Como passar no vestibular na próxima tentativa
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O vestibular é uma das grandes barreiras de entrada para muitas faculdades concorridas, mas todos os anos várias dezenas de candidatos conseguem entrar em cada um dos cursos oferecidos. Ser um deles está ao seu alcance mas, em última análise, isto depende basicamente da sua capacidade de tirar uma nota alta o suficiente, o que em geral significa compreender os conteúdos e estar apto a responder sobre eles na hora da prova, além de não ter maiores dificuldades com a redação.
Tentar e não conseguir faz parte do jogo, mas deve servir como motivação para se preparar melhor da próxima vez. “Quando você não passa, fica arrasado, pensa em desistir. A pior parte de não conseguir é as outras pessoas ficarem com pena de você”, diz Rodrigo Sato, que acaba de ser aprovado em sua terceira tentativa, em reportagem do G1. “E não adianta os pais tentarem consolar, porque não conseguem. Conselhos manjados prejudicam“, avisa.

E de fato, na hora em que sai o resultado negativo de uma prova, não é de conselhos manjados que nós precisamos. Nem é a hora de cobranças exageradas, ou de oferecer algum prêmio de consolação ou, pior, oferecer um prêmio motivacional condicionado a o aluno conseguir passar na sua próxima tentativa. Entrar na faculdade escolhida deveria ser motivação suficiente, e oferecer um carro, uma viagem ou qualquer prêmio de alto valor financeiro condicionado a isso acaba diluindo o valor da conquista, ou até mesmo desviando eventuais escolhas cruciais que podem precisar ser feitas neste momento.
O G1 tem 5 dicas para lidar com o vestibulando reprovado, e vou reproduzi-las aqui, para que você possa enviar por e-mail para aquele parente sem-noção:
- Não repita frases clichês nem demonstre pena. O processo seletivo é apenas o primeiro desafio da vida profissional.
- Não vincule o ingresso na faculdade a prêmios como carros ou viagens. O candidato deve querer a vaga, que por si só já é uma grande conquista.
- Ser permissivo e deixar que o candidato desista não é a solução. Pais devem ser minimamente rigorosos.
- Os pais podem ajudar na organização dos estudos para o ano de cursinho.
- Auxilie o candidato a decidir se quer continuar como vestibulando na mesma carreira ou se tem alguma outro curso que pode ser até mais satisfatório.
Para vestibulandos adultos ou mais maduros, as dicas precisam de adaptação. Não necessariamente serão os pais a apoiar, e eventualmente a idéia de um “ano do cursinho” passa a ser mais utópica. Mas a situação é a mesma, apenas em outro contexto: você quer ser aprovado, terá que fazer o que for preciso e possÃvel, e o apoio bem direcionado das pessoas próximas poderá ser muito útil, mesmo que seja no sentido de desafiá-lo.
Se você está lendo isto, certamente não é um cabeça-de-vento que não tem idéia de como estudar. Pelo contrário, você está em busca de uma forma de ir em frente, ajustando o que não funcionou na tentativa anterior. E é exatamente o que você precisa fazer. Dê a si mesmo uma semana após a divulgação do resultado para descansar, refletir, processar a perda e encontrar motivação, e em seguida recomece. O primeiro passo é identificar em que matérias você foi mal, pois é nessas que você precisa se concentrar. Coloque em “modo de manutenção” as matérias que você já domina, dedicando menos tempo a elas, e comece a aprender o que faltava. Se os resultados da prova passada não forem suficientes para esta análise, refaça-as em casa, bem como provas de anos anteriores e as de outras faculdades do mesmo nÃvel, para ter um bom diagnóstico.
Depois do diagnóstico, é só agir. Se você deseja mesmo passar, vai precisar vencer esta barreira, por mais que as condições possam lhe parecer desiguais e injustas. É bobagem contar com a sorte; estude com efetividade, vá até o limite da sua capacidade, e faça render cada minuto, e cada página. Mantenha em mente qual é a sua motivação. Desistir de se esforçar em geral é fácil, mas abrir mão de algo que você deseja exige uma decisão mais profunda - portanto, coloque a questão sempre sob este último prisma.
E no dia da próxima prova, não deixe seus próprios aspectos psicológicos trabalharem contra você. Use técnicas para evitar a tensão, procure lembrar que você está preparado e mantenha-se confiante. Se notar que está aumentando a ansiedade, largue a caneta e respire fundo até se acalmar. Não converse com os outros alunos sobre a prova imediatamente antes de ela começar: a ansiedade é contagiosa! Seu foco e sua energia devem estar na prova em si, e não no desempenho ou nas preocupações dos outros concorrentes.
E se o que você procura está relacionado mais às técnicas de estudo em si, e menos aos aspectos motivacionais, dê uma olhada nestes artigos anteriores:
- Concursos e provas: como estudar com efetividade e se dar bem
- Efetividade na volta às aulas: 12 dicas para começar o semestre com o pé direito
- Como estudar em emergências escolares: prepare-se rapidamente para provas e apresentações
Quando comecei a escrever este artigo, o tÃtulo era “O que fazer se você não passou no vestibular”. Mas, como dizem por aÃ, atitude não é tudo mas é 100%, então mudei para dar a minha contribuição adicional ;-)








EduardoJr comentou:
em February 14 2008 @
Sobre a parte em que o vestibulando comenta em “ficar arrasado” e tudo mais, não consigo entender. Todos esses fatores: não ter passado, as pessoas sentirem pena de você (ou o contrário) e os “conselhos manjados” deveriam servir sempre como motivação para a próxima tentativa. Já passei em alguns concursos e não passei em muitos outros, mas quando se tem foco/objetivo, tudo vira motivação/aprendizado e uma hora, mais cedo ou mais tarde, o resultado aparece e você percebe que precisava de fato passar por tudo aquilo para conseguir.
Michel comentou:
em February 14 2008 @
Acho que o principal é não encarar isso como um fracasso pessoal. O vestibular é um exame injusto e ineficaz de seleção, a falha não é necessariamente do aluno. Outra coisa é que as universidades particulares têm melhorado bastante e há outras opções além do ensino público gratuito. O Prouni, por exemplo. Mesmo que sua universidade não seja das melhores, você pode sair dela um ótimo profissional, dependendo da área. Visite uma das melhores públicas e peça indicações de leitura aos professores (se não confiar nos seus próprios professores), eu já vi isso acontecer algumas vezes. Eu freqüentei a maioria das aulas numa universidade pública e tive professores excelentes, mas aprendi mesmo foi na biblioteca. E a internet não era sombra do que é hoje. Por fim, é bom questionar a sacralização da universidade como local de aprendizado. Em inúmeras áreas é possÃvel ser bem-sucedido sem um canudo de grife. Não faltam bons exemplos.
Quanto ao artigo do G1, acho que ele mostra o quanto os jovens brasileiros são imaturos, a reportagem é dirigida aos pais e não a eles! Não imagino ler algo semelhante em paÃses onde os jovens assumem sua vida mais cedo. Aqui em geral se é adolescente até os 25 anos…
João Nadal comentou:
em February 14 2008 @
@Michel
O Exame Vestibular não é nem injusto, nem ineficaz. Seleciona os candidatos com as melhores pontuações em determinada prova.
É viável discutir os temas exigidos ou o método de avaliação empregado, mas não questionar a equidade inerente a esse exame.
Michel comentou:
em February 14 2008 @
@João Nadal
Para que serve o vestibular?
Uma das falácias dos defensores do vestibular é dizer que “se a pessoa não passou é porque não estava preparada para cursar a faculdade”. Vejamos:
Bem, eu fiz dois vestibulares. Passei nos dois. Hoje com a nota que tirei nos dois eu não passaria para o mesmo curso, uma vez que a concorrência aumentou, passaram-se doze anos. Alguém com o mesmo nÃvel de conhecimento que eu tinha na época, vamos chamá-lo de João, não passa hoje. Logo, de cara eu sou privilegiado apenas por ter nascido antes. O conteúdo programático não mudou, os professores são os mesmos, fora um ou outro. Eu não tive dificuldades intransponÃveis para fazer o curso, nem teria o nosso hipotético João. Além disso, João foi aprovado (oficialmente capaz de cursar a universidade), mas não classificado. Quem são as pessoas classificadas? Em geral, aquelas que podem pagar escolas que adestram para o vestibular ou quem pode passar um ano dedicado a isso. O nosso hipotético João, meu correspondente em nÃveis acadêmicos, é classe média baixa e trabalha num supermercado. Sabe quando ele vai entrar na faculdade pública? Talvez para entregar compras, porque Zeca que tirou dois pontos acima de João na prova de QuÃmica na primeira fase(João fez prova para pedagogia) passou um ano a mais estudando depois do segundo grau no cursinho Granax. Isso é justo? Zeca está mais preparado que João? Não necessariamente. Se Zeca com um ano a mais de estudo tirou só 2 pontos acima de João, é possÃvel que João tenha capacidades cognitivas superiores, mais interesse, maturidade, etc. Ou não. Se o vestibular não consegue verdadeiramente ver quem está mais pronto para cursar a disciplina, ele é eficaz?
Claro que não. Isso é tão claro que o exame vem mudando nos últimos
Vestibular e concursos: não deixe o stress atrapalhar os estudos « Efetividade.net comentou:
em September 30 2008 @
[...] Como passar no vestibular na próxima tentativa [...]
andreia mariano da silva comentou:
em December 11 2008 @
eu estou na quarta eu quero passa para quinta que eu faço big nem ou vcsssssss