Efetividade.net Agenda em dia e caixa de entrada vazia! Ferramentas, dicas e técnicas, com ou sem Palm. Mais produtividade com pouco esforço. Eficiência e eficácia não bastam: como ser bem mais efetivo e administrar melhor o seu tempo aplicando dicas e truques simples. 2010-02-08T11:56:01Z WordPress http://www.efetividade.net/feed/atom/ augusto http://augustocampos.net/ <![CDATA[Multifuncional wireless HP C4780: impressão sem fio, scanner e copiadora]]> http://www.efetividade.net/?p=2548 2010-02-08T11:56:01Z 2010-02-08T10:45:36Z A multifuncional wireless HP Photosmart C4780 é impressora, copiadora e scanner, e tem uma vantagem adicional: se integra à rede sem fio da sua casa ou escritório, e aí os computadores podem imprimir ou scannear sem fio.


Multifuncional wireless HP Photosmart C4780

O suporte à conexão wireless é sem dúvida o grande diferencial deste produto. No meu caso, isso significa não apenas a impressão operada a distância (que já seria muito bom), mas também o compartilhamento entre vários micros e usuários – tudo isso sem fio, usando a rede wireless já existente, e ao longo de vários cômodos.

Após breve pesquisa de preços, compramos uma na loja da esquina, e agora ela é a mais nova integrante do arsenal do home office do Efetividade.net. Estamos muito satisfeitos com ela, por isso nada melhor que compartilhar com vocês a dica.

Impressora wireless

Como este é o diferencial mais claro do produto, merece o destaque: a impressão wireless funciona muito bem. Ao fazer a configuração inicial da multifuncional, usando os softwares do CD fornecido com ela (ou disponíveis para download no site da HP), o usuário tem a opção de replicar automaticamente no equipamento as configurações (nome da rede sem fio, senha de acesso, etc.) da rede wireless 802.11 b/g do computador que estiver sendo usado para a operação, e a partir daí a multifuncional passa a estar disponível aos demais computadores com acesso à mesma rede, bastando instalar também neles os drivers.


Visão superior

O suporte oficial da HP é apenas para Windows e Mac OS X, mas a própria HP recomenda (e reconhece como compatível no data sheet) o hplip para usuários de Linux interessados. É o meu caso, e não tive dificuldade nenhuma em conectar um notebook com o Ubuntu 9.10 (que já vem com o hplip) para imprimir sem fio na multifuncional previamente configurada a rede wireless do home office, como se fosse qualquer outra impressora via rede – não foi necessário instalar nada, apenas mandar procurar por impressoras na rede, clicar na HP Photosmart C4780, e escolher um nome para ela – a partir daí, todos os aplicativos passaram a poder imprimir nela como se estivesse ao lado do PC, conectada via cabo USB.

A impressão tem boa qualidade para um modelo de escritório (até 4800 x 1200 dpi otimizados), imprime em envelopes e papel fotográfico sem sustos, e assume uma velocidade interessante quando a colocamos em modo Rascunho: até 29 páginas por minuto (P&B) ou 23 páginas por minuto (cores). Em modos de alta qualidade a velocidade cai proporcionalmente, e se você for imprimir fotos com frequência, prepare-se: mesmo em qualidade Rascunho, a impressão de uma foto demora cerca de 30 segundos.

Por falar em preparação, é necessário preparar o bolso para os cartuchos (HP 60 Black: 200 páginas; HP 60 Tricolor: 150 páginas – tem também os modelos XL, com maior capacidade). A HP recomenda este modelo para quem imprime até 1000 páginas por mês.

E nos casos em que fizer sentido – por exemplo, se algum PC não suportar rede sem fio – é possível usar a impressora via cabo USB. Aliás, não se assuste: o procedimento de configuração inicial da impressora, inclusive para colocá-la na rede sem fio, exige plugá-la (quando o software configurador exigir) via cabo USB por alguns minutos.

Scanner sem fio

Aqui eu preciso ser honesto: para mim a atividade de scannear é esporádica, e não cheguei a testar completamente este recurso. Nem sei se algum dia vou, afinal para scannear é fisicamente necessário aproximar-se do aparelho para colocar o documento original na bandeja, e dificilmente alguém vai me convencer a transportar o notebook ou ficar indo e voltando para scannear um documento de múltiplas páginas.

Talvez essa seja a situação de muitos de vocês. Mas o pessoal da HP não é bobo, e nos oferece uma solução adicional para estes casos: basta plugar um cartão de memória (Memory Stick e Duo, SD, SD MMC, SDHC, xD) nos slots frontais da multifuncional, e aí usar os próprios menus dela (nos botões e display LCD instalados no painel do aparelho) para scannear cada uma das páginas diretamente para o cartão de memória (o PC pode até estar desligado nessa hora…), depois levar o cartão de memória para o notebook e usar os arquivos gerados.

Essa solução me atende bem, mas como a minha multifuncional está próxima do principal PC do escritório (que não tem wireless ativado), também acabo scanneando a partir dele, via cabo USB, e aí usando todos os recursos e configurações que o software de controle do scanner me oferece. Se algum dia eu chegar a testar o scanner via rede sem fio, atualizo e conto para vocês – mas quem sabe alguém mais não compartilha seu relato sobre isso nos comentários? ;-)

E não podemos deixar de mencionar os dados oficiais: o scanner da HP Photosmart C4780 tem resolução de até 1200 x 2400 dpi, e faz uma leitura completa de página (preview) em 26 segundos. A área máxima do documento é de 21,5cm x 30cm (uma folha A4 tem 21 × 29,7cm).

Copiadora

Por falar em comandos diretamente nos menus do painel da multifuncional wireless, é assim que você fará cópias.


Controles de foto no painel

Dá para selecionar se vai ser preto e branco ou em cores, o número de cópias (até 30), e outros parâmetros comuns (ampliação, redução, qualidade), e aí é só aguardar. As cópias são com resolução de até 1200×1200 dpi, e a velocidade é razoável para um equipamento deste porte: 9 cópias p&b por minuto, ou 6,5 cópias coloridas por minuto.

O display LCD colorido

Um grande diferencial das multifuncionais mais recentes são os displays coloridos, que servem como menu e controle, desde a primeira vez em que o equipamento for ligado, quando nos pergunta o idioma e o país, e a partir daí oferece permanentemente as 3 opções disponíveis diretamente no equipamento, dispensando o micro: copiar, scannear e imprimir fotos. Neste modelo, o display tem 1,45″.


Display LCD Touchsmart – note os 3 botões de opções à direita, e os comandos de retorno e confirmação, à esquerda

Sobre cópias e scanners já falamos, mas o menu de impressão de fotos merece menção extra: ele permite que você insira um cartão de memória (Memory Stick e Duo, SD, SD MMC, SDHC, xD) da câmera ou celular diretamente nos slots do painel frontal da multifuncional, e aí selecione (vendo as fotos no display LCD) quais deseja imprimir. O tamanho do papel é reconhecido automaticamente, e se você usar papel com qualidade fotográfica, o equipamento irá tirar proveito – a qualidade da foto de teste que eu imprimi me surpreendeu, e nem precisei ligar o PC!

Outras informações importantes

Esta multifuncional aceita papéis comuns, transparências para jato de tinta, papel fotográfico, etiquetas para jato de tinta, envelopes, cartões e papel transfer – mas consulte a documentação se quiser ter certeza sobre algum papel menos comum que lhe interesse!

A bandeja de entrada suporta até 80 folhas (A4 ou carta) de cada vez, ou até 30 transparências ou folhas tipo foto.

O meu modelo veio com fonte externa (tipo tijolo, similar à dos notebooks), voltagem automática (100-240V), com plug de 2 pinos redondos, compatível com as tomadas brasileiras do modelo antigo e do modelo novo.

Recursos, cartuchos e complementos

A multifuncional HP Photosmart C4780 usa dois cartuchos HP com o mesmo número: 60. Um deles é o preto (também em versão XL), e outro é tricolor (também em versão XL).

Os drivers e outros softwares que vêm no CD também podem ser obtidos via download no site da HP.

O download dos manuais também está disponível on-line, bem como nesta cópia local do manual em português da C4780.

Uma cópia do data sheet oficial, contendo todas as espercificações técnicas também pode ser consultada em PDF.

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augusto http://augustocampos.net/ <![CDATA[Participe da enquete das Competências e concorra a uma calculadora HP e um livro do Peter Senge]]> http://www.efetividade.net/?p=2534 2010-02-05T13:02:26Z 2010-02-05T11:45:22Z De hoje até terça-feira você pode participar da enquete anunciada no artigo O papel das Competências em seu crescimento profissional, que inaugurou a nossa nova série sobre Competências, da autora convidada Patrícia Wolff.

O procedimento é simples: cada um de vocês pode marcar 4 entre as ~40 competências pré-selecionadas pela Patrícia no formulário abaixo, e informar (caso queira participar do sorteio) o seu nome, e-mail e cidade (e não se preocupe: seus e-mails não serão usados para nenhuma outra finalidade).

À meia-noite de terça (9 de fevereiro), pelo horário de Brasília, acaba o prazo para participar, e começa a apuração das 10 competências mais votadas, cujo resultado vai ser anunciado num artigo da série, até o dia 15 de fevereiro.


HP Quick Calc

Como de hábito, haverá também uma apuração paralela, na forma de um sorteio também divulgado (mas por mim) até o dia 15, que vai selecionar 2 participantes residentes no Brasil – um deles ganhará um exemplar de A Quinta Disciplina do Peter Senge (“Senge mostra o conceito de “organização que aprende” – na qual as pessoas são o principal meio de alavancagem nos processos de mudança>”), e o outro ganhará uma charmosa como a da foto acima, para ajudar a compor seu home office ;-)

Sem mais delongas, vamos portanto ao formulário da enquete! Preencha tudo e depois pressione uma vez o botão Submit, ao final.

(caso o formulário acima não esteja aparecendo para você, entre em contato comigo informando o que acontece, e com quais navegadores você tentou, que aí eu tento ajudar.)

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augusto http://augustocampos.net/ <![CDATA[O papel das Competências em seu crescimento profissional]]> http://www.efetividade.net/?p=2500 2010-02-05T13:02:54Z 2010-02-04T10:45:19Z por Patricia Wolff

Já ouvi de diversos executivos a seguinte afirmação: Faltam pessoas competentes no mercado de trabalho. Afirmação no mínimo estranha, afinal a oferta de candidatos está cada dia maior. Mas a grande queixa é: Não encontro o profissional adequado para minha vaga !

Isso acontece pois falta algo importantíssimo em alguns candidatos que é atitude, que significa garra para fazer as coisas acontecerem, comprometimento com as metas e a vontade de enfrentar os obstáculos/desafios que surgirem.

Hoje em dia o assunto competências está cada vez mais em pauta pois as empresas vivem de resultados e quem traz estes resultados são as pessoas que nela trabalham, aliás as pessoas competentes que são aquelas que “entregam” o resultado esperado para empresa.

Para entregar um resultado, o que é esperado de mim ? É esperado que você agrupe os três ingredientes que compõe a competência, apelidado por muitos de CHA: conhecimento, habilidade e atitude. Portanto não adianta ter apenas um ou dois, os três precisam aparecer juntos para considerarmos a pessoa competente.

Conhecimento é o saber, o que aprendemos na escola, no trabalho, na vida.
Habilidade é o querer fazer aquilo que eu conheço
Atitude é o querer fazer aquilo que eu sei

E como funciona na prática? Vou dar um exemplo que vai agradar algumas pessoas e outras nem tanto que é o Rogério Ceni. Não basta que ele saiba como evitar que a bola entre no gol (conhecimento), ou como se faz um bom lançamento (habilidade), mas ele precisa ter atitude, isto é, a vontade, a garra de fazer tudo aquilo que aprendeu até então para que seu time vença a partida (atitude/resultado)! Ele, por exemplo, mesmo após o término dos treinos colocava a barreira fixa e ficava cobrando faltas. Isso é ter atitude!

Resumindo:

Existem dois tipos básicos de competências: competências técnicas e competências comportamentais. Didaticamente podemos separar o CHA, em CH para as competências técnicas e o A para as competências comportamentais.

Competências técnicas são aquelas que o profissional adquire através da educação formal, treinamentos ou experiência profissional, como por exemplo: formação superior, especialização, cursos profissionais, etc.

Competências comportamentais são aquelas que possibilitam chegar ao resultado desejado. Podem ser inerentes às características pessoais ou podem ser obtidas ou aprimoradas através do convívio social ou capacitação. Elas são transmitidas pelo exemplo e dependem muito mais da postura e atitudes das pessoas. Exemplos: iniciativa, comprometimento, trabalho em equipe, liderança, etc.

Hoje temos pesquisas, como o trabalho de Mcall e Lombardo do Center for Creative Leadership, que nos mostram os principais fatores que prejudicam a carreira. São eles:

Principais fatores que prejudicam a carreira

  • Problemas de relacionamento.
  • Dificuldades para selecionar e construir equipes.
  • Dificuldades em fazer a transição de uma função técnica para uma função de liderança.
  • Dificuldade em ter foco.
  • Percepção muito estreita de sua função.
  • Problemas com mudanças e adaptações.

    Fica claro então que após a conquista das habilidades técnicas é fundamental o desenvolvimento das competências comportamentais.

    Você já pensou em quais são as competências que podem contribuir mais para alavancar a sua carreira? Reflita alguns momentos sobre isso. Será que é ter mais iniciativa, melhorar a comunicação ou fazer melhor o marketing pessoal ?

    Pesquisa: quais as 10 competências que merecerão artigos específicos em nossa série?

    Para ajudá-lo estamos propondo uma pesquisa no Efetividade.net, que vai ao ar nesta sexta-feira para saber quais as 10 competências mais importantes para o seu desenvolvimento. As mais votadas terão um artigo exclusivo com explicação sobre cada uma, exemplos e dicas de como desenvolvê-las.

    Para participar basta você acessar o Efetividade.net na sexta-feira (ou durante o final de semana) e escolher, a partir da lista de ~40 competências do formulário, as 10 mais importantes para você – e aguardar o resultado que será divulgado no próximo post.

    Participe, concorra aos brindes que serão anunciados, e prepare-se para potencializar seu desenvolvimento!

    A autora convidada da série de artigos sobre Competências, Patrícia Wolff, atua como coach executivo e de equipe, conferencista em Desenvolvimento Humano e é diretora da Quantas Consulting.
     
    ]]> 18 augusto http://augustocampos.net/ <![CDATA[Home office: 10 dicas para separar o “home” do “office” e reduzir o stress]]> http://www.efetividade.net/?p=2494 2010-02-03T13:31:46Z 2010-02-03T13:31:46Z Sou fã do ResultsOn – Negócios Inteligentes e não recuso oportunidades para contribuir material para lá. A matéria mais recente com algum apoio meu é a “Home ou Office“, do Alexandre Finelli, e tem até foto minha com meu notebook-caveirão ;-)

    Por lá eu dou algumas dicas essenciais sobre a produtividade (sem overdose de stress) para quem está começando com seu próprio home office, e mesmo para quem já iniciou e agora está tentando atingir velocidade de cruzeiro.


    Com o home office você pode fugir do trânsito e produzir mais

    Como nessa época de temperatura extrema, trânsito caótico e tempestades frequentes muita gente coloca em consideração, ou mesmo passa a desejar um escritório doméstico, eu recomendo especialmente a leitura do artigo no ResultsOn, inclusive porque também há dicas de outras fontes nacionais sobre o assunto.

    Mas quando eu participo de alguma iniciativa deste tipo, os leitores do Efetividade.net saem ganhando, porque meu método de me preparar para este tipo de entrevista envolve redigir previamente uma coleção de dicas sintetizando o que penso sobre o tema em pauta, e estas eu posso compartilhar com vocês, depois que o artigo em questão tiver sido publicado – e é o caso!

    Vamos, portanto, à lista de hoje com 10 dicas para seu escritório doméstico!

    Home office: 10 dicas para produtividade com menos stress

    1. Tenha um horário de expediente: você não tem mais chefe no seu pé, nem relógio-ponto, mas os clientes esperam falar com você em horários “normais”, e alguma regularidade também é necessária para estimular a produção. Seja tolerante e flexível, mas respeite um horário-núcleo.
       

    2. Não exagere nas horas extras e compensatórias: trabalhar no ambiente doméstico pode fazer parecer fácil prolongar o expediente, ou mesmo (o que é bem pior) passar 2 ou 3 dias procrastinando e depois querer “compensar” em um longo expediente. Além de prejudicar a sua produtividade a médio e longo prazo, passar tempo demais no escritório prejudica as outras facetas da sua vida (familiar, social, lazer, etc.), e a irregularidade de horários dificulta a relação com clientes e parceiros.
       

    3. Tenha um telefone exclusivo para o home office: além de diminuir o inconveniente de misturar as ligações familiares e as profissionais, você ainda passa a poder desligar a campainha do aparelho quando o expediente acabar, e diminui a expectativa (dos clientes e sua) de que, por trabalhar em casa, você precisa estar em plantão 24h, 7 dias por semana. Além disso, em períodos de afastamento seu (mas não dos demais familiares) torna-se possível programar um siga-me para o local em que você estiver.
       

    4. Use uma secretária eletrônica: a utilidade principal é a óbvia – quando seu telefone profissional estiver com a campainha desligada, os clientes e parceiros poderão deixar mensagens, e ainda serão informados do que você quiser deixar gravado, como o horário de expediente, um contato para emergências, etc. As empresas telefônicas oferecem secretárias eletrônicas virtuais, mas eu sou fã dos telefones sem fio (se possível, com headset acoplado, porque trabalhar sozinho exige manter as mãos livres!) com secretária eletrônica própria, porque dá mais controle e mais facilidade de operação.
       

    5. Considere as crianças no plano: O maior dos obstáculos à produtividade em home offices costuma ser a presença de crianças no mesmo ambiente, e a complexidade aumenta para as crianças menores. Elas querem estar presentes, querem contato e merecem nossa atenção – precisam ser levadas em conta, portanto – não só quanto ao impacto da sua presença sobre a produtividade, mas também quanto aos horários (da escola e demais atividades) e ao cuidado e atenção que elas precisam ter. (…)
       

    6. Separe “home” e “office”: (…) Mas o convívio familiar, mesmo com adultos, também é uma ameaça constante (mesmo que bem-vinda) à produtividade. O ideal é que todos concordem que no ambiente do home office, durante o horário de expediente definido, só se deve entrar ou passar em caso de extrema necessidade. Um ambiente exclusivo, se possível com porta, é o ideal. Mas não se prive: monte seus horários de forma a poder aproveitar bem o convívio doméstico.
       

    7. Não tenha “iscas” no home office: a natural presença de recursos de informática e material de expediente no home office já é atrativo suficiente para que o público interno gravite em busca de um grampeador, da tesoura, ou de imprimir só duas pagininhas. Isso é natural e muitas vezes bem-vindo (sem exageros), mas se o mesmo ambiente também tiver a melhor TV da casa, um sofá agradável, o videogame e… a sua companhia, fica difícil manter a exclusividade.
       

    8. Não tente trabalhar na sua central de entretenimento doméstico: a dica acima tem um complemento importante: o sofá, o videogame e a melhor TV da casa, se instalados no seu home office, acabam sendo uma tentação e uma distração para você também. Em casa é possível haver alguma flexibilidade, mas o ideal é que a separação entre trabalho, lazer, e convívio familiar seja mais clara.
       

    9. Nao se contente com um cantinho: na hora de começar, é compreensível que o home office seja um cantinho contando apenas com o mínimo necessário. Mas quando ele começar a dar retorno, reinvista uma parte na sua produtividade! Considere iluminação, ergonomia, conforto, organização, comunicações, e tudo o mais que, quando presente, facilita a sua vida.
       

    10. Não seja um chefe tirano: quando chegam a ser chefes de si mesmas, muitas pessoas acabam esquecendo tudo o que aprenderam, e tratam mal a si mesmas: voluntariamente definem horários e rotinas de trabalho que não consideram a qualidade do convívio familiar, do sono, da alimentação, do aproveitamento do tempo, e tudo o mais que as fazia sonhar com a oportunidade de um dia trabalhar em casa. Adaptar-se às circunstâncias é normal, mas exagerar nas auto-cobranças sem uma razão objetiva nem sempre compensa!
       

    Como os leitores mais “da casa” devem ter notado, as dicas acima são breves sínteses de vários artigos anteriores do Efetividade sobre a mesma temática. Para ver a lista deles e lê-los na íntegra, basta separar algum tempo na agenda para visitar a lista de artigos sobre Home Office (e relacionados) aqui do Efetividade!

    E, como sempre, fique à vontade para compartilhar sua opinião e dicas nos comentários!

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    augusto http://augustocampos.net/ <![CDATA[Nova série de artigos no Efetividade: Competências X Crescimento Profissional]]> http://www.efetividade.net/?p=2487 2010-01-28T19:20:39Z 2010-01-28T16:34:29Z A questão das competências (“gestão de competências”, “gestão por competências”, etc.) está cada vez mais presente nas decisões das áreas de Gestão de Pessoas (e “departamentos de pessoal”, “diretorias de RH” e assemelhados), o que acaba nos afetando a quase todos – mesmo quando não somos gestores de pessoas, nem mesmo funcionários no sentido tradicional da palavra: o conceito é útil até para quem se auto-gerencia.


    Competências incompatíveis

    Competência, nesse contexto, é entendida como uma soma dos conhecimentos, habilidades e atitudes de um profissional. Alguns exemplos comuns:

    • abertura a mudanças,
    • assertividade,
    • empatia,
    • gerenciamento de tempo,
    • trabalho em equipe, etc.

    E, especialmente quando há uma escolha consciente das organizações no sentido de gerenciar competências, pode ser bastante vantajoso para você saber estimar suas próprias competências, deixar que os potenciais interessados percebam em você as competências certas, e poder avaliar quais as competências esperadas em cada situação ou oportunidade profissional.

    Por isso, e também por eu estar longe de ser especialmente habilitado em Gestão de Pessoas, convidei no ano passado uma consultora especializada na área para compartilhar conosco uma série de artigos a respeito, descrevendo os conceitos e detalhando algumas das competências mais procuradas.

    O primeiro artigo da Patrícia Wolff (que atua como coach executivo e de equipe, conferencista em Desenvolvimento Humano e é diretora da Quantas Consulting) já está aqui comigo, e sai na semana que vem. Vai ser introdutório (contextualização, conceitos básicos, etc.).

    Logo depois do primeiro artigo, quando já tiver havido o nivelamento, vou colocar no ar uma enquete para vocês ajudarem a priorizar, em uma lista de cerca de 40 competências comumente mencionadas, quais as que gostariam de ver tratadas de forma mais detalhada nos artigos posteriores, com descrição, dicas para desenvolvê-la, para identificá-la, para exibi-la, etc. – isso também deve ocorrer na próxima semana.

    Quero aproveitar a oportunidade para agradecer a disposição da Patrícia em compartilhar conosco essas informações. Para saber mais sobre o trabalho dela, recomendo uma visita ao site da Quantas Consulting. Não deixem de olhar a seção de recomendações de livros, enquanto estiverem por lá!

    Espero que o interesse de vocês a respeito seja manifestado claramente nos comentários e outros feedbacks! E se vocês tiverem alguma idéia a mais para essa série, aproveitem para sugerir também.

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    augusto http://augustocampos.net/ <![CDATA[Meus primeiros bons livros de 2010 – e um convite: sugiram leituras de verão!]]> http://www.efetividade.net/?p=2480 2010-01-27T13:16:58Z 2010-01-27T03:18:16Z 2010 já está encaminhado: o primeiro mês do ano está perto de acabar. Como já fiz em anos anteriores, reduzi o número de posts por aqui (e vou voltar ao normal gradualmente) porque as estatísticas do servidor indicam que este é o melhor mês do ano para eu tirar férias, já que o número de leitores cai de forma espantosa (e normaliza, subitamente, na semana após o carnaval).

    Aproveitei o tempo extra à minha disposição para fazer bastante atos de efetividade para a minha qualidade de vida: ir à praia, praticar com a guitarra, jogar videogame, conviver em família, e muito mais. E também tive oportunidade de dedicar algumas horas a mais a um de meus passatempos favoritos: a leitura, tão necessária para eu ter o que usar para temperar o que escrevo para vocês no restante do ano…

    Como acredito que muitos de vocês também estejam com tempo livre, vou aproveitar para compartilhar com vocês minhas impressões sobre o que eu li desde a última semana de dezembro, na expectativa de que vocês retribuam a gentileza sugerindo também algumas leituras para nós todos nos ocuparmos nas horas livres – especialmente as que vão de agora até o carnaval, quando o ano realmente começa ;-)

    Primeiro os nem tão bons

    Divulgar uma opinião negativa sobre um livro pode ser uma descortesia com o autor ou a editora, mas beneficia os potenciais outros leitores que se baseiem pelos mesmos critérios (e claro que todos são livres para discordar da opinião alheia).

    Mas devo ser claro: não recomendo a ninguém a leitura de “O que acontece quando morremos“, de Sam Parnia (editora Larousse). A premissa é bem interessante: um médico que estudou as declarações de quem teve experiências de quase morte (especialmente em casos de parada cardíaca) sobre o que encontrou no elusivo “outro lado”, e encontrou pontos em comum nas marrativas, além de evidências de memórias semelhantes registradas na literatura e outras artes desde a antiguidade.

    Quando eu vi este livro na livraria do aeroporto, achei que era bem o que me prenderia a atenção. E prendeu mesmo: a narrativa é ágil, os detalhes necessários estão presentes, e ele evita completamente as armadilhas potenciais de misturar sua pesquisa científica com temas religiosos ou espirituais.

    Mas tem um problema grave: o livro acaba de repente, e sem concluir nada. Os métodos de pesquisa e teste, tão cuidadosamente descritos, não chegam a ser empregados em sua totalidade. No último capítulo, descobrimos que a pesquisa ainda está em andamento e as partes mais suculentas, previstas e aperitivadas nos capítulos iniciais, não chegam a ser expostas ao leitor. Fuja, ou aguarde a próxima edição.

    Não tão chato, mas longe de me empolgar, mesmo eu sendo um apreciador da história recente do Brasil, foi o “Olho por olho – os livros secretos da ditadura“, de Lucas Figueiredo (Record). Ele conta a história do (nem tão) secreto livro “Orvil”, preparado pelos militares como uma resposta ao “Brasil: Nunca Mais”, que por sua vez detalhava os porões da tortura e violência contra os à época inimigos do regime.

    O livro começa bem, contando de forma até mesmo empolgante a história da confecção do “Brasil: Nunca Mais”. Mas quando chega a hora de falar sobre a reação na forma do “Orvil”, a empolgação some, sendo substituída por atenção a pequenos detalhes importantes que mereceriam um livro adicional só para si (confirmando ou negando afirmações anteriores dos protagonistas da revolução e contra-revolução), mas meio que se diluem, como se fossem grandes atores atuando em papéis secundários em uma história menos interessante, que é a da descoberta e leitura do tal Orvil (que hoje é bem menos do que secreto…)

    Mas também tem os bons livros

    Ganhei de presente de uma amiga nossa, no Natal, o oportuno “Comédias brasileiras de verão“, do Luís Fernando Veríssimo (Objetiva). LFV na série “Comédias” para mim é sempre mais do mesmo, mas é um mais do mesmo que me agrada. São crônicas e histórias curtas, menos ou mais engraçadas, menos ou mais provocativas, mas sempre com alto potencial de entretenimento.

    Pena que é tão curto. A leitura é leve, apropriada à leitura na beira do mar ou balançando na rede após o almoço. E tem personagens que mereceriam livros à parte, como a faxineira que resolvia todos os problemas de um casal, até que chegou o momento em que ela começou a assassinar quem causava dissabores a eles – deixando-os em um dilema: ir à polícia imediatamente, ou antes dar tempo de ela completar mais algumas execuções? Recomendo.

    Já “Z – a cidade perdida“, de David Grann (Companhia das Letras) não padece do mesmo mal de acabar rápido demais: é um alentado volume de 410 páginas, com a narrativa de um jornalista que resolveu, em pleno século XXI, investigar o fim do explorador Coronel Fawcett, que desapareceu na primeira metade do século XX enquanto procurava, nas florestas brasileiras, uma cidade lendária que ele acreditava existir por aqueles lados.

    Como filho da década de 1970, ainda lembro que as expedições do Coronel Fawcett eram tema relativamente frequente na TV, em especial no Fantástico. O homem fez diversas expedições por aqui, e na última desapareceu sem deixar vestígios. Mas como se trata de algo relativamente recente, havia suficiente número de registros, e até uma índia anciã que testemunhou a passagem do Coronel em sua última expedição, e estava viva para contar.

    Curiosamente, a conclusão do livro está em sintonia com descobertas arqueológicas recentes dando conta de que sim, a lendária civilização pode ter existido, e a moderna tecnologia (juntamnente com o trabalho incansável de arqueólogos como o que foi entrevistado ao final do livro, na região em que Fawcett foi visto pela última vez) vem permitindo descobrir vestígios arqueológicos dela, mesmo considerando o quanto os materiais de construção disponíveis na floresta à época eram suscetíveis à degradação pela própria floresta, bastando algumas décadas sem manutenção para virtualmente desaparecerem (diferente, portanto, das construções em pedra dos primos dos Andes e da América Central).

    Outro fato curioso é como o autor tantas vezes se aproximou de dizer que havia algum interesse ulterior entre o jovem filho de Fawcett e o seu amigo de infância que foi o terceiro integrante da expedição final da qual ninguém voltou vivo.

    Para completar a série, trago o livro que terminei hoje, e que aborda um tema que me é caro: “The Unthinkable: Who survives when disaster strikes, and why“, de Amanda Ripley (Crown). Ele me agradou porque é bem diferente de outros livros sobre desastres, que ficam repetindo fórmulas de sobrevivência (“treine! faça uma horta! armazene água! aprenda primeiros socorros! etc! etc!”).

    (atualizado: o leitor Rudimar complementou nos comentários que este livro já saiu também no Brasil, com o título de Impensável: como e por que as pessoas sobrevivem a desastres, pela editora Globo. Não sei nada sobre a qualidade da tradução, entretanto.)

    O esquema dele é um pouco mais parecido com o do livro sobre a cidade perdida: uma jornalista (com apoio da revista Time) sai em busca de relatos de sobreviventes de grandes desastres (11 de setembro, quedas de aviões, incêndios, naufrágios) para descobrir o que há em comum entre eles.

    Assim como no caso do primeiro livro que mencionei, que evita a armadilha da mistura com temas religiosos, este evita a armadilha da mistura com auto-ajuda – a autora não tenta lhe dizer o que você deve fazer para estar mais apto a sobreviver em desastres, apenas pesquisa e relata o que aconteceu com estes sobreviventes.

    Como ela teve oportunidade de tratar com cientistas que estudam este tema, há também um bom pano de fundo teórico, lidando com nossos comportamentos em relação ao risco, as razões pelas quais algumas pessoas reagem rapidamente e outras ficam paradas, e o que os profissionais das crises (forças especiais, bombeiros, projetistas de segurança, etc.) mais frequentemente encontram como obstáculo comportamental à sobrevivência.

    A narrativa é ágil e a leitura é leve, mesmo se tratando de um tema tão amplo. E mesmo não sendo um livro de entretenimento, ele prende a atenção e apresenta um fecho adequado. Recomendo a quem tem interesse de conhecer um pouco mais sobre este lado menos mapeado do comportamento humano.

    Agora é a vez de vocês

    Compartilhei minha opinião sobre os 5 livros que li nas últimas 4 semanas, e agora tenho uma expectativa: que vocês também comentem algumas leituras recentes, para orientar as minhas próximas.

    E boa leitura!

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    augusto http://augustocampos.net/ <![CDATA[Adaptador para as novas tomadas brasileiras: como eu me virei]]> http://www.efetividade.net/?p=2469 2010-02-03T13:09:16Z 2010-01-20T10:30:01Z O novo padrão de tomadas brasileiro (muito bem explicado aqui) criou a tomada-jabuticaba que, assim como dizem da popular fruta, só existe no Brasil.

    Apesar das garantias do INMETRO (que na sua FAQ afirma que “Com a ampla divulgação do padrão brasileiro, [esta mudança] vai acontecer de forma tranqüila como a esperada”) de que “essa mudança vai ocorrer de forma muito tranqüila, sem causar nenhum transtorno para os consumidores, para a indústria eletroeletrônica ou da construção civil”, bastante gente está pagando o preço na fase de transição.


    Tomada e plug com o terceiro pino

    O caso que parece mais problemático é o dos novos plugues com terceiro pino para aterramento, que oficialmente exigem uma tomada do novo modelo, mesmo que o local não conte com instalação aterrada. Como já aconteceu com mais de um amigo meu, agora quem compra uma geladeira, um microondas ou outro aparelho similar chega em casa e provavelmente descobrirá que não tem uma tomada para ligá-lo, precisando recorrer a um eletricista ou técnico habilitado para fazer a conversão.

    A idéia de aumentar o incentivo ao aterramento elétrico é positiva, mas fica em aberto descobrir se a mudança do padrão de tomadas é uma forma eficaz de fazê-lo. No momento, o que parece a muitos clientes é que os fabricantes estão lhes dizendo: “EU já cumpri a norma, agora você que se vire pra arranjar uma tomada”.

    Adaptadores para as novas tomadas: a lenda

    No ano passado, antes de a nova norma proibir a fabricação de aparelhos com as tomadas antigas, vários veículos de imprensa divulgaram que não seria permitida a fabricação e venda de adaptadores para usar os novos plugs nas tomadas antigas.

    Mas aparentemente não é bem assim: até mesmo a FAQ do INMETRO esclarece que “o Inmetro ciente da utilização de adaptadores, elaborou o Regulamento de Avaliação da Conformidade – RAC, que tornará compulsória a certificação desses produtos”. Ou seja: proibido não é, mas tem que obter o carimbo do Inmetro antes de colocar no mercado.


    Adaptador de tomada para aparelhos novos com 3 pinos

    Isso explica a existência no comércio – embora nada fácil de encontrar hoje (eu vi um no site do Ponto Frio) – de adaptadores como o da foto acima, que permitem colocar os aparelhos novos (com a nova tomada de 3 pinos) nas tomadas aterradas antigas, ou mesmo (com o uso não-recomendado de um segundo adaptador) em uma tomada antiga de 2 furos.

    O caso dos notebooks

    Quando se fala em geladeiras, microondas e outros eletrodomésticos, a idéia de revisar a instalação elétrica residencial, certificar-se da existência de aterramento de qualidade, e trocar a tomada da cozinha pode até fazer bastante sentido, nestas circunstâncias adversas de transição.

    Mas o caso dos notebooks, que já começam a chegar ao mercado com o plug de 3 pinos da nova tomada (atendendo ao cronograma da norma) é diferente: eles são transitórios por natureza, e precisam funcionar desde hoje na tomada do aeroporto, da sala de espera, do escritório do cliente, em todos os cômodos da casa, no escritório, na biblioteca da universidade, no home office, etc.

    É razoável imaginar que, cedo ou tarde, todos estes lugares irão se adaptar à nova norma NBR 14136. Mas para quem precisa de mobilidade hoje, e tem em suas mãos um notebook com a nova tomada, esta razoável expectativa simplesmente não é suficiente.

    Muitos profissionais móveis já andam com um kit de adaptadores (tomada chata, tomada com terra, sem terra, etc.) para funcionar onde for necessário. A diferença no momento é que não está fácil encontrar no mercado os adaptadores necessários para garantir a compatibilidade do novo plug em relação às tomadas legadas.

    Como eu fiz o meu adaptador para as novas tomadas brasileiras

    De posse de um reluzente netbook com um adaptador AC cujo conector do cabo de força tem um formato proprietário, e cujo plug exigia uma nova tomada de 3 pinos, eu fiz 3 coisas:

    1) lamentei que o novo padrão brasileiro não tinha compatibilidade reversa e que a transição tenha que ser às minhas custas desse jeito;
    2) procurei em lojas de material elétrico da região um adaptador “oficial”, sem sucesso;
    3) decidi colocar logo as mãos à obra enquanto uma solução definitiva e aprovada não chegava ao meu alcance.

    Para mim o problema é bem simples: meu netbook precisa funcionar nas tomadas que estiverem à disposição, sejam elas com pinos redondos ou chatos, do novo modelo ou do velho, aterradas ou não. Quem dera todos os locais contassem com aterramento de boa qualidade e tomadas adequadas, mas infelizmente a realidade é outra…


    Meu adaptador caseiro

    A norma tem uma justificativa importante: evitar que as pessoas levem choques e tornar mais segura a operação dos equipamentos. Não recomendo que você construa seu próprio adaptador, pois o risco de causar dano a pessoas, aos equipamentos e até mesmo às instalações elétricas é bastante real. O único procedimento seguro e correto para quem deseja levar consigo um adaptador desses é aguardar que haja no comércio adaptadores de boa qualidade, certificados pelo INMETRO.

    Mas no meu caso, tendo tido treinamento de eletricidade na adolescência, dispondo dos materiais adequados, e estando revoltado com esta transição às minhas custas, acabei seguindo um caminho diferente, que você não deve imitar: produzi meu próprio adaptador para uso interno.

    E apesar de ser algo tão fora da norma da ABNT, não foi nada difícil. Bastou reunir:

    1. Um conector fêmea, 3 pinos, do novo modelo, comprado no supermercado da esquina
    2. Um plug macho de 2 pinos (modelo novo ou antigo, tanto faz – os de 2 pinos são compatíveis, exceto no caso de não caberem no encaixe de uma tomada nova), comprado no supermercado da esquina
    3. 10 cm de fio elétrico paralelo apropriado à tensão, potência e uso pretendido
    4. Uma chave philips para abrir o conector e o plug
    5. Um estilete para desencapar 6,2mm de cada uma das extremidades do fio paralelo.
    6. Um multímetro para testar tudo no final.

    A instalação das tomadas em si não é diferente das dos modelos antigos, e qualquer profissional habilitado e ciente dos riscos envolvidos sabe fazer. O cuidado necessário em preservar o isolamento, prender bem todas as extremidades e caprichar na fixação também é o usual, e é necessário estar consciente que agir assim abre mão de todos os benefícios que o aterramento poderia trazer.


    Meu adaptador pronto para o uso

    Para mim a montagem em si (incluindo o teste com multímetro) demorou menos de 5 minutos, e desde então o meu adaptador está permanentemente plugado na extremidade do cabo da fonte de alimentação do netbook, funcionando em todo lugar que eu o leve.

    Mas você não deve me imitar

    O exposto acima é uma descrição do que eu fiz, e não um guia do que você deve fazer. Fuja das gambiarras!


    O manuseio da eletricidade é perigoso para você, para os outros e para os equipamentos

    O único curso de ação seguro e recomendado, na ausência da possibilidade de procurar um profissional habilitado para revisar as instalações elétricas dos locais em que você usa seu aparelho, é adquirir um adaptador certificado pelo INMETRO.

    E é o que eu também farei, assim que conseguir encontrar um – por um preço não-exorbitante – no comércio local!

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    augusto http://augustocampos.net/ <![CDATA[Como organizar os arquivos e pastas no computador]]> http://www.efetividade.net/?p=2457 2010-01-07T12:37:52Z 2010-01-07T10:20:46Z Organizar os arquivos e pastas no computador vai ficando mais complexo à medida em que os discos rígidos aumentam de capacidade, guardamos digitalmente cada vez mais coisas, por cada vez mais tempo, e usando essencialmente a mesma infra-estrutura de organização que era usada para os pequeninos disquetes dos PCs da década de 1980 – embora com alguma evolução, como os bem-vindos nomes de mais de 8 caracteres para os arquivos.


    Um disco rígido de 5MB em 1956

    Eu já trabalhei com isso, vi muita gente não conseguir localizar seus arquivos (mesmo quando adotavam técnicas estritas de organização), e acabei desenvolvendo minha própria estratégia de organização, que hoje compartilho com vocês.


    Este é semi-automático

    Em termos de precisão, minha abordagem está mais para rifle automático do que para bisturi. Mas vem funcionando bem, e eu venho migrando essa minha estrutura de pastas de micro em micro já há alguns anos, juntamente com os scripts que cuidam dela para mim. E é isso que compartilharei hoje com vocês, contando com suas manifestações e complementos nos comentários.

    Meu histórico: um profissional dos arquivos perdidos

    Durante anos eu trabalhei como administrador de rede e sistemas, e uma das tarefas mais chatas que ocorriam regularmente era a necessidade de ajudar algum usuário a localizar o arquivo que ele tinha perdido.


    Em chamas!

    Esse tipo de contratempo dos usuários (geralmente resolvido após algum esforço) acontecia em basicamente 2 cenários:

    a) o usuário era meticulosamente organizado, adotava nomes de arquivo padronizados (tipo “oficio-004-2010.doc”) criava sua própria estrutura de pastas e subpastas, em vários níveis, divididas cronologicamente, por projeto, em ordem alfabética do assunto, etc. e subitamente percebia que o arquivo que ele *tinha certeza* de ter gravado não estava mais na “pasta certa”, ou

    b) o usuário não se esforçava por classificar seus arquivos, centenas deles eram gravados em uma mesma pasta, sempre com o nome default que o editor de texto ou planilha sugeria, e subitamente ele percebia que não estava conseguindo encontrar o arquivo que ele *tinha certeza* de ter gravado, mas não sabia o nome.

    Com o tempo percebi um padrão: a solução SEMPRE era mais fácil nos casos em que os nomes de arquivos eram escolhidos de forma manual, e meticulosamente. Portanto, se você se satisfizer com a dica à qual eu atribuo 80% da minha efetividade em localizar rapidamente os arquivos que preciso usar, pode parar de ler por aqui mesmo, e lembrar de sempre adotar nomes de arquivos que apresentem palavras-chave sobre o seu conteúdo: esqueça o “oficio-004-2010″, e adote o “of-004-10-solicita-contrato-consultor”, ou qualquer outro padrão que permita uma rápida busca por palavra chave a partir do nome do arquivo, sem ter de ficar clicando para abrir cada um dos numerozinhos que aparecem na sua pasta.

    A organização em pastas

    Aquele cenário (a), acima, do usuário meticuloso que cria uma intrincada estrutura de pastas e subpastas, me parece bastante comum, e quase invariavelmente esbarra em uma mesma limitação: divisões por temas e subtemas fazem com que muitas vezes um mesmo arquivo se encaixasse muito bem em mais de uma categoria, e aí o usuário precisa fazer escolhas na hora de gravar, e não necessariamente vai lembrar disso na hora de procurar.

    E em um sistema assim compartimentalizado, na hora em que se percebe que o arquivo não está na pasta em que achávamos que ele estaria, muitas vezes é necessária uma busca um pouco mais trabalhosa, navegando pela estrutura de pastas e subpastas e inspecionando cada uma delas.

    A coisa piora quando os nomes de arquivos são pouco descritivos (e o usuário precisa ficar abrindo para olhar o conteúdo), e fracassa de vez quando, ao não encontrar o arquivo na pasta em que procurou inicialmente, o usuário acredita que ele foi removido, sem lembrar que algumas semanas atrás havia motivo para guardá-lo em uma outra pasta.


    Excesso de pastas me atrapalha bastante

    Existem diversos artifícios para lidar com isso, desde o simples (mas trabalhoso de manter) hábito de manter atalhos ou links para os documentos em todas as pastas que eles poderiam caber, até o uso de aplicativos e utilitários para fazer indexação, busca semântica e agregar metadados aos arquivos.

    Eu já tentei vários deles, principalmente pelas camadas adicionais de complexidade que eles agregam aos procedimentos de restauração dos dados após uma reinstalação de sistema operacional, pela dificuldade de interoperar em ambientes em que arquivos são enviados e compartilhados entre múltiplos usuários, etc. Se eles funcionam para você, vá fundo (especialmente se no seu sistema for possível atribuir “tags” aos arquivos) – mas para mim, a minha forma simplificada satisfaz mais ;-)

    A *minha* organização geral em pastas

    Um dos princípios do GTD que eu assumo no meu dia-a-dia é de que os métodos de arquivamento devem estar sempre à mão, sem serem obstrusivos nem inacessíveis – se o gaveteiro fica do outro lado da sala, a tendência a deixar papéis empilhados em cima da mesa aumenta. E este é o princípio que apliquei ao meu método de classificar os arquivos no PC.

    Como eu tenho já arraigado o hábito de dar nomes BEM descritivos aos meus arquivos, para mim é vantajoso concentrar os arquivos em poucas pastas, pois os próprios recursos nativos do sistema operacional me facilitam a busca visual pelos nomes dos arquivos, além de oferecer recursos comuns como ordenação por nome, por data, por tipo, etc. – e, quando necessário, basta pressionar poucas teclas para listar todos os arquivos que tenham em seu nome a palavra-chave que eu estiver procurando.

    Assim sendo, eu adotei uma pasta geral (vamos chamá-la de “/Arquivos”) abaixo da qual existem 4 subpastas genéricas: /Arquivos/textos, /Arquivos/imagens, /Arquivos/compactados e /Arquivos/media. As 3 primeiras não têm subpastas, mas a última ainda se divide em /Arquivos/media/audio e /Arquivos/media/video.


    Meu robô script guarda tudo nas pastas certas para mim

    Como a organização é com base no formato, e não no conteúdo, eu simplesmente vou gravando todos os meus novos arquivos diretamente no /Arquivos, sem me preocupar em colocar nada no lugar certo. De manhã cedo, todos os dias, um pequeno script roda no meu computador, procura no /Arquivos tudo o que estiver gravado lá há mais de 3 dias sem alteração, e se encarrega de mover para a pasta certa.

    Assim, as funções de “documentos recentes” do editor de texto e da planilha continuam funcionando bem (pois documentos mexidos há menos de 3 dias nunca são movidos), e tudo que eu já concluí ou parei de usar de forma imediata vai “sozinho” para a pasta apropriada, onde eu encontrarei (pelo nome ou pela data) sempre que precisar.

    Uma vantagem extra é que no caso de eu reabrir um documento que já havia sido “arquivado” pelo script, e aí voltar a gravar uma versão editada dele no /Arquivos, no momento do rearquivamento automático (após 3 dias), o script preservará automaticamente a versão anterior também, renumerando-a, como se fosse uma versão simplificada de um sistema individual de controle de versões que faz o mais essencial: permite retroceder a versões antigas, que sempre permanecem fáceis de localizar.

    O script: meu script é relativamente cru, e funciona bem para mim (em Linux). Provavelmente funcionará também, com pouca ou nenhuma adaptação, pro pessoal do Mac OS X e do Unix em geral – o conteúdo do script está aqui, façam bom uso ou adaptem/evoluam, mas saibam que não ofereço garantia, nem suporte! Pro povo do Windows não posso oferecer nenhum script pronto, mas quem sabe algum leitor empreendedor não programa um igual em BAT e nos manda o link?

    Sempre há exceções

    Regras de organização pessoal precisam distinguir bem entre o que é o comportamento geral e quais as exceções necessárias, e para a minha organização de arquivos não é diferente: algumas situações não se adequam bem ao tratamento automatizado, e destaco as 3 principais para mim:

    A primeira delas é a das fotos digitais. A facilidade com que as tiramos, e o grande volume de armazenamento hoje disponível, permitem que acumulemos muitas delas, e os softwares e técnicas para dar nomes distintivos a cada uma delas me cansam rapidamente. Já tentei muita coisa, mas hoje para mim o que funciona bem é ter uma pasta “/Arquivos/Fotos” e dentro dela criar subpastas para cada um dos eventos ou temas fotografados. Na hora de copiar para o PC as fotos da festa de natal da família, já crio a subpasta “natal2009″ e gravo direto lá, onde eu as encontrarei facilmente quando quiser, e os sistemas de organização de fotos (como o Picasa, por exemplo) também saberão encontrá-la.


    A grande vilã

    A segunda são os arquivos que abro periodicamente. A cada mês preciso fazer encaminhamentos fiscais e contábeis, partindo sempre de um mesmo conjunto de modelos de documento, e gerando novos arquivos que precisarão ser consultados nos meses seguintes e no momento da declaração do IRPF. Eles poderiam se beneficiar do script que mantém automaticamente o versionamento, mas a praticidade de tê-los separados tem facilitado o processo de confecção e análise, por isso eles ganham uma pasta à parte.

    A terceira são os projetos de mais longa duração em que me envolvo: cursar a especialização, por exemplo, ou ministrar algum treinamento. Essas atividades geram grandes coleções de arquivos que servirão como referência para miom por meses a fio, e ganham também suas pastas específicas. Quando o evento acaba, copio tudo para o /Arquivos, e em 3 dias estará tudo arquivadinho do jeito padrão.

    As suas exceções podem ser bem diferentes das minhas. Adapte-se a elas! Pode fazer sentido, por exemplo,

    Backup e coleta de lixo

    A maioria dos arquivos que eu mesmo produzo são em formatos que ocupam pouco espaço no disco, e assim podem ficar armazenados permanentemente, sem maiores problemas.

    As exceções, como os eventuais arquivos de áudio, vídeo e imagens, são avaliadas em conjunto ao final de cada ano. Se acho que ainda vou precisar delas, mantenho onde estão. Quando desconfio que elas nunca mais serão necessárias, eu as copio para alguma mídia de backup barata (no momento a minha preferida são os DVDs) e arquivo externamente, porque nunca se sabe o dia de amanhã – e se elas não voltarem a ser restauradas até o prazo de validade dos backups caseiros em DVD, é porque realmente podem expirar em paz.


    Haja DVD!

    O backup anual complementar em DVD também é um costume que mantenho há muitos anos. Chega dezembro, e eu insiro um DVD virgem de boa qualidade no drive, copio o que tiver de mais importante dos meus arquivos, e guardo bem longe, em um local seguro.

    Para os backups diários, ultimamente tenho feito algo mais simples: um script automatizado sincroniza diariamente a pasta /Arquivos (e suas subpastas) com um HD externo permanentemente conectado, e semanalmente eu conecto um segundo HD externo para fazer uma cópia completa adicional.

    Anteriormente eu me esforçava para separar conteúdos “mais importantes” que merecessem o backup diário, mas hoje adotei um novo posicionamento que assume (exageradamente) que se está arquivado, é importante e precisa de backup – e investi em ter os 2 HDs com capacidade suficiente pra isso.

    Como complemento, parte considerável dos meus arquivos também é copiada periodicamente (e automaticamente) para o serviço de backup do meu provedor de hospedagem, o que já me foi útil diversas vezes.

    Mas não sei se devo recomendar que você adote uma técnica de backup similar à minha. Eu recorro ao script de backup feito em casa porque sou da velha guarda e preservo velhos hábitos. Se eu fosse implementar uma estratégia de backup do desktop para mais alguém hoje, provavelmente escolheria alguma ferramenta similar ao Time Machine, do Mac OS X.

    Compartilhamento entre múltiplos computadores

    Compartilhar arquivos entre múltiplos computadores que não estão permanentemente conectados entre si é um problema difícil para o qual existem muitas soluções prontas. E conforme se popularizam os notebooks e netbooks, o problema também fica mais comum.

    Mais uma vez, o fato de eu ser da velha guarda (com anos de experiência administrando arquivos alheios) me faz desconfiar bastante das ferramentas prontas, pois elas acrescentam dependências e muitas vezes falham em momentos cruciais.

    Por isso, também aqui adoto uma estratégia simplificada (e que envolve abrir mão de facilidades que as ferramentas prontas oferecem): não importa a situação: a versão que vale sempre é a que está gravada no PC do meu escritório, o qual eu me esforço para tornar sempre acessível, via Internet (e com segurança) para quando estou fora (com o netbook, por exemplo) e preciso de algo.

    Quando estou fora e faço alterações em arquivos cuja versão original reside no PC do escritório, uso os recursos da Internet para enviar a nova versão imediatamente para ele de volta, ou mando um e-mail para mim mesmo com a nova versão, caso seja impossível.

    Sendo o meu próprio BOFH, sempre colocando em prática esta regra bastante estrita, eu me poupo dos problemas das falhas de sincronização e compartilhamento que são tão comuns. Mas só funciona porque eu conscientemente abro mão de algumas das suas vantagens.

    Estratégias alternativas, baseadas em serviços on-line, em mídias removíveis ou em aplicativos de sincronização, são abundantes. O fato de eu não gostar delas não é razão para que você não as adote, mas quero frisar que considero que perco menos ao abrir mão de algumas de suas vantagens do que já perdi anteriormente ao adotá-las e ficar exposto, em momentos indesejados, às suas limitações.

    As soluções dos leitores

    Em 2008 eu consultei os leitores sobre o que eles faziam para organizar seus arquivos.

    Na época recebi pouco mais de 50 respostas, e destaco a seguir links para algumas delas:

    E vários outros leitores deram também suas dicas, na época. Agora você está convidado a fazer o mesmo, compartilhando aqui nos comentários a sua forma de organizar arquivos no PC!

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    augusto http://augustocampos.net/ <![CDATA[Rapidinha Efetiva #009: Feliz 2010, efetividade no IPhone, apagões X eletrônicos, passarela para gatos]]> http://www.efetividade.net/?p=2446 2010-01-02T13:44:01Z 2009-12-31T09:28:09Z Feliz 2010!

    Hoje é o último dia do ano, e vamos fechar com uma edição completamente ordinária da nossa Rapidinha Efetiva, já que a Retrospectiva 2009 já saiu no Natal! ;-)

    E se as suas ainda não estão em prática, não termine o dia sem ler “Resoluções de ano novo podem funcionar – pergunte-me como ;-)“!

    Como proteger aparelhos eletrônicos durante apagões

    Apagões localizados ou GRANDES variações na qualidade da energia elétrica são comuns durante a temporada de verão, especialmente em cidades que recebem grande influxo de turistas, como é o caso da minha querida Floripa.

    Aqui em Jurerê a invasão de veranistas já trouxe consigo alguns blackouts, brownouts e episódios da chamada “meia fase” ou tensão insuficiente, danificando aparelhos elétricos e eletrônicos de muitos moradores. Mas claro que isso não acontece só aqui, e na prática poucos lugares no Brasil podem se considerar a salvo de interrupções ou oscilações graves do fornecimento de energia elétrica.

    Embora algumas pessoas até tolerem a via crucis necessária para fazer a operadora de energia pagar o prejuízo com equipamentos danificados, o melhor mesmo é evitar o prejuízo, prevenindo os danos.


    Estabilizador Isolador Microsol

    Os méritos relativos de filtros de linha, estabilizadores e no-breaks são sempre discutidos, mas quando eles são de boa qualidade (e adequados à carga existente, e instalados em uma rede elétrica aterrada e de boa qualidade), acredito que é melhor tê-los do que não tê-los. Mas pode ser difícil encontrar algum de boa qualidade: há poucos meses o Inmetro reprovou 11 marcas de filtro de linha, e a avaliação da Pro Teste sobre estabilizadores, há um pouco mais de tempo, também chegou a resultado similar.

    Mas mesmo quando temos uma instalação de boa qualidade e uma proteção adequada instalada, muitas vezes o que acontece com os frenéticos elétrons da fiação da casa, durante ou imediatamente após o apagão, vai muito além do que estes aparelhos de proteção poderiam suportar – e aí temos de nos dar por felizes quando o que queima é só o estabilizador ou um fusível, porque às vezes a carga tem tempo de chegar até os aparelhos que deveriam estar protegidos, antes de ser cortada.

    Por isso, esta matéria do Conta Corrente sobre como proteger os aparelhos em apagões é leitura mais do que recomendada neste início de verão. Não por trazer grandes novidades, mas por lembrar de alguns cuidados óbvios, como tirar da tomada tudo o que puder ser tirado durante os apagões ou anomalias, e só recolocar depois da estabilização.

    Na condição de quem já viu mais de uma vez estabilizadores queimarem e filtros de linha permitirem que aparelhos queimassem no momento de um retorno após um blackout, há bastante tempo adoto a política de considerar estes aparelhos apenas como facilitadores para a tolerância a oscilações pequenas. Quando dá de prever a possibilidade de um tranco maior, o melhor isolamento para mim é o ato de retirar da tomada os aparelhos ;-)

    Passarelas para os gatos

    Quem tem felinos em casa já deve ter visto alguma vez (na TV, na web, em revistas ou na casa de algum amigo mais empreendedor) as passarelas para gatos que substituem, com várias vantagens (especialmente onde há pouco espaço) os escaladores/arranhadores que são mais fáceis de encontrar em lojas de produtos para animais de estimação.

    E este projeto do Moderncat tem uma característica especial: ele usa componentes fáceis de encontrar (prateleirinhas, retalhos de carpê) e facilita a adequação às paredes que estiverem sobrando no apartamento.

    Se você for fazer, ajuste-se à segurança do felino (vale fixar bem o cestinho ou almofada que ficar lá no alto), e dos demais moradores, que não deverão dar topadas ou testadas nos degraus nem mesmo no escuro.

    Aqui em casa um projeto similar (integrado a uma prateleira já existente) já entrou nos planos para 2010, com apoio do veterinário. Oportunidades para usar a furadeira e a parafusadeira sempre são bem-vindas!

    Efetividade no IPhone

    A idéia de oferecer automaticamente conteúdos diferentes para cada navegador, identificando a plataforma do usuário com base nos parâmetros que o servidor web identifica durante a conexão, sempre me pareceu bastante inefetiva, pois cria uma série de novos problemas para quem administra o site (eu) e, por tratar como iguais todos os usuários dos navegadores “beneficiados” pelo tratamento diferenciado, acaba desagradando aos que têm alguma necessidade diferente, ou que não se incomodam de ver o site do jeito normal em seu navegador minúsculo.

    De qualquer modo, aparentemente os usuários do IPhone cada vez mais esperam receber automaticamente versões adaptadas dos sites quando os acessam, quase como se fosse um feed RSS artificialmente empobrecido para tirar o texto e as figuras – só sobram os títulos, as tags e a frase inicial, e aí eles clicam nos posts que querem ver, e recebem uma versão também empobrecida dos mesmos, mas aí com o texto integral.

    Resisti bastante a isso, até mesmo quando uma jornalista me criticou por não oferecer esta opção, durante uma entrevista. Mas continuam me pedindo, então o site começa 2010 oferecendo aos usuários do IPhone (e Palm Pre, Androids em geral, alguns Blackberrys, alguns Nokias, iPod Touch, e assemelhados) uma visualização default modificada, para ficar com a carinha que eles tanto me pediram:

    Por enquanto está em teste (bem com calma, porque não sou usuário do iPhone), e vou acompanhar o que vocês me disserem a respeito, certo?

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    augusto http://augustocampos.net/ <![CDATA[Retrospectiva: Efetividade em 2009]]> http://www.efetividade.net/?p=2432 2009-12-30T20:21:54Z 2009-12-24T20:02:41Z Feliz Natal!

    Espero que todos vocês a esta altura já tenham refletido bastante sobre o significado do Natal, e também tenham oportunidade de comemorá-lo e de compartilhar um pouco da sua prosperidade com aqueles que não tiveram as mesmas oportunidades, ou não as aproveitaram tão bem!

    De minha parte, já deixei preparado meu presente para vocês, que vai ao ar às 18h da véspera de Natal: uma “retrospectiva” dos posts que eu mais gostei de publicar por aqui em 2009.

    Eles não estão em nenhuma ordem particular, e espero que a leitura (ou re-leitura) agrade até mesmo aos colegas que estão de plantão hoje, em frente ao micro, torcendo para o telefone não tocar e nenhum incidente acontecer.

    Feliz Natal a todos, e nos próximos dias me avisem (pelos comentários ou via Twitter) se vocês estão na escuta, para eu saber se vale a pena publicar alguma coisa na semana do ano novo ;-)

    Retrospectiva 2009: meus posts preferidos de todo o ano

    Kit de ferramentas doméstico: 10 itens indispensáveis – “(…) Mas o artigo da Popular Mechanics me inspirou a olhar outro lado desta questão. Me perguntei: quais as ferramentas que eu realmente preciso ter dentro de casa? Quais podem ficar na garagem, ou ser dispensadas?”

    Melhorando o café da sua cafeteira elétrica “(…) E o pior é que quem só faz café uma vez por dia pode até mesmo levar anos consumindo um produto de qualidade bastante inferior ao potencial do seu aparelho, sem perceber nem descobrir. Mas é para isso que o Efetividade.net está aqui, e vem em seu resgate com a dica que pode resolver a questão.”

    Escritório em Casa não é Central de Entretenimento! “(…) Nas reportagens sobre os centros de desenvolvimento do Google, ou da Microsoft, vemos videogames, mesas de ping-pong, sucos, ginástica e tantas outras atividades, que aparentemente funcionam tanto para reduzir o desgaste das pessoas quanto para estimular sua produção e mantê-las no emprego. Mas será que o mesmo tipo de solução funciona quando trabalhamos em um home office auto-administrado?”

    Apartamentos pequenos: como sobreviver – com menos aperto “(…) A “classe média apertada” é uma realidade cada vez mais comum – estudantes solteiros, grupos de amigos, pequenas e médias famílias, cada vez mais gente vive em espaços que vão se tornando mais restritos.”

    Produtividade pessoal: 10 dicas para fazer a vida caber nas 24 horas de cada dia “Embora seja cético sobre métodos prontos para alcançar a produtividade reduzindo o stress, isso não me impede de ter também as minhas sugestões para quem quer repensar suas atividades e buscar um caminho que permita aumentar o rendimento sem perder de vista seus valores pessoais.”

    Efetividade ao contrário: como o esforço das vítimas contribui para o sucesso dos contos do vigário “A credulidade humana no que se refere aos contos do vigário parece não ter limite, e há bastante tempo é campo de estudo que observo com interesse, por ser quase o oposto do conceito de efetividade: o esforço da vítima contribui para o sucesso do golpista, contra ela.”

    Promovido no emprego? Evite o mal da incompetência súbita “Você já acompanhou uma situação em que um profissional, recém-promovido no emprego, descobre que não está pronto para o desafio a que foi alçado? E não acha que pode ser muito pior quando o próprio profissional não percebe isso, a autoridade que o alçou não reconhece, mas a equipe inteira logo descobre e precisa se adaptar ao tenente novo em pleno calor do combate?”

    Home office: fazendo caber em apartamentos pequenos “Manter seu escritório doméstico em um apartamento pequeno pode ser um desafio. E se eu não posso lhe oferecer uma fórmula geral para fazer caber, ao menos posso lhe dar algumas idéias interessantes, com base no que outras pessoas já conseguiram ;-)”

    Inclusão: dando oportunidade a vegetarianas e vegetarianos no churrasco do fim de semana “(…) Afinal, se a vegetariana ou o vegetariano em questão foram convidados para participar do evento, parto aqui do princípio de que eles são importantes para você (ou para alguém que é importante para você), e que a satisfação deles também é de seu interesse como anfitrião, mesmo considerando que o churrasco é um evento que tradicionalmente orbita ao redor do consumo de carne.”

    Pen drives da LaCie em formato de chave, para nunca mais perder – e mais alguns gadgets interessantes Só se perder o chaveiro inteiro! “(…) Hoje, entretanto, eles ainda enfrentam 2 grandes desafios: o da segurança (são vetores ideais para malwares, e ainda por cima podem comprometer a política de segurança de informações de muitas organizações), e o da facilidade de extravio ou perda, como já abordamos anteriormente – e em especial quando eles vêm com as intoleráveis tampas removíveis.”

    Wireless: maior alcance para sua rede sem fio com um repetidor wi-fi “(…) Mas há casos que passam bem longe do ideal, e aí as soluções começam a ficar menos simples. Um deles é o da insuficiência de cobertura: às vezes o sinal da rede wireless chega muito fraco (ou simplesmente não chega) a algum cômodo que você gostaria de atender.”

    Crie o seu Fundo de Reserva pessoal, e encare a vida com mais opções “Fundo de Reserva é um montante mantido à parte, sempre disponível para cobrir despesas extraordinárias, emergenciais ou imprevisíveis. Toda pessoa ou família pode ter um fundo de reserva, mas para formá-lo é necessário aplicar mensalmente uma parcela do orçamento, e fixar critérios no que diz respeito ao seu uso e manutenção.”

    Evite acidentes, faça de propósito! “(…) Claro que a frase espirituosa não nasceu com o sentido que eu hoje vou abordar, mas ela cabe bem para a situação que quero tratar: a das pessoas cuja “solução” básica para os dilemas da sua vida é aguardar e torcer fervorosamente para que um acidente aconteça e mude sua situação. É uma situação comum, e todo mundo ao redor identifica, mas às vezes é complicado para a pessoa que está envolvida perceber objetivamente o que ela (não) está fazendo.”

    Como escrever melhor – em 5000 caracteres ou menos “Você é capaz de descrever um conceito ou uma proposta, por escrito, em menos de 1000 palavras?”

    Concurso: 12 dicas testadas e aprovadas para passar A autora convidada já tomou posse e vai muito bem no início da nova carreira. “Quem passou há menos de 3 meses em um concurso público federal em que havia mais de 400 candidatos por vaga certamente pode ter alguma dica a compartilhar, certo?”

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