Victorinox Stonehenge: uma mochila ampliada para suas viagens curtas

Não preciso nem contar que sou um aficcionado por mochilas - basta ver no histórico do Efetividade (ou nos links convenientemente reunidos no final deste artigo) a quantidade de artigos sobre mochilas que eu já publiquei por aqui.

Mas a questão é que eu realmente acredito nas mochilas como instrumentos de produtividade - seja no dia-a-dia ou nas viagens.

E o tema de hoje é essa segunda categoria: a das mochilas para viagens, capazes de levar a necessária muda de roupa e mais os apetrechos necessários para rapidamente se converter em um escritório móvel - seja no saguão do aeroporto, na sala de reuniões, durante um evento ou no quarto do hotel.

Já usei muitas mochilas para essa finalidade, mas conforme o tempo passa, parece que as distâncias a caminhar nos aeroportos, hotéis, estacionamentos e centros de convenção da vida só aumentam - e embora o peso dos notebooks tenha diminuído, as roupas, livros e outros materiais transportados continuam pesando o mesmo.

Ao perceber o estado em que minhas costas ficavam nas minhas viagens a serviço, eu percebi que as mochilas tradicionais não estavam mais sendo a melhor solução, mas ao mesmo tempo eu não queria migrar para as malas tradicionais com rodinhas (porque não são nada práticas na hora de transportar o escritório móvel até centros de eventos ou ambientes de reunião), nem para um combo de mala + mochila (porque com dois volumes eu fatalmente teria mais chance de ser levado a abrir mão da minha política de viajar só com bagagem de mão).

Entra em cena a maleta que é mochila

Eu já havia visto vários modelos (inclusive de marcas que aprecio, como a Targus) de mochilas que também possuem as rodinhas de transporte e uma alça retrátil para rebocá-la pelos quilômetros que os aeroportos nos fazem percorrer entre o desembarque e a conexão. Mas não me agradava muito a maneira como eram construídas, especialmente a questão daquelas rodinhas sempre expostas - a solução óbvia, que são as rodinhas retráteis, sempre me pareceu o pré-requisito.

Foi por isso que logo me interessei pela minha atual escolhida como mochila para viagens: a Stonehenge, da Victorinox. Vou descrevê-la com detalhes, mas imagino que você possa encontrar as mesmas característias em modelos de outras marcas (possivelmente bem mais econômicos), portanto não deixe de pesquisar.

Uma mochila grande o suficiente

Pesquisando no mercado encontrei vários modelos de maletas que também possuíam correias de transporte no estilo mochila (mas sem as divisões internas típicas das mochilas "de notebook"), e mochilas "de notebook" que também possuíam rodinhas e alça para transporte - as primeiras eram grandes demais e sem a vantagem da separação interna, as segundas eram bem organizadas, mas o espaço ocupado pela estrutura reforçada da alça retrátil deixavam ainda menos espaço para levar uma muda de roupa sem amassar tudo mais do que o necessário.

Seus 53cm de altura são, segundo meu olhômetro, pelo menos 30% mais altos do que a mochila que uso no dia-a-dia, e os 25cm de profundidade nominais impressionam pela quantidade de material que dá de colocar nela, mesmo considerando o espaço interno ocupado pela estrutura da alça telescópica.

Por falar nela, vale detalhar: é uma alça de uma única barra, retrátil, longa (a empunhadura fica a mais de 1m do chão) e que se abre em curva, facilitando a sempre complicada relação entre tornozelos e rodinhas. A empunhadura é confortável e pode girar livremente, embora tenha uma trava na posição mais usual, paralela à largura da mochila. Tenho puxado por ela em muitos estacionamentos, aeroportos e hotéis, com conforto e sem aquele efeito chato de ficar atropelando o calcanhar a cada desvio.

E o mais legal: as rodinhas só ficam expostas quando a alça retrátil está puxada. O ato de retrair a alça (que desaparece dentro de um bolso próprio pra isso, com zíper) faz as rodinhas também se recolherem, mais ou menos como os trens de pouso de um avião, e aí não incomodam quando a mochila é carregada nas costas.

Espaço interno bem dividido

Começando pelo compartimento dos bens mais valiosos: o espaço para notebook tem um zíper à parte, e dentro dele tem um compartimento acolchoado que acomodo até mesmo um notebook de 17 polegadas (ou um conjunto netbook + iPad, como testei na última viagem).

No mesmo compartimento há ainda 2 bolsos espaçosos para levar os cabos, fontes, mouse sem fio, modem 3G e outras tralhas que vão junto aos aparelhos. No mesmo espaço eu ainda levo uma pasta de documentos e outros materiais de leitura.

O outro compartimento interno é o das roupas, também com zíper próprio. Dentro dele há 1 bolso grande com zíper e 2 bolsos menores (para meias e similares), e um espaço vazio (com duas alças reguláveis para prender tudo no lugar) pronto para ser preenchido pelas roupas que eu usaria em uma viagem de 2 dias (talvez 3, forçando a barra), mas claro que isso depende das características da indumentária de cada um ;-)

E do lado de fora

A Stonehenge tem 2 bolsos externos frontais, sendo um deles (o de baixo) cheio de divisões internas (incluindo um bolsinho com zíper, vários porta-cartões, um bolsão para canetas, agenda e similares, um gancho para chaves e mais, e ainda trazendo do seu lado externo (exposto) um compartimento extra de fácil acesso, sem zíper, para aquele monte de papéis que você pode precisar ter à mão dentro do aeroporto.

O outro compartimento, superior e com cerca da metade do tamanho do primeiro, é dedicado aos celulares, tocadores de MP3 e similares, com 2 bolsinhos internos e uma abertura que permite passar o cabo de um fone de ouvido.

Do lado de fora também estão as 2 alças de mochila, que podem ser guardadas em um compartimento próprio quando não forem ser usadas, e a alça superior, em couro, para quando for o caso de carregá-la como uma mala tradicional, ou na hora de colocá-la no compartimento de bagagens.

Em conclusão

Algumas mochilas menores têm vantagens que a Stonehenge não acompanha, como bolsos externos laterais para levar a garrafa de água, o peso reduzido e o preço bem menor.

Em compensação a Stonehenge tem o espaço interno consideravelmente maior, sem abrir mão dos compartimentos bem divididos, espaço acolchoado para o notebook e outras benesses, agregando ainda as vantagens das maletas com alça retrátil e rodinhas - e retendo ainda um tamanho que permite ser levado na bagagem de mão nas companhias aéreas em geral.

Para mim, ela claramente não serve para viagens de uma semana (ou mais), nem para usar no dia-a-dia urbano. Mas para viagens de 1 ou 2 dias, no momento é a vencedora por aqui, e recomendo que você a procure (ou a outras com caracerísticas similares) no comércio local para avaliar, se a sua realidade inclui muitas viagens assim.

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