Como se livrar de conversas chatas, em 10 lições
|
Efetividade.net é a sua fonte de informações originais e atualizadas sobre produtividade pessoal,
efetividade, lifehacking, GTD e truques espertos para o seu dia-a-dia. Leia também:
|
No primeiro ano do Efetividade.net, eu escrevi o artigo “5 dicas para se ocupar discretamente durante apresentações irrelevantes“, e acredito que seja um dos que eu mais tenho colocado em prática no dia-a-dia. O número de apresentações só aumenta, e a soma total da relevância delas é constante, o que traz como conseqüência um número cada vez maior de apresentações nas quais acabo tendo de estar presente, mas que pouco me interessam, ou me interessam apenas durante breves 4 minutos - embora exijam minha presença por uma hora.
As dicas para se ocupar discretamente funcionam bem em apresentações, mas em geral não podem ser aplicadas a uma outra situação comum: estar preso a uma conversa (em duas pessoas ou num pequeno grupo) que não lhe interessa.

Algumas pessoas, nessa situação, exercem naturalmente o seu poder de liderança e abreviam a conversa ou mudam o seu rumo. Outras não têm a menor dificuldade em conseguir escapar da conversa (ou da roda) sem parecer indelicadas. E outras ainda não encontram o menor problema em parecer indelicadas nestas situações.
Para todas as demais, o problema da conversa chata é uma realidade constante, e precisa ser resolvido. Mas para tudo há solução, portanto vamos a uma lista delas: leia abaixo os 10 métodos para escapar de conversas inconvenientes!
10 maneiras de escapar de conversas inconvenientes
- Mude ou desvie o assunto: se o seu interlocutor é chato e monopoliza a roda, falando de um mesmo tema, sem parar - e sem interessar a mais ninguém -, tome a iniciativa: escolha um assunto qualquer sobre o qual *você* gostaria de falar, e invente qualquer pretexto para desviar o tema usando uma pergunta bem construÃda, com dois componentes - o assunto dele, e a introdução do seu assunto. Por exemplo: o interlocutor só quer falar sobre blogs, e ninguém agüenta mais. Você sabe que o pessoal da roda preferiria conversar sobre automobilismo amador. Interrompa com uma pergunta: “Mas não é caro iniciar um blog? Ah não? Perguntei porque estava lendo uma reportagem sobre os custos pra começar a correr na Fórmula 3000, e vi que bastam R$ X, e blablabla, blablabla” - e pronto: se você tiver um mÃnimo de habilidade, e o restante da roda estava mesmo com vontade de mudar de assunto, rapidamente o novo tema vai pegar, a partir da sua fagulha inicial.
- Simplesmente interrompa, com um assunto de outra pessoa: Se não houver questões hierárquicas envolvidas, interrompa o interlocutor, lembrando de uma história que outra pessoa na roda vá contar, para não parecer que o chato monopolista de atenção é você. Algo assim: “Que interessante, isso me lembra uma história que o Fulano estava me contando ontem sobre o começo da carreira do Nelson Piquet, quando ele ainda competia só por hobby. Como era mesmo, Fulano?” Seja direto, e confiante. Fale em voz alta o suficiente para atrair a atenção de todos, e não apenas a do Fulano.
- Participe ativamente: à s vezes a conversa é chata especialmente porque todos os presentes permitiram que ela se transformasse em um monólogo. Intervenha, dialogue, faça perguntas sobre aspectos que o interessam, mesmo que o tema em si não o agrade. No mÃnimo, isso aumenta a chance de surgir um gancho para você, ou alguém mais, mudar de assunto.
- Combine antes um sinal: essa só funciona se você tiver alguém bastante próximo de você, na mesma ocasião social, e que olhe para você de vez em quando. Combine com essa pessoa um sinal discreto (algo como: segurar a agenda fechada nas mãos, ou tirar os óculos), para que ela perceba que você quer um pretexto para sair da roda em que se encontra. Aà esta pessoa pode intervir, pedir licença para falar com você em particular por um instante, e está resolvido.
- Peça licença: Essa é muito simples: diga “Com licença, um instante”, e saia da roda, com o olhar determinado de quem está indo fazer algo importante e imediato, e dispensa explicações. Caminhe até sair do campo de visão dos interlocutores, e pronto - em meio minuto você já pode retornar e juntar-se a outra roda.

- Copo vazio, canapé, banheiro, telefonema, amigo que acaba de chegar: em ocasiões sociais, pode funcionar bem. Esvazie o copo, e saia da roda para enchê-lo. Ou vá cumprimentar um amigo que acaba de chegar. Encontre no caminho algo que o impeça de retornar.
- Apresente alguém: “Ah, que interessante! Alfredo, pode vir aqui um instante? Veja só, o Rafael aqui estava justamente explicando o quanto é fácil ganhar verdadeiras fortunas na Internet hoje, e você estava com aquela sua idéia de negócios on-line. Que tal explicar pra ele?” E já emende com a dica acima: “Enquanto isso, com licença, um instante”. E saia, com ar resoluto. Você pode ter passado o problema adiante (nada mais justo - você já deu seus minutos de atenção, é hora de começar um rodÃzio), mas também existe a chance de que a conversa entre os dois engrene melhor.
- Espalhe a roda: Se a conversa é entre várias pessoas, e uma das que estiver sendo vÃtima é amiga sua, busque a cumplicidade dela - inicie um assunto paralelo, em voz baixa, diretamente com ela. O assunto pode “pegar” na roda como um todo, ou então rapidamente vocês 2 serão ejetados da roda, que se fechará e prosseguirá sem a sua presença.
- Deixe seu recado e escape: Se é uma reunião ou uma conversa com uma finalidade definida, mas você prefere ou precisa sair na metade, retire-se deixando o seu posicionamento de forma objetiva e sucinta. Ao se levantar, diga algo como “Lamento não poder ficar, mas tenho outro compromisso em 5 minutos. Gostei muito das propostas, especialmente da número 2. Precisamos fechar o modelo e definir o preço final. Entrarei em contato, com esta pauta, amanhã à s 16h, após discutir o assunto com meu superior. Se necessário, não hesitem em me mandar detalhes adicionais por e-mail”. Só funciona se você tiver autoridade suficiente sobre os seus assuntos, entretanto - caso não tenha, ou a reunião tiver aspectos competitivos (por exemplo, um fornecedor rival presente), é possÃvel que a manobra o prejudique.
- Deixe seu contato e escape: Se você não gostou de nenhuma das propostas, ou não tem interesse em ativamente procurar prolongar a conversação posteriormente, use uma variação da tática acima, mas deixando claro que são eles que deverão procurá-lo. Se possÃvel, dê uma pista de que eles precisam de algo mais se quiserem fazer negócio com você. Algo assim: “Lamento não poder ficar, mas tenho outro compromisso em 5 minutos. Achei interessantes as propostas, e percebo que há potencial. No meu site você encontra o meu portfolio de serviços, e possivelmente encontrarão lá algo que possa ser beneficiado pelas suas ofertas. Se for o caso, encaminhem uma proposta detalhando isso, as informações de contato também constam no site. Agradeço a oportunidade, boa tarde!”
Claro que nem sempre a etiqueta e as boas maneiras são as únicas balisas presentes: leve em conta seus próprios objetivos, as consições ambientais e as circunstâncias. O artigo “How To Exit A Conversation” tem algumas dicas e pontos de vista adicionais.
Você usa outra técnica? Compartilhe conosco nos comentários!

Virando o jogo: impondo um assunto incomum a um chato
Eu não sou do tipo de pessoa que gosta de falar muito em ocasiões sociais - prefiro escutar ativamente a conversa alheia. Quando sou capturado dentro do raio de ação de algum chato e não consigo escapar - mesmo recorrendo às técnicas acima -, eu procuro tornar a ocasião menos chata, mesmo correndo o risco de entediar o interlocutor. Até porque este caso também é positivo, porque há chances de que ele se encha de mim e nunca mais me assombre!
O método é simples: tento virar o jogo, fazendo perguntas que levem o interlocutor a mudar de assunto para algo completamente não relacionado - por exemplo, em uma conversa chata sobre BI ou sobre a superioridade de determinada linguagem de programação, me proponho um desafio de mudar de assunto para algo como:
- a atração gravitacional e os buracos negros
- o movimento separatista de Gibraltar
- as diferenças entre a hiperinflação alemã entre as duas grandes guerras e a atual hiperinflação do Zimbábue
- o rúgbi australiano
- a dificuldade de encontrar legalmente músicas da fase racional do Tim Maia, comparada à facilidade de obtê-las de forma não autorizada, on-line
ou outro que venha à cabeça na hora. Se eu consigo, me permito encerrar a conversa abruptamente, como prêmio, e ir fazer outra coisa. Se não consigo, é o chato que se cansa de mim, e procura alguém menos disposto a falar de assuntos absurdos!








Cid R Andrade comentou:
em August 5 2008 @
Soube de uma senhora que tinha um método infalÃvel para que não fizessem fofoca na presença dela. As primeiras vezes que alguém vinha com a famosa “Eu não quero fazer fofoca, mas a filha da Candinha …” ela logo sacava alguns rosários da bolsa, distribuia entre os presentes e conclamava a todos a rezar um terço pela Candinha, outro pela filha dela, mais um por todos os jovens, outro por elas mesmas e assim por diante. E isso já “puxando” o terço. Em pouco tempo ninguém mais fazia fofoca perto dela.
Bruno comentou:
em August 5 2008 @
Parabéns, por mais este.
quem é o louco que iria propor fofoca denovo? Diante dela?
Muito eficiente.
melo comentou:
em August 5 2008 @
Exemplificando o exemplo 4, eu tinha um “aperto de mão secreto” com uma ex-namorada minha. Ela sempre ficava com vontade de ir “dar uma volta” nessas horas :)
Como se livrar de conversas chatas, em 10 lições : MPE Blogs comentou:
em August 5 2008 @
[...] Leia mais [...]
josue mendonoca comentou:
em August 5 2008 @
adorei as dicas, principalmente para seresm usadas com aqules que adoram monopolizar uma roda de conversa
João Paulo comentou:
em August 5 2008 @
Muito bom gostei bastante das dicas e em especial sobre a mudança de assunto para “o movimento separatista de Gibraltar”, rss.
Uma dica de assunto interessante é o livro A ciência do cotidiano de Len Fischer sobre qual é a melhor maneira de megulhar um biscoito no café, ou chá, de maneira que ele não se quebre facilmente. Vejam, ” As pessoas que gostam de comer biscoitos embebidos no chá ou no café enfrentam um desafio muito maior. Se a mais recente pesquisa de mercado for digna de confiança, uma entre cinco vezes em que se mergulham biscoitos no café termina em desatre, com a pessoa pescando pedaços encharcados no fundo da xÃcara. O problema para os mergulhadores sérios é que o chá ou o café quente disolvem o açúcar, derretem a gordura e incham e amolecem os grãos de amido do bicoito. Assim, ele acaba desabando sob seu próprio peso.” rss
foobob comentou:
em August 5 2008 @
Eu geralmente fujo dessa tentando ser mais chato que meu interlocutor.
jonathan comentou:
em August 5 2008 @
Você é meu herói!!!
“a dificuldade de encontrar legalmente músicas da fase racional do Tim Maia, comparada à facilidade de obtê-las de forma não autorizada, on-line ”
foi classica!
Henrique comentou:
em August 5 2008 @
hehehehe
casualmente estava num churrasco onde estavam comentando sobre rugby autraliano! uhauhahuahua
ah! e buracos negros não são tão chatos assim!hhehehe
augusto comentou:
em August 5 2008 @
Henrique, antes de começarem a falar sobre rugby australiano, você estava contando alguma longa história? ;-)
Elias Amaral comentou:
em August 6 2008 @
conversa chata sobre BI?
e ah, excelente artigo, como sempre=)
Monthiel comentou:
em August 7 2008 @
cara.. muito bom o artigo, muito legal mesmo.. falando nisso, dá licença que preciso resolver um pepino.. hehehe
funcionou?
Abraços
Marco Sanches comentou:
em August 7 2008 @
O bom que é em uma lida a gente já aprende as 10 lições.
O site tá é bom demais !
Sebas comentou:
em August 16 2008 @
Apresentar alguém é muito eficiente, mas a melhor de todas e ser mais chato que o chato! No final é até divertido :) O chato de carteirinha parte pra outro alvo e te deixa sozinho…
Felipe Araldi comentou:
em August 26 2008 @
Acho que algumas dessas dicas também se aplicam em sala de aula, quando alguns professores começam a “viajar” ou “dar discurso”, ou ainda quando algum colega não percebe o quão inconveniente é ficar contando histórias pessoais ou dando opiniões fora do contexto e que em nada contribuem com os assuntos que estão sendo abordados
Douglas Ponciano comentou:
em August 27 2008 @
Post Fantastico!
Há mais ou menos um mês atrás, tinha um carinha me alugando numa conversa… Eu já estava de saco cheio, o cara era chato! E estava falando sobre religião, eu só ouvindo… Então resolvi citar a psicologia pra ilustrar o assunto, o cara discordou como se o que ele falava fosse a mais pura verdade, e que uma coisa não tem nada a ver com a outra! Eu simplesmente falei: Tá cara… Então psicologia não tem nada a ver com religião… AlÃas já está tarde, preciso ir, até a próxima!
Huauhauhauh
O cara depois ainda me procurou querendo marcar um dia pra pesquisarmos na bÃblia quem estava certo, heheheh
Claro que eu dei logo uma desculpa :)
Bom… é isso. Parábens pelo blog!
Como se livrar de conversas chatas « Lata de Lixo comentou:
em September 2 2008 @
[...] Leia todo o texto [...]
Mirian comentou:
em November 18 2008 @
Demais!
Adorei as dicas , aliás já coloquei nos meus favoritos e na lista de Blogs preferidos…
Gente chata , dona da verdade que monopoliza qq conversa prolifera como ratos….
Mirian comentou:
em November 18 2008 @
Demais!
Aliás já coloquei na lista de Blogs preferidos…
Gente chata , dona da verdade que monopoliza qq conversa “brota” feito bambu…