Archive for August, 2008

Semana da tipografia

O blog vizinho Woww, do Sebastião e sua turma, promoveu recentemente uma semana temática dedicada à tipografia, a “Semana Tipográfica“, descrita assim: “A idéia da Semana Tipográfica não é apenas conceituar ou definir o termo tipografia propriamente dito, mas apresentar artigos relacionados ao tema que tragam algum conhecimento novo ao leigo que tenha interesse em melhorar seus trabalhos, utilidades e artigos aos designers que conhecem a importância dos tipos em seus projetos.”.

Eles começaram com o post “Tipografia com Efetividade“, trazendo uma seleção de artigos relacionados a tipografia já publicados aqui no Efetividade, tais como: “7 dicas simples de tipografia para melhorar o visual de seu blog ou de seus documentos” e “Fontes: conheça 10 alternativas originais para a Arial e a Helvetica“, entre outros.

A partir daí, seguiu-se uma série de artigos sobre o tema. Dê uma olhada:

  1. Tipografia com Efetividade
  2. Sites para baixar fontes e deixar sua coleção mais variada
  3. Anatomia das Fontes
  4. El Filete Porteño de Buenos Aires
  5. Como escolher a fonte certa
  6. Font Conference: a conferência das fontes
  7. Espacejamento, Entrelinhamento e Alinhamento
  8. TypeArt: arte feita com tipografia
Leia também:

Liderança: seja levado mais a sério

Ata de reunião: como fazer

Home office: como organizar

Mudança de apartamento: como sobreviver, parte 1

Mudanças podem ser oportunidades, mas geralmente também são grandes e custosos desafios. Algumas pessoas gostam, outras detestam, e boa parte delas concorda que 4 mudanças equivalem a um incêndio.

Mas, como quase tudo na vida, a mudança pode ficar muito mais fácil e prática se você planejar adequadamente, agir de modo eficiente no momento correto, e empregar as lições aprendidas anteriormente, seja por você mesmo ou por outros.

Estou em processo de mudar de apartamento na mesma cidade, algo que já fiz 4 ou 5 vezes anteriormente, e por isso já tive oportunidade de aprender minhas próprias lições, algumas das quais compartilho agora com vocês.

Você confere abaixo a parte 1, tratando sobre o planejamento, preparação e suporte à mudança. A segunda parte, com dicas específicas sobre o encaixotamento, sai ao longo da semana!

» Leia o restante do artigo “Mudança de apartamento: como sobreviver, parte 1”

Efetividade.net em migração - e novo endereço (postal)

Mas não é de servidor (continuamos confortavelmente hospedados nos servidores da MediaTemple), e sim de casa: o meu escritório doméstico está sendo transferido para outro endereço, aqui mesmo em Floripa, mas mais amplo e perto da natureza (e também de frente para a UFSC - talvez ajude a inspirar um futuro mestrado).

A conexão à Internet já está instalada lá (os técnicos do Virtua me atenderam no dia seguinte ao da solicitação, nota 10), mas até eu ter todo o mínimo necessário (mesa, cadeira confortável, iluminação, fontes de cafeína) instalado direito, e ter tempo livre suficiente, ainda demora alguns dias.

Já deixei agendados os posts para os próximos dias (inclusive 2 sobre mudanças), então provavelmente vocês nem notarão nada de incomum no site, que estarei acompanhando a partir de um Eee com conexão de baixa velocidade, como tenho feito desde o final da semana passada.

Tenho pendentes as doações que preciso fazer para a Wikipédia e a Creative Commons, resultado da recente promoção do site, mas isso vai ter de ficar para depois de estar com tudo instalado, ok? Aí eu aviso. Creio que tenho vários e-mails pendentes sem responder a vocês, e conto desde já com a sua compreensão.

No mais, se você mora perto da UFSC e perceber uma nova rede sem fio com o ESSID “SaveFerris”, saiba que seremos vizinhos.

Fique ligado nos livros: Como fiz da última vez que me mudei, vou fazer um saldão de livros que não vão caber na nova estante. Alguns deles bem legais! Qualquer dia desses, publico a listagem e os preços por aqui, tem até 2 livros recentes de Drupal. Os que ninguém quiser, eu dôo para alguma biblioteca, depois.

Trabalhe 4 Horas Por Semana: livro recomendado - mas com ressalvas

40 reais bem investidos: esse é o resumo da minha opinião sobre o livro “Trabalhe 4 Horas Por Semana“, de Timothy Ferris.


Tente ignorar o “fator auto-ajuda” da capa

Eu não simpatizo com a atitude que o autor adota em seu discurso, e nem mesmo estou interessado em colocar em prática literalmente a proposta dele. Mas eu li recentemente a versão em inglês, e já a havia recomendado a alguns amigos, por isso fiquei feliz ao descobrir na semana passada, meio por acaso, que já saiu uma edição traduzida (e desconheço a qualidade da tradução).

O Ferris realmente narra como ele abandonou uma rotina de expediente de 8 horas por dia e foi reduzindo até chegar a 4 horas por semana, vivendo uma vida com os mais variados agitos internacionais, sem deixar de investir na sua própria aposentadoria - embora não da forma e proporção usual.

As técnicas que ele descreve são muito mais adaptadas a quem - como ele - ganha em moeda forte e gasta em moedas menos valorizadas, e atua em uma economia suficientemente estável. Na prática, não acho que a maioria das técnicas sobre como gerar receita descritas por ele possam ser aplicadas por muita gente aqui no Brasil de hoje, embora algumas sejam interessantes e de fato aplicáveis.

Só que não é pelas técnicas que eu avaliei bem o livro. É pela reflexão que ele provoca. Eu já havia escrito por aqui, recentemente (no artigo “Você usa bem o tempo que o seu ganho de produtividade libera?“), sobre a minha atenção constante quanto a não se limitar a “trabalhar por trabalhar”.

Muitas vezes não faz sentido, sob o ponto de vista pessoal global (e não o do homo economicus), ganhar produtividade apenas para poder trabalhar mais. Para realmente valer a pena, você precisa ganhar algo com isso, e de preferência esse algo não deve se refletir *apenas* em um contracheque mais polpudo ou maior segurança no emprego.

Na ocasião, escrevi:

E creio que venho levando isso bem a sério: cada vez mais, venho aplicando em meu próprio benefício os ganhos de produtividade e eficiência que obtenho na minha “carreira solo”, mantendo bem clara a intenção de “tornar minha rotina mais agradável, com resultados que produzem os efeitos esperados, modificando o meu ambiente de forma positiva” - passando bem longe da cultura do “Karoshi”, termo japonês que significa “trabalhar até a morte” (no sentido literal, de morrer de tanto trabalhar), algo reconhecido juridicamente por lá desde a década de 1980, como visto num caso recente.

Isso corresponde também ao discurso moderno das negociações entre patrões e empregados: o aumento de eficiência alcançado pelos trabalhadores, com o seu aprendizado, adaptação a formas mais avançadas de automação, metodologias da qualidade, etc. não deve reverter *apenas* em benefício do empregador: uma parcela deve ser distribuída aos funcionários também, a título justamente de “ganhos de produtividade”.

E a primeira metade do livro do Ferris trata justamente disso, com grande número de exemplos bem-sucedidos, e uma narração bem coesa sobre os passos que o autor empregou para lidar com a questão.

Não é preciso recorrer a conceitos abstratos: mesmo relações bastante concretas, como o conceito de eficiência, ou o da produtividade, permitem verificar claramente que a meta não deve ser simplesmente trabalhar mais, e sim produzir um resultado mais valioso. Transformar uma parte deste resultado em melhoria palpável da qualidade de vida pode ser o fruto de uma decisão sua, se você realmente acreditar que isso não é algo reservado ou al cance apenas dos outros: todos os dias, alguém com um emprego como o seu, ou como o meu toma este tipo de decisão e passa a viver melhor.

E não precisa ser nenhuma viagem de 6 meses às Bahamas: mesmo a realização concreta de fazer o que for necessário para passar a tirar 2h por dia para ir à academia, ver um bom filme, fazer um curso, conviver com a família ou surfar podem mudar a sua vida para melhor. Não precisamos de Tim Ferris para nos lembrar disso, mas a reflexão que ele provoca pode ajudar a tomar a decisão certa mais cedo. E essa entrevista recente com ele pode ajudar você a entender melhor a idéia.

Assim como no caso do livro A arte de fazer acontecer, de David Allen, que forma a base do que se conhece como método GTD de produtividade pessoal, a minha opinião é que o maior valor do livro é a reflexão que provoca, e não as técnicas que apresenta.

Para mim valeu a pena, e “Trabalhe 4 Horas Por Semana” foi uma leitura bem leve e fácil, e uma das mais interessantes do ano até agora. Recomendo, embora com as ressalvas acima.

Economia doméstica: Está sobrando mês no fim do salário?

Gustavo Cerbasi, autor do livro Investimentos inteligentes - que eu li recentemente, gostei e recomendei - é também autor de uma dica interessante que está circulando por e-mail, sobre a percepção de que falta dinheiro, e maneiras de tentar mudar isso.

O Daniel Oliveira, vizinho ali do blog Torradeira.net, me encaminhou o texto, com a sugestão de que poderia ser do interesse dos leitores do Efetividade. Eu li e concordei, embora goste de manter estoques reguladores na despensa de casa, ao contrário do que o autor recomenda. Segue o texto na íntegra!

Será mesmo que falta dinheiro?
Por Gustavo Cerbasi

Depois de anos orientando centenas de famílias sobre o bom uso do dinheiro, cheguei a uma conclusão: a renda mensal da maioria dos brasileiros é suficiente para manter seu padrão de vida. Mesmo assim, a grande parte das pessoas das classes B, C e D está endividada.

Curiosamente, o dinheiro que falta na conta não foi verdadeiramente consumido. Em geral, costuma estar parado em algum tipo de estoque do endividado. Se você está entre os que de vez em quando entram no vermelho, faça uma experiência. Estime quantos reais existem parados em produtos na dispensa de sua cozinha. Some esse valor aos reais que estão parados no tanque de combustível de seu carro. Vá até seu guarda-roupa: quantas peças de roupas você nunca usou?Quanto elas custaram? E o que dizer de livros não lidos, DVDs não assistidos, eletrodomésticos nunca utilizados?

“Se você quer gastar menos, compre para usar, não para ter.”

Temos no Brasil o hábito de comprar para ter, e não para usar. Aprendemos a estocar nos tempos de infl ação, mas a atual inflação não justifica esse comportamento! Se tivéssemos o costume de comprar com mais freqüência e em quantidades menores, estaríamos fazendo um favor para nosso bolso, evitando entrar no vermelho, e para o comércio, diminuindo a sazonalidade das vendas.

Outro importante hábito a ser conquistado é dar mais qualidade a nosso consumo. Pensar duas, três, quatro vezes antes de adquirir aquele item dos sonhos. Que tal entrar em um leilão virtual e vender aquela batedeira que você só usou uma vez? Em minha estatística pessoal, os aparatos campeões de ócio costumam ser cafeteiras, enciclopédias, kits para churrasco e as maravilhosas peças de decoração que ganhamos no casamento e que não cabem na cristaleira da sala. Que tal se desfazer dos estoques e dar um fôlego no orçamento, ou então usar o recurso da venda para se presentear com uma viagem?

A regra básica para enriquecer é gastar menos do que se ganha e investir com qualidade a diferença. Perceba que a regra começa com o verbo gastar. Gaste, portanto, com mais qualidade, para gastar menos.

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