Churrasco: como inclui os amigos vegetarianos na festa

Augusto Campos em 7/10/2009

Em tempos de crescente ativismo pró-meio-ambiente, às vezes me surpreendo em não encontrar uma campanha mais visível contra esta instituição cultural secular: o churrasco. Pessoalmente, procuro reduzir o impacto que meus hábitos causam sobre o ambiente, e no caso do churrasco isso se traduz em atenção especial à certificação de origem da carne e do carvão empregados, por exemplo.

Mas os novos níveis de posicionamento ecológico geram mais um efeito sobre o churrasco nosso de cada dia: a probabilidade crescente de que algum dos convidados (ou agregados dos convidados) seja vegetariano, ou restrinja seu consumo de carne. Isso sempre ocorreu, e continuará a ocorrer, mas o aumento dos números destas facções faz com que aumente o interesse potencial em planejar inseri-los na festa (desde que o prato principal não lhes cause questões de ordem moral, ou de consciência).

Afinal, se a vegetariana ou o vegetariano em questão foram convidados para participar do evento, parto aqui do princípio de que eles são importantes para você (ou para alguém que é importante para você), e que a satisfação deles também é de seu interesse como anfitrião, mesmo considerando que o churrasco é um evento que tradicionalmente orbita ao redor do consumo de carne.

Churrasqueiros extremistas, finjam indignação

Aliás, o churrasco orbita em uma série de dogmas, mas são dogmas interessantes, porque variados: há quem diga que churrasco de verdade tem que ser com a carne em peça, mas há quem fatie. Uns dizem que precisa ser no espeto, mas outros preferem a grelha, e outros ainda fazem maravilhas usando uma chapa, ou mesmo aceitam envolver as peças em papel laminado.

E o tempero? A tradição sulista comanda pelo uso exclusivamente do sal grosso, mas o sal refinado acaba caindo bem em peças fatiadas, e mesmo no sul basta ir a alguma festa de igreja em colônias alemãs para comer um delicioso churrasco temperado com vinha d’alhos. Até a brasa do carvão, antes soberana, agora ganha concorrência de pedras aquecidas e até das churrasqueiras a gás nas varandas de quem não pode acender um braseiro de verdade no apartamento (mesmo que, se pudesse, acenderia um fogo de chão no meio do hall de entrada).

No caso dos churrasqueiros da escola tradicionalista (e que acreditam conhecer a única resposta válida para todas as questões acima), que não aceitam oferecer nenhuma alternativa à carne vermelha, sugiro que façam o de sempre: digam como acham que deve ser um churrasco de verdade, critiquem agora este artigo, veementemente como de costume, dizendo que é churrasco de gente fresca, tchê, e mais tarde, depois de descalçar a alpercata, retornem quando ninguém estiver olhando, para saber qual é a alternativa que vou propor ;-)

Categorias variadas

Tudo seria mais fácil de planejar se as pessoas que não consomem carne formassem um conjunto homogêneo, com regras gerais. Mas não é assim que funciona: há aqueles que não comem carne por razões de dieta (ou preocupação/restrição de ordem fisiológica), há os que não comem carne por variadas razões de consciência ou posicionamento moral, há aqueles que rejeitam apenas as carnes vermelhas mas se deleitarão com uma sobrecoxa ou mesmo uma linguiça de frango, há aqueles que aceitam um peixinho na brasa, e no extremo da balança há os que rejeitam consumir ou usar qualquer produto de origem animal.

As táticas para atender a cada um deles variam, desde que você investigue de antemão a preferência de cada um. A operacionalização, como em qualquer empreendimento, vai depender também dos recursos disponíveis: talvez você possa oferecer as opções variadas para cada um dos gostos (peixe, frango e vegetais), ou talvez seja necessário recorrer ao mínimo múltiplo comum: uma alternativa única que atenda a todos que não comem o prato principal.

Vai comendo esse pãozinho, essa saladinha verde...

Quando uma pessoa desses grupos chega a um churrasco sem avisar, corre o risco de ter que se sustentar com base no pão (com vento a favor, será pão com pasta de alho no espeto) e na saladinha com 2 tipos de alface, uma cenourinha ralada e um pepino em conserva que o anfitrião colocou no centro da mesa só pra decorar.

Se as condições estiverem especialmente favoráveis, vai haver também uma maionese de batata que vai estar de acordo com suas restrições (sem ovo cozido, por exemplo), e uma farofa feita sem cubinhos de nenhum tipo de carne.

Se for o seu dia de sorte, o churrasqueiro vai ter preparado espetinhos mistos (ou o que por aqui chamamos de "xixo"), com cubos de carne entremeados por pedaços generosos de cebola, tomate e pimentão - e aí de repente até dá para negociar uma solução intermediária.

Mas, de modo geral, o vegetariano corre sério risco de se sentir sobrando no aspecto gastronômico do evento: nenhum dos pratos principais o atenderá.

Buscando alternativas sem abrir mão do essencial

Churrasquear é, inegavelmente, uma atividade repleta de tradições, e o maestro do evento (aquele que esquenta a barriga na frente da churrasqueira e resfria no isopor de cerveja) geralmente vai resistir ao que seria a alternativa sonhada pelos vegetarianos: fazer como as churrascarias que, movidas pelo óbvio interesse de aumentar seu público-alvo, oferecem junto ao churrasco uma série de outros pratos principais: uma lasanha, um sushi...

Também sou partidário da idéia de que os pratos principais de um churrasco saem da churrasqueira, e o forno e o fogão servem apenas para acessórios e complementos, e neste sentido nunca me recusei a preparar um espeto a mais de aves ou peixes para atender a estas demandas especializadas. Mas quando havia interesse em atender a quem não come nenhum tipo de carne, eu ficava sem soluções que saíssem diretamente da churrasqueira.

E ao longo de muito tempo chegavam sugestões de experimentar como alternativa adicional as beringelas e as abobrinhas. Mas a idéia pouco me atraía, pois o modo como eu as via sendo preparadas em pouco lembrava a essência de um componente de churrasco: o vegetal era aberto e escavado, recheado, preparado em etapas, gratinado, e assim por diante - nada que seja cômodo de fazer enquanto se gerencia vários outros espetos e um copo gelado que insiste em ficar vazio periodicamente.

Até cheguei a experimentar a beringela como componente dos espetinhos do xixo, mas não agradou em nada: nem sabor, nem consistência, nem aparência.

Entra em cena a obra do acaso: filetando os legumes

Mas morar no Sul do Brasil é estar exposto permanentemente à força cultural do churrasco. Algum dia, nas primeiras horas insones de uma manhã de domingo, assisti sem querer a um gaúcho daqueles lá da fronteira com o Uruguai, de bombacha e lenço (só faltou a espora) apresentando em um programa de tradições gaúchas na TV local algo sobre como fazer quando há necessidade de recorrer a alguma dieta por ordens médicas mas o vivente quer continuar fazendo e curtindo seus churrascos com a família e com os amigos. Ele não chegou ao extremo de propor um churrasco sem carne, mas deu como alternativa a dica que me faltava sobre as abobrinhas e beringelas.


Uma beringela e meia

E a dica do gauchão velho era realmente simples: ao invés de salamaleques envolvendo abrir, escavar, rechear, gratinar, etc., ele deu uma de Colombo: colocou o legume em pé e o fatiou (no sentido do comprimento), formando pedaços cujas dimensões lembravam as de um filé de peito de frango.

E não é só nas dimensões que estes "bifes de legume" se aproximavam de um filé de frango: a forma de tratar é parecida. Se forem simplesmente colocados a seco sobre a brasa, vai ficar ressecado, esbranquiçado e com gosto de isopor fervido. Por isso você precisa espalhar os filés em uma tábua de corte, regar generosamente com azeite de oliva (para servir de veículo) dos dois lados, aí furar um dos lados com um garfo (sem exageros - 2 espetadas são suficientes) e colocar os temperos que mais lhe agradarem, em uma dose maior do que se você estivesse temperando uma carne para assar no forno, porque a carne absorve bem mais. O guasca velho fazia com pasta de alho, mas eu uso combinações variadas de sal, molho inglês, shoyo, molho de pimenta, pimenta preta moída, ou o que mais estiver sobrando em cima da bancada - ou de acordo com as convicções dos convidados. Uma alternativa é chamar algum deles para a tarefa de temperar, ou ao menos para escolher os temperos.

O detalhe que faz toda a diferença é o tempo: estes legumes não são campeões de velocidade em absorver o tempero, então é bom deixá-los repousar por algum tempo - eu uso o consumo de 2 ou 3 latinhas de cerveja como métrica. Depois é só ir colocando na grelha ou chapa, aos poucos, virando apenas uma vez. A beringela fica pronta rápido, e a abobrinha demora um pouco mais, mas não posso oferecer indicadores: vai depender da sua grelha, da temperatura do fogo, da altura da churrasqueira, entre outros fatores.

Cada um na sua

Claro que você sempre continuará a ter a alternativa de não convidar vegetarianos para o seu churrasco, ou de fazê-los se resignar a comer o pãozinho e a salada verde.


Abobrinhas italianas

Mas se você quiser experimentar fazer algo diferente, recomendo tentar alguma variação das instruções acima. Além de ser simpático e inclusivo, o resultado fica saboroso, e agora raramente passa um churrasco em que eu deixo de preparar este complemento (em pequena quantidade, afinal a estrela da festa é a carne), que geralmente faz sucesso até quando não há vegetarianos, e mesmo entre os fundamentalistas e céticos - mesmo que eles demorem a dar o braço a torcer.

E se você tiver esta intenção de agradar aos convidados que não comem carne, procure se lembrar de mais uma dica: não seja o anfitrião chato que fica o tempo todo tentando "convertê-lo" em carnívoro e criticando a sua opção. Afinal, o incômodo que o convidado sente quando tentam lhe convencer a deixar de lado sua preferência pelo vegetarianismo (ou movimentos similares) deve ser comparável ao que sentimos quando alguém vem nos patrulhar pelas nossos próprios hábitos alimentares e práticas ecológicas. E churrasco não deveria servir de pretexto para chatice!

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Comentários arquivados

Comentário de Eri Ramos Bastos em 07/10/2009 às 13:47:36

E que tal se quem for vegetariano educadamente recusar o convite? Eu recuso convites em qualquer festa que toque pagode, por exemplo. Não teria cabimento pedir pra tocarem um pouco do rock só pra me agradar. "Claro que você sempre continuará a ter a alternativa de não convidar vegetarianos para o seu churrasco, ou de fazê-los se resignar a comer o pãozinho e a salada verde." Pois é... Politicamente correto chegando na cozinha é dose. ;)

Comentário de augusto em 07/10/2009 às 14:17:59

A atitude de quem é convidado é uma coisa, a de quem convida é outra - e meu foco foi na de quem convida. Se eu convido alguém para um evento, meu interesse é que este alguém venha, e que eu possa recebê-lo com a cortesia que estiver ao alcance; se o fato de eu estar servindo carne (ou tocando pagode, no seu exemplo) for razão para ele preferir não vir, paciência - mas isso é o lado dele, e não o meu. Mas se ele vier, e eu souber desta restrição dele, eu vou tentar oferecer a ele uma alternativa - mesmo se não tiver cabimento ele me pedir isso, como você diz. Mas não sei se a primeira atitude, ou solução, de quem é convidado precisa ser recusar com base na música que vai tocar, ou no prato que vai ser servido. Nem todo mundo vai nos eventos com base no que será oferecido para ser usufruído. Eu não posso comer frutos do mar, mas às vezes sou convidado para ir em peixadas, paellas e outras refeições marinhas para comemorar alguma data ou acontecimento importante de alguém que eu gosto, e vou - mesmo que eu tenha que me resignar a comer o pãozinho e a salada. E mesmo que a música que vá tocar seja de um gênero que eu não goste.

Comentário de Micael Estrázulas em 07/10/2009 às 14:30:21

Atualmente sou carnívoro assumido, sem carne vermelha, sem almoço, mas achei a idéia excelente. O lance é agradar seus convidados. Se você não quer agradar, não convite. Vou experimentar, parece ficar bom a berinjela. Parabéns.

Comentário de Videos e Fotos em 07/10/2009 às 18:30:25

adorei á materia !

Comentário de Rafael em 07/10/2009 às 19:59:42

Que bom que o Efetividade voltou ;D Meu Netvibes tava escanteado sem os posts ;D Abraço forte!

Comentário de Daniel Ribeiro em 07/10/2009 às 22:43:23

Não sei quanto a vocês... mas esse negócio de "dar um churrasco", ou qualquer festa que seja, dá um trabalhão ENOOORME... Se for só para fazer carne e beber cerveja já é trabalhoso, se tiver que se preocupar ainda com as "exceções", fica impossível. Sempre que eu quero confraternizar, convido todos a uma bela churrascaria, que já oferece todos os tipos de comida: Peixes, Frango, Vegetais e, claro, Carne vermelha. É mais prático e mais fácil. Preparar ambiente antes e ter de limpar depois... Nem pensar.

Comentário de Juca em 07/10/2009 às 23:17:04

Cara, minha namorada é vegetariana e eu carnívoro até as últimas. Sempre que eu faço churrasco, faço também queijo-qualho assado e abacaxi assado. Fica bem gostoso e mulher gosta!

Comentário de augusto em 07/10/2009 às 23:39:35

Juca, o queijo coalho também entra na lista daqui de casa ;-) bem lembrado! Rafael, obrigado! Daniel, eu discordo de que fica impossível! Os fatos provam o contrário, pelo menos por aqui. Mas talvez a diferença esteja na atitude - você fala em "se tiver que se preocupar" - aí realmente, se for por obrigação, tudo fica mais difícil. E eu não equiparo ir a um restaurante e receber para um churrasco em casa. Claro que ir a um restaurante tem suas vantagens, incluindo a questão de não ter de se encarregar da preparação e da arrumação, mas acho que para quem gosta de fazer churrasco, trata-se de prazeres bem distintos entre si.

Comentário de Jambrão em 08/10/2009 às 00:31:07

Certa noite quando assava uma carne, alguém apareceu com uma salada completa no espeto. Tinha até chuchu! No início pensei que era um xixo, mas não como não vi a carne... Uma experiência inesquecível assar água em seu quarto estado físico, não economizei sal. Assei vários churrascos com a presença de vegetarianos resignados ao pão com alho e à alface, mas nunca havia passado por isso.

Comentário de Michel em 08/10/2009 às 09:19:13

Concordo com o Eri mas entendo o posicionamento do Augusto. Seria bom se todo mundo tentasse agradar a gregos e troianos. Daí no exemplo do pagode pelo menos não iriam tocar as músicas que possuem letras vergonhosas... Queria ser mais como o Augusto e menos como o Eri, porque as vezes perco festas de amigos por passar mal com a música... pra algumas pessoas música é assunto muito sério, como é a comida pra algumas... cAgora que Churrasco é um ritual não tem como negar, é a comemoração da caça bem sucedida rs. abraços e obrigado por voltar com os posts

Comentário de augusto em 08/10/2009 às 09:55:44

Jambrão, também acho que chuchu no espeto ultrapassa os limites ;-) Especialmente se foi temperado só com sal!

Comentário de Felipe Arruda em 08/10/2009 às 12:30:39

Gostei do artigo. Em churrascos de empresas eu já cansei de ficar comendo só pão com salada de tomate e cebola. Mas quando os amigos fazem algum churrasco e me convidam, eles sempre se preocupam em fazer mais alguma opção vegetariana. Às vezes nem deixam eu entrar na divisão dos gastos com carne ou exigem que eu pague menos, coisas assim. O queijo coalho e o abacaxi são mesmo excelentes. Pão de alho também. Acho que outra dica é que o próprio vegetariano, ao ser convidado, se disponha a levar algum prato sem carne. Só não se esqueça de levar em quantidade suficiente para compartilhar com os onívoros. :-)

Comentário de piquet em 08/10/2009 às 15:24:52

gostei do post!

Comentário de Anderson Fortes em 08/10/2009 às 16:56:58

Muito legal tudo nesse site...mais essa de vegetariano boiei geral.rsrs ^.^’’. Mais parabéns pelo site. Sujestão...pq vc não doa um dia da semana pra algum internauta escrever alguma matéria, claro que antes ela deve ser revisada por vc..enviada por email antes de ser publicada...bom..mera formalidade..."só dando uma idéia". Parabéns pelo site. o/

Comentário de cristina Tonon em 08/10/2009 às 18:25:56

adorei á materia ! Achei a sugestão de muito bom gosto e o texto bem humorado. Além de ter lembrado bem que não só os vegetarianos mas também pessoas com problemas de saúde se beneficiaram da dica. Aproveito ainda para falar que abacaxi cozido na brasa é uma delicia, bem como o tradicional batata doce e banana da terra.

Comentário de Tóin em 08/10/2009 às 20:12:24

Eu e minha irmã somos vegetarianos por princípio, ou seja, nem peixe. Quando tem churrasco, adoramos fazer espeto de milho verde em rodelas, além, claro, da abobrinha, cebola, abacaxi, cenoura... fogo braseia tudo que for do seu gosto.

Comentário de Christian em 09/10/2009 às 11:56:42

Fui vegetariano por 5 anos (agora como peixe). No início, na fase mais radical me recusava a ir a churrascos ou sequer pisar em uma churrascaria. Percebendo que isso atrapalhava minha vida social prounfdamente comecei a me adaptar. Os churrasqueiros pouco se importam com você, essa é a verdade. Eu sempre levava batatas e requeijão. Colocava as batatas (de preferencia enormes) no papel aluminio e jogava ela no meio do carvão em brasa, nada mais simples. Demora um pouco, mas quando sai é uma delicia e todos avançam, inclusive os mais viciados. Em pouco tempo a batata passou a ser ingrediente dos churrascos e eu não precisava mais levar: fazia parte da conta (do ratatá, como dizem aqui no Rio). Como comecei a comer peixe, as coisas facilitaram muito, por que de peixe todo mundo gosta. Apesar de ser mais caro, comprar o que está em promoção, temperar basicamente (com cebola, alho, limão e sal) e colocar na grelha não vai encarecer o churrasco nem atrapalhar demais a vida do churrasqueiro. Todos felizes. :) É isso aí, sinal dos novos tempos. Adaptação é tudo. Radicalizar não tá com nada. Abraços e parabéns pelo post.

Comentário de Parucker em 09/10/2009 às 13:58:33

Churrasco que é churrasco é carne, pão, maionese e cerveja. Pronto. Nada de arrozinho, saladinha, caipirinha... Se você não sabe que pessoa é vegetariana e convida, tudo bem, ou ela recusa ou leva sua marmitinha de alface. (E se você não sabia que era vegetariana logo ela não era nada importante pra você) Agora, se você sabe que é vegetariana, só convide se realmente valer a pena o stress de preparar pratos vegetarianos. (a pessoa sendo importante para você) "Os churrasqueiros pouco se importam com você" como Christian falou. É verdade. Muitas pessoas estão pouco se importando com a gente assim como nós estamos pouco se importando com muitas pessoas. Também concordo com Eri Ramos, ir num pagode e pedir pra tocarem um rock só pra me agrader não faz cabimento. Três opções: não vou, aturo (pão com alho como citado) ou levo o mp3 player! (marmita de alface) :D

Comentário de augusto em 09/10/2009 às 14:06:41

“Os churrasqueiros pouco se importam com você”, e os generalizadores pouco se importam com os casos particulares ;-) Além disso, "churrasco que é churrasco" é do jeito que o churrasqueiro determina! Aqui em casa, churrasco que é churrasco pode ter carne, linguiça, frango, pão com alho, beringela, salada, farofa, maionese, cerveja, caipirinha e o que mais estiver na ordem do dia!

Comentário de Vidro Temperado em 09/10/2009 às 15:05:46

Eu amo churrasco. Deborah

Comentário de Motoboy em 09/10/2009 às 15:08:05

Acho que os 2 podem conviver pacificamente. O que importa é a companhia, a amizade.

Comentário de Overlord em 09/10/2009 às 15:54:56

Como bom gaúcho, sempre digo: churrasco é como o chimarrão -> é um ritual de amizade, de encontro e reencontro. O próprio tradicional churrasco gaúcho (assado na brasa de chão com o espeto em pé e apenas sal de tempero) sofreu influências da forte colonização italiana e alemã no estado. Os italianos acrescentaram: as saladas verdes (principalmente a tradicional rúcula com bacon), o galeto, as marinadas à base de vinho e alho... Os alemães também contribuíram muito: salada de batata, carne de porco... Na fronteira sul do RS, a coisa muda completamente. Por causa da influência castelhana, come-se: rins, fígado, testículos de touro, miolos... tudo assado na brasa. Ah, só uma correção importante no texto: quem usa vinha d’alhos é a colônia italiana. E é usado para temperar o galeto, não o churrasco. :) Enfim, o importante é fazer o ritual. O resto é o resto.

Comentário de Chander em 09/10/2009 às 16:13:27

"então é bom deixá-los repousar por algum tempo – eu uso o consumo de 2 ou 3 latinhas de cerveja como métrica" kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk rachei de rir dessa medida de tempo... no mais ótimo post, parabéns.

Comentário de Dalmo em 14/10/2009 às 16:49:57

Sou vegetariano há mais de 20 anos, e em 90% dos churrascos que fui precisei levar minha própria comida... Geralmente uma lasanha de microondas... Nos outros 10% foi na base do pão com alho ou saladas...

Comentário de Rogério Chimionato em 17/10/2009 às 17:26:12

Parabéns pelo texto e pelo conteúdo do site! Eu cheguei aqui através da indicação de www.yogajuliosimoes.com.br Abraços Rogério Chimionato

Comentário de gadarf em 18/10/2009 às 17:48:09

Opa, não faltando cerveja, que é de origem vegetal, está tudo ótimo.

Comentário de semente em 03/11/2009 às 17:09:49

Quando não sei se terá opções pra vegetarianos no churrasco, como antes de ir. Sempre tem uma coisinha ou outra pra disfarçar a fome mais tarde, antes de sair do local. Levar algo também é uma opção, mas acho que nunca fiz isso. O que não pode faltar é a cerveja!

Comentário de Desenvolvimento de Site | Otimizar Site | Criação de Sites em 04/12/2009 às 09:25:40

Adoro churrasco. Marina

Comentário de Implante Dentário em 30/05/2010 às 08:24:15

Acjo que da pra ter os dois. Concordo que tem que ter cerveja. Luiza

Comentário de Fábio Camargo em 11/11/2010 às 14:36:37

Show de bola a unidade de medida de tempo... E, veganos, vegetarianos e outros convictos de qualquer ordem devem seguir o preceito da civilidade. Em Roma faça como os romanos. Se dê por feliz se houver o famoso pãozinho referido em outros comentários. Um abraço!

Comentário de Iasmim em 17/02/2011 às 14:56:55

Sou vegetariana há 2 anos, mas recentemente voltei a comer peixe, o que de certa forma facilitou o meu convívio social, seja em churrascos, restaurantes ou festas. No começo, estava bem radical e para mim era tremenda tortura frequentar lugares em que a atração principal era a carne, o que me gerou um pouco de "isolamento" e também chegava a incomodar alguns amigos, que ficavam chateados ao perceber o meu estado de desconforto em tais locais. Agora consigo frequentar tais locais e ao ir nos churrascos eu como antes de sair de casa, e depois belisco algum pãozinho ou salada, e essa é uma solução que eu ainda uso, mesmo comendo peixe. Aliás, quem é vegetariano deve estar ciente de que vai ser sempre assim, são raros os lugares que haverão opção, mas essa é uma escolha, e todo mundo sabe a dor e a delícia de ser o que é. Retomando...Com o tempo meus amigos começaram a se adaptar a minha escolha, sempre lembrando de comprar pão de alho, pizzas de queijo, cobrando menos dinheiro no churrasco, comprando espetos de queijo, saladas de maionese, exatamente pelo fato de que o Augusto falou: porque queriam minha presença, e enfatizando o que ele disse, quando você quer a presença de alguém, se importa SIM com o bem estar da pessoa. Aos inflexíveis, repensem como será não ser bem recebido em um local, só por ter uma opção alimentar diferente. E aos vegetarianos, que não tentem converter ninguém, pois assim como nós não gostamos que nos ofereçam carne, outras pessoas não gostam que questionem seus hábitos alimentares. Viva as diferenças e parabéns ao Augusto pelo post e também por lembrar que o importante em qualquer confraternização é a reunião das pessoas que você gosta, e como você disse...pra quem tem o prazer de fazer tais reuniões, agradar aos outros não é nenhum incômodo.