma delas.

As vantagens de falar menos palavras – e transmitir a mesma mensagem

O artigo “5 Reasons Why You Should Simplify What You Say, and How to Do It” explica as razões práticas para manter seu foco nas pessoas que estão lhe ouvindo, e não em si mesmo, e assim ser mais breve.

A mais importante delas, na minha opinião, é a clareza. E é óbvio: se você falar o suficiente, sem supérfluos, haverá menos espaço para confundir quem estiver lhe ouvindo. Seu discurso ou posição não serão diluídos pelo excesso de palavras.

Há outra que é vital: redução do fator chatice. Se você se esforça por não falar mais do que o necessário para transmitir sua mensagem, a tendência é que a comunicação se torne mais clara, com carga emocional concentrada, e com mais chance de que as pessoas ouçam até o final sem “perder a sintonia” porque já adivinharam onde você quer chegar.

Tem também o outro lado: o processo de falar de forma simples pode ser menos satisfatório para o ego. Mas as pessoas voltadas para si mesmas, que se sentem especiais por sempre citar 5 autores e analisar 4 tópicos acadêmicos (desde o aspecto filosófico até o tecnológico) sobre qualquer assunto sobre o qual estejam falando, podem acabar descobrindo que é ainda mais agradável para o ego perceber que os outros entenderam a sua mensagem e não a rejeitaram pelo excesso de pedantismo – uma sensação muitas vezes desconhecida pelos falastrões mais chatos ;-)

Portanto, fica a dica: fale menos, e seja mais ouvido!

, por Augusto Campos
Carreira, Comunicação
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16 Comentários até agora

  1. Deborah comentou:

    em February 18 2009 @ 10:13

    A fala excessiva, além de ser inconveniente, ocasiona uma perda de tempo nas reuniões que pode comprometer todo o planejamento do grupo. Outro problema é que, quando há pessoas que desejam monopolizar os turnos de fala, os menos arrojados acabam não tendo a oportunidade de falar coisas que podem fazer toda a diferença. Trabalho com reuniões de professores e havia um professor mais tímido, que praticamente só falava quando solicitado e fazia comentários muito inteligentes e pertinentes.A pessoa que sabe participar, não somente quando é chamada, mas a que saber gerir seu tempo e considerar que em um grupo, todos têm o direito de participar, é uma verdadeira pérola.

  2. DAniele comentou:

    em April 22 2009 @ 10:39

    Acho muito importante esse artigo, pois a minha emoção ao falar se exalta e ninguém deixa que eu termine de concluir meu raciocinío, exatamente por causa dos três tópicos em negrito.

  3. Zilmara comentou:

    em November 7 2011 @ 09:30

    Muito bom!

Fique ligado!
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