Política do escritório: como sobreviver - e vencer

Augusto Campos em 20/02/2008

Quem gosta de política de escritório? Eu certamente não. Como se não bastassem os compromissos e as dificuldades do trabalho em si, você acaba tendo de lidar também com o colega valentão, o manipulador, os formadores de quadrilhas (que pensam estar fazendo networking), e tantos outros personagens e estereótipos que encontramos no caminho do nosso trabalho e da nossa carreira.

Mas, gostando ou não, se você está em uma organização em que isto ocorre, terá que encarar as 3 opções apresentadas no filme Tropa de Elite: ou se corrompe, ou se omite, ou vai pra guerra. Se omitir em geral é fácil, se corromper não é tão comum, e ir para a guerra, neste contexto, significa também fazer a sua parte da política, mesmo que não seja propriamente um contra-ataque. E se for, que seja com a inteligência! Assista a 3 episódios da série The Office e veja com que personagem você se identifica. Se for com o Dwight ou com o Michael, talvez seja melhor reavaliar suas opções ;-)

O artigo "How to stop office bullies, the bloodless way" explica maneiras de lidar com um dos piores tipos de personagens da fauna corporativa, na minha opinião: o valentão (ou a valentona) do escritório. Todo mundo conhece algum. Ele eleva o tom da voz, remove opções, coloca a equipe contra a parede, impede uma discussão equilibrada quando as suas propostas estão em jogo, descarta dados e fatos que não condizem com sua própria visão, etc.

E não é fácil se livrar deles. Comece identificando quem são os valentões, e cuide para não ser um alvo preferencial - os valentões precisam de alvos que se submetam a eles, para exibir seu poder aos demais da "manada". Mantenha a calma, saiba o que dizer e como agir, e esteja preparado para tomar uma atitude, seguindo as dicas do artigo!

Outro artigo que pode ajudar na mesma situação é o Fight Back When You Are Intimidated, do Lifehacker. Tentativas de intimidação verbal são muito comuns, dentro e fora do escritório, mas a eficácia delas é limitada pela capacidade de as pessoas reagirem. Se você se encolhe, certamente será intimidado de novo. Se mantiver a calma, pagar para ver, e sustentar sua posição, é bastante provável que acabe descobrindo que o intimidador não tinha nenhuma outra arma além da voz alta e da atitude ameaçadora - e aí será mais fácil resistir na próxima vez. Leia também os comentários, cheios de relatos de experiências pessoais bem-sucedidas. O artigo do Lifehacker é referência a este outro, mas gostei mais do resumo do que do original ;-)

Para completar, um artigo que vai diretamente ao ponto: "7 Habits To Win In Office Politics". Ele começa reconhecendo que quem é vítima das políticas do escritório em geral não gosta de participar delas, mas esta é a escolha que resta, além de brigar ou fugir. Se você não quer se envolver, é importante não tomar partido em discussões que não o envolvam (se o envolverem, aí ter uma posição passa a ser necessário, claro). Mantenha o foco nos objetivos (os seus e os da organização), e cuide para não misturar o que é pessoal e o que é profissional, mesmo que os outros estejam misturando.

Isso não significa que você precisa engolir desaforos (releia os parágrafos acima), mas sim que não precisa deixar os outros imporem a sua forma perniciosa de fazer política.

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Comentários arquivados

Comentário de patrícia em 30/09/2008 às 01:12:38

É verdade quando vcs. dizem que os tipos de predadores säo os mesmos só muda o local e os nomes, näo é a toa que eu prefiro conviver com os animais de verdade, estes pelo menos näo säo maldosos como as éspécies que habitam certos ambientes de trabalho, haja paciëncia! Aguento só pelo dinheiro. Valeu pelas confidencias! Achei que estava sozinha no zoológico.

Comentário de Maria em 28/03/2009 às 01:00:54

Chega a ser engracado. Onde eu trabalho, existe rato e raposa que se enquadram perfeitamente na descricäo do autor. Para mim säo os bichos mais difíceis de conviver. A rata já chegou a fazer média com a raposa as minhas custas. E eu que achava que somente eu sou obrigada a passar pelas faunas de escritório. Estes animais silvestres däo mais trabalho do que o trabalho propriamente dito. Haja preparo emocional!

Comentário de anderson murilo em 30/08/2010 às 18:49:43

no meu ambiente de trabalho acho muito importante a comunicação entre os empregados respeito mutuo e fundamental

Comentário de anderson murilo em 30/08/2010 às 18:51:53

chega de personalidades metidas a piadistas nao suporto isso en ambiente de trabalho acho um tedio aquele colega x metido apiadista

Comentário de Moacir Langes Filho em 24/12/2010 às 08:10:02

Já trabalhei em mais de 8 empresas em minha carreira, comecei desde o "chão de fabrica", ao escritório, no início fui igênuo e para mim todo mundo era "Bacana", quando na verdade não eram, e so fui perceber isso anos depois, já trabalhando em outras empresas, creio que grande parte da responsábilidade sobre os infernos astrais que ocorrem dentro dos escritórios venha de lideranças mal preparadas, que até incentivem as rádios corredor, e comportamentos anti-eticos. Mais uma vez parabéns pelo texto que é um grande auxiliar a auto reflexão.

Comentário de Eduardo em 21/02/2008 às 08:17:42

Olá Augusto, Quando você citou "fauna", lembrei de uma reportagem da EXAME (ou VOCE S/A, não lembro) que falava sobre a fauna do escritório, descrevendo personagens do ambiente corporativo em analogia a animais, tipo macaco, tatu, rato e raposa. Macaco é o político trapalhão, pula de galho em galho buscando articulações, mas não tem a habilidade necessária, ocupa ostensivamente a sala da chefia, mas não costuma evoluir; O Tatu é o primeiro a chegar e o ultimo a sair, passa o tempo todo atrás do PC, quando falta ninguem sente sua ausência, é a vitima perfeita do Rato; Rato é habilidoso e astuto, mantém uma rede de relacionamentos e faz política como ninguém, mas é desprovido de ética e por isso não pensa duas vezes antes de destruir outra carreira para alavancar a sua; A Raposa tem as qualidades do rato, porém procura agir com ética, tem boa influencia sobre a chefia, mas enfrentará tantos ratos ao longo da carreira que pode acabar virando um. Talvez tenha esquecido algum detalhe, se encontrar a revista informo o número para consulta, a materia é bem interessante. Òtimo tema para discussão e estudo, mesmo fora de escritórios vivemos a fazer politica, até mesmo no meio familiar. Eduardo Brambila

Comentário de EduardoJr em 22/02/2008 às 13:16:40

Lendo os artigos e o comentário abaixo, lembrei-me quando trabalhei em uma empresa na qual chamava de "ninho de cobras", mas pelo que estou vendo existem outros animais também :) . Consegui identificar muitos deles durante a leitura e lembro o quanto isso foi bom, apesar dos pesares, para que pudesse reconhecer os tipos e saber lidar com cada um deles e é impressionante como você encontra os mesmos tipos nas mais variadas organizações, seja pública ou privada. Excelentes dicas...

Comentário de EduardoJr em 22/02/2008 às 13:17:44

ops... quis dizer comentário acima :)

Comentário de Zeca em 23/02/2008 às 21:06:52

De novo lifehacker? Nunca conteúdo próprio? tsc tsc tsc.

Comentário de augusto em 23/02/2008 às 21:10:35

Lifehacker, Lifehack e PimpYourWork, no caso deste artigo. Estou bastante satisfeito com o conteúdo referenciando fontes que me agradam, nunca deixando de incluir meu próprio ponto de vista ou algum complemento. Fico feliz por haver pessoas que se interessam pelo material daqui, mas estou preparado para aceitar que haja quem não aprecie. Você é bem-vindo se tiver interesse em ler, caso contrário imagino que não terá dificuldade em encontrar sites com conteúdo que lhe agrade.

Comentário de Zeca em 24/02/2008 às 00:09:56

É, eu exagerei um bocado, afinal você não me deve nenhuma explicação, nem eu estou pagando por nada, enfim. Mas tire 99,9% da indignação e fica a crítica.

Comentário de augusto em 24/02/2008 às 00:20:30

Zeca, em 18/2 eu publiquei uma nota explicando que quero intensificar ainda mais os artigos com referências externas, dê uma olhada lá. As referências são intencionais, e parte da proposta, não é algo que ocorre por acaso ou por preguiça minha. Certamente continuarão ocorrendo, e serás muito bem-vindo para continuar lendo!