Política do escritório: como sobreviver - e vencer

Quem gosta de política de escritório? Eu certamente não. Como se não bastassem os compromissos e as dificuldades do trabalho em si, você acaba tendo de lidar também com o colega valentão, o manipulador, os formadores de quadrilhas (que pensam estar fazendo networking), e tantos outros personagens e estereótipos que encontramos no caminho do nosso trabalho e da nossa carreira.

Mas, gostando ou não, se você está em uma organização em que isto ocorre, terá que encarar as 3 opções apresentadas no filme Tropa de Elite: ou se corrompe, ou se omite, ou vai pra guerra. Se omitir em geral é fácil, se corromper não é tão comum, e ir para a guerra, neste contexto, significa também fazer a sua parte da política, mesmo que não seja propriamente um contra-ataque. E se for, que seja com a inteligência! Assista a 3 episódios da série The Office e veja com que personagem você se identifica. Se for com o Dwight ou com o Michael, talvez seja melhor reavaliar suas opções ;-)

O artigo "How to stop office bullies, the bloodless way" explica maneiras de lidar com um dos piores tipos de personagens da fauna corporativa, na minha opinião: o valentão (ou a valentona) do escritório. Todo mundo conhece algum. Ele eleva o tom da voz, remove opções, coloca a equipe contra a parede, impede uma discussão equilibrada quando as suas propostas estão em jogo, descarta dados e fatos que não condizem com sua própria visão, etc.

E não é fácil se livrar deles. Comece identificando quem são os valentões, e cuide para não ser um alvo preferencial - os valentões precisam de alvos que se submetam a eles, para exibir seu poder aos demais da "manada". Mantenha a calma, saiba o que dizer e como agir, e esteja preparado para tomar uma atitude, seguindo as dicas do artigo!

Outro artigo que pode ajudar na mesma situação é o Fight Back When You Are Intimidated, do Lifehacker. Tentativas de intimidação verbal são muito comuns, dentro e fora do escritório, mas a eficácia delas é limitada pela capacidade de as pessoas reagirem. Se você se encolhe, certamente será intimidado de novo. Se mantiver a calma, pagar para ver, e sustentar sua posição, é bastante provável que acabe descobrindo que o intimidador não tinha nenhuma outra arma além da voz alta e da atitude ameaçadora - e aí será mais fácil resistir na próxima vez. Leia também os comentários, cheios de relatos de experiências pessoais bem-sucedidas. O artigo do Lifehacker é referência a este outro, mas gostei mais do resumo do que do original ;-)

Para completar, um artigo que vai diretamente ao ponto: "7 Habits To Win In Office Politics". Ele começa reconhecendo que quem é vítima das políticas do escritório em geral não gosta de participar delas, mas esta é a escolha que resta, além de brigar ou fugir. Se você não quer se envolver, é importante não tomar partido em discussões que não o envolvam (se o envolverem, aí ter uma posição passa a ser necessário, claro). Mantenha o foco nos objetivos (os seus e os da organização), e cuide para não misturar o que é pessoal e o que é profissional, mesmo que os outros estejam misturando.

Isso não significa que você precisa engolir desaforos (releia os parágrafos acima), mas sim que não precisa deixar os outros imporem a sua forma perniciosa de fazer política.

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