Archive for January, 2008

A dieta de quem trabalha em casa

Quando o autor de um blog fica impedido por alguns dias de escrever posts originais, não tem nenhum texto pronto guardado na gaveta, mas não quer deixar os leitores sem material, o que ele faz? Depende: ou ele faz retrospectivas, ou publica links para artigos interessantes de outros blogs.

E mais uma vez eu resolvi escolher a segunda alternativa. O Christiano Anderson escreveu um post bem interessante sobre os hábitos alimentares de quem trabalha em casa. Olha um trecho:

Existem dois grandes problemas para os trabalhadores de home office: sedentarismo e má alimentação. Esses dois problemas juntos funcionam como uma bomba no organismo. (…)

Não adianta fazer exercícios e chegar no final do dia, consumir aquela pizza com borda recheada de catupiry. Os profissionais que trabalham em Home Office acabam conhecendo todos os restaurantes delivery que têm perto de casa. Eu sou um caso típico, minha geladeira está cheia de ímãs com telefones de vários restaurantes e sempre faço pedidos, embora seja um hábito que tento mudar, até para fazer uma economia em dinheiro, pois delivery apesar de cômodo, não é uma refeição muito barata, principalmente em São Paulo.

Fazer comida em casa pode ser divertido, saudável, saboroso, além de muito mais barato do que pedir. Um bom grill, como aqueles famosos George Foreman são ótimos para fazer um grelhado de peixe, carne, frango, sem fazer muita sujeira e muita bagunça. Basta escolher a carne, completar com legumes, cebola, aquele tempero especial e em cinco minutos está pronto. Mais rápido e barato que um delivery.

E bem mais apetitoso que um shake da Herbalife, eu acrescentaria! As dicas do Christiano são interessantes. Leia na íntegra em “Home office e alimentação saudável“. Estou longe de ser um exemplo nisso, mas recorro a um grill com freqüência, e venho conseguindo reduzir *bastante* as refeições via tele-entrega.

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Lanterna carregadora de celular, e dicas para o Carnaval

Esta semana eu estou um pouco ausente do Efetividade, e é provável que só volte a postar regularmente depois do carnaval, quando de fato começa o ano civil brasileiro, segundo a sabedoria popular.

Mas não estou ausente o suficiente para deixar de indicar a vocês esta análise publicada pelos vizinhos do Zumo sobre a Lanterna de Emergência vendida no Brasil pela Multilaser. Ela dispensa pilhas, sendo alimentada por um gerador acionado por uma manivela similar a uma carretilha de pesca – 60 segundos girando a manivela fornecem 30 minutos de iluminação.

Mas ela não faz só isso. Com essa energia toda, ela ainda pode ser usada para dar uma carga emergencial em um celular (modelos específicos da LG, Nokia, Motorola, Siemens e Sony Ericsson, ou USB) para fazer aquela ligação urgente quando a bateria tiver acabado.

A análise fala dos prós e dos contras, e eu recomendo a leitura. Ainda não comprei uma dessas para mim, pois estou esperando a tecnologia evoluir mais um pouco. E do jeito que andam as pesquisas em baterias e em equipamentos de baixíssimo consumo, tenho certeza de que este tipo de produto ainda vai evoluir bastante.

Aproveitando a oportunidade, o Dr. Health do blog Papo de Homem (que já recebeu um jabá aqui do Efetividade na semana passada) publicou um post sintetizando dicas para sobreviver ao carnaval. Cada dica vem acompanhada de um trecho de uma música de carnaval relacionada ao tema, ficou divertido.

Acrescento dois links às dicas dele: Como arrumar malas, parte 3 – Dicas complementares para o viajante efetivo e Ressaca: como sobreviver ao dia seguinte. Eu ia indicar também a de como dormir pouco e permanecer funcional, mas acredito que a técnica não sirva para este caso específico.

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Efetividade.net – e SEO – na Folha de São Paulo novamente

O tema de capa do caderno de informática desta semana da Folha de São Paulo, que circulou ontem, são os sites de busca, e eles incluíram no escopo das matérias uma nota sobre SEO, que o jornal definiu mas em seguida contou com a minha ajuda para contextualizar:

É possível ajudar a colocar seu site entre os primeiros resultados nas ferramentas de busca por meio de um conjunto de técnicas, o SEO (Search Engine Optimization) -que significa otimização para mecanismos de busca.

“São procedimentos para garantir que o seu site ou blog seja indexado de forma correta e favorável por sites como o Google e, assim, fazer com que as pessoas que estejam procurando pelos assuntos do seu site possam encontrá-lo com mais facilidade”, diz Augusto Campos, administrador que mantém os blogs BR-Linux.org e Efetividade.net -este último fala regularmente sobre técnicas de otimização para blogs.

O trecho acima é a introdução da nota, e a íntegra do texto sobre SEO pode ser lida no site da Folha (só por assinantes da Folha e do UOL, aparentemente). Mas como o jornal é de ontem, creio que ninguém ficará chateado com a reprodução fotográfica abaixo:

Diferente de outros veículos de imprensa, eles colocaram as URLs e links dos sites mencionados (nada de usura!). Belo exemplo, considerando que outros veículos buscam uma posição antagônica à da chamada “nova mídia”.

Na semana passada o Efetividade saiu também no Correio Braziliense, nos próximos dias eu copio pra vocês.

Eu já escrevi sobre SEO por aqui em várias ocasiões, aqui vão alguns links com menções mais diretas ou não ao tema:

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Como dormir pouco e permanecer funcional

No artigo “Stay Functional on Two Hours of Sleep a Night“, o Lifehacker resume um artigo recente da revista Wired que fala sobre os mecanismos do sono, destacando um aspecto bem específico: como dormir pouco e permenecer funcional, mesmo com apenas 2h de sono por dia.

O método abordado, chamado Uberman’s sleep schedule, é difícil de se acostumar e não se adapta nada bem a necessidades comuns de pessoas que trabalham em um emprego tradicional, 8 horas por dia. Mas consta que ele funciona bem para quem precisa (ou deseja) manter-se em atividade durante o dia todo, por um período de tempo extenso – semanas ou meses – por exemplo, navegantes solitários, astronautas, desajustados em geral, e quem não se conforma com as imposições da sociedade ;-)

Steve Pavlina, autor de um popular blog sobre desenvolvimento pessoal, adotou este método de sono polifásico por pouco mais de 5 meses, e relatou os resultados. Em resumo, como o seu estilo de vida permitia, ele adotou a prática de dormir 20 minutos a cada 4 horas do dia, perfazendo um total de 2h de sono por dia.

Segundo ele, os benefícios foram vários, depois de passar a primeira semana de adaptação. O artigo da Wired conta que a fase de adaptação é complicada, e o marco do seu término ocorre quando a pessoa começa a sonhar durante seus períodos de 20 minutos de sono, o que indica que ela está conseguindo entrar na fase REM do sono.

Mas ele só aproveitou os benefícios por pouco mais de 5 meses, devido às imposições da sociedade que eu já mencionei acima. E mesmo durante os 5 meses, ele registra um grande ponto negativo: ter de abrir mão de boa parte da flexibilidade na rotina diária, pois você passa a precisar dormir a cada 4h – algo que pode ser absorvido bem mais facilmente pela rotina de um navegante solitário do que pela de um habitante de uma metrópole, mesmo que ele trabalhe em casa.

Os possíveis ganhos de produtividade (especialmente sob o ponto de vista do navegante solitário) são óbvios, se considerarmos que a pessoa estará disponível para atividades durante várias horas a mais por dia, mas é necessário considerar a necessidade das interrupções freqüentes para os 20min de sono. Mas provavelmente as pessoas e recursos (em sentido amplo: comércio, serviços públicos, clientes, fornecedores, parceiros, etc.) com quem você interage funcionam no ciclo usual, então boa parte destas horas adicionais acabam sobrando para realizar tarefas solitárias.

Steve Pavlina conta que sua energia e atenção não foram prejudicadas durante a experiência (exceto durante a adaptação), mas ao mesmo tempo ele não desejaria trabalhar dia e noite, que é o que parece ser a conseqüência de ter mais horas livres em um esquema como este. E que provavelmente é justamente o que um navegante solitário precisa quando adota algo deste tipo de forma contínua.

O criador do esquema Uberman posteriormente criou mais um, chamado de Everyman, que inclui uma variação interessante: há um horário-núcleo de sono, com uma duração um pouco maior (por exemplo, 3h) e 3 ou 4 períodos de 20 minutos de sono ao longo do dia. De alguma forma ele me parece mais fácil de adotar, e aparentemente reduz um pouco o impacto de estar acordado todos os dias no horário em que toda a cidade está dormindo, e também nos horários em que ela está acordada.

Nada disso serve para mim: eu gosto de dormir, e espero nunca precisar entrar continuamente em alguma situação de insônia voluntária, que exija que eu esteja acordado 20h por dia ao longo de um período extenso – mesmo se o número de horas de sono for suficiente para me manter em boas condições.

Mas se você tem necessidades ou interesses diferentes, dê uma olhada no artigo da Wired e depois consulte seu médico para saber de outras conseqüências e fazer um bom acompanhamento.

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Evite as discussões que você não precisa ter

Discussões fazem parte da vida, assim como os conflitos e diferenças de opinião. Um relacionamento – seja profissional, familiar ou de outra espécie – sólido precisa resistir a elas, e muitos ambientes saudáveis até mesmo as encorajam, como forma de evitar o aprofundamento dos problemas causados pelos posicionamentos diferentes. E uma coisa é certa: adiar uma discussão, quando se tem a oportunidade de tê-la, raramente faz bem a longo prazo.

Mas existem discussões que não agregam valor à vida de nenhum dos envolvidos: são aquelas que você tem automaticamente, de forma repetida, sempre com as mesmas pessoas e causadas pelos mesmos motivos, que permanecem sem solução.

Elas surgem em várias situações: é o cunhado que sempre precisa de ajuda para pagar as prestações no final do mês, o companheiro de equipe que sempre tenta ampliar o escopo “informalmente” no meio da execução dos projetos, o pai que se aposentou e fica procurando coisas pra arrumar nas casas dos filhos, o colega de apartamento que nunca lembra de colocar o lixo pra fora… Todos estes problemas têm solução, mas voltar a ter discussões sobre eles a cada vez que eles acontecem não é a mais eficaz delas.

E o artigo “Break the Argument Cycle Once and For All” tem algumas dicas para evitar estas discussões que não contribuem. Mas não as use como muleta para evitar tentar solucionar as causas dos problemas!

A dica essencial é usar a empatia. Coloque-se no lugar da outra pessoa, e identifique por que ela faz o que faz (e que lhe irrita), e por que não muda. Isso pode servir para encontrar a solução, mas também pode prevenir a sua irritação – entender o motivo de as coisas serem como são serve como consolo. Que não sirva como desculpa para não tentar mudá-las, se lhe incomoda! Mas às vezes as suas expectativas, e até o seu comportamento, podem mudar em conseqüência dessa análise.

Se alguma condição especial – como sono, stress, preocupações – aumenta a sua propensão a ter discussões inúteis, aprenda quais são esses gatilhos, e tente lidar com eles, evitando perder o controle.

E se você perceber que uma das causas de bate-boca está para acontecer e o ponteiro do seu medidor de pressão já estiver na área vermelha, vá dar uma volta, tome um suco de laranja, converse com uma pessoa que lhe acalma, deixe este excesso escapar antes de estourar em uma discussão desnecessária que não vai resolver nada.

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Jabá: Dr. Love, do PapoDeHomem, lança novo site para tirar dúvidas

Já faz algum tempo que eu leio regularmente a Revista Papo de Homem, que traz o que o seu lema diz: conteúdo e diversão para homens, todos os dias. Eu mesmo já fui articulista convidado por lá, e me divirto vendo artigos sobre a saga de um dublê no Topa Tudo por Dinheiro (envolvendo um touro brabo na parada), indianos dançantes e muito mais. Claro que tem artigos mais sérios, como este sobre AIDS, e vários que com outro enfoque caberiam bem aqui no Efetividade, como este sobre o que não fazer durante uma discussão.

Mas a impressão que eu tenho é que o que mais ajuda a dar o tom do PdH é a coluna do Dr. Love, que responde a dúvidas sobre sexo, relacionamentos e assuntos relacionados, geralmente indo direto ao ponto, de uma forma que não costumamos ver em colunas análogas publicadas em jornais. Um exemplo: esta resposta para uma noiva ciumenta. Às vezes é mais light, como este que fala sobre como ter um bom papo em situações sociais, e às vezes se aprofunda, como neste artigo que concorreu em uma promoção passada aqui no Efetividade.

E agora o Dr. Love, juntamente com o Gustavo Gitti, deram um passo além: criaram um site específico para atender individualmente a tanta gente que envia questões. Segundo consta, ele recebe dezenas de “consultas” por dia, e certamente não chega a responder 10 por semana. Os interessados em acompanhar, participar ou mesmo enviar uma consulta dessas e ter certeza de receber um atendimento individualizado podem visitar o post sobre A Fantástica Cabana do Dr. Love para saber mais sobre os detalhes, preços e condições. Pelo que vi nos comentários de lá, a demanda existe, e está disposta a desembolsar o que está sendo pedido.

E antes que alguém se pergunte, já respondo: não, este não é um post patrocinado. Eu achei a idéia interessante e divertida, e aceitei fazer um jabá gratuitamente.

Boa sorte aos vizinhos!

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Apresentações e discursos: mais meia dúzia de dicas

O medo de falar em público é bastante comum, e em geral decorre da ausência de experiência ou preparação para fazer apresentações, dar palestras, defender trabalhos ou conduzir reuniões.

Apresentações são um assunto freqüente aqui no Efetividade, mas sempre há espaço para mais 6 dicas, certo? Vamos a elas!

  • Os 2 “discursos do elevador”: se você encontrasse no elevador a pessoa-chave da sua platéia, e tivesse que convencê-la, no tempo que leva para ir até o décimo andar, que a sua palestra interessa a ela, o que você diria? Este discurso de 30 segundos deve estar incluído na abertura da sua apresentação. Mas não é o único. Se essa pessoa perdesse a sua apresentação, você a encontrasse no elevador logo depois, e tivesse que resumir para ela a essência da sua apresentação no tempo que leva para ir até o térreo, o que você diria? Este outro discurso de 30 segundos também deve estar logo no começo, para permitir que todo mundo tenha uma boa idéia do panorama geral e da mensagem principal enquanto você explica os detalhes.
  • Os 3 pontos principais: se as informações divulgadas procedem, isto é algo que os maçons fazem certo: eles conhecem o valor do número 3. Mas não há necessidade em entrar em aspectos místicos: embora as pessoas em geral possam memorizar listas com mais itens (já falamos anteriormente aqui no Efetividade sobre a importância de não ter mais do que 7 itens em listas que precisam ser memorizadas), dividir os tópicos em grupos menores (e 2 é muito pouco, na minha opinião) ajuda a entender o conjunto. Especialmente nos casos em que você não estiver usando recursos audiovisuais, 3 é um bom número, mas não há razão para nÃO Ser (um pouco!) flexível. Deixe claro quais são os seus 3 pontos, que devem ser alinhados à sua mensagem principal, e faça com que a cada momento o público saiba de qual dos pontos você está tratando.
  • Concentre-se nos dados mais convincentes: Ao apresentar, você não precisa informar ao público sobre todo o detalhamento e as minúcias dos dados da sua pesquisa e suas conclusões. Concentre-se no essencial e no que for convincente, e apenas esteja preparado para tratar sobre os detalhes se a platéia pedir.
  • Pratique: se você praticar antes, vai ter uma idéia mais precisa do seu tempo, não vai tropeçar em palavras difíceis de pronunciar, vai fixar melhor as definições e estrutura da sua apresentação, e vai estar muito mais seguro na hora da verdade. Não é necessário (nem é positivo) decorar palavra por palavra, frase por frase. Mas saber a seqüência geral e o encadeamento dos assuntos sempre ajuda, mesmo que você prefira deixar espaço para o improviso.
  • Acalme-se antes de começar: faça o que funcionar para você. Vá para a sala de som, uma sala de reuniões vazia ou onde puder, e ouça uma música, cante um mantra, medite, faça um alongamento, relaxe. Mais uma vez, não precisamos entrar no terrno do misticismo, mas pensar positivo nestas horas sempre ajuda. Visualize como você quer se posicionar, soar, encarar o público, e entre no clima.
  • Lembre-se de se divertir: Se você estiver preparado e a platéia não for hostil, é muito fácil se divertir fazendo uma apresentação. Mesmo as pessoas que morrem de medo de falar em público freqüentemente conseguem relaxar depois que a apresentação já começou – o grande problemaocorre antes dela. Se você praticar um pouco, logo conseguirá falar em público sorrindo, e o que é melhor: a empatia natural aumenta a chance de o público sorrir com você. Saiba lidar com os pequenos problemas, pois – exceto no caso de desastres – se você estiver indo bem, eles só parecem grandes para você. Você tropeça, tosse, gagueja, o microfone falha, e você simplesmente continua em frente – muitas vezes o público nem percebe, ou não atribui a falha a você.

Para completar, leia o artigo “10 Fail Proof Tips for Delivering a Powerful Speech“, que eu li antes de começar a escrever este texto, e depois compartilhe conosco as suas dicas de apresentação nos comentários!

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Entrevista de emprego: perguntas e como responder – parte 2

Entrevista é o momento da verdade para muitos profissionais em busca de um novo emprego, e saber como lidar com as perguntas de entrevista mais comuns, escapando das pegadinhas e armadilhas, é uma necessidade comum.

Esta é a segunda (e última) parte do artigo que apresenta perguntas comuns em entrevistas de emprego elaboradas por profissionais típicos – leia também a primeira parte. Não existe uma única resposta certa para cada uma delas, e você deve responder sempre com naturalidade e de forma espontânea – nada de respostas decoradas! Mas em muitas das perguntas há um teste oculto, e estes testes acabam eliminando muitos candidatos.

Por isso, para cada pergunta foi acrescentada uma sugestão de resposta, e eventualmente um comentário sobre qual o teste oculto. Você não deve decorar estas respostas e usá-las na próxima entrevista; a idéia é que você as use como base para compor sua própria resposta, que deve ser sincera e espontânea. Assim, você não será pego despreparado por nenhuma destas perguntas comuns, muitas delas difíceis de serem respondidas de improviso.

Veja os detalhes no artigo anterior (que tem também as perguntas sobre o candidato e sobre seu histórico e carreira), e leia a seguir a continuação com as perguntas sobre a vaga e a empresa para as quais está se candidatando, sua opinião sobre sua empresa, equipe ou chefe anteriores, e algumas das armadilhas comuns em entrevista e redação para seleção de emprego.

» Leia o restante do artigo “Entrevista de emprego: perguntas e como responder – parte 2”

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Entrevista de emprego: perguntas e como responder

Entrevista é o momento da verdade para muitos profissionais em busca de um novo emprego, e saber como lidar com as perguntas de entrevista mais comuns, escapando das pegadinhas e armadilhas, é uma necessidade comum.

Não existe uma regra geral. Se o seu entrevistador não tiver preparo ou técnicas específicas, ele irá conduzir o trabalho “de ouvido”, e avaliar você puramente de acordo com suas próprias impressões e valores. Já se for um profissional competente e diferenciado da área de gestão de pessoas, especializado em seleção de pessoal, ele provavelmente empregará um conjunto de técnicas e escalas múltiplas para as quais não há escapatória – ele vai acabar construindo um raio-x completo da sua posição, da forma como a perceber, sem que você tenha qualquer controle sobre o processo – mas isso costuma acontecer apenas em seleções para cargos de altíssimo nível.

Para a maioria dos cargos comuns, a seleção é deixada a cargo da área de pessoal da empresa, ou de uma empresa externa contratada especialmente para isso, e eles tendem a adotar uma série de técnicas de entrevista e redação comuns e bem conhecidas, para as quais há respostas “certas” e “erradas” também comuns e bem conhecidas. As técnicas infelizmente incluem uma série de pegadinhas e outros expedientes que, a pretexto de excluir candidatos despreparados, acabam dificultando a criação de um ambiente em que os candidatos estejam aptos a oferecer respostas diretas e desarmadas.

Já apliquei a minha cota de entrevistas – nunca com pegadinhas! -, e já vi todo tipo de nível de preparo dos candidatos, desde aqueles extremamente aptos a assumir a vaga mas incapazes de se comunicar devido ao nervosismo, até aqueles completamente inadequados para a vaga, mas tão bons comunicadores que esperam convencer o entrevistador de que são sua melhor escolha – sem contar os mentirosos, os lisos, os nervosos e várias outras categorias.

Mas ao longo destas entrevistas, percebi que os candidatos experientes e traquejados se dão bem melhor que os mais “verdes”, porque acabam percebendo o segredo do sucesso em entrevistas de emprego, que é: perceber (ou deduzir razoavelmente) quais as qualificações necessárias para a vaga em disputa, e aí moldar as respostas sobre suas características pessoais a ela, sempre dizendo a verdade, mas escolhendo criteriosamente quais aspectos destacar. Como no caso de um vendedor de carros que, ao vender o seu modelo mais importante, sabe que para um cliente deve dar destaque ao baixo consumo de gasolina, ao outro precisa chamar a atenção para o espaço interno, e a um terceiro precisa falar especificamente sobre a potência do motor, em uma entrevista de emprego você tem de identificar quais as suas características que a empresa está buscando, e colocá-las em destaque na vitrine, como veremos a seguir.

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Emprego: como voltar ao mercado de trabalho

A busca do emprego é difícil para todos, mas pode ser muito mais desafiadora para quem esteve afastado do mercado de trabalho.

Muitas vezes a causa é puro preconceito por parte dos empregadores. Conheço vários casos de pessoas que, mesmo qualificadas, encontram muita dificuldade para encontrar trabalho por alguma destas situações típicas e estereótipos tristemente comuns:

  • Aposentado quer retornar ao mercado para complementar a renda da família
  • Mulher quer voltar a trabalhar após separação
  • Mãe deseja voltar ao trabalho após os filhos chegarem à idade escolar
  • Esposa precisa voltar a trabalhar para complementar renda familiar
  • Funcionário demitido após décadas na mesma empresa precisa encontrar novo emprego

A lista poderia ser muito mais longa, mas os 5 exemplos acima são suficientes para dar a idéia.

Quem nunca conheceu um caso desses? O fato é que o mercado é difícil para todos, mas o preconceito o torna bem mais difícil para diversas categorias, e infelizmente é fácil imaginar o responsável pela seleção pensando: “Esse cara estava parado todos esses anos, não sabe mais fazer nada, tem expectativas altas e vícios formados em seus empregos anteriores, por que eu o contrataria? Prefiro pegar alguém novo, que não se importe de ganhar o piso, e formar a pessoa desde o início”.

Como lidar com isso? Veremos a seguir.

» Leia o restante do artigo “Emprego: como voltar ao mercado de trabalho”

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