Archive for January, 2007

Como arrumar a mala, parte 2: a seqüência de inserção

No artigo anterior nós vimos como escolher a melhor mala e seus acessórios. Hoje vem a parte crucial: como arrumar a mala propriamente dita, aproveitando bem o espaço e amassando as roupas o mínimo possível.

Vamos às dicas:

  1. Não deixe para arrumar a mala no dia da viagem, mesmo que você tenha o dia livre e só vá viajar à noite. A memória e o subconsciente têm mecanismos delicados, e ao longo de uma noite de sono você terá condições de descobrir espontaneamento algo que tenha esquecido ou deixado de considerar ao arrumar a mala. Arrume e feche as malas na véspera, prevendo 5% de espaço para preencher com os esquecimentos - e você verá que serão vários. Aproveite e vá tomando nota das coisas que você só poderá colocar na bagagem na hora de sair, para poder conferir na hora certa.
  2. Não arrume direto na mala. Como em tudo o que é feito de modo racional, planeje antes. Coloque em cima da cama todos os itens que deverão ser levados na mala, para ter idéia das quantidades e do equilíbrio. Agora revise e ajuste, levando em conta pesos, volumes, possibilidade de combinação e a demanda por cada uma das peças de roupas. Resista à tentação de incluir roupas para todas as contingências do tipo “mas e se…?”. Lembre-se de que você pode precisar de roupa de dormir, de roupa de praia, e que geralmente “gasta” mais camisetas do que calças e bermudas. Revise de novo. Só então é a hora de começar a colocar na mala.
  3. Escolha sempre roupas versáteis, como camisetas que podem ser usadas durante dia ou noite, e peças de um mesmo grupo de cores, para poder combinar de maneiras diferentes. O viajante efetivo prefere as roupas feitas leves e resistentes, feitas de tecido que não amassa, como as microfibras, linha e algumas malhas.
  4. Comece a mala pelas calças jeans, que devem ser colocadas no fundo, com as pernas completamente para fora da mala. Quando terminar a mala, coloque as pernas das calças jeans para dentro, “abraçando” as demais roupas - assim elas ficam com menos marcas de dobra.
  5. Em seguida armazene os calçados, aproveitando os cantos. Coloque as meias dentro dos sapatos para aproveitar melhor o espaço e evitar que eles amassem com o peso da mala. Se ainda couber, coloque outras peças pequenas dentro de pequenos sacos plásticos dentro dos sapatos também. Cada par de sapatos deve por sua vez ser colocado em um saco plástico (ou de flanela, muito mais chic) para não sujar ou manchar as outras roupas, nem ser arranhado por fivelas e botões. O viajante efetivo leva na mala um sapato social, quando viaja de tênis, ou um tênis, se viaja de sapato social. Mais do que isso, em termos de calçados, só se estiver indo para a praia e quiser levar um par de sandálias.
  6. Agora as jaquetas, bermudas e outras peças mais volumosas ou resistentes. Minimize o número de dobras, posicione os itens mais pesados próximos ao fundo, e prefira peças de microfibra ou outros tecidos que não ficam amarrotados.
  7. Neste momento a mala já terá uma série de cantos e outros espaços não aproveitados. Preencha-os com roupas e acessórios miúdos, como peças íntimas, cintos, luvas, cachecóis, lenços, gravatas enroladas. Se tiver camisetas para usar informalmente, enrole-as bem (vai evitar marcas de dobra) e coloque-as também. Tente formar uma base uniforme e resistente, para receber a próxima camada.
  8. Agora é a vez das camisas, camisetas e outras roupas que amassam. Abotoe todos os botões, dobre o mínimo possível, e distribua uniformemente. Para evitar dobras “retas”, que ficam mais marcadas, você pode tentar fazer a dobra ao redor de algum outro item macio, como uma camiseta enrolada - ao custo da eficiência no uso do espaço.
  9. Mesmo que você não seja um gênio da moda, escolha calças, casacos, bermudas, camisas, cintos e sapatos que combinem todos entre si. Se estiver indo para algum lugar em que a aparência seja fundamental, escolha cores sóbrias (brancos, pretos, cáquis) para as roupas mais volumosas, e deixe a personalidade para as camisas e os acessórios (gravata, etc.)
  10. Se tiver que colocar um paletó em uma mala comum, deixe-o por último. Vire-o do avesso e dobre em 4, colocando-o por cima dos demais itens da mala.

Leia também: Como arrumar malas, parte 3 - Dicas complementares para o viajante efetivo, Como arrumar a mala com efetividade - parte 1 de 3.

Leia também:

Burnout: Lidando com o esgotamento pessoal no ambiente de trabalho

Como liderar seu chefe

Home office: como organizar

Como arrumar a mala com efetividade - parte 1 de 3

A experiência conta muito, e quando mais você viajar, menor será a sua mala. Mas aprender com a experiência alheia vale muitos pontos, e faz a viagem ser melhor aproveitada!

Nesta primeira parte da série especial sobre como arrumar malas que o Efetividade.net publica esta semana, veremos um aspecto importante desta atividade: a preparação. Veja como dimensionar e escolher os equipamentos e acessórios!

Vamos às dicas:

  1. Quantidade: se for viajar acompanhado com pessoas da família, prefira ter uma mala por pessoa, mas divida as roupas de cada viajante entre as malas do grupo. Assim, se uma mala se extraviar ou atrasar, ninguém vai ficar completamente desguarnecido. Se for viajar sozinho, adapte a dica: tente levar uma muda das roupas essenciais na sua bagagem de mão.


    Mala Cygnus

  2. Se você tem a felicidade de poder escolher qual mala levar, escolha no tamanho certo para poder levar apenas uma mala por pessoa, com rodinhas e puxador retrátil (”telescópico”) para transporte. A mala ideal é leve, resistente e expansível, ou seja, tem aquele recurso moderno que permite, através de um zíper, desfazer uma dobra e aumentar em 20% a capacidade de carga. Arrume a mala antes da viagem de ida com este zíper fechado, e você terá espaço suficiente na volta para incluir os itens que adquiriu, e para acomodar as roupas sujas, que tendem a ocupar mais espaço. Essa da foto é uma mala Cygnus, boa candidata: é expansível, tem alça telescópica com 3 estágios, 2 bolsos externos frontais e 1 traseiro, rodinhas, bolsos internos e alça para fixar as roupas.
  3. Se for para uma feira de negócios ou outro tipo de evento com grande possibilidade de receber vários catálogos, literatura e brindes, leve dentro da mala uma mochila dobrável e resistente , fácil de comprar em lojas de artigos de viagem, para despachar com segurança os itens adicionais na volta. E sempre leve consigo grandes sacos plásticos resistentes, para separar a roupa suja dentro da mala.
  4. Sua mala foi produzida em série, e é provável que haja várias iguais a ela em cada esteira de aeroporto e saguão de hotel. Para casos de extravio, identifique-a de forma clara e evidente, por dentro e por fora, com seu telefone, pessoa de contato em casa, nome do hotel em que vai se hospedar e período. Coloque um item de cor vibrante (por exemplo, uma fita, flâmula resistente ou adesivo) amarrado nas alças também, de modo a chamar a atenção na hora certa de alguém que esteja prestes a pegá-la por engano na esteira.

  5. Cadeados de malas não costumam ser resistentes, mas a razão é simples: geralmente o ladrão não leva a mala embora, ele quer abri-la, tirar algo de valor e sair discretamente. Você estará sempre em ambientes com múltiplas malas, então o ladrão irá tender a tentar roubar quem não toma este cuidado básico. Prefira um cadeado de segredo, para evitar o grave dilema entre deixar a chave no hotel (reduzindo a segurança) ou levá-la consigo (e correr o risco de perder). Mas escolha um segredo que você não vá esquecer, e não seja 1234 e nem 9999!


    Cinta interna para dinheiro

  6. Por falar em segurança, marcas especializadas em acessórios de viagens, como a Primícia, vendem barato cintas especiais para levar dinheiro e documentos. As mais interessantes lembram uma pochete fina, mas devem naturalmente ser usadas por dentro da roupa.
  7. Tenha também consigo uma cópia dos documentos essenciais: passagens (se for o caso), passaporte, identidade, lista de contatos e algum dinheiro em espécie (na moeda local) armazenados com segurança e longe dos originais e demais valores, para o início das providências em caso de imprevistos mais sérios.
  8. Se for viajar longos trechos de avião ou de trem, vale a pena (após cuidar da segurança) ter uma daquelas máscaras de dormir (tem para vender em toda loja de artigos de viagem) e tampões de ouvido, além de um suprimento de chicletes para lidar com as alterações de pressão na cabine do avião.
  9. Frasqueira não é (só) coisa de frutinha! Você deve precisar levar pasta de dente, remédios, possivelmente um shampoo ou outros produtos de higiene. Escolha uma frasqueira “chata” para aproveitar melhor o espaço, e tão rígida quanto possível - tudo o que você NÃO deseja é que o shampoo ou a pasta de dente vazem por causa da pressão interna da mala. Se não tiver uma à mão, um bom tupperware pode substituir, mas vede bem. Já foi comum sugerir que a frasqueira viaje na bagagem de mão, mas com a paranóia crescente no transporte aéreo, colocar na bagagem (no ALTO da mala, e não nos bolsos externos) é a melhor opção. Se você for paranóico ou previdente, pode optar por colocar os frascos de líquidos dentro de plásticos vedados com elásticos, para reduzir ainda mais o risco de um vazamento atingir suas roupas.

  10. Para a bagagem de mão prefira uma mochila pequena, mas espaçosa e resistente, com vários compartimentos. A mochila ideal para notebooks também é excelente para levar bagagem de mão, e se converte em “day pack” durante a viagem. Se couber, leve na mochila uma garrafinha com água e algumas barras de cereal que resistam bem ao calor - quantas vezes em viagens você já se viu com sede ou fome e sabendo que teria de aguardar algumas horas até chegar a algum lugar onde haja lanches? Se você tiver um daqueles travesseiros infláveis que se ajustam ao redor do pescoço, leve sempre consigo também, e repouse no ônibus, trem, avião ou mesmo no banco de trás do carro com muito mais conforto. Em vôos domésticos é permitido levar bolsa de mão, maleta ou equipamento com peso máximo de 5 kg e com dimensões (soma de altura+largura+profundidade) de até 115 cm. A bagagem deve caber embaixo do assento ou nos compartimentos acima das poltronas e não podem incomodar os demais passageiros, nem ameaçar a segurança do vôo.

Sobre pesquisas de popularidade na Internet e o míssil do Cancerman

Correndo o risco de encher o saco de vocês com o 5o. post no mesmo dia (sim, o dia dos blogs não termina à meia noite) , não consegui me conter e tenho de fazer um breve comentário sobre a análise do Cardoso sobre os rankings de blogs.

Não vou reproduzir os argumentos dele aqui (pra isso você pode simplesmente seguir o link acima), mas quero só acrescentar que na minha opinião ele está coberto de razão: é muito bom quando o seu blog aparece em rankings, também espero ainda aparecer em muitos (o BR-Linux de vez em quando brilha, mas o Efetividade ainda tem que comer muito feijão com arroz), mas o ranking em si não prova nem classifica nada além da opinião dos votantes diretamente, nem mesmo quando a diferença entre os premiados é tão grande quanto a que deu na categoria Blogs dos Tchananã Awards do sempre divertido Judão.

E qualquer estudante de pesquisa 2 ou de estatística que tenha passado de fase sem colar pode explicar a razão: compor uma amostra equilibrada é difícil, e os desvios grandes são quase impossíveis de conter e equilibrar quando a votação é voluntária e por iniciativa do votante.

Então, exceto quando a amostra é gigantesca e completamente diversa, raramente o resultado das votações de popularidade via Internet demonstram algo que possa ser extrapolado como sendo além da opinião exclusivamente de quem votou. Pesquisas como a do Technorati (baseada em links), ou a do Google (o pagerank, também baseado em links) se beneficiam do tamanho e da diversidade da amostra, mas ainda assim são fortemente desviadas, e não demonstram com clareza nem mesmo a popularidade.

Dito isto, vamos a mais uma sessão de perguntas e respostas do Efetividade:

Estes índices valem menos por causa disso? Claro que não, são indicadores e ajudam a classificar, além disso estão entre os mais amplos e independentes índices de que dispomos. Da mesma forma, as pesquisas específicas de sites (seja a do BR-Linux, a do Judão ou as do Terra) são uma indicação do pensamento do seu próprio público, e em alguns casos também são os melhores dados de que dispomos sobre determinadas opiniões, ou para cruzar com outros dados disponíveis.

Mas algum destes dados pode ser tomado como representativo de uma opinião da população digital como um todo? Não, de forma geral não, ou pelo menos não isoladamente. Apenas em alguns casos específicos são o melhor indicador disponível.

Como fazer uma pesquisa representativa na Internet? Bom, você pode me contratar para uma consultoria. Tem que definir o objeto, identificar a população e suas categorias, calcular o tamanho da amostra para a margem de erro desejada, selecionar os integrantes da amostra com estratificação e de forma não voluntária… Pensando bem, dá muito trabalho. Consulte o CRA do seu estado, eles podem indicar uma empresa idônea!

Então essas listas não valem nada?

Claro que valem! São divertidas, é um grande reconhecimento constar delas, e eu quero ver o Efetividade.net em muitas ainda, incluindo a do prêmio Nobel de Medicina, o VMA, o VMB e o Oscar de efeitos especiais. Queria também que o Poeira Cósmica tivesse constado na lista da revista Época, mas agora é tarde ;-)

Quem aparece tem mais é que comemorar, e quem não aparece tem mais é que batalhar pra aparecer na próxima.

Confesso que escrevi este post inteiro só para poder dizer que concordo integralmente (com a ressalva obrigatória de que escrever pensando em ganhar dinheiro é apenas um entre os muitos objetivos possíveis para alguém que escreve blogs) com o Cardoso quando ele escreve :

Lembre-se, nenhum ranking é absoluto, os baseados em links, como o BlogBlogs e o Technorati são extremamente volúveis, e quem achar que um prêmio desses é motivo para se deitar sobre os louros. está ferrado. Até porque se deitar sobre os louros é uma boiolice danada, e deitar-se sobre as louras, dada minha massa, pode ser danoso à saúde das meninas.

Escrever pensando em dinheiro é kosher. Se você tem um mínimo de visão vai se esforçar para produzir um conteúdo excelente, pois este dará muito mais retorno do que um post miguchês descartável. Objetivo: Dinheiro: Meio: textos de qualidade. Funciona. Já escrever pensando em prêmios e rankings? Você quer mesmo que a praga que foi o auge do iBest volte, quando todo site tinha uma telinha “vote pelamordedeus no flogão BixoKarente para best melhor blog de 2004″?

Não vamos fazer voltar aquela época triste da busca desenfreada pelos prêmios do Ibest, quando ele ainda funcionava mais ou menos como no esquema de rifa de colégio, em que a turma que vendesse mais bilhetes ganhava o passeio ao zoológico! Os prêmios são legais (sempre gosto de constar nas listas) mas não devem voltar a ser o objetivo.


“Agente” Spender, o Cancerman do Arquivo X

E qual a participação do míssil do Cancerman nessa história? Olha, quando eu comecei a escrever este post eu tinha feito alguma conexão entre a possibilidade de o Cancerman ter escapado daquele míssil lançado contra ele no último episódio do X Files e a possibilidade de estas pesquisas nossas de cada dia indicarem alguma coisa com precisão científica, mas confesso que não lembro mais qual era. Foi mal.

E meus parabéns ao Jacaré Banguela e a todos os demais classificados pelo público do Judão!

Arrumando as malas com efetividade: semana das malas no Efetividade.net

A experiência conta muito, e quando mais você viajar, menor será a sua mala. Mas aprender com a experiência alheia vale muitos pontos, e não há por que cometer os mesmos erros que todo mundo já cometeu, sabendo que há tantos erros novos que ainda podem ser cometidos!

Por que escrever sobre arrumar malas?

Na semana passada, enquanto assava um churrasco com amigos, uma TV estava ligada e mostrou por acaso a uma entrevista do Max Gehringer na TV, dando dicas sobre carreira. O Max em geral dá dicas boas e provoca a reflexão e o debate, mas desta vez disse algo que chamou a atenção: o jovem que não sente uma vocação para uma determinada área e não sabe no que pretende trabalhar, mas quer fazer curso superior (e é bom que queira!), escolhe bem se resolver fazer um curso de Administração, porque é amplo e generalista, e complementa muito bem este mundo de especialistas profissionais em que vivemos hoje.

No churrasco havia representantes de várias profissões: uma médica, uma dentista, um engenheiro, alguns advogados e alguns estudantes de áreas variadas. E eu era o único administrador, aí naturalmente virei o alvo dos comentários, a favor e contra as afirmações do Max, alguns expressando o óbvio (que sem especialistas os administradores não poderiam operar cérebros ou construir barragens, por exemplo), outros reconhecendo o que o Max quis mesmo dizer (que a presença de um administrador generalista pode potencializar a efetividade dos especialistas), e outros aproveitando para falar mal dos seus chefes, a maioria dos quais (descobri após uma breve enquete) tinham formação de especialista nas mesmas áreas das pessoas que estavam criticando, e não a formação de administrador.

E o engenheiro presente me pediu um exemplo dessa suposta vantagem do administrador por ser um generalista profissional. Aproveitei para explicar que ser um administrador generalista não significa ser um “especialista em nada” e nem um “sabe-tudo profissional”, mas sim ser um especialista em administrar, com treinamento específico para entender o funcionamento e os relacionamentos entre todas as áreas (inclusive as mais técnicas) de uma organização (mas não entender a fundo a especialidade de cada profissional, claro) .

O exemplo que pude oferecer de imediato, e que felizmente convenceu a todos rapidamente, porque o churrasco estava quase pronto, era a pauta do Efetividade, que a maioria dos presentes lê: é um blog todo baseado em conceitos de Administração (inclusive o de efetividade em si), e justamente por isso consegue absorver uma gama variadíssima de assuntos: de mochilas a preços de passagens de avião, passando por otimização de blogs, apresentações de slides, presentes de Natal… tudo com um toque de busca da efetividade, de otimização de procedimentos e de maximização do retorno. Generalista sem ser desprovido de foco.

Mas enquanto estávamos comendo a primeira tábua de alcatra, uma das gurias propôs que os presentes me desafiassem a escrever um artigo sobre algum assunto que eles inventassem, e no qual eu não fosse especialista. E eu usei a resposta técnica normal nestes casos: “por que não cuidas da tua vida, sua mala?” Mas era tarde demais, a semente estava lançada, e eu fui desafiado por todos a escrever um artigo sobre… arrumar malas. E o desafio vale uma caixa de Budweiser importada dos EUA (e não essa da Argentina que tem nos supermercados daqui).

Vocês acham que vou ganhar? Imediatamente lembrei a todos que arrumar a mala com efetividade pressupõe grandes doses de bom senso e um bom levantamento preliminar de todas as informações essenciais sobre o roteiro da viagem, meios de transporte, a temperatura e clima do local, a duração da estadia e o tipo de eventos que você irá encontrar: praias, reuniões de negócios, longas caminhadas ou o que for. E mais:

  • que as pessoas que registram na memória suas experiências com arrumação de malas, ou que procuram experiências alheias na literatura a respeito (gestão do conhecimento) na hora de arrumar têm mais chances de alcançar um bom resultado logo na primeira vez (qualidade)
  • que a disciplina de cenários é usada ordinariamente por qualquer mulher que arruma a mala pensando “e se chover no deserto?”, “e se depois do enterro tiver um baile?”, “e se tiver uma praia na estação de esqui?”…
  • que todos os presentes, quando arrumam sua bagagem, levam em conta as contingências e efetuam planejamento.

Ou seja: fui um mala também. Daí pioraram minhas condições: o artigo tem que ter pelo menos 3 partes/capítulos, cada um com pelo menos 10 itens (este de hoje não conta). Se eles gerarem mais do que 10 comentários ou trackbacks ao longo da semana, ganho em dobro. E se eu não conseguir, tenho que pagar uma caixa de cerveja nacional a cada um dos presentes.

Portanto, preparem-se: esta será a semana das malas no Efetividade.net ;-)

O dia seguinte no atraso dos cheques do Adsense: transformando o limão em uma boa limonada

Entenda a diferença entre situação financeira e situação econômica, e como lidar melhor com o atraso do cheque do Adsense - e planeje o dia seguinte mesmo se você não planejou o dia de hoje!

Faz aproximadamente uma semana que os blogueiros brasileiros descobriram que o pagamento do Adsense efetuado em dezembro vai atrasar, e que o atraso por enquanto é por tempo indeterminado: sabe-se que a normativa 560/2005 da Receita Federal proíbe mesmo os cheques por courier internacional, mas não se sabe se este é o único entrave, qual a solução que será adotada, ou quando.

E o Google está agindo corretamente ao não comentar o processo em andamento neste momento, embora isso não facilite nossas vidas - adiantar alguma estratégia antes da conclusão pode prejudicar a todos. Já a autoridade que barrou os cheques poderia e deveria divulgar sua posição, o que já nos daria alguma luz.

Premissas

Mas, mesmo sem saber quanto a situação irá durar, cabe a cada um de nós escolher como lidar com elas. É importante lembrar que o débito do Google com seus associados (nós) é certo, e terá que ser saldado. Se eles achassem que não iriam conseguir pagar, já teriam mandado suspender os anúncios, ou teriam começado a disponibilizar para nós só aqueles anúncios do tipo “Curiosidades do Google”, falando sobre a origem do pégaso e a profundidade do oceano.

Portanto, vamos partir das premissas de que os pagamentos atrasados serão saldados, de que os anúncios exibidos durante o atraso também serão pagos, e que não sabemos quanto irá durar o impasse.

E veremos a seguir como lidar com o hoje (o período de suspensão) e com o amanhã (o dia do pagamento pendente) baseados nessas premissas.
» Leia o restante do artigo “O dia seguinte no atraso dos cheques do Adsense: transformando o limão em uma boa limonada”