Gerenciamento de Projetos: como iniciar uma carreira de sucesso
Como iniciar uma carreira de sucesso em Gerenciamento de Projetos? Esta é uma área em ascensão, como demonstram os inúmeros cursos, especializações, certificações, eventos e publicações na área em anos recentes.

E ninguém melhor para falar sobre sucesso em uma carreira do que uma pessoa que chegou lá. É o caso do Ricardo Vargas, autor conhecido no âmbito do Gerenciamento de Projetos no Brasil, e que é "Especialista em planejamento, gestão e controle de projetos. Foi, nos últimos dez anos, responsável por mais de 30 projetos de grande porte no Brasil, coordenando uma equipe de mais de 500 profissionais de gerenciamento de projetos nas áreas de telecomunicações, informática, finanças e energia, com um portfólio de investimentos superior a 5 bilhões de dólares."
Em mais um de seus podcasts sobre gerenciamento de projetos (tema constante de artigos aqui do Efetividade), desta vez Vargas escolheu um tema que me interessou bastante: conselhos dedicados a quem está começando sua carreira na área, frisando que se trata de um apanhado de opiniões, e não de um tratado sobre o que é certo ou errado na carreira de cada um.
Ele começa elencando o que considera como os fatores clássicos de sucesso em gerenciamento de projetos: entender o que é projeto e o que está acontecendo na área de projetos, e especialmente entender que projeto está relacionado a investimento, a novos negócios, a desafios, a trabalhos não-rotineiros.
Para Vargas, os pilares de uma carreira sólida na área são três: desenvolvimento profissional com experiência internacional (mesmo que seja participação em congressos e cursos) + certificação; relacionamento e networking; e a experiência, mesmo que começando por baixo - ele frisa que às vezes vale a pena até mesmo aceitar determinados projetos sem lucro financeiro para si, para adquirir a experiência e até para enriquecer o currículo.
Se ele tivesse que reiniciar sua carreira na área hoje, eis o que ele priorizaria:
- Treinamento formal - MBA, especialização ou outra pós-graduação em gerenciamento de projetos, curso específico, curso de férias fora do país, ou o que estiver ao alcance. Pensar globalmente, mesmo que só possa agir localmente. Vale muito para o currículo, e agrega à experiência.
- Certificação: Ele começaria por obter a qualificação necessária para poder buscar a certificação PMP, do PMI, que é o que o mercado conhece e pede. Deixaria outras certificações que servem como diferencial (PRINCE2 e outras) para um segundo momento, como foi de fato o caso da carreira dele.
- Networking profissional: investiria muito no networking profissional, com um profile caprichado no LinkedIn (existe algum equivalente nacional tão bem aceito?), participando ativamente nos fóruns e listas de discussão, indo a congressos sem esquecer de trocar cartões e apertar mãos.
- Idiomas: para ele, é fundamental aprender e dominar outro idioma, preferencialmente o inglês, que é básico. Outros idiomas são diferenciais.
Ele deu ainda uma dica: procurar entrar como voluntário em organizações voltadas ao gerenciamento de projetos, como o PMI, porque é uma grande oportunidade de agregar conhecimento, experiência e enriquecer o networking.
Ele termina lembrando que conselho se fosse bom seria vendido, e não dado, mas estes são os conselhos que ele pode compartilhar conosco. Eu gostei, e recomendo!
Para saber mais, consulte a a área de podcasts do site do Ricardo Vargas, ou ouça diretamente a minha cópia (autorizada) em MP3.
E o Ricardo vargas pode ajudar o seu início de carreira ;-)
Para aqueles que querem ir se adiantando, e não fazem questão de sempre contar com a ortodoxia das literaturas disponibilizadas pelo próprio PMI, sugiro 2 livros que eu li e venho recomendando a colegas que estão ingressando em ambientes orientados a projetos, ambos de autoria do mesmo Ricardo Vargas que nos forneceu o tema do artigo que você está lendo.
Gerenciamento de Projetos: Estabelecendo Diferenciais Competitivos, 6a. edição: é um "livrão", em formato típico de material escolar (bastante apropriado) que em suas 276 páginas apresenta um panorama geral (e bem prático) do gerenciamento de projetos. Vai desde os conceitos até a aplicação, bom como primeiro livro ou material introdutório.
Manual Prático do Plano de Projeto, 3a. edição: também em formato grande, traz em suas 232 páginas os modelos de documentos de projetos, desde o termo de abertura ("project charter") até o término dos processos previstos no PMBOK. Além de trazer os modelos, ele traz ainda exemplos de preenchimento para um projeto fictício, e inclui um CD-ROM com os arquivos correspondentes. Não é um bom primeiro livro, porque as explicações e conceitos são bem mais superficiais, mas pode ajudar bastante na prática dos projetos.
Procure ambos na biblioteca ou na sua livraria preferida, folheie e verifique se vale a pena comprar. Eu comprei o primeiro, e estou considerando seriamente comprar também o meu próprio exemplar do segundo.
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Comentários arquivados
Comentário de Marcelo em 04/06/2008 às 15:06:45
Comentário de Associação Comunitária do Setor Madre Germana 1 em 15/06/2008 às 20:15:15
Comentário de Aline em 25/08/2008 às 17:55:56
Comentário de Maurício em 02/06/2009 às 11:48:42
Comentário de Lucas em 05/09/2009 às 16:11:48
Comentário de marcos vinicius em 09/09/2009 às 13:34:52
Comentário de airton dos santos em 14/12/2009 às 13:40:03
Comentário de Melina em 03/02/2012 às 12:38:54
Comentário de Laís Hellú Silva em 16/02/2012 às 12:54:44
Comentário de Micael em 28/03/2008 às 16:27:35
Comentário de Ruan Carvalho em 29/03/2008 às 11:59:48
Comentário de Katya Rodrigues em 30/03/2008 às 01:37:30
Comentário de Daniel em 01/04/2008 às 10:12:17
Comentário de luiz em 02/04/2008 às 02:47:25
Comentário de Claudio Silva em 02/04/2008 às 08:45:00
Comentário de LAdyKAfka em 03/04/2008 às 13:28:37
Comentário de Ig-r em 05/04/2008 às 13:37:20
Comentário de Rovilson jose da silva em 14/04/2008 às 20:29:21
Comentário de Thiago Luiz Torquato em 15/04/2008 às 18:03:05
Comentário de ANA VALESKA!!! em 15/04/2008 às 19:44:50