Não seja um mau perdedor
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Ninguém gosta de perder uma competição, ou de ver o seu time ou representante não ser o vencedor. Lamentar a derrota é normal, e procurar as razões para a falha é importante – mas deve ocorrer em um contexto de atitude positiva, associada ao aprendizado e à busca de superar esta mesma causa em oportunidades futuras.

Nem toda disputa é esportiva, e a máxima “o importante é competir” não se aplica a todos os empreendimentos humanos, mas isso não impede que a boa atitude desportiva possa prevalecer entre rivais a partir do momento em que se conhece o vencedor de um certame.
Ter uma atitude indigna após uma derrota equivale a perder duas vezes, e estar preparado para não ser o vitorioso, e saber como lidar com a situação após o anúncio do resultado, é algo que se espera tanto dos participantes diretos quanto das suas torcidas, apoiadores e simpatizantes.

O “choro do perdedor”, no sentido de desclassificar o adversário, as condições ambientais e a própria disputa – que até o momento da proclamação do resultado estavam plenamente aceitos – é um comportamento que pouco faz a favor de quem o pratica, e muitas vezes acaba aprofundando a natural insatisfação da derrota, além de impedir a reflexão sobre a origem real do resultado, associada ao comportamento do próprio participante e aos fatores que estiveram sob seu controle.
Como não ser um mau perdedor
É difÃcil manter o respeito por alguém que não consegue aceitar com dignidade a derrota – e isso ocorre desde a partida de videogame entre 2 irmãos, até o resultado das mais intensas disputas nacionais e internacionais.
Saber evitar este tipo de comportamento pode ser um sinal de maturidade, e costuma-se dizer que é mais importante saber como agir na derrota do que na vitória – pode-se errar em ambos os casos, mas a derrota é um obstáculo maior.
Para ajudar a identificar as atitudes de mau perdedor e assim facilitar combatê-las, eis as 5 principais atitudes do mau perdedor:
- Inventar mil desculpas – a tÃpica desculpa de um mau perdedor começa com “ah, mas”. Pode ser algo como “ah, mas a outra equipe tinha muito mais recursos e apoio”, ou “ah, mas deixaram a final para um feriadão e a torcida não estava lá para apoiar o nosso time”. O que elas tem em comum é que procuram “culpar” as circunstâncias, ou fazer parecer injusta a superioridade demonstrada pelo adversário.
- Menosprezar a vitória alheia – a súbita mudança de opinião sobre o valor da disputa é um sintoma claro do mau perdedor. Embora seja positivo compreender e comunicar que a recente derrota não impedirá vitórias futuras, isso não pode ter a lamentável conotação de “nem querÃamos ganhar mesmo”, como quando o derrotado que disputou até o final um campeonato estadual passa a dizer que está mesmo preocupado com o campeonato nacional, tentando assim (geralmente sem sucesso) desvalorizar a vitória do oponente.
- Mudar de ideia sobre a validade da disputa – as regras e condições da disputa são conhecidas desde o princÃpio, e foram aceitas ao longo de todo o certame. Por que criticá-las só ao final e após não ter sido o vencedor? Se elas não tiverem sido cumpridas, a atitude correta é recorrer, e aà sim divulgar a providência tomada. Simplesmente criticar o que anteriormente foi aceito é o tÃpico “choro do perdedor”.
- Culpar as circunstâncias – se as circunstâncias não desrespeitaram a regra que foi aceita, elas são parte da disputa, e todos os participantes terão estado expostos à possibilidade delas. A forma como as competências, habilidades e atitudes de cada oponente são usadas para fazer frente à s circunstâncias que a eles se apresentem fazem a diferença. Vale lamentar que alguma circunstância tenha afetado de modo desproporcional o seu lado na disputa, mas não usar isso para implicar que o lado vencedor não mereceu sua vitória – afinal, se choveu forte e o adversário foi o melhor na pista por causa disso, o mérito de aproveitar melhor a circunstância é dele.
- Desrespeitar o adversário – talvez o grau mais baixo da escala dos comportamentos de maus perdedores, quem pratica a atitude de desvalorizar o vencedor muitas vezes nem percebe a consequência lógica: se o adversário vencedor era mesmo tão ruim assim, que dizer de quem perdeu dele?
Atitude vencedora
É preciso força de caráter para o derrotado conseguir cumprimentar publicamente o adversário pela vitória, e manter um comportamento honroso nos momentos subsequentes à decisão de um certame.
Nada disso deve ser confundido com derrotismo – pelo contrário, a atitude vencedora pode ser demonstrada tanto na vitória quanto na derrota, e poucas demonstrações públicas são tão lamentáveis quanto a do derrotado que demonstra ser mau perdedor.
De uma derrota, além do exemplo de atitude e do mérito de ter disputado de forma honrada, pode-se adquirir conhecimento sobre seus próprios pontos fracos, bem como sobre quais as condições das quais o adversário conseguiu tirar melhor proveito – e usar isto a seu favor na próxima disputa.

Também existem os maus vencedores
Nada disso muda a realidade de que a derrota pode ser bastante dolorosa, e que ser exposto à comemoração da vitória do adversário prolonga a emoção indesejada. Raramente é interessante começar imediatamente a fase de análise e planejamento do próximo certame: dar um tempo para si mesmo, recolher-se e evitar cair nas eventuais provocações de maus vencedores permitirá alcançar o necessário grau de objetividade para buscar um melhor resultado na próxima vez!
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Rafael comentou:
em October 31 2010 @ 16:04
Caraca o biquinho dela tá excelente! kkk
Manter a serenidade no calor da disputa é uma virtude de um bom competidor e consequentemente de um bom perdedor/vencedor. É essa serenidade que garante uma vitória sem tropeços e uma derrota honrosa, a famosa vitória moral.
Mas como não ser um perdedor? Tinha um professor que dizia que os perdedores tradicionais em competições geralmente são chorões e gostam de ficar se lamentando do esforço que tiveram e de como também mereciam a vitória, embora não desrespeitem ou desmereçam a competição de forma alguma. Detalhe, já estavam chorando bem antes da competição começar. A vitória verdadeira, assim como uma derrota digna, começam com a postura do competidor em campo, antes de qualquer enfrentamento.
elias comentou:
em October 31 2010 @ 20:56
artigo em momento oportuno, parabéns :)
Dany Lederman comentou:
em November 5 2010 @ 10:31
Concordo… Tem que saber perder de cabeça erguida!
Alexandre Bars comentou:
em November 10 2010 @ 09:09
Bons pontos, mas não existe(ou existira) Bons perdedores, terão pessoas sim, que estão mais preocupadas com o objetivo final, mas ainda ficarão frustadas com percalços no caminho!
Quanto a disrepeito isso está ligado a educação familiar, se os pais não ensinam a valorizar, integridade, moral e outros fatores, a culpa é da criação, e pobreza não é desculpa!!