Como já mencionei anteriormente na série de dicas para modelos de currÃculos aqui do Efetividade.net, parte do meu trabalho envolve selecionar profissionais de informática para vagas variadas na organização em que exerço minhas atividades. Geralmente não sou eu que faço a prospecção dos candidatos, mas recebo os currÃculos previamente homologados pela área de Recursos Humanos, seleciono os mais promissores considerando a quantidade de vagas e convido-os para a famigerada entrevista, que é geralmente a prova de fogo - quem passa está dentro, ou no mÃnimo vai para a fila do banco de talentos. Mas quem não passa está pior do que os que tiveram seu currÃculo deixado de lado, porque de fato está fora e não será chamado novamente nem se sobrarem vagas.
O que todo candidato secretamente suspeita é verdade: mesmo nas entrevistas sem “pegadinhas” e testes ocultos, tudo o que o candidato faz está sendo notado. Quando sou eu que coordeno um processo de entrevista, procuro marcar múltiplas entrevistas em um mesmo horário para usar eficientemente o tempo da banca entrevistadora, ofereço uma sala de espera com revistas e lugar para sentar, e conduzo uma reunião prévia de orientação aos candidatos nesta sala, 10 minutos depois da hora marcada (embora eu procure chegar lá na hora certa, “gasto” os primeiros 10 minutos com conversas, para dar um mÃnimo de tolerância a quem chegar atrasado), para me apresentar, informar detalhes sobre o procedimento, e ouvir as dúvidas.
O objetivo desta sala de espera confortável e da marcação de entrevistas neste mesmo horário é exatamente este que descrevi, mas naturalmente eu observo muitas coisas já neste momento. Algum dos candidatos monopoliza o espaço de dúvidas? Algum interrompe o outro que estava falando? Algum demonstra potencial de liderança e fala em nome dos outros? Qual a natureza das perguntas: é sobre os benefÃcios ou sobre o tipo do trabalho? Quem escolhe ler as revistas de notÃcias, quem prefere as de informática e quem fica feliz de encontrar revistas recentes em inglês? E assim por diante. Não existem respostas certas nem notas, mas tudo isto ajuda a compor o quadro mental sobre cada candidato.
Se você for ser entrevistado e a banca incluir um profissional de recursos humanos, ou um administrador que prestou atenção nas aulas de psicologia organizacional e nas de RH em geral (meu caso!), não fique tenso, mas saiba que eles estarão olhando objetivamente para uma série de fatores que vão bem além das respostas que você dá.
E é por essa razão, e para ajudar os bons candidatos a se destacar - porque os maus candidatos não lêem o Efetividade.net mesmo ;-) - selecionei algumas dicas sobre como se dar bem na sua entrevista. O objetivo é facilitar para que você consiga não armar uma armadilha para si mesmo, e que os entrevistadores consigam vê-lo como você realmente é.
Mesmo que você não tenha uma entrevista de emprego em mente, as dicas podem ser úteis para qualquer contato em que você precise vender uma idéia ou defender algo que seja do seu interesse, para um contato que não seja hostil mas também não esteja convencido dos méritos da sua proposta - como ocorre em qualquer entrevista de emprego bem conduzida.
A primeira parte da série, publicada hoje, fala sobre o que fazer antes da entrevista, para chegar preparado. As partes adicionais serão publicadas futuramente aqui no Efetividade.net, conforme o planejamento abaixo:
- Antes da entrevista - a preparação (publicado hoje)
- Durante a entrevista - o que fazer
- Durante a entrevista - o que NÃO fazer
Juntamente com a parte 3, publicarei a lista de referências e links para maiores informações.
Veja abaixo a primeira parte, e aguarde a publicação das demais!
» Leia o restante do artigo “Entrevista de emprego: como se sair bem - parte 1: antes da entrevista”