Resultado da Enquete: As 10 competências mais importantes

por Patricia Wolff

Tivemos um grande volume de participantes na escolha das competências que comporão a série. Isso é muito bom e mostra o comprometimento de vocês com seu desenvolvimento.

Segue a lista tão esperada:

  1. Assertividade
  2. Construção de relacionamento (network)
  3. Gerenciamento do tempo
  4. Criatividade
  5. Comunicação
  6. Comprometimento
  7. Auto-estima
  8. Capacidade de realização
  9. Disciplina
  10. Organização

O curioso neste resultado é que muitas competências “importantes” foram as menos votadas, tais como: paciência, saber ouvir. A conclusão que chego é que as competências mais votadas são as competências de alavancagem, isto é, no momento que consigo desenvolver tais competências eu melhoro competências correspondentes, como por exemplo: para eu desenvolver a minha assertividade eu preciso ser mais paciente, para eu melhorar a minha comunicação, necessariamente preciso aprender a ouvir melhor e assim sucessivamente.

Refletindo sobre cada uma das competências acima listadas, o que você diria do perfil de uma pessoa que tenha esta necessidade de desenvolvimento? Sendo uma construção coletiva, não posso visualizar essa pessoa claramente, mas minha experiência aponta para um jovem profissional (3, 8, 9, 10), com dificuldades para ser entendido (1, 5) e lutando para se destacar no ambiente de trabalho e no mercado em geral (2, 4). Sua formação pode não ser a que sonhou (7), mas tem muita garra para compensar esse fator (6).

Quero registrar que o simples fato de se ter escolhido (com as restrições impostas pelo sistema de votação) já foi o primeiro passo na sua auto-avaliação. Indicando onde você acha que precisa melhorar com mais urgência. No processo de coaching é feita avaliação 360º na qual comparamos a auto-análise com a visão dos outros e quase nunca existe unanimidade!

Agora é mãos à obra ! A boa notícia é que as competências podem ser aprendidas e praticadas em nossa experiência de vida, até que se tornem espontâneas, naturais. Mudar um padrão não é fácil , requer muita dedicação e vontade de ser melhor sempre. Para isso é necessário:

  • Consciência do seu comportamento atual
  • Estratégia
  • Preparação
  • Prática + Prática + Prática

Para você conseguir o máximo proveito dessa série quinzenal de artigos é importante:

  1. Desenvolver um profundo desejo de aprender.
  2. Ler cada artigo 2 vezes, antes de começar a aplicação dos exercícios sugeridos.
  3. Aplicar seu novo conhecimento em todas as oportunidades.
  4. Pedir para que um amigo observe seu comportamento e lhe forneça um feedback imediato quando você desviar da sua rota.
  5. Realizar avaliação constante do seu progresso perguntando a si mesmo: que erros cometi ? que melhorias realizei ? que lições aprendi ?

Aproveite para usar os comentários para dar sugestões, relatar experiências, fazer perguntas e estabelecer um canal de comunicação comigo. Irei me esforçar para responder, dentro do possível, as dúvidas que surgirem, afinal também estou desenvolvendo competências associadas a isso :-)

Bom trabalho!

A autora convidada da série de artigos sobre Competências, Patrícia Wolff, atua como coach executivo e de equipe, conferencista em Desenvolvimento Humano e é diretora da Quantas Consulting.
 

, por Augusto Campos
Carreira
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12 Comentários até agora

  1. Rafael comentou:

    em February 15 2010 @ 11:05

    O resultado foi interessante mesmo, principalmente esse papo de competências de alavancagem. Lembro que quando escolhi as minhas, pensei que algumas eram redundantes em relação às outras, então as considerei como categorias gerais e as outras como desdobramentos. Agora não lembro nas que votei…

    De qualquer forma, as escolhidas são bem interessantes. Três em especial:
    # Construção de relacionamento (network) – criar a rede é fácil, mas como mante-la?

    # Gerenciamento do tempo / # Disciplina – essas duas pra mim são quase a mesma coisa, a primeira não sai sem a segunda. Claro que cada um tem seu tipo de organização.

    # Criatividade – cultivar criatividade, essa eu quero ver…

  2. Eri Ramos Bastos comentou:

    em February 15 2010 @ 11:24

    Interessante também comparar o que os profissionais estão procurando em relação ao que as empresas estão procurando.

    A IBM, por exemplo, procura [1]:

    Trustworthiness
    Communication
    Ownership
    Client Focus
    Drive to Achieve
    Passion for the Business
    Creative Problem Solving
    Adaptability
    Teamwork & Collaboration

    Aparentemente Criatividade, Comunicação, Comprometimento e Capacidade de realização são as coisas em comum.

    [1] http://www-05.ibm.com/employment/ru/graduates/whatwelook.html

  3. Gustavo comentou:

    em February 15 2010 @ 12:51

    Sinceramente acho errado o tal do Networking; você passa a conhecer as pessoas e a manter relacionamento com elas apenas pelo interesse profissional. Ou seja, manter um relacionamento só pelo que a pessoa te oferece, ou pode te oferecer algum dia. É praticamente uma amizade mercantil e que incentiva ainda mais o uso do “QI” ao invés do foco nas competências do indivíduo. Quase todas empresas adotam esse expediente, mas muitas vezes a “pessoa de confiança” não é o “profissional de confiança”.

    Eu particularmente prefiro apenas conhecer as pessoas pra falar de tudo (menos de trabalho) e pronto.

    Mas beleza, é uma opção e choradeira de voto vencido =DDD

    Abraços

  4. Renato S. Yamane comentou:

    em February 15 2010 @ 13:22

    Concordo plenamente com o Gustavo!
    Na minha opinião, o “networking” está mais relacionado com a incompetência profissional do indivíduo, do que qualquer outra coisa.

    “Networking” = Uso do QI (“Quem Indica”).

  5. augusto comentou:

    em February 15 2010 @ 13:53

    Gustavo, concordo com a caracterização do “networking” como sendo a busca e manutenção de relacionamentos com base em interesses, mas acho negativo só quando os envolvidos tentam travestir isso como se fosse amizade ou sentimento.

    Ter relacionamentos profissionais e conhecimento das pessoas que “fazem acontecer” no mercado pode ser um diferencial para o empregador e para o profissional – um bom networking profissional pode ser o que, na hora da verdade, vai garantir o surgimento do fornecedor certo, do cliente necessário, do consultor adequado, do parceiro profissional desejado, da vaga almejada, etc. – que talvez nem se apresentariam em um processo seletivo tradicional se não fosse por isso.

    Basear-se APENAS no networking para buscar o sucesso na ausência de outras competências é uma estratégia frágil e geralmente mal vista (tende a acabar como o Rudi, personagem da crônica “Jenesequá” do Luis Fernando Veríssimo), mas agregar um bom networking às demais competências pode ser um ótimo diferencial.

    Escrevi um artigo a respeito (““Oque é networking“) e nele apresentei o tema, inclusive tratando desta delimitação importante, que é a importância de assumir como uma habilidade profissional de mão dupla, e não uma amizade fingida.

  6. Lucas Ferreira comentou:

    em February 15 2010 @ 21:35

    Estou muito ansioso para que comesse a série de artigos. A descrição do profissional feita se parece muito com a minha própria, uma vez que estou cursando o último ano de um curso de engenharia, e tenho problemas com organização e disciplina, creio que os textos serão de grande valor para o meu desenvolvimento profissional.

  7. Derleit comentou:

    em February 16 2010 @ 20:07

    Gostei muito da matéria.
    Acho importante a organização, a diciplina e a dedicação.
    Tento sempre coloca-los em prática em minha vida pessoal.
    Abraço!

  8. MuriloVbonfiM comentou:

    em February 17 2010 @ 08:03

    Que legal 3 das quatros competencias que eu tinha marcado foram escolhidas, Criatividade, Disciplina e Organização.

  9. Patrícia Wolff comentou:

    em February 17 2010 @ 22:42

    Eri, bem pertinente o seu comentário. Fala-se muito, hoje em dia, em Gestão por Competências, que nada mais é do que a gestão de pessoas com foco, critérios e principalmente objetividade para todas as suas ações. Para isso utiliza-se algumas ferramentas capazes de promover o continuo aperfeiçoamento dos conhecimentos, habilidades e atitudes dos colaboradores, são elas:

    • Mapeamento do perfil de competências organizacionais
    • Mapeamento e mensuração por competências de cargos e funções
    • Seleção por competências
    • Avaliação por competências
    • Plano de desenvolvimento por competências
    • Remuneração por competências

    Desta forma, na visão empresarial, quanto mais ocorrer a associação das pessoas certas (competências individuais) para as atividades certas (competências da função), maiores as chances desta organização melhorar seu nível de entrega e, consequentemente, melhora os seus resultados.

    Agora, trazendo o foco para você, para o seu desenvolvimento, vale a pena refletir também quais competências podem te ajudar a concretizar dos seus maiores objetivos, os seus sonhos … Pense nisso !

    Gustavo, apenas complementado a resposta do Augusto networking não é uma ação entre amigo e sim uma ligação entre profissionais que podem se auxiliar mutuamente, isto é, alguém pede algo e o outro oferece e vice versa. Se você tiver uma rede de 100 profissionais bem empregado e eventualmente um deles se tornar seu amigo bingo ! Você está no lucro.

    Um abraço, Patrícia Wolff

  10. Gustavo comentou:

    em February 19 2010 @ 15:54

    Augusto, concordo contigo que não deve ser prioridade, mas não é o que tem acontecido hoje em dia, principalmente nas universidades do nosso pt-br.

    Na minha classe mesmo, tem várias pessoas que simplesmente só interagem com outros colegas se eles tem algo a oferecer em troca. Se você estiver desempregado, pior ainda… esses magos do networking solenemente te ignoram. E não são um ou dois não, são vários. Nos chamados “ônibus fretados” então, tá cheio de gente assim.

    Por isso sou contra. Salvo raríssimas exceções, ninguém sabe fazer networking de forma sadia (se é que uma relação baseada estritamente em interesse comercial possa ser considerada “sadia”). É uma daquelas teorias empreendedoras que no papel é muito bonita, mas na realidade não é assim que acontece.
    E se continuar do jeito que está, será uma mentira contada pela centésima vez virando verdade.

    Mas pessoalmente, acho que estou ficando velho em me relacionar com as pessoas sem qualquer interesse.

    Abraços!

  11. augusto comentou:

    em February 19 2010 @ 18:52

    Gustavo, concordo que é bem chato quando o networking é usado (ou tentado…) de forma errada, e acredito que quem o pratica assim acaba recebendo o resultado que merece. Ao mesmo tempo, creio que as pessoas que não são alvo destes predadores não perdem nada com isso – pelo contrário!

    Pessoalmente também me desagrada muito estar em um ambiente em que isso ocorre – corredores de eventos profissionais, coffee breaks de palestras, etc., com gente pensando que está em uma gincana que dá prêmios para quem distribuir mais cartões de visitas ou se apresentar a mais pessoas representando grandes interesses. Eu corro e vou tomar meu café no boteco do outro lado da rua, com gente cujo único interesse em se dirigir a mim é saber a minha opinião sincera sobre os prognósticos do jogo do Avaí x Joinville Esporte Clube.

    Mas o que posso te afirmar, sem ser simples crença pessoal, é que o cenário que você descreve, e que eu exemplifiquei acima, não é o único existente – nem mesmo no âmbito das universidades.

    Convivo profissionalmente e academicamente com pessoas que usam muito bem o networking, e creio que onde esta prática amadurece, deixa de haver terreno fértil para os predadores de contatos que você descreveu tão vividamente.

    Para completar, não vejo nada de menos sadio em ter e cultivar uma rede de contatos profissionais. O que de fato é pouco sadio é dedicar-se primariamente a isso, tentar substituir contatos pessoais por contatos profissionais, errar na atribuição de valor a cada uma das categorias, ou tentar fingir que uma é equivalente à outra.

  12. Rodolfo Martins comentou:

    em March 7 2010 @ 08:34

    Parabéns

    Este artigo me incomodou compreendi que tenho que melhorar a cada milésimo de segundo e tenho muito que aprender .
    Obrigado por compartilhar conteúdo tão rico .
    Agora é comigo mesmo , vou vencer esta batalha e
    melhorar minhas competências .

    Abraços

    Rodolfo

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