Implementando bookmarks fora do mundo virtual – com arquivos de fichas padronizadas
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Bookmarks são arquivos de Ãndices, ou seja, registram quais são as informações e onde elas estão, sem arquivar uma cópia delas.
O recurso de bookmarks é uma das facilidades que eu mais uso nos navegadores web, e costumo manter estruturas elaboradas de pastas e subpastas, classificando conteúdos interessantes que quero rever em outro momento, ou que sei que poderão ser úteis como referência, além de registrar o acesso rápido aos sites que uso diariamente.
Mas desde que comecei a dedicar mais atenção à publicação na web, comecei a sentir falta de um recurso similar que permitisse indexar idéias e conteúdos do assim chamado “mundo real”, ou seja, armazenar de forma estruturada referências a artigos de revistas, citações, idéias soltas e outros fiapos de informação que, quando combinados, formam a tapeçaria dos artigos nossos de cada dia.

Um fichário 3×5″ com Ãndice A-Z
Sempre tive uma tendência natural a registrar e referenciar informações – o BR-Linux nasceu da digitação de uma caderneta onde eu anotava dicas de Linux para meu próprio uso, por exemplo. Mas mais recentemente comecei a sistematizar este processo usando arquivos de mesa para fichas padronizadas, e o ganho foi sensacional. E é esta experiência de efetividade que hoje quero compartilhar com vocês.
Fichário 3×5, armazena seus bookmarks do mundo real
Desde os tempos de ginásio (com as famigeradas “fichas de leitura”), eu sempre mantenho em alguma gaveta um maço de fichas pautadas padronizadas 3×5 pol (equivalente a 7,62 x 12,7cm) para anotações. Elas tem o formato ideal para registrar idéias curtas, são fáceis de guardar, e têm ainda o espaço certo para colocar um tÃtulo em destaque e a data. As que eu compro têm gramatura 180 – aproximadamente a espessura de um bom cartão de visitas – e vêm em maços de 100 unidades. Com 5 reais dá de comprar 3 maços na papelaria da esquina.

A ficha de pauta corrente aqui do Efetividade.net, faltando riscar um artigo ;-)
Eu uso as fichas para 2 finalidades especÃficas:
- Anotar referências e idéias, e catalogá-las alfabeticamente. Toda ficha tem assunto e data, e eu catalogo com base na palavra-chave, e não no tÃtulo. Por exemplo, se eu leio um artigo sobre micro-retÃficas domésticas movidas a bateria e acho que ele tem potencial para virar um texto aqui no Efetividade algum dia, é mais provável que eu o catalogue na letra R, do nome genérico “Rotomatic” (ou você não sabia que o Rotomatic da TV é uma micro-retÃfica?) do que no M da micro-retÃfica, ou no E do Efetividade. Quando eu procurar, provavelmente vou saber onde encontrar.
- Manter registros correntes de transações. Declarar o imposto de renda sobre os pagamentos que recebo dos anunciantes tende a ser complicado, e desde o final de 2004 comecei a manter envelopes com os extratos, notas e confirmações de cobrança e pagamento. Mas há alguns meses coloquei minha formação de Administrador para trabalhar, e estruturei um processo simplificado de fluxo de caixa (melhor dizendo, de entradas de caixa) baseado em fichas, mantendo os documentos em anexo, e creio ter resolvido meu problema. Quem sabe isso também vire um artigo um dia (acabei de registrar a idéia em uma ficha).
Usar as fichas é muito simples. Basta ter um arquivo com Ãndice alfabético, e um pouco de disciplina para anotar as idéias e referências, registrando data, tÃtulo e palavras-chave, e guardando sempre no arquivo.
Dá para montar seu arquivo com uma caixa de sapatos de criança, algumas folhas de papel cartão e uma tesoura para montar os Ãndices alfabéticos com abas. Mas se você quiser investir, com menos de R$ 20,00 dá para comprar um fichário 3×5 da Acrimet, em aço com tampa de acrÃlico, e por menos de R$ 5,00 você encontra um pacote com o Ãndice alfabético em plástico rÃgido.
A indexação é posterior, ou seja, as fichas referentes à letra “B” vão *atrás* do cartão da aba da letra B no seu fichário.
Uma dica que eu aprendi lendo sobre a metodologia GTD do David Allen é que pouco adianta ter uma ferramenta de captura (no caso, o arquivo de fichas) se ela não for fácil de alcançar. Se o seu arquivo estiver em uma gaveta, ou em uma prateleira, você vai se flagrar deixando de tomar uma nota, ou largando a anotação em outro local, devido ao passo adicional (abrir a gaveta, andar até a prateleira) necessário para arquivar.
Portanto, dê um jeito de achar um lugar para o seu fichário em cima da escrivaninha, e ganhe muito mais efetividade nas suas referências!






Rangel comentou:
em December 19 2006 @
Ótima idéia para bookmarks reais, esse é um dos feeds mais importantes do meu agregador, são posts simples que muitas vezes mudam meu dia-a-dia, muito bom esse post vou tentar seguir essa e outras idéias aqui!
Abs e parabéns!
Rangel comentou:
em December 19 2006 @
Ah você que as vezes fala de gestão vai gostar, fiz um post sobre trabalho em equipe, depois da uma lida e ve o que acha (se tiver um tempinho livre).
Abs!
PS: Se quiser juntar os dois comments em um só fique a vontade!
Luis Augusto Vulcanis comentou:
em December 19 2006 @
Num mundo de tanta tecnologia chega a ser poético utilizar as fichinhas de papel. Adorei a matéria.
Isto vem mostrar aquilo que eu sempre digo aos meus alunos. Tudo o que você faz com um computador é possÃvel fazer sem ele.
Rodrigo P. Ghedin comentou:
em December 19 2006 @
Assim que terminei de ler o artigo, pensei numa solução para o problema do penúltimo parágrafo: deixar algumas fichas em branco em lugares estratégicos. Aqui em casa, por exemplo, eu deixaria algumas próximas ao PC, outras no meu criado-mudo, e por fim, algumas na sala de estar. São os locais onde eu mais fico durante o dia, logo, se alguma idéia surgir do nada, terei sempre uma ficha à mão para anotá-la.
[]’s!
Mauricio Junior comentou:
em December 19 2006 @
Usei muito estas finhas na faculdade na matéria de metodologia cientÃfica.
Realmente é um recurso prático e interessante, vale a dica para aqueles que querem ser organizados e ter um backup de seus dados, pois computador pode falhar uma hora, mas as fichas sempre estarão por perto.
abs.
Rodolfo comentou:
em December 28 2006 @
Boa a dica, mas no meu caso precisaria de um bloquinho de papel e caneta para anotar quando estivesse em trânsito.
Optei por um palm. Vale cada centavo.
Referências:
http://www.palm.com/us/products/handhelds/z22/organizer.epl
http://usabilidoido.com.br/a_experiencia_de_usar_um_palm.html
» Como estudar em emergências escolares: prepare-se rapidamente para provas e apresentações - Efetividade.net comentou:
em August 17 2007 @
[...] tende a respeitar os limites de aprendizado e memorização imediata dos leitores. Eu prefiro usar fichas 3×5 ao invés de folhas de papel comum (a frente para o passo 2, e o verso para o passo 4), porque são [...]
Joao Inocêncio ( Hans) comentou:
em June 25 2008 @
francamente, começar por escrever alguns papeis desses é o inÃcio de uma monografia:
´´que um passo é o inÃcio de uma grande caminhada´´( Lao Tzu)
Discurso com efetividade: como escrever e apresentar para ser entendido « Efetividade.net comentou:
em September 2 2008 @
[...] e caneta funcionam bem, fichas pautadas (tamanho 3×5, à venda em qualquer papelaria) podem ser ainda melhores, se você escrever um [...]
Luiz comentou:
em December 11 2008 @
Muito legal o blog, sou estagiário de Design e tenho muito interesse no assunto da produção e edição de conteúdo…