Archive for March, 2008

Negócio próprio: risco, planejamento e sucesso

Ricardo Pereira está iniciando uma nova série de artigos no blog Dinheirama, com um tema que pode agradar a muitos de vocês: o empreendedorismo e o sonho de montar um negócio próprio.

Selecionei um trecho do artigo inicial para dar uma idéia do que está por vir:

Oportunidades + Inovação + Planejamento = Sucesso
Correr risco faz parte da caminhada rumo ao sucesso. Com boa dose de planejamento, a realidade pode ser muito favorável, especialmente se levarmos em conta nosso atual ambiente econômico de estabilidade financeira.

É comum associar empreendimento ao risco. Risco esse que muitas vezes não encontra merecida atenção na criação cultural do brasileiro. Lidamos muito mal com a frustração e com as chances de ver projetos pessoais dando errado. Ouso dizer que, no aspecto cultural, o Brasil ainda é muito fraco na educação de empreendedores. A boa notícia é que, ano após ano, estamos melhorando.

O bom empreendedor é aquele que descobre oportunidades e, através da inovação e planejamento, organiza um sistema capaz de criar, produzir e distribuir um produto/serviço de qualidade, mas sempre com lucro e reinvestimento na empresa. Por incrível que pareça, essa nem sempre é a visão compartilhada por todos que aspiram posições de destaque como donos de seu próprio nariz. Você é assim?

Os artigos serão quinzenais, e já trazem a advertência: “não espere encontrar fórmulas ou conceitos “enlatados”. Como sempre, questões serão levantadas, assuntos serão debatidos, discussões serão incentivadas. Os resultados virão com o esforço pessoal e comprometimento.”

Recomendo a leitura! Veja o artigo inicial em Risco, planejamento e sucesso do próprio negócio.

Leia também:

Rede sem fio: como aumentar o alcance

Como emagrecer de verdade

Acordar mais cedo: como criar o hábito

Organização de cabos e badulaques digitais: solução do Efetividade.net é destaque no Top 10 do Lifehacker

O Lifehacker andou revisitando o tema de organização de cabos e conectores, e preparou um top 10 de soluções nesta área.

E adivinha quem foi incluído no primeiro lugar da lista? Isso mesmo, a minha solução de R$ 20 que sumiu com praticamente todos os cabos da superfície da minha mesa de trabalho.


Os cabos sumiram!

A minha solução abrigou em um local aberto e arejado, mas longe dos olhos (embora perto do coração!) o HD externo, o hub USB, as fontes de alimentação, o cabo do monitor externo, os cabos de força e parte dos cabos de áudio, além de deixar espaço para o ponto de acesso de rede sem fio, caso eu queira no futuro trazê-lo para este lado da casa. Tudo isto sem furar a mesa, nem usar adesivos ou colas. Reveja os detalhes e adapte-os às suas necessidades!

O que o Lifehacker incluiu nos seus “Top 10 Ways to Get Cables Under Control” foi a versão em inglês do meu artigo, que já havia aparecido por lá anteriormente no artigo “Go cordless with clamps“.

Como você organiza os cabos e componentes de sua mesa de trabalho? Compartilhe suas dicas nos comentários!

Mais dicas para ser um bom ouvinte

Há duas semanas escrevi brevemente sobre como aprender a ser um bom ouvinte, e dois dos fatores mencionados estão mais ligados à impressão que você passa ao seu interlocutor: permitir-se prestar atenção, e demonstrar esta atenção.

Saber ouvir é um requisito essencial para ser um líder melhor e também para interagir com equipes e colaboradores. Em conexão com isso, hoje li um artigo com dicas para entrevistas, e ao mesmo tempo em que ele me impressionou negativamente para uso em entrevistas de verdade, notei que ele inclui algumas dicas bastante práticas para a arte de demonstrar que você está prestando atenção no seu interlocutor.

As dicas começam desde o início do contato - o aperto de mãos firme e a saudação ativa - até dicas sobre como dar início à conversação (na fase que os profissionais chamam de “rapport” - geralmente ainda antes de entrar no assunto que realmente é o motivo do contato). Selecionei quatro, e convido vocês a complementarem nos comentários:

  • Comece com o pé direito, desligando o monitor, fechando a porta, e - se possível - mostrando que você se preparou para a conversa, deixando claro que leu algum relatório ou pesquisou algo a respeito para poupar o tempo do interlocutor. Mas não dê a impressão de que você não quer que ele apresente um histórico completo dos fatos mesmo assim.
  • Concentre-se na conversa, especialmente na sua própria fala. Cuide do tom e da cadência. Evite jargões que não sejam dominados pelo seu interlocutor. Dê atenção à gramática.
  • Use o nome do interlocutor. Mencione com freqüência o nome de quem estiver falando com você, mas sem forçar a barra. Você já conversou com um vendedor que foi treinado para usar esta técnica? Soa artificialíssimo, e isso é tudo que você não deseja. O ponto é não permitir que uma conversa pessoal pareça impessoal - não é tentar fazer com que um discurso impessoal pareça pessoal.
  • Indique claramente que está ouvindo com atenção. Busque e mantenha o contato dos olhos, dê liberdade à sua expressão facial, gesticule entendimento movimentando a face e a cabeça, e - sem interromper! - faça perguntas sobre detalhes do que foi dito, ou cite brevemente em suas respostas algumas frases mencionadas pelo interlocutor, para que ele saiba que você estava mesmo ouvindo.

E se você quiser ver dicas específicas para entrevistas, leia também:

Firefox: como aproveitar melhor o espaço disponível na sua tela

Que tal melhorar o aproveitamento do espaço disponível em sua tela na hora de navegar na web?

Desde que eu coloquei as mão em um Eee PC (com sua diminuta tela de 800×480 pixels) pela primeira vez, passei a notar que as barras de ferramentas, funções, tabs, bookmarks e status do Firefox ocupam um espação. No caso do Eee, este espaço faz muita falta, e vale muito o esforço de configurar o navegador para aproveitar melhor o território disponível. Mas depois que fiz isto no Eee, notei que no caso do meu desktop também faz sentido deixar mais espaço para o conteúdo, parando de exibir controles e barras que eu raramente uso.

Uma das minhas primeiras atitudes na economia de área de controle do Firefox foi instalar a extensão Compact Menu 2, que conheci por intermédio deste artigo do Linux.com. Ela “encolhe” a barra de menus, transformando-a em um único botão que exibe o menu principal na forma de um menu drop down, como o da imagem acima. com isso, todo o restante da barra de menu passa a estar disponível para mover o conteúdo da barra de bookmarks, ou mesmo os controles de navegação (voltar, recarregar, etc.) - e assim é possível desativar estas outras barras sem perder as funcionalidades dela.

A imagem acima, do EeeUser, mostra como fica a barra misturando diversos itens. Eles preferem a extensão Tiny Menu, e na tela acima (a largura original são os 800px da tela do Eee) vemos uma barra unificada contendo o menu, os comandos de navegação, a barra de endereços e a barra de buscas, tudo em uma única linha.

Quando for testar, aproveite e já instale a extensão Stop-or-Reload, que passa a compartilhar um mesmo botão para estas duas operações, mais ou menos como o Opera faz. Eu também tentei instalar o tema Minifox, mas me senti meio claustrofóbico e desativei. Existe um limite em que a economia de espaço passa a exagerar no desconforto.

No caso específico do Eee, onde a tela realmente exige sacrifícios, eu me acostumei a usar também a extensão Fullerscreen, que torna ainda melhor o aproveitamento da tela quando você ativa o modo tela cheia (tecla F11). Outra dica que eu aproveitei foi reduzir as fontes das aplicações Gtk, que vale instantaneamente para o Firefox, o Pidgin e vários outros programas.

Muitas destas dicas podem ser encontradas nos artigos Creating more screen space in Firefox e Maximizing screen space. Parte é específica do Eee, e outra parte é genérica. Aproveite!

Especialização EaD via Internet: vale a pena?

Tenho visto cada vez mais ofertas de cursos de pós-graduação via Internet, usando as técnicas de Educação a Distância.

A banda larga é uma realidade cada vez mais presente, em alguns mercados de trabalho a especialização está praticamente virando requisito essencial (e não mais apenas um diferencial), e todos temos cada vez menos tempo para estudar - daí decorre o interesse cada vez maior nesta alternativa, e o natural incremento na oferta.

E este é um assunto sobre o qual eu tenho condições de falar com relativo conhecimento de causa, pois minha primeira pós-graduação foi realizada via internet, completamente à distância, exceto em 3 encontros presenciais para avaliação individual dos alunos. E eu posso dizer: gostei bastante. Fiz esta pós em um ano em que não teria tido tempo para estudar presencialmente, mesmo que fossem encontros quinzenais em finais de semana, como também é comum. Estudei e assisti aulas em feriados, madrugadas, viagens a serviço e durante intermináveis plantões, paguei relativamente barato, tive interação com a turma, me incomodei muito pouco durante o curso e obtive um título numa área que me interessava bastante.

Vários amigos e colegas de trabalho estudam a distância também, e compartilham minha opinião sobre as vantagens. Hoje estou fazendo uma pós presencial em outra área, e em muitos sábados de sol a minha mente vagueia em direção a um mesmo pensamento: “ah se essa pós fosse a distância também!”. Mas claro que deve haver desvantagens também, por isso quero perguntar a vocês: quem já experimentou uma pós (ou mesmo uma graduação) a distância? Quem está planejando? Qual sua opinião sobre os prós e contras?

O que me motivou a escrever este artigo foi um interessante release que recebi sobre as pós-graduações EaD oferecidas pelo SENAC, com cursos que parecem ter sido escolhidos a dedo pela especificidade e potencial de empregabilidade: educação ambiental, gestão educacional, artes visuais, gestão da segurança de alimentos e educação a distância. Este último curso (recursivo: um curso EaD sobre EaD) foi o que me chamou mais a atenção, já que estou justamente envolvido em uma seleção de profissionais para trabalhar em EaD e percebo a carência de profissionais com formação específica - muito mais gente deve estar percebendo…

A interface web dos cursos parece ser bem mais natural da que eu conheci na pós que cursei, mas infelizmente não dá de explorá-la a fundo sem ser aluno. Mas pelo que conheço do SENAC, ele tem alguns diferenciais importantes em relação a outras instituições que oferecem cursos a distância, especialmente a capilaridade - essencial para os encontros presenciais. O curso que eu fiz em outra instituição exigia que o aluno fosse a Brasília, São Paulo ou Florianópolis para os encontros presenciais,e no caso do SENAC é possível escolher entre 20 cidades diferentes para os 3 encontros de cada curso, segundo o release. O SENAC também tem boa experiência acumulada de ensino, e consta que a qualidade do material e dos tutores disponíveis é superior - mas só experimentando para ter certeza.

Alunos das pós EaD do SENAC (ou de outras instituições) estão mais do que convidados a compartilhar suas opiniões e experiências sobre os cursos.

Quero aproveitar para compartilhar uma curiosidade com vocês: este post que você está lendo nasceu como um publieditorial, mas mais uma vez (esta é a terceira, só no Efetividade) eu percebi que o assunto proposto era uma pauta interessante para o site, e aí naturalmente me recusei a comercializá-lo - virou cortesia, por ser de interesse mútuo. Mas um dia eu chego lá, cedo ou tarde ainda vou publicar um publieditorial por aqui!