Archive for January, 2010

Nova série de artigos no Efetividade: Competências X Crescimento Profissional

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A questão das competências (“gestão de competências”, “gestão por competências”, etc.) está cada vez mais presente nas decisões das áreas de Gestão de Pessoas (e “departamentos de pessoal”, “diretorias de RH” e assemelhados), o que acaba nos afetando a quase todos – mesmo quando não somos gestores de pessoas, nem mesmo funcionários no sentido tradicional da palavra: o conceito é útil até para quem se auto-gerencia.


Competências incompatíveis

Competência, nesse contexto, é entendida como uma soma dos conhecimentos, habilidades e atitudes de um profissional. Alguns exemplos comuns:

  • abertura a mudanças,
  • assertividade,
  • empatia,
  • gerenciamento de tempo,
  • trabalho em equipe, etc.

E, especialmente quando há uma escolha consciente das organizações no sentido de gerenciar competências, pode ser bastante vantajoso para você saber estimar suas próprias competências, deixar que os potenciais interessados percebam em você as competências certas, e poder avaliar quais as competências esperadas em cada situação ou oportunidade profissional.

Por isso, e também por eu estar longe de ser especialmente habilitado em Gestão de Pessoas, convidei no ano passado uma consultora especializada na área para compartilhar conosco uma série de artigos a respeito, descrevendo os conceitos e detalhando algumas das competências mais procuradas.

O primeiro artigo da Patrícia Wolff (que atua como coach executivo e de equipe, conferencista em Desenvolvimento Humano e é diretora da Quantas Consulting) já está aqui comigo, e sai na semana que vem. Vai ser introdutório (contextualização, conceitos básicos, etc.).

Logo depois do primeiro artigo, quando já tiver havido o nivelamento, vou colocar no ar uma enquete para vocês ajudarem a priorizar, em uma lista de cerca de 40 competências comumente mencionadas, quais as que gostariam de ver tratadas de forma mais detalhada nos artigos posteriores, com descrição, dicas para desenvolvê-la, para identificá-la, para exibi-la, etc. – isso também deve ocorrer na próxima semana.

Quero aproveitar a oportunidade para agradecer a disposição da Patrícia em compartilhar conosco essas informações. Para saber mais sobre o trabalho dela, recomendo uma visita ao site da Quantas Consulting. Não deixem de olhar a seção de recomendações de livros, enquanto estiverem por lá!

Espero que o interesse de vocês a respeito seja manifestado claramente nos comentários e outros feedbacks! E se vocês tiverem alguma idéia a mais para essa série, aproveitem para sugerir também.

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Leia também:
Economizar: Como criar seu Fundo de Reserva pessoal
Ressaca: como sobreviver
Como organizar os cabos da sua escrivaninha

Meus primeiros bons livros de 2010 – e um convite: sugiram leituras de verão!

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2010 já está encaminhado: o primeiro mês do ano está perto de acabar. Como já fiz em anos anteriores, reduzi o número de posts por aqui (e vou voltar ao normal gradualmente) porque as estatísticas do servidor indicam que este é o melhor mês do ano para eu tirar férias, já que o número de leitores cai de forma espantosa (e normaliza, subitamente, na semana após o carnaval).

Aproveitei o tempo extra à minha disposição para fazer bastante atos de efetividade para a minha qualidade de vida: ir à praia, praticar com a guitarra, jogar videogame, conviver em família, e muito mais. E também tive oportunidade de dedicar algumas horas a mais a um de meus passatempos favoritos: a leitura, tão necessária para eu ter o que usar para temperar o que escrevo para vocês no restante do ano…

Como acredito que muitos de vocês também estejam com tempo livre, vou aproveitar para compartilhar com vocês minhas impressões sobre o que eu li desde a última semana de dezembro, na expectativa de que vocês retribuam a gentileza sugerindo também algumas leituras para nós todos nos ocuparmos nas horas livres – especialmente as que vão de agora até o carnaval, quando o ano realmente começa ;-)

Primeiro os nem tão bons

Divulgar uma opinião negativa sobre um livro pode ser uma descortesia com o autor ou a editora, mas beneficia os potenciais outros leitores que se baseiem pelos mesmos critérios (e claro que todos são livres para discordar da opinião alheia).

Mas devo ser claro: não recomendo a ninguém a leitura de “O que acontece quando morremos“, de Sam Parnia (editora Larousse). A premissa é bem interessante: um médico que estudou as declarações de quem teve experiências de quase morte (especialmente em casos de parada cardíaca) sobre o que encontrou no elusivo “outro lado”, e encontrou pontos em comum nas marrativas, além de evidências de memórias semelhantes registradas na literatura e outras artes desde a antiguidade.

Quando eu vi este livro na livraria do aeroporto, achei que era bem o que me prenderia a atenção. E prendeu mesmo: a narrativa é ágil, os detalhes necessários estão presentes, e ele evita completamente as armadilhas potenciais de misturar sua pesquisa científica com temas religiosos ou espirituais.

Mas tem um problema grave: o livro acaba de repente, e sem concluir nada. Os métodos de pesquisa e teste, tão cuidadosamente descritos, não chegam a ser empregados em sua totalidade. No último capítulo, descobrimos que a pesquisa ainda está em andamento e as partes mais suculentas, previstas e aperitivadas nos capítulos iniciais, não chegam a ser expostas ao leitor. Fuja, ou aguarde a próxima edição.

Não tão chato, mas longe de me empolgar, mesmo eu sendo um apreciador da história recente do Brasil, foi o “Olho por olho – os livros secretos da ditadura“, de Lucas Figueiredo (Record). Ele conta a história do (nem tão) secreto livro “Orvil”, preparado pelos militares como uma resposta ao “Brasil: Nunca Mais”, que por sua vez detalhava os porões da tortura e violência contra os à época inimigos do regime.

O livro começa bem, contando de forma até mesmo empolgante a história da confecção do “Brasil: Nunca Mais”. Mas quando chega a hora de falar sobre a reação na forma do “Orvil”, a empolgação some, sendo substituída por atenção a pequenos detalhes importantes que mereceriam um livro adicional só para si (confirmando ou negando afirmações anteriores dos protagonistas da revolução e contra-revolução), mas meio que se diluem, como se fossem grandes atores atuando em papéis secundários em uma história menos interessante, que é a da descoberta e leitura do tal Orvil (que hoje é bem menos do que secreto…)

Mas também tem os bons livros

Ganhei de presente de uma amiga nossa, no Natal, o oportuno “Comédias brasileiras de verão“, do Luís Fernando Veríssimo (Objetiva). LFV na série “Comédias” para mim é sempre mais do mesmo, mas é um mais do mesmo que me agrada. São crônicas e histórias curtas, menos ou mais engraçadas, menos ou mais provocativas, mas sempre com alto potencial de entretenimento.

Pena que é tão curto. A leitura é leve, apropriada à leitura na beira do mar ou balançando na rede após o almoço. E tem personagens que mereceriam livros à parte, como a faxineira que resolvia todos os problemas de um casal, até que chegou o momento em que ela começou a assassinar quem causava dissabores a eles – deixando-os em um dilema: ir à polícia imediatamente, ou antes dar tempo de ela completar mais algumas execuções? Recomendo.

Já “Z – a cidade perdida“, de David Grann (Companhia das Letras) não padece do mesmo mal de acabar rápido demais: é um alentado volume de 410 páginas, com a narrativa de um jornalista que resolveu, em pleno século XXI, investigar o fim do explorador Coronel Fawcett, que desapareceu na primeira metade do século XX enquanto procurava, nas florestas brasileiras, uma cidade lendária que ele acreditava existir por aqueles lados.

Como filho da década de 1970, ainda lembro que as expedições do Coronel Fawcett eram tema relativamente frequente na TV, em especial no Fantástico. O homem fez diversas expedições por aqui, e na última desapareceu sem deixar vestígios. Mas como se trata de algo relativamente recente, havia suficiente número de registros, e até uma índia anciã que testemunhou a passagem do Coronel em sua última expedição, e estava viva para contar.

Curiosamente, a conclusão do livro está em sintonia com descobertas arqueológicas recentes dando conta de que sim, a lendária civilização pode ter existido, e a moderna tecnologia (juntamnente com o trabalho incansável de arqueólogos como o que foi entrevistado ao final do livro, na região em que Fawcett foi visto pela última vez) vem permitindo descobrir vestígios arqueológicos dela, mesmo considerando o quanto os materiais de construção disponíveis na floresta à época eram suscetíveis à degradação pela própria floresta, bastando algumas décadas sem manutenção para virtualmente desaparecerem (diferente, portanto, das construções em pedra dos primos dos Andes e da América Central).

Outro fato curioso é como o autor tantas vezes se aproximou de dizer que havia algum interesse ulterior entre o jovem filho de Fawcett e o seu amigo de infância que foi o terceiro integrante da expedição final da qual ninguém voltou vivo.

Para completar a série, trago o livro que terminei hoje, e que aborda um tema que me é caro: “The Unthinkable: Who survives when disaster strikes, and why“, de Amanda Ripley (Crown). Ele me agradou porque é bem diferente de outros livros sobre desastres, que ficam repetindo fórmulas de sobrevivência (“treine! faça uma horta! armazene água! aprenda primeiros socorros! etc! etc!”).

(atualizado: o leitor Rudimar complementou nos comentários que este livro já saiu também no Brasil, com o título de Impensável: como e por que as pessoas sobrevivem a desastres, pela editora Globo. Não sei nada sobre a qualidade da tradução, entretanto.)

O esquema dele é um pouco mais parecido com o do livro sobre a cidade perdida: uma jornalista (com apoio da revista Time) sai em busca de relatos de sobreviventes de grandes desastres (11 de setembro, quedas de aviões, incêndios, naufrágios) para descobrir o que há em comum entre eles.

Assim como no caso do primeiro livro que mencionei, que evita a armadilha da mistura com temas religiosos, este evita a armadilha da mistura com auto-ajuda – a autora não tenta lhe dizer o que você deve fazer para estar mais apto a sobreviver em desastres, apenas pesquisa e relata o que aconteceu com estes sobreviventes.

Como ela teve oportunidade de tratar com cientistas que estudam este tema, há também um bom pano de fundo teórico, lidando com nossos comportamentos em relação ao risco, as razões pelas quais algumas pessoas reagem rapidamente e outras ficam paradas, e o que os profissionais das crises (forças especiais, bombeiros, projetistas de segurança, etc.) mais frequentemente encontram como obstáculo comportamental à sobrevivência.

A narrativa é ágil e a leitura é leve, mesmo se tratando de um tema tão amplo. E mesmo não sendo um livro de entretenimento, ele prende a atenção e apresenta um fecho adequado. Recomendo a quem tem interesse de conhecer um pouco mais sobre este lado menos mapeado do comportamento humano.

Agora é a vez de vocês

Compartilhei minha opinião sobre os 5 livros que li nas últimas 4 semanas, e agora tenho uma expectativa: que vocês também comentem algumas leituras recentes, para orientar as minhas próximas.

E boa leitura!

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Adaptador para as novas tomadas brasileiras: como eu me virei

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O novo padrão de tomadas brasileiro (muito bem explicado aqui) criou a tomada-jabuticaba que, assim como dizem da popular fruta, só existe no Brasil.

Apesar das garantias do INMETRO (que na sua FAQ afirma que “Com a ampla divulgação do padrão brasileiro, [esta mudança] vai acontecer de forma tranqüila como a esperada”) de que “essa mudança vai ocorrer de forma muito tranqüila, sem causar nenhum transtorno para os consumidores, para a indústria eletroeletrônica ou da construção civil”, bastante gente está pagando o preço na fase de transição.


Tomada e plug com o terceiro pino

O caso que parece mais problemático é o dos novos plugues com terceiro pino para aterramento, que oficialmente exigem uma tomada do novo modelo, mesmo que o local não conte com instalação aterrada. Como já aconteceu com mais de um amigo meu, agora quem compra uma geladeira, um microondas ou outro aparelho similar chega em casa e provavelmente descobrirá que não tem uma tomada para ligá-lo, precisando recorrer a um eletricista ou técnico habilitado para fazer a conversão.

A idéia de aumentar o incentivo ao aterramento elétrico é positiva, mas fica em aberto descobrir se a mudança do padrão de tomadas é uma forma eficaz de fazê-lo. No momento, o que parece a muitos clientes é que os fabricantes estão lhes dizendo: “EU já cumpri a norma, agora você que se vire pra arranjar uma tomada”.
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Como organizar os arquivos e pastas no computador

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Organizar os arquivos e pastas no computador vai ficando mais complexo à medida em que os discos rígidos aumentam de capacidade, guardamos digitalmente cada vez mais coisas, por cada vez mais tempo, e usando essencialmente a mesma infra-estrutura de organização que era usada para os pequeninos disquetes dos PCs da década de 1980 – embora com alguma evolução, como os bem-vindos nomes de mais de 8 caracteres para os arquivos.


Um disco rígido de 5MB em 1956

Eu já trabalhei com isso, vi muita gente não conseguir localizar seus arquivos (mesmo quando adotavam técnicas estritas de organização), e acabei desenvolvendo minha própria estratégia de organização, que hoje compartilho com vocês.
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Vizinhança

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