Archive for March, 2008

Gerenciamento de Projetos: como iniciar uma carreira de sucesso

Como iniciar uma carreira de sucesso em Gerenciamento de Projetos? Esta é uma área em ascensão, como demonstram os inúmeros cursos, especializações, certificações, eventos e publicações na área em anos recentes.

E ninguém melhor para falar sobre sucesso em uma carreira do que uma pessoa que chegou lá. É o caso do Ricardo Vargas, autor conhecido no âmbito do Gerenciamento de Projetos no Brasil, e que é “Especialista em planejamento, gestão e controle de projetos. Foi, nos últimos dez anos, responsável por mais de 30 projetos de grande porte no Brasil, coordenando uma equipe de mais de 500 profissionais de gerenciamento de projetos nas áreas de telecomunicações, informática, finanças e energia, com um portfólio de investimentos superior a 5 bilhões de dólares.”

Em mais um de seus podcasts sobre gerenciamento de projetos (tema constante de artigos aqui do Efetividade), desta vez Vargas escolheu um tema que me interessou bastante: conselhos dedicados a quem está começando sua carreira na área, frisando que se trata de um apanhado de opiniões, e não de um tratado sobre o que é certo ou errado na carreira de cada um.

Ele começa elencando o que considera como os fatores clássicos de sucesso em gerenciamento de projetos: entender o que é projeto e o que está acontecendo na área de projetos, e especialmente entender que projeto está relacionado a investimento, a novos negócios, a desafios, a trabalhos não-rotineiros.

Para Vargas, os pilares de uma carreira sólida na área são três: desenvolvimento profissional com experiência internacional (mesmo que seja participação em congressos e cursos) + certificação; relacionamento e networking; e a experiência, mesmo que começando por baixo – ele frisa que às vezes vale a pena até mesmo aceitar determinados projetos sem lucro financeiro para si, para adquirir a experiência e até para enriquecer o currículo.

Se ele tivesse que reiniciar sua carreira na área hoje, eis o que ele priorizaria:

  • Treinamento formal – MBA, especialização ou outra pós-graduação em gerenciamento de projetos, curso específico, curso de férias fora do país, ou o que estiver ao alcance. Pensar globalmente, mesmo que só possa agir localmente. Vale muito para o currículo, e agrega à experiência.
  • Certificação: Ele começaria por obter a qualificação necessária para poder buscar a certificação PMP, do PMI, que é o que o mercado conhece e pede. Deixaria outras certificações que servem como diferencial (PRINCE2 e outras) para um segundo momento, como foi de fato o caso da carreira dele.
  • Networking profissional: investiria muito no networking profissional, com um profile caprichado no LinkedIn (existe algum equivalente nacional tão bem aceito?), participando ativamente nos fóruns e listas de discussão, indo a congressos sem esquecer de trocar cartões e apertar mãos.
  • Idiomas: para ele, é fundamental aprender e dominar outro idioma, preferencialmente o inglês, que é básico. Outros idiomas são diferenciais.

Ele deu ainda uma dica: procurar entrar como voluntário em organizações voltadas ao gerenciamento de projetos, como o PMI, porque é uma grande oportunidade de agregar conhecimento, experiência e enriquecer o networking.

Ele termina lembrando que conselho se fosse bom seria vendido, e não dado, mas estes são os conselhos que ele pode compartilhar conosco. Eu gostei, e recomendo!

Para saber mais, consulte a a área de podcasts do site do Ricardo Vargas, ou ouça diretamente a minha cópia (autorizada) em MP3.

E o Ricardo vargas pode ajudar o seu início de carreira ;-)

Para aqueles que querem ir se adiantando, e não fazem questão de sempre contar com a ortodoxia das literaturas disponibilizadas pelo próprio PMI, sugiro 2 livros que eu li e venho recomendando a colegas que estão ingressando em ambientes orientados a projetos, ambos de autoria do mesmo Ricardo Vargas que nos forneceu o tema do artigo que você está lendo.

Gerenciamento de Projetos: Estabelecendo Diferenciais Competitivos, 6a. edição: é um “livrão”, em formato típico de material escolar (bastante apropriado) que em suas 276 páginas apresenta um panorama geral (e bem prático) do gerenciamento de projetos. Vai desde os conceitos até a aplicação, bom como primeiro livro ou material introdutório.

Manual Prático do Plano de Projeto, 3a. edição: também em formato grande, traz em suas 232 páginas os modelos de documentos de projetos, desde o termo de abertura (“project charter”) até o término dos processos previstos no PMBOK. Além de trazer os modelos, ele traz ainda exemplos de preenchimento para um projeto fictício, e inclui um CD-ROM com os arquivos correspondentes. Não é um bom primeiro livro, porque as explicações e conceitos são bem mais superficiais, mas pode ajudar bastante na prática dos projetos.

Procure ambos na biblioteca ou na sua livraria preferida, folheie e verifique se vale a pena comprar. Eu comprei o primeiro, e estou considerando seriamente comprar também o meu próprio exemplar do segundo.

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Escolhendo um pen drive ou HD externo

Enquanto conversava com o Marco André sobre a cobertura da Bossa Conference que ele estava fazendo para o BR-Linux, fiquei sabendo da perda do pen drive dele, e de como ele acabou encontrando uma solução para vários problemas a partir deste pequeno infortúnio.

Perder pen drives é cada vez mais comum, conforme estes aparelhinhos se tornam mais onipresentes. Eles estão cada vez mais baratos, mas os dados armazenados neles podem ser o problema – tanto por perdermos acesso a eles, quanto pelo risco que pode representar eles serem encontrados por outras pessoas.

Pedi para o Marco relatar brevemente a solução que ele encontrou (que não passa pela questão dos dados), porque resolve junto outro problema: o da leitura de cartões de memória de câmeras digitais. Ao final, acrescento também a minha própria solução para os problemas que ele apontou.

Mas tudo isso é pretexto para perguntar a vocês: como vocês selecionam suas soluções de armazenamento portátil de arquivos? O modelo de pen drive, card drive, hd externo, etc. que você usa atende bem? Compartilhe suas recomendações conosco nos comentários!

Segue o texto do Marco André:

Depois que perdi meu pendrive de 2 GB na minha última viagem, fiquei pensando sobre qual modelo iria comprar. Juntei a isso a dificuldade que já encontrei de descarregar as fotos de algumas máquinas fotográficas digitais e pensei numa solução que resolveria os dois problemas de uma vez: comprar um leitor de cartões e um cartão com o tamanho equivalente ao meu antigo pendrive.

Pesquisando um pouco, encontrei alguns modelos de leitores de cartão com o tamanho e formato de pendrive, exatamente o que eu procurava. Encontrei também leitores maiores e que liam diversos tipos de cartão. No meu caso, no entanto, bastava que o leitor fosse compatível com os padrões SD e MMC, comuns à maioria das máquinas digitais que eu tenho contato, como as da Canon e Sony. O cartão escolhido foi um SD de 2 GB, já que eu posso usá-lo também na minha Canon A530 e no Palm.

Como me disseram que existem casos de incompatibilidade entre cartões de mais de 2 GB com algumas máquinas digitais, preferi não arriscar. Decididos os modelos, fui às compras. Pesquisei rapidamente em cerca de oito lojas, e a diferença de preços foi grande. Consegui comprar o leitor por R$ 20,00 e o cartão de 2 GB por R$ 50,00. Como economizei algum dinheiro, acabei comprando também um mini hub USB de quatro portas, também por R$ 20,00.

No final, obtive o equivalente a um pendrive de 2 GB por R$ 70,00 e ainda posso descarregar as fotos das câmeras tanto no Windows como no Linux sem ter que instalar drivers ou fazer configurações. Além disso, numa emergência, posso usar o cartão ma máquina pra gravar dados, ou o cartão de 2 GB para gravar fotos e vídeos.

Como desvantagem, posso citar que o leitor não possui cordão para o pendurar, o que torna mais fácil perdê-lo. Além disso, possui duas tampas móveis, uma para proteger o cartão e outra o conector USB, o que possibilita a perda das tampas. Uma dica é procurar por leitores que resolvam esses pequenos problemas.

Resumo:

  • O que foi feito: trocar o pendrive por um leitor de cartões e um cartão SD.
  • Quanto custou: R$ 70,00
  • Dificuldade: baixa, pois bastou comprar ambos e colocar o cartão no leitor
  • Vantagens: usar o leitor para baixar fotos, usar o cartão na máquina fotográfica
  • Desvantagens: facilidade em perder o pendrive ou as tampas do leitor

Pegado carona na história do Marco, já vou contar a minha escolha: é um pen drive Sandisk Cruzer Micro de 2GB, igual o da foto acima. Ele não tem tampa – aquela superfície branca na superfície lateral é uma chave que retrai ou expande o conector USB, protegendo-o quando não estiver em uso. Como ele tem a argola para chaveiro, eu o prendo à corrente do meu crachá, cujo porte é obrigatório nas minhas atividades profissionais, e assim acabo garantindo que estou sempre com o pen drive à mão no trabalho, que é onde de fato tenho uso para ele.

Esse pendrive vem com o sistema U3, que eu acho um saco – drivers sendo instalados, ativados e dando conflitos a cada vez que insiro o pen drive em um micro rodando Windows para fazer alguma apresentação ou transferir algum artigo. Felizmente existem maneiras de desinstalar o U3, e aí ele passa a ser um pen drive normal – e com a ajuda dos PortableApps, o objetivo principal do U3 continua sendo atingido.

E você? Que pen drive ou HD externo tem usado recentemente? Recomenda?

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Entrevista de emprego: 10 erros que você pode evitar

Entrevistas de emprego são um tema que me atrai bastante a atenção – tanto a arte de aplicá-las, quanto as técnicas para resistir a maus entrevistadores. O Marco André me enviou estes dias o link para o artigo “Site lista os piores erros em entrevistas de emprego” e isso me fez pensar em um complemento para a série de artigos sobre entrevistas de emprego que já publiquei por aqui.

Antes de prosseguir, recomendo a leitura do link acima. Você consegue imaginar um candidato atender o celular durante a entrevista, e pedir para o entrevistador sair um minutinho da sala porque ele precisa de privacidade? E um candidato que puxou a descarga do banheiro durante uma conversa pelo telefone com o entrevistador? Casos como este constam na lista que o Terra publicou, e são bastante divertidos para quem não foi protagonista deles ;-)

Mas os erros que vamos listar hoje são menos pitorescos – e todos os dias alguém comete vários deles sem perceber. Vamos à lista:

  • Achar que a entrevista é só formalidade: eu já passei pela experiência de ter de deixar de fora um candidato que já considerava aprovado, pela análise do currículo e outras avaliações prévias, porque ele não levou a sério a entrevista. Outra situação comum é que um candidato que não se destacou muito nas fases preliminares pode brilhar na entrevista, alterando a ordem de classificação e garantindo a vaga – e aí o cidadão que tinha o melhor currículo mas não conseguiu mostrar tanto a sua aptidão na entrevista acaba indo para o banco de talentos.
  • Falar mal: do antigo emprego, do ex-chefe, da equipe atual, do governo, do time… Além de potencialmente mostrar um comportamento que os entrevistadores “tradicionais” costumam classificar negativamente (às vezes com razão), você corre o risco de ofender alguma sensibilidade pessoal do entrevistador – o que não deveria prejudicá-lo, mas na prática é um risco sério a considerar.
  • Não fazer a lição de casa: é essencial chegar para a entrevista sabendo tudo que estiver ao seu alcance sobre a natureza das atividades da empresa e da vaga, e continuar coletando dados no local da entrevista, até o momento em que ela começar – tudo o que você souber pode ajudá-lo a decidir que aspectos sobre você devem ser mostrados com mais destaque aos entrevistadores, para ajudar a convencê-lo de que você é o melhor para a vaga.
  • Dar muito espaço para a timidez ou a modéstia: não exagere no seu “show de talentos” para os entrevistadores, mas também não se feche em copas: você precisa mostrar o que o seu currículo não diz, além de confirmar o que ele diz.
  • Tagarelar: uma entrevista bem-sucedida pode ser bastante parecida com um bate-papo, mas este bate-papo precisa ser conduzido pelo entrevistador. Você pode exibir sua iniciativa e seu talento de comunicador, mas tanto quanto possível faça isso respondendo as perguntas.
  • Acelerar o seu lado: em algumas entrevistas existe abertura para o candidato perguntar sobre salário, plano de carreira, horários, benefícios… Mas tenha sensibilidade, e não coloque estes assuntos na frente dos interesses do entrevistador: durante a entrevista, o seu principal interesse é garantir que os interesses dele sejam satisfeitos! Mas fazer perguntas é bom: não esqueça de estar preparado para fazer algumas sobre a natureza da atividade, da equipe, ou do mercado. De preferência, faça-as antes de perguntar dos assuntos que o interessam pessoalmente.
  • Desânimo: Não apareça com cara de “mais uma entrevista de uma longa série em que fui rejeitado”. Capriche na educação, na empatia, e na atenção – inclusive com os demais candidatos, sempre pode haver alguém observando. Eu, como entrevistador, sempre faço questão de passar algum tempo na sala de espera.
  • Não estar preparado para as perguntas mais comuns: entrevistas “tradicionais” seguem um script conhecido, que você deve conhecer. Responder “errado” em alguma das desagradáveis pegadinhas padronizadas é uma razão tola para perder a vaga. Leia: Entrevista de emprego: perguntas e como responder e Entrevista de emprego: perguntas e como responder – parte 2 – e nunca mais tenha dúvida na hora de responder o que você não gostava no seu emprego anterior!
  • Respostas decoradas: este é o reverso da medalha do erro acima. Suas respostas têm que ser verdadeiras e precisam parecer espontâneas. Além de não achar que a entrevista é só formalidade, você também não pode achar que ela é um teatrinho em que “eles fingem que perguntam e eu finjo que respondo”.
  • Mentir: além de moralmente errado, não vale o risco. Ser descoberto, mesmo na mentirinha mais inocente, geralmente é suficiente até mesmo para remover a sua ficha do banco de talentos, ou marcá-la como indisponível para processos seletivos futuros.

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Wordpress 2.5: o que muda no banco de dados

Uma dica rápida, que interessa principalmente para quem desenvolve seus próprios plugins, add-ons, temas e gambiarras para o Wordpress: o Weblog Tools Collection informa que teremos mudanças em diversas tabelas “populares” em scripts e plugins, no Wordpress 2.5.

E as mudanças nos tipos dos campos podem comprometer o bom funcionamento do código que você mesmo tenha escrito, e que dependa das definições do 2.3. Não é o fim do mundo – mudanças na estrutura de dados são comuns, ainda mais entre versões de maior nível. Mas o homem prevenido vale por dois, então sugiro que você verifique desde já nos códigos de sua própria autoria, e já se prepare para adaptá-los para o upgrade.

As tabelas com alterações de formatos de campos incluem: comments, links, options e posts. A tabela term_relationships recebeu um campo a mais.

Fique ligado, e leia mais aqui: 2.3 to 2.5 Database Changes.

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Dois vídeos de efetividade com Merlin Mann

O Gustavo Bittencourt deu a dica do vídeo da palestra Inbox Zero, de Merlin Mann, apresentada recentemente no Google Tech Talks. Merlin é autor do site 43 Folders, que foi a minha principal inspiração inicial para criar o Efetividade.net. A palestra é sobre a visão dele sobre como lidar bem com as caixas de entrada cada vez mais superpopuladas de nossa vida. Se preferir, você pode dar uma olhada nos slides antes de decidir dedicar 58 minutos ao vídeo. Na minha opinião, vale cada segundo!

E já que estamos falando em vídeos de palestras do Merlin Mann, vamos a uma faixa-bônus: o vídeo da palestra “Living with Data”, em que ele fala sobre os problemas (e suas soluções) de um mundo com cada vez mais dados, e com as entidades e personagens que querem roubar nossa cada vez mais escassa atenção e nosso cada vez mais restrito tempo. Os slides também estão disponíveis.

E ele tem razão: temos que saber avaliar melhor o nosso tempo. Se um vendedor nos pedisse R$ 75 em troca de nada, poucos aceitariam, mas muitos de nós aceitam agendar reuniões de apresentação de produtos e serviços que não interessam às nossas atividades. Vale a pena? É uma questão de risco e oportunidade, mas o valor do nosso tempo e da nossa atenção certamente precisa entrar na equação.

E a citação de Aristóteles certamente provocou reflexão quando assisti!

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Negócio próprio: risco, planejamento e sucesso

Ricardo Pereira está iniciando uma nova série de artigos no blog Dinheirama, com um tema que pode agradar a muitos de vocês: o empreendedorismo e o sonho de montar um negócio próprio.

Selecionei um trecho do artigo inicial para dar uma idéia do que está por vir:

Oportunidades + Inovação + Planejamento = Sucesso
Correr risco faz parte da caminhada rumo ao sucesso. Com boa dose de planejamento, a realidade pode ser muito favorável, especialmente se levarmos em conta nosso atual ambiente econômico de estabilidade financeira.

É comum associar empreendimento ao risco. Risco esse que muitas vezes não encontra merecida atenção na criação cultural do brasileiro. Lidamos muito mal com a frustração e com as chances de ver projetos pessoais dando errado. Ouso dizer que, no aspecto cultural, o Brasil ainda é muito fraco na educação de empreendedores. A boa notícia é que, ano após ano, estamos melhorando.

O bom empreendedor é aquele que descobre oportunidades e, através da inovação e planejamento, organiza um sistema capaz de criar, produzir e distribuir um produto/serviço de qualidade, mas sempre com lucro e reinvestimento na empresa. Por incrível que pareça, essa nem sempre é a visão compartilhada por todos que aspiram posições de destaque como donos de seu próprio nariz. Você é assim?

Os artigos serão quinzenais, e já trazem a advertência: “não espere encontrar fórmulas ou conceitos “enlatados”. Como sempre, questões serão levantadas, assuntos serão debatidos, discussões serão incentivadas. Os resultados virão com o esforço pessoal e comprometimento.”

Recomendo a leitura! Veja o artigo inicial em Risco, planejamento e sucesso do próprio negócio.

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Organização de cabos e badulaques digitais: solução do Efetividade.net é destaque no Top 10 do Lifehacker

O Lifehacker andou revisitando o tema de organização de cabos e conectores, e preparou um top 10 de soluções nesta área.

E adivinha quem foi incluído no primeiro lugar da lista? Isso mesmo, a minha solução de R$ 20 que sumiu com praticamente todos os cabos da superfície da minha mesa de trabalho.


Os cabos sumiram!

A minha solução abrigou em um local aberto e arejado, mas longe dos olhos (embora perto do coração!) o HD externo, o hub USB, as fontes de alimentação, o cabo do monitor externo, os cabos de força e parte dos cabos de áudio, além de deixar espaço para o ponto de acesso de rede sem fio, caso eu queira no futuro trazê-lo para este lado da casa. Tudo isto sem furar a mesa, nem usar adesivos ou colas. Reveja os detalhes e adapte-os às suas necessidades!

O que o Lifehacker incluiu nos seus “Top 10 Ways to Get Cables Under Control” foi a versão em inglês do meu artigo, que já havia aparecido por lá anteriormente no artigo “Go cordless with clamps“.

Como você organiza os cabos e componentes de sua mesa de trabalho? Compartilhe suas dicas nos comentários!

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Mais dicas para ser um bom ouvinte

Há duas semanas escrevi brevemente sobre como aprender a ser um bom ouvinte, e dois dos fatores mencionados estão mais ligados à impressão que você passa ao seu interlocutor: permitir-se prestar atenção, e demonstrar esta atenção.

Saber ouvir é um requisito essencial para ser um líder melhor e também para interagir com equipes e colaboradores. Em conexão com isso, hoje li um artigo com dicas para entrevistas, e ao mesmo tempo em que ele me impressionou negativamente para uso em entrevistas de verdade, notei que ele inclui algumas dicas bastante práticas para a arte de demonstrar que você está prestando atenção no seu interlocutor.

As dicas começam desde o início do contato – o aperto de mãos firme e a saudação ativa – até dicas sobre como dar início à conversação (na fase que os profissionais chamam de “rapport” – geralmente ainda antes de entrar no assunto que realmente é o motivo do contato). Selecionei quatro, e convido vocês a complementarem nos comentários:

  • Comece com o pé direito, desligando o monitor, fechando a porta, e – se possível – mostrando que você se preparou para a conversa, deixando claro que leu algum relatório ou pesquisou algo a respeito para poupar o tempo do interlocutor. Mas não dê a impressão de que você não quer que ele apresente um histórico completo dos fatos mesmo assim.
  • Concentre-se na conversa, especialmente na sua própria fala. Cuide do tom e da cadência. Evite jargões que não sejam dominados pelo seu interlocutor. Dê atenção à gramática.
  • Use o nome do interlocutor. Mencione com freqüência o nome de quem estiver falando com você, mas sem forçar a barra. Você já conversou com um vendedor que foi treinado para usar esta técnica? Soa artificialíssimo, e isso é tudo que você não deseja. O ponto é não permitir que uma conversa pessoal pareça impessoal – não é tentar fazer com que um discurso impessoal pareça pessoal.
  • Indique claramente que está ouvindo com atenção. Busque e mantenha o contato dos olhos, dê liberdade à sua expressão facial, gesticule entendimento movimentando a face e a cabeça, e – sem interromper! – faça perguntas sobre detalhes do que foi dito, ou cite brevemente em suas respostas algumas frases mencionadas pelo interlocutor, para que ele saiba que você estava mesmo ouvindo.

E se você quiser ver dicas específicas para entrevistas, leia também:

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Firefox: como aproveitar melhor o espaço disponível na sua tela

Que tal melhorar o aproveitamento do espaço disponível em sua tela na hora de navegar na web?

Desde que eu coloquei as mão em um Eee PC (com sua diminuta tela de 800×480 pixels) pela primeira vez, passei a notar que as barras de ferramentas, funções, tabs, bookmarks e status do Firefox ocupam um espação. No caso do Eee, este espaço faz muita falta, e vale muito o esforço de configurar o navegador para aproveitar melhor o território disponível. Mas depois que fiz isto no Eee, notei que no caso do meu desktop também faz sentido deixar mais espaço para o conteúdo, parando de exibir controles e barras que eu raramente uso.

Uma das minhas primeiras atitudes na economia de área de controle do Firefox foi instalar a extensão Compact Menu 2, que conheci por intermédio deste artigo do Linux.com. Ela “encolhe” a barra de menus, transformando-a em um único botão que exibe o menu principal na forma de um menu drop down, como o da imagem acima. com isso, todo o restante da barra de menu passa a estar disponível para mover o conteúdo da barra de bookmarks, ou mesmo os controles de navegação (voltar, recarregar, etc.) – e assim é possível desativar estas outras barras sem perder as funcionalidades dela.

A imagem acima, do EeeUser, mostra como fica a barra misturando diversos itens. Eles preferem a extensão Tiny Menu, e na tela acima (a largura original são os 800px da tela do Eee) vemos uma barra unificada contendo o menu, os comandos de navegação, a barra de endereços e a barra de buscas, tudo em uma única linha.

Quando for testar, aproveite e já instale a extensão Stop-or-Reload, que passa a compartilhar um mesmo botão para estas duas operações, mais ou menos como o Opera faz. Eu também tentei instalar o tema Minifox, mas me senti meio claustrofóbico e desativei. Existe um limite em que a economia de espaço passa a exagerar no desconforto.

No caso específico do Eee, onde a tela realmente exige sacrifícios, eu me acostumei a usar também a extensão Fullerscreen, que torna ainda melhor o aproveitamento da tela quando você ativa o modo tela cheia (tecla F11). Outra dica que eu aproveitei foi reduzir as fontes das aplicações Gtk, que vale instantaneamente para o Firefox, o Pidgin e vários outros programas.

Muitas destas dicas podem ser encontradas nos artigos Creating more screen space in Firefox e Maximizing screen space. Parte é específica do Eee, e outra parte é genérica. Aproveite!

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Especialização EaD via Internet: vale a pena?

Tenho visto cada vez mais ofertas de cursos de pós-graduação via Internet, usando as técnicas de Educação a Distância.

A banda larga é uma realidade cada vez mais presente, em alguns mercados de trabalho a especialização está praticamente virando requisito essencial (e não mais apenas um diferencial), e todos temos cada vez menos tempo para estudar – daí decorre o interesse cada vez maior nesta alternativa, e o natural incremento na oferta.

E este é um assunto sobre o qual eu tenho condições de falar com relativo conhecimento de causa, pois minha primeira pós-graduação foi realizada via internet, completamente à distância, exceto em 3 encontros presenciais para avaliação individual dos alunos. E eu posso dizer: gostei bastante. Fiz esta pós em um ano em que não teria tido tempo para estudar presencialmente, mesmo que fossem encontros quinzenais em finais de semana, como também é comum. Estudei e assisti aulas em feriados, madrugadas, viagens a serviço e durante intermináveis plantões, paguei relativamente barato, tive interação com a turma, me incomodei muito pouco durante o curso e obtive um título numa área que me interessava bastante.

Vários amigos e colegas de trabalho estudam a distância também, e compartilham minha opinião sobre as vantagens. Hoje estou fazendo uma pós presencial em outra área, e em muitos sábados de sol a minha mente vagueia em direção a um mesmo pensamento: “ah se essa pós fosse a distância também!”. Mas claro que deve haver desvantagens também, por isso quero perguntar a vocês: quem já experimentou uma pós (ou mesmo uma graduação) a distância? Quem está planejando? Qual sua opinião sobre os prós e contras?

O que me motivou a escrever este artigo foi um interessante release que recebi sobre as pós-graduações EaD oferecidas pelo SENAC, com cursos que parecem ter sido escolhidos a dedo pela especificidade e potencial de empregabilidade: educação ambiental, gestão educacional, artes visuais, gestão da segurança de alimentos e educação a distância. Este último curso (recursivo: um curso EaD sobre EaD) foi o que me chamou mais a atenção, já que estou justamente envolvido em uma seleção de profissionais para trabalhar em EaD e percebo a carência de profissionais com formação específica – muito mais gente deve estar percebendo…

A interface web dos cursos parece ser bem mais natural da que eu conheci na pós que cursei, mas infelizmente não dá de explorá-la a fundo sem ser aluno. Mas pelo que conheço do SENAC, ele tem alguns diferenciais importantes em relação a outras instituições que oferecem cursos a distância, especialmente a capilaridade – essencial para os encontros presenciais. O curso que eu fiz em outra instituição exigia que o aluno fosse a Brasília, São Paulo ou Florianópolis para os encontros presenciais,e no caso do SENAC é possível escolher entre 20 cidades diferentes para os 3 encontros de cada curso, segundo o release. O SENAC também tem boa experiência acumulada de ensino, e consta que a qualidade do material e dos tutores disponíveis é superior – mas só experimentando para ter certeza.

Alunos das pós EaD do SENAC (ou de outras instituições) estão mais do que convidados a compartilhar suas opiniões e experiências sobre os cursos.

Quero aproveitar para compartilhar uma curiosidade com vocês: este post que você está lendo nasceu como um publieditorial, mas mais uma vez (esta é a terceira, só no Efetividade) eu percebi que o assunto proposto era uma pauta interessante para o site, e aí naturalmente me recusei a comercializá-lo – virou cortesia, por ser de interesse mútuo. Mas um dia eu chego lá, cedo ou tarde ainda vou publicar um publieditorial por aqui!

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