Vença a bagunça hoje!
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Arrumar a casa pode ficar bem mais simples quando você identificar o principal obstáculo que fica entre você e a organização.
Assim como na propaganda daquele iogurte estranho que diz resolver problemas de prisão de ventre, o acúmulo também é um grande inimigo da organização doméstica, de empresas, home offices e até do interior dos nossos carros.

Felizmente não é de um material tão desagradável: o acúmulo que atrapalha a ordem e limpeza destes locais é o de itens desnecessários, inservÃveis ou que por qualquer razão não estão no local em que deveriam estar.
Assim como as cracas que, ao se multiplicar na parte submersa dos cascos, prejudicam a velocidade dos navios, a presença destes acúmulos nos nossos ambientes reduz nossa eficiência ao trabalhar, estudar ou mesmo conviver.

Embora a solução para isso não seja tão simples quanto tomar aquele iogurte da propaganda, também não é nada difÃcil remover o acúmulo dos nossos ambientes, e você pode resolver isso hoje mesmo, de maneira definitiva, seguindo estes passos:
1 – Reconheça o acúmulo do seu ambiente
Objetos inservÃveis têm muitas faces. Alguns exemplos simples podem ser
- revistas de notÃcias e jornais já lidos,
- cabos e conectores para aparelhos que você não usa mais,
- a apostila que você já desistiu de estudar mas não quer admitir,
- suprimentos que você mantém à mão “para o caso de…” mas este caso nunca acontece,
- aquelas roupas que não são usadas há 3 invernos,
- o talão de estacionamento do ano retrasado que continua atrás do pára-sol do carro,
- moedas que deveriam estar circulando mas estão ocupando espaço num pote,
- as ferramentas que deveriam ter sido devolvidas pra área de serviço mas acabaram pernoitando e se instalando na gaveta do quarto,
- aquele tempero que você provou, detestou e mesmo assim guardou o pote,
- etc., etc., etc.
Reconhecer que há acúmulo geralmente conduz à imediata constatação de que na verdade há muito acúmulo, e à conclusão de que removê-lo tornará muito mais simples manter seu ambiente organizado, e deixará este ambiente muito mais agradável e espaçoso.
2 – Identifique os 4 destinos
Nem todo acúmulo é inservÃvel. Parte do que você encontrar só precisará ser guardado de volta no lugar de onde foi retirado. Para outra parte você precisará encontrar lugares adequados, melhores do que os atuais. Estes são os 2 casos em que é relativamente simples encontrar destinos.
Um destino mais trabalhoso, mas que costuma ser o mais recompensador, é encontrar pessoas (ou entidades) para as quais aquilo que para você é um trambolho acumulador de pó e ocupante de espaço nobre será de grande utilidade, ou até mesmo um luxo.

Às vezes é possÃvel vender, em muitas outras é preferÃvel doar – e mesmo itens total ou parcialmente danificados podem encontrar alguém disposto a colocar em prática aquele conserto que você vem adiando há anos.
Recentemente doei, para pessoas diferentes, uma impressora com alguns anos de uso, um videogame de uma geração passada, e um monitor CRT – todos os 3 ocupavam um espaço enorme na minha casa (incluindo um serpentário de cabos e acessórios!), e não eram usados há mais de 1 ano, e agora estão nas mãos de pessoas para as quais ainda terão anos de uso pela frente.
E, ao menos quando se trata de coisas que até recentemente estavam ocupando espaço nobre na casa, geralmente o quarto destino é o mais doloroso: a lata de lixo reciclável. Pode doer o ato de jogar fora algo que estava guardado, mas se não serve para ninguém, reciclar é bem melhor do que manter indefinidamente.
3 – Zere o seu saldo negativo
Com o acúmulo reconhecido e os 4 destinos identificados, é hora de atacar a sua casa, um cômodo por vez (incluindo o carro!).
Normalmente a estratégia de vitórias parciais não é boa para arrumações domésticas, mas esta é uma exceção: uma boa caça aos acúmulos mais visÃveis em cada ambiente da casa, sem gastar mais do que 15 minutos em cada cômodo, vai dar uma cara nova a tudo, e potencialmente estimular a que você repita a dose nos dias seguintes, mais detidamente em cada ambiente, até zerar o acúmulo completamente.
Antes de começar cada rodada (seja a da casa inteira, ou a detalhada em cada cômodo), separe 3 caixas e escreva em cada uma delas: GUARDAR, DOAR e RECICLAR. Leve-as consigo e assim poderá se concentrar na tarefa de remover o acúmulo propriamente, deixando as ações posteriores (guardar, doar, reciclar) só para o final do perÃodo.

A ideia do perÃodo curto (15 minutos) é para ajudar a manter o foco, pois não é nada difÃcil se distrair com o conteúdo acumulado em gavetas e prateleiras.
Ter um timer ou despertador à mão e programá-lo para tocar pode ajudar muito: recomendo o método organizacional da Galinha Temporal (similar à conhecida técnica Pomodoro) para que você mantenha o ritmo e a motivação até zerar o acúmulo da casa.
4 – Impeça novos acúmulos
Tire da pilha de leituras a revista de notÃcias e o jornal assim que tiverem sido lidos. Desenvolva o hábito de jogar imediatamente no cesto de reciclagem todos os papeis cuja utilidade não seja bem clara. Não mantenha no guarda-roupas as roupas que não têm perspectiva de voltar a servir, ou que estão com um defeito que você já sabe que nunca vai consertar.
De modo geral, acostume-se a não ver mais o ato de “guardar” como se fosse um substituto light para “adiar a hora de jogar fora”, e nem confunda mais “guardar” com “colocar onde ninguém vê para parecer tudo organizado”.

Este passo também inclui repensar as estruturas de armazenamento da sua casa. Alguns organizadores de gavetas e bancadas, umas prateleiras discretas e caixas bem planejadas podem mudar a realidade dos ambientes.
5 – Inclua na sua rotina
Mesmo que você atinja a perfeição na hora de impedir novos acúmulos, eles ainda ocorrerão: é da natureza humana mudar de opinião sobre os objetos ao seu redor, e o que hoje é bonito e prático amanhã será aquele objeto que fica no seu caminho.

Se você não lembrar disso, em breve precisará recomeçar desde o passo 1. Mas se incluir na sua agenda semanal meia hora para uma revisão geral dos seus ambientes, ou passar a dar atenção especÃfica a isso enquanto trata de outras tarefas de organização doméstica, vai dar para adiar o novo ciclo completo por mais algum tempo ;-)
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Iúri comentou:
em January 31 2011 @ 12:50
Olá Augusto,
Muito interessante seu artigo, parabéns!
Para muitos realmente é bem difÃcil se livrar de coisas desnecessárias, mas acredito que o maior problema é quando separamos aquele material que “vamos” ler, mas nunca lemos – isso acontece muito com os meus favoritos no navegador. Vez ou outra preciso dar uma faxina nele.
Quanto os papéis, tento utilizar o 5S sempre que possÃvel.
Um abraço.
Dany Lederman comentou:
em January 31 2011 @ 13:17
Muito legal a matéria! Eu felizmente sou bem organizado, mas conheço cada pessoa que nossa…rs
Claudio Cardozo comentou:
em January 31 2011 @ 21:34
oi Augusto!Como um praticante do 5S, sempre acho que o próximo post será uma Efetiva abordagem do mesmo, apesar desse conter 5 itens… quando será? Da mesma forma algo sobre minimalismo.
Grande abraço!
ThiagoNasc comentou:
em February 1 2011 @ 11:27
Muito bom o tema!
Sou praticante e disseminante da filosofia: VIVER COM MENOS É VIVER COM MAIS!
Periodicamente faço uma limpa em minhas coisas, pego absolutamente TUDO que não uso há algum tempo e não tem lá grande serventia e faço uma doação.
Nada de “isso vou usar daqui uns tempos”, ou, “uma hora isso vai me ser útil”. Se não usou até o momento, estava guardado e não deu falta, pode se desfazer que será uma boa.
Lembrando que TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) e acúmulo de coisas causa depressão e outros males, então, viva saudável, viva com o mÃnimo!
Toni Durden comentou:
em February 1 2011 @ 22:06
Augusto, pelo que vi de outros posts seus (tipo o “Como organizar a mesa de trabalho como uma cabine de avião”), você não faz o estilo minimalista. Então tinha a curiosidade de saber como você faz para manter as coisas organizadas, aà veio esse post explicativo :)
Para mim funciona melhor ter menos coisas, somente o realmente essencial. Assim nem preciso me preocupar muito em arrumar, pois é difÃcil desarrumar.
Kathia comentou:
em February 2 2011 @ 12:16
Excelente artigo. Sou portadora de TDA (mas me recuso a tomar Ritalina), tento ao máximo ser organizada e quando não consigo a sensação é péssima. Sempre acompanho suas matérias sobre organização e isso tem me ajudado muito. Este artigo em especial, vou imprimir e deixar sempre à mão.
Abraços
Kathia
Crislane comentou:
em February 4 2011 @ 13:14
olá, Augusto!
Muito boa a matéria.
Estou com um acúmulo de lixo eletrônico. Moro em em Florianópolis, sabes me dizer onde podemos entregar estas coisas? (celulares velhos, carregadores, cabos sem uso, lanterna, calculadora, entre outros). Me parece que o reciclável da PMF não aceita isso.
obrigada,
Crislane
Ramon Samudio comentou:
em February 4 2011 @ 17:22
Não tem como combater tanta bagunça.
Júlia Manfrin comentou:
em February 12 2011 @ 23:55
Olá Augusto!
Como sempre, seus posts são extremamente interessantes e úteis.
Queria deixar uma contribuição. Và a solicitação da Crislane sobre descarte de lixo eletrônico em Florianópolis. Aqui tem, sim, lugar apropriado para isso. Descobri por acaso. Veja em http://www.nmrecuperacao.com.br
Há poucos dias fiz uma limpeza em casa e levei tudo para eles. Estão em endereço novo mas mas o telefone manteve.
Está no site.
Um abraço!
augusto comentou:
em February 13 2011 @ 12:50
Desculpe por demorar tanto a responder! Sobre reciclagem digital em Floripa, aqui tem mais uma referência: http://tisc.com.br/entidades/cdi-sc-lanca-programa-de-reciclagem-de-lixo-eletronico/
Para os demais, recomendo olhar o comentário do Toni Durden, acima, que apresenta uma alternativa complementar interessante!
Comentário removido