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Archive for May, 2007

Como começar - e completar! - seu relatório de estágio ou trabalho de conclusão

Se o seu prazo está acabando e você ainda não começou a fazer o relatório, não se dê por vencido: iniciar a elaborar o trabalho de conclusão de curso é fácil, e completá-lo não é tão difícil quanto parece.

Seu relatório de estágio ou trabalho de conclusão de curso (TCC) é a apresentação escrita e final de seu estudo, pesquisa, projeto ou curso. Como se trata de um relatório científico, você precisa ter em mente desde o princípio os processos básicos do conhecimento científico: seu trabalho deve ser a expressão da resposta à questão originalmente formulada, amparada na sua pesquisa e na sua interpretação dos resultados.

No caso específico do TCC ou relatório de estágio, ele deve incluir também um relato objetivo do cumprimento das atividades obrigatórias pelo currículo do seu curso, incluindo as experiências vividas, atividades desenvolvidas, com destaque para os objetivos - propostos e alcançados.

Assim, sua opinião (”eu acho que…”) não é a estrela, e você também não pode parar após oferecer a solução de um problema proposto, como faria em um comunicado técnico - você tem que pensar como um cientista, e além da questão e das conclusões, o seu relatório tem que descrever o método e as circunstâncias da pesquisa (o que, por que, quando, que material foi utilizado, por quem, quais os critérios, etc.), fazer observações sobre como otimizar os processos, apontar caminhos para que a pesquisa seja aprimorada/ampliada, etc.

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Banners na web funcionam - mesmo quando não geram clicks diretos

Uma pesquisa de consumo revela que o uso de banner funciona, sim. E que quanto maior a frequência de exibição da campanha, maior é a familiaridade do usuário, sem efeitos negativos.

O assunto foi trazido à atenção dos profissionais da web brasileira por um artigo no prestigiado WebInsider, de autoria de Rodrigo Polacco, que é analista especializado em métricas e atua em Business Inteligence na Predicta.

A conclusão vem de um estudo realizado pela Universidade de Chicago, e passa por aquilo que os anunciantes de primeira viagem (que avaliam o sucesso do seu anúncio só pelo número de clicks diretos gerados) têm tanta dificuldade em compreender e aceitar: o estudo demonstrou que a exibição de banners deixa uma impressão mental, mesmo quando os usuários não estão prestando atenção neles. Ou seja: mesmo quando seu banner é exibido mas o usuário não clicou, você ganhou alguma coisa.

Claro que não se trata de uma conclusão nova, mas como é freqüente alguma autoridade declarar a morte dos modelos de publicidade usando banners, de vez em quando surge também algum estudo acadêmico demonstrando que os banners continuam firmes - pelo menos para aquela grande parcela da população on-line que não usa recursos tecnológicos para bloqueá-los.

A pesquisa também trata da questão da atenção: mesmo estando com o foco voltado para outros aspectos dos sites, os usuários inconscientemente aceitam a marca exibida nos banners, conforme aumenta a freqüência de exposição.

Leia o artigo no WebInsider: “E quem disse que os banners não funcionam?” - ao final, ele tem links para o estudo original e para um artigo científico sobre ele.

Estatísticas da web: o que podemos concluir analisando 6.000 posts do Rec6?

Você sabia que a maioria das entradas que chegam a ser destaque no Rec6 completa em até 7 horas o percurso entre a sua postagem por um usuário e a primeira aparição na capa do site, e apenas 8% delas chegam à capa em menos de 60 minutos?

A demografia dos sites de comunidades é um campo de estudo que permite chegar a uma série de conclusões sobre o público que lá se reúne, seus interesses, comportamentos e preferências. Ao longo dos últimos 3 meses venho coletando diariamente dados estatísticos sobre as notícias publicadas na área de Tecnologia do Rec6, um dos mais populares agregadores de notícias nacionais no estilo Digg.

Minha intenção é usar esta informações para outras finalidades, não relacionadas diretamente ao Rec6. Ocorre que o Rec6 é um ponto de reunião de indivíduos com vários perfis que interessam a outras atividades minhas, e estudar este tipo de informação ajuda a agregar valor a estas atividades, com informações, conclusões e insights que são difíceis de obter através de pesquisas estruturadas comuns, porque o que as pessoas publicam (e, especialmente, o que votam) em sites de comunidade tem um grau de espontaneidade que nenhuma pesquisa consegue reproduzir. Ao mesmo tempo, analisar estes dados tem que levar em conta que as margens de erro são imponderáveis, e que as conclusões acabam sendo muito mais subjetivas do que as oriundas de pesquisas tradicionais.

As análises que farei para meu próprio uso não são de interesse geral, e provavelmente não chegarão a ser publicadas aqui. Mas enquanto eu populava o banco de dados com mais de 6000 posts coletados no Rec6 ao longo destes 3 meses, percebi que há uma série de dados ali que podem ser do interesse geral, porque são indicadores de sucesso ou destaque de posts.

É bom lembrar que o sucesso de um post no Rec6 não é um indicativo de qualidade, mas apenas de popularidade. E que ele também não é condicionado apenas pelo conteúdo ou tema dos posts, ou mesmo pela sorte: durante o horário comercial, observa-se sistematicamente que há períodos em que bastam 5 votos (em média) para um post chegar à capa, enquanto há outros em que um post com menos de 9 votos não chegará a obter destaque.

Não sou fominha, e nem acredito que guardar este tipo de conclusão só para mim me daria alguma vantagem - até porque mais gente deve intuir ou mesmo ter apurado os mesmos dados. Os dados agregados não mencionam individualmente nenhum post ou usuário, assim não há preocupações com privacidade ou outras questões individuais. Assim, resolvi compartilhar com vocês estes dados de interesse geral, e imagino até que a divulgação deles não irá alterar em muito o perfil das estatísticas mencionadas, porque tenho certeza absoluta que o número de pessoas que tem o interesse e mesmo a habilidade de usar estes dados para alavancar a divulgação de seu material é relativamente pequeno - e provavelmente são pessoas que têm material de qualidade para divulgar, portanto todo mundo sai ganhando.

Por falar em relativamente pequeno mas com qualidade, vale lembrar que o potencial de geração de tráfego do Rec6 ainda não é muito grande. Mas ele faz algo muito bem: dar projeção e notoriedade a blogs, dentro de um pequeno universo composto por uma série de formadores de opinião em seus próprios nichos, no melhor estilo long tail. A lista dos sites, temas e até palavras-chave que mais aparecem nos posts publicados e destacados por lá contém informações bastante interessantes sobre quem e o que faz sucesso entre este público bastante específico, e selecionado.

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Campanha pela qualidade das discussões nos comentários da web

Todos sabemos que os trolls de fóruns, listas e chats desejam mesmo é criar discussão e obter atenção - eles não estão ali para aprender nada, buscar orientação ou mesmo para tentar convencer os demais. O que eles buscam é o antagonismo - e a sua atenção, é claro. E sempre que você reage debatendo com eles, eles já estão obtendo o que queriam.

Então está lançada a campanha. Convido cada um dos leitores a fazer sua parte nas áreas de discussão em que participam: deixe um troll falando sozinho, e ele rapidamente sufocará. E se concordar com a idéia, ajude a espalhar essa idéia (meme?) onde puder.

Ao mesmo tempo lanço um convite aos leitores que estão assumindo o papel de trolls inconscientemente (ou semi-conscientemente), ou os estimulando e até mesmo ativamente os convidando a se manifestar ruidosamente nos fóruns e chats da vida. Repensem a atitude de gerar ruído, morder todas as iscas, forçar desvios de assuntos, ou ainda de desprezar as opiniões contrárias às suas.

Em especial, convido todos a demonstrar sua cortesia e respeito ao se dirigir aos demais participantes, pois algumas discussões interessantíssimas estão sendo deixadas de lado para atender a provocações.

Referência (BR-Linux.org)

Amplificando o sinal do controle do carro com o seu queixo?

O melhor é sempre lembrar onde o carro está estacionado, mas quando você não tem idéia de onde ele ficou, amplificar o alcance do controle pode ajudar bastante.

A dica vem do Lifehacker e a princípio eu achei que era pegadinha - mas a web está cheia de referências e explicações de por que este truque funciona.

O vídeo acima demonstra, mas para comprovar, você terá que testar por si mesmo. Eu testei agora com o controle da garagem, e deu certo. Segundo os outros textos a respeito que eu li rapidamente, segurar o controle mais alto e posicionado na vertical já ajuda bastante, mas o posicionamento próximo ao queixo realmente leva o sinal mais longe.

Mas se você vive esquecendo em que parte do estacionamento deixou o seu carro, e o seu celular tem câmera, eis uma utilidade para ela: tire uma foto da identificação da seção em que você estacionou, e você não precisará se preocupar em esquecer mais tarde.