Archive for February, 2012

Wunderkit agora dá acesso grátis até aos seus recursos avançados

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O Wunderkit foi lançado há poucas semanas como sucessor do Wunderlist, o aplicativo de produtividade pessoal que eu uso e recomendo.

Já mencionei o recém-chegado em um post recente e ainda farei um review completo do novo lançamento (aqui, no BR-Mac ou nos 2), mas por enquanto basta dizer que o Wunderkit expande as funcionalidades do Wunderlist em alguns caminhos interessantes, incluindo novos recursos como a separação de projetos e a integração social, ou seja, a coordenação de atividades coletivas ou em equipe.

Mas, além da questão do suporte a plataformas (o Wunderkit foi lançado para Mac e iPhone, e o Wunderlist suporta oficialmente Mac, Windows, Linux, web, iPhone, iPad e Android), uma das principais diferenças entre o Wunderlist que eu uso e seu recente sucessor Wunderkit é que este último não é integralmente gratuito como o seu predecessor: desde o seu lançamento ele podia ser usado gratuitamente, mas alguns dos novos recursos mais atrativos, como a colaboração em equipes ou grupos, ficavam disponíveis só para quem pagasse para ser usuário Pro.

Só que este esquema de preços aparentemente não teve o efeito que os desenvolvedores desejaram, e ontem tudo mudou: agora os recursos avançados existentes (incluindo a colaboração em grupos) estão disponíveis também para os usuários gratuitos.

As contas Pro continuam existindo e custando US$ 4,99, mas no momento não oferecem grande vantagem prática além do direito a suporte prioritário – segundo o anúncio da mudança, funcionalidades futuras da plataforma Wunderkit, como o armazenamento e compartilhamento de arquivos, trarão vantagens adicionais para quem for usuário Pro.

Seja qual for a razão que levou a mudar a estrutura de preços, a medida em si é positiva e vantajosa para o usuário. Caso eu migre do Wunderlist para o Wunderkit, vou lembrar do gesto e retribui-lo pagando o preço da conta Pro mesmo sem precisar dela, e tenho certeza de que outros usuários retribuirão do mesmo modo, ajudando a manter o projeto em operação.

E se isso, somado à expectativa da presença do app em uma variedade de plataformas, ajudar a tornar realidade a ideia das atividades coordenadas em grupos de estudo, em turmas de pós-graduação cheias de compromissos em horários absurdos, para gerenciar a agenda de ensaios de bandas e grupos de teatro, e tantas outras aplicações simples da gestão de produtividade pessoal, tenho certeza de que os autores do Wunderkit saberão colher outros frutos adiante ツ

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Leia também:
Economizar: Como criar seu Fundo de Reserva pessoal
Home office: como organizar
Ressaca: como sobreviver

Produtividade pessoal: Expandindo o ZTD com contextos e projetos

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Já vimos anteriormente 5 hábitos do método de produtividade pessoal ZTD, e hoje chegou a vez de agregar mais um: o que permite adequar as listas de pendências e tarefas à realidade dos contextos e projetos da sua vida. Como complemento, veremos também algumas recomendações sobre a escolha e uso de ferramentas de produtividade.

Quando eu comecei a atual série de artigos mergulhando no método de produtividade pessoal ZTD (Zen to Done), eu destaquei que ele se baseia no GTD (Getting Things Done), mais conhecido, mas busca se diferenciar por oferecer uma forma mais prática de operar, com foco na execução, na simplificação, e em minimizar a estrutura e os procedimentos necessários.

Já no primeiro artigo eu apresentei uma forma minimalista de implantar o ZTD na sua vida, baseada em apenas 4 hábitos simples (captura, processamento, planejamento e execução). Logo em seguida eu enriqueci a mistura com um quinto hábito: as revisões semanais, e revelei detalhes práticos sobre como eu uso o ZTD no meu dia-a-dia.

Mas a simplicidade quase espartana da forma como eu pratico o ZTD invariavelmente atraiu a atenção de leitores acostumados à estruturação maior oferecida pelo GTD e outros métodos de produtividade e organização mais amplos, que perguntavam: “e as outras ferramentas?”, “e os contextos e projetos?”, “e o um dia/talvez?”, etc.

Para atendê-los, e para expandir as possibilidades do ZTD, veremos hoje os detalhes do que o livro original do ZTD apresentou como o quinto de seus 10 hábitos: a criação de um sistema simples e confiável, baseado em listas e em ferramentas disponíveis.

Um sistema simples e confiável

Já vimos anteriormente que o núcleo do ZTD são as listas de pendências (organizadas em poucas categorias, como neste exemplo: Inbox, Tarefas Mais Importantes, Outras Tarefas Pendentes, Tarefas Para Hoje).

Mas David Allen, autor do método GTD, propõe uma série de listas adicionais, incluindo uma para cada projeto de maior complexidade que você tem em andamento, e mais algumas gerais, por contexto: @Trabalho, @Escola, @Família, @Casa, @Rua, @Telefonemas, etc.

A razão de Allen é simples: com isso você pode olhar diretamente na lista de um contexto específico quando estiver nele. Ou seja: ao chegar na faculdade, você não deixará de consultar sua lista @Faculdade para ver quais as suas pendências, e ao fazê-lo não será distraído pelas tarefas que são exclusivas do contexto doméstico, por exemplo.

O autor do ZTD, Leo Babauta, defende que muitos de nós não precisam de tantas listas, e que o número de tarefas que colocamos na lista de pendências de cada dia tende a não ser tão grande a ponto de gerar distração ou confusão (especialmente se praticarmos o hábito da revisão).

Ele não é contrário à criação de listas específicas para contextos e projetos, em adição às listas previstas pelo ZTD, embora recomende que seja no menor número possível: nada de ficar tentando imaginar todos os contextos da sua vida e criar uma lista para cada um deles; ao invés disto, prefira ver nas suas listas gerais quais são os contextos e projetos que costumam ter tarefas maiores, mais frequentes ou mais complexas, e considere criar listas específicas para estes. O conjunto de contextos que consta como exemplo no guia do ZTD é: @Trabalho, @Pessoal, @Na rua, @Telefonemas, @Aguardando e @Talvez/Um dia.

Esta última lista (@Talvez/Um dia) é bem conhecida de quem já praticou o GTD, mas pode precisar ser apresentada aos demais: é uma lista de tarefas que ainda não são pendências, que você não pretende fazer em breve, nem está aguardando algo específico para botar em prática – mas quer ter anotado para pensar no assunto de vez nas revisões em quando e talvez um dia transformar em um plano real.

Como estas listas vão funcionar em relação às listas essenciais do ZTD, fica a seu critério. Você pode adequá-las ao hábito do Planejamento e colher periodicamente algumas pendências das suas listas de projetos e colocá-las na lista Tarefas Para Hoje, por exemplo, mas você também pode tratar estas listas adicionais no hábito da Execução, como fontes de consulta periódica ao longo do dia. Ou um misto das duas coisas, dependendo de como são seus contextos e projetos.

As ferramentas básicas do ZTD

Ainda como parte do hábito que cria o Sistema Simples e Confiável, o ZTD inclui a escolha do conjunto de ferramentas que serão usadas para registrar e acompanhar as informações.

As ferramentas criadas tentando implementar todos os recursos e possibilidades do GTD recebem do autor uma crítica que eu compartilho: elas são um convite à complexidade e já fizeram muita gente se perder, trocando o foco no resultado pela atenção desmedida a configurações, a registros complexos e automação do que nem precisa ser feito.

Tudo o que você precisa é de registrar listas, e uma das ferramentas recomendadas pelo autor é um bloco resistente e que caiba no bolso: justamente a ferramenta preferida dos leitores do Efetividade.

Atualmente a minha ferramenta escolhida é o Wunderlist, gratuito e que sincroniza automaticamente entre smartphone, tablet, computador (Windows/Mac/Linux) e web. O recente lançamento do seu sucessor Wunderkit talvez me faça considerar uma mudança em breve, mas ainda não senti necessidade.

O autor recomenda ainda 2 ferramentas complementares: uma agenda de compromissos (para eventos que tenham data e horário), que pode ser em papel ou um software/site, e um sistema de referência, que pode ser uma pasta no seu computador organizada do seu jeito, ou um conjunto de envelopes ou pastas para papéis – pessoalmente uso um arquivo de pastas suspensas. Ele não menciona, mas eu recomendo ter também uma ferramenta específica para guardar informações de contatos (agenda telefônica e seus sucessores tecnológicos).

O importante é a prática

Você pode ter a estrutura perfeita de listas, o arquivo mais lindo e a ferramenta mais tecnológica, e mesmo assim não ter ganho de produtividade nenhum se não fizer o essencial: usá-los.

Se você perceber que nem todas as suas pendências são registradas nas listas, ou que você não as atualiza, ou que não consulta as listas pelo menos 2 vezes por dia (e preferencialmente um pouco mais que isso), ajuste os planos ou os abandone, porque as ferramentas só funcionam se você as usar.

Por outro lado, se você tem algum amigo que já tentou anteriormente adotar um modelo de produtividade pessoal e tropeçou na desmotivação causada pelo excesso de procedimentos e pelo fascínio causado pela variedade de opções nas ferramentas mais complexas, repasse este artigo para ele, talvez a simplicidade do ZTD seja o que ele estava procurando e não sabia!

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Volta às aulas: mais resultado com menos esforço em 2012

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Volta às aulas é tempo daquela sensação mista, de expectativas positivas somadas a novas obrigações, horários e avaliações.

Mas ir bem nas aulas pode ser mais fácil. Olhe ao seu redor na sala de aula e você verá vários colegas que têm bom desempenho e visivelmente se esforçam menos que você – e nem estou falando dos CDFs e daquelas raras pessoas que têm tempo e disposição para se dedicar integralmente aos estudos, mas sim de quem descobriu os truques para estudar melhor com menos esforço.


Volta às aulas

Claro que o conjunto de truques é diferente para cada pessoa, de acordo com a disponibilidade, os objetivos, as condições ambientais, etc. Mas você também pode estudar com mais efetividade, e pode começar escolhendo quais das dicas abaixo podem ser aplicadas à sua vida escolar.

O Efetividade.net, como faz todos os anos, revisita as dicas para ajudar você a se dar bem nas aulas e nas provas. Veja abaixo a lista, e participe comentando ou oferecendo suas próprias dicas na área de comentários!

Aproveite

Por mais que tudo pareça difícil enquanto você está cursando, a tendência é que mais tarde você vá encarar regularmente desafios bem mais complexos do que o professor que não vai com a sua cara e o exame que tem regras com as quais você definitivamente não concorda.

Saber diferenciar o que justifica esquentar a cabeça e o que você pode deixar passar é um desafio em qualquer etapa da vida, mas ter em mente os seus objetivos pode ajudar a direcionar.

Para focalizar melhor seus esforços pode valer a pena procurar conscientizar-se de que tirar nota máxima em tudo não é garantia de futuro para boa parte das carreiras, e que talvez valha a pena encontrar um ponto de equilíbrio entre a busca das notas altas e o aproveitamento das oportunidades de coletar conhecimentos, experiências e contatos que terão valor real na vida posterior mas não contam pontos para o semestre.
 

Não confunda o seu material com o seu aprendizado

Aprender é algo que acontece dentro da sua cabeça, e não nas folhas do caderno. Um caderno que serve como ferramenta de aprendizado vale mais que um caderno com páginas bonitas. Rabisque, rasure, faça setas cruzando a página, ou o que for necessário para entender e registrar os conceitos.

Não adianta ter 20 canetas diferentes e o caderno mais completo da turma, se você não entender o que está escrito, ou se apenas copiar algo que não compreendeu e que na hora de voltar a estudar não lhe dirá nada.

E nunca esqueça: o importante não é a beleza da letra, nem quantas páginas você escreve, mas sim o quanto estas anotações conseguirão ajudá-lo na hora de rever ou estudar o conteúdo. Dizer muito em poucas palavras e conseguir entender um assunto a partir de uma anotação anterior são habilidades valiosas para toda a vida.
 

Quem anota direito na hora pode estudar bem menos depois

Experimente tomar notas à mão: escrita não é sinônimo de edição de texto, e não necessariamente as outras alternativas (confiar na apostila, gravar a voz do professor, pegar emprestado o caderno do colega, digitar em sala de aula, etc.) farão você ganhar tempo, no saldo geral – isto porque a escrita manual amplia a memorização imediata e definitiva e o entendimento, reduzindo portanto a necessidade de voltar a estudar o mesmo assunto depois.

Minha sugestão é ter sempre um bloco ou caderno para anotações livres (veja também: “Gerenciamento de anotações e referências: as ferramentas preferidas dos leitores“), acostume-se a anotar nele os conceitos interessantes (e não apenas “copiar tudo que o professor escrever no quadro”), e coloque data, título e matéria no topo de cada página. Não arranque páginas deste caderno, pois a associatividade da sequência em que as informações são anotadas também é uma ferramenta poderosa na hora de lembrar do conteúdo, mesmo inconscientemente.


Aproveite a associatividade enquanto anota, procure sempre encontrar padrões e pontos em comum entre os tópicos do seu estudo, e associe-os mentalmente a imagens claras e vívidas. Se você fizer estes relacionamentos durante a aula, fica mais fácil relembrar cada um dos tópicos, pois você pode seguir – mesmo inconscientemente – a cadeia de ligações, como ensinam nos cursos de memorização. É assim que às vezes lembramos da resposta de uma questão da prova no momento em que lemos outra pergunta, por exemplo.


Uma página de anotações pelo método Cornell

Dica extra I: o método Cornell de anotações adapta-se a qualquer caderno, e facilita a consulta posterior.

Dica extra II: Passe a limpo suas anotações! Aproveitar alguns minutos do seu tempo de estudo para escrever no mesmo dia, ou no dia seguinte, pela segunda vez (agora pode ser à mão, no computador ou onde você preferir), os mesmos conceitos anotados durante a aula, organizando-os, analisando e já sintetizando. É rápido, favorece a memorização e o entendimento, e pode reduzir ainda mais a necessidade de horas adicionais de estudo na véspera da prova.
 

“Quem sabe, faz – quem não sabe, ensina”

Faça como os profissionais: ensine para aprender. Após ter estudado, encontre algum colega que entenda menos do que você sobre o assunto da prova, e procure explicar a ele alguns dos conceitos básicos.

Organizar mentalmente o assunto, verbalizá-lo, vocalizá-lo e ouvir o feedback do colega são atividades que ajudam a solidificar os fundamentos do seu próprio conhecimento, a correlacioná-los, e até a identificar os pontos que você precisa revisar. E ainda por cima pode ajudar o colega.

Se a falta de um colega interessado tornar impossível fazer o serviço completo, há alternativas, como blogar expondo o tema, criar sua própria apostila a respeito, ou até tentar o desafio de fazer caber em 1/4 de página o resumo completo do assunto.

Você deve ter notado que a dica acima é praticamente a receita de como fazer a cola perfeita para as suas provas, mas o próprio ato de sintetizar, estruturar e expor (ainda que seja só para o papel) o conteúdo que você precisa entender fará com que o uso de uma cola se torne desnecessário.
 

Encontre o ambiente certo para estudar

Dentro das suas possibilidades, encontre um lugar com temperatura e iluminação adequadas, sem ruídos externos, sem tentações que o distraiam ou afastem do estudo, com os recursos necessários, e com espaço suficiente para espalhar seu material.

Procure estudar sempre no mesmo local – o cérebro é uma máquina associativa, e se ele associar o ambiente aos atos de estudar, de produzir e de reter informações, você só tem a ganhar.

Dê uma olhada nos nossos artigos sobre home offices para garimpar algumas dicas que se adequem às possibilidades de melhoria do seu ambiente de estudos!

Dica extra: Experimente ouvir música! Os padrões musicais ajudam a cancelar o efeito dos ruídos externos, e para algumas pessoas podem ajudar na memorização – ao associar os conceitos com a música que estava tocando na hora, o cérebro pode recuperar a informação a partir deste mesmo estímulo. Para mim sempre funcionou bem: “ah, isso aqui eu vi quando estava tocando aquela do Led Zeppelin…”

Se isso funcionar para você, saiba que não existe um estilo musical “certo”: uns preferem Bach, outros preferem Chico Buarque. Para mim funciona muito bem: estudei para muitas provas da graduação ouvindo Nirvana ou com o rádio sintonizado em alguma emissora especializada em “música de sala de espera”, e conseguia “puxar” conceitos na hora da prova ao tentar lembrar das músicas que tocaram enquanto eu estudava.
 

Gerencie seu tempo

O fundamental é ter e manter uma agenda. Não importa a tecnologia: pode ser um simples caderno ou bloco, uma agenda de papel, um smartphone, a lista de compromissos do seu celular, um site (como a agenda do Google), ou o que quer que funcione para você (dica: “Gerenciamento de tarefas e pendências: as ferramentas preferidas dos leitores do Efetividade“).

O importante é que você não esqueça dos prazos de seus compromissos escolares importantes. Se a sua opção de agenda tiver como avisá-lo ativamente sobre os compromissos, tanto melhor – diminui a chance de esquecer de preparar um trabalho ou estudar para algum exame.

Uma forma de aumentar o tempo disponível é acostumar-se a acordar cedo mesmo quando você não é obrigado. Assim você ganha mais tempo para realizar seus compromissos escolares, e para aproveitar depois de completá-los!

Dica extra: sempre esteja presente à primeira aula de cada uma das matérias em que você se matriculou. Nela o professor geralmente apresenta o programa da disciplina, as principais datas, o método de exposição e de cobrança, etc. – costuma ser a única oportunidade de poder entender o que está por vir, e de tomar boas anotações que permitirão se planejar nos meses seguintes.

Muitas vezes na minha experiência de anotar o que o professor diz na primeira aula eu descobri, na hora de estudar para uma prova ou fazer um trabalho, que as minhas anotações iniciais da matéria permitiam saber o que seria mais cobrado e merecia ser melhor estudado ou enfatizado. Fora a vantagem de não ser pego de surpresa por um trabalho final de disciplina sobre um assunto para o qual você teria oportunidade de se preparar mas não fez porque preferiu ficar na cantina e levar uma falta…
 

Faça o que tem que ser feito

Não deixe para quando for tarde demais: a urgência de amanhã corresponde a algo que você não fez hoje quando precisava.

Quantos trabalhos não foram entregues porque foram deixados para a última noite do prazo e a impressora estava sem tinta depois do fechamewnto da última loja de suprimentos! Cada aluno pensa que é só com ele, e fica indignado ao ver que o professor pouco se comove com as circunstâncias, mas o fato é que a síndrome do estudante (nome técnico do comportamento de deixar as obrigações para a última hora) é fácil de ser percebida.

Se você adiar uma tarefa, estudo ou visita à sala do professor, vai ter de fazer do mesmo jeito e com mais pressa num momento menos conveniente e com menos alternativas, ou não vai conseguir completar o curso com o sucesso que poderia ter.

Saiba sempre quais são suas obrigações, e planeje seu cumprimento para poder fazer tudo com menos esforço. Deixar para a última hora torna o trabalho mais difícil e arriscado. “Just do it”, “Keep walking” e outros slogans de produtos famosos são bons resumos para o que você precisa fazer se quiser alcançar os melhores resultados.

Mas não force: estudar apenas na véspera, ou passar a noite estudando, são maneiras ineficientes de tentar reter a informação. Você pode ir melhor na prova, estudando menos horas, se fizer força para entender os conceitos durante as aulas, e procurar memorizá-los logo após aprender, e não apenas na véspera dos prazos-limite.
 

Sem exageros

Não exagere no número de horas de estudo: o que vale não é o esforço, e sim o resultado em termos de aprendizado e avanço. Não deixe o exagero e o stress atrapalharem, nem se sinta pressionado a estudar muito: você precisa é estudar bem.

Deixar o stress ou o cansaço suspenderem um plano de estudos previamente traçado, ou acabarem com a sua capacidade de reter conhecimento, pode ter consequências sérias.

Vale muito mais a pena criar um plano de estudos conservador, adequado a você e ao seu objetivo, e eventualmente ajustá-lo conforme a situação for progredindo.

E nunca esqueça da necessidade de lazer e descompressão. Dedicar-se aos estudos sempre pode exigir abrir mão de algumas coisas, mas se você ficar todo o tempo debruçado sobre os cadernos não vai se manter motivado por muito tempo.

Programe pausas e saiba quando realizar um intervalo emergencial não-programado para evitar a sobrecarga. Na pausa, abra o MSN, cozinhe, passeie, ande de bicicleta, acesse a web, visite algum amigo, e tire os estudos da cabeça. Em compensação, evite manter atividades paralelas que prejudiquem a concentração durante o estudo: em especial, evite estudar com o Facebook, o Twitter e o MSN como companheiros, por melhor que seja a desculpa racional que você encontrar – distrações e interrupções fora do seu controle atrapalham. Estude melhor, e você terá mais tempo livre depois.
 

Foco no objetivo

As pessoas estudam por uma razão: pensando no mercado de trabalho, na sua carreira, em conseguir ser aprovado em um teste importante, conseguir uma vaga na universidade desejada, etc.

Para manter-se motivado, portanto, lembre-se sempre da razão pela qual você está estudando.

Se você não está ali por opção, não encontrará motivação para ir bem. É provável que o ambiente escolar não esteja sempre a seu favor. Mesmo assim, mantenha em mente os motivos pelos quais você está estudando, e avance na direção dos seus objetivos.

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Vizinhança

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