“O general inteligente vence suas batalhas com facilidade” (Sun Tzu)

, por Augusto Campos Técnicas

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Sun Tzu, que no século 4 a. C. escreveu o livro que hoje conhecemos como “A Arte da Guerra” (que você deveria ler, ou reler, se ainda não o fez), escreveu:

O que os antigos chamavam de um general inteligente era aquele que não somente vencia, mas que primava por vencer com facilidade.

As vitórias pela inteligência parecem fáceis, do ponto de vista de quem observa, mas em geral demandam bem mais planejamento e preparação - esforços que o observador casual não percebe, ou não associa à vitória que observou.


Sun Tzu

Já tive minha cota de chefes que abriam mão de vitórias certas, usando expressões como “mas assim é muito fácil”, ou “mas assim qualquer um faz”.

Quando se conhece claramente o objetivo da organização, uma “vitória fácil” que a deixe mais perto de sua missão, ou de realizar sua visão, é algo desejável.

Abrir mão de um plano vitorioso pela preocupação de que vai parecer, ao observador externo, uma vitória fácil demais pode ser sintoma de insegurança, ou de fogueira das vaidades, colocando seu próprio ego acima dos objetivos da organização.

E o pior: muitas vezes essa atitude significa gastar uma série de recursos que seriam desnecessários, para atender a alvos secundários (mas vistosos), que acabam ficando (sob o ponto de vista do gestor) mais importantes do que o objetivo original.

Na próxima vez que você vir um plano simples ser descartado em prol de outro que envolva mais holofotes e fogos de artifício, lembre-se de Sun Tzu e procure influenciar as pessoas ao seu redor para que pensem mais claramente nos objetivos envolvidos, antes que acabem chegando a uma vitória de Pirro!

Para completar, mais um trecho da Arte da Guerra:

Se não for do interesse da Instituição, não aja. Se não tiver condições de vencer, não recorra ao conflito armado. Se não estiver em perigo, não desencadeie as hostilidades.

Se não agüenta o calor, não fique na cozinha!

Saiba mais: A Arte da Guerra (336 páginas, Ed. Martins Fontes).

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6 Comentários até agora

  1. Monthiel comentou:

    em September 16 2008 @

    Hey Augusto,

    Olha, sinceramente, me mordo de raiva todos os dias por ainda não ter lido esse livro. Acho que chegou a hora. Vou ver se compro e leio logo…

    Grande abraço e belo texto.

    Monthiel

  2. Gustavo Henrique comentou:

    em September 16 2008 @

    Grande livro!!!
    Um dos melhores que já li. Eu fiz um resumo desse livro, se alguém se interessar entra em contato comigo.
    Segue abaixo alguns trechos:

    “A arte da guerra deve ser analisada com cuidado. Um caminho pode levar à aniquilação ou a sobrevivência.”

    “Na guerra, preze pela vitória rápida e evite operações prolongadas.”

    “A melhor inteligência militar é atacar as estratégias dos inimigos, e em seguida atacar suas alianças, depois atacar seus soldados em seu próprio campo.”

    “A invencibilidade repousa na defesa, a vulnerabilidade revela-se no ataque.”

    “Comandar muitos é o mesmo que comandar poucos. Tudo é uma questão de organização.”

    “Um grande general não é arrastado ao combate, ao contrário, sabe impô-lo ao inimigo.”

    “Quando cercar o inimigo, deixe uma saída para ele, caso contrário, ele lutará até a morte.”

    “Um general que perde facilmente o controle e se deixa levar pelo cólera, será ludibriado pelo inimigo através de provocações e cairá em emboscadas sem perceber.”

    “Quando há soldados sussurrando em grupinhos e seu comandante falando em voz mansa, revela inimizades entre superiores e subordinados.”

    “Quando os soldados rasos são muito mais fortes que seus oficiais, o resultado é a insubordinação. Caso contrário, os oficiais são forte e suas tropas são fracas, o resultado é o colapso.”

  3. Durval comentou:

    em September 17 2008 @

    A arte da guerra deveria pertencer à biblioteca básica de qualquer administrador, porem muitos dos que dirigem nossa principais empresas nunca o leram, como não leram Mintzberg, Porter e nem mesmo Chiavenato.
    Durval - http://www.hotmastersound.com.br

  4. foobob comentou:

    em September 17 2008 @

    Incrível livro milenar e sempre tão atual…

  5. Stefano comentou:

    em September 24 2008 @

    É aquela história

    “se é tão fácil fazer, porque não fez?”

  6. João Leme comentou:

    em October 11 2008 @

    Augusto gostaria de deixar aqui uma ótima indicação como leitura complementar a esse livro, A Arte da Prudência, Baltazar Gracian.
    []s

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