
Como você se previne? A maioria dos lares pode passar a vida inteira sem dispor de um plano destes, mas quem trabalha via Internet (especialmente quem o faz em um home office) pode e deve considerar a hipótese de incluir a questão em seu orçamento e em seu planejamento.
Para mim, a possibilidade de passar um dia inteiro sem conexão faria bastante diferença quanto a várias de minhas atividades, especialmente considerando que a maior parte de minha receita vem hoje das atividades que desempenho on-line. Faz um bom tempo que percebi o impacto que a queda destes serviços poderia ter sobre a minha produtividade, e tomei medidas suficientes para mitigar os riscos que estão ao meu alcance.

No meu caso, as providências foram relativamente simples: em complemento à conexão ADSL de 3Mb da GVT, contratei um plano relativamente econômico do Virtua (que passa por outro meio físico e com uma tecnologia completamente diferente), e mantenho conectado em casa um segundo roteador do qual eu já dispunha.
Ambos os roteadores (o principal, ligado ao modem da GVT, e o secundário, ligado ao cable modem do Virtua) estão na mesma rede lógica, e tudo o que tenho que fazer no PC ou no notebook no caso da queda de uma das conexões é alterar a configuração do ‘gateway padrão’ (passando a corresponder às linhas vermelhas do diagrama acima, mas sem alterar nenhuma conexão física) e continuar trabalhando.
Alta disponibilidade: Durante algum tempo eu mantive configurações mais avançadas, com recursos de alta disponibilidade, múltiplas interfaces, rotas simultâneas com pesos diferentes, balanceamento de tráfego, etc., mas embora tenha sido relativamente divertido e um bom aprendizado, nada disso é necessário para o meu objetivo, que é ter a conexão disponível pelo máximo do tempo, sem me preocupar e nem ter muito trabalho.
Se ambas as conexões falharem, tenho uma terceira possibilidade, que é a conexão de 256Kb via celular. Mas nunca aconteceu, e espero que não aconteça ;-)
Cuidados com a linha discada de backup: Se a minha conexão principal fosse o Virtua (ou qualquer outra tecnologia que não fosse provida diretamente pela malha telefônica), eu consideraria uma quarta alternativa, que é o acesso discado, usando um velho modem externo que ainda tenho guardado no armário, e de vez em quando testo. Se esta for a sua alternativa, sugiro manter sempre atualizados os discadores ou as configurações de conexão, pois pode não ser possível fazer o download ou a pesquisa na hora em que você de fato for precisar deste recurso ;-)
Completando o esquema, tenho um no-break doméstico alimentando um PC, os roteadores e modems, e backup em um HD externo de todos os dados que uso com freqüência. Assim, posso optar por ficar fora do ar quando quiser, mas não deixarei nenhuma companhia telefônica decidir isso sozinha por mim se eu puder evitar!
Veja também o “Home office 100% online” descrito pelo Christiano Anderson. E aí considere se vale a pena você ter algum tipo de planejamento neste estilo, pois a maneira de estar a salvo e evitar prejuízos é ter contingências para os riscos que você pode identificar, e cujo custo de prevenção compense.
]]>Também podemos assumir como provável que alguns dos currículos descartados corresponderão a candidatos que teriam potencial para serem considerados para a vaga, mas o avaliador preliminar desistirá de lê-lo antes de encontrar a informação relevante que o faria tomar a decisão certa.
É por isso que você deve preparar o currículo especialmente para cada vaga que pleiteia, ou para cada empresa que aborda, e deve dar bastante atenção ao destaque das informações relevantes para aquela colocação específica.

As agências e os sites de emprego continuam empurrando a seus clientes e usuários os mesmos modelos de currículos que nossos pais usaram na década de 70 (datilografado com capricho!), em 3 páginas, com uma série de informações desnecessárias (caso a empresa resolva contratá-lo, aí sim ela lhe pedirá o seu número do PIS…) para a análise, e deixando em segundo ou terceiro plano o que poderia ser o seu diferencial - algo que pode fazer muita diferença caso o seu avaliador tenha uma pilha suficientemente grande de candidatos e decida descartar o seu currículo antes de lê-lo na íntegra.
Hoje faremos uma abordagem diferente e prática: como dar destaque às informações mais relevantes do seu currículo, de maneira sóbria e discreta, para aumentar a chance de ser colocado na lista dos que serão chamados imediatamente para a entrevista, e não na dos que irão ser arquivados no banco de talentos! Já tratamos de forma mais profunda do assunto anteriormente em várias ocasiões, e você pode ver as dicas, modelos e exemplos de currículos aqui do Efetividade.net nos links ao final deste artigo.
Usaremos apenas recursos comuns do editor de texto, como colunas, quadros, tabelas e formatação simples (negrito, etc.). Cada uma das alterações abaixo pode ser feita em 15 minutos, se você souber usar as ferramentas básicas do seu processador de texto.
O objetivo é mostrar como você pode se diferenciar sem exagerar. Não dei atenção especial ao design (contraste, alinhamento, etc.) - portanto, se você estiver concorrendo a uma vaga de designer, passe longe destes modelos, pois além de você precisar se destacar com um currículo original, os recursos e a formatação empregados estão longe da perfeição estética.
Mas para a maioria das carreiras e vagas, usar um modelo destes será mais do que suficiente para destacá-lo entre uma pilha de currículos sem vida e sem diferenciação.
Começando pelo começo
Você provavelmente já tem um currículo-base, portanto é hora de localizar o arquivo e abri-lo. Nós vamos partir do exemplo abaixo, de currículo resumido que cabe em uma página:

Trata-se do modelo de currículo mais popular aqui do Efetividade.net, acessado mais de 10.000 vezes todos os dias. O Marcos José Penteado, personagem fictício que criei para esta série de artigos, deve estar orgulhoso!
Na minha avaliação, este modelo em si já se destacaria da média em muitas seleções - já avaliei currículos suficientes na vida para saber que predominam os modelos em fonte default, 100% em maiúscula, com diagramação estranha, xerox de má qualidade, em 3 páginas grampeadas, com bastante informação irrelevante para a análise.
Mas sempre há possibilidade de avançar, certo? Note que há bastante espaço em branco no lado esquerdo da folha. Que tal colocá-lo em uso com uma coluna para destacar as informações mais importantes? Basta abrir uma coluna e inserir o texto (sem removê-lo de onde ele já se encontra - o objetivo é aumentar a chance de o avaliador chegar a perceber estas características, mesmo sem ter de ler tudo). Ficaria assim:

Que tal? Estamos apenas começando, mas já é uma alternativa viável. Note que a coluna da direita, mais larga, contém 100% do texto do modelo anterior no qual nos baseamos, e usa o mesmo tamanho de fonte do original. A coluna da esquerda, com fonte maior e entrelinhamento largo, usa apenas espaço que já estava livre, e foi redistribuído. Aproveitei para aumentar também a fonte do nome do Marcos J. Penteado, dando mais equilíbrio e destaque. Os links para download estão logo abaixo das imagens.
Para incrementar um pouco mais, sem exagerar nos enfeites, podemos fazer uso de uma cor de preenchimento e alterar o alinhamento para deixar um pouco mais clara a diferenciação entre as duas colunas. Assim:

Para fazer o efeito de cor diferenciada, inseri um quadro sem borda na coluna esquerda, e aí mudei os atributos do texto. Sobrou um pouco de espaço, então incluí um destaque adicional para as informações de contato (sempre completas e atualizadas!) no rodapé da coluna esquerda. Os links para download estão logo abaixo das imagens.
Mas naturalmente esta não é a única possibilidade. Veja esta outra alternativa, com bullets em forma de seta, e dois níveis diferentes de destaque:

Aproveitei para destacar (em negrito na coluna esquerda) os 2 itens mais relevantes para uma determinada vaga.
Só que a coluna lateral não é a única possibilidade - basta esticar e puxar um pouco os limites do texto, e podemos abrir espaço para um quadro horizontal que vai quase até a metade da folha, mantendo a íntegra do restante do texto abaixo dele. Veja:

A partir destes modelos, é fácil chegar a outros. Por exemplo, se adicionarmos os bullets em forma de seta do modelo 6 à coluna básica do modelo 4, o visual muda bastante:

Claro que não dá de mudar apenas os bullets: foi necessário mexer com as margens também.
Agora crie seu próprio modelo
Como dizia a antiga propaganda de cereal, existem mil maneiras de preparar seu currículo - invente uma!A esta altura creio que já ficou claro que basta usar os recursos mais comuns do seu processador de texto para ter grandes variações no seu resultado final.
Os links para download dos modelos criados para este artigo estão logo abaixo das imagens, e sinta-se à vontade para usá-los no seu currículo. Mas o ideal é que você, tendo percebido como é simples, monte o seu próprio modelo original, e use-o com confiança.
Uma observação: é possível que os arquivos em formato DOC apareçam ligeiramente desformatados. Eles foram exportados a partir dos originais em formato padrão ISO (do OpenOffice), e às vezes algum detalhe se perde. Recomendo usar as versões no formato do OpenOffice.
Saiba mais
Veja mais artigos do Efetividade.net sobre a arte e técnica do currículo:
Não é todos os dias que a pessoa tem oportunidade de ser surpreendida ao ver seu trabalho exibido nas revistas que lê. Eu já tinha tido a experiência de ver meu trabalho na Isto É, na Veja e na Rolling Stone (com a Grazi Massafera na capa) anteriormente, mas em todos os casos eu já sabia que ia sair, então não houve fator surpresa.
Não sou muito movido por este tipo de vaidade, mas mesmo assim é um ótimo feedback de que estamos indo no caminho certo, e certamente foi uma surpresa boa, ainda mais que foi completamente inesperada: eu estava folheando a revista numa praça de alimentação enquanto esperava meu almoço ficar pronto, e de repente… ei, eu conheço esse material!

Vamos ao caso: na Veja 2065, de 18 de junho, saiu a matéria acima sobre currículos, ilustrada exatamente pelo currículo mais visitado aqui do Efetividade: um modelo de uma única página, extremamente popular nas buscas: ele é acessado por mais de 10.000 pessoas todos os dias.

Para registrar, segue imagem da página inteira, cortesia da equipe Boal & Sebastião:

Três curiosidades:
Para comemorar, vou dar continuidade à série de artigos sobre currículos, e quem sabe publicar mais alguns modelos - aparentemente tem bastante gente por aí procurando emprego ;-)
Leia também:
Veja mais artigos do Efetividade.net sobre a arte e técnica do currículo:
Quando iniciei a promoção “Ajude a sustentar a Wikipédia e outros projetos, sem colocar a mão no bolso, e concorra a um Eee PC!” deste ano, em junho, me baseei nos números da campanha similar do ano passado para definir os degraus da escala de doações que o BR-Linux.org e o Efetividade.net farão à Wikipédia e ao outro projeto selecionado pelos participantes.
Esta escala tinha seu topo no número de 350 participantes que, se alcançado, corresponderia a uma doação total de US$ 500. Para isso foi dado um longo prazo (até as 23h59min de 25 de julho de 2008, próxima sexta-feira) para que os interessados se inscrevessem e participassem.
Mas as últimas 3 semanas provaram que eu não soube prever o número de participantes que teriam interesse em divulgar a sugestão de que cada usuário deve considerer contribuir com os projetos essenciais ao funcionamento da web: hoje, segunda-feira, a manhã terminou com mais de 840 participações registradas.
O orçamento da campanha é restrito (afinal, boa parte dos brindes - incluindo o Eee PC - saíram dele), mas tive tempo suficiente para mudar alguns detalhes no planejamento, em reconhecimento a esta tremenda participação.

A primeira alteração é na lista de brindes, que vai passar a incluir uma mochila Targus Feren com compartimento térmico, além de toda a lista de brindes anteriores oferecidos por mim (um Eee PC, livros bacanas, acessório da Victorinox, pen drives e card drives) e pelos parceiros da promoção (obrigado, Red Bug e Handcase!)
A outra é no valor que será doado, que recebe imediatamente um upgrade para US$ 600, e passará a US$ 700 se ultrapassarmos o número de 950 participantes até o final do prazo de inscrição nesta sexta-feira.
Veja abaixo uma lista parcial dos blogs e sites inscritos até a manhã desta segunda-feira.
Ainda dá tempo de participar! Leia as instruções e inscreva-se!
Gerada automaticamente a partir dos dados preenchidos pelos participantes. Não foi realizada verificação de conformidade às regras da promoção.

Sou Administrador e no momento estou também fazendo uma especialização em Administração, portanto você pode acreditar que já completei uma boa cota de cadeiras na área de Finanças - consigo lembrar de pelo menos 7 disciplinas já cursadas. Em quase todas elas (a exceção foi uma ministrada pelo prof. Baima, egresso do Banco Central), terminei com a impressão de que o foco foi dado ao lado errado do problema: como operar as planilhas, a calculadora HP 12C, realizar transformações, conversões e projeções numéricas, comparar duas propostas expostas detalhadamente pelo professor (sem as sutilezas que os produtos do sistema financeiro empregam), etc. - ou seja: números, ferramentas e operacionalização, e não análise, critérios e decisões.

O livro Investimentos Inteligentes não comete este erro. Suas 274 páginas não apresentam como operar a calculadora financeira e nem a planilha e, ao apresentar seu conteúdo, nem mesmo pressupõem que você saiba fazê-lo (embora esteja claro, e o autor reforce todo o tempo, que é vantajoso desenvolver estas competências técnicas).
Parte I - contextualização
Evidentemente não se trata de um livro voltado a quem tem formação na área, mas eu li do começo ao fim sem me entediar com a apresentação de conceitos, feita de forma muito hábil e suficientemente completa. Neste sentido, gostei particularmente do primeiro capítulo, que apresenta com exemplos as diferenças entre investimento, acumulação, consumo e poupança, mostrando inclusive vários casos em que coloquialmente se descreve atividades como se fossem investimentos, quando na verdade se trata de consumo, ou de poupança.
Já no segundo capítulo somos apresentados à variada fauna que habita este ecossistema. Não sou investidor, nem financista, mas conheço vários exemplares destes bichos, incluindo o “meu” gerente (na verdade, o gerente *do banco*, que eu tenho consciência que trabalha para mim apenas até o limite em que isso for vantajoso para a instituição), os falsos especialistas, os traders alucinados, os grafistas com sua crença (tantas vezes justificada na prática pelo efeito das profecias que se auto-realizam) de que a análise do passado ajuda a prever o futuro, e a entidade disforme e virtual chamada de “o mercado”. As descrições que mais me atraíram a atenção foram a do “conservador que não investe” (aquele cara que pensa que o que ele está fazendo é investir, e que o que ele adotou há 40 anos continua funcionando para quem estiver começando agora) e o falso insider, sempre com um palpite “quente”, mas que perde o rebolado quando você pergunta a ele se ele já investiu nesta informação que está trazendo com tanto alarde.

Este mesmo capítulo traz ainda uma lista de “falsas oportunidades” comuns - práticas que continuam atraindo muitos incautos, apesar de estarem bem próximas do conto do vigário. Me chamou a atenção a questão da “renda fixa informal” que promete pagar continuamente acima do mercado - e quase sempre acaba mal, quando os “investidores” descobrem pelo jornal que aquele seu consultor foi preso, era um agiota, emprestava o seu dinheiro adiante a juros escorchantes (e por isso podia remunerar tão bem o seu investimento), mas agora tudo evaporou mas você não pode nem mesmo processá-lo, já que o que você fez também era ilegal.
O capítulo 3 é mais um que traz uma mensagem importante e que pode ser entendida completamente sem uso de calculadoras: o que não fazer. Partindo de dúvidas enviadas pelos leitores de seus livros anteriores, o autor apresenta uma série de práticas a evitar:
e vários outros.
Em seguida, o capítulo 4 apresenta as qualidades do bom investidor. Mas não é uma lista daquelas que escondem o pulo do gato: em vários casos, o autor explica a razão de cada qualidade ser importante, e como colocá-la em prática. Me chamaram a atenção a necessidade de ter objetivos clara e objetivamente definidos (não é “ganhar dinheiro” ou “ficar rico”), a diversificação, a prática constante do rebalanceamento de investimentos, e a presença de um plano B: “Planos para a dificuldade envolvem: a quem recorrer, o que vender, para quem vender e onde obter uma atividade remunerada, entre outros.”
Ainda sobre o Plano B, cito um trecho que combina muito com o que eu mesmo penso e pratico: “Quem cresce na carreira já construindo uma segunda carreira alternativa está, de longe, com uma paz interior muito maior do quem foca completamente em um determinado cargo.”
A primeira parte do livro termina no capítulo 5, apresentando mitos ou afirmações questionáveis sobre o mercado de capitais, incluindo questões sobre a realidade específica do Brasil, como lidar com o risco, a questão do perfil do inverstidor, e outras.

Parte II - estratégias
A parte II é mais concreta e direta, voltada a estratégias específicas usando famílias, produtos e alternativas usuais do mercado, e por suas características tão específicas, torna-se um desafio muito grande para a descrição em uma resenha, exceto da forma mais genérica. Temos assim:

O capítulo 12 fecha o livro com uma visão importante: a vida equilibrada. Não deixar as atividades de investidor interferirem negativamente na vida familiar, ter uma reserva para emergências facilmente acessível, usar a previdência privada para a sua finalidade básica (previdência), tratar com instituições e pessoas que mereçam a sua confiança, e vários outros toques de quem já tem experiência no assunto.
Para concluir
Quando o assunto é relacionado a finanças pessoais, múltiplos autores podem oferecer pontos de vista e informações diferentes, e é recomendável conhecer todos eles, até mesmo quando for para discordar.
Mas no caso de Gustavo Cerbasi, sabemos que no mínimo ele fala por experiência própria, pois no próprio livro descreve as opções que o levaram a atingir sua própria meta financeira (o mítico “primeiro milhão”), e deixa claros quais os momentos em que está falando de opinião pessoal, e não necessariamente de fato concreto.
Para fechar, voltando ao que já abordei na abertura, repito: li, gostei e recomendo.
CERBASI, Gustavo. Investimentos Inteligentes. Ed. Thomas Nelson, 2008. 274 páginas.
Leia também:
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