Você se estima?
| Tweet |
|
|
Efetividade.net é a sua fonte de informações originais e atualizadas sobre produtividade pessoal,
efetividade, lifehacking, GTD e truques espertos para o seu dia-a-dia. Leia também:
|
por Patricia Wolff, autora convidada para a série “Competências”
A autoestima nada mais é do que aquilo que eu falo sobre mim para mim mesmo, isto é, a nossa voz interna que reflete nossos pensamentos e sentimentos sobre nós mesmos.

Nossa autoestima será boa se nos virmos com bons olhos. Mas se nos percebemos como uma pessoa inadequada, com limitadas competências, iremos gerar insegurança que se fará refletir em nosso comportamento.
Exemplos de voz interna:
- Nas reuniões com meus pares e chefe é melhor ficar quieto, pois minhas opiniões não ajudarão em nada.
- Eu tenho o direito de me expressar. Quando tiver uma opinião irei apresentá-la, pois o máximo que pode acontecer é não concordarem com ela. Não ficarei com medo das criticas dos outros.
Quem sou eu? (eu real) Quem eu acredito que sou? (eu ideal). Na diferença entre estas duas respostas podemos chegar a algumas conclusões:
- Autoestima baixa é decorrente do sentimento de desaprovação do eu real comparado ao eu ideal.
- Autoestima equilibrada é decorrente do sentimento de aprovação do eu real comparado ao eu ideal.
Felicidade, amor, sucesso, todas as formas de realização pessoais estão profundamente ligadas a maneira como você se percebe e avalia.
Seis pilares
O psicólogo, especialista em autoestima, Nathaniel Branden, define seis “pilares” da autoestima. Para ele a autoestima não é o sucesso em si, mas uma série de condutas virtuosas, as práticas internas, que tornam possíveis os sucessos. São eles:
- Consciência: prestar atenção ao que acontece, ao que se faz, sem esquecer o contexto no qual surgem os sucessos, as experiências, as ações.
- Aceitação: reconhecer os próprios pensamentos, emoções e ações sem se repudiar.
- Responsabilidade: compreender que se é o autor das próprias escolhas e ações, que se é responsável pela própria vida e bem estar. Responder conscientemente aos desafios da vida.
- Assertividade: ser autêntico no trato com os outros, negando-se ocultar o que se é ou avalia ser, para ganhar a aprovação. Estar preparado para defender os próprios valores e ideias.
- Propósito: identificar objetivos de curto e longo prazo e as ações para obtê-los. Acompanhar a implementação das ações para garantir que se mantém no caminho desejado.
- Integridade: ter congruência entre discurso e prática. Dizer a verdade, honrar os compromissos e exemplificar, com ações, os valores que se sustenta.
O mais importante, neste caso, é começar a separar identidade de resultados. Tarefa árdua.
Podemos influenciar algumas situações com nosso comportamento, mas há fatores incontroláveis que afetam o resultado. Além disso, quando colocamos a responsabilidade das nossas realizações no mundo externo ou no outro, e o foco no TER, corremos um sério risco de “perder” ou ficar sem no momento que mais precisar, o que poderá gerar ansiedade e insegurança.
Quando a pessoa age com integridade, faz suas escolhas baseadas em seus valores, no SER, sente-se muito mais segura, serena e sólida. Esta pessoa poderá até ter êxito (e provavelmente terá), mas se por algum motivo isso não acontecer não se definirá como um fracasso, pois terá a paz de espírito por ter agido em harmonia com seus valores. Neste momento buscará novas alternativas e seguirá em frente.
Portanto, quanto mais sua autoestima estiver vinculada a sua identidade, maior a probabilidade de ser feliz, amar e obter sucesso.
100 pontos: e então, como anda sua autoestima?
Aproveito para lançar um desafio. Que você faça uma lista, com no mínino 100 qualidades! 100 qualidades? Será que eu tenho tudo isso!? Que tal experimentar?

Participe, compartilhe suas idéias e vamos em frente sempre, rumo aos nossos objetivos, desejos e realizações, e prepare-se para ter ao seu lado a melhor companhia do mundo para esta deliciosa jornada … você mesmo!
| Tweet |
|
• Siga no Twitter: @efetividadeblog e @augustocc
• Compartilhar este artigo no Twitter
• Compartilhar este artigo no Facebook
• Receba o Efetividade.net semanalmente no seu e-mail
• Link direto para este artigo: http://efetivida.de/!3041
•Versão para impressão e acessibilidade
•Feed RSS do Efetividade.net









Lena Reis comentou:
em August 18 2010 @ 14:50
Curioso… este exercício de buscar qualidades me deixou muito desconfortável e remonta a uma antiga dificuldade em aceitar elogios, que tenho desde sempre. Mas é assustador a facilidade que tenho em enumerar defeitos em mim, ou características as quais eu gostaria de mudar. Vou pensar nestas questões muito seriamente…!
Paulo Henrique comentou:
em August 18 2010 @ 18:48
tenho o mesmo problema da amiga Lena Reis, é realmente difícil encontrar as qualidades enquanto apenas defeitos me vem a cabeça.
Luiz Souza comentou:
em August 19 2010 @ 12:56
A primeira imagem usada para ilustrar este post é bem interessante. Gostei dela.
augusto comentou:
em August 19 2010 @ 14:43
A interpretação que fazemos daquela imagem pode dizer muito sobre a forma como enxergamos a nós mesmos e ao mundo né?
Patrícia Wolff comentou:
em August 19 2010 @ 16:39
Olá Lena e Paulo Henrique !
Vocês realmente revelaram uma questão muito importante, pois nossa facilidade é muito maior para listarmos nossos “defeitos”, afinal de contas fomos “condicionados” a responder a seguinte pergunta: O que você precisa melhorar? Mas pouca vezes ouvimos: Quais são as suas qualidades? Explicação para isso teríamos muitas, poderíamos fazer uma viagem ao tunel do tempo e voltar para nossa infancia ou até mesmo para o período de colonização mas não vem ao caso neste momento pois não podemos influenciar o passado. Voltando ao tema, uma fórmula que simplifica o entendimento do que é autoestima é a seguinte: valorizo mais os meus pontos fortes/potencialidades ou os pontos a serem desenvolvidos ? A minha resposta refletirá diretamente em meu comportamento: Será que eu mereço um elogio ? Isso não quer dizer que eu não deva me dedicar a desenvolver o que preciso, pelo contrário, antes disso há uma lição de casa a ser feita que é buscar o meu próprio reconhecimento, gostar de mim, pois é dessa forma que eu desenvolvo coragem e confiança para continuar seguindo em frente e superar todos os obstáculos que surgirem. Se precisarem de ajuda para completar a lista das 100 qualidades segue a dica de um exercicio bacana de se fazer. Vire um entrevistador e encaminhe um e-mail para seus amigos, parentes, colegas de trabalho, etc com as seguintes perguntas:
1. O que você acha que é o meu maior talento ou qualidade ?
2. O que faço naturalmente, sem nenhum esforço que é especial ?
3. Se eu tivesse na capa de uma revista, qual seria a revista e qual seria a matéria ?
Preparem-se para boas surpresas.
Vagner "Ligeiro" Abreu comentou:
em August 20 2010 @ 01:01
Licença.
Gostei do texto e estava precisando ler algo sobre auto estima. Só que acho que meu caso é mais fundo e necessita de auxílio terapêutico, sei lá. Pelo menos o texto ajudou a pensar mais sobre isso.
Acho que há outros fatores também interferem na auto estima, como problemas de infância (“bulling” e desatenção), ou o meio onde vivemos que acaba também frustrando algo, a vivência do dia a dia, etc. Digo isso por minha experiência, e não sei se pode ser útil na discussão.
Uma coisa que só me preocupo também é ter excesso de auto estima. Isso também é prejudicial, não?
Sucesso para o Efetividade :)
Jaiane comentou:
em August 21 2010 @ 11:15
Gostei muito do post, principalmente do desafio lançado! Creio que farei um post sobre isso no meu blog.
E sou semelhante aos colegas que comentaram acima, não sei receber elogio, e sempre busco algo para melhorar. Vai ser muito interessante esse desafio! ;D
Guilherme comentou:
em August 21 2010 @ 19:23
Amigos, somos todos seres perfeitos, pq somos filhos de Deus. O problema é que nosso ego não nos permite enxergar esta realidade. Conheçam o Ho’oponopono e mudem suas vidas…abraços!
Tobias comentou:
em August 22 2010 @ 20:17
Tambem nao sou bom para aceitar elogios, mas na direção contraria meu ego é sustendo somente com eles.
Achei a materia incompleta por nao falar do excesso de autoestima; alem dos pilares 4 e 6 serem utopicos para serem praticados pelo mainstream.
augusto comentou:
em August 22 2010 @ 21:09
Talvez eu viva em uma realidade bem diferente da tua, Tobias, mas ao meu redor os pilares 4 e 6 são buscados e praticados pelas pessoas com quem convivo, em todos os âmbitos: familiar, profissional, acadêmico, etc.
Pessoalmente tenho poucas dúvidas de que quem não os pratica (e assim não busca ser autêntico, ter coerência entre discurso e prática, defender suas ideias, etc.) tem menos condições de se estimar tanto quanto outra pessoa que os pratique, ceteris paribus.
Edward Dias comentou:
em August 22 2010 @ 23:31
Acho que entendo a posição do Tobias quanto aos pilares 4 e 6, mas penso que tenha sido uma “má interpretação” de sua parte.
No caso do pilar 4, a assertividade nesse caso não é um sinônimo de agressividade. Demonstrar o que realmente pensa e é, não significa faze-lo de maneira desagradável ou prejudicial, é o caso de não criar uma persona em função do que outras pessoas vão pensar de você.
Em relação ao 6, expor com ações os valores que sustenta, não significa fazer uma exposição ofensiva do que se acredita, negando assim as crenças e valores alheios.
Entendo, sim, que nosso mundo é baseado em aparências e no que pensam de nós. Contudo, acho que, mais difícil que expor seus valores e sua personalidade de maneira verdadeira, é ter que mudar de personalidade conforme a situação social.
Quanto aos problemas que muitos tem em aceitar elogios e apontar suas qualidades, confesso que também sou assim… mas acho que os primeiros passos para aumentarmos nossa auto estima são entender, aceitar e então partir pra cima do problema. Já que temos mais facilidade em fazer a lista do que temos que mudar, que este seja o primeiro item. ;)
De novo, essas são MINHAS opiniões, e não críticas a qualquer terceiro.
Tobias comentou:
em August 23 2010 @ 00:00
Edward, meu comentario foi consciente desta diferença: entre o ser rude e o ser autentico.
Não sei ao certo se minha opiniao deve-se ao fato de eu reparar muito nos outros ou se eu convivo com pessoas, digamos, raras.
Tenho 19 anos, aos pessoas ao meu redor são compostas basicamente por adolescentes e individuos do meu trabalho, notavelmente mais velhos. O que reparo neles é a grande insistência em querer ser, ou aparentar ser, a pessoa ideologicamente pre-fabricada do meio ao qual eles pertencem.
Quanto ao pilar 4. Trabalho em um órgão publico de uma cidade do interior de Minas Gerais. Nesse ambiante eu vejo individuos adultos, teoricamente com caráter definido, mas que praticam tão pouco a defesa de valores pessoais quanto os adolescentes que vejo, que ainda estão adquirindo valores.
O pilar 6 é consequencia do 4, e igualmente nao praticado.
Patrícia Wolff comentou:
em August 23 2010 @ 23:28
A intenção deste artigo é convidá-lo para uma reflexão sobre si mesmo, algo que raramente fazemos hoje em dia em função da correria, das cobranças, dos desafios. Mas a proposta continua, ao invés de gastarmos nosso precioso tempo julgando os outros que tal refletirmos: EU realmente sou fiel aos meus valores, aos meus ideais ? (pilar 4). EU pratico diariamente aquilo que eu digo ? (pilar 6). Se estas perguntas incomodarem é um ótimo sinal, pois é um bom motivo para se olhar no espelho e respondê-las de forma honesta e verdadeira. Para o desenvolvimento não há atalhos, é preciso ter coragem para sair da zona de conforto e evoluir como ser humano, para que sabe um dia servir de exemplo e influenciar positivamente as pessoas ao nosso redor.
Tobias comentou:
em August 24 2010 @ 16:31
Eu tambem queria acreditar que estas frases de efeito refletem a realidade, serio.
Flavia de Castro comentou:
em August 24 2010 @ 17:03
Boa tarde a todos. Gostei muito da matéria e da 1ª foto do artigo. Quando vejo este tipo de matéria, cada vez mais me convenço a fazer faculdade de Psicologia e poder a judar as pessoas. Especialmente ajudá-las a entender o quanto a auto-estima é capaz de mudar as nossas vidas. Eu experimentei olhar a vida de outra forma em relação ao ambiente em que fui criada e situações duras que passei (negativismo, discussões, bulling, traições, desprezo)e tudo me amadureceu para outros desafios da vida. Não foi fácil. Tive que ter coragem. Mas os resultados valeram à pena. Uma coisa que sempre fiz quando passei pelas dificuldades e que me ajudou muito foi reconhecer quem eram meus verdadeiros amigos e dar-lhes mais valor, afastando-me de quem me prejudicou e tocar a vida para frente. Tenho este comportamento desde a adolescência. Devo confessar, também, que, desde a adolescência lia muitos artigos sobre auto-estima. Isto me ajudou a entender que existia um poder transformador dentro de mim.
Aprendi a olhar meus defeitos que me impediam de alcançar minhas felicidades e lutei (e aida luto)contra todos eles, um por um. Aprendi, também, a valorizar mais e mais todas as minhas qualidades (ainda que aparentemente poucas)e DEU MUITO CERTO! Espero ter contribuido um pouquinho com vocês, leitores e vocês deste artigo. Um abraço!
Edward comentou:
em August 24 2010 @ 23:44
Patrícia, acho que todos entendemos a proposta de reflexão. Não acho que tenham sido feitas críticas, mas sim um esforço coletivo para analizar e compreender melhor as etapas para uma melhor auto-estima.
@Tobias – Engraçado, também tenho 19 anos, e assim como você convivo com pessoas de faixa etária variada. Também acho evidente que muitas das pessoas não praticam seus ideais de maneira efetiva, preferindo reclamar “do que não é” a realizar “o que gostariam que fosse”. Pode ser que eu tenha me condicionado a uma visão mais otimista quanto a este tópico (geralmente sou bem pessimista =]), por achar que mesmo a condição utópica das idéias apresentadas não as torne impraticáveis pelo mainstream.
Imagino que seja algo como “comer bem, fazer 6 refeições diárias, sorrir mais, caminhar, etc.” – hábitos benéficos, difíceis de praticar, mas não de todo utópicos… ;)
(Agora, tenho que dizer que adoro esse tipo de tópico, e as opiniões inteligentes dos frequentadores do blog)
Paula Cunha comentou:
em August 24 2010 @ 23:56
Em minha opinião esportes podem ajudar a superar limites e colaborar com a melhora da autoestima pois reestabele autoconfiança. Também sofro com evidenciar defeitos e com a insegurança. A foto do inicio do artigo me fez lembrar da experiencia que tive no ultimo carnaval, escalar o pico das prateleiras, em Itatiai – RJ,um desafio e tanto para mim. Parabéns pelo artigo. Abraço a todos
Tobias comentou:
em August 25 2010 @ 23:24
@Edward
Quando digo utopico nao quero dizer impossivel. Veja a definição da wikipedia:
“Utopia tem como significado mais comum a idéia de civilização ideal, imaginária, fantástica. Pode referir-se a uma cidade ou a um mundo, sendo possível tanto no futuro, quanto no presente, porém em um paralelo.”
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Utopia
Em um modelo perfeito as pessoas nao precisariam, por exemplo, deste artigo pois elas ja teriam tal conhecimento. Infelizmente, IMHO, é risivel imaginar que o mainstream possa absorver conhecimento e, consequentemente, adquirir os habitos descritos, principalmente, nos pilares 4 e 6.
Claro, cada um de nós (enquanto individuo, único*) tem que pensar nesse ideal, de conseguir tudo o que está descrito nos pilares; e digo além, cada um tem que crer que é possivel construir um modelo de sociedade perfeito, porque são com base nestes pensamentos que conseguimos evoluir, enquanto um todo, enquanto sociedade.
Porem, ainda com base na minha opiniao, é utopia achar que o ser humano (o todo) conseguirá isso. Mas enfim, é a minha opiniao e tomara que eu esteja totalmente enganado xD
*desculpe a redundancia, é necessaria para meu argumento.
Você se estima? : Blog Damas CC comentou:
em August 31 2010 @ 08:40
[...] Efetividade.net | http://www.efetividade.net categories: [...]
Livi comentou:
em September 9 2010 @ 22:03
Bacana!!!!
Rodrigo Heringer comentou:
em September 14 2010 @ 16:24
Legal o artigo.
Acho que a dificuldade de atribuir qualidades a mim mesmo também está ligada ao fato de muitos pensarem nisso como falta de modéstia.
Normalmente quero reconhecer qualidades nos outros e que reconheçam em mim, o que não ocorre na realidade.
Bom, este pelo menos é o meu caso.