Archive for August, 2008

A arte de fazer perguntas que merecem resposta

Uma das melhores maneiras de descobrir a resposta de alguma questão é perguntar a quem sabe. Certo? Sim, não há dúvida. Mas em alguns casos – especialmente em ambientes acadêmicos, profissionais e on-line – a pessoa que sabe, e poderia lhe responder, não tem condições de responder a todas as perguntas encaminhadas a ela, e assim faz triagem, ou mesmo deixa de dar atenção máxima a boa parte das questões que recebe.

Mesmo assim, em geral essas pessoas respondem a uma parte das perguntas que recebem. Portanto o seu desafio, se quer perguntar algo a elas, é conseguir passar pelos filtros que elas adotam, e assim chegar a ser respondido.

O fator humano está envolvido, portanto não existem indicações absolutamente corretas neste campo. Sugiro começar lendo as dicas do artigo anterior “Como enviar e-mail para receber melhores respostas“, que explica o que fazer para aumentar a chance de a sua mensagem chegar a ser lida, se você enviá-la on-line.

Depois de a mensagem chegar a ser lida, entretanto, a questão passa a ser ter uma pergunta que chegue a ser respondida. Portanto, vamos abaixo a algumas dicas para melhorar as chances a seu favor.

Como fazer perguntas que merecem resposta

  1. Seja breve e vá direto ao ponto. Um assunto por mensagem. 10 linhas ou menos. Construa a questão de forma que a resposta a ela possa ser objetiva: “Sim”, “Azul”, “3,14″ ou “Julho”.
  2. Não tente transferir seu problema. Os comentários do nosso post anterior sobre planos de negócios estão cheios de exemplos sobre o que não fazer: “Preciso fazer um plano de negócios para uma academia de ginástica como trabalho de aula, por favor me envie um”, ou “Vou abrir uma padaria e preciso de um plano de negócios, por favor me envie um”. Se você tem uma necessidade complexa, dificilmente alguém vai simplesmente se encarregar de realizá-la completamente para você. Um pedido muito mais razoável seria: “Por favor, me indique guias e modelos sobre como fazer o meu plano”, ou “Onde posso aprender a fazer um plano de negócios deste tipo?”
  3. Faça seu dever de casa antes de pedir ajuda. Antes de perguntar, pelo menos pesquise no Google, no dicionário ou mesmo no material publicamente disponível de autoria da pessoa a quem você estiver se dirigindo. Perguntas de quem não se deu nem mesmo ao trabalho de realizar uma pesquisa rasteira merecem poucas respostas.
  4. Seja específico sobre a sua dúvida. Nos comentários do artigo sobre a multifuncional HP C3180 podemos encontrar vários exemplos do que não fazer neste quesito: a pessoa quer ajuda, mas não tenta explicar em que, mais ou menos assim: “Liguei minha multifuncional e não consigo scannear. O que fazer?” Quem vai conseguir responder a algo assim sem antes fazer mais meia dúzia de perguntas? O que será que a pessoa já tentou? Ela consegue imprimir? Já conseguiu scannear anteriormente? Com este mesmo micro? Aparece alguma mensagem de erro? Qual o procedimento que foi tentado? Em resumo: ao perguntar, dê detalhes suficientes que permitam a análise necessária.
  5. Pergunte à pessoa certa. Não adianta muito vir aqui no Efetividade.net para perguntar por que você foi banido no fórum de outro site, ou (e eu recebo essas perguntas freqüentemente) como enviar e-mails para o programa do Gugu, ou onde encontrar peças de reposição para helicópteros radiocontrolados. Claro que as pessoas que fazem essas perguntas não lerão este artigo, mas vale a dica para você: certifique-se de estar enviando sua pergunta para a pessoa certa.
  6. Se for propor algo, deixe claro o que ambos os lados têm a ganhar. Para exemplificar, recebo muitas propostas de “parceria” ou pedidos de inclusão de material aqui no Efetividade. Embora eu colabore e contribua com prazer em muitas iniciativas, e nunca aceite nenhuma compensação por incluir conteúdo aqui no site (com ou sem referência a outros sites), muitas vezes recebo propostas que não chegam a merecer resposta, por deixar muito claro que o autor só pensou em seu próprio ganho, sem incluir qualquer referência ao que os leitores do Efetividade teriam a ganhar caso eu aceite o que ele está propondo. Portanto, se for pedir ou convidar a colaboração ou contribuição de alguém, deixe claras as intenções e possibilidades desde o princípio. O artigo anterior “Tio, me dá um link?” tem mais alguns detalhes.

O artigo “How To Ask Questions The Smart Way” tem um detalhamento bem mais profundo sobre como dominar a arte de fazer perguntas que merecem ser respondidas. Recomendo a leitura!

Se você tiver mais sugestões, está convidado a compartilhar com os demais leitores nos comentários!

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Leia também:

Ergonomia: Tendinite nunca mais

Dicas simples para reuniões mais produtivas

Entrevista de emprego: perguntas selecionadas

Prepare-se para ser demitido hoje – e você não será

A demissão pode ser uma preocupação constante de quem trabalha sob regimes jurídicos tradicionais (usualmente, empregado pela CLT), mas para todos os efeitos práticos (embora aí sob outras denominações e categorias jurídicas), aflige qualquer relação não-estável de trabalho, incluindo contratados sob regime de pessoa jurídica e até mesmo os servidores públicos comissionados. Mesmo os empreendedores estão sujeitos a ter subitamente negada a continuidade do seu negócio.

A frase que dá título a este artigo é do Max Gehringer, e embora ela seja um pouco exagerada em sua promessa, encerra em si muito valor, já que preparar-se direito para ser demitido aumenta a sua empregabilidade, e assim aumenta a chance de o seu empregador atual permanecer interessado em você.

Você busca se preparar para estar demitido? Devia, pois tudo pode mudar de repente, e a forma como você vai prosseguir não dependerá de mais ninguém. Mesmo o funcionário mais exemplar da empresa pode se deparar com situações em que uma falência, fusão, aquisição ou fechamento de filial levem ao desaparecimento do seu emprego atual.

E o alvo aqui não é estar apto a não depender em nada do seu emprego atual. Estamos falando de medidas relativas, que reduzam o choque após uma eventual demissão, e facilitem a busca de uma nova colocação.

Eu tenho em minha mesa de trabalho um pequeno quadro, com moldura e vidro, que traz a imagem de algumas engrenagens e a frase: “Só porque você é necessário, não significa que você é importante”, e isso me ajuda a lidar com a ilusão de que algum profissional possa ser insubstituível.

Por isso, convido: veja abaixo as dicas do Efetividade.net para que você possa dormir mais tranqüilo, com menos preocupação com uma possível demissão.

Demissão: como estar preparado

Seguindo os passos abaixo, você aumenta sua empregabilidade e a também a tranqüilidade pessoal e familiar. Mas o mais interessante é que você também pode aumentar o seu rendimento e capacidade de assumir riscos no trabalho, resistir a conflitos éticos e ao assédio moral, e desenvolver várias outras características que podem ajudar seu atual empregador a manter-se interessado em você.

Tudo isso demanda tempo, esforço e economia, mas são investimentos em você mesmo, e na sua família. E o que é melhor: são inalienáveis, pois ninguém pode tirar de você o seu desenvolvimento pessoal, uma vez alcançado. Dificilmente alguém consegue fazer tudo, a não ser que seja um super-homem ou não faça mais nada na vida (o que também não é desejável), mas você pode escolher e priorizar de acordo com suas aptidões e disponibilidades.

Vamos aos passos, começando pelo essencial:

  1. Tenha uma reserva financeira: Para este tipo de situação, investimentos de baixa liquidez (como terrenos, por exemplo) não ajudam muito. O ideal é ter condições de ter imediatamente disponíveis, ou facilmente conversíveis, recursos em dinheiro equivalentes a 3 meses do seu salário líquido, para ter segurança de que as contas continuarão sendo pagas normalmente no primeiro mês, e que um eventual aperto de cintos posterior possa ser feita com razoável grau de controle. Se você tem investimentos sem liquidez, pense em futuramente converter uma parte deles para uma alternativa como a descrita acima, mesmo que renda bem menos. Se você não tem nenhuma poupança, essa pode ser uma razão a mais para começar o fundo de reserva.
  2. Mantenha atualizado seu currículo: E não é pelo motivo que você pensou: sair distribuindo currículos imediatamente no dia seguinte ao da demissão nem é algo que você deveria fazer. A razão de manter atualizado o seu currículo é que assim você fica sempre sabendo quais são seus diferenciais e o quanto você é um profissional atualizado. Tenho visto recentemente vários casos de profissionais que subitamente precisaram procurar emprego, e só aí percebiam que não faziam nenhum curso há 12 anos, não eram especializados em nada, não tinham experiências profissionais dignas de menção. Começar a manter atualizado o currículo pode evitar esta surpresa na hora errada, pois estimula a encontrar o que mencionar.


    É fácil melhorar o visual do currículo, também.

     

  3. Enriqueça permanentemente o seu currículo: continuando a dica acima, você precisa ter o que dizer no seu currículo. No trabalho, procure se envolver em projetos e atividades que mereçam ser mencionados. Na sua comunidade, participe do centro comunitário, de alguma ONG ou de iniciativas que possam tirar proveito das suas aptidões, e nas quais você possa desempenhar algum papel que faça a diferença (como bônus, assim você também pode aumentar seu networking). Academicamente, faça cursos de extensão, aprenda algo que o mercado valoriza (como um idioma, informática, estatística, técnicas de vendas, resolução de conflitos, matemática financeira, ou o que for) ou dê um jeito de obter uma graduação ou pós-graduação – hoje dá para fazer isso até via Internet. Em paralelo, participe ativamente de grupos ou comunidades relacionados à sua profissão, busque contribuir com revistas ou sites da área, faça seu nome aparecer. Em suma: use os mesmos truques que quem está iniciando na carreira pode usar para dar brilho ao currículo.
  4. Fortaleça vínculos e expanda seu círculo de contatos: o chamado networking funciona bem, mas só para quem se dedica a ele também quando não está precisando. Manter contato é fácil e pode ser até bastante espontâneo, envolvendo lembrar do aniversário dos amigos e mandar mensagens pessoais (nada de cartões enlatados do Orkut!), um telefonema ocasional, um e-mail a cada 3 ou 4 meses, e uma agenda de contatos bem organizada. Fazer cursos e participar ativamente da sua comunidade local e profissional são maneiras de expandir seu círculo de contatos, mas não pense que simplesmente obter uma lista com os telefones e e-mails de todos eles ao final da reunião já conta a seu favor – isso seria o equivalente a voltar do supermercado com um envelope de sementes, que só servirão para alguma coisa se você cultivá-las. Assim, você não vai se ver na situação chata de se ver sem ter a quem recorrer para obter indicações e dicas na hora em que precisar procurar trabalho, e nem vai fazer aquelas ligações que ninguém gosta de receber, de pessoas que não nos procuram há 20 anos, e só surgem quando têm um problema.

  5. Acompanhe ativamente o seu mercado de trabalho: acompanhar passivamente, lendo as notícias e mantendo-se informado, é positivo, mas não é suficiente. O ideal é acompanhar ativamente, buscando fortalecer contatos com pessoas da mesma profissão que atuem em outras empresas (do mesmo ramo ou não), parceiros, fornecedores, consultores. Se possível, seja voluntário de alguma organização de ensino ou aprendizado da sua profissão, escreva artigos para as publicações da área ou da imprensa local, vá às reuniões do seu conselho ou associação profissional. Um sábio conselho, que ouvi há tempo e acredito, é que a melhor forma de obter um bom emprego é ter amigos bem empregados.
  6. Envolva-se em atividades comunitárias na sua empresa: Se sua empresa tiver CIPA (comissão interna de prevenção de acidentes), brigada voluntária de incêndio, clube do livro ou outras atividades não-remuneradas e voluntárias, procure participar, e se possível integrar a diretoria – especialmente se não houver fricção política contra a administração da empresa. Se você fizer bem-feito e com foco na sua carreira, isso faz o seu nome aparecer localmente, abre caminhos e oportunidades, e ainda pode ser um item a mais no seu currículo.
  7. Tenha uma fonte de renda adicional na família: Existem muitas possibilidades: aluguel de um imóvel, prestação de serviços, o salário de outro familiar, revenda de produtos, dividendos e tantos outros. Nenhum é fácil de obter, mas são fatores importantes de segurança profissional, e podem ser o pára-quedas necessário na hora do aperto. Na hora de escolher seus investimentos, considere este fator quando for definir seu mix.
  8. Produza, mas também fique atento às suas atitudes no trabalho: na hora fatídica em que seu superior for chamado a reduzir em 25% a sua força de trabalho, ele não vai considerar apenas a produção de cada um, ou o quanto é importante a tarefa que cada um desempenha. Se ele for bom nisso, ele vai parar para pensar na qualidade da interação do grupo após a saída dos demais, e aí são as atitudes e a forma de se relacionar com os colegas que contam. Não é necessário se destacar como um líder, mas você deve evitar ser apagado ou detestado.
  9. Invista em uma carreira paralela: e, se possível, autônoma. Existem muitos cursos e práticas que você pode buscar para aprender a atuar profissionalmente e de forma independente da empresa que lhe emprega. Mas, faça o que fizer, não permita que a empresa o veja como um potencial concorrente, nem misture os dois mundos – o da sua “carreira solo” e o da empresa -, senão o feitiço pode acabar se voltando contra o feiticeiro, e a sua busca por segurança em uma eventual demissão pode acabar se transformando na causa dela.

  10. Cuidado com o medo: o medo da demissão às vezes leva o profissional a tomar as decisões erradas. Cautela sempre é bom, mas você precisa saber calcular riscos e assumir responsabilidades. Quem lidera precisa fazer muitas escolhas, mas quem atua em equipe também faz as suas. Esquivar-se delas, fugir à responsabilidade e buscar apenas as alternativas isentas de risco torna você um integrante preferencial na lista dos que serão descartados em qualquer corte, pois sua ausência fará pouca diferença ou falta. É melhor correr um pouco mais de riscos, bem calculados, e assim poder ser visto como peça-chave.

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Como fazer uma faxina de emergência

Não há desculpa para uma casa suja, mas uma casa bagunçada talvez possa ser compreendida, vez ou outra. Mas se a sua casa está desorganizada e você acaba de descobrir que vai receber visitas em poucos minutos, talvez haja uma maneira de fazer com que as visitas nem mesmo percebam isso (se a casa estiver suja, aí a história muda bastante…) usando um pouco de planejamento operacional e ação imediata.

A Carla, fiel ao seu lema “Comida Quente, Cabeça Fria”, publicou o artigo “Limpando a casa rápidinho: uma faxina de emergência“, que trata exatamente disso: o que fazer se você tem só 3 minutos e não quer que as visitas (amigos, futuros clientes, parentes, parentes da namorada, etc.) percebam a bagunça?

Ou, como ela mesma diz, “como dar uma cara de arrumada pra sua casa sem fazer uma faxina completa. Não é a solução ideal, mas serve praqueles momentos em que você precisa deixar a casa bonitinha e não tem tempo.”

Resumindo o resumo dela: quando você tem menos de 10 minutos, não dá tempo de arrumar a casa de verdade, mas você não quer que as visitas-surpresa percebam a bagunça, eis o que priorizar:

  1. abrir as janelas e cortinas
  2. tirar de vista a tralha (se possível, reunindo em uma caixa, para depois ela não voltar para onde estava)
  3. concentrar-se na organização visível das áreas que a visita certamente vai ver: entrada, lavabo e sala de estar.
  4. para arrematar, não esquecer de pentear o cabelo, escovar os dentes e colocar uma roupa limpa.

Mas o melhor é manter tudo sempre arrumado – não para as visitas, mas sim para você mesmo!

Para dicas sobre como fazer uma faxina completa, leia o artigo anterior: Organização doméstica e a Galinha Temporal – Vencendo a bagunça, 20 minutos de cada vez

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Vídeo: Como dobrar lençol de elástico – com efetividade

Lençóis com elástico que se ajustam ao colchão são uma obra-prima da eficácia quando estão em uso, ficando bem presos no lugar, e razoavelmente esticados. Mas na hora de guardar, surge o problema: como dobrá-los?

Eu sempre soube que havia um jeito de fazer a dobra sem deixar os cantos amassados e sem calombos devidos ao elástico – afinal, quando compramos o lençol, ele vem dobrado bem esticado e liso. Mas eu não sabia como fazer, até a hora de ter de fazer minha mudança, na semana passada – a ocasião pedia um pouco mais de organização no guarda-roupas, e resolvi pesquisar.

E nem foi difícil: a primeira visita ao Youtube já levou ao vídeo abaixo:



Como dobrar lençol de elástico

Eu nunca assisti ao programa da Ana Maria Braga na TV, mas o trecho acima teria valido a pena: dobrar lençol de elástico é tão simples, desde que saibamos o truque apresentado pela entrevistada.

E já que estamos em vídeos de organização doméstica, vamos a um bônus. Veja que dica interessante: como dobrar sacolinhas de supermercado para que elas ocupem o mínimo de espaço:



Como dobrar sacolas de supermercado

Eu deixo na minha gaveta de talheres umas 20 sacolas de supermercado dobradas desse jeito. Como é uma gaveta aberta com bastante freqüência, sempre dá de saber quando o estoque de sacolas (que eu reuso no cesto de lixo para materiais recicláveis) está baixo, e aí dobro mais algumas após a próxima visita ao supermercado. Em 5 minutos, dobro sacolas suficientes para 2 semanas de reuso.

Outra alternativa para manter organizados as sacolas plásticas é usar um puxa-saco feito com cano de PVC, ou este modelo decorativo DIY.

Leia também: Como tirar e dobrar uma camiseta em 10 segundos.

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Mudança de apartamento: como sobreviver, parte 2: o encaixotamento

Mudar de endereço pode ser um stress, mas fica mais fácil com uma boa preparação. Separei um conjunto de dicas para facilitar uma das tarefas mais essenciais de quem se muda: o encaixotamento e embalagem dos móveis, utensílios, roupas e todos os objetos do seu lar.

Eventualmente a empresa transportadora pode se encarregar de boa parte dessas tarefas, mas muitas vezes elas são feitas integralmente pelos próprios interessados. De uma forma ou de outra, parar para pensar a respeito antes de executar pode poupar muita dor de cabeça!

Vamos às dicas, abaixo.

» Leia o restante do artigo “Mudança de apartamento: como sobreviver, parte 2: o encaixotamento”

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Semana da tipografia

O blog vizinho Woww, do Sebastião e sua turma, promoveu recentemente uma semana temática dedicada à tipografia, a “Semana Tipográfica“, descrita assim: “A idéia da Semana Tipográfica não é apenas conceituar ou definir o termo tipografia propriamente dito, mas apresentar artigos relacionados ao tema que tragam algum conhecimento novo ao leigo que tenha interesse em melhorar seus trabalhos, utilidades e artigos aos designers que conhecem a importância dos tipos em seus projetos.”.

Eles começaram com o post “Tipografia com Efetividade“, trazendo uma seleção de artigos relacionados a tipografia já publicados aqui no Efetividade, tais como: “7 dicas simples de tipografia para melhorar o visual de seu blog ou de seus documentos” e “Fontes: conheça 10 alternativas originais para a Arial e a Helvetica“, entre outros.

A partir daí, seguiu-se uma série de artigos sobre o tema. Dê uma olhada:

  1. Tipografia com Efetividade
  2. Sites para baixar fontes e deixar sua coleção mais variada
  3. Anatomia das Fontes
  4. El Filete Porteño de Buenos Aires
  5. Como escolher a fonte certa
  6. Font Conference: a conferência das fontes
  7. Espacejamento, Entrelinhamento e Alinhamento
  8. TypeArt: arte feita com tipografia

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Mudança de apartamento: como sobreviver, parte 1

Mudanças podem ser oportunidades, mas geralmente também são grandes e custosos desafios. Algumas pessoas gostam, outras detestam, e boa parte delas concorda que 4 mudanças equivalem a um incêndio.

Mas, como quase tudo na vida, a mudança pode ficar muito mais fácil e prática se você planejar adequadamente, agir de modo eficiente no momento correto, e empregar as lições aprendidas anteriormente, seja por você mesmo ou por outros.

Estou em processo de mudar de apartamento na mesma cidade, algo que já fiz 4 ou 5 vezes anteriormente, e por isso já tive oportunidade de aprender minhas próprias lições, algumas das quais compartilho agora com vocês.

Você confere abaixo a parte 1, tratando sobre o planejamento, preparação e suporte à mudança. A segunda parte, com dicas específicas sobre o encaixotamento, sai ao longo da semana!

» Leia o restante do artigo “Mudança de apartamento: como sobreviver, parte 1”

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Efetividade.net em migração – e novo endereço (postal)

Mas não é de servidor (continuamos confortavelmente hospedados nos servidores da MediaTemple), e sim de casa: o meu escritório doméstico está sendo transferido para outro endereço, aqui mesmo em Floripa, mas mais amplo e perto da natureza (e também de frente para a UFSC – talvez ajude a inspirar um futuro mestrado).

A conexão à Internet já está instalada lá (os técnicos do Virtua me atenderam no dia seguinte ao da solicitação, nota 10), mas até eu ter todo o mínimo necessário (mesa, cadeira confortável, iluminação, fontes de cafeína) instalado direito, e ter tempo livre suficiente, ainda demora alguns dias.

Já deixei agendados os posts para os próximos dias (inclusive 2 sobre mudanças), então provavelmente vocês nem notarão nada de incomum no site, que estarei acompanhando a partir de um Eee com conexão de baixa velocidade, como tenho feito desde o final da semana passada.

Tenho pendentes as doações que preciso fazer para a Wikipédia e a Creative Commons, resultado da recente promoção do site, mas isso vai ter de ficar para depois de estar com tudo instalado, ok? Aí eu aviso. Creio que tenho vários e-mails pendentes sem responder a vocês, e conto desde já com a sua compreensão.

No mais, se você mora perto da UFSC e perceber uma nova rede sem fio com o ESSID “SaveFerris”, saiba que seremos vizinhos.

Fique ligado nos livros: Como fiz da última vez que me mudei, vou fazer um saldão de livros que não vão caber na nova estante. Alguns deles bem legais! Qualquer dia desses, publico a listagem e os preços por aqui, tem até 2 livros recentes de Drupal. Os que ninguém quiser, eu dôo para alguma biblioteca, depois.

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Trabalhe 4 Horas Por Semana: livro recomendado – mas com ressalvas

40 reais bem investidos: esse é o resumo da minha opinião sobre o livro “Trabalhe 4 Horas Por Semana“, de Timothy Ferris.


Tente ignorar o “fator auto-ajuda” da capa

Eu não simpatizo com a atitude que o autor adota em seu discurso, e nem mesmo estou interessado em colocar em prática literalmente a proposta dele. Mas eu li recentemente a versão em inglês, e já a havia recomendado a alguns amigos, por isso fiquei feliz ao descobrir na semana passada, meio por acaso, que já saiu uma edição traduzida (e desconheço a qualidade da tradução).

O Ferris realmente narra como ele abandonou uma rotina de expediente de 8 horas por dia e foi reduzindo até chegar a 4 horas por semana, vivendo uma vida com os mais variados agitos internacionais, sem deixar de investir na sua própria aposentadoria – embora não da forma e proporção usual.

As técnicas que ele descreve são muito mais adaptadas a quem – como ele – ganha em moeda forte e gasta em moedas menos valorizadas, e atua em uma economia suficientemente estável. Na prática, não acho que a maioria das técnicas sobre como gerar receita descritas por ele possam ser aplicadas por muita gente aqui no Brasil de hoje, embora algumas sejam interessantes e de fato aplicáveis.

Só que não é pelas técnicas que eu avaliei bem o livro. É pela reflexão que ele provoca. Eu já havia escrito por aqui, recentemente (no artigo “Você usa bem o tempo que o seu ganho de produtividade libera?“), sobre a minha atenção constante quanto a não se limitar a “trabalhar por trabalhar”.

Muitas vezes não faz sentido, sob o ponto de vista pessoal global (e não o do homo economicus), ganhar produtividade apenas para poder trabalhar mais. Para realmente valer a pena, você precisa ganhar algo com isso, e de preferência esse algo não deve se refletir *apenas* em um contracheque mais polpudo ou maior segurança no emprego.

Na ocasião, escrevi:

E creio que venho levando isso bem a sério: cada vez mais, venho aplicando em meu próprio benefício os ganhos de produtividade e eficiência que obtenho na minha “carreira solo”, mantendo bem clara a intenção de “tornar minha rotina mais agradável, com resultados que produzem os efeitos esperados, modificando o meu ambiente de forma positiva” – passando bem longe da cultura do “Karoshi”, termo japonês que significa “trabalhar até a morte” (no sentido literal, de morrer de tanto trabalhar), algo reconhecido juridicamente por lá desde a década de 1980, como visto num caso recente.

Isso corresponde também ao discurso moderno das negociações entre patrões e empregados: o aumento de eficiência alcançado pelos trabalhadores, com o seu aprendizado, adaptação a formas mais avançadas de automação, metodologias da qualidade, etc. não deve reverter *apenas* em benefício do empregador: uma parcela deve ser distribuída aos funcionários também, a título justamente de “ganhos de produtividade”.

E a primeira metade do livro do Ferris trata justamente disso, com grande número de exemplos bem-sucedidos, e uma narração bem coesa sobre os passos que o autor empregou para lidar com a questão.

Não é preciso recorrer a conceitos abstratos: mesmo relações bastante concretas, como o conceito de eficiência, ou o da produtividade, permitem verificar claramente que a meta não deve ser simplesmente trabalhar mais, e sim produzir um resultado mais valioso. Transformar uma parte deste resultado em melhoria palpável da qualidade de vida pode ser o fruto de uma decisão sua, se você realmente acreditar que isso não é algo reservado ou al cance apenas dos outros: todos os dias, alguém com um emprego como o seu, ou como o meu toma este tipo de decisão e passa a viver melhor.

E não precisa ser nenhuma viagem de 6 meses às Bahamas: mesmo a realização concreta de fazer o que for necessário para passar a tirar 2h por dia para ir à academia, ver um bom filme, fazer um curso, conviver com a família ou surfar podem mudar a sua vida para melhor. Não precisamos de Tim Ferris para nos lembrar disso, mas a reflexão que ele provoca pode ajudar a tomar a decisão certa mais cedo. E essa entrevista recente com ele pode ajudar você a entender melhor a idéia.

Assim como no caso do livro A arte de fazer acontecer, de David Allen, que forma a base do que se conhece como método GTD de produtividade pessoal, a minha opinião é que o maior valor do livro é a reflexão que provoca, e não as técnicas que apresenta.

Para mim valeu a pena, e “Trabalhe 4 Horas Por Semana” foi uma leitura bem leve e fácil, e uma das mais interessantes do ano até agora. Recomendo, embora com as ressalvas acima.

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Economia doméstica: Está sobrando mês no fim do salário?

Gustavo Cerbasi, autor do livro Investimentos inteligentes – que eu li recentemente, gostei e recomendei – é também autor de uma dica interessante que está circulando por e-mail, sobre a percepção de que falta dinheiro, e maneiras de tentar mudar isso.

O Daniel Oliveira, vizinho ali do blog Torradeira.net, me encaminhou o texto, com a sugestão de que poderia ser do interesse dos leitores do Efetividade. Eu li e concordei, embora goste de manter estoques reguladores na despensa de casa, ao contrário do que o autor recomenda. Segue o texto na íntegra!

Será mesmo que falta dinheiro?
Por Gustavo Cerbasi

Depois de anos orientando centenas de famílias sobre o bom uso do dinheiro, cheguei a uma conclusão: a renda mensal da maioria dos brasileiros é suficiente para manter seu padrão de vida. Mesmo assim, a grande parte das pessoas das classes B, C e D está endividada.

Curiosamente, o dinheiro que falta na conta não foi verdadeiramente consumido. Em geral, costuma estar parado em algum tipo de estoque do endividado. Se você está entre os que de vez em quando entram no vermelho, faça uma experiência. Estime quantos reais existem parados em produtos na dispensa de sua cozinha. Some esse valor aos reais que estão parados no tanque de combustível de seu carro. Vá até seu guarda-roupa: quantas peças de roupas você nunca usou?Quanto elas custaram? E o que dizer de livros não lidos, DVDs não assistidos, eletrodomésticos nunca utilizados?

“Se você quer gastar menos, compre para usar, não para ter.”

Temos no Brasil o hábito de comprar para ter, e não para usar. Aprendemos a estocar nos tempos de infl ação, mas a atual inflação não justifica esse comportamento! Se tivéssemos o costume de comprar com mais freqüência e em quantidades menores, estaríamos fazendo um favor para nosso bolso, evitando entrar no vermelho, e para o comércio, diminuindo a sazonalidade das vendas.

Outro importante hábito a ser conquistado é dar mais qualidade a nosso consumo. Pensar duas, três, quatro vezes antes de adquirir aquele item dos sonhos. Que tal entrar em um leilão virtual e vender aquela batedeira que você só usou uma vez? Em minha estatística pessoal, os aparatos campeões de ócio costumam ser cafeteiras, enciclopédias, kits para churrasco e as maravilhosas peças de decoração que ganhamos no casamento e que não cabem na cristaleira da sala. Que tal se desfazer dos estoques e dar um fôlego no orçamento, ou então usar o recurso da venda para se presentear com uma viagem?

A regra básica para enriquecer é gastar menos do que se ganha e investir com qualidade a diferença. Perceba que a regra começa com o verbo gastar. Gaste, portanto, com mais qualidade, para gastar menos.

Aproveite e leia também:

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